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PMs São Expulsos por Ligação com Milícia Sanguinária, Venda de Armas e Sequestro na Zona Oeste do Rio

Dois policiais militares foram expulsos da corporação após serem apontados como integrantes de uma milícia violenta comandada pelo ex-PM conhecido como “Batata”, acusado de liderar uma organização criminosa envolvida em execuções, comércio ilegal de armas e domínio armado de territórios na Zona Oeste do Rio. Um dos agentes é acusado de vender armas de fogo de forma clandestina e de participar do sequestro de uma vítima identificada como A.S. Já o outro também é suspeito de atuar no esquema ilegal de armamentos. Além de “Batata”, a quadrilha contava com criminosos conhecidos como Rodriguinho, “2P” ou “Papai”, André Boto, Diony e Vitinho — todos apontados como peças-chave no funcionamento da organização. Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o grupo atuava como uma verdadeira máquina criminosa, praticando homicídios sob encomenda, corrupção e comércio ilegal de armas de uso restrito. As apurações revelaram que os próprios PMs tinham funções definidas dentro da organização. Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que, entre outubro e novembro de 2021, o sargento Chagas negociava armas, munições e acessórios proibidos sem qualquer autorização legal. Já o sargento Da Silva, conhecido como “Bruno Estilo”, aparece como comprador recorrente desse arsenal clandestino em diferentes datas de 2021, sempre por meio de aplicativos de mensagem. Os crimes envolvem armamento de uso restrito, incluindo munições e equipamentos proibidos, movimentados de forma ilegal dentro da própria estrutura da milícia. A violência do grupo vai além do comércio de armas. Em agosto de 2021, Da Silva é acusado de sequestrar e manter uma pessoa em cárcere privado, reforçando o padrão de atuação brutal da quadrilha. As investigações também ligam o policial a um homicídio executado com extrema violência em Realengo. De acordo com os autos, no dia 4 de outubro de 2021, ele, ao lado de comparsas, abriu fogo contra um homem conhecido como “Alemão”, utilizando fuzil 7.62 e pistola 9mm, em plena luz do dia. A execução, segundo o Ministério Público, foi encomendada e paga pelo chefe da milícia, “Batata”, como parte de uma disputa por território criminoso. O ataque ocorreu em área urbana movimentada, colocando em risco a vida de inúmeras pessoas. O GAECO deflagrou uma operação em maio de 2025 para cumprir mandados de prisão preventiva contra os envolvidos. Os dois policiais chegaram a ser presos e ficaram detidos em unidade prisional da própria PM. O sargento Da Silva nega as acusações e afirma que o caso se baseia apenas em provas digitais, que estariam sendo contestadas pela defesa. Já Chagas também nega envolvimento e diz não conhecer as pessoas que o citaram nas investigações. Apesar das negativas, o Ministério Público denunciou os dois pelos crimes.

Empresário Morto por PMs no Rio Tinha Pendências na Justiça — Mas Nada Indica Relação com a Execução

A família do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, morto durante uma ação de PMs na Pavuna, na semana passada, planejava deixar o Rio de Janeiro e se mudar para Foz do Iguaçu (PR), onde ele enfrentava pendências judiciais. Daniel respondia a um processo por danos morais no Tribunal de Justiça do Paraná — cujo conteúdo não foi disponibilizado pelo órgão. Além disso, no ano passado, ele chegou a ser investigado por suspeita de descaminho, após tentar entrar no Brasil com mercadorias estrangeiras sem a devida declaração. O caso teve origem em uma representação fiscal da Delegacia da Receita Federal em Curitiba, após a apreensão de produtos em Foz do Iguaçu, em 15 de abril de 2025. O valor dos tributos envolvidos — cerca de R$ 6 mil — ficou abaixo do mínimo exigido para caracterizar crime de descaminho. Por isso, a Justiça considerou a conduta de baixo potencial ofensivo e arquivou o caso. Não houve prisão em flagrante, apenas a apreensão das mercadorias. Até o momento, não há qualquer evidência de que essas pendências tenham relação com a morte do empresário. A linha de investigação, na verdade, aponta para outro ponto considerado crucial: por que Daniel estava sendo monitorado pelos policiais horas antes de ser morto. Imagens de câmeras corporais mostram os PMs em contato com um informante, que relatava em tempo real os passos do empresário naquela noite — indicando que ele era acompanhado de perto antes da abordagem. Os vídeos também não sustentam a versão apresentada pelos agentes de que Daniel teria jogado o carro contra a equipe para justificar uma reação em legítima defesa. Os policiais foram presos por homicídio doloso, e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) concentra agora as apurações justamente na real motivação do crime — especialmente no motivo pelo qual o empresário passou a ser monitorado pelos agentes antes da ação que terminou em morte. “O GAESP/MPRJ também segue acompanhando o andamento das investigações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Delegacia de Homicídios da Capital para esclarecer as circunstâncias da ação policial, identificar eventuais irregularidades em relação aos protocolos operacionais e apurar a responsabilidade de todos os envolvidos, inclusive os que não estavam presentes na cena do crime”, diz a nota. A família disse que o carro do empresário foi atingido por 23 tiros. Ele morreu baleado na cabeça.

Adolescente morador do Caju (TCP) foi sequestrado e morto por traficantes do Parque Arará (CV)

Um adolescente identificado como Ruan, de 16 anos, foi sequestrado e morto na Favela do Arará, na Zona Norte do Rio de Janeiro, área sob influência do Comando Vermelho. Segundo testemunhas ouvidas pelo repórter Bruno Assunção, o jovem seria morador do Caju, região controlada por uma facção rival. As duas localidades são separadas pela Avenida Brasil, considerada uma linha divisória entre territórios dominados por grupos criminosos distintos. De acordo com relatos, Ruan teria ido até o Arará para deixar uma jovem com quem estaria se relacionando. No local, ele acabou sendo reconhecido como morador de uma área rival, o que teria motivado o crime. Ainda segundo as informações, o adolescente foi brutalmente espanc4do e  logo depois m/rto. O corpo foi posteriormente deixado às margens da Avenida Brasil, em meio a uma pilha de lixo. Familiares e amigos da vítima utilizam as redes sociais para cobrar justiça e pedem uma resposta das autoridades.

Vereador morto em Nova Iguaçu já havia sido detido em operação contra milícia e teve arma e R$ 35 mil apreendidos

O assassinato do vereador de Nova Iguaçu Germano Silva de Oliveira, conhecido como Maninho de Cabuçu, segue gerando desdobramentos e trazendo à tona episódios anteriores envolvendo o histórico do político. Levantamento feito por nossa reportagem identificou uma matéria publicada pelo jornal Extra em 22 de setembro de 2016, assinada pelo repórter Rafael Soares, que revela que Maninho — à época candidato a vereador — foi detido por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Na ocasião, a especializada realizava uma operação para cumprir mandados de prisão contra suspeitos de integrar uma milícia que atuava na Baixada Fluminense. Segundo a reportagem, denúncias anônimas encaminhadas à Draco apontavam o então candidato como suposto integrante do grupo paramilitar. Durante a ação, policiais estiveram na residência de Maninho, onde apreenderam uma pistola com documentação irregular e cerca de R$ 35 mil em espécie. Ainda de acordo com o Extra, o delegado Alexandre Herdy, então titular da Draco, confirmou que o nome de Maninho apareceu nas denúncias recebidas pela especializada no contexto da investigação. O texto também destacava que Germano Silva de Oliveira ocupou cargo de confiança na Prefeitura de Nova Iguaçu entre 2013 e junho de 2016. Conforme registro no Diário Oficial de 1º de julho daquele ano, ele foi exonerado “a pedido” pelo então prefeito Nelson Bornier para disputar as eleições. Na administração municipal, exercia a função de assessor especial do prefeito. Apesar dos episódios, Maninho não chegou a se tornar réu no caso, e seu suposto envolvimento com milícia não foi comprovado oficialmente pelas investigações. Quatro anos depois, como já revelado anteriormente por nossa reportagem, o nome do político voltou a aparecer em outra operação policial voltada ao combate à milícia. Na ocasião, sua residência foi alvo de mandado de busca e apreensão. Informações divulgadas à época — também não comprovadas — indicavam que ele teria sido apontado como possível candidato apoiado pelo grupo paramilitar. A morte de Maninho de Cabuçu está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Até o momento, não há indicação de que o homicídio tenha relação com as operações anteriores envolvendo investigações sobre milícia.

Vereador morto em Nova Iguaçu foi alvo de operação contra milícia há seis anos, mas nada foi comprovado

Morto na manhã desta quinta-feira após ser baleado no dia anterior, o vereador Germano Silva de Oliveira, o Maninho do Cabuçu, já havia sido alvo de uma operação da Polícia Civil contra a milícia que atuava na Baixada Fluminense. A ação ocorreu em 2020, quando agentes cumpriram mandados e realizaram buscas em endereços ligados a investigados — entre eles, a residência do parlamentar. Na época, reportagens (inclusive do G1) apontaram que Maninho teria sido citado como possível candidato com apoio do grupo criminoso. Posteriormente, no entanto, não houve confirmação oficial dessa informação, nem divulgação de desdobramentos que comprovassem a acusação. Aquela operação que Maninho fo alvo era para investigar o assassinato do vereador Domingos Cabral. O irmão do político, um PM, comandava uma milícia na região. Até o momento, também não há qualquer indicação de que o atentado que resultou na morte do vereador tenha relação com aquela investigação. ATAQUE A TIROS Maninho foi baleado na tarde de quarta-feira, nas proximidades do Posto Aliança, na Avenida Abílio Augusto Távora, em Nova Iguaçu. Segundo relatos, homens armados se aproximaram e efetuaram disparos. O vereador foi atingido nas costas. Policiais do 20º BPM prestaram socorro e o levaram para a UPA de Cabuçu. Ele chegou consciente e com estado considerado estável. Em seguida, foi transferido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta quinta-feira. CENÁRIO DA MILÍCIA NA REGIÃO A operação que citou o nome do vereador tinha como alvo a organização criminosa que, à época, era comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, e tinha como um dos principais nomes Danilo Dias Lima, o Tandera. Atualmente, segundo investigações, o grupo que atua na região é associado à liderança de Juninho Varão. INVESTIGAÇÃO O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Flumiensne que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. Até agora, não há informações oficiais sobre suspeitos ou possíveis ligações entre o homicídio e investigações anteriores. NOTA OFICIAL DA CÂMARA DE NOVA IGUAÇU A Câmara Municipal de Nova Iguaçu manifesta profundo pesar pelo falecimento do vereador Maninho de Cabuçu, ocorrido na madrugada desta quinta-feira, após ter sido vítima de um atentado na tarde de ontem, em Cabuçu. Neste momento de dor, nos solidarizamos com seus familiares, amigos e toda a população de Nova Iguaçu, especialmente da região de Cabuçu, onde o vereador construiu sua trajetória de dedicação à vida pública. Em razão dessa perda irreparável, o presidente da Câmara, Dr. Marcio Guerreiro, decretou luto oficial de 5 dias no município. Os vereadores reforçam a necessidade de rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes e esperam que os responsáveis por este ato de violência sejam identificados e presos o mais rápido possível. Casado e pai de três filhos, Maninho estava no segundo mandato de vereador. Que sua trajetória de trabalho e compromisso com a população seja lembrada e respeitada. Ao longo do dia iremos passar mais informações sobre o falecimento do vereador. O velório será no plenário da Casa, na parte da tarde de hoje.

Homem considerado X9 caiu no ‘tribunal do tráfico’ do CV em Três Rios sendo morto com golpes de enxada e cadeiradas

Um homem foi morto com golpes de enxada e cadeiradas após cair no ‘tribunal do tráfico’ do Comando Vermelho na cidade de Três Rios, no interior fluminense. A vítima foi acusada de ser X9 da polícia. O crime ocorreu em outubro e o Ministério Público Estadual denunciou três suspeitos. O alvo foi submetida a intenso e desnecessário sofrimento, sendo brutalmente espancada com golpes de enxada, em evidente excesso de violência, o que tornou impossível a defesa da vítima , que estava dormindo no momento da execução. A vítima passou a ser considerada “x9” pela facção criminosa Comando Vermelho após, em tese, ter informado à Polícia Militar o paradeiro de uma carga de drogas e de demais objetos referentes à traficância. Com isso, um dos líderes da facção e responsável pelo “tribunal do tráfico”, determinou a morte da vítima. Na ocasião dos fatos, a vítima e dois dos autores encontravam- se na mesma residência e, com o intuito de cumprir a ordem emanada, aguardaram que o ofendido adormecesse. Após constatarem que a vítima estava dormindo, um dos autores pegou uma cadeira e uma enxada e passou a desferir-lhe diversos golpes, causando-lhe a morte.Uma mulher registrou um vídeo do momento da execução, afirmando para a vítima que “se ela corresse ia ser pior”. O mandante do crime realizava diversas publicações em redes sociais fazendo expressa referência ao denominado “tribunal do tráfico” , inclusive com a divulgação de vídeo da execução , bem como ostentando arma de fogo e se apresentando como figura de autoridade no âmbito da facção criminosa Comando Vermelho. O bandido que atirou na vítima confessou o crime aos policiais militares que atenderam a ocorrência, assumindo expressamente sua autoria .

Homem morto na Abolição ontem disse a policiais que fazia parte da milícia quando foi preso em 2023

O homem que foi assassinado ontem no bairro da Abolição quando foi preso em 2023 admitiu aos policiais que fazia parte da milícia, segundo informações do Tribunal de Justiça; Antônio Sérgio Tosca Júnior havia sido preso em 20 de outubro de 2023 na Rua Honório, em Todos os Santos. Na ocasião, tinha uma pistola Glock calibre 9mm, com numeração numeração suprimida, municiada com um carregador estendido, com 30 munições, 2 carregadores sobressalentes municiados, totalizando 70 munições, bem como 06 granadas e uma munição, calibre 7,62. Além disso, estava com um veículo VW/Cross, de cor branca, produto de roubo e que tinha placa adulterada. Na ocasião, , policiais civis lotados na 19ª DP após obterem informações do setor de inteligência de que ocorreria um roubo na Rua Honório, nas proximidades do nº 377, Todos os Santos, dirigiram-se para o local indicado. Chegando lá, avistaram o veículo VW estacionado irregularmente na calçada. Realizada consulta ao Proderj, os agentes constataram que o veículo estava registrado em nome de H.F.D o qual se localizava em Minas Gerais. Em contato com o dono, este declarou que o veículo se encontrava em seu poder e que estava recebendo multas não reconhecidas, oriundas do Estado do Rio de Janeiro. Em dado instante, os agentes avistaram Antônio ingressando no carro e dando a partida, ocasião em que realizaram a abordagem. No momento da abordagem, o suspeito admitiu aos agentes que o veículo era clonado, que integrava milícia e que possuía armas de fogo em sua residência, local onde o automóvel estava estacionado. Um policial civil prestou depoimento na época e disse que Antõnio afirmou que pertencia a uma milícia na beira da Linha Amarela, provavelmente a que atua na comunidade do Guarda, em Del Castilho. Ouvida na época, a mulher de Antônio falou que desconhecia o envolvimento dele com grupo paramilitar. Antônio chegou a fazer parte do programa Segurança Presente do governo estadual , atuando no bairro do Centro e também foi paraquedista, tendo ficado oito anos no Exército. Ele foi morto na Avenida Dom Hélder Câmara. Segundo testemunhas, o homem estava dentro do carro quando acabou cercado por criminosos armados, que efetuaram os disparos. Ele perdeu o controle do veículo e colidiu com um estabelecimento comercial

Tiro fatal na Barra: Justiça aponta que rapaz morto por causa de discussão de camarote já estava contido no momento do disparo e contesta tese de legítima defesa de PM suspeito

Um relatório da Justiça indica que o homem morto na madrugada da última segunda-feira (13) dentro de um restaurante na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, já estaria contido por frequentadores do local no momento do disparo que o atingiu. A conclusão, segundo os autos, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pelo policial militar apontado como autor do disparo, o PM Milton Lopes dos Santos. De acordo com o processo, a vítima, identificada como Ryan Victor Araújo dos Santos, foi atingida por um disparo de arma de fogo dentro do estabelecimento. Ele chegou a ser socorrido ainda com vida por policiais militares e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As investigações iniciais apontam que o caso teve início dentro do restaurante em meio a um desentendimento por disputa de espaço em área reservada (camarote), envolvendo a vítima e outros frequentadores do local. Segundo os autos, o policial militar estava presente no ambiente e teria efetuado o disparo que atingiu Ryan durante o desenrolar da confusão. O relatório judicial descreve que, no interior do restaurante, a vítima passou a apresentar comportamento alterado, possivelmente em razão da ingestão de álcool, envolvendo-se em discussões justamente pela disputa do camarote. A situação, conforme a documentação do processo, evoluiu para agressões físicas. Ainda segundo relatos reunidos nos autos, Ryan teria sido retirado do local por seguranças, mas retornado em seguida de forma agressiva, portando uma garrafa de vidro, com a qual passou a ameaçar e investir contra outras pessoas, ampliando o tumulto no estabelecimento. Para a Justiça, no entanto, esse contexto não afasta a responsabilização do suspeito. O entendimento é de que o disparo não ocorreu em situação de surpresa ou emboscada, mas sim no curso de um conflito já em andamento, relacionado à discussão por espaço no camarote, no qual diversas pessoas tentavam conter a vítima. O juiz responsável pelo caso destacou que, no momento do disparo, a situação já estaria, ao menos em tese, sob controle parcial, com a vítima sendo contida por várias pessoas. Esse ponto, segundo a decisão, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. “Isso enfraquece, pelo menos abstratamente, a tese de legítima defesa (ou de estado de necessidade, se se pensar numa brutalidade fática engendrada sem consciência pela vítima, naquele momento, segundo se diz, embriagada)”, registram os autos. Após o ocorrido, o policial militar deixou o local sem prestar socorro à vítima e só se apresentou posteriormente, acompanhado de advogado. Ele teve a prisão temporária decretada no curso das investigações.

Justiça manda prender “Naval”, um dos cabeças da maior milícia do RJ, por execução em plena luz do dia

A Justiça do Rio partiu pra cima e decretou, no último dia 10, a prisão preventiva de um dos principais nomes ligados à maior milícia do estado, conhecido como “Naval”, investigado por um homicídio brutal em meio à guerra por território. Um comparsa também teve a prisão decretada. pelo mesmo fato. Segundo os autos, o crime — cujos detalhes como identidade da vítima, data exata e local não foram divulgados — teria ocorrido em plena luz do dia, no estacionamento de um supermercado, com o uso de armas de fogo de uso restrito. A execução, de acordo com a investigação, está inserida no cenário de disputa violenta entre milicianos por domínio de áreas, conflito que vem deixando um rastro de mortes. Naval é apontado pelas investigações como um dos principais “frentes” da organização criminosa, que passou por mudanças recentes no comando. O grupo era liderado por Zinho, atualmente preso, e teve como um de seus nomes fortes Pipito, morto em confronto com a polícia. Após isso, a liderança teria sido assumida por PL, também conhecido como Jorjão, evidenciando a reorganização interna da quadrilha. A decisão judicial destaca que há fortes indícios de autoria, sustentados por imagens de câmeras de monitoramento que teriam registrado a ação. O documento também aponta que o caso não seria isolado, indicando que os investigados possuem histórico criminal, incluindo condenações definitivas, o que reforça o risco de novos crimes. A Justiça ainda cita entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), no sentido de que a necessidade de frear a atuação de integrantes de organizações criminosas, como milícias, justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública. De acordo com as investigações, o grupo ligado a Naval atua principalmente em Paciência, Campo Grande, Santa Cruz, Sepetiba e Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, além de expandir sua influência para a Baixada Fluminense, como Itaguaí. O caso segue sob investigação, e novas informações podem surgir a qualquer momento.

Tribunal do tráfico”: dívida de R$ 25 mil termina em execução e esquartejamento no Rio

Um crime marcado por requintes de crueldade e métodos típicos do chamado “tribunal do tráfico” levou a Justiça do Rio de Janeiro a decretar a prisão preventiva de três homens investigados por um homicídio em que a vítima teria sido esquartejada por causa de uma dívida. De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o assassinato teria sido motivado por uma suposta dívida de R$ 25 mil. Os autos, no entanto, não revelam a identidade da vítima, nem detalham a data ou o local exato do crime. Segundo a decisão judicial, os investigados teriam armado uma emboscada para executar a vítima, que foi atraída sob o falso pretexto de um encontro para conversar com um homem conhecido como “Power Ranger”. Após o homicídio, uma imagem do cadáver teria sido compartilhada por um dos suspeitos. Os indícios de autoria reunidos no processo incluem reconhecimentos fotográficos feitos por quatro testemunhas, além de registros de ameaças atribuídas aos investigados. A apuração também aponta publicações em redes sociais que indicariam envolvimento direto no crime. Em uma delas, um dos suspeitos teria feito referência à execução ao afirmar que “galinha de casa não se corre atrás”. A Justiça destaca que o crime foi praticado com “extrema ousadia” e elevado grau de violência, em um contexto associado à atuação de organização criminosa ligada ao tráfico de drogas. A decisão também menciona a ocultação do corpo, que teria sido esquartejado, além de relatos de ameaças e demonstrações públicas de desrespeito às autoridades. A reportagem apurou que há semelhanças com o caso de Breno Barbosa Diniz, apontado como gerente do tráfico na Cidade de Deus e desaparecido há cerca de dois meses. O pai dele, policial militar, busca informações sobre o paradeiro do corpo. Informações já divulgadas indicam que Breno teria uma dívida de aproximadamente R$ 29 mil, relacionada à perda de drogas após uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais. Apesar das coincidências, não há confirmação oficial de que o caso julgado pela Justiça tenha relação com o desaparecimento. Procurado, o TJ-RJ limitou-se a encaminhar a decisão já disponível publicamente, sem fornecer novos detalhes. O caso segue cercado de lacunas, mas expõe, mais uma vez, o nível de violência imposto por organizações criminosas em áreas do Rio.

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