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homicidio

GUERRA DO BICHO: Iggnácio foi acusado de mandar matar Rogério Andrade ao menos duas vezes em disputa marcada por atentados e mortes

A execução de Fernando Iggnácio reacendeu uma das disputas mais violentas do submundo do jogo ilegal no Rio: a guerra com seu rival Rogério de Andrade, marcada por atentados, mortes e acusações reiteradas de mando de execução entre os dois lados. Um dos pontos mais emblemáticos dessa rivalidade é que Iggnácio foi acusado de mandar matar Rogério Andrade pelo menos duas vezes, em episódios distintos ao longo dos anos. Primeira tentativa: arma falha e impede execução em hotel No dia 8 de outubro de 2001, no corredor do 15º andar de um apart-hotel na Barra da Tijuca, um homem tentou executar Rogério Andrade com disparos de arma de fogo. A arma, no entanto, falhou no momento do disparo, permitindo que Andrade reagisse. Houve luta corporal, o agressor foi desarmado e ainda tentou concluir o crime por estrangulamento, sem sucesso. Nesse caso, Fernando Iggnácio foi denunciado como suposto mandante da tentativa de homicídio, mas acabou impronunciado pela Justiça. Segunda acusação: atentado a bomba deixa morto e ferido A segunda vez em que Iggnácio foi acusado de mandar matar o rival envolve o atentado ocorrido em 8 de abril de 2010, também na Barra da Tijuca. Na ocasião, uma explosão matou Diogo Andrade, filho de Rogério, e deixou o próprio contraventor gravemente ferido. Iggnácio foi apontado como acusado de envolvimento no ataque, novamente dentro da lógica de tentativa de atingir o rival. Origem da guerra: disputa por território e dinheiro Segundo investigações, a rivalidade tem origem na divisão de negócios após a atuação do contraventor Castor de Andrade. Com o crescimento explosivo dos lucros das máquinas, Rogério teria passado a tentar expandir sua atuação sobre esse mercado, gerando conflito direto com Iggnácio. Foi o início de uma disputa violenta e contínua. Guerra deixou rastro de mortes e atuação armada A disputa pelo controle dos caça-níqueis evoluiu para um cenário de extrema violência, com dezenas de mortes ao longo dos anos, conforme apontam investigações. Os grupos são descritos como estruturas fortemente armadas, com atuação organizada e, em alguns casos, com apoio de agentes policiais, responsáveis por garantir segurança e viabilizar os negócios ilícitos. Acusações de mando nos dois lados Se por um lado Fernando Iggnácio foi acusado ao menos duas vezes de mandar matar Rogério Andrade, por outro, Rogério Andrade também é acusado de ser o mandante do assassinato de Iggnácio, caso que voltou ao centro do debate com os recentes desdobramentos judiciais. Conclusão A trajetória dos dois contraventores revela uma guerra prolongada pelo controle do jogo ilegal no Rio, marcada por tentativas de execução, atentados e acusações de mando de ambos os lados. O histórico reforça o nível de violência e organização dessa disputa, que segue produzindo desdobramentos até hoje.

Mulher morta em Jacarepaguá seria ex de um miliciano que foi assassinado

A mulher que foi morta na Taquara, em Jacarepaguá, na manhã deste sábado era ex-companheira de um miliciano que foi assassinado em janeiro na comunidade Dois Irmãos em ja, em Curicica, segundo informações divulgadas nas redes sociais. Carolina Siqueira, conhecida como Carol Loirinha, levou três tiros: dois na cabeça e um no peito. De acordo com informações iniciais, Carolina passava com sua moto PCX em frente a uma pastelaria quando foi surpreendida por um criminoso armado, que efetuou três disparos contra a vítima. Após o ataque, o suspeito fugiu do local. Moradores relataram que tiros foram ouvidos minutos antes dela ter sido encontrada sem vida. Familiares e amigos lamentaRam profundamente a perda, especialmente pelo fato de a jovem deixar um filho pequeno. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.

PASSO A PASSO DA MORTE: a dinâmica real da emboscada que executou Fernando Iggnácio no Rio. Primeiro acusado foi condenado ontem

O assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, cujo primeiro acusado foi condenado nesta semana — o ex-PM Rodrigo Silva das Neves, sentenciado a 32 anos e 9 meses de prisão — foi cometido por meio de uma emboscada cuidadosamente planejada e executada com extrema precisão. O crime ocorreu no dia 10 de novembro de 2020, por volta das 13h15, a partir de um terreno baldio localizado ao lado do estacionamento do heliporto da empresa Heli-Rio Táxi Aéreo, situado na Avenida das Américas, nº 13.750, no bairro Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Emboscada montada com antecedência e camuflagem Os assassinos permaneceram em tocaia, escondidos de forma estratégica na extensa vegetação que ladeava o muro do heliporto, utilizando a camuflagem natural do local para não serem percebidos. A escolha do ponto da emboscada foi feita de maneira precisa, assim como o momento do ataque, calculado para atingir a vítima quando estivesse em situação de maior vulnerabilidade. Planejamento detalhado e divisão de tarefas No dia do crime, por volta das 09h, conforme previamente ajustado entre os envolvidos e seguindo ordens atribuídas a “Araújo” e ao contraventor Rogério de Andrade, a ação foi colocada em prática. Enquanto um dos quatro primeiros participantes permanecia no interior do veículo utilizado pelo grupo — um VW Fox Connect, cor branca —, os outros três invadiram o terreno baldio que fazia divisa com o heliporto da empresa Heli-Rio Táxi Aéreo. Eles estavam munidos de, pelo menos, duas armas de fogo de alta energia cinética, sendo fuzis PARA FAL e AK-47, ambos calibre 7,62 mm. Posição estratégica no muro e ataque a curta distância Após aguardarem por cerca de quatro horas, esperando o retorno de Fernando Iggnácio de Angra dos Reis em seu helicóptero, três dos executores posicionaram suas armas sobre o muro contíguo ao estacionamento do heliporto. Eles ficaram a uma distância aproximada de quatro metros do local onde estava estacionado o veículo da vítima, uma Land Rover/Range Rover, blindada, ano 2007, cor preta. Assim que Fernando Iggnácio se colocou ao lado do automóvel, pelo menos dois dos envolvidos efetuaram diversos disparos de arma de fogo. Disparos fatais e execução violenta A vítima foi atingida por três disparos, sendo que um deles alcançou a região da cabeça, entre o nariz e o olho esquerdo. Segundo consta no processo, o projétil penetrou a caixa craniana e explodiu em seu interior, causando a morte de forma imediata e espargindo massa encefálica.. Monitoramento da vítima foi essencial para o crime O crime contou ainda com a participação de outro integrante responsável pelo monitoramento da vítima. Ele repassava instruções a “Araújo”, apontado como responsável por contratar os executores, fornecendo informações que possibilitaram o êxito da empreitada criminosa. Nas conversas interceptadas, Fernando Iggnácio era identificado pela alcunha “Cabeludo”. A referência à vítima é reforçada por diálogos que mencionam características de um imóvel, como a existência de um “cais de ferro na cor verde nos fundos da casa do Cabeludo”, posteriormente identificado como sendo de propriedade da vítima. Condenação confirma emboscada e abre caminho para novos desdobramentos A condenação de Rodrigo Silva das Neves representa o primeiro desfecho judicial do caso e confirma a dinâmica de uma execução em emboscada, com planejamento prévio, divisão de tarefas e uso de armamento de guerra. Outros envolvidos seguem sendo investigados. Conclusão Os elementos reunidos no processo mostram que o assassinato de Fernando Iggnácio foi resultado de uma emboscada estruturada, com monitoramento prévio, escolha estratégica do local, posicionamento tático dos executores — inclusive sobre o muro, a poucos metros da vítima — e execução coordenada. A decisão da Justiça consolida essa versão e evidencia o nível de organização por trás do crime.

Presa suspeita de ser a mandante do crime, irmã de capoeirista teria dito que alvo era cunhado para viabilizar assassinato encomendado ao tráfico no Alemão (CV). Ela também se revoltou com o insucesso na primeira tentativa de matá-lo

A reportagem teve acesso a novos e contundentes detalhes da investigação sobre a execução do capoeirista Paulinho Sabiá, morto a tiros em fevereiro, no bairro de Icaraí, em Niterói. As informações constam em depoimentos prestados à polícia e integram a apuração oficial do caso. Logo no início da trama, segundo relato de um dos envolvidos, a própria irmã da vítima, Adriana Souza Possobom — presa sob suspeita de ser a mandante — teria tentado enganar os executores ao afirmar que Paulinho seria seu cunhado, e não irmão. Ainda de acordo com o depoimento, ela negociou diretamente com uma liderança do tráfico no Complexo do Alemão a execução do crime e teria se irritado ao saber que a primeira tentativa fracassou. Em depoimento, Juan Nunes dos Santos, preso por participação no homicídio, afirmou que Adriana esteve dias antes no Complexo do Alemão com o objetivo de contratar traficantes para cometer o assassinato. Segundo ele, Adriana se reuniu com um criminoso conhecido como “Raí”, apontado como liderança em uma área da comunidade. De acordo com Juan, Adriana acertou os termos diretamente com Raí, que, por sua vez, o recrutou para integrar a ação criminosa. O valor oferecido pela execução teria sido de R$ 50 mil. Ainda segundo o depoente, Adriana sustentou a versão de que a vítima seria irmão de seu marido — ou seja, seu cunhado — versão que foi inicialmente acreditada pelos executores. A investigação aponta que Adriana forneceu detalhes minuciosos sobre a rotina de Paulinho, incluindo foto, endereço e hábitos. Todo o contato operacional teria sido feito entre ela e Raí. Juan relatou que Raí acionou outros dois homens para participar do crime, conhecidos como Kaio e Lisboa — ambos oriundos de Minas Gerais, mas atuando no tráfico no Complexo do Alemão. No dia 16 de fevereiro, Adriana teria repassado novas informações sobre a localização da vítima. Kaio foi até o endereço em uma motocicleta de aplicativo com a missão de monitorar a saída de Paulinho do prédio. Em seguida, Juan e Lisboa chegaram ao local em uma motocicleta vermelha, posicionando-se em pontos estratégicos para acompanhar a movimentação. Ainda segundo o depoimento, Raí enviou uma mensagem via WhatsApp informando que Adriana havia dito que Paulinho sairia para caminhar na praia. A vítima e sua namorada foram então seguidas pela orla. No momento em que surgiu a oportunidade, Lisboa tentou efetuar os disparos, mas a arma falhou. Diante do insucesso, os suspeitos retornaram ao Complexo do Alemão. No dia seguinte, conforme relato de Juan, Adriana demonstrou revolta com o fracasso da ação, mas decidiu dar continuidade ao plano. Já no dia 18 de fevereiro, Adriana voltou a entrar em contato com Raí, informando que Paulinho iria a uma academia de luta no bairro de São Francisco. Ela teria repassado o endereço do local e as características do veículo utilizado pela vítima. Juan e Lisboa foram até o endereço, identificaram o carro e passaram a monitorar. Em determinado momento, viram Paulinho entrando no veículo pelo lado do passageiro, o que teria confirmado sua identidade. O carro foi seguido até Icaraí. Quando o veículo parou em um sinal de trânsito, Juan emparelhou a motocicleta, momento em que Lisboa efetuou os disparos. Após o ataque, a dupla fugiu em direção ao Rio de Janeiro. Juan afirmou ainda que Adriana teria orientado os executores a subtrair pertences da vítima para simular um assalto. No entanto, segundo ele, não houve tempo para a encenação, e os envolvidos optaram pela fuga imediata. Após o crime, os suspeitos teriam descoberto, por meio de pesquisas na internet, que Paulinho era, na verdade, irmão de Adriana e uma pessoa conhecida. Segundo Juan, a revelação gerou revolta entre os executores. Ele declarou que, após alguns dias, Adriana bloqueou os envolvidos no WhatsApp e não efetuou o pagamento prometido. Questionado sobre valores recebidos, afirmou que Raí teria recebido R$ 10 mil, sendo que o restante seria pago após a execução. Juan disse ainda que chegou a cogitar denunciar Adriana e apontou que a motivação do crime seria financeira, possivelmente relacionada a interesses da mandante em relação à vítima. Submetido a reconhecimento fotográfico, Juan afirmou ter identificado todos os envolvidos, incluindo Adriana, apontada por ele como mandante do crime e irmã da vítima. Ele também declarou possuir o contato telefônico de Adriana, cujo perfil no WhatsApp teria uma foto dela ao lado do irmão. Por fim, Juan relatou que as conversas armazenadas em seu celular foram apagadas, mas manifestou interesse em recuperá-las, com o objetivo de que sejam analisadas pelas autoridades e possam comprovar as mensagens atribuídas a Adriana nas tratativas com Raí. Ao ser presa, Adriana disse que só falaria na presença de seu advogado e não prestou depoimento na delegacia. Hoje, ela passou por audiência de custódia na Justiça, que decidiu que ela contnuar presa. Até o momento não se sabe se ela já se pronunciou sobre o caso. O processo está sob sigilo.,

Condenado a mais de 32 anos por morte de Fernando Iggnácio, ex-PM disse antes que agiu por dinheiro e se arrependeu

Condenado a 32 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio, o ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves já havia afirmado, logo após ser preso, que se arrependeu de participar do crime — segundo ele, cometido por dinheiro e “aventura”.  Os promotores apontaram imagens, rastreamento de veículos e diligências policiais que teriam levado até um imóvel ligado a Rodrigo, onde foram encontrados fuzis e outros materiais, reforçando a tese de que ele teria papel central na logística do crime e vínculo com os demais envolvidos. De acordo com as investigações, o assassinato teria sido planejado por outro ex-PM, conhecido como Araújo, apontado como responsável por controlar uma das áreas ligadas ao contraventor Rogério de Andrade. Iggnácio e Rogério são, respectivamente, genro e sobrinho de Castor de Andrade, figura histórica e considerada, à época, uma das maiores lideranças do jogo do bicho no Estado do Rio de Janeiro. Após a morte de Castor, em 1997, as investigações indicam que houve uma ruptura familiar marcada por uma disputa pelo controle das atividades ilícitas deixadas pelo contraventor. O conflito, segundo os autos, teria desencadeado uma sequência de crimes ao longo de mais de duas décadas, incluindo os homicídios de Paulinho de Andrade, filho de Castor, e de Diogo de Andrade, filho de Rogério. Ainda segundo a apuração, Araújo integrava o esquema de segurança pessoal de Rogério de Andrade, a quem se referia como “chefe” ou “01”. Ele teria sido o responsável por recrutar, por ordem superior, outros envolvidos para a execução de Fernando Iggnácio. Rodrigo Silva das Neves e Ygor Rodrigues Santos da Cruz, conhecido como Farofa (já falecido), também citado nas investigações, teriam atuado anteriormente como seguranças da Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, cujo patrono era Rogério de Andrade. A motivação do crime, conforme apontado pela investigação, estaria diretamente ligada ao histórico de rivalidade e à disputa territorial e econômica entre Rogério de Andrade e a vítima, especialmente em atividades ilegais relacionadas ao jogo do bicho e à exploração de máquinas caça-níqueis. Os investigadores destacam ainda que Fernando Iggnácio possuía diversos inimigos em razão de sua atuação e posicionamento dentro desse cenário. As apurações também mencionam o interesse de grupos ligados à milícia e ao tráfico em atividades desenvolvidas tanto pela vítima quanto por Rogério, o que ampliaria ainda mais o contexto de conflito em torno do caso. O crime ernando Iggnácio, executado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, em 2020. Ele foi executado após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, na Costa Verde. Genro do também contraventor Castor de Andrade, Iggnácio teria sido morto a mando do bicheiro Rogério de Andrade, sobrinho de Castor. A defesa do acusado adotou uma linha técnica, afirmando que não haveria provas diretas que vinculem Rodrigo à execução. O advogado argumentou que o réu não tem ligação comprovada com os supostos mandantes e que os elementos apresentados pela acusação são frágeis ou dizem respeito a outros investigados. Também questionou a interpretação das provas telemáticas, destacando que os registros indicariam apenas deslocamentos compatíveis com a rotina do acusado, sem demonstrar participação no planejamento ou na execução do homicídio. A defesa enfatizou ainda que cada réu deve ser julgado individualmente, com base nas provas específicas do seu caso, e apelou ao princípio do livre convencimento dos jurados.

Tortura até a morte: Justiça decreta prisão de traficantes da ADA por assassinato de filha de major da PM. LEIA DETALHES DO CRIME

A Justiça decretou a prisão preventiva de seis traficantes ligados à facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), apontados como responsáveis por uma sessão de tortura que terminou na morte de uma jovem em Realengo, na Zona Oeste do Rio.. A vítima era filha de um major da PMERJ. De acordo com a decisão judicial, o crime teria sido motivado por um suposto desvio de dinheiro da própria quadrilha — um episódio que expõe a violência interna do tráfico. A vítima, Naysa Kayllany Costa Borges Nogueira, foi brutalmente agredida e não resistiu aos ferimentos. Apesar da gravidade do caso, os chefes da organização criminosa, conhecidos como Índio e Celsinho da Vila Vintém, não tiveram a prisão decretada neste momento. Segundo a Justiça, embora existam indícios, ainda não foram apresentados elementos suficientes que comprovem a participação direta deles nas agressões. Tortura como punição Segundo as investigações, Naysa trabalhava em um ferro-velho localizado na comunidade da Light. No dia 3 de janeiro de 2026, ela chamou uma amiga para ajudá-la no turno da noite. Ao fim do expediente, mulheres apontadas como integrantes do tráfico teriam ido até o local para recolher o dinheiro arrecadado. Ao perceberem que parte do valor estaria faltando, iniciaram uma sequência de violência. Naysa e a amiga foram levadas para a parte alta da comunidade, onde, conforme consta nos autos, passaram por momentos de terror: foram ameaçadas, intimidadas e agredidas com pedaços de madeira, fios, além de chutes, socos e joelhadas. Confissão sob violência e nova vítima Ainda segundo o processo, após ser violentamente agredida, Naysa teria admitido que parte do dinheiro estaria em sua residência. Sob pressão, ela entrou em contato com a companheira, pedindo que levasse o valor até o local. Ao chegar, a namorada também foi rendida e levada ao alto do morro, onde, de acordo com os depoimentos, igualmente sofreu tortura. Libertação e morte Após a sequência de agressões, as três vítimas foram liberadas. Naysa, no entanto, já estava em estado crítico. Ela foi levada à UPA de Magalhães Bastos, mas não resistiu. Reconhecimento e provas Dias depois, uma das sobreviventes procurou a polícia e detalhou a dinâmica do crime, reconhecendo inicialmente dois suspeitos por meio de álbum fotográfico. Com base nas informações prestadas, policiais foram até a comunidade da Light e localizaram, em um bar apontado como cenário das agressões, objetos que teriam sido usados na tortura, como pedaços de madeira e fios. Em novos depoimentos, as vítimas ampliaram o reconhecimento dos envolvidos, chegando a identificar ao menos seis suspeitos. Tentativa de álibi não convence Um dos acusados tentou apresentar imagens de câmeras de segurança para sustentar um álibi. No entanto, segundo a decisão judicial, os registros não cobrem todo o período em que o crime teria ocorrido. De acordo com a análise, há lacunas nas imagens, e o intervalo permite a possibilidade de participação do suspeito nas agressões. Por isso, a versão apresentada pela defesa não foi suficiente para afastar os indícios. Chefes fora — por enquanto Apesar de serem citados na investigação, Índio e Celsinho da Vila Vintém não foram reconhecidos pelas vítimas como participantes diretos da tortura. A Justiça entendeu que, neste momento, não há elementos concretos para justificar a prisão preventiva dos dois. Violência interna do tráfico O caso revela mais um episódio de violência extrema dentro das próprias estruturas do tráfico, onde suspeitas de desvio de dinheiro podem resultar em punições brutais. As investigações seguem em andamento.

Fomos os primeiros: reportagem revelou bastidores do caso Paulinho Sabiá antes das prisões

A reportagem deste site l foi responsável por dar o pontapé inicial na divulgação dos desdobramentos das investigações sobre o homicídio do capoeirista Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro deste ano, em Niterói. Em 22 de março, noticiamos com exclusividade que a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) havia representado à Justiça pelo pedido de prisão temporária de um suspeito de envolvimento no crime. À época, também revelamos informações inéditas sobre a dinâmica da ação criminosa e o avanço das apurações. RELEMBRE A NOSSA MATÉRIA: https://www.fatospoliciais.com.br/policia-pediu-a-justica-prisao-de-suspeito-de-envolvimento-em-morte-de-mestre-de-capoeira-em-niteroi-ele-tem-fotos-em-sua-rede-social-exibindo-fuzil-no-complexo-do-alemao-cv/ O investigado citado na ocasião, Juan Nunes, foi preso no último fim de semana. De acordo com informações apuradas posteriormente, ele teria indicado à polícia a suposta participação da irmã da vítima, Adriana Souza, como possível mandante do crime. Ela foi presa nesta semana. A motivação, segundo as investigações, estaria relacionada a questões financeiras — ponto que ainda é apurado oficialmente pelas autoridades. Na publicação de 22 de março, nossa reportagem já havia destacado que o suspeito mantinha, em redes sociais, imagens nas quais aparecia ostentando armamento de grosso calibre, incluindo fuzis, em áreas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Além disso, antecipamos detalhes relevantes da investigação que, posteriormente, foram confirmados por outros veículos de imprensa, como o monitoramento prévio da rotina da vítima. Segundo as informações obtidas pelo portal junto às investigações, o Grupo de Investigação de Niterói (GI Niterói) analisou imagens que indicam que, no dia 16 de fevereiro de 2026 — data de uma tentativa de execução anterior — dois indivíduos ingressaram em Niterói pela Ponte Rio-Niterói por volta das 18h19, utilizando uma motocicleta vermelha. Os ocupantes teriam permanecido por cerca de duas horas nas imediações da residência de Paulinho Sabiá, em aparente ação de vigilância. Ainda conforme a apuração, um terceiro indivíduo teria chegado à cidade na garupa de uma motocicleta azul, desembarcando em frente ao prédio da vítima por volta das 16h40, passando a acompanhá-la à distância até o local onde ocorreu a tentativa de homicídio naquele mesmo dia. As investigações indicam que esse mesmo suspeito teria solicitado uma corrida por aplicativo com destino exatamente em frente ao endereço da vítima, o que reforça a hipótese de participação no planejamento logístico da ação criminosa. A análise do material aponta para uma atuação coordenada entre os envolvidos, com divisão de tarefas e possível comunicação em tempo real, caracterizando uma vigilância estruturada e previamente organizada. No dia do homicídio, em 18 de fevereiro, as imagens analisadas mostram que a mesma motocicleta vermelha utilizada na tentativa anterior voltou a entrar em Niterói, por volta das 19h20. Os suspeitos seguiram até o bairro de São Francisco, onde a vítima dava aulas de capoeira, permanecendo nas proximidades até a saída de Paulinho e sua namorada. O casal seguiu em direção a Icaraí, sendo acompanhado durante o trajeto. Na Avenida Sete de Setembro, a motocicleta emparelhou com o veículo da vítima, momento em que foram efetuados os disparos que atingiram fatalmente o capoeirista. De acordo com a investigação, a posição da motocicleta — ao lado do passageiro — indica que a vítima foi o alvo direto da execução. Os elementos reunidos apontam que os eventos dos dias 16 e 18 de fevereiro estão interligados, evidenciando uma ação criminosa reiterada e previamente planejada. O caso segue sob investigação, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer completamente a motivação e identificar todos os envolvidos.

Testemunha disse que carro que atropelou e matou guarda municipal trafegava em zigue zague e em alta velocidade com pneus emitindo ruído de derrapagaem. Motorista que estava embriagada teve prisão preventiva decretada

Uma testemunha relatou que o automóvel que atropelou e matou a guarda municipal Kelly Cristina Duffles Ribeiro, 44 anos, no último fim de semana, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, trafegava em zigue-zague, em alta velocidade, com os pneus emitindo ruído característico de derrapagem e que após atingir a vítima, que andava de bicicleta, continuou desgovernado em direção ao posto Ipiranga, parando apenas ao colidir com o muro do estabelecimento. O carro era dirigido por Marina Calmon Lopes dos Santos que, segundo relatos colhidos no local, Marina apresentava sinais de embriaguez e não parou para prestar socorro, demonstrando descaso com a vida alheia. Ela teve a prisão preventiva decretada nesta terça´feira. A acusada, afirmou inicialmente que ocupava o banco do carona e que outra pessoa dirigia o veículo, sem, entretanto, identificar o condutor. Posteriormente, declarou não possuir CNH e que teria retirado o veículo sem autorização de sua mãe, , proprietária do automóvel. Narra o Auto de Prisão em Flagrante que, no dia 5 de abril de 2026, por volta das 08h10min, policiais militares foram acionados via Maré Zero para atendimento de acidente de trânsito com vítima na Avenida Santa Cruz, nº 6485, bairro Senador Camará. No local, a guarnição fez contato com equipe do CBMERJ, a qual informou que o veículo Renault Sandero, cor bege, placa KXO7607, conduzido por Marina Calmon Lopes dos Santos, atropelou a pedestre Kelly Cristina Duffles Ribeiro, 44 anos, vindo em seguida a colidir com um muro. A vítima Kelly Cristina foi socorrida à UPA de Senador Camará permanecendo em estado gravíssimo, tendo posteriormente evoluído a óbito em decorrência do atropelamento. No veículo encontravase apenas Marina, a qual também recebeu atendimento médico no Hospital Municipal Albert Schweitzer assinando alta contrariada e recusando prosseguir no atendimento. Segundo a Justiça, o comportamento da acusada não apenas violou o dever legal imposto pelo Código de Trânsito Brasileiro, como também revelou descaso acentuado com a vida humana, demonstrando que priorizou a própria impunidade em detrimento da integridade física da vítima atingida. Ademais, segundo relato de testemunha, a custodiada estava sozinha no veículo e teria passado para o banco traseiro após o ocorrido. Nesse sentido, demonstrou conduta pouco colaborativa e tentativa de ocultar a prática do crime, evidenciando a necessidade da prisão preventiva para assegurar a instrução criminal.

Mulher foi executada com tiro na cabeça em São Fidélis

Foi identificada como Ana Paula Casanova Violante Cardoso, de 32 anos, a mulher que morreu ao ser baleada na região da cabeça em São Fidélis. Policiais militares e uma equipe do Corpo de Bombeiros foram até a residência onde o caso aconteceu, mas quando chegaram, Ana Paula, chamada carinhosamente de “Popo” entre amigos e conhecidos, foi encontrada  já sem vida em cima da cama. O crime aconteceu em uma residência na rua conhecida como Travessa dos Braganças, na Ipuca, na madrugada desta segunda-feira (06). Há versões diferentes sobre o que de fato teria acontecido dentro da residência.A polícia agora buscar elucidar o caso. A Polícia Civil instaurou inquérito e iniciou as diligências para investigar mais esse crime na cidade. Os policiais buscam por imagens de câmeras da vizinhança que tenham registrado a movimentação na rua e na residência, e testemunhas serão intimadas para prestar depoimento. Só neste ano, com a morte de Ana Paula, quatro pessoas foram assassinadas e seis baleadas em São Fidélis. Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio na 141ª Delegacia da cidade. Peritos do Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) estiveram no imóvel. O corpo foi removido pelo rabecão do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Campos.

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