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guerra de facções

Drone lança granadas, base do CV se instala e guerra explode em Rio das Pedras com ex-miliciano na linha de frente. ACESSE LINK E VEJA VÍDEOS E BASTIDORES

Traficantes do Comando Vermelho da Gardênia Azul atacaram mais uma vez a comunidade do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, nesta madrugada.Os bandidos usaram até drone lança granadas. Uma loja foi atingida por uma dessas bombas, Não houve feridos. Veja vídeo da invasão https://x.com/tinojunior/status/2067987225837441056/video/1 Morador relatou desespero: “Eu estavá na fila do 557 aa 5.30 meu deus foi muito tiro e nao tinha como o povo se abriga entramos no onibus o motirista falou que dentro do onibus nao era o melhor luga meu deus que terro hoje nunca vi de perto tantos tiros nao moro ali maa pego o meu onibuis ali imagina que mora ali” sso mesmo a policia sempre largou essa milicia de Rio das pedras avontade nos moradores sempre pedindo ajuda na rua nova e Moret Sandro agressivo taxador Alexandre Geovane mecânico cobrando tudo luz segurança gaz até a bomba d’água que moradores compram eles cobram e nada de operação em cima dessas pragas de milicianos lojas fechadas no areal um bode com outros maicon e junior da associação de moradores estão cobrando tudo na areinha estao no estacionamento do mercado Supermarket os milicanos estão la também e o eduardo pães junto com aquele deputado da muzema Há relatos de que o CV montou base com 15 traficantes na localidade do Caranguejo, para tomar a comunidade toda. Vídeos mostraram a circulação dos bandidos https://x.com/i/status/2067747234280608069 https://x.com/tininhasouzarj/status/2067950762122965145/video/1 A guerra estaria sendo comandada pelo ex-miliciano Kauan, que pulou para o CV recentemente junto a outros bandidos. 11 teriam pulado levando quatro fuzis e quatro pistolas, além de material tático. Ele próprio teria feito vários disparos de fuzil em direção ao grupo de milicianos que estavam na entrada do Areal. Ninguém foi baleado. Kauan já circula livremente pela Gardênia Azul Kauan estava jurado de morte pelos paramilitares e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que era um dos líderes da milícia, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que motivou Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem. A Record divulgou uma matéria mostrando que Gerlan teria feito uma chamada de vídeo de dentro do presídio https://x.com/tinojunior/status/2067980147609715010/video/1 Dois cemitérios clandestinos foram encontrados em Rio das Pedras. Bombeiros acreditam que exista pelo menos 20 corpos enterrados no locaL.

Racha na milícia, execução de motoristas e ataques com granadas: documentos revelam bastidores da guerra que abriu caminho para ofensiva do CV no Catiri

A guerra travada entre o Comando Vermelho e a milícia do Catiri, em Bangu, foi marcada por atentados com granadas, assassinatos de motoristas de vans e uma disputa interna entre antigos aliados que acabou facilitando a ofensiva da facção para tomar uma das áreas mais estratégicas da Zona Oeste do Rio. Os detalhes aparecem em depoimentos prestados por policiais civis e militares em processo judicial obtido pela reportagem. Segundo os relatos, a crise teve início após a morte do miliciano Marquinhos Catiri. A partir daí, o grupo passou a ser dividido por uma disputa entre os criminosos conhecidos como “Montanha” e “Pirulito”. Este último, ao deixar a prisão, teria retomado a briga pelo controle da região e recebido o apoio de “Gordinho”, apontado como responsável pelo sistema de transporte alternativo local. Sem força suficiente para enfrentar os rivais sozinho, o grupo ligado a “Pirulito” teria buscado apoio do Comando Vermelho. A aliança acabou abrindo as portas para a entrada da facção na disputa territorial. De acordo com os investigadores, o interesse do CV pelo Catiri vai além da expansão do tráfico. A região fica próxima ao Complexo Penitenciário de Bangu, considerado um ponto estratégico pelos criminosos. Ataques com granadas e terror em ponto de vans Os depoimentos revelam que, durante o auge dos confrontos, integrantes do Comando Vermelho realizaram diversos ataques contra o sistema de vans controlado pelos milicianos. Em uma das ações, criminosos armados em uma motocicleta abriram fogo em um ponto de vans próximo à 34ª DP, lançaram uma granada e roubaram as chaves dos veículos, obrigando os motoristas a interromperem a circulação. Testemunhas correram para dentro da delegacia em busca de proteção. A polícia também relatou que dois motoristas de vans ligados ao grupo rival foram mortos durante a escalada da guerra. “Cria do Catiri” recebia armas e pagamentos para atacar a milícia As investigações apontaram que um dos homens identificados como participantes dos ataques era um morador nascido e criado no Catiri, que teria se aliado ao Comando Vermelho em meio à guerra. Segundo os policiais, o próprio suspeito admitiu que recebia armamentos e pagamentos da facção para participar das investidas contra a milícia. Ele teria revelado ainda que costumava utilizar um fuzil Colt nos ataques e que, no momento em que foi localizado na Vila Kennedy, estava apenas com uma pistola porque “a facção só havia deixado aquela arma com ele”. Polícia aponta que ofensiva partia da Vila Kennedy Ainda segundo os depoimentos, a Vila Kennedy se transformou em uma espécie de base para os ataques contra o Catiri. Policiais militares afirmaram em juízo que diversas operações foram realizadas porque criminosos saíam da comunidade dominada pelo Comando Vermelho para promover invasões e atentados contra a milícia. As investigações identificaram uma motocicleta Yamaha Lander preta como sendo utilizada em alguns desses ataques, incluindo ações na região da Cancela Preta e nas proximidades da própria 34ª DP. Os depoimentos reunidos no processo mostram que a guerra no Catiri, que ainda provoca tensão na região, não surgiu apenas da disputa entre tráfico e milícia. Segundo os investigadores, ela foi impulsionada por um racha dentro da própria organização paramilitar, cenário que acabou sendo aproveitado pelo Comando Vermelho para tentar assumir o controle do território.

Antes de operação de hoje, investigação já tinha mapeado cúpula e pedido prisão de chefes da narcomilícia no Catiri

A operação deflagrada nesta quinta-feira pela Draco contra a narcomilícia que domina o Catiri, em Bangu, ganhou destaque na imprensa carioca. A maioria dos veículos, no entanto, limitou-se a reproduzir as informações divulgadas pela Polícia Civil. Os documentos da investigação revelam que as autoridades já haviam identificado a cúpula da organização criminosa e solicitado a prisão dos principais líderes do grupo. Entre os alvos apontados como chefes da estrutura estão criminosos conhecidos pelos apelidos de Montanha, Gordinho da Van e da Kombi, Pirulito, Gaspar, Mariola e Gil. Segundo as investigações, eles integram uma organização altamente estruturada, responsável pelo controle armado do Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta. As apurações mostram que a região vive um cenário de guerra permanente, marcado pela atuação simultânea de milicianos e integrantes do Comando Vermelho, além da migração de antigos membros da milícia para a facção. O conflito desencadeou ataques armados, execuções, retaliações, incêndios de veículos e disputas pelo controle territorial. Morto em 2022, Marquinho Catiri mandou ali na região. Com a morte dele, houve uma cisão dentro da própria milícia entre o “Montanha” e o “Pirulito”, só que o “Pirulito” estava preso e quando foi solto começou essa briga, essa disputa com o “Montanha”, e”Gordinho. Os investigadores identificaram um verdadeiro regime de domínio imposto pela organização criminosa. A quadrilha mantém estrutura hierarquizada, divisão de funções e elevada capacidade bélica. Cada integrante possui atribuições específicas nos núcleos operacional, armado e financeiro, responsáveis por administrar recursos ilícitos, coordenar homens armados e controlar pontos estratégicos da região. A investigação teve início após denúncias de extorsão contra uma empresa terceirizada responsável por obras públicas de infraestrutura e saneamento. De acordo com a Draco, os criminosos passaram a exigir pagamentos para permitir a continuidade dos serviços e garantir a permanência dos trabalhadores nas áreas sob seu domínio. Mas o esquema não se limitava às obras públicas. Os investigadores descobriram um sistema permanente de exploração econômica do território. Comerciantes, moradores e diversos setores produtivos eram obrigados a pagar taxas impostas pela organização para continuar funcionando. Seguindo o caminho do dinheiro, a Polícia Civil descobriu uma sofisticada rede de lavagem de capitais que movimentou mais de R$ 25 milhões. A investigação revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados, além do uso de contas de passagem, transferências fragmentadas e circulação acelerada de recursos entre pessoas físicas e jurídicas utilizadas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. As diligências permitiram mapear toda a engrenagem financeira da organização. Empresas formalmente constituídas e contas em nome de terceiros eram utilizadas para conferir aparência de legalidade aos recursos provenientes das extorsões e demais atividades criminosas. Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a existência de uma rede de apoio que contaria com a participação de um policial militar. Segundo a investigação, ele seria responsável por auxiliar na movimentação financeira do grupo e prestar serviços de segurança privada para integrantes da cúpula da narcomilícia. Além das prisões, a operação desta quinta-feira mobilizou equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), Departamento-Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Corregedoria da PM. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão na capital, Baixada Fluminense e interior do estado. A ofensiva também inclui o bloqueio judicial de contas bancárias, bens e ativos vinculados aos investigados, numa tentativa de atingir o principal pilar de sustentação da organização: o dinheiro. O objetivo é asfixiar financeiramente a quadrilha e interromper o fluxo de recursos utilizado para manter o domínio territorial e financiar a guerra que há anos transforma o Catiri, Jardim Bangu e Cancela Preta em um dos principais focos de violência da Zona Oeste.

TENSÃO EM RIO DAS PEDRAS: Debandada de milicianos para o CV, novos lideres, traição punida com morte e cemitério clandestino dentro de poço. Um dos que pularam foi flagrado em chamada de vídeo com chefes do tráfico (ASSISTA)

Informações que circulam nas redes sociais apontam para rachas internos na milicia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, con uma debandada indo para,o Comando Vermelho da Gardênia Azul Um deles teria sido o criminoso conhecido como Kauan. Tudo teria começado quando Kauan mandou matar dois adolescentes sem autorização. Por causa disso, ele foi rebaixado na hierarquia. Insatisfeito, entrou em contato com Gadernal e pulou. Kauan aparece em um vídeo mostrando dois homens que seriam os traficantes Gardenal e BMW, dois líderes d CV. Porém, no meio da ligação, alguns milicianos ligados ao GAT do Catolé xingaram o Kauan e falaram que era “Ant-Comando”. Catolé teria assumido a liderança da milicia em Rio das Pedras junto de Labareda. Para consolidar a mudança de lado, Kauan teria participado da morte de um soldado da própria milícia, além de levar armamentos e dinheiro. . Segundo informações, Catolé mandou executar o homem identificado como Bahia, que estaria repassando informações para rivais ligados à Tropa do BMW (CV). Os milicianos que pularam para o CV Rio das Pedras, em Jacarepagua se intitulam como Equipe Caranguejo (CV), a mesma equipe que era do Rio das Pedras, porém agora está a serviço do BMW e do Gadernal. Outras figuras que teriam pulado para o CV foram Gerlan e o LC/Farol. O mesmo era responsável por recolher as taxas na localidade da Areinha. Tambem trairam a milicia os bandidos conjecidis como Duduzinho SolteiroBahia (foi executado antes), Pequeno e Branquinho Milicianos reagiram a debandada com postagens nas redes Hoje, policiais civis da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) encontraram, nesta quarta-feira (17/06), um cemitério clandestino do tráfico, na comunidade No terreno, em área de mata, os agentes encontraram um poço utilizado para o descarte dos cadáveres. A apuração teve início a partir de denúncias e de inquéritos relacionados a pessoas desaparecidas na região. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram o local. As investigações ainda apontaram que a área era utilizada por uma facção criminosa para ocultar os cadáveres de suas vítimas. A operação conta com apoio do Corpo de Bombeiros. As equipes estão no local e a ação está em andamento. Grande parte dos corpos encontrados em Rio das Pedras seriam de moradores desaparecidos por residirem em áreas dominadas pelos rivais do Comando Vermelho. A saída de criminosos considerados estratégicos teria aumentado a preocupação entre lideranças da milícia. Fontes afirmam que o grupo pretende buscar mais apoio do Terceiro Comando Puro (TCP) para tentar conter o avanço do Comando Vermelho na região. A parceria entre milicianos de Rio das Pedras e criminosos ligados ao TCP não é recente e tem como principal objetivo impedir a expansão do CV. Apesar disso, a migração de soldados para a facção rival é vista por especialistas em segurança pública como um sinal de enfraquecimento da milícia na disputa pelo território. Em outras partes de Jacarepaguá, a aproximação da milícia com o TCP continuaria. Segundo informações, o traficante Lacoste fo Complexo da Serrinha mandou reforços de ex-crias do Campinho e Fubá para o Morro do Dois Irmãos, em Curicica .. Os mesmos gravam vídeos no alto do Dois Irmãos Lembrando que não é de hoje que o Lacostae vem enviando reforços para aliados ligados ao miliciano Capitão América. O Comando Vermelho segue fechando um cinturão em Jacarepaguá com os recentes avanços em Curicica e no Jardim Boiúna. Lembrando que, Curicica facilita muito a locomoção entre traficantes da Cidade de Deus, Gardênia Azul, Praça Seca e dos complexos da Penha e Alemão no acesso à outra parte da Zona Oeste da cidade, que grande parte é dominada pelo grupo do PL/Jorjão e Zinho. Na Boiúna, traficantes ligados à Tropa do 31 (CV) retornaram para a comunidade. Os mesmos que baquearam o Village (C.A) há dias apareceram nesta manhã dentro da Boiúna (CV). Os cabeças do CV Doca e Paulista seguem responsáveis pelo apoio e pela expansão contra a milícia de Curicica. Enquanto que a Tropa do Marreta e a Tropa do Tricolor seguem sendo responsáveis pelas guerras na Freguesia, Taquara e Colônia Juliano Moreira.

Justiça decreta prisão de Isaias do Borel suspeito de mandar matar traficante que pretendia pular do CV para o TCP. Vítima teria sido esquartejada e teve o corpo jogado para porcos comerem, segundo denúncia

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Isaias do Borel, apontado pelas investigações como um dos mais antigos líderes do Comando Vermelho (CV) na Zona Norte da cidade, acusado de mandar executar um integrante da própria facção que estaria tentando trocar de lado e se juntar ao grupo rival Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo o Ministério Público, a vítima foi torturada, assassinada, esquartejada e teve os restos mortais entregues a porcos para serem devorados. A ordem de prisão também foi expedida contra o traficante conhecido por “Rafael”, apontado como subordinado de Isaias e um dos responsáveis por colocar a execução em prática. De acordo com as investigações, a vítima integrava o Comando Vermelho, mas passou a ser considerada traidora após surgirem informações de que pretendia abandonar a facção e migrar para o TCP. A suposta mudança de lado teria resultado em uma sentença de morte aplicada em um dos chamados “tribunais do tráfico”, mecanismo utilizado por organizações criminosas para punir integrantes considerados desleais. Segundo a denúncia do Ministério Público, após tomarem conhecimento da suposta traição, criminosos ligados ao Borel decidiram executar o rapaz. A acusação sustenta que a ordem partiu de Isaias do Borel e foi cumprida por seus subordinados. As investigações apontam que uma das principais testemunhas do caso foi a companheira da vítima, que relatou às autoridades toda a sequência de acontecimentos envolvendo o desaparecimento do namorado. O depoimento, considerado detalhado e consistente pelos investigadores, ajudou a embasar a identificação dos suspeitos, juntamente com registros de ocorrência, reconhecimentos e outros elementos reunidos durante a apuração. A decisão judicial destaca a extrema brutalidade do crime. Conforme os elementos reunidos no inquérito, a vítima teria sido submetida a sessões de tortura antes de ser assassinada. Após a execução, o corpo foi esquartejado e os restos mortais teriam sido entregues a porcos, numa tentativa de destruir evidências e dificultar a localização do cadáver. A prisão de Isaias ocorre em um momento de forte tensão no Maciço da Tijuca, região que há meses vive uma guerra entre facções criminosas. O Comando Vermelho vem tentando expandir sua influência em áreas estratégicas da região, cenário que tem provocado confrontos armados, operações policiais e deixado moradores em constante clima de insegurança. Apontado pelas investigações como uma das lideranças históricas do CV no Borel, Isaias é considerado uma figura de peso dentro da estrutura da facção na Tijuca, uma das regiões mais disputadas por grupos criminosos na capital fluminense. Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça destacou que há indícios de que o assassinato foi praticado no contexto de um “tribunal do tráfico” e ressaltou a gravidade concreta dos fatos. O magistrado também apontou o risco de reiteração criminosa e a possibilidade de intimidação de testemunhas caso os acusados permaneçam em liberdade. Na decisão, o juiz enfatizou que o modo como o crime foi executado — com tortura, esquartejamento e destruição dos restos mortais — demonstra elevado grau de violência e periculosidade dos investigados. Os mandados de prisão já foram expedidos. Caso não sejam localizados pelas forças de segurança, Isaias do Borel e Rafael passarão a ser considerados foragidos da Justiça. A decretação da prisão de Isaias ocorre em meio a uma das mais violentas disputas territoriais do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, o Maciço da Tijuca tem sido palco de uma guerra envolvendo traficantes do Comando Vermelho, que tentam avançar sobre comunidades estratégicas da região, incluindo a Casa Branca e a Chácara do Céu, áreas dominadas por facções rivais.

Justiça manda prender cúpula do CV apontada como responsável por guerra sangrenta em Costa Barros. Traficante preso em cadeia federal comanda ações

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de seis traficantes apontados como integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV) responsáveis por comandar as ofensivas armadas lançadas a partir do Complexo do Chapadão e da comunidade da Proença Rosa para tomar o controle do Morro do Chaves, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. Entre os alvos está Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o “Nando Bacalhau”,preso em penitenciária federal e apontado pelas investigações como uma das lideranças da guerra que há anos provoca mortes, tiroteios e sucessivas invasões na região. Além de Nando Bacalhau, tiveram a prisão preventiva decretada Rodrigo Santos, o “Pará da Xica”; Leandro dos Santos, conhecido como “Teta” ou “2T”; André Gonçalves, o “Gordão” ou “Javali”; Fabrício Ferreira da Silva, o “Bessa”; e Vinicius Santos Cardoso e Silva, o “Feijão”. A decisão foi tomada após denúncia do Ministério Público relacionada ao assassinato de Iury, morto em 14 de fevereiro deste ano durante uma incursão armada atribuída ao Comando Vermelho. Para a magistrada, porém, o crime não pode ser analisado de forma isolada, já que teria ocorrido dentro da disputa territorial travada entre CV e Terceiro Comando Puro (TCP) pelo controle do Morro do Chaves. Segundo a denúncia, Iury foi baleado durante uma invasão promovida por integrantes do Comando Vermelho em território então dominado pelo TCP. A mãe da vítima, Carla Cristiane, afirmou ter sido informada de que o filho foi atingido durante o confronto provocado pela invasão da facção. Outra testemunha, identificada como Jéssica, declarou ter conhecimento de que a comunidade sofreu uma tentativa de invasão naquela mesma noite. Já Brenda, companheira da vítima, relatou que Iury morreu ao tentar escapar da ofensiva armada promovida pelos criminosos. Os depoimentos reunidos pela investigação apontam que o Morro do Chaves era dominado pelo Terceiro Comando Puro e que existe há anos uma intensa disputa territorial entre a facção e o Comando Vermelho. As testemunhas afirmaram que o CV vinha realizando sucessivas investidas armadas na região para expandir seu domínio, promovendo ataques cujo objetivo era, segundo trecho reproduzido na decisão judicial, “matar quem estiver na pista e subtrair drogas e armas”. As declarações das testemunhas foram reforçadas por relatórios de inteligência da Polícia Civil que descrevem o Morro do Chaves como um dos principais focos da guerra entre facções na Zona Norte do Rio. De acordo com os investigadores, traficantes vinculados ao Complexo do Chapadão e à comunidade da Proença Rosa vinham promovendo sucessivas ofensivas contra áreas controladas pelo TCP. A decisão judicial destaca que essas ações eram encabeçadas e promovidas pelos denunciados, que teriam atuado na coordenação da estratégia de expansão territorial do Comando Vermelho. Segundo a investigação, as incursões não eram episódios isolados, mas operações inseridas em um plano contínuo para eliminar integrantes da facção rival e consolidar o domínio do tráfico de drogas na região. Ao analisar o pedido de prisão, a magistrada ressaltou que ações dessa natureza pressupõem uma estrutura organizada, com divisão de funções, cadeia hierárquica e planejamento prévio. Para a Justiça, há indícios de que os executores dos ataques atuavam como integrantes de uma engrenagem criminosa maior, subordinada às lideranças responsáveis pelas decisões estratégicas da facção. A decisão afirma ainda que existem elementos indicando que os autores diretos das invasões não agiam por iniciativa própria, mas como parte de uma ação coordenada pelo Comando Vermelho para eliminar rivais e ampliar seu domínio territorial. Nesse contexto, o homicídio de Iury teria ocorrido durante uma ofensiva inserida na estratégia de guerra da organização criminosa. A magistrada também menciona a existência de um “aparato organizado de poder”, no qual os executores funcionariam como agentes substituíveis dentro da estrutura criminosa, enquanto as lideranças exerceriam domínio sobre os fatos praticados por intermédio da organização, valendo-se da hierarquia e da disciplina impostas pela facção. Ao decretar as prisões, a Justiça destacou que os acusados integram uma organização criminosa armada com forte poder de fogo e influência sobre áreas conflagradas. A decisão afirma que o grupo promove um “verdadeiro regime de terror e guerra por domínio territorial”, circunstância que justificaria a necessidade da medida para garantir a ordem pública. A magistrada também considerou que a liberdade dos investigados representa risco concreto de continuidade das atividades criminosas e de novos episódios de violência, além da possibilidade de utilização da estrutura da facção para evitar a aplicação da lei penal. Os mandados de prisão expedidos pela Justiça têm validade de 20 anos.

CV espalha terror em Belford Roxo: Polícia pede prisão de 10 traficantes acusados de executar rivais, exibir cadáveres e colocar crianças na linha de tiro

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense pediu a prisão preventiva de dez integrantes do Comando Vermelho apontados como membros do chamado “Bonde do Esquilo”, grupo acusado de promover uma onda de violência em Belford Roxo marcada por execuções, invasões armadas de comunidades rivais e intimidação de moradores. Segundo a investigação, a facção é responsável por pelo menos sete homicídios apurados pela especializada e atua como uma força de choque do CV na disputa territorial contra traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP). O pedido de prisão cita como líderes do grupo criminoso os traficantes conhecidos pelos apelidos de “Doca” ou “Urso da Penha”, “Bochecha Rosa” e “Esquilo”, apontados como responsáveis por coordenar ataques armados em comunidades da região. De acordo com a Polícia Civil, uma das ações mais violentas ocorreu na madrugada de 23 de outubro de 2025, quando criminosos fortemente armados realizaram um “baque” — termo usado para invasões promovidas por facções rivais — na Comunidade São Leopoldo. Durante a incursão, um homem foi executado a tiros. Mas, segundo os investigadores, o homicídio foi apenas mais um capítulo de uma rotina de terror imposta pelo grupo. No pedido encaminhado à Justiça, a polícia afirma que os criminosos realizavam ataques utilizando fuzis e armamento pesado em áreas densamente povoadas, colocando em risco moradores que nada tinham a ver com a guerra do tráfico. As investigações apontam ainda que as ações do grupo eram marcadas por extrema brutalidade. Segundo a representação policial, os criminosos não apenas executavam rivais, mas também promoviam a exibição de cadáveres, prática usada por facções para espalhar medo e demonstrar poder sobre o território. O documento também revela episódios que mostram como a violência ultrapassava os limites do confronto entre traficantes. Uma testemunha relatou que seu filho menor de idade quase foi atingido durante um dos ataques armados quando retornava da escola, evidenciando o risco permanente imposto à população pelas ações da facção. Para a Polícia Civil, a organização criminosa mantém uma estrutura hierárquica sólida, armada e operacional, capaz de continuar promovendo novos ataques caso seus integrantes permaneçam soltos. Os investigadores destacam ainda que testemunhas vivem sob constante intimidação e medo de represálias. O inquérito descreve um ambiente de terror imposto pelo grupo nas comunidades da região, situação que, segundo a polícia, compromete a produção de provas e ameaça o andamento das investigações. No pedido de prisão, a Delegacia de Homicídios afirma que os integrantes do “Bonde do Esquilo” exercem forte domínio territorial e contam com proteção da própria facção, dificultando a atuação das autoridades. Por esses motivos, a especializada sustenta que a prisão preventiva dos dez investigados é necessária para interromper a sequência de crimes atribuída ao grupo, garantir a segurança das testemunhas e impedir novas ações violentas em Belford Roxo. A Justiça ainda analisará o pedido. Os investigados são apontados pela polícia como autores de homicídio qualificado e integrantes de organização criminosa armada, mas terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.

Dedo-duro da guerra? Depoimento sobre mortes na Gardênia Azul teria deixado chefes do CV em alerta e reforçado caçada da Justiça

Um depoimento considerado estratégico pela investigação sobre a guerra entre o Comando Vermelho e a milícia na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio, teria provocado preocupação dentro da própria facção e ajudado a sustentar a ação penal contra traficantes apontados como envolvidos em um ataque que terminou com um morto e dois feridos. Segundo a decisão judicial, R.R.G relatou aos investigadores informações que teria obtido diretamente de pessoas ligadas ao crime. Em seu depoimento, ele atribuiu participação no ataque a Francisco Glauber Costa de Oliveira, o “GL”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Gardênia Azul, além de Leonardo de Araújo Alves da Silva, o “Fielzinho”, e Aldenir Martins do Monte Júnior, o “China”. O caso investigado envolve a morte de Ricardo, a tentativa de homicídio contra William e lesões causadas em José, crimes que, segundo a acusação, ocorreram no contexto da sangrenta disputa territorial entre traficantes e milicianos pela região. Conversas revelaram preocupação na facção De acordo com o processo, mensagens interceptadas entre criminosos identificados como “Lesk” e “PTK” mostrariam preocupação com o fato de Rafael ter fornecido informações sobre diversos homicídios atribuídos ao Comando Vermelho durante a guerra da Gardênia Azul. Para a Justiça, as conversas reforçam os indícios reunidos ao longo da investigação e demonstram que os relatos do depoente repercutiram entre integrantes da própria organização criminosa. Justiça mantém prisão de acusados Ao analisar a defesa de GL, o juiz rejeitou os pedidos para anular provas, encerrar o processo e revogar a prisão preventiva. Na decisão, o magistrado destacou que existem elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal e que os fatos investigados possuem extrema gravidade por estarem relacionados à atuação de uma organização criminosa armada em disputa por território. Continuam presos por ordem judicial GL, Fielzinho e China. Já Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, e Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, também tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas ainda não foram capturados pelas autoridades. Segundo a decisão, a manutenção das prisões foi considerada necessária para garantir a ordem pública, proteger a instrução criminal e evitar novos episódios de violência relacionados à guerra entre facções e milicianos na Zona Oeste do Rio.

“Quem ficar contra nós, vai entrar na bala”: traficante do CV faz ameaça pública a moradores e apoiadores da milícia na Zona Oeste no Rio. OUÇA COMPLETO

Em um áudio que circula nas redes sociais atribuído ao traficante RD vinculado ao Comando Vermelho, ele fez uma série de ameaças às pessoas que estariam apoiando milicianos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. “Não se mete na porra da guerra não hein. É só meia dúzia de gato pingado que está fechando com essa merda de milícia, esculachando nosso bairro, esculachando criança, esculachando morador, ninguém aguenta mais essa porra não, Quem estiver fechando com a milícia, vai entrar na bala. Quem estiver contra nós vai entrar na bala, vai ficar fudido”. RD é um ex-miliciano que se aliou ao CV e ficou encarregado pela facção de atacar redutos paramilitares na região. Há vários meses, seu bando tem realizado investidas em Campo Grande, Paciência, Santa Cruz, o que já resultou em várias mortes, inclusive de pessoas inocentes. Moradores de Paciência viveram momentos de tensão após uma intensa sequência de disparos de fuzil registrada na região. Segundo informações que circulam nas redes sociais e grupos de mensagens, um miliciano identificado como “Mancu do Antares” teria sido capturado e executado por integrantes ligados a RD, atualmente apontado como integrante da chamada “Tropa do Urso”. Relatos apontam que a quantidade de tiros assustou moradores da região, gerando medo e apreensão durante a ação criminosa.

Entre ataques do CV e alianças com o TCP, rumores indicam nova tentativa de pacto entre as maiores milícias do RJ

Novamente circula boatos de que as duas maiores milícias do Rio de Janeiro_ a comandada por PL (sucessor de Zinho) e Juninho Varão_ estariam negociando um suposto acordo de paz num momento de novas guerras com o Comando Vermelho. Isso já ocorreu no início do ano e acabou sendo quebrado em razão da morte do miliciano Jiraya, executado com vários tiros em Nova Iguaçu. Em razão do fim do suposto acordo, vários outros homicídios ocorreram na época. O que foi publicado é que esse suposto novo acordo só sairia se PL aceitar devolver as áreaS tomadas da milícia do Waguinho em Santa Cruz, como o Conjunto João 23. Waguinho é aliado de Varão. O supotos acordo incluiria a milícia do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, constantemente ameaçada pelo Comando Vermelho. Em meio a esse burburinho, há informações que PL teria firnado uma aliança com traficantes do Terceiro Comando Puro tanto da Zona Oeste da capital fluminense como na Baixada e estaria ordenando vários homicídios dentro da sua própria quadrilha como forma de ‘cobrança interna’, Essas supostas mortes teriam ocorrido em Guaratiba e também em Itaguaí. Em Itaguaí, o grupo sofre com ataques do Comando Vermelho principalmente em Chaperó, base da quadrilha na cidade. Por conta disso, seus homens teriam se refugiado no Morro do Carvão, área do TCP. Juninho Varão também está em guerra com o CV em Nova Iguaçu. Semana passada foram registrados confrontos no Grão Pará.

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