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guerra de facções

Pivô de disputa em Rio das Pedras aparece em foto com principal braço de guerra do CV contra a milícia na Zona Oeste do Rio

Apontado como o pivô da recente guerra em Rio das Pedras ao pular junto a outros vários bandidos da milícia para o Comando Vermelho, Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apareceu em uma foto junto ao ex-miliciano Rodney Lima de Freitas o RD, principal braço de guerra do CV na Zona Oeste carioca e líder de vários ataques contra a milícia. Recentermente, já havia circulado um vídeo em que Kauan apareceu junto a Gadernsl.e BMW, dois líderes da facção reforçando sua vinculação ao CV apesar dele ter negado em áudio. A guerra em Rio das Pedras se acirrou nas últimas semanas e tem sido marcada por sucessivos ataques do CV inclusive com o uso de drones que lançam granadas. Uma das bombas atingiu a casa de um morador mas ninguém se feriu. Os ataques do CV partem principalmente da Gardênia Azul que enfrenta sábado tenso com reação de traficantes a operação policial que deixou vários veículos sequestrados e feitos de barricadas. L

Três homens foram mortos no Recreio

Três homens foram executados na Estrada Benvindo de Novais, no Recreio. Essas três mortes pode ter ligação com a disputa pelo controle do Terreirão e pela venda de drogas na orla da praia. Há disputa entre a milicia , CV e TCP na região. Segundk relatos, um carro branco teria parado ao lado do veículo onde estavam os alvos e os ocupantes abriram fogo contra as vítimas. Pelo menos 20 tir0s foram disparados. Os dois homens que estavam nos bancos da frente eram moradores de um condomínio localizado em frente ao local do crime. Já o terceiro homem, que também estava no carro, seria apontado como integrante do ČV. Um morador relatou ter ouvido os disparos e visto o momento em que o veículo branco se aproximou e os atiradores efetuaram os tir0s. O ataque provocou pânico e correria entre moradores da região. Policiais e bombeiros chegaram rapidamente ao local para atender a ocorrência e isolar a área. O crime aconteceu na Estrada Benvindo de Novaes, via que liga o Recreio dos Bandeirantes à região das Vargens. A Polícia Civil realiza perícia no local e investiga a autoria e a motivação do ataque. Ontem informamos que o ex-miliciano Zero teria assumido o controle da comunidade e proibido cobrança de taxas.

Milicianos contra milicianos: como uma disputa interna desencadeou uma onda de violência em Magé

As redes sociais revelam os bastidores de brigas internas envolvendo integrantes da cúpula da milícia em Magé que têm sido considerada um dos fatores que contribuíram para o aumento da violência na cidade nos últimos meses.Segundo relatos, pelo menos seis lideranças passaram a confrontar diretamente André Careca, apontado como uma das principais referências do principal grupo paramilitar que age no município. . A origem da crise começa depois que o controle da milícia em Piabetá passou das mãos de Lopes para integrantes alinhados a André Careca. Com isso, diversos criminosos antigos demonstraram insatisfação. Muitos deles integravam a estrutura que, anos atrás, fazia parte da organização comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em 2021. Com o aprofundamento do racha, grupos que antes atuavam de forma subordinada à cúpula da milícia passaram a reclamar da falta de apoio do chamado “Quartel-General” da organização, situado em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O enfraquecimento dessa relação contribuiu para a fragmentação do grupo em diferentes áreas da Baixada. Em Piabetá, integrantes historicamente ligados ao grupo de Lopes romperam com André Careca. O rompimento ganhou força após uma série de ataques atribuídos a aliados de Careca contra grupos comandados por Vaguinho e Hugo, que atuavam nos bairros de Suruí e Mauá. Sem condições de permanecer nas áreas que controlavam, Vaguinho e Hugo deixaram a região e buscaram apoio em São João de Meriti. Lá, teriam sido acolhidos pelo grupo liderado por Ninja, apontado como uma das principais lideranças criminosas do Morro do Pau Branco. A aliança fortaleceu os dissidentes e ampliou a capacidade de reação contra André Careca. Na sequência, os grupos liderados por Igor e Valdeck, em Piabetá, aderiram ao bloco rival e passaram a apoiar Vaguinho e Hugo na tentativa de retomar o controle de Suruí e Mauá. O conflito também atingiu o bairro da Piedade. Segundo relatos, os grupos comandados por Cebolinha e Patrick passaram a sofrer ataques frequentes atribuídos a aliados de André Careca. Apesar da pressão, eles permaneceram na região e se uniram ao grupo formado por Igor e Valdeck. A divisão interna ultrapassou as ruas e chegou ao sistema penitenciário. Informações obtidas por fontes ligadas à investigação apontam que integrantes da milícia presos na Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9, teriam solicitado transferências de celas por receio de represálias de criminosos ligados a alas rivais da própria organização. Com o fortalecimento do bloco formado por Igor, Valdeck, Cebolinha, Patrick, Vaguinho e Hugo, apoiados por Ninja, a disputa ganhou uma nova dimensão. Do outro lado, André Careca e seu principal aliado, conhecido como TH Sem Alma, passaram a buscar reforços para sustentar o controle territorial. Segundo relatos de fontes do submundo e informações compartilhadas entre investigadores, André Careca e TH Sem Alma teriam estabelecido uma aproximação com traficantes da Vila do João, no Complexo da Maré. A aliança teria garantido o envio de homens armados e armamentos para reforçar posições nos bairros de Suruí e Mauá. A suposta parceria provocou forte reação dentro da própria milícia. Diversos integrantes teriam discordado da aproximação com criminosos ligados ao tráfico de drogas, tradicional rival dos grupos paramilitares em diversas regiões do estado. De acordo com relatos obtidos pela reportagem, alguns desses milicianos teriam sido submetidos ao chamado “tribunal do crime” após questionarem a aliança. Há informações de que integrantes considerados dissidentes foram executados por ordem de lideranças ligadas a TH Sem Alma. Essas informações, entretanto, ainda dependem de confirmação oficial das autoridades. Paralelamente, a chamada Tropa do César teria se unido ao grupo de André Careca em operações destinadas a consolidar o controle de áreas próximas à Baía de Guanabara. O objetivo seria criar um corredor territorial contínuo sob domínio dos aliados de Careca. Enquanto isso, os rivais buscaram alianças próprias. Um acordo de não agressão entre integrantes do Complexo de Santa Lúcia e os grupos liderados por Igor e Valdeck teria ampliado ainda mais a complexidade do conflito. Atualmente, a guerra entre os grupos de André Careca e TH Sem Alma e o bloco formado por Igor, Valdeck, Cebolinha, Patrick, Vaguinho, Hugo e seus aliados continua ativa em diferentes pontos de Magé. Ataques armados, emboscadas e homicídios têm sido registrados com frequência, evidenciando uma disputa que deixou de ser apenas uma divergência interna e se transformou em uma guerra aberta pelo controle de territórios, rotas e fontes de arrecadação criminosa.

Ex-miliciano expulso que deu entrevista acusando chefão de várias mortes anuncia que está a frente do Terreirão e proibiu taxas

Depois de ser expulso da maior milicia do Estado do RJ e aparecer em uma entrevista para a TV Record acusando o chefão PL de várias mortes na Zona Oeste, o criminoso conhecido como Zero pode estar de frente agora da comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Uma postagem que circula nas redes sociais diz que a Tropa do Zero teria assumido a localidade e que as cobranças de taxas estariam proibidas. Existe a suspeita que ele teria aderido ao Comando Vermelho.. O Terreirão vem sofrendo há tempos com disputas entre o CV, TCP e milicia com várias mortes, a última delas de um casal em que a mulher estava grávida. RELEMBRE: https://www.fatospoliciais.com.br/entrevista-bombastica-ex-miliciano-expulso-do-maior-grupo-paramilitar-do-rj-acusa-chefao-de-varios-homicidios-e-disse-que-nao-vai-se-entregar-enquanto-ele-nao-for-preso-vou-guerrear-com-ele-ele/

Ataque do CV em.Vigário Geral ocorre em meio a denúncias de terror imposto pelo TCP no Jardim América

O ataque dado por traficantes do Comando Vermelho na comunidade Vigário Geral (TCP) na manhã de hoje que provocou intenso tiroteio que atingiu até um ônibus coincidiu com relatos nas redes sociais de que o TCP estaria aterrorizando moradores de comunidades dominadas pelo CV no vizinho bairro do Jardim América.. Segundo o que foi publicado, o traficante vulgo Carroceiro, deixou a facção Comando Vermelho (CV), da Comunidade de Furquim Mendes, e optou em migrar para a facção Terceiro Comando Puro (TCP), de Vigário Geral. Denúncias apontando que.os traficantes ligados ao Carroceiro impuseram um toque de recolher na noite de ontem e os moradores teriam sido obrigados a deixar suas casas, com medo da violência. Os bandidos do TCP estariam expulsando os moradores ou fazem ameaças a famílias que consideram informantes do Comando Vermelho. Um.senhor com medo de ser identificado, foi obrigado a sair de casa com a roupa do corpo porque abriu a porta aos traficantes que faziam uma revista no bairro. “Fugi para que não fosse morto. Nem eu, nem minha família, nem meus filhos. Inclusive ele tá aliciando os menores a irem para o lado do Terceiro Comando Puro” , disse Em.uma casax morava a família de uma jovem foi assombrada por traficantes. Em outra casa, vivia uma senhora que já viu um morador ser assassinado. Apavorada, ela deixou o local. O vizinho que ajudou na mudança foi ameaçado pelos traficantes Os imóveis abandonados estão sendo vasculhados pelos traficantes. Na semana passada, uma criança foi atingida por aterfatos de uma granada dentro de casa na Furquim Mendes. O lugar está sendo usado como ponto de ataques de traficantes. Uma senhora ue também não quis ser identificada fez a família que vivia em três casas na Furquim Mendes e teve abandoná-las tudo para não perder a vida. Ela lamenta: Pessoas da comunidade; crianças que você viu crescer se voltam contra a comunidade. Uma postagem atribuída a traficantes do TCP com a bandeira de Israel convida envolvidos com o CV que estejam insatisfeitos a mudarem de facção.

Guerras entre milícias e co o CV espalham terror por Magé que tem sequência de homicídios

A região de Suruí, em Magé, vive clima de terror nos ultimos meses e tem sequência de homicídios. Relatos ainda de abril. apontam que integrantes da chamada “milícia do André Careca” voltaram a circular pelo bairro, fortemente armados, inclusive com fuzis. Segundo moradores, o grupo tem intimidado a população e estaria envolvido em assaltos e roubos de carga na região. A presença constante desses criminosos tem gerado tensão e insegurança entre quem vive no local. Autoridades devem intensificar o patrulhamento para coibir a ação do bando. Esse grupo está em guerra também com milícias rivais e o Comando Vermelho que acontece a todo vapor na cidade um lado aplica ataques no outro há qualquer hora do dia. No último fim de semana,,dois homens foram mortos. Um carro foi alvo de diversos disparos na noite de domingo e os dois ocupantes foram atingidos durante o ataque. Uma das vítimas, conhecida como “Patola”, morreu no local. Já Juliano, que havia sido socorrido em estado grave, não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Segundo relatos de moradores, o miliciano conhecido como “Macarrão” teria sido visto dando fuga aos autores do ataque durante a madrugada. Dias antes, um mototaxista foi morto a tiros no ponto onde trabalhava, na entrada de Suruí.. O crime gerou forte repercussão entre moradores da região. Segundo relatos obtidos, homens apontados por moradores como integrantes de um grupo de milicianos que atuam na área, estariam sendo citados nas denúncias encaminhadas às autoridades, entre eles André Careca, Macarrão, Anjinho e Sem Alna Em maio, dois homens identificadus comoAndré e Marcelo foram executados Segundo informações preliminares, ambos seriam ligados ao grupo do miliciano conhecido como “André Careca”. 🚨🚨 Dois homens foram mortos a tiros na noite desta quinta-feira (07) no bairro de Suruí, em Magé. As vítimas foram identificadas apenas como André e Marcelo. Segundo informações preliminares, ambos seriam ligados ao grupo do miliciano conhecido como “André Careca”.

Escuta mostra plano conjunto da milícia e do TCP de invadir a Vila Kennedy (CV)

Uma escuta telefônica feita pela DRACO revela plano conjunto de milicianos e traficantes do Terceiro Comando Puro de invadirem a Vila Kennedy, área do Comando Vermelho na Zona Oeste do Rio. Ña gravação, um suposto miliciano falou sobre o fato: “Os caras da Aliança (Vila Aliança) vão invadir a VK (Vila Kennedy) e eu vou botar minha cara” Acesse o.link e ouça. https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2069916512991736193/video/2 A interceptação faz parte da investigação que resultou em uma operação hoje qcontra dois dos principais operadores de uma narcomilícia com atuação em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra criminosos responsáveis pela cobrança de taxas extorsivas impostas a moradores e comerciantes, além da articulação de ações armadas voltadas à expansão territorial da organização criminosa. Um dos alvos foi capturado enquanto estava escondido em Rio das Ostras. As investigações apontaram que os dois alvos ocupavam posições estratégicas de liderança na estrutura da da narcomilícia. Além disso, ambos exerciam a função de “puxadores de guerra”, sendo responsáveis por comandar ofensivas armadas, confrontos e invasões territoriais contra grupos rivais, além de garantir a manutenção do domínio territorial da organização. O preso em Rio das Ostras é apontado como um dos principais integrantes do braço armado da narcomilícia, com atuação direta na mobilização de criminosos para confrontos e disputas por território em áreas de interesse do grupo. De acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. O segundo alvo, que teve também teve o mandado de prisão cumprido, foi preso em abril de 2026 na comunidade Santo Cristo, no bairro Fonseca, em Niterói, com uma arma de fogo e uma granada. Na ocasião, ele foi capturado no momento em que realizava uma ofensiva contra criminosos rivais, acompanhado de comparsas ligados ao TCP, oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado.A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

“Somos milícia raiz.. Não gostamos de droga não”. Áudio de supostos milicianos de Rio das Pedras contradiz investigação da Polícia Civil sobre aliança com o TCP. OUÇA

Em meio às investigações da Polícia Civil que apontam uma aliança entre a narcomilícia de Jacarepaguá e traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), um áudio atribuído a integrantes da quadrilha que atua em Rio das Pedras passou a circular nas redes sociais negando qualquer associação com a facção criminosa. A DRACO faz uma operação hoje contra esse suposto pacto entre as quadrilhas. “Tem essa palhaçada aqui não. Essa história de Terceiro, a gente não tem boca de fumo aqui não. Nós não gostamos de droga. A gente é milícia raiz”, diz a gravação atribuída a criminosos que estariam à frente do grupo paramilitar na comunidade. A declaração surge em meio à guerra provocada pela deserção do ex-miliciano Kauan de Oliveira Teles, de 26 anos, apontado pelas investigações como uma das lideranças da ofensiva do Comando Vermelho em Rio das Pedras. Segundo a Polícia Civil, ele é acusado de recrutar antigos integrantes da milícia, oferecendo pagamentos semanais para que abandonem o grupo paramilitar e passem a atuar pela facção. Após a ruptura, a milícia de Rio das Pedras passou a ter como principais frentes criminosos conhecidos pelos apelidos de Labareda e Catolé. No áudio que circula nas redes sociais, um dos interlocutores chega a chamar Kauan de “filho da p…”. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, a chamada “Tropa do Caranguejo”, liderada por Kauan e apoiada pelos chefes do Comando Vermelho conhecidos como Gardenal e BMW, ocupa há pelo menos uma semana a localidade do Caranguejo, no Areal de Rio das Pedras. Vídeos divulgados pelos próprios criminosos mostram homens armados circulando pela região e afirmando que antigos pontos controlados pela milícia foram abandonados. Por conta da guerra, tês chefes da milícia foram transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, após a Secretaria de Administração Penitenciária identificar indícios de comunicação ilegal dentro do sistema prisional. Entre os transferidos está Gerlan Anacleto de Oliveira, apontado por investigações como um dos líderes da milícia de Rio das Pedras e irmão de Kauan, . A suspeita é de que a comunicação ilegal tenha relação direta com a guerra pelo controle da comunidade. A medida foi adotada um dia após 19 milicianos deixarem o grupo criminoso e supostamente passarem a atuar ao lado do Comando Vermelho (CV) na disputa por territórios em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste. Nas redes sociais, circulam imagens que indicariam que os detentos realizavam chamadas de vídeo de dentro da prisã Moradores relatam que a guerra tem provocado um êxodo silencioso de integrantes do grupo paramilitar e de familiares. Caminhões de mudança são vistos diariamente na comunidade e, segundo relatos, antigos milicianos que aderiram ao Comando Vermelho conhecem os esconderijos, rotinas e endereços dos ex-aliados, aumentando o clima de medo. Moradores afirmam que estão encurralados pela disputa e rejeitam tanto a milícia quanto o tráfico. “A gente não quer tráfico e nem milícia. Só queremos viver em paz”, desabafou um morador. Além da violência, moradores denunciam cobranças ilegais e extorsões praticadas pelos grupos criminosos. As reclamações incluem taxas de segurança, cobranças abusivas de gás, condomínio e valores exigidos de comerciantes para que possam continuar trabalhando. Também há denúncias sobre o corte de serviços de internet regularizados para forçar a contratação de empresas ligadas ao crime organizado. “Estamos abandonados. Precisamos de socorro. Não temos liberdade nem para escolher os serviços que usamos”, relatou uma moradora. Enquanto o áudio tenta sustentar a imagem de uma “milícia raiz”, sem ligação com o tráfico, uma operação realizada nesta terça-feira pela Draco reforçou as suspeitas da Polícia Civil sobre a aproximação entre a narcomilícia e o TCP. As investigações apontam que integrantes do grupo utilizam a parceria com traficantes da facção para ampliar o poder bélico, consolidar territórios e enfrentar o Comando Vermelho. A operação teve como alvo dois integrantes considerados “puxadores de guerra” da organização criminosa, responsáveis por comandar ataques, invasões e cobranças extorsivas contra moradores e comerciantes. Um dos criminosos foi preso em Rio das Ostras. O outro já havia sido capturado em abril deste ano em Niterói, quando foi encontrado com uma arma de fogo e uma granada enquanto participava de uma ofensiva ao lado de comparsas ligados ao TCP oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré. e acordo com as apurações, a organização criminosa mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), utilizando essa parceria para ampliar seu poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pela facção rival Comando Vermelho. A investigação teve início em setembro de 2025, após uma ação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara, que resultou na prisão de integrantes ligados à estrutura criminosa. Na ocasião, foram apreendidos dinheiro em espécie, celulares, uma pistola e um veículo clonado, posteriormente identificado como roubado. A partir das diligências de inteligência e da análise de dados telemáticos, os policiais mapearam a cadeia de comando da organização. Os elementos reunidos revelaram diálogos explícitos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa altamente organizada, violenta e financeiramente robusta. As investigações continuam para desarticular toda a estrutura criminosa.

Ex-miliciano expulso que foi para o CV é acusado de homicídio e de planejar morte de PM na Zona Oeste do Rio

Um homem apontado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como ex-integrante de milícia, expulso do grupo após conflitos internos e posteriormente ligado ao Comando Vermelho (CV), é investigado por envolvimento em um homicídio e por suposto planejamento da morte de um policial militar na Zona Oeste do Rio. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e motivou pedido de quebra de sigilo telefônico e telemático, incluindo dados de geolocalização por Estações Rádio Base (ERBs), para reconstrução da dinâmica do crime. Segundo a representação enviada à Justiça, o homicídio ocorreu no dia 22/03/2026, no interior de uma residência e oficina localizada no bairro de Cosmos, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Cláudio Marcelo, foi executada por disparos de arma de fogo. A dinâmica inicial apurada aponta que um veículo Fiat Argo de cor cinza-chumbo chegou ao local, momento em que ao menos três indivíduos participaram da ação criminosa. Um dos ocupantes desembarcou e efetuou os disparos, enquanto os demais deram apoio na fuga, que ocorreu com o atirador entrando no banco traseiro do veículo. As diligências e depoimentos colhidos pela investigação indicam como principal suspeito o nacional identificado como Gustavo, que teria histórico de atuação em milícia na região. De acordo com os autos, Gustavo teria sido expulso do bairro por integrantes da organização criminosa local após desavenças financeiras e envolvimento em golpes contra moradores. Após esse rompimento, ele teria passado a se aproximar da facção criminosa Comando Vermelho (CV), passando a circular armado com fuzis e a atuar em incursões e extorsões na região. Ainda segundo testemunhas ouvidas, no período dos fatos, o investigado teria retornado ao bairro com o objetivo inicial de executar um policial militar com quem mantinha desavenças antigas. O alvo principal, no entanto, não foi localizado. Na sequência, a vítima Cláudio Marcelo teria sido identificada como estando sozinha no local do crime, após publicar em status de aplicativo de mensagens que se encontrava em casa. Diante disso, o investigado teria se dirigido ao endereço e consumado o homicídio. A autoria é reforçada, segundo a investigação, por elementos adicionais, incluindo uma suposta confissão informal registrada em áudio de visualização única enviado à testemunha Edson. No conteúdo, o investigado teria dito: “Viu o que eu fiz com o seu amigo, eu quero o dinheiro”. A investigação também aponta que o caso não se limita ao homicídio, mas integra um contexto mais amplo de atuação criminosa envolvendo disputas locais, histórico de expulsão de grupos paramilitares e posterior associação com facção criminosa. No pedido judicial, a Polícia Civil afirma que a apuração precisa agora ser complementada por prova técnica, especialmente para confirmar a presença do investigado e de eventuais comparsas na cena do crime, bem como delimitar o perímetro percorrido pelo grupo antes, durante e após a execução. Por isso, foi solicitada a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos do número atribuído ao investigado, com a obtenção de dados cadastrais, histórico de chamadas, IMEI, IMSI e registros de ERB. O pedido abrange o período das 06h00 às 23h59 do dia 22/03/2026, intervalo considerado suficiente para cobrir a fase de preparação, execução e fuga do crime. Segundo a representação, a medida é necessária diante da volatilidade dos dados telemáticos e do risco de perda de informações junto às operadoras, além do fato de o investigado permanecer foragido e supostamente vinculado a grupo criminoso armado. A Polícia Civil destaca ainda que o conjunto de elementos reunidos — incluindo depoimentos, histórico de conflitos, informações de investigação e o áudio atribuído ao investigado — indica a necessidade de aprofundamento técnico da apuração. O pedido foi fundamentado no artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal, na Lei nº 9.296/1996 e na Lei nº 12.830/2013, além de entendimento consolidado dos tribunais superiores sobre a utilização de dados de ERB como meio de prova em crimes graves. O caso segue em análise pela Justiça do Rio de Janeiro.

MILICIANO DIZ EM ÁUDIO QUE BUSCOU APOIO DO CV PORQUE QUERIAM COLOCAR TCP EM RIO DAS PEDRAS MAS AFIRMOU QUE CONTINUA NO GRUPO PARAMILITAR E COBRANDO TAXAS

Circula nas redes sociais um áudio atribuído a um criminoso conhecido como Kauan, apontado como integrante da milícia de Rio das Pedras e suspeito de participação na atual escalada de violência na comunidade. Na gravação, ele afirma ter buscado apoio do Comando Vermelho (CV) após um suposto movimento interno da milícia para se alinhar ao Terceiro Comando Puro (TCP), mas nega ter deixado completamente a estrutura miliciana. No áudio, o homem diz que a decisão de procurar apoio do CV teria sido motivada por divergências internas, especialmente pela tentativa de aproximação da milícia com o TCP dentro da comunidade. Ao mesmo tempo, ele afirma que continua atuando em Rio das Pedras e reforça que ainda se considera integrante da milícia, indicando um cenário de ruptura parcial e conflito interno entre os próprios grupos armados. Segundo o conteúdo da gravação, há relatos de que integrantes da milícia estariam se dividindo após mudanças de alinhamento e disputas de poder. Em meio a esse cenário, circulam informações extraoficiais de que ao menos 19 criminosos teriam deixado o grupo paramilitar nos últimos dias, migrando para o Comando Vermelho. O homem também afirma que a intenção seria conter a escalada de violência na comunidade, alegando que a disputa entre grupos rivais estaria atingindo moradores inocentes. Ainda assim, a gravação revela contradições, já que ele admite a continuidade de práticas de controle territorial e cobrança de valores ilegais na região. “Quem tiver pagando para os caras, a gente vai pegar”, diz o suposto criminoso no áudio, em referência à disputa pelo controle das cobranças na comunidade. Em outro trecho, ele afirma que moradores não deveriam mais pagar taxas a antigos operadores do esquema. Segundo relatos atribuídos ao mesmo áudio, a cobrança de valores continuaria, incluindo serviços como internet e outras taxas impostas a moradores, agora sob nova configuração de poder dentro da comunidade. Ele disse que tem que pagar na sua mão. Uma outra versão que circula, no entanto, é que Kauan teria cometido um vacilo dentro da comunidade (supostamente matado dois inocentes) e iria ser cobrado por conta disso. Para não sofrer punições, ele pulou para o CV, abandonando o próprio irmão Gerlan que está preso e continuaria na milícia. Circulam fortes rumores de que Kauan estava jurado de morte e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que está preso, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que teria motivado Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem caso Gerlan mude de bandeira dentro do sistema prisional. Escutem o áudio https://twitter.com/bnn_oficiall/status/2068117956098240556/video/1 INFLUENCIA DA FACÇÃO De acordo com o jornalista Bruno Assunção, parte de Rio das Pedras já estaria sob influência do Comando Vermelho após um racha interno na milícia que historicamente domina a região. De um lado, estaria um grupo alinhado ao CV, supostamente ligado a Kauan. Do outro, permanece uma ala associada ao TCP, com lideranças criminosas conhecidas como Taillon e Macaquinho. Em meio à disputa, Rio das Pedras voltou a registrar uma sequência de confrontos armados, com intensos tiroteios e episódios de violência em dias consecutivos. Considerada o principal reduto da milícia na Zona Sudoeste, a comunidade enfrenta uma escalada da guerra pelo controle territorial. O Comando Vermelho já exerce influência sobre comunidades estratégicas do entorno, como Cidade de Deus, Gardênia Azul, Muzema, Morro do Banco e Tijuquinha. O avanço tem como objetivo consolidar um corredor territorial na Zona Oeste do Rio, ampliando o domínio sobre áreas de circulação e atividades econômicas ilegais. NOVAS EXTORSÕES Moradores também relatam o surgimento de novas formas de extorsão durante a disputa. Entre elas, a chamada “taxa da caixa d’água”, em que criminosos monitorariam residências para contabilizar o número de reservatórios e cobrar valores por unidade. Segundo relatos, o controle seria feito com uso de drones e observação de pontos altos das comunidades, com cobrança estimada em R$ 50 por caixa. Além disso, moradores afirmam que seguem submetidos a cobranças por serviços como energia, água, gás e internet, em um cenário de vigilância constante, intimidação e pressão econômica exercida por grupos armados. Em meio ao conflito, circulam ainda mensagens indicando possível retaliação contra integrantes da milícia. Publicações atribuídas ao Comando Vermelho afirmam que adversários estão sendo monitorados com uso de drones e vigilância contínua. Na última quinta-feira, um homem apontado como cobrador da milícia, identificado como Bryan, foi baleado no Anil e morreu. Mesmo sob pressão, a milícia também tenta reagir e manter articulação. Um print que circulou nas redes sociais mostra supostos integrantes do grupo, incluindo lideranças presas em Bangu 9 — a Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó — participando de uma chamada de vídeo com aliados em liberdade. A imagem, posteriormente apagada, indica segundo relatos que a comunicação entre lideranças presas e membros em atuação nas comunidades continua ativa. A unidade é considerada de segurança máxima e abriga, em tese, presos sem vínculo com facções criminosas, além de milicianos e ex-agentes de segurança.

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