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guerra de facções

Nem a guerra com a milícia impediu: CV ergueu grande estrutura criminosa no Catiri, aponta MP

Em meio à retomada da disputa armada entre traficantes e milicianos na Zona Oeste do Rio, novos desdobramentos de uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) revelam como o Comando Vermelho estruturou, nos bastidores, uma engrenagem complexa de tráfico e domínio territorial na comunidade do Catiri, em Bangu. Mesmo enfrentando há anos a resistência de grupos milicianos, a facção teria conseguido montar uma ampla estrutura criminosa na região, sob o comando dos traficantes conhecidos como Doca e Gadernal, segundo apontam os autos da investigação. A Promotoria denunciou, no ano passado, 27 suspeitos de participação no esquema. Entre eles estão os próprios Doca e Gadernal, além do ex-miliciano conhecido como RD, que, de acordo com os investigadores, passou a atuar como um dos principais braços armados do Comando Vermelho na Zona Oeste carioca. As apurações indicam que a atuação da facção no Catiri teria se intensificado a partir de 2023, envolvendo atividades como venda, distribuição, fornecimento e entrega de drogas, além da contabilidade da mercancia ilícita. O grupo também seria responsável pela gerência das chamadas “bocas de fumo” e pela manutenção de uma estrutura armada voltada à proteção do território, incluindo o monitoramento de policiais e milicianos. Para o Ministério Público, o Catiri passou a ser tratado como área estratégica pela facção, tanto pela logística do tráfico de drogas quanto pela circulação de armamento e pela comunicação com integrantes do sistema prisional. A violência associada à disputa pelo controle da região também aparece como ponto central da investigação. Segundo os autos, o território teria sido marcado por intensos tiroteios, homicídios e por uma crescente sensação de insegurança entre moradores. As ações atribuídas aos criminosos teriam imposto um cenário de grave comprometimento da ordem pública, impactando diretamente a rotina da população. Na tentativa de consolidar o domínio territorial, o Comando Vermelho teria criado um grupo específico, denominado “Bonde dos Crias do Catiri”, voltado a ações de invasão e ocupação. As investigações também revelaram o uso sistemático de grupos de WhatsApp como ferramenta de gestão criminosa. Foram identificados grupos que abrangiam diversas comunidades, como Catiri, Gardênia Azul, César Maia, Marcão, Juramento, Quitungo, Guaporé, Complexo do Alemão, CPX do 18 e Vila Kosmos. No caso do Catiri, dois grupos se destacam: “Trabalho eleição 2024” e “Tropa dos cria Catiri cv” (sic). De acordo com o Ministério Público, esses grupos funcionavam como verdadeiros centros de comando. Neles, Doca e Gadernal teriam emitido ordens sobre comercialização de drogas, escalas de plantão, definição de pontos de venda, monitoramento territorial, pontos de contenção, além de determinações envolvendo ataques a rivais, monitoramento de viaturas policiais e controle financeiro do tráfico. Em mensagens analisadas pelos investigadores, especialmente em um chat privado atribuído a Gadernal, foram encontradas imagens de cadernos com anotações manuscritas relacionadas à contabilidade do tráfico no Catiri. Para os promotores, o material se assemelha a uma espécie de “folha de pagamento” dos integrantes do grupo. Doca é apontado como uma das principais lideranças da estrutura criminosa, sendo descrito como chefe do tráfico em diversas comunidades do Rio e responsável por ordenar e financiar confrontos armados ligados à expansão do Comando Vermelho. Em um dos grupos analisados, o “Trabalho eleição 2024”, ele teria interagido ao menos 25 vezes, emitindo ordens sobre a instalação de novas bocas de fumo e monitorando a quantidade de armamento de grosso calibre. Também seria o responsável por articular a comunicação entre diferentes núcleos do tráfico e manter interlocução com milicianos. Já em um chat privado entre Gadernal e um suspeito identificado como Chel da Congo, teriam sido tratadas a contagem, distribuição e prestação de contas de armas, munições e drogas comercializadas na comunidade. Segundo a investigação, Gadernal chegou a determinar que o uso de fuzis fosse restrito ao período noturno. Ele também teria indicado que não entraria em confronto direto com a milícia naquele momento, priorizando ações contra forças policiais. Entre outras ordens, estaria o monitoramento da comunidade com uso de drones e a retirada de câmeras de segurança. Chel da Congo aparece como peça-chave na engrenagem criminosa, atuando como gerente e coordenando as bocas de fumo em processo de instalação. O ex-miliciano RD é descrito como homem de confiança de Doca. O grupo sob sua liderança, chamado “Equipe RD”, teria como objetivo atuar em invasões a territórios dominados por milicianos na Zona Oeste, incluindo regiões como Vargem Grande, Guaratiba e Santa Cruz. Ainda segundo os autos, a equipe seria responsável por ataques armados e execuções de rivais. Outro integrante citado é o suspeito conhecido como “4 Vulgo”, “4 Letra” ou “Ratinho”, que atuaria como soldado, repassando informações sobre a presença de viaturas policiais e sobre rivais capturados ou mortos. A investigação também aponta o envolvimento de Léo Barrão, descrito como responsável por gerenciar pontos de venda de drogas em Manguinhos e Vila Kennedy. Ele teria definido escalas de atuação nas bocas de fumo do Catiri e monitorado a movimentação de milicianos. Também seria responsável pela expansão do Comando Vermelho em Teresópolis e pelo fornecimento de armas e drogas para outras comunidades. Léo Barrão foi preso em 4 de abril de 2025, durante a “Operação Contenção”. Um outro suspeito, ainda não identificado, teria atuado na divulgação de fotos, vídeos e áudios relacionados à segurança da comunidade, informando sobre a presença policial e exaltando a facção. Ele também monitoraria milicianos, identificando veículos e armamentos. Já o criminoso conhecido como Tiricinha teria sido flagrado tentando adquirir fardamentos de natureza militar e roupas semelhantes às da Polícia Civil, enviando imagens para integrantes de maior hierarquia. Outro investigado, chamado Nego Velho, teria determinado que as vendas de drogas nas bocas de fumo fossem realizadas exclusivamente em dinheiro. Lázaro aparece em conversas tratando da abertura de novos pontos de venda, indicando a comercialização direta para usuários. O suspeito conhecido como Botafogo teria orientado os comparsas a manter sigilo nas comunicações, utilizando recursos como mensagens de visualização única, além de repassar instruções sobre formas de pagamento e rotas de atuação. Entre os nomes de destaque também está Mãozinha, conhecido como Mão de Gancho ou

Justiça revela bastidores de ataque do CV a Rio das Pedras (milícia) e confronto que terminou com morto

A Justiça trouxe à tona detalhes explosivos de mais um capítulo da guerra entre facções e milícias na Zona Sudoeste do Rio. Documentos oficiais revelam como integrantes do Comando Vermelho (CV) avançaram contra a comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá — área historicamente dominada por milicianos — no último dia 29, desencadeando uma operação policial que terminou em intenso tiroteio, suspeitos baleados e um morto. De acordo com informações da Polícia Militar, a corporação foi acionada após relatos de que criminosos ligados ao CV promoviam um ataque armado na região. Durante o deslocamento, ao acessarem a Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, na altura do número 2277, no bairro Gardênia Azul, os agentes se depararam com quatro veículos suspeitos — cujas marcas e modelos não puderam ser totalmente identificados naquele momento. Ainda segundo o relato oficial, ao tentarem ultrapassar os carros, os policiais foram surpreendidos: ocupantes dos veículos desembarcaram e passaram a atirar contra a guarnição. Diante da agressão, houve reação. Um dos policiais militares efetuou oito disparos com um fuzil FAL, calibre 7,62 mm, conforme registrado, com o objetivo de preservar a própria integridade e a de seus colegas. Após o fim do confronto, dois dos quatro veículos permaneceram no local: um VW Polo preto e um Toyota Corolla. Os outros dois conseguiram fugir. Consultas aos sistemas SINESP e INFOSEG indicaram que ambos os carros abandonados tinham registro de roubo, reforçando a suspeita de envolvimento direto em ações criminosas. Durante buscas nas imediações, os policiais encontraram, próximo ao VW Polo, um homem baleado no fêmur, identificado como “Orelha”. Segundo a ocorrência, ele estava em posse de um fuzil AK-47, calibre 7,62 mm, com numeração suprimida e municiado. Um segundo homem, que estava dentro do mesmo veículo e se identificou como “Marçal”, se rendeu sem apresentar ferimentos. Já no interior do Toyota Corolla, foram localizados três indivíduos baleados. Todos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. Entre eles, o motorista, identificado como Igor Martins de Jesus, não resistiu aos ferimentos e morreu. Com ele, segundo a Delegacia de Homicídios da Capital, foram apreendidos um fuzil AK-47, calibre 7,62 mm, com numeração suprimida, além de três granadas. Ainda no interior do veículo, os agentes encontraram outros dois fuzis: um G3 calibre 7,62 mm, com carregador contendo duas munições, e um COLT R10, também calibre 7,62 mm, com três munições — ambos igualmente com numeração suprimida. Do total de feridos, dois permanecem internados. Um terceiro já recebeu alta hospitalar. Este último foi identificado pelo apelido de “Jogador” e, conforme apontado nas investigações, seria uma das lideranças da comunidade da Gardênia Azul. O ataque não foi um episódio isolado. Semanas antes, criminosos ligados ao Comando Vermelho já haviam passado por Rio das Pedras e lançado granadas contra um grupo de pessoas na região. Na ocasião, duas pessoas ficaram feridas por estilhaços. Os episódios reforçam a escalada da disputa armada pelo controle territorial na Zona Sudoeste, onde facções do tráfico tentam avançar sobre áreas dominadas por milícias, aumentando o risco para moradores e expondo a rotina de violência na região

Alvo da polícia hoje, Jardim Novo (ADA) esconde há anos esquema pesado do tráfico

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira no Jardim Novo, em Realengo, Zona Oeste do Rio, lança luz sobre a estrutura do tráfico de drogas na região — um sistema que, segundo investigações, vem se sofisticando e ampliando seu poder ao longo dos anos. Informações obtidas pela polícia há alguns anos já revelavam parte do funcionamento interno da organização criminosa que atua na comunidade. Agora, as apurações mais recentes indicam um avanço ainda mais preocupante: a consolidação de uma aliança entre as facções Amigos dos Amigos (ADA), que domina o Jardim Novo, e o Comando Vermelho (CV). O Complexo do Jardim Novo é formado pelas comunidades da Nogueira, Light, Minha Deusa e Cosme e Damião, compondo uma área estratégica para atuação criminosa na Zona Oeste. De acordo com os levantamentos, o então chefe do tráfico na região, conhecido como “Índio”, costumava circular armado com um fuzil AK-47 e cercado por diversos seguranças, todos também portando fuzis — um indicativo claro do forte aparato bélico da facção. A atuação criminosa no território segue regras rígidas. Para a realização de qualquer roubo na região, é necessária autorização prévia das lideranças do tráfico local. Em muitos casos, os próprios traficantes executam roubos de cargas e veículos, já com o aval da organização. Os valores arrecadados com a venda de cargas roubadas levadas para a comunidade são divididos exclusivamente entre os participantes diretos dos roubos e os líderes do tráfico, sem qualquer repasse aos demais integrantes da facção. A rotina interna também é organizada em escala. Há registros de integrantes que cumprem jornadas de 24 horas de serviço, seguidas por 48 horas de descanso, iniciando o turno às 15h de um dia e encerrando às 15h do dia seguinte. A comunicação entre os membros do grupo é feita por meio de rádios comunicadores comuns, enquanto a segurança armada dos pontos de venda de drogas é realizada por criminosos que recebem, em média, R$ 450 por semana. Segundo a Polícia Civil, a atual aliança entre ADA e CV transformou o Jardim Novo em uma das principais rotas para o avanço territorial das facções em comunidades da Zona Oeste. As investigações apontam que a região é considerada estratégica por fazer divisa com áreas da Taquara e estar próxima à Cidade de Deus, território historicamente dominado pelo Comando Vermelho, o que favorece a integração operacional entre as facções. As apurações também revelaram que o chefe do tráfico no Complexo do Jardim Novo é apontado como responsável por grande parte dos roubos de veículos e cargas na região. Além disso, o grupo impõe uma rotina de intimidação à população, com ameaças constantes e extorsão de comerciantes por meio de cobranças ilegais. Os criminosos também controlam, de forma coercitiva, serviços essenciais como fornecimento de gás, água e internet. A atuação é marcada pelo uso de armamento de guerra e pela imposição do medo, ampliando o clima de terror entre moradores. Com base no material reunido ao longo da investigação, a Justiça expediu diversos mandados de prisão contra os principais integrantes da organização criminosa, incluindo suas lideranças. Seis suspeitos foram presos durante a operação desta sexta-feira. A aproximação entre ADA e CV na Zona Oeste não se repete no Norte Fluminense, onde as duas facções seguem em confronto direto, especialmente na região de Macaé. Mais recentemente, a prisão do traficante Celsinho da Vila Vintém, apontado como líder máximo da ADA, reforçou os indícios dessa aproximação após a polícia identificar sua ligação com Doca, considerado um dos chefões do Comando Vermelho. O cenário revela uma mudança relevante na dinâmica do crime organizado no estado, com facções historicamente rivais atuando de forma coordenada em determinadas regiões, ampliando sua capacidade de expansão e controle territorial.

Tentativa de expansão do CV resultou em 10 mortos e 27 baleados em Cabo Frio e Búzios em apenas dois meses, diz MP

Segundo o Ministério Público Estadual do Rio, : em menos de dois meses, foram registrados diversos confrontos entre facções rivais em Cabo Frio e Búzios, resultando em 37 pessoas baleadas, sendo dez mortas e 27 feridas. As apurações apontam que a intensificação da violência, marcada por sucessivos confrontos armados, é resultado da estratégia do Comando Vermelho de expandir seu domínio territorial na região. Por conta disso, hoje, a Promotoria fez operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra investigados em cinco unidades prisionais. O objetivo da operação Controle Remoto foi localizar celulares utilizados por lideranças do crime organizado para comandar ações criminosas EM Búzios e Cabo Frio. Foram apreendidos aparelhos celulares, pen drives, cadernos de anotação e chips de operadoras. A medida visa desarticular a cadeia de comando do tráfico na região e obter evidências de que os traficantes presos continuam praticando ilícitos mesmo durante o cumprimento da pena. A promotoria requisitou as buscas no âmbito de investigação sobre o expressivo aumento dos casos de homicídios e tentativas de homicídio em Búzios, Cabo Frio e cidades próximas. De acordo com a Promotoria, o objetivo da facção é ampliar os lucros obtidos com o tráfico e com o controle de serviços como gás, internet e transporte. Ainda segundo o MPRJ, relatório elaborado pelo comando do 25º BPM (Cabo Frio) demonstra a estratégia das lideranças do tráfico, mesmo presas, de cooptar criminosos de grupos rivais, e na chefia das ações realizadas por integrantes em liberdade. A atuação remota dessas lideranças, principalmente por meio de aparelhos celulares, constitui o eixo central da investigação.

Guerra de facções em Cabo Frio deixou dois menores baleados

Dois adolescentes foram baleados durante um ataque a tiros no bairro Itajuru, em Cabo Frio. Eles já foram identificados e permanecem internados em unidades de saúde do município. O crime aconteceu na noite da última segunda-feira (6) e provocou pânico entre moradores, com relatos de disparos e correria na região. Após o ataque, um jovem foi levado à UPA por moradores, enquanto o outro foi socorrido pelos bombeiros e encaminhado ao HCE, onde segue em estado grave. O segundo apresenta quadro estável. A principal linha de investigação aponta para disputa entre facções criminosas. O caso está na 126ª DP, que tenta identificar os autores.

Homem suspeito de matar dois traficantes do TCP na Maré foi achado morto na Avenida Brasil

Um homem foi encontrado morto, com marcas de tiros, em frente a uma concessionária Honda na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso. Segundo informações, ele seria um dos envolvidos na morte de dois traficantes do TCP no Complexo da Maré na semana passada e teria se refugiado na favela da Nova Holanda, área sob domínio do CV. Segundo informações, no ultimo dia 31 de março, a Tropa do Motoboy (CV) realizou uma “tróia” na divisa da Nova Holanda (CV) com a Baixa do Sapateiro (TCP), conseguindo executar dois soldados integrantes da Tropa do Pescador (TCP). Os executores eram do TCP e teriam cometido o crime após pularem para o CV e levarem dois fuzis . Na ocasião, o TCP prometeu vingança.

Revoltados por não terem conseguido retomar a área, traficantes do CV incendiaram carros de moradores na Vila Sapê

A madrugada de sabado foi marcada por momentos de pânico na comunidade da Vila Sapê, em Curicica, na região de Jacarepaguá Segundo informações, criminosos do Comandl Vermelho tentaram retomar o controle da área, mas não conseguiram avançar. Revoltados, partiram para a covardia: vários carros de moradores foram incendiados deixando prejuízos para pessoas inocentes . A região já vem enfrentando constantes confrontos, com disputas violentas por território entre grupos criminosos. Mais uma vez, quem sofreu é o trabalhador, que vê seu patrimônio sendo destruído sem ter qualquer envolvimento com o crime. Clima de medo e insegurança toma conta da comunidade. Uma bomba chegou a atingir a casa de uma moradora na Rua Gâmbia, aumentando ainda mais o desespero de quem vive na área L

Tiroteio causa pânico na Vila Kennedy (CV) “Tive medo de morrer”

“Foi muito pânico e correria. Muitos homens armados começaram a atirar do nada. Tive medo de m0rrer na hora. Apavorante!” – relata uma moradora da Vila .Kennedy. Clima tenso na comunidade. Relatos de tiros preocupam moradores. Intenso confronto relatados por diversas pessoas. Alguns comércios suspenderam temporariamente entregas por questões de segurança. Lojas foram atingidas por disparos na região do Barrão. Boato de ataque de milicianos dó bando do PL. Ha relatos, não confirmados, que uma criança teria sido baleada PMs no local.

Justiça manda prender cúpula do TCP da Serrinha por ataque de guerra que terminou em execução no Morro do Juramento (CV)

A Justiça determinou a prisão preventiva de quatro integrantes do tráfico — conhecidos como Lacoste da Serrinha, Coelhão, Boneco Assassino e Bonitão — acusados de envolvimento direto em um homicídio brutal ocorrido durante uma incursão armada do Terceiro Comando Puro (TCP) ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, território sob influência do Comando Vermelho (CV). De acordo com os autos, a vítima, Douglas Azevedo Pinheiro, deu entrada já sem vida no Hospital Estadual Getúlio Vargas em 25 de junho de 2025, após ter sido atingida durante o ataque ocorrido na madrugada do dia anterior, por volta de 1h45. Os autos apontam que ele era envolvido com o CV. A denúncia descreve de forma detalhada a ação criminosa, apontando que o homicídio foi resultado de uma ofensiva organizada no contexto da disputa territorial entre facções rivais. As investigações, reunidas no Inquérito Policial nº 901-00663/2025, indicam uma atuação estruturada e hierarquizada do TCP, com os denunciados ocupando posições estratégicas de comando. Segundo o Ministério Público, embora os executores diretos dos disparos ainda não tenham sido identificados, há fortes indícios de que as ordens partiram da cúpula da organização criminosa. Lacoste da Serrinha aparece como uma das principais lideranças e, em tese, um dos mandantes da incursão armada que culminou na morte da vítima. Coelhão também é apontado como integrante do alto escalão da facção, com possível atuação na coordenação de ataques contra grupos rivais. Já Boneco Assassino e Bonitão surgem nas investigações como membros relevantes da estrutura de comando, com capacidade de participar de decisões estratégicas e emissão de ordens para invasões territoriais. O crime é tratado como homicídio qualificado, classificado como hediondo, e inserido no cenário de “guerra” entre facções criminosas que disputam o controle do Morro do Juramento. A forma de execução — um ataque armado na madrugada, com uso de armamento de alto poder e diversos disparos em via pública — expôs moradores a risco extremo e reforça, segundo a decisão judicial, o elevado grau de periculosidade dos envolvidos. Para a Justiça, o conjunto de provas evidencia não apenas a gravidade concreta do crime, mas também o risco real de continuidade das ações violentas, justificando a prisão preventiva como medida necessária para garantia da ordem pública.

Conversas levantam suspeitas de que traficantes do TCP tentaram cooptar PMs em guerra em Niterói

Prints de conversas que circulam nas redes sociais expõem bastidores da guerra entre o Terceiro Comando Puro e o Comando Vermelho em Niterói e levantam suspeitas graves: traficantes teriam oferecido dinheiro a supostos policiais militares para atuar diretamente nos confrontos. Nos diálogos, atribuídos a integrantes do TCP, os criminosos falam abertamente sobre pagamentos para execução de rivais, chamados de “alemão” no vocabulário do tráfico. “Fala assim, mn, vai te dar 20 mil reais para você ajudar a matar esses caras aí”, diz um traficante a um suposto PM. “Dá um dinheiro a mais para ele. Ajuda a gente a matar os ‘cães’. Cara, vou dar um dinheiro maior, mas quero ver resultado.” “Dá cinco por semana para ele, mas tem que matar — 20 mil por mês.” As mensagens indicam não apenas a tentativa de cooptação de agentes públicos, mas também a existência de metas e recompensas por execuções, em meio à disputa territorial que vem se intensificando na cidade. De acordo com as conversas, o objetivo dos criminosos seria transformar o Fonseca, tradicional área de conflito, novamente em um reduto do TCP. Em outro trecho, um dos envolvidos afirma que pagaria R$ 10 mil como “mérito” para quem matar rivais e apreender armas. Outro integrante diz que o grupo adversário estaria adotando a mesma prática, indicando uma escalada ainda mais violenta no confronto. Os diálogos também mencionam o uso da “caixinha” da facção — espécie de fundo coletivo do crime — para financiar as ações. “Irmão, caixinha mandou, meta foi dada. O valor que eles iam dar para o Fonseca. Foi prestado tudo que foi gasto com a caixinha.” Embora não haja confirmação oficial sobre a autenticidade das conversas ou a identidade dos envolvidos, o conteúdo expõe um padrão já conhecido em disputas entre facções: a profissionalização da violência, com pagamento por metas e tentativa de infiltração ou cooptação de agentes do Estado. Relatos recentes apontam que a disputa entre as duas facções vem provocando mudanças no controle territorial em áreas de Niterói, com episódios de expulsão de criminosos rivais e avanço armado sobre comunidades estratégicas. Há relatos de que o Comando Vermelho teria expulsado o TCP do Complexo do Fonseca. A guerra na cidade se acirrou em novembro. Há trechos de conversas em que traficantes falam que iriam abandonar a guerra com receio de morrerem e da perda de fuzis. Um deles chegou a dizer que a facção perdeu oito fuzis.

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