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guerra de facções

CV recorre à milícia: prints revelam pedido de ajuda para invadir áreas do PL e do TCP e ampliar domínio na Zona Oeste do Rio

Novos prints de conversas divulgados pela Polícia Civil e publicados pela BandNews FM em redes sociais escancaram uma aliança perigosa entre o miliciano André Boto e o traficante Gadernal, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho, em meio à disputa por territórios na Zona Oeste do Rio. Em um dos trechos mais reveladores, Gadernal pede apoio direto para avançar sobre áreas dominadas pela milícia do PL, sucessora do grupo de Zinho, e também por facção rival: “Aí homem me deixa forte para montar esse base para mim atacar Antares e 48. Carobinha estou com meus homens parados”. Antares, em Santa Cruz, e Carobinha, em Campo Grande, são redutos da milícia do PL, enquanto o 48, em Bangu, é área controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A resposta de Boto evidencia o alinhamento imediato entre os dois: “Vou agitar isso para você. Amanhã vou desenrolar com o amigo lá. Ali é uma reta só”. Em outro momento, o tom violento da conversa fica ainda mais explícito, quando Boto fala sobre um rival direto da milícia do PL:“Pegar o Zulu lá e quebrar 80% das pernas dele”. Zulu é apontado como integrante da milícia do PL, o que reforça o nível de conflito interno e disputa por poder nas regiões dominadas por grupos paramilitares. Os dois também discutem possíveis invasões em outras áreas. Boto chega a oferecer suporte para uma ofensiva na Vila Sapê, em Curicica:“Se minha área fosse perto você já estaria lá, Vila Sapê é o maior favelão”. Na sequência, ele sugere outro ponto estratégico:“O Catiri é o ideal mesmo”.Gadernal responde demonstrando facilidade de acesso a outra região:“O Boqueirão eu consigo, posso entrar a hora que quiser”. O diálogo também revela pressão de outros grupos armados na região. Ao comentar sobre o Catiri, Boto afirma:“Os crias da Vila Kennedy não saem de cima”.Gadernal responde indicando movimentação de aliados:“Eles vão vir para o Alemão e Penha, mas confia. Quando eu entrar você vai estar acompanhando. Vou precisar da sua ajuda”. Em um dos trechos mais graves, o traficante revela uma estratégia para tomada de território: usar o nome de milicianos para “limpar” a área e depois entregar ao tráfico. Boto responde sem hesitar:“Isso é mole”. Os diálogos também citam Rio das Pedras, em Jacarepaguá, outro alvo do Comando Vermelho:“Lá só tem bunda rachada”, diz Boto.“Eles estão esculachando vários moradores”, responde Gadernal.“Eles sempre fazem isso. O dono de lá é um bunda rachada. Cuzão de primeira”, completa o miliciano. Por fim, os dois mencionam o histórico de violência no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Gadernal afirma:“Teve um mês que teve 40 homicídios”.Boto relembra um confronto envolvendo o grupo do miliciano Tandera, da Baixada Fluminense, que terminou com cinco mortos e seis feridos. Para investigadores, os prints reforçam um cenário alarmante: a aproximação entre milicianos e traficantes para coordenar ataques, expandir domínio territorial e intensificar a violência em comunidades da Zona Oeste do Rio.

De mansão no Vidigal a lista de extermínio: o passado brutal de Dada que poucos estão mostrando

O traficante baiano Ednaldo Pereira Souza, o Dada, voltou a ser destaque na imprensa carioca no último fim de semana ao ser noticiado detalhes da mansão que ele teria alugado no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Ele foi alvo de operação policial na semana passada que resultou em tiroteio e deixou centenas de turistas ilhados no Morro do Dois Irmãos. Relatos indicam que ele teria escapado por uma passagem secreta do casarão. A reportagem voltou a fazer pesquias sobre o histórico do criminoso e descobriu algo aterrorizante que mostrou sua extrema periculosidade.Dada é um dos cabeças da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) desde a década passada e naquela época ele estabeleceu uma lista com quatro pessoas que tinham que morrer e todas elas acabaram assassinadas. Eles deram ordens aos seus subordinados e elas foram cumpridas à risca. Até a mãe de um dos alvos acabou morta. Todas as vítimas pertenciam à facção Movimento do Povo Atitude (MPA), que na época era rival do PCE. Após essas execuções, uma outra lista foi preparada com próximas vítimas. Uma outra vítima, que tambem integrava o MPA, foi assassinada com requintes de cruledade. Ela levou mais de dez tiros quando estava de costas e quando caiu agonizando, os executores se debruçaram sobre o corpo da vítima, e, cruelmente, desferiram vários outros tiros contra aquela, por pura perversidade. Já naquela época, Dada havia dado a determinação de subverter a ordem no sistema prisional, implantando um regime de terror que lhes permitam o controle de todas as ações criminosas que são deliberadas pelo PCE, mesmo no âmbito do Conjunto Penal de Eunápolis. O contraste chama atenção: enquanto parte da cobertura se limita a episódios pontuais, como a fuga do passado, o histórico completo revela um criminoso que consolidou sua trajetória com violência sistemática, execuções ordenadas e domínio estratégico — fatores que ajudam a explicar o impacto de cada operação que tenta capturá-lo.

Liderado por uma mulher, CV da Paraíba buscou apoio logístico e bélico na Rocinha para enfrentar facção rival no Nordeste

Uma investigação da Polícia Civil da Paraíba revela que traficantes daquele estado liderados por uma mulher conhecida como Coroa buscaram apoio na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, para enfrentar a facção rival Okaida na cidade de Itabaiana. Segundo a apuração, Coroa solicitou suporte bélico e logístico no Rio de Janeiro para consolidar a hegemonia do CV na região. A polícia levantou que, por intermédio do traficante Fatoka, que também é da Paraíba e está escondido na Rocinha, foram enviados armamento, munições e fardamentos camuflados para assegurar que a “Família Coroa” tivesse capacidade de resistência contra a Okaida. Segundo o relatório, enquanto traficantes do CV da Paraíba buscam abrigo na Favela da Rocinha (RJ) para angariar apoio do Comando Vermelho nacional, bem como retirou seus integrantes, provisoriamente de Itabaiana, permanecendo apenas guerrilheiros oriundos de Juripiranga e outras cidades paraibanas onde o CV controla o tráfico, a Nova Okaida, continua deslocando “soldados” da região metropolitana (principalmente Cabedelo) para Itabaiana. Entenda a guerra A análise de inteligência apontou que o equilíbrio de forças em Itabaiana foi rompido pela decisão unilateral de Coroa de romper com a Nova Okaida (OKD) Ao associar-se ao narcoterrorista “Fatoka no Rio de Janeiro, a “Família Coroa” importou a doutrina do Comando Vermelho , que prioriza o confronto direto com as forças de segurança e o uso de táticas de terror para consolidar o domínio territorial. A migração foi motivada pela busca de maior aporte bélico e financeiro, visando sobrepujar a hegemonia que a Okaida exercia na região. O “racha” gerou uma fragmentação imediata dos bairros de Itabaiana. Locais que antes eram zonas de comércio pacificado pela Okaida tornaram-se “zonas de guerra”. A perda da hegemonia da Okaida é visível na necessidade de remanejamento de “soldados” de outras cidades para evitar o avanço do CV.investigação identificou que a disputa não se limita aos pontos de venda de entorpecentes, mas ao controle social das comunidades, onde o morador é coagido a escolher um lado, sob pena de ser expulso ou executado, conforme verificado no homicídio do dia 18/02. Como forma de demarcação tática e demonstração de lealdade, membros da nova célula do CV em Itabaiana e Juripiranga adotaram o uso de cabelos tingidos de vermelho . Esse sinal distintivo facilita a identificação visual entre comparsas durante incursões armadas e serve como propaganda visual para aterrorizar faccionados da Okaida. Paralelamente, a pichação sistemática de muros na Suburbana com siglas alusivas ao CV e ameaças à Okaida funciona como um “marco de posse”, desafiando abertamente o poder estatal e a facção rival. A transição foi acompanhada de uma ofensiva nas redes sociais. A inteligência monitorou a expedição de “decretos” (sentenças de morte) em perfis vinculados à Okaida contra os dissidentes. A extração de dados do dispositivo de um dos bandidos” confirmou que as ordens de execução circulam em grupos de mensagens antes de serem postadas em plataformas públicas como o Instagram. Essa guerra digital serve para desestabilizar o emocional dos dissidentes e reafirmar a autoridade das lideranças que permaneceram na OKD, transformando o ambiente virtual em uma extensão do campo de batalha físico.

Bastidores de uma das guerras mais sangrentas do Rio que uniu duas facções e um ex-policial civil contra milicianos

Uma das guerras mais violentas e duradouras do Rio de Janeiro segue em curso na Zona Oeste, envolvendo traficantes, milicianos, contraventores e até um ex-policial civil que teria migrado para o crime organizado. O conflito, que permanece ativo até os dias atuais, é marcado por homicídios, ataques armados e intimidação sistemática de moradores, usados como instrumentos de domínio territorial. As investigações apontam que a disputa pelo controle de áreas como Catiri, Vila Kennedy e Jardim Bangu vai muito além do tráfico de drogas. O que está em jogo é o domínio de regiões estratégicas, inclusive pela proximidade com o Complexo Penitenciário de Gericinó, facilitando a comunicação com lideranças criminosas presas e fortalecendo a atuação das facções. Além disso, essas áreas garantem acesso a uma rede altamente lucrativa de atividades ilegais, como transporte alternativo (vans), fornecimento de gás e internet clandestina — negócios que intensificam ainda mais a disputa entre grupos criminosos. VIOLÊNCIA, HOMICÍDIOS E INTIMIDAÇÃO DE MORADORES Segundo os autos, o controle territorial é imposto por meio de violência extrema. Criminosos utilizam armamento pesado, promovem ataques coordenados e recorrem a práticas de intimidação coletiva, submetendo moradores ao medo constante. Homicídios e tentativas de assassinato são utilizados como forma de demonstrar poder, eliminar rivais e consolidar o domínio das comunidades, transformando a região em um cenário permanente de guerra. PULGÃO: EX-POLICIAL NO CENTRO DO CONFLITO No centro desse cenário está o ex-inspetor da Polícia Civil conhecido como “Pulgão”, apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e ligado à chamada “tropa do RD”. De acordo com as investigações, após deixar a prisão em 2024, ele passou a atuar diretamente nas ações da facção. Em junho de 2025, voltou a ser preso acusado de associação criminosa e envolvimento em diversos ataques armados contra milicianos, incluindo tentativas de homicídio. Além da atuação violenta, Pulgão também é apontado como responsável por fortalecer o controle econômico da facção, explorando serviços ilegais como transporte alternativo, internet clandestina e fornecimento de gás. GUERRA CONTRA MILÍCIA, JOGO DO BICHO E O ALVO “MONTANHA” O conflito não se limita ao tráfico de drogas. As investigações revelam disputas diretas com milicianos e também com grupos ligados ao jogo do bicho. Nesse contexto, o miliciano conhecido como “Montanha” aparece como um dos principais alvos. Segundo os autos, ele foi alvo de uma tentativa de execução, evidenciando o nível de confronto entre as organizações criminosas. PENHA, CV E ADA: ALIANÇA QUE POTENCIALIZOU A GUERRA Outro fator determinante para a escalada da violência foi a participação de criminosos do Complexo da Penha, reduto histórico do Comando Vermelho, nas ações na Zona Oeste. Além disso, investigações apontam uma aliança estratégica entre o CV e a facção Amigos dos Amigos (ADA) — grupos historicamente rivais, mas que passaram a atuar juntos para retomar territórios dominados por milicianos. Essa união foi fundamental para ataques como o ocorrido em 17 de outubro de 2024, durante a invasão à comunidade do Catiri. ATAQUE EM ANTARES E EXPANSÃO TERRITORIAL A escalada da violência ficou evidente em episódios como o de 3 de janeiro de 2025, quando criminosos fortemente armados invadiram a região de Antares e abriram fogo contra seguranças ligados à milícia. As investigações também apontam movimentações para expansão em áreas como Santa Cruz e Campo Grande, ampliando ainda mais o alcance da guerra. A “TROPA DO RD” E O CONTROLE DOS NEGÓCIOS O traficante RD é apontado como um dos principais articuladores da ofensiva. Sua tropa atua tanto nos confrontos armados quanto na estruturação do domínio territorial. O objetivo vai além do tráfico: controlar atividades altamente lucrativas, como transporte alternativo, fornecimento de gás e internet clandestina, ampliando o poder financeiro da facção e intensificando o conflito. GUERRA SEM FIM Apesar de prisões e operações policiais, os documentos indicam que a organização criminosa segue ativa, com atuação contínua para expandir e consolidar seu domínio. A guerra pelo controle do Catiri, Vila Kennedy e regiões vizinhas permanece em curso até os dias atuais — marcada por homicídios, ataques, alianças improváveis, disputa com milícias e contraventores, e o uso constante da intimidação como ferramenta de poder.

Justiça decreta prisão de 8 do TCP da Serrinha por execuções na “Operação Caça Urso” com moradores obrigados a transportar corpos

A Justiça do Rio mandou prender oito integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) após uma ação da facção que terminou com duas execuções e moradores obrigados a remover os corpos das vítimas, em um dos pontos mais chocantes do caso. Segundo a decisão, após os assassinatos de Pedro Lucas Magevsky Carvalho e Jonathan Ribeiro de Sant’Anna, ocorridos em 22 de maio de 2025, criminosos coagiram um caminhoneiro e um mototaxista a transportar os cadáveres até a Rua Guaraúna, em Vicente de Carvalho, numa tentativa de ocultar o local original do crime. Para o juiz, o episódio evidencia o poder de intimidação da organização criminosa e o risco concreto às testemunhas, sendo um dos principais fundamentos para a decretação das prisões preventivas. De acordo com as investigações, os crimes ocorreram durante a chamada “Operação Especial Caça Urso”, uma ofensiva organizada pelo TCP para atacar rivais e expandir território, marcada pelo uso de armamento pesado e diversos disparos em via pública no Morro do Juramento, na Zona Norte. O nome da operação faz alusão a Doca, também apelidado de Urso, chefe da facção criminosa Comando Vermleho. A decisão judicial também detalha de forma clara a hierarquia da facção no Complexo da Serrinha, evidenciando uma estrutura organizada e com divisão de funções: No topo da organização está o traficante“Salomão” ou “Lacoste”, apontado como o líder máximo do TCP na região, responsável por definir estratégias e ordenar ataques contra grupos rivais. Na sequência aparece “Coelhão”, descrito como braço direito da liderança e responsável por coordenar diretamente as ações armadas, comandando a chamada “Tropa do Coelhão”. Em um nível intermediário da estrutura estão Boneco da Serrinha e Bonitão s apontados como gerentes do tráfico e integrantes da cúpula da organização, com participação no planejamento das ofensivas. Já na base operacional estão os executores: vulgos Atentado, Cocão, HG e BL , que, segundo as investigações, integrariam equipes responsáveis pela execução direta dos homicídios. O ataque, segundo a investigação, foi realizado com uso de fuzis e múltiplos disparos em via pública, evidenciando a alta periculosidade do grupo e o risco de novos crimes. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade concreta dos fatos, a necessidade de garantir a ordem pública, evitar a repetição de crimes e assegurar a instrução do processo, diante do poder de intimidação da facção. Além de decretar as prisões, a Justiça também recebeu a denúncia do Ministério Público, que acusa os oito investigados por duplo homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Com isso, eles passam a responder formalmente ao processo e podem ser levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os mandados de prisão têm validade de 20 anos, e o caso segue agora para a fase de instrução, com coleta de depoimentos e análise das provas.

Áudio atribuído ao CV aponta suspeita que facção teria sido a autora de três homicídios em Nova Iguaçu: “É o CV. Está aberta a temporada para caçar milícia”. Mais três corpos foram achados na cidade

Áudio divulgado pelo programa Balanço Geral da TV Record mostra um suposto traficante do Comando Vermelho comentando sobre as três mortes ocorridas na madrugada de hoje, em Austin, Nova Iguaçu. Na gravação, o suspeito diz “Para ficar de exemplo e outra… é só o começo. Miliciano nunca mais… Cacuia, Rodilândia, Biquinha, Autolino, Linha Velha, Eurico Miranda… Cabô mano. Nunca mais. É o Comando Vermelho.. Tá aberta a temporada de caça a milícia. O repórter autor da matéria disse que chegou informações para ele de que bandidos da Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, teriam sido os autores e quel eles tinham como alvo um integrante da milícia. Nossa reportagem informou mais cedo que um dos mortos, Vitor da Paixão Aragão, o Vitinho da Biqueira, respondia a processo por homicídios de dois homens em 2019 que foram cometidos por milicianos no mesmo bairro e local da chacina de hoje, A violência não para por ai. Após as três mortes da madrugada, outros três corpos foram achados carbonizados dentro de um carro no bairro Adrianópolis. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada e investiga a morte de três pessoas, ainda não identificadas. A perícia foi feita no local e os agentes realizam diligências para identificar as vítimas e apurar os fatos. As investigações estão em andamento. De acordo com as primeiras informações, moradores acionaram as autoridades após perceberem o carro em chamas. Após o controle do incêndio, foram encontrados os cadáveres.

PM descreveu como foi ataque que deixou cinco baleados no Para Pedro (TCP) em mais uma guerra de facções no Rio

A Polícia Militar descreveu como foi o ataque que deixou cinco baleados na tarde de hoje na comunidade do Pará Pedro, em Colégio, na Zons Norte do Rio. Segundo a corporacão, policiais militares foram acionados pelo PAM de Irajá, nesta quinta-feira (23/04), para verificar a entrada de cinco indivíduos feridos por disparos de arma de fogo.  Conforme as primeiras informações colhidas no local, eles foram atingidos enquanto participavam de uma festividade de São Jorge, na Rua Pedro Borges, na Comunidade Para Pedro. Segundo eles, os disparos foram feitos por homens que se aproximaram em uma moto.  Todos estão hospitalizados passando por atendimento médico.  Dos cinco atingidos, dois têm anotação na ficha criminal e um possui mandado de prisão em aberto. Ocorrência registrada na 27ªDP.   Entre os baleados, estão pai e filho, um deles atingido nas costas e o outro alvejado na cabeça, Em nota enviada à reporragem, a Polícia Civil dissse que o aso foi registrado na 27ª DP (Vicente de Carvalho). De acordo com informações preliminares, um motociclista efetuou disparos de arma de fogo, atingindo cinco pessoas, que foram socorridas para uma unidade de saúde. Diligências estão em andamento para identificar a autoria e esclarecer as circunstâncias do fato. Relatos nas redes sociais apontam que a comunidade dominada pelo Terceiro Comando Puro foi alvo de ataque de traficantes rivais do Comando Vermelho. Em resposta, os bandidos do.Para Pedro foram até o Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, dominado prlo CV, fizeram disparos e deixaram um homem morto.

Vídeo chocante mostra homem com braço sangrando sendo arrastado por traficantes na Maré armados com fuzis ; há suspeita de execução”

Um vídeo que circula nas redes sociais expõe uma cena de extrema violência: um homem, com o braço ensanguentado, é arrastado por uma rua enquanto é acompanhado por indivíduos armados com fuzis. As imagens são consideradas chocantes e, por esse motivo, não serão exibidas. A gravação é autêntica, mas os detalhes sobre o caso ainda não foram confirmados oficialmente. Versão que circula envolve disputa entre facções Após a divulgação do vídeo, passou a circular nas redes sociais uma versão para o ocorrido. Segundo esses relatos, traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam no Complexo da Maré, teriam encontrado no celular do homem grupos ligados ao Comando Vermelho (CV). Ainda de acordo com essa narrativa, a descoberta teria motivado a abordagem violenta registrada nas imagens. As mesmas informações apontam que o homem poderia ser conhecido pelo apelido de “Abobrão”, mas não há confirmação oficial sobre sua identidade. Relatos falam em execução De acordo com o que vem sendo compartilhado, o homem teria tentado fugir para o Conjunto Esperança, mas acabou capturado. Há ainda menção à possibilidade de execução, além da existência de uma segunda vítima em circunstâncias semelhantes. Sem confirmação oficial até o momento Apesar da repercussão do vídeo, não há, até agora, confirmação oficial sobre a identidade da vítima, a dinâmica dos fatos ou a existência de corpos relacionados ao caso. Situações como essa, frequentemente baseadas em registros que circulam fora dos canais oficiais, podem levar tempo até serem esclarecidas pelas autoridades. Caso segue cercado de incertezas A gravidade das imagens chama atenção, mas a falta de informações oficiais mantém o episódio sob incerteza. A apuração será fundamental para esclarecer o que de fato ocorreu.

Brasil refém do crime: 90 facções dominam o país e 28 milhões vivem sob influência direta, diz CPI

Um levantamento detalhado da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), incorporado ao relatório da CPI do Crime Organizado do Senado Federal, escancara a dimensão da presença das facções criminosas no país: ao menos 90 organizações atuavam no Brasil em 2025, espalhadas por praticamente todo o território nacional. Mais do que o número elevado de grupos, o dado que chama atenção é o alcance direto sobre a população. Segundo pesquisa do Datafolha citada no documento, pelo menos 28,5 milhões de brasileiros vivem em bairros sob influência do crime organizado, o que evidencia a capilaridade dessas organizações no cotidiano do país. De acordo com o mapeamento, a maior concentração de facções está no Nordeste, com 46 grupos identificados. Em seguida aparecem as regiões Sul (24), Sudeste (18), Norte (17) e Centro-Oeste (9). No Norte, o cenário ganha contornos ainda mais complexos com a presença de três organizações criminosas de origem venezuelana, indicando uma dimensão internacional do problema. O relatório também aponta diferentes níveis de atuação das facções: duas organizações teriam alcance nacional e internacional, 14 atuariam em nível regional e a grande maioria — 74 grupos — operaria de forma local. Ainda assim, dois desses grupos estariam presentes em 24 estados e no Distrito Federal, demonstrando alto grau de expansão territorial. O Rio Grande do Sul, segundo o levantamento, seria o único estado sem a presença simultânea dessas duas organizações. Embora o documento não cite nominalmente quais seriam essas facções de alcance nacional, a análise dos dados permite inferir que se tratam do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), historicamente apontados por autoridades como os principais grupos criminosos do país. Estimativas indicam que o PCC teria cerca de 40 mil integrantes, enquanto o CV reuniria aproximadamente 30 mil. Outro ponto que surge no relatório é o avanço de outras organizações. Há registros de que o Terceiro Comando Puro (TCP) estaria em expansão, com alianças estabelecidas em pelo menos dez estados brasileiros, ampliando ainda mais o cenário de disputa entre facções. Os dados revelam um quadro de pulverização e crescimento do crime organizado no Brasil, com atuação que vai do nível local ao transnacional e impacto direto sobre milhões de brasileiros.

“CPI DESCREVE FACÇÕES COMO ‘PARA-ESTADO’, APONTA USO DE RELIGIÃO E FRACASSO DE POLÍTICAS NO RJ”

O relatório final da CPI do Crime Organizado do Senado Federal, divulgado nesta semana, traça um retrato duro da segurança pública no Rio de Janeiro e afirma que facções criminosas e milícias já operam, em diversas regiões, como verdadeiros “para-Estados”, exercendo controle territorial, impondo regras próprias, cobrando taxas ilegais e assumindo, na prática, funções que deveriam ser do poder público. Diante desse cenário, o documento sustenta que uma eventual intervenção federal na área de segurança pública pode se justificar como medida excepcional, ainda que essa avaliação dependa de decisão das autoridades competentes. A investigação aponta que organizações como o Comando Vermelho, o Terceiro Comando Puro atuam simultaneamente com milícias de origem paraestatal no território fluminense, criando uma configuração que, segundo a CPI, não encontra paralelo no restante do país. O Rio de Janeiro seria o único estado onde convivem, ao mesmo tempo, facções originadas no sistema prisional e grupos armados com raízes em estruturas ligadas historicamente a agentes ou ex-agentes públicos, herdeiros de antigos esquadrões da morte e grupos de extermínio. Esse cenário teria evoluído para uma dinâmica ainda mais complexa, com disputas territoriais constantes, reacomodações de poder e, em casos crescentes, a formação das chamadas “narcomilícias”, grupos que combinam controle paramilitar, exploração do tráfico de drogas e práticas sistemáticas de extorsão. Para a CPI, essa fusão de métodos revela um nível de sofisticação que exige respostas estatais de igual magnitude. O relatório também destaca que, ao longo dos anos, as políticas de enfrentamento adotadas pelo estado do Rio de Janeiro têm sido marcadas por avanços pontuais seguidos de recuos estruturais. O programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), lançado em 2008 e inicialmente celebrado como uma estratégia inovadora de retomada territorial, acabou esvaziado em meio a crises financeiras e políticas, inclusive com a prisão de governadores e ex-governadores, o que contribuiu para a perda gradual dos territórios anteriormente ocupados pelo Estado. Iniciativas posteriores, como o programa Cidade Integrada, tampouco teriam alcançado resultados duradouros. O próprio governo estadual, em documento apresentado ao Supremo Tribunal Federal no fim de 2025, reconheceu as falhas dessas experiências e a necessidade de políticas permanentes e de longo prazo para evitar que áreas retomadas voltem ao controle do crime. Para a CPI, esse ciclo de retomada e abandono evidencia uma incapacidade estrutural do estado de manter presença contínua e efetiva nos territórios mais vulneráveis. Outro ponto considerado sensível pelo relatório é a transformação do perfil das organizações criminosas. O Comando Vermelho, por exemplo, não dependeria mais exclusivamente do tráfico de drogas no varejo, tendo expandido sua atuação para atividades como extorsão, controle territorial, exploração de mercados com aparência lícita e até presença interestadual e internacional. A estratégia, segundo o documento, indica uma migração para modelos mais discretos e diversificados de obtenção de lucro ilícito. As milícias também teriam passado por mudanças relevantes. Embora mantenham vínculos históricos com agentes ou ex-agentes públicos, essas organizações hoje se apresentam de forma mais heterogênea, ampliando sua atuação para além do controle territorial e das cobranças ilegais, com conexões com outras economias ilícitas, como o jogo do bicho e o contrabando. O relatório ainda chama atenção para um elemento considerado particularmente grave: a instrumentalização de motivação religiosa por parte de grupos criminosos para impor medo e controle social. Segundo a CPI, essa prática foi identificada especialmente na atuação do Terceiro Comando Puro em determinadas regiões, onde o uso de discurso religioso teria sido empregado como ferramenta de intimidação e dominação da população local. A expansão territorial de facções também é contextualizada no documento com base em decisões judiciais recentes. No caso do avanço do Terceiro Comando Puro no Complexo de Israel, a CPI aponta que o crescimento do grupo ocorreu durante o período de vigência da ADPF 635, quando houve restrições à atuação policial em comunidades do Rio de Janeiro. Essa circunstância, segundo o relatório, foi posteriormente reconhecida por órgãos institucionais e é apresentada como um dos fatores que influenciaram a dinâmica de ocupação territorial, tema que segue em debate no âmbito do Judiciário. Embora o relatório não atribua culpa individual nem produza efeitos penais imediatos, suas conclusões desenham um cenário de alta gravidade, no qual o crime organizado não apenas confronta o Estado, mas, em diversas áreas, atua paralelamente a ele, exercendo poder, influenciando rotinas e explorando economicamente territórios inteiros. Diante desse diagnóstico, a CPI reforça a necessidade de respostas estruturais e de longo prazo — e deixa no ar uma questão que começa a ganhar força nos bastidores: se o Estado falhou em conter o avanço dessas organizações ao longo das últimas décadas, qual será o caminho para retomar, de forma duradoura, o controle sobre esses territórios.

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