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Conversas interceptadas levantam suspeitas que traficantes da Cidade de Deus (CV) possam estar envolvidos no roubo na casa de Poze do Rodo

Após informar em uma matéria que milicianos poderiam estar envolvidos no assalto à casa do cantor MC Poze do Rodo, o jornalista Bruno Assunção idivulgou em nova publicação que existe agora uma suspeita forte contra traficantes da Cidade de Deus Segundo o jornalista, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a possível participação do filho de um chefe do tráfico da Cidade de Deus no roubo . Interceptações numa troca de mensagens obtidas pelo repórter revelam diálogos entre traficantes que mencionam diretamente o suposto envolvimento do jovem no crime. Em uma das conversas, registrada por volta das 2h da madrugada, um dos criminosos afirma: “já deu maior K.O., filho do Sam que pegou ele”, indicando que o filho do traficante conhecido como Sam teria participação direta na ação. Horas depois, em nova mensagem enviada às 10h28 desta quinta-feira, outro integrante do grupo relata: “já morreram dois hoje”, sugerindo possíveis desdobramentos violentos relacionados ao caso. As investigações seguem em andamento para esclarecer a participação dos envolvidos e a motivação do crime.

Órfã aos 5 anos: filha de homem morto com tiro nas costas em megaoperação na Penha e no Alemão pede pensão indenizatória ao Estado

A morte de mais de 120 pessoas durante a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, em 28 de outubro de 2025, começou a gerar desdobramentos na Justiça. Uma criança de apenas cinco anos ingressou com ação contra o Estado do Rio de Janeiro pedindo o pagamento de pensão indenizatória mensal após perder o pai na operação. De acordo com o processo, os advogados da menor solicitam que o Estado seja condenado a pagar o equivalente a um salário mínimo por mês até que a criança complete 25 anos de idade, considerando a possibilidade de continuidade dos estudos em nível superior. A ação relata que o pai da menina, Fernando Henrique, foi morto com um tiro nas costas durante a operação policial. Os autos não informam se ele possuía envolvimento com atividades criminosas. Para a defesa, as circunstâncias da morte levantam questionamentos relevantes sobre a versão de confronto armado frequentemente apresentada em ações dessa natureza. O fato de a vítima ter sido atingida pelas costas, segundo os advogados, coloca em dúvida a dinâmica do episódio. “A pequena Maria Eduarda, aos cinco anos de idade, passou a carregar as consequências de um episódio que jamais deveria ter ocorrido”, afirmam os autos. Os advogados sustentam que, embora a cobertura midiática inicial tenha apresentado os fatos sob a ótica de um suposto enfrentamento entre forças de segurança e criminosos, relatos posteriores e a própria dinâmica da operação indicariam um cenário que suscita dúvidas quanto à proporcionalidade e à legalidade da atuação estatal. Segundo a defesa, o que se tem como incontroverso é que a morte de Fernando Henrique decorreu diretamente da atuação de agentes públicos. “A morte não foi natural. A morte foi violenta. E foi causada por agentes investidos de autoridade estatal, cuja missão constitucional é justamente proteger a vida e garantir a aplicação da lei”, diz a ação. Os advogados destacam ainda que, mesmo diante de eventual suspeita sobre a conduta da vítima, a Constituição não admite execução sumária. “Ainda que se alegue eventual envolvimento da vítima em atividades ilícitas, é imprescindível recordar um princípio elementar do Estado Democrático de Direito: no Brasil não existe pena de morte. A Constituição assegura que qualquer cidadão tem direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa. Caso existisse qualquer imputação criminal, caberia ao Estado submetê-lo ao sistema de justiça penal, jamais substituí-lo pela eliminação física do indivíduo”, sustentam. Para a defesa, a morte de Fernando Henrique não representou apenas o fim de uma vida, mas a ruptura de um núcleo familiar, com impactos diretos sobre o desenvolvimento da criança. Segundo os advogados, ele exercia papel ativo na criação da filha, participando de sua formação afetiva e contribuindo financeiramente para sua subsistência. “A pequena Maria Eduarda, que até então contava com a presença e o apoio de seu pai, passou, de um momento para outro, a enfrentar a dura realidade da orfandade paterna causada por uma morte violenta. A perda de um pai já é, por si só, uma das experiências mais dolorosas que uma criança pode vivenciar. Quando essa perda ocorre em circunstâncias traumáticas, os impactos psicológicos e emocionais se tornam ainda mais profundos e duradouros”, afirmam os autos. Procurado, o Governo do Estado do Rio de Janeiro não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Conversas levantam suspeitas de que traficantes do TCP tentaram cooptar PMs em guerra em Niterói

Prints de conversas que circulam nas redes sociais expõem bastidores da guerra entre o Terceiro Comando Puro e o Comando Vermelho em Niterói e levantam suspeitas graves: traficantes teriam oferecido dinheiro a supostos policiais militares para atuar diretamente nos confrontos. Nos diálogos, atribuídos a integrantes do TCP, os criminosos falam abertamente sobre pagamentos para execução de rivais, chamados de “alemão” no vocabulário do tráfico. “Fala assim, mn, vai te dar 20 mil reais para você ajudar a matar esses caras aí”, diz um traficante a um suposto PM. “Dá um dinheiro a mais para ele. Ajuda a gente a matar os ‘cães’. Cara, vou dar um dinheiro maior, mas quero ver resultado.” “Dá cinco por semana para ele, mas tem que matar — 20 mil por mês.” As mensagens indicam não apenas a tentativa de cooptação de agentes públicos, mas também a existência de metas e recompensas por execuções, em meio à disputa territorial que vem se intensificando na cidade. De acordo com as conversas, o objetivo dos criminosos seria transformar o Fonseca, tradicional área de conflito, novamente em um reduto do TCP. Em outro trecho, um dos envolvidos afirma que pagaria R$ 10 mil como “mérito” para quem matar rivais e apreender armas. Outro integrante diz que o grupo adversário estaria adotando a mesma prática, indicando uma escalada ainda mais violenta no confronto. Os diálogos também mencionam o uso da “caixinha” da facção — espécie de fundo coletivo do crime — para financiar as ações. “Irmão, caixinha mandou, meta foi dada. O valor que eles iam dar para o Fonseca. Foi prestado tudo que foi gasto com a caixinha.” Embora não haja confirmação oficial sobre a autenticidade das conversas ou a identidade dos envolvidos, o conteúdo expõe um padrão já conhecido em disputas entre facções: a profissionalização da violência, com pagamento por metas e tentativa de infiltração ou cooptação de agentes do Estado. Relatos recentes apontam que a disputa entre as duas facções vem provocando mudanças no controle territorial em áreas de Niterói, com episódios de expulsão de criminosos rivais e avanço armado sobre comunidades estratégicas. Há relatos de que o Comando Vermelho teria expulsado o TCP do Complexo do Fonseca. A guerra na cidade se acirrou em novembro. Há trechos de conversas em que traficantes falam que iriam abandonar a guerra com receio de morrerem e da perda de fuzis. Um deles chegou a dizer que a facção perdeu oito fuzis.

Briga por bebida terminou em espancamento coletivo e morte brutal em Maricá: Justiça decretou a prisão de cinco suspeitos após mais de 2 anos

Depois de mais de dois anos, a Justiça decretou as prisões preventivas de cinco suspeits de espancarem até a morte um homem por causa de discussão por bebidas alcoólicas em Maricá. O crime foi cometido em 04/11/2023, entre 20h e 21h, na rua Capitão Mello, Recanto de Itaipuaçu – Maricá/RJ Os suspeitos agrediram a vítima Charles Bickford Pessanha Delbons Junior com socos, chutes, pauladas e golpes de instrumento perfurocortante (possivelmente uma faca), sendo as lesões decorrentes das agressões causa eficiente de sua morte. Segundo os autos, o crime ocorreu após desentendimento relacionado ao consumo de bebidas alcóolicas e foi caracterizado por espancamento coletivo com uso de instrumentos contundentes e cortantes, perseguição prolongada em via pública e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Entre os acusados, estão os vulgos Pepeu, Baixinho, Decinho, além de Alex Sandro e Carlos Vitor.

Dono de empresa de internet em Paracambi que foi ameaçado por traficantes por não pagar taxa tenta obter porte de arma para se defender

Um empresário do setor de internet em Paracambi, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, afirma estar sob ameaça de uma organização criminosa após se recusar a pagar extorsões para manter suas atividades na cidade. Diante da escalada de violência, ele solicitou, em março deste ano, a concessão de porte de arma de fogo por meio de requerimento administrativo junto à Polícia Federal. Segundo o relato, o empresário é proprietário de uma empresa provedora de internet que atua regularmente no município, com carteira de clientes ativa, geração de empregos e cumprimento de obrigações fiscais. Ainda assim, passou a ser alvo de cobranças ilegais, conhecidas como “arrego”, supostamente feitas por criminosos ligados a um indivíduo identificado pelo apelido de “Russão”. Após se negar a pagar as quantias exigidas, o empresário afirma ter recebido ameaças diretas contra sua vida e a de seus familiares. Um dos registros de ocorrência foi formalizado sob o número 051-00457/2026. Em mensagens enviadas por meio do aplicativo WhatsApp, os autores teriam afirmado: “Cara, vou tacar fogo em tudo e onde parar vai fogo”. A ameaça se concretizou no dia 25 de março de 2026, quando um veículo da empresa foi interceptado e incendiado. O carro, um Fiat Mobi branco, ano 2020, de propriedade da empresa, foi destruído na ação. O caso foi registrado em nova ocorrência policial, sob o número 051-00476/2026-01, e também teve repercussão na imprensa. Diante da gravidade da situação, o empresário relata viver sob constante temor, afirmando que as ameaças não se restringem ao ambiente de trabalho, mas se estendem a qualquer local que frequente. No mesmo dia do ataque ao veículo, ele compareceu à sede da Polícia Federal para relatar os fatos e solicitar urgência na análise do pedido de porte de arma, mas, segundo ele, não obteve retorno. A defesa sustenta que o caso envolve risco iminente à vida e à integridade física do empresário e de sua família, motivo pelo qual foi ajuizada ação com pedido de tutela de urgência. O objetivo é garantir a análise célere do requerimento administrativo, protocolado em 21 de março de 2026, e possibilitar ao autor o exercício do direito à legítima defesa. Ainda de acordo com os advogados, apesar dos registros de ocorrência, o empresário não conta com proteção integral do Estado, o que reforçaria a necessidade de uma resposta rápida das autoridades. Eles argumentam que a demora na análise do pedido pode resultar em consequências irreparáveis, diante da gravidade das ameaças. O empresário afirma que não pode interromper suas atividades sem comprometer sua subsistência e o cumprimento de contratos com clientes. Para ele, a ausência de resposta do poder público diante da urgência do caso o deixa vulnerável à ação criminosa. A defesa também aponta possível omissão estatal, alegando que a burocracia não pode se sobrepor ao direito à vida. Segundo os advogados, cabe ao Estado agir com celeridade em situações excepcionais como essa, sob risco de agravar ainda mais o cenário de insegurança enfrentado pelo empresário.

Da década de 90 aos dias atuais: o rastro de sangue da família Avelino

A família Avelino voltou ao centro das atenções da mídia fluminense nesta quarta-feira, após uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que cumpriu 21 mandados de busca e apreensão contra integrantes do grupo no interior do estado e também em outras unidades da federação. A fama de intimidação atribuída ao clã não é recente. Um episódio ocorrido na década de 1990 ilustra o clima de medo que cercava a atuação da família. Na ocasião, um dos integrantes, conhecido como Julinho Avelino, seria levado a julgamento pela morte de um jovem em Miguel Pereira. Antes da sessão, um jurado procurou um promotor de Justiça para relatar que, nos bastidores, comentava-se em Vassouras que sequer haveria quórum para a realização do júri, já que os jurados poderiam não comparecer. Segundo o relato, mesmo que a sessão fosse instalada, havia o temor de que os jurados não tivessem coragem de condenar o réu, apesar da existência de provas nos autos, por receio de represálias. Diante desse cenário, chegou-se a cogitar a transferência do julgamento para outra comarca. Documentos da época já classificavam integrantes da família Avelino como pessoas de “índole extremamente violenta”. O grupo era descrito como influente não apenas em Vassouras, mas em toda a região do Médio Paraíba, com forte presença econômica e política. Ainda segundo esses registros, diversos membros estariam envolvidos em crimes graves. Histórico de homicídios Ao longo dos anos, diferentes casos reforçaram essa reputação. Em 23 de setembro de 2011, um integrante da família foi acusado de efetuar disparos contra Edson Presotto Marcondes, no bairro Madruga, em Vassouras. De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado por uma desavença envolvendo a negociação de um imóvel e o não ressarcimento de um trator dado como parte do pagamento. A acusação aponta que a vítima foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta enquanto estava dentro do carro, sem possibilidade de defesa. Outro caso ocorreu em 28 de maio de 2000, no Parque de Exposições Narciso Dias, também em Vassouras. Durante um rodeio, integrantes da família se envolveram em uma confusão com peões. Segundo a denúncia, a vítima Ronaldo da Silva Soares foi atraída até a cerca que separava o público da arena, onde foi agredida e baleada. Ele morreu no local. Um dos acusados foi condenado a 14 anos de prisão. Há ainda o caso de Thiago Borges do Rêgo, morto em 30 de dezembro de 1996. De acordo com relatos, ele teria passado a sofrer ameaças após um desentendimento banal — teria esbarrado em um copo de cerveja de um dos integrantes da família. O acusado pelo crime acabou absolvido pela Justiça. Já em 23 de setembro de 1995, outro episódio violento foi registrado no centro de Vassouras. Um integrante do clã foi acusado de matar Luiz Augusto Costa Monteiro após uma discussão de trânsito. Nesse caso, houve condenação, com pena fixada em 14 anos de prisão. Os episódios, registrados ao longo de décadas, ajudam a dimensionar o histórico de violência atribuído à família Avelino e explicam por que o grupo continua sendo alvo de investigações e operações das autoridades.

Membro da família Avelino, alvo de operação do MP hoje, vai a júri popular por morte de empresário que teve o corpo colocado em carro em chamas

A Justiça do Rio decidiu no último dia 2 de março levar a júri popular Fernandinho Avelino, membro da família suspeita de diversos homicídios no interior fluminesne nas últimas décadas. Fernandinho é acusado do assassinato de um empresário em 12 de janeiro de 2024. A vítima foi Thiago Amorim Navarro Os dados obtidos com a quebra de sigilo demonstram que, dois dias antes do crime, existem dois registros de ligações telefônicas entre os terminais utilizados pela vítima Thiago e Fernandinho sendo que no dia dos fatos há uma ligação telefônica entre os doistendo a vítima, provavelmente, avisado a Avelino que estava se deslocando para sua residência, No dia do homicídio, Thiago recebeu uma ligação telefônica e os dados de seu aparelho comprovam que ele estava na estrada (BR-393 nas proximidades do distrito de Andrade Pinto) e se deslocava até Vassouras para encontrar-se com Fernando. Apurou-se que Thiago chegou à residência de Fernando por volta de 11h, Uma testemunha narrou que Thiago lhe disse que vindo buscar com Fernando uma declaração, pois em 2021, ele havia dado um cheque para o acusado no valor de R$3.000,00, mas que como não houve fundos ele pagou Fernando posteriormente o total do cheque, mas precisava do mesmo para dar baixa no banco, porém como Fernando não tinha mais o cheque ficou de assinar uma declaração do mesmo para Thiago Narrou que por volta de 12h06min foi a última vez que falou com Thiago que este disse que após resolver as coisas com Fernando, ia passar no correio e depois ele iria a cidade de Juiz de Fora pegar seu carro que tinha ficado pronto e entregaria o que estava com ele (…)” A investigação revelou que os dados telefônicos de Fernando indicaram o seu deslocamento sentido Massambará e, posteriormente, para o local do crime. O relatório destacou que o Azimute do telefone de Fernando se altera em direção ao local do encontro do cadáver de Thiago, onde ele permaneceu até as 13h30min. Assim, pelos dados obtidos com a quebra de sigilo, resta inequívoco que o indiciado Fernando Avelino efetivamente esteve no local do crime (ao menos da destruição de cadáver), e que, em seguida, voltou à sua residência e desativou o aparelho da vítima Thiago. E mais, pela lógica da trama, ficou clara a participação de terceira pessoa no evento, já que o corpo da vítima se encontrava no interior de seu próprio veículo, ambos em chamas. Logo, certo é que a presença de outro elemento se fez necessária para retirar o indiciado Fernando do local do crime por meio de outro transporte. A família Avelino é alvo hoje de uma operação do Ministério Público Estadual do Rio A Promotoria obteve na Justiça mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira (01/04) contra 21 pessoas ligadas aos clãs da Família Avelino, investigada pela prática de diversos crimes. Entre os alvos estão integrantes da família, cinco policiais militares, um advogado e suspeitos de atuar como pistoleiros do grupo. A ação é realizada com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil (SSINTE). Estão sendo cumpridos mandados em 29 endereços ligados aos investigados, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Pará, com o apoio dos GAECOs locais. No Rio, os agentes cumprem mandados na Capital e nos municípios de Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios. As investigações são conduzidas em Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio do GAECO/MPRJ e demonstram a existência de conduta criminosa sistemática e reiterada por parte dos integrantes do clã, com forte influência em diversos municípios do Sul Fluminense e características de milícia privada. Isso inclui a prática de assassinatos já denunciados pelo Ministério Público, suspeitas de dezenas de outras execuções, múltiplas tentativas de homicídio, controle territorial, corrupção de agentes públicos, estrutura hierárquica com clara divisão de funções, obstrução sistemática da Justiça, entre outros. Com histórico de violência e poder que remonta à década de 1930, com quatro gerações documentadas praticando homicídios, as apurações mostram que a família e seus associados empregam uma série de mecanismos para escapar da persecução penal, incluindo intimidação de testemunhas, ameaças extensivas a familiares e eliminação de adversários. O objetivo é criar um clima de medo que resguarde a chamada “lei do silêncio”. Atento ao histórico de criminalidade violenta, à intimidação de autoridades e às obstruções sistemáticas, o GAECO/MPRJ passou a concentrar todas as investigações criminais contra o clã. A família Avelino é temida no interior e por vezes usavam o nome do clã para praticar extorsões. Em 2022, um homem foi procurado por um elemento que dizia ser o marido de “uma mulher chamada Vanessa” e que o acusou de haver subtraído a quantia de R$ da “suposta esposa”. O suspeito passou a intimidar a vítima, dizendo ser da família “Avelino” e afirmando que iria matar o rapaz, caso ele não pagasse ao menos metade do valor. Amedrontado, a vítima se dirigiu a um endereço indicado e entregou para o elemento um automóvel FORD Fiesta, u aparelho de telefonia celular, um tanquinho de lavar roupas e a quantia de R$ 3.000 sendo ainda obrigado a assinar para o suspeito um recibo com mais valores. Não satisfeito, o elemento passou a ligar novamente para a vítima exigindo mais dinheiro, sendo certo que passou a perseguir a vítima, se fazendo presentes nos lugares que o alvo costumava frequentar Na delegacia, o suspeito afirmou que teria feito empréstimos à vítima buscando justificar a movimentação de dinheiro de um para o outro

Denúncia explosiva de ex-governador: PMs teriam ligação com milícia em Santa Cruz

Após a divulgação de um áudio que mostraria um policial militar conversando com um traficante — caso que resultou na expulsão do agente da corporação dias depois — o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, voltou a utilizar as redes sociais para fazer novas denúncias envolvendo a Polícia Militar. Desta vez, Garotinho afirmou ter recebido relatos de moradores de que policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 27º BPM estariam supostamente alinhados à milícia do PL, em confronto com a quadrilha de Juninho Varão, na região de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. De acordo com o ex-governador, os agentes teriam implantado um suposto regime de RAS compulsório na localidade conhecida como João 23, área recentemente dominada pelo grupo paramilitar. Garotinho também relatou que um cabo da PM teria sido flagrado participando de uma reunião com milicianos em Itaguaí, o que teria resultado em punição disciplinar. Ainda segundo ele, o policial levaria uma vida de alto padrão, com viagens internacionais — incluindo destinos como a Tailândia — sem autorização oficial. O ex-governador citou ainda outros dois policiais: um deles apontado como responsável pela arrecadação de dinheiro junto a comerciantes da região, e outro descrito como o suposto “cérebro” da milícia local. Em seu blog, Garotinho acrescentou que, segundo denúncias, milicianos forneceriam apoio logístico a policiais, como água e alimentação, enquanto a população viveria sob forte intimidação. Ele afirma que o grupo criminoso controlaria atividades como a venda de botijões de gás, o transporte alternativo, serviços ilegais de TV a cabo (“gatonet”), além da comercialização e aluguel de imóveis. A milícia do PL teria expulsado o Bonde do Varão das comunidades do Alvorada, João 23, Reta, Liberdade, Guandu, São Fernando e Higienópolis, em Santa Cruz – na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Procurada para comentar as acusações, a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) ainda não se manifestou. Em casos semelhantes, a corporação costuma questionar se as denúncias foram formalizadas junto aos órgãos de controle interno, como a Corregedoria, ou orienta que sejam encaminhadas à Ouvidoria.

Milícia pode estar envolvida em assalto à casa de MC Poze do Rodo

Segundo informações divulgadas pelo jornalista Bruno Assunção,, existe a suspeita de que milicianos estejam envolvidos do assalto do cantor MC Poze do Rodo.ovorrido em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ainda segundo o relato, os assaltantes afirmaram agir a mando de chefes do tráfico de drogas, numa tentativa de colocar o foco do roubo em cima das facções TCP e CV. O artista afirmou que foi mantido refém e agredido pelos criminosos durante a ação. Segundo o cantor, cerca de oito homens participaram do crime. Quatro deles, armados com fuzis e pistolas, invadiram o imóvel por uma área de mata nos fundos do condomínio por volta das 2h30, enquanto outros comparsas reviravam a casa. Poze estava com amigos no momento da invasão e disse que foi amarrado e agredido com socos e chutes. Os criminosos levaram aproximadamente R$ 15 mil em espécie, além de celulares, roupas, perfumes, relógios e joias. O prejuízo total é estimado em cerca de R$ 2 milhões. De acordo com levantamento, parte das joias roubadas integrava um lote de cordões apreendido pela Polícia Civil em novembro de 2024 e devolvido por decisão judicial meses depois. O caso foi registrado na 42ª DP (Recreio) como roubo a residência. A Polícia Civil informou que realizou perícia no local e segue com diligências, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança, para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime.

“Empresa de comunicação multimídia” de Juninho Varão movimentou pouco mais de R$ 6 milhões em um ano mesmo com seu pequeno capital declarado

Investigação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que a quadrilha do milciiano Juninho Varão usava duas empresas de fachada, sendo uma delas provedor de internet para dissimular a real origem e o destino dos recursos obtidos, a fim de lhes conferir uma aparência lícita. Segundo a apuração, Varão figurava como sócio de uma das empresas junto ao cadastro na JUCERJA. A empresa atua no setor de serviços de comunicação multimídia e, no período compreendido entre julho de 2022 e julho de 2023, movimentou o total de R$ 6.091.559,00, montante aparentemente incompatível com seu pequeno capital social registrado e faturamento declarado. O procurador da empresa foi beneficiário de uma transação bancária efetuada pela firma no valor de R$ 440.972,00, sem justificativa lícita aparente. Além disso, foram observadas transações pelas duas empresas, sendo que a segunda firma tinha como titular a esposa e a sogra do tal procurador. A segunda empresa não possui nenhum funcionário cadastrado, tem capital social modesto e apresenta como endereço, um local residencial, sem qualquer aparência de atividade empresarial. No entanto, em apenas sete meses (entre janeiro e agosto de 2023), movimentou R$ 1.172.918,00. Ainda segundo a investigação, a quadrilha de Varão ratica, em tese, diversas atividades ilícitas, tais como, exploração de serviços de gás, água e internet, comercialização de gelo, agiotagem, operação de vans, cobrança de taxas condominiais ilícitas e gestão de aterros clandestinos.

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