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corrupção policial

Denúncia explosiva de ex-governador: PMs teriam ligação com milícia em Santa Cruz

Após a divulgação de um áudio que mostraria um policial militar conversando com um traficante — caso que resultou na expulsão do agente da corporação dias depois — o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, voltou a utilizar as redes sociais para fazer novas denúncias envolvendo a Polícia Militar. Desta vez, Garotinho afirmou ter recebido relatos de moradores de que policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 27º BPM estariam supostamente alinhados à milícia do PL, em confronto com a quadrilha de Juninho Varão, na região de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. De acordo com o ex-governador, os agentes teriam implantado um suposto regime de RAS compulsório na localidade conhecida como João 23, área recentemente dominada pelo grupo paramilitar. Garotinho também relatou que um cabo da PM teria sido flagrado participando de uma reunião com milicianos em Itaguaí, o que teria resultado em punição disciplinar. Ainda segundo ele, o policial levaria uma vida de alto padrão, com viagens internacionais — incluindo destinos como a Tailândia — sem autorização oficial. O ex-governador citou ainda outros dois policiais: um deles apontado como responsável pela arrecadação de dinheiro junto a comerciantes da região, e outro descrito como o suposto “cérebro” da milícia local. Em seu blog, Garotinho acrescentou que, segundo denúncias, milicianos forneceriam apoio logístico a policiais, como água e alimentação, enquanto a população viveria sob forte intimidação. Ele afirma que o grupo criminoso controlaria atividades como a venda de botijões de gás, o transporte alternativo, serviços ilegais de TV a cabo (“gatonet”), além da comercialização e aluguel de imóveis. A milícia do PL teria expulsado o Bonde do Varão das comunidades do Alvorada, João 23, Reta, Liberdade, Guandu, São Fernando e Higienópolis, em Santa Cruz – na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Procurada para comentar as acusações, a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) ainda não se manifestou. Em casos semelhantes, a corporação costuma questionar se as denúncias foram formalizadas junto aos órgãos de controle interno, como a Corregedoria, ou orienta que sejam encaminhadas à Ouvidoria.

Escândalo na Baixada: policial civil é suspeito de fornecer arma e interferir para favorecer milícia do filho

Investigações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) apontam que um policial civil lotado na Delegacia de Paracambi é suspeito de atuar em favor de uma milícia que operava em Queimados, na Baixada Fluminense, da qual seu próprio filho faria parte. O miliciano foi preso no ano passado. De acordo com os autos, o agente era frequentemente procurado por integrantes do grupo para resolver “problemas” em delegacias. Em um dos episódios citados, após a prisão em flagrante do chefe da quadrilha, conhecido como “João da Jacutinga”, o policial teria sido acionado para “desenrolar” a situação, com o objetivo de interceder e impedir ou dificultar a formalização do auto de prisão. A investigação também revelou que uma das armas apreendidas com os milicianos — uma espingarda calibre 12 — estava registrada em nome do policial civil, o que reforça as suspeitas de vínculo com a organização criminosa. Segundo o processo, tanto o agente quanto seu filho já haviam sido citados em denúncias anônimas encaminhadas ao Disque-Denúncia como integrantes da milícia de Queimados. Embora esse tipo de informação, isoladamente, não constitua prova, a Justiça destaca que os relatos convergem com outros elementos reunidos ao longo da apuração. Entre esses elementos estão mensagens trocadas entre pai e filho, que indicariam compartilhamento de informações sobre a atuação do grupo, além de discussões sobre reportagens que os mencionavam como integrantes da milícia. Os diálogos também demonstrariam preocupação com ameaças vindas de outros membros da organização, o que, segundo a análise judicial, aponta para uma relação que vai além do vínculo familiar, indicando alinhamento de interesses. Para a Justiça, há indícios de que o policial civil teria utilizado sua função pública em benefício da milícia, tanto ao supostamente fornecer armamento de sua propriedade quanto ao tentar interferir em procedimentos policiais para favorecer comparsas. As investigações apontam ainda que a milícia atuante em Queimados era estruturada de forma hierarquizada e voltada à prática de extorsões contra comerciantes e mototaxistas da região. O grupo utilizava como fachada a empresa “Mibius Segurança Privada” e realizava cobranças de “taxas” por meio de transferências via PIX, a partir de linhas telefônicas vinculadas à suposta empresa.

Negativa de pedido de refúgio de traficante internacional fez mulher de criminoso pedir de volta dinheiro de propina pago a delegado da PF e ex-secretário estadual de esportes do RJ, diz STF

Segundo o despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes, a advogada Patrícia Carvalho Falcão ofereceu, prometeu e pagou vantagens indevidas ao ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e ao delegado federal Fabrizio Romano visando manipulação dos processos de extradição e refúgio do holandês Gerel Lusiano Palm traficante internacional de drogas, no contexto de uma rede de corrupção e tráfico de influência articulada para favorecer interesses do crime organizado. Entretanto, o processo não andou e a mulher do preso pediu o dinheiro de volta. Carracena teria ficado com parte significativa do valor entregue pela esposa do preso (R$ 120.000,00), além de prometer valores adicionais a colaboradores em caso de êxito no pedido de refúgio; Romano oferceu influência interna sobre o andamento do processo na Polícia Federal. Além de orientar sobre a forma de encaminhamento do pedido, também negociou vantagensindevidas, solicitou valores antecipados (“adiantamento”) e encaminhou documentos pessoais de sua esposa e de outra nacional para obtenção de cargos comissionados, aparentemente em troca de sua atuação. Após receber o número de telefone do delegado, Carracena ligou para Fabrizio de modo que este elogiou o pedi daquele por não ter informado as penas em que Gerel foicondenado na Holanda, demonstrando que sabia dos antecedentes criminais do citado indivíduo. O policial afirmou também que, depois de “muita insistência nossa”, o processo andaria Após uma reunião em Brasília, Fabrizio perguntou a Carracena se a advogada, que pelo , estava com o coração mole para um “adiantamento”, dando a entender que seria o equivalente a alguma vantagem pecuniária pelos favores prestados e Carracena disse que estava trabalhando nesta possibilidade.”Carracena chegou a cobrar do delegado acerca de um número de inquérito de São Paulo e diz que colocará uma “sombra” para “levantar tudo o que for possível” sobre alguma pessoa não identificada na conversa, que já tinha escolhido uma pessoa pra isso e que eles “nem iriam aparecer”. Fabrizio mandou uma documentação para Carracena, que na época atuava como chefe de gabinete da secretária de estado de defesa do consumidor, conseguisse indicar a esposa e uma outra mulher para algum cargo público comissionado. E de fato, as duas foram nomeadas a cargos comissionados poucos meses depois: uma em Duque de Caxias e outra na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O processo de Gerel não evoluiu de forma favorável, levando a advogada a demonstrar preocupação e a cobrar de Carracena informações sobre a situação de seu cliente. Em seguida, ela lhe encaminhou o documento que registra a negativa dopedido de refúgio do holandês”. Em seguida, a advogada encaminhou um áudio que, segundo a Polícia Federal, pelo contexto, “parece ser da esposa de Gerel cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia encaminou dois áudios a Carracena por meio dos quais afirmou que Fabrizio e o policial penal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel, a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio de Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00

Confira a trama montada por policiais civis para exigir propina de R$ 1,5 milhão de traficante e encerrar investigação

O despacho de Alexandre de Moraes revela a trama que resultou na cobrança de R$ 1,5 milhão de policiais civis para encerrar uma investigação contra o traficante Índio do Lixão na 44º DP (Inhaúma), Os policiais chegaram a intimar a esposa, o irmão e um amigo do traficante. A história começa quando Índio pergunta ao servidor da Alerj Dudu sobre a situação na 44a DP, ocasião em que este respondeu que encontraria o policial Franklin na Barra naquele dia, acompanhado de outro policial, Leandro Dudu disse que Leandro havia garantido que seria firme na negociação. Na sequência,“Índio afirmou que falaria para o “01” sobre o que Franklin estava fazendo. Posteriormente, Índio perguntou sobre o safado da 44 , em referência ao encontro que Dudu teria com Franklin. Por sua vez, “Dudu” responde que Leandro ainda não teria marcado o encontro na Barra da Tijuca. Em conversa com Leandro, Dudu reclamou que o “amigo” estaria ligando toda hora, o que não seria adequado, pois “esses negócios” deveriam ser tratados pessoalmente. Em outro diálogo, Dudu afirmou que Índio do Lixão estava se esforçando pararesolver a questão e que ele estaria nas negociações para “ajudar e ganhar algo também”, insinuando que teria algum lucro com a situação. Dudu encaminou a Leandro print de conversa com Franklin que revelava conflitos quanto à marcação de reuniões, e o interlocutor se mostra insatisfeito. Em áudiossubsequentes, “DUDU” explicou que Índio não foi à reunião porque teria passado mal, e reclamou da atitude do policial Leandro e Dudu se encontraram no apartamento do servidor da Alerj e ligaram para Franklin.O assunto da ligação foi o conteúdo de mídia com informações capazes de incriminar “Índio do Lixão. Em maio de 2025, Leandro perguntou a “Dudu” se o “amigo” não havia aparecido, e que ele iria acabar se prejudicando. “Dudu respondeu que não iria mais falar sobre o assunto (no contexto, o pagamento aos policiais da 44a DP), pois “Índio” poderia interpretar como pressão. A seguir, “Dudu” relatou que Franklin havia ameaçado pedir a prisão de “todos”, ou seja, havia incluído Dudu” em suas intimidações. Logo depois, Leandro afirmou que Franklin não era “maluco”, ou seja, não pediria as prisões, mas estava irritado porque “Índio do Lixão” estaria “enrolando”. Leandro dsse que precisa passar um recado rápido da d inferno” (44a DP) e pergunta se “ele” (“Índio) não quis fazer uma ligação. “Dudu” responde que “Índio teria ligado para Carracena, que por sua vez teria ligado para “o delegado” – provavelmente Marcus Henrique. A seguir, Dudu afirmou que Carracena iria apenas intermediar e “pedir para morrer tudo” (encerrar a investigação sobre “Índio”). Leandro disse que estava no telefone com Franklin e que Carracena não teria ligado para o delegado.

Alexandre de Moraes descreve papel de cada PM, policial civil e federal presos apontados como envolvidos com o Comando Vermelho

O despacho do ministro do STF Alexandre de Moraes sobre a prisão de policiais civis, militares e federais por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho diz o seguinte sobre a participação de cada um, de acordo com as investigações da Polícia Federal Núcleo de policiais civis envolvidos com o Comando Vermeho Franklin José de Oliveira Alves – Atuou diretamente na linha de frente da negociação ilícita. Mantinha contatos telefônicos frequentes com os intermediários para cobrar o pagamento da propina e impor prazos. Também assinou intimações de coação e possui estrutura empresarial familiar com movimentações financeiras suspeitas. Marcus Henrique de Oliveira Alves (delegado) Na qualidade de titular da 44a DP, assinou, juntamente com seu irmão, intimações utilizadas para pressionar o traficante “Índio do Lixão” no esquema de extorsão. Apresenta movimentação financeira vultosa e incompatível com seus vencimentos, utilizando empresas em nome defamiliares para ocultar bens e valores. Leandro Moutinho de Deus Atuou como intermediário nas negociações de pagamentode propina entre os traficantes e os policiais da 44a DP.Segundo o despacho de Moraes, os policiais civis exigiram de Índio , mediante violência e grave ameaça, o valor correspondente R$ 1.500.000,00 para encerrar um procedimento investigativo em tramitação na 44a Delegacia Policial envolvendo o traficante, A investigação revelou que Carracena iria intermediar e pedir para encerrar o inquérito contra Índio. II. Núcleo de atuação para favorecer os interesses do traficante internacional Gerel Lusiano Palm (neerlandês) Alessandro Pitombeira Carracena Advogado e ex-secretário de estado, atuou como o articulador central entre criminosos e servidores públicos. Ele utilizou sua influência política para intermediar vantagensindevidas e, segundo diálogos, teria retido R$ 120.000,00 de um pagamento feito em espécie para influenciar um pedido de refúgio. Fabrizio José Romano (delegado da PF) ´ Atuou de forma incompatível com seu cargo, oferecendo influência interna na Polícia Federal em favor do traficante Gerel Lusiano Palm. Em consequência disso, solicitou adiantamentos” financeiros e negociou a nomeaçãode sua esposa, para um cargo comissionado como contrapartida por sua atuação ilícita. Patrícia Carvalho Falcão – Advogada parceira de Carracena. Embora atuasse nadefesa técnica, as mensagens revelaram sua ciência e participação na viabilização de pagamentos indevidos a servidores e na pressão pela devolução de valores após o fracasso do pleito. A esposa de Gerel mandou áudio para Patrícia cobrando o dinheiro dado por eles, que segundo a advogada, havia sido a importância de R$150.000,00(cento e cinquenta mil reais) em espécie”: Patrícia disse que o delegado Fabrizio e o policial federal Luciano teriam recebido, dos R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) pagos em espécie pela esposa de Gerel , a quantia de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada um, para auxiliarem no pedido de refúgio Gerel. Segundo ela, ambos ainda receberiam, em caso de êxito do processo, o valor adicional de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) cada. Núcleo de atuação criminosa de Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro ao realizarem segurança e logística de liderança do Comando Vermelho As investigações revelaram que “o traficante Índio do Lixão” contava com esse núcleo, estável e coordenado, de policiais militares que atuavam na segurança particular e braço logístico, sendo tais policiais liderados pelo policial militar Rodrigo da Costa Oliveira, conhecido como Costa, Flavio Cosme Menezes Pereira, alcunha “Menezes – ” Prestava segurança de forma reiterada e consciente, incluindo durante as férias, colocando-se à disposição paraqualquer missão da organização criminosa. Franklin Ormond de Andrade, alcunha “Ormond – Além de realizar escoltas constantes, negociou ilicitamente a venda de uma pistola Taurus e carregadores para Indio; Enio Claudio Amâncio Duarte – Participava de escoltas armadas em eventos específicos,como enterros e consultas médicas do traficante, operando em áreas conflagradas sob domínio do Comando Vermelho. Alex Pereira do Nascimento – Mantinha contato direto com o “Índio”, a quem recorreupara solicitar um empréstimo pessoal de R$ 1.500,00, evidenciando a promiscuidade da relação entre o agente da lei e o criminoso. Leonardo Cavalcanti Marques Atuava na segurança com plena consciência da condiçãode “bandido” de “Índio”. Ricardo Pereira da Silva = Policial militar de extrema confiança de “Índio”, solicitado nominalmente pelo traficante para missões de escolta em Duque de Caxias. Rodrigo de Oliveira Carvalho, alcunha “Carvalho – Atuava na segurança diária de “Índio”. É o principal alvo no que tange à comercialização ilegal de armamento, tendo oferecido a “Índo” 2 (dois) fuzis calibre 5.56. Além disso, realizou o transporte de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) em espécie a mando da organização criminosa. Segundo a investigação, os PMs ainda realizavam-

ESTATUTO DO CV PREVÊ PENA DE MORTE PARA QUEM COMETER INFRAÇÃO SUPERGRAVE

A investigação da Polícia Civil que culminou na operação de hoje que prendeu seis PMs e um vereador suspeitos de envolvimento com o Comando Vermelho revela que a facção tinha um estatuto que previa pena de morte para quem cometesse uma infração supergrave. O material foi exibido pelo programa Balanço Geral da TV Record Rio. O artigo 10, item D, determina: “Infração supergrave o acarretará automaticamente no óbito do decreto”. O secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que o CV fez aliança com o PCC e outros grupos criminosos no país. Essa aliança foi firmada em fevereiro do ano passado que fortaleceria os negócios na fronteira mas depois gerou conflitos com a prática de homicídios. O próprio estatuto do CV previa um pacto de não agresão entre os dois grupos. O principal articulador desta aliança era o traficante conhecido como Naldinho Samurai que iniciou esse trabalho ainda preso no Rio mas depois foi transferido para uma penitenciária federal. Sobre o envolvimento de PMs com a facção, Doca, BMW (ex-miliciano que migrou para o Comando Vermelho) e um capitão da Polícia Militar tiveram áudios vazados sobre a liberação de um baile com o agente dizendo que não tinha conseguido ver isso. Segundo os responsáveis pela investigação, os PMs envolvidos realiavam simulação de operações como fornecimento de drogas e armas feitos por traficantes para forjar apreensões como também tinha tolerãncia para a práticas criminosas Outra escuta telefônica que chamou atenção foi a orientação do traficante Doca durante uma guerra no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho: “Tem que entrar matando. Não adianta só colocar para correr”. Também impressiona outro trecho da investigação que mostra os traficantes decidindo pelo homicídio de um miliciano da comunidade Caixa D´Água, em Jacarepaguá. Doca disse, “Manda sumir”. A vítima circulava pela Gardênia Azul, reduto do CV. O traficante Marcinho VP se mantinha como presidente do conselho da facção por questão histórica devido a gordura acumulada junto aos comparsas ao longo dos anos, por isso não foi destituído do comando. Ele centralizava as decisões políticas fundamentais. A facção possui 13 conselheiros,, segundo a Polícia Civil,

PF prendeu sete PMs suspeitos de facilitar a vida de traficantes e milicianos

Na manhã desta quarta-feira, 11/3, a Polícia Federal deflagrou a 3ª fase da Operação Anomalia, visando desmantelar um núcleo composto por policiais militares do estado do Rio de Janeiro, cooptados por grupos criminosos violentos em atividade na região. Sete foram presos,. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro (Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz), Nova Iguaçu/RJ e Nilópolis/RJ. O STF também determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados, bem como o afastamento do sigilo de dados dos equipamentos eletrônicos apreendidos. O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Corregedoria da PMERJ. Os elementos probatórios colhidos durante as apurações revelaram que os policiais militares alvos da operação se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado. A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito. A operação é fruto das apurações conduzidas pela Força-Tarefa Missão Redentor II, que consolida as diretrizes do Supremo Tribunal Federal em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635. A ação estabelece a atuação uniforme da PF na produção de inteligência para neutralizar facções ligadas ao tráfico de drogas e armas, promovendo a asfixia financeira de tais organizações e o corte sumário de suas conexões com agentes do Estado. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será submetido à análise, com vistas à identificação de possíveis outros agentes envolvidos no esquema.

Saiba mais sobre traficante holandês que seria beneficiado por uma suposta propina paga por uma advogada a um delegado da PF preso ontem. O criminoso tinha 40 imóveis no Rio

O traficante holandês Gerel Lusiano Palm, que segundo investigações seria beneficiado por uma suposta propina paga por uma advogada a um delegado da Polícia Federal preso nesta semana, foi acusado de tentativa de duplo homicídio na cidade de Noordeloos, na Holanda, em dezembro de 2016. A informação foi publicada pelo jornal Tennessee Tribune. De acordo com a reportagem, as duas vítimas — homens de 28 e 35 anos, moradores de Rotterdam — ficaram gravemente feridas no ataque. Ainda segundo o veículo, Palm foi preso em março de 2017, em Paramaribo, capital do Suriname, antiga colônia holandesa na América do Sul. No entanto, ele conseguiu fugir da prisão apenas 12 dias depois, após desarmar um guarda e mantê-lo sob a mira de uma arma durante a fuga. A escapada levantou suspeitas entre autoridades locais, já que, segundo fontes do sistema penal, seria praticamente impossível fugir da penitenciária de Duisburglaan, localizada no bairro Flora, nos arredores de Paramaribo, sem algum tipo de ajuda interna, devido ao alto nível de segurança do local. Palm voltou a ser preso em 2021, no Rio de Janeiro, acusado de tentativa de homicídio. Pelo crime, acabou condenado a 20 anos de prisão. Segundo reportagem publicada no ano passado pelo Portal AZ, Palm teria acumulado mais de 40 imóveis na cidade do Rio de Janeiro. Os bens estariam sendo administrados por sua esposa, que também chegou a ser mencionada no processo de extradição e atualmente cumpre prisão domiciliar. Durante o julgamento relacionado ao caso ocorrido na Holanda, uma das vítimas esteve presente e afirmou que não sabia por que Palm tentou matá-lo, já que os dois eram amigos. “O fato de ele querer fazer isso comigo realmente me afetou. Eu perdi a fé nas pessoas”, disse a vítima. Investigadores também ligam Palm ao líder do crime organizado Ridouan Taghi, apontado como chefe de uma das mais violentas organizações criminosas da Europa. De acordo com as investigações, Palm teria fugido da prisão no Suriname em um veículo de alto padrão que o aguardava do lado de fora do presídio. Ele possui um longo histórico criminal. Entre as condenações está uma sentença de nove anos de prisão por um tiroteio de vingança ligado ao tráfico de drogas, ocorrido em 2001. A polícia holandesa também suspeita do envolvimento de Palm no assassinato de Ronald Bakker, funcionário de uma loja de equipamentos de espionagem na cidade de Huizen, em 2015. O crime teria sido organizado por Taghi. Bakker foi morto perto de sua casa, e sua filha presenciou o assassinato. Investigadores acreditam que o crime possa ter sido motivado pelo fato de que a loja onde a vítima trabalhava havia sido alvo de buscas policiais após criminosos suspeitos comprarem dispositivos de rastreamento no estabelecimento. Palm chegou a ser preso no caso, mas acabou libertado poucos dias depois por falta de provas. Após deixar a prisão, ele decidiu se mudar para o Suriname, onde, segundo relatos, passou a viver sem grandes preocupações em se esconder das autoridades. Em 2016, o blogueiro de crimes holandês Martin Kok foi assassinado, e novamente surgiram suspeitas sobre a participação de Palm no caso. Na tentativa de capturá-lo, autoridades holandesas chegaram a dobrar a recompensa oferecida por informações sobre seu paradeiro, passando de cerca de US$ 18 mil para mais de US$ 36 mil. Considerado um dos maiores traficantes ligados ao crime organizado europeu, Palm aguarda atualmente a conclusão de seu processo de extradição no Brasil. O governo da Holanda busca levá-lo de volta à Europa, enquanto autoridades dos Estados Unidos também demonstraram interesse no caso, por meio da DEA, que investiga conexões internacionais do criminoso.

Delegado e policiais civis foram presos suspeitos de extorquir traficantes do CV

Na manhã desta terça-feira, 10/3, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do estado do Rio de Janeiro e operadores financeiros. Entre os envolvidos, está um delegado que foi preso. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa presente no território fluminense (Comando Vermelho), além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Na ação de hoje, cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aém das prisões e buscas, a Suprema Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos alvosAs apurações revelaram que o esquema era liderado por uma autoridade policial – titular de uma delegacia da capital – e por outro policial civil. De forma reiterada, os servidores emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício. A negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos. Para operacionalizar o recebimento das vantagens indevidas e manter um distanciamento físico das lideranças da facção criminosa, os policiais contavam com a atuação direta de dois intermediários. A inteligência financeira da PF detectou que os policiais investigados apresentam movimentação patrimonial milionária e incompatível com seus vencimentos lícitos. Para promover a ocultação e dissimulação do capital sujo, a estrutura criminosa contava com uma rede de empresas de fachada registradas em nome de familiares, agora alvos de suspensão judicial. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, extorsão, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de capita

Investigações do MP apontaram elo entre contraventor Adilsinho e agentes públicos; policial militar foi preso hoje suspeito de fazer segurança do bicheiro

A prisão de um policial militar suspeito de atuar na segurança do contraventor Adilsinho, realizada nesta quinta-feira em Cabo Frio, reforça as suspeitas de que o grupo criminoso contava com a colaboração de agentes públicos para manter suas atividades ilícitas. De acordo com o superintendente da Polícia Federal, delegado Fábio Galvão, esta foi a terceira tentativa de capturar o bicheiro. Segundo ele, nas investidas anteriores, o investigado teria conseguido escapar com auxílio, inclusive, de policiais. As investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apontam que a organização criminosa mantinha uma rede estruturada de cooptação de agentes públicos, especialmente nas forças de segurança. Em denúncia apresentada pelo MPF e divulgada anteriormente por nossa reportagem, foram citados os apelidos de 12 policiais militares e dois bombeiros que estariam vinculados a uma empresa responsável pela escolta armada de cargas de cigarros distribuídas em diversos pontos do estado. Entre os codinomes mencionados nas investigações estão “Velho do Rio”, “Marreco”, “Morenão Topa Tudo”, “Coquinho da VK”, “Alvinho”, “Jajá”, “Shampoo”, “Max”, “Bonfim”, “Maromba”, “Stive” e “Baiano” — este último identificado como bombeiro. Segundo os autos, a organização teria estabelecido relações ilícitas com agentes do poder público responsáveis pela segurança, o que teria sido fundamental para a expansão e manutenção das atividades criminosas. O esquema, conforme descrito nas apurações, envolvia o pagamento sistemático de propina para garantir a omissão deliberada diante das infrações penais praticadas. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram diálogos que indicariam a existência de uma espécie de “tabela” de pagamentos. Em uma das conversas, um integrante do grupo orienta o repasse de R$ 15 mil, sendo R$ 12 mil destinados ao “batalhão” — em referência à Polícia Militar — e R$ 3 mil à “DP”, indicando Delegacia de Polícia. Em outro trecho interceptado, um investigado menciona expressamente valores de “doze mil para o carro azul” — supostamente em alusão às viaturas da PMERJ — e “três mil para o carro preto”, possível referência à Polícia Civil. As investigações também apontam que um homem conhecido como “Cabeça” atuava como intermediador entre a organização e agentes públicos corrompidos. Ele seria o responsável por operacionalizar a entrega de valores e articular a liberação de mercadorias apreendidas. Relatórios indicam que, quando cargas de cigarros eram apreendidas por policiais civis da 59ª ou da 62ª Delegacia de Polícia, ambas situadas em Duque de Caxias, “Cabeça” era acionado para intermediar contatos que resultavam na devolução informal das mercadorias. Segundo o Ministério Público, há indícios de que as restituições ocorriam sem qualquer formalização oficial. Um colaborador premiado relatou ao MP que, em pelo menos duas ocasiões, conseguiu reaver cargas apreendidas após contato com policiais lotados na 62ª DP, mediante pagamento indevido. Em uma das situações, o repasse foi descrito como “cerveja”, termo que, segundo os investigadores, seria usado para se referir a propina. As apurações também registram episódios em que integrantes da organização foram abordados enquanto descarregavam cigarros ao lado de milicianos, estando armados e portando grandes quantias em dinheiro. Apesar disso, não houve registros formais de prisão ou apreensão, o que, segundo o MP, indica possível acerto informal para evitar a responsabilização. O pagamento de valores ilícitos, de acordo com os investigadores, garantia ainda tratamento privilegiado em abordagens policiais, impedindo autuações em flagrante e apreensões de mercadorias. Em uma das conversas interceptadas, atribuída a uma policial militar, há orientação para que os operadores do esquema evitassem entregar documentos durante abordagens ostensivas antes de “desenrolar” a situação. A fala menciona que equipes do programa Caxias Presente utilizariam sistemas integrados de consulta de dados, o que poderia gerar registros formaais e dificultar eventuais acertos posteriores. Para o Ministério Público, o conjunto probatório indica que a engrenagem criminosa se sustentava não apenas na logística de distribuição de cigarros, mas também na cooptação sistemática de agentes públicos, garantindo proteção institucional indevida às atividades ilícitas. As investigações seguem em andamento.

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