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Comando Vermelho

Drone lança granadas, base do CV se instala e guerra explode em Rio das Pedras com ex-miliciano na linha de frente. ACESSE LINK E VEJA VÍDEOS E BASTIDORES

Traficantes do Comando Vermelho da Gardênia Azul atacaram mais uma vez a comunidade do Rio das Pedras, em Jacarepaguá, nesta madrugada.Os bandidos usaram até drone lança granadas. Uma loja foi atingida por uma dessas bombas, Não houve feridos. Veja vídeo da invasão https://x.com/tinojunior/status/2067987225837441056/video/1 Morador relatou desespero: “Eu estavá na fila do 557 aa 5.30 meu deus foi muito tiro e nao tinha como o povo se abriga entramos no onibus o motirista falou que dentro do onibus nao era o melhor luga meu deus que terro hoje nunca vi de perto tantos tiros nao moro ali maa pego o meu onibuis ali imagina que mora ali” sso mesmo a policia sempre largou essa milicia de Rio das pedras avontade nos moradores sempre pedindo ajuda na rua nova e Moret Sandro agressivo taxador Alexandre Geovane mecânico cobrando tudo luz segurança gaz até a bomba d’água que moradores compram eles cobram e nada de operação em cima dessas pragas de milicianos lojas fechadas no areal um bode com outros maicon e junior da associação de moradores estão cobrando tudo na areinha estao no estacionamento do mercado Supermarket os milicanos estão la também e o eduardo pães junto com aquele deputado da muzema Há relatos de que o CV montou base com 15 traficantes na localidade do Caranguejo, para tomar a comunidade toda. Vídeos mostraram a circulação dos bandidos https://x.com/i/status/2067747234280608069 https://x.com/tininhasouzarj/status/2067950762122965145/video/1 A guerra estaria sendo comandada pelo ex-miliciano Kauan, que pulou para o CV recentemente junto a outros bandidos. 11 teriam pulado levando quatro fuzis e quatro pistolas, além de material tático. Ele próprio teria feito vários disparos de fuzil em direção ao grupo de milicianos que estavam na entrada do Areal. Ninguém foi baleado. Kauan já circula livremente pela Gardênia Azul Kauan estava jurado de morte pelos paramilitares e seria executado assim que caísse no tribunal. Seu irmão Gerlan, que era um dos líderes da milícia, seria o responsável por defendê-lo. Apesar do desentendimento com outros milicianos que motivou Kauan a pular, não há atrito direto entre ele e o irmão. No entanto, a situação pode gerar um racha dentro da cadeia: Gerlan pode ser pressionado a abandonar a milícia para fica do lado do irmão, correndo o risco de ser morto na prisão por “fechar” com Kauan. Outra possibilidade é uma guerra interna entre a família, caso Gerlan decida continuar na milícia. Milicianos já estariam em contato com Gerlan, e existe a possibilidade de que outros membros da milícia também pulem. A Record divulgou uma matéria mostrando que Gerlan teria feito uma chamada de vídeo de dentro do presídio https://x.com/tinojunior/status/2067980147609715010/video/1 Dois cemitérios clandestinos foram encontrados em Rio das Pedras. Bombeiros acreditam que exista pelo menos 20 corpos enterrados no locaL.

Racha na milícia, execução de motoristas e ataques com granadas: documentos revelam bastidores da guerra que abriu caminho para ofensiva do CV no Catiri

A guerra travada entre o Comando Vermelho e a milícia do Catiri, em Bangu, foi marcada por atentados com granadas, assassinatos de motoristas de vans e uma disputa interna entre antigos aliados que acabou facilitando a ofensiva da facção para tomar uma das áreas mais estratégicas da Zona Oeste do Rio. Os detalhes aparecem em depoimentos prestados por policiais civis e militares em processo judicial obtido pela reportagem. Segundo os relatos, a crise teve início após a morte do miliciano Marquinhos Catiri. A partir daí, o grupo passou a ser dividido por uma disputa entre os criminosos conhecidos como “Montanha” e “Pirulito”. Este último, ao deixar a prisão, teria retomado a briga pelo controle da região e recebido o apoio de “Gordinho”, apontado como responsável pelo sistema de transporte alternativo local. Sem força suficiente para enfrentar os rivais sozinho, o grupo ligado a “Pirulito” teria buscado apoio do Comando Vermelho. A aliança acabou abrindo as portas para a entrada da facção na disputa territorial. De acordo com os investigadores, o interesse do CV pelo Catiri vai além da expansão do tráfico. A região fica próxima ao Complexo Penitenciário de Bangu, considerado um ponto estratégico pelos criminosos. Ataques com granadas e terror em ponto de vans Os depoimentos revelam que, durante o auge dos confrontos, integrantes do Comando Vermelho realizaram diversos ataques contra o sistema de vans controlado pelos milicianos. Em uma das ações, criminosos armados em uma motocicleta abriram fogo em um ponto de vans próximo à 34ª DP, lançaram uma granada e roubaram as chaves dos veículos, obrigando os motoristas a interromperem a circulação. Testemunhas correram para dentro da delegacia em busca de proteção. A polícia também relatou que dois motoristas de vans ligados ao grupo rival foram mortos durante a escalada da guerra. “Cria do Catiri” recebia armas e pagamentos para atacar a milícia As investigações apontaram que um dos homens identificados como participantes dos ataques era um morador nascido e criado no Catiri, que teria se aliado ao Comando Vermelho em meio à guerra. Segundo os policiais, o próprio suspeito admitiu que recebia armamentos e pagamentos da facção para participar das investidas contra a milícia. Ele teria revelado ainda que costumava utilizar um fuzil Colt nos ataques e que, no momento em que foi localizado na Vila Kennedy, estava apenas com uma pistola porque “a facção só havia deixado aquela arma com ele”. Polícia aponta que ofensiva partia da Vila Kennedy Ainda segundo os depoimentos, a Vila Kennedy se transformou em uma espécie de base para os ataques contra o Catiri. Policiais militares afirmaram em juízo que diversas operações foram realizadas porque criminosos saíam da comunidade dominada pelo Comando Vermelho para promover invasões e atentados contra a milícia. As investigações identificaram uma motocicleta Yamaha Lander preta como sendo utilizada em alguns desses ataques, incluindo ações na região da Cancela Preta e nas proximidades da própria 34ª DP. Os depoimentos reunidos no processo mostram que a guerra no Catiri, que ainda provoca tensão na região, não surgiu apenas da disputa entre tráfico e milícia. Segundo os investigadores, ela foi impulsionada por um racha dentro da própria organização paramilitar, cenário que acabou sendo aproveitado pelo Comando Vermelho para tentar assumir o controle do território.

Alvo de grande operação no Brasil, facção venezuelana realiza fuzilamento de desafetos em vias públicas, além de esquartejamentos

Nesta semana, veículos de imprensa de todo o país deram destaque à operação da Polícia Civil de Roraima contra a facção criminosa Tren de Aragua, uma das organizações mais violentas e estruturadas em atuação na América Latina. As investigações apontam que o grupo estaria envolvido em uma série de homicídios registrados em Boa Vista, capital de Roraima, com atuação marcada por extrema violência. Entre os crimes atribuídos à facção, há relatos de execuções sumárias, incluindo episódios descritos como fuzilamentos em via pública, além de esquartejamentos e outras formas de violência extrema. De acordo com os levantamentos, criminosos utilizariam veículos alugados para a prática dos delitos, dificultando a identificação e o rastreamento das ações. Relatórios policiais indicam ainda que a facção atua com elevado grau de brutalidade, associada ao uso de armamento de origem estrangeira, contrabandeado da Venezuela. Documentos obtidos no curso das investigações apontam que o Tren de Aragua mantém uma estrutura de atuação transnacional, com ramificações em diversos países da América Latina e possíveis conexões com redes do narcotráfico internacional, incluindo cartéis mexicanos. Em determinados relatórios de segurança pública, o grupo já foi descrito por autoridades estrangeiras como uma organização de perfil altamente violento e com estrutura paramilitar, em razão do seu modo de operação e capacidade de expansão territorial. Nos últimos anos, a facção vem ampliando sua presença no Brasil, especialmente na região Norte, onde a extensa fronteira com a Venezuela facilita fluxos ilícitos. As investigações indicam que o grupo estaria recrutando brasileiros para atividades criminosas como tráfico de drogas, exploração sexual e mineração ilegal. O avanço da organização criminosa se torna ainda mais preocupante diante de relatos de possíveis articulações com outras facções atuantes no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Essas conexões, segundo apurações, potencializariam o controle de rotas do tráfico e a exploração de atividades ilícitas em territórios estratégicos. Estudos e levantamentos de segurança apontam que, desde 2013, período em que Nicolás Maduro assumiu a presidência da Venezuela, houve um aumento significativo da criminalidade transnacional envolvendo grupos originários do país vizinho, impulsionado pela crise econômica e humanitária que levou à migração de indivíduos ligados ao crime organizado. A operação A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), deflagrou na última terça-feira (16) a Operação Rota do Norte, voltada ao enfrentamento da organização criminosa transnacional Tren de Aragua. A ofensiva tem como objetivo desarticular as estruturas operacionais e financeiras da facção, considerada uma das mais perigosas em atuação no continente. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Amazonas, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, onde estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário contra integrantes e colaboradores da organização criminosa. As ordens judiciais são direcionadas a investigados por participação em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de guerra e lavagem de dinheiro. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a importância da operação e o papel do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “A Operação Rota do Norte é um exemplo concreto da estratégia nacional de combate ao crime organizado baseada em integração e inteligência. Atuamos no compartilhamento de informações, na produção de inteligência financeira e no apoio logístico às equipes envolvidas nas investigações e na execução da operação. O resultado é uma ação coordenada capaz de atingir não apenas os executores, mas também as estruturas financeiras e logísticas que sustentam organizações criminosas transnacionais. É assim que enfraquecemos as facções: retirando sua capacidade de operar, financiar atividades criminosas e expandir sua influência sobre os territórios”, disse. Modus operandi As investigações identificaram uma estrutura criminosa responsável por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armamentos de grosso calibre e à lavagem de dinheiro. O grupo investigado atuaria no fornecimento de armas de alto poder destrutivo para organizações criminosas em diferentes regiões do Brasil. Entre os armamentos citados estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, frequentemente utilizados em confrontos entre facções criminosas. As apurações também apontam fornecimento de armamento a outros grupos criminosos, incluindo integrantes do Comando Vermelho com atuação no Amazonas e no Rio de Janeiro. Para o diretor de Operações e Inteligência (Diopi), Anchieta Nery, o trabalho integrado de inteligência foi determinante para o avanço das investigações. “As ações de suporte da Senasp na Operação Rota do Norte demonstram a efetividade das estratégias que serão ampliadas no Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O compartilhamento de informações entre os entes federativos, no contexto dessas iniciativas especializadas, vai produzir resultados cada vez mais expressivos”, explicou. Encerramento operacional Com a ofensiva, a Polícia Civil busca enfraquecer as estruturas financeiras, logísticas e operacionais do Tren de Aragua, interrompendo fluxos ligados ao tráfico de drogas, à circulação ilegal de armas e à lavagem de dinheiro, além de conter a expansão da facção no território nacional. As diligências seguem em andamento, e os resultados consolidados da operação serão divulgados após a conclusão das ações policiais.

Uma semana antes de mototaxista ser morto no Quitungo (CV), traficantes avisaram que trabalhadores de aplicativo estavam proibidos de circular na região. Vítima foi avisada do risco e mulher sonhou o pior

Uma semana antes do assassinato do mototaxista de aplicativo Sandro Castro Menezes, na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, uma publicação em rede social já alertava que traficantes da região estariam proibindo a circulação de trabalhadores em determinadas áreas. A mensagem afirmava que estaria vetada a circulação de mototaxistas e motoristas de aplicativo nas comunidades do Dourado e da Tinta, especialmente nas ruas Pedro Ruffino, General Carvalho Oliveira Melo e José Lopes. Nesse intervalo, um motoboy chegou a ser sequestrado na comunidade da Tinta. Apesar de informações iniciais de que ele teria sido executado, o rapaz foi posteriormente localizado pela Polícia Militar. Segundo relatos, os criminosos o teriam abordado sob a alegação de que ele portava fotos e vídeos de um baile na Cidade Alta, área dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), grupo rival do Comando Vermelho (CV), que atua no Quitungo. Nas redes sociais, a esposa de Sandro também se manifestou. Ela afirmou que o marido provavelmente teria entrado por engano em uma rua na região da Penha e acabou sendo levado para o Quitungo, onde teria sido agredido. Em uma das postagens, escreveu que esperava que ele estivesse “fazendo alguma besteira, como bebendo com amigos ou com outra mulher”, mas não o pior cenário. Ela relatou ainda que chegou a sonhar com Sandro voltando para casa bastante ferido. Ao perceber a demora do marido, tentou contato por meio do aplicativo de transporte, sem sucesso. Levou a filha à escola, e a criança perguntou pelo pai, dizendo que ele estava demorando. Pouco depois, a família recebeu a confirmação da morte por meio de um policial. Em outra publicação, uma pessoa afirmou ter alertado Sandro sobre os riscos da região, mas disse que ele costumava brincar, afirmando que “entrava em qualquer lugar sem medo”. Moradores da área também relataram em páginas locais que criminosos estariam impondo restrições à circulação de trabalhadores, com registros de sequestros e ameaças a pessoas que entram por engano na comunidade. Essas páginas passaram a recomendar que motoristas e entregadores evitem a região, alegando que suspeitos estariam abordando veículos e, em alguns casos, retendo vítimas. O corpo de Sandro foi encontrado na manhã desta terça-feira (16), na Rua Francisco Enes, com marcas de tiros e sinais de tortura. Segundo familiares, ele saiu de casa por volta das 19h de segunda-feira (15) para trabalhar e não retornou. Durante a noite, a família tentou contato diversas vezes, sem sucesso. Parentes acreditam que ele possa ter entrado por engano em uma área dominada pelo crime organizado durante uma corrida na região da Penha. O corpo apresentava mais de 20 perfurações por arma de fogo. A Polícia Militar informou que agentes do 16º BPM (Olaria) foram acionados para uma ocorrência de encontro de cadáver com marcas de disparos. A área foi isolada para a realização da perícia da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que assumiu a investigação do caso.

TENSÃO EM RIO DAS PEDRAS: Debandada de milicianos para o CV, novos lideres, traição punida com morte e cemitério clandestino dentro de poço. Um dos que pularam foi flagrado em chamada de vídeo com chefes do tráfico (ASSISTA)

Informações que circulam nas redes sociais apontam para rachas internos na milicia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, con uma debandada indo para,o Comando Vermelho da Gardênia Azul Um deles teria sido o criminoso conhecido como Kauan. Tudo teria começado quando Kauan mandou matar dois adolescentes sem autorização. Por causa disso, ele foi rebaixado na hierarquia. Insatisfeito, entrou em contato com Gadernal e pulou. Kauan aparece em um vídeo mostrando dois homens que seriam os traficantes Gardenal e BMW, dois líderes d CV. Porém, no meio da ligação, alguns milicianos ligados ao GAT do Catolé xingaram o Kauan e falaram que era “Ant-Comando”. Catolé teria assumido a liderança da milicia em Rio das Pedras junto de Labareda. Para consolidar a mudança de lado, Kauan teria participado da morte de um soldado da própria milícia, além de levar armamentos e dinheiro. . Segundo informações, Catolé mandou executar o homem identificado como Bahia, que estaria repassando informações para rivais ligados à Tropa do BMW (CV). Os milicianos que pularam para o CV Rio das Pedras, em Jacarepagua se intitulam como Equipe Caranguejo (CV), a mesma equipe que era do Rio das Pedras, porém agora está a serviço do BMW e do Gadernal. Outras figuras que teriam pulado para o CV foram Gerlan e o LC/Farol. O mesmo era responsável por recolher as taxas na localidade da Areinha. Tambem trairam a milicia os bandidos conjecidis como Duduzinho SolteiroBahia (foi executado antes), Pequeno e Branquinho Milicianos reagiram a debandada com postagens nas redes Hoje, policiais civis da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) encontraram, nesta quarta-feira (17/06), um cemitério clandestino do tráfico, na comunidade No terreno, em área de mata, os agentes encontraram um poço utilizado para o descarte dos cadáveres. A apuração teve início a partir de denúncias e de inquéritos relacionados a pessoas desaparecidas na região. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram o local. As investigações ainda apontaram que a área era utilizada por uma facção criminosa para ocultar os cadáveres de suas vítimas. A operação conta com apoio do Corpo de Bombeiros. As equipes estão no local e a ação está em andamento. Grande parte dos corpos encontrados em Rio das Pedras seriam de moradores desaparecidos por residirem em áreas dominadas pelos rivais do Comando Vermelho. A saída de criminosos considerados estratégicos teria aumentado a preocupação entre lideranças da milícia. Fontes afirmam que o grupo pretende buscar mais apoio do Terceiro Comando Puro (TCP) para tentar conter o avanço do Comando Vermelho na região. A parceria entre milicianos de Rio das Pedras e criminosos ligados ao TCP não é recente e tem como principal objetivo impedir a expansão do CV. Apesar disso, a migração de soldados para a facção rival é vista por especialistas em segurança pública como um sinal de enfraquecimento da milícia na disputa pelo território. Em outras partes de Jacarepaguá, a aproximação da milícia com o TCP continuaria. Segundo informações, o traficante Lacoste fo Complexo da Serrinha mandou reforços de ex-crias do Campinho e Fubá para o Morro do Dois Irmãos, em Curicica .. Os mesmos gravam vídeos no alto do Dois Irmãos Lembrando que não é de hoje que o Lacostae vem enviando reforços para aliados ligados ao miliciano Capitão América. O Comando Vermelho segue fechando um cinturão em Jacarepaguá com os recentes avanços em Curicica e no Jardim Boiúna. Lembrando que, Curicica facilita muito a locomoção entre traficantes da Cidade de Deus, Gardênia Azul, Praça Seca e dos complexos da Penha e Alemão no acesso à outra parte da Zona Oeste da cidade, que grande parte é dominada pelo grupo do PL/Jorjão e Zinho. Na Boiúna, traficantes ligados à Tropa do 31 (CV) retornaram para a comunidade. Os mesmos que baquearam o Village (C.A) há dias apareceram nesta manhã dentro da Boiúna (CV). Os cabeças do CV Doca e Paulista seguem responsáveis pelo apoio e pela expansão contra a milícia de Curicica. Enquanto que a Tropa do Marreta e a Tropa do Tricolor seguem sendo responsáveis pelas guerras na Freguesia, Taquara e Colônia Juliano Moreira.

Agora esse apartamento é nosso’: traficantes chamaram o ’01’ da Vila Cruzeiro (CV) para tomar imóvel de PM aposentado no Conjunto IPASE. Policial processa o Estado

Um policial militar aposentado está processando o Estado do Rio de Janeiro após perder um apartamento localizado no Conjunto IPASE, em Vila Kosmos, na Zona Norte da capital. Na ação, ele relata que traficantes ligados ao Comando Vermelho tomaram o imóvel após uma operação criminosa que envolveu ameaças de morte, homens armados com fuzis e a participação de uma liderança da Vila Cruzeiro. Segundo o processo, o apartamento havia sido herdado dos pais do policial e era utilizado por ele quando estava no Rio de Janeiro. Como atualmente passava boa parte do tempo na Região dos Lagos, as chaves do imóvel estavam sob os cuidados de um amigo de confiança. Foi justamente esse homem que acabou sendo alvo dos criminosos. De acordo com o relato apresentado à Justiça, no dia 11 de março de 2024, por volta das 15h, traficantes conhecidos pelos apelidos de Rogerinho, Bidu e Chapadinho, acompanhados de outros integrantes da facção, cercaram o amigo do policial na entrada do Conjunto IPASE. Armados, os criminosos exigiram a entrega imediata das chaves do apartamento. Sem qualquer possibilidade de resistência e sob a mira de armas de fogo, o homem foi obrigado a obedecer. Mas a ação não parou por aí. Ainda segundo a ação judicial, os traficantes decidiram acionar uma liderança da facção para comparecer pessoalmente ao local. Rogerinho, Bidu e Chapadinho fizeram uma ligação para o criminoso conhecido como “Zero Um” da Vila Cruzeiro. Pouco tempo depois, o traficante chegou ao Conjunto IPASE pilotando uma motocicleta. Conforme o relato constante no processo, ele estava acompanhado de diversos homens que chegaram em outras motos, todos fortemente armados com fuzis e pistolas. O amigo do policial foi novamente cercado e submetido a um interrogatório pelos criminosos. Os traficantes queriam saber qual era sua relação com o proprietário do imóvel. Ao descobrirem que ele era amigo de um policial militar, passaram a ameaçá-lo de morte. Sem qualquer chance de reação diante da superioridade numérica e do armamento exibido pelo grupo, o homem permaneceu em silêncio enquanto era intimidado pelos criminosos. Foi então que recebeu a informação que mudaria completamente a situação do imóvel. Segundo o relato anexado ao processo, os traficantes informaram que, a partir daquele momento, o apartamento não pertencia mais ao policial militar e passava a ser controlado pela facção criminosa. O amigo da vítima deixou o local sob ameaça e, por medo de represálias, demorou semanas para comunicar o ocorrido ao proprietário. Quando finalmente conseguiu contato com o policial, relatou que o apartamento já havia sido invadido pelos criminosos. Segundo a ação, após assumirem o controle do imóvel, os traficantes retiraram móveis, eletrodomésticos, documentos pessoais e documentos relacionados à propriedade. Entre os itens que teriam desaparecido estavam documentos considerados importantes para comprovar a aquisição do imóvel e a compra da parte pertencente ao irmão do policial. O processo afirma ainda que o Conjunto IPASE passou a sofrer forte influência de traficantes oriundos do Complexo da Penha, que teriam expulsado moradores, comerciantes e até agentes de segurança pública da região. O policial afirma que registrou ocorrência e buscou ajuda das autoridades, mas que nunca conseguiu recuperar o apartamento. Desde então, diz viver afastado do imóvel por receio de ser reconhecido pelos criminosos e sofrer represálias. Por causa da perda do imóvel e dos bens que estavam em seu interior, o militar aposentado ingressou com uma ação indenizatória contra o Estado do Rio de Janeiro, pedindo reparação por danos materiais e morais. Ele sustenta que, mesmo após comunicar a invasão do apartamento por traficantes armados, não obteve uma solução capaz de garantir a retomada da propriedade.

Justiça decreta prisão de Isaias do Borel suspeito de mandar matar traficante que pretendia pular do CV para o TCP. Vítima teria sido esquartejada e teve o corpo jogado para porcos comerem, segundo denúncia

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Isaias do Borel, apontado pelas investigações como um dos mais antigos líderes do Comando Vermelho (CV) na Zona Norte da cidade, acusado de mandar executar um integrante da própria facção que estaria tentando trocar de lado e se juntar ao grupo rival Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo o Ministério Público, a vítima foi torturada, assassinada, esquartejada e teve os restos mortais entregues a porcos para serem devorados. A ordem de prisão também foi expedida contra o traficante conhecido por “Rafael”, apontado como subordinado de Isaias e um dos responsáveis por colocar a execução em prática. De acordo com as investigações, a vítima integrava o Comando Vermelho, mas passou a ser considerada traidora após surgirem informações de que pretendia abandonar a facção e migrar para o TCP. A suposta mudança de lado teria resultado em uma sentença de morte aplicada em um dos chamados “tribunais do tráfico”, mecanismo utilizado por organizações criminosas para punir integrantes considerados desleais. Segundo a denúncia do Ministério Público, após tomarem conhecimento da suposta traição, criminosos ligados ao Borel decidiram executar o rapaz. A acusação sustenta que a ordem partiu de Isaias do Borel e foi cumprida por seus subordinados. As investigações apontam que uma das principais testemunhas do caso foi a companheira da vítima, que relatou às autoridades toda a sequência de acontecimentos envolvendo o desaparecimento do namorado. O depoimento, considerado detalhado e consistente pelos investigadores, ajudou a embasar a identificação dos suspeitos, juntamente com registros de ocorrência, reconhecimentos e outros elementos reunidos durante a apuração. A decisão judicial destaca a extrema brutalidade do crime. Conforme os elementos reunidos no inquérito, a vítima teria sido submetida a sessões de tortura antes de ser assassinada. Após a execução, o corpo foi esquartejado e os restos mortais teriam sido entregues a porcos, numa tentativa de destruir evidências e dificultar a localização do cadáver. A prisão de Isaias ocorre em um momento de forte tensão no Maciço da Tijuca, região que há meses vive uma guerra entre facções criminosas. O Comando Vermelho vem tentando expandir sua influência em áreas estratégicas da região, cenário que tem provocado confrontos armados, operações policiais e deixado moradores em constante clima de insegurança. Apontado pelas investigações como uma das lideranças históricas do CV no Borel, Isaias é considerado uma figura de peso dentro da estrutura da facção na Tijuca, uma das regiões mais disputadas por grupos criminosos na capital fluminense. Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça destacou que há indícios de que o assassinato foi praticado no contexto de um “tribunal do tráfico” e ressaltou a gravidade concreta dos fatos. O magistrado também apontou o risco de reiteração criminosa e a possibilidade de intimidação de testemunhas caso os acusados permaneçam em liberdade. Na decisão, o juiz enfatizou que o modo como o crime foi executado — com tortura, esquartejamento e destruição dos restos mortais — demonstra elevado grau de violência e periculosidade dos investigados. Os mandados de prisão já foram expedidos. Caso não sejam localizados pelas forças de segurança, Isaias do Borel e Rafael passarão a ser considerados foragidos da Justiça. A decretação da prisão de Isaias ocorre em meio a uma das mais violentas disputas territoriais do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, o Maciço da Tijuca tem sido palco de uma guerra envolvendo traficantes do Comando Vermelho, que tentam avançar sobre comunidades estratégicas da região, incluindo a Casa Branca e a Chácara do Céu, áreas dominadas por facções rivais.

Investigação revela que traficante morto pelo BOPE controlava entrada, transbordo e venda de cargas roubadas em Manguinhos (CV). Veja quem é quem na quadrilha

A reportagem teve acesso ao conteúdo de uma investigação da Polícia Civil do Rio que aponta que o traficante Maurinho Macaé, morto hoje em uma operação do BOPE no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte carioca, era o responsável por gerir as incursões de roubos de carga que acontecem na comunidade. Ele tinha 60 anotações criminais, em sua maioria pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Segundo o documento, Maurinho foi apontado por um detento do Presídio Ary Franco) como detentor de uma posição de destaque no organograma do Comando Vermelho na localidade. Foi ele” quem encomendou ao preso roubo de um caminhão Kia Bongo, entregando-lhe um revólver cal. 357 e prometendo recompensa. Maurinho também foi formalmente reconhecido pelos policiais militares lotados na UPP de Manguinhos, como o traficante armado que fugiu da viatura conduzida por eles no dia 25 de novembro de 2024, na Rua Leopoldo Bulhões. Um outro PM reconheceu formalmente Maurinho como o homem que chefiou o transbordo de uma carga de óleo lubrificante, roubada no dia 11 de junho de 2025, conforme RO 918-00323/2025. Mais dois PMs disseram que Maurinho era o gerente do tráfico de drogas do Complexo de Manguinhos. O documento que tivemos acesso revela que o Complexo de Manguinhos é uma região do Rio de Janeiro que engloba as comunidades de Manguinhos, Varginha, Arará e Mandela, sendo certo que toda essa área é dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) e chefiada por Nome, vulgo “Choque”, atualmente preso. O local é margeado pela Endereçomostra como um ponto estratégico para o transbordo de cargas roubadas. Os criminosos costumam abordar motoristas de caminhão na Av. Brasil com motocicletas e, mediante grave ameaça, obrigá-los a dirigir o veículo com a carga até o interior das comunidades, onde ocorre o transbordo. No ano de 2024 o Complexo de Manguinhos foi um dos principais destinos de cargas roubadas na capital fluminense, sendo palco de centenas de roubos. Apenas no mês de setembro, os índices apontaram quase 20 roubos, conforme gráfico extraído do ISPGEO: No dia 10 de outubro de 2024 um motorista abordado por roubadores na Endereçoaté o interior do Complexo de Manguinhos, onde se deu início ao transbordo da carga. Quando a carga já se encontrava na posse dos criminosos, a Polícia Militar manejou uma operação para resgatar o motorista que, àquela altura, tinha a sua liberdade cerceada pelos roubadores, logrando libertá-lo, bem como apreender o caminhão e recuperar toda a carga roubada. A vítima apenas o criminoso, vulgo “GB”, como um dos participantes do roubo. Ele. Nome, foi morto nesse ano durante operação policial no Complexo de Manguinhos, fato investigado no IP 901- 00027/2025. As investigações voltaram-se, então, à malta responsável pelos roubos de carga cujo transbordo é direcionado ao Complexo de Manguinhos, de forma que se identificou a atuação de uma associação criminosa armada voltada tanto para o emprego de violência e grave ameaça para subtração da carga, mas principalmente para a disponibilização de uma infraestrutura logística e bélica a viabilizar a prática de roubos e o transbordo da carga em territórios dominados pelo Comando Vermelho. Assim, identificou-se que os integrantes do Comando Vermelho que atuam no Complexo de Manguinhos passaram a fornecer “serviços de logística” para o roubo e o transbordo de carga roubada para aqueles indivíduos que pretendessem subtrair (executar o roubo) a carga. Dessa forma, os personagens aqui denunciados se valem da hegemonia territorial do Comando Vermelho para disponibilizar um ambiente propício à consumação dos crimes de roubo que ocorrem naquela região. As investigações mostraram que a associação criminosa armada emprega homens armados e barricadas para fazer a segurança das entradas das comunidades que compõem o Complexo de Manguinhos, impedindo que agentes de segurança tentem reaver a carga roubada. Da mesma forma, os denunciados possuem um esquema de logística próprio, determinando a melhor localidade para o descarregamento e empregando um pessoal próprio para realizar o transbordo da carga, normalmente usuários de entorpecentes. Verificou-se que as cargas que são efetivamente subtraídas são vendidas para receptadores por metade do preço da nota fiscal. Esse valor é dividido entre os integrantes da Facção Criminosa que garante proteção e logística aos roubadores e os próprios executores do roubo, cada um recebendo 50%.Os denunciados integram a facção criminosa autodenominada Comando Vermelho, que exerce o domínio territorial do Complexo de Manguinhos. Cada um cumpre uma função de importância no núcleo associativo, viabilizando toda a estrutura logística para o roubo da carga, desde o fornecimento de armamento, o acesso de cargas roubadas à Comunidade, o transbordo e posterior revenda. A fim de robustecer o acervo probatório, a d. autoridade policial compareceu em unidades prisionais para colher depoimentos de custodiados que foram presos em flagrante por roubo de carga na circunscrição da 21a DP, que abrange o Complexo de Manguinhos, diligência que trouxe conhecimento significativo sobre a posição de destaque ocupada por cada integrante do núcleo associativo. Além disso, alguns policiais militares lotados no setor de inteligência da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos – 15a UPP, trouxeram diversas informações relevantes sobre os denunciados, conhecidos pelos agentes que patrulham aquela região diariamente, explicando em seus depoimentos a atuação de cada um e realizando reconhecimentos formais. Vítimas de outros roubos de carga ocorridos na localidade conseguiram identificar alguns dos denunciados, enriquecendo o acervo probatório ao descrever a atuação de cada um durante a interceptação e o transbordo da carga subtraída. Imagens das redes sociais, em cotejo com o reconhecimento formal feito em sede policial e com laudos de perícia morfológica, permitiram confirmar a qualificação de outros denunciados e, principalmente, estabelecer o vínculo associativo entre eles. Além de Maurinho, o bandido conhecido como Jogador , é quem opera o roubo de cargas na Comunidade do Mandela. Uma testemunha revelou que “nenhuma carga entra no Mandela sem a permissão do responsável, , além de reconhecer que Jogador circula pela Comunidade do Mandela portando pistolas e escoltado por seguranças armados com fuzis e ostentando coletes balísticos. O denunciado possui anotações criminais por roubo

Saiba detalhes sobre a atuação da facção baiana ligada ao CV alvo de operação ontem pela Polícia Civil do RJ

Uma investigação conduzida pelas autoridades da Bahia revelou a existência de uma sofisticada organização criminosa ligada ao Comando Vermelho que atuava principalmente no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, e que teria movimentado cerca de R$ 99 milhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro destinado a ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas. O bando foi alvo de operação ontem pela Polícia Ciivl no Rio. Seus integrantes estariam escondidos em comunidades da Zona Sudoeste carioca. Considerado um dos principais redutos do Comando Vermelho na capital baiana, o Complexo do Nordeste de Amaralina há anos figura entre as áreas de maior interesse das forças de segurança devido à forte presença da facção. Segundo as investigações, o grupo possuía uma estrutura altamente organizada, com divisão de funções e mecanismos financeiros sofisticados para dificultar a ação das autoridades. No topo da organização estaria o traficante conhecido como “Surfista”, apontado como uma das principais lideranças da facção na região. De acordo com o Ministério Público da Bahia, ele exercia funções de comando, coordenando atividades criminosas e gerenciando o fluxo financeiro da organização. As apurações tiveram início após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A partir daí, foram realizadas análises bancárias, fiscais e patrimoniais que permitiram aos investigadores reconstruir a engrenagem financeira da organização. Os relatórios apontam que a facção utilizava métodos típicos de lavagem de dinheiro para esconder a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Entre as práticas identificadas estão o fracionamento de depósitos em pequenas quantias para evitar mecanismos de controle do sistema financeiro, a pulverização de recursos entre diversas contas bancárias e a rápida transferência de valores entre diferentes titulares. Segundo a investigação, o dinheiro proveniente das atividades criminosas era inicialmente inserido no sistema financeiro por meio de contas registradas em nome de terceiros. Em seguida, os valores passavam por uma série de transferências sucessivas destinadas a dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos. A análise dos extratos bancários revelou mais de 12 mil operações financeiras interligadas, evidenciando, segundo os investigadores, um esquema profissionalizado e estruturado para movimentação de dinheiro do crime organizado. As autoridades também identificaram o uso de empresas sem atividade econômica compatível com os valores movimentados. Algumas delas eram classificadas como inaptas perante a Receita Federal, mas continuavam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade às transações realizadas pela organização criminosa. De acordo com os investigadores, a estrutura da facção era dividida em diferentes núcleos. O núcleo diretivo seria responsável pelas decisões estratégicas e pelo comando das atividades criminosas. Já o núcleo operacional-financeiro executava as movimentações bancárias e administrava a circulação dos recursos ilícitos. Havia ainda um núcleo de apoio patrimonial e familiar, composto por pessoas encarregadas de disponibilizar contas bancárias, empresas e estruturas utilizadas para ocultação de bens e valores. As investigações apontam que diversos integrantes exerciam funções específicas dentro do esquema, atuando como intermediários financeiros e operadores responsáveis pela fragmentação e dispersão dos recursos movimentados pela facção. Outro elemento que reforçou as suspeitas foi a identificação de vínculos entre os investigados e pessoas já investigadas ou processadas por tráfico de drogas. Para as autoridades, esses elementos demonstram a conexão direta entre a atividade de tráfico e o sistema de lavagem de dinheiro utilizado para esconder os lucros obtidos pela organização. Segundo o Ministério Público, os indícios reunidos mostram que não se tratava de movimentações isoladas ou esporádicas, mas de um esquema permanente e coordenado, estruturado para sustentar financeiramente as atividades da facção criminosa. Operação chegou ao Rio de Janeiro Foi justamente para atingir integrantes dessa organização que policiais civis da Bahia e do Rio de Janeiro deflagraram, nesta quinta-feira (11), a segunda fase da Operação Maré Vermelha. A investigação apontou que alguns dos alvos passaram a utilizar comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, especialmente em regiões de Jacarepaguá, Rio das Pedras e arredores da Gardênia Azul, como refúgio para escapar da pressão das forças de segurança baianas. Mesmo fora da Bahia, os investigados continuariam participando de atividades ligadas ao tráfico de drogas, tráfico de armas e à movimentação financeira da facção. Com apoio de agentes da 32ª DP (Taquara), equipes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa. O objetivo da ofensiva é localizar foragidos, reunir novas provas e enfraquecer a estrutura financeira e logística de uma das principais ramificações do Comando Vermelho em atuação na Bahia.

Justiça manda prender cúpula do CV apontada como responsável por guerra sangrenta em Costa Barros. Traficante preso em cadeia federal comanda ações

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de seis traficantes apontados como integrantes da cúpula do Comando Vermelho (CV) responsáveis por comandar as ofensivas armadas lançadas a partir do Complexo do Chapadão e da comunidade da Proença Rosa para tomar o controle do Morro do Chaves, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio. Entre os alvos está Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o “Nando Bacalhau”,preso em penitenciária federal e apontado pelas investigações como uma das lideranças da guerra que há anos provoca mortes, tiroteios e sucessivas invasões na região. Além de Nando Bacalhau, tiveram a prisão preventiva decretada Rodrigo Santos, o “Pará da Xica”; Leandro dos Santos, conhecido como “Teta” ou “2T”; André Gonçalves, o “Gordão” ou “Javali”; Fabrício Ferreira da Silva, o “Bessa”; e Vinicius Santos Cardoso e Silva, o “Feijão”. A decisão foi tomada após denúncia do Ministério Público relacionada ao assassinato de Iury, morto em 14 de fevereiro deste ano durante uma incursão armada atribuída ao Comando Vermelho. Para a magistrada, porém, o crime não pode ser analisado de forma isolada, já que teria ocorrido dentro da disputa territorial travada entre CV e Terceiro Comando Puro (TCP) pelo controle do Morro do Chaves. Segundo a denúncia, Iury foi baleado durante uma invasão promovida por integrantes do Comando Vermelho em território então dominado pelo TCP. A mãe da vítima, Carla Cristiane, afirmou ter sido informada de que o filho foi atingido durante o confronto provocado pela invasão da facção. Outra testemunha, identificada como Jéssica, declarou ter conhecimento de que a comunidade sofreu uma tentativa de invasão naquela mesma noite. Já Brenda, companheira da vítima, relatou que Iury morreu ao tentar escapar da ofensiva armada promovida pelos criminosos. Os depoimentos reunidos pela investigação apontam que o Morro do Chaves era dominado pelo Terceiro Comando Puro e que existe há anos uma intensa disputa territorial entre a facção e o Comando Vermelho. As testemunhas afirmaram que o CV vinha realizando sucessivas investidas armadas na região para expandir seu domínio, promovendo ataques cujo objetivo era, segundo trecho reproduzido na decisão judicial, “matar quem estiver na pista e subtrair drogas e armas”. As declarações das testemunhas foram reforçadas por relatórios de inteligência da Polícia Civil que descrevem o Morro do Chaves como um dos principais focos da guerra entre facções na Zona Norte do Rio. De acordo com os investigadores, traficantes vinculados ao Complexo do Chapadão e à comunidade da Proença Rosa vinham promovendo sucessivas ofensivas contra áreas controladas pelo TCP. A decisão judicial destaca que essas ações eram encabeçadas e promovidas pelos denunciados, que teriam atuado na coordenação da estratégia de expansão territorial do Comando Vermelho. Segundo a investigação, as incursões não eram episódios isolados, mas operações inseridas em um plano contínuo para eliminar integrantes da facção rival e consolidar o domínio do tráfico de drogas na região. Ao analisar o pedido de prisão, a magistrada ressaltou que ações dessa natureza pressupõem uma estrutura organizada, com divisão de funções, cadeia hierárquica e planejamento prévio. Para a Justiça, há indícios de que os executores dos ataques atuavam como integrantes de uma engrenagem criminosa maior, subordinada às lideranças responsáveis pelas decisões estratégicas da facção. A decisão afirma ainda que existem elementos indicando que os autores diretos das invasões não agiam por iniciativa própria, mas como parte de uma ação coordenada pelo Comando Vermelho para eliminar rivais e ampliar seu domínio territorial. Nesse contexto, o homicídio de Iury teria ocorrido durante uma ofensiva inserida na estratégia de guerra da organização criminosa. A magistrada também menciona a existência de um “aparato organizado de poder”, no qual os executores funcionariam como agentes substituíveis dentro da estrutura criminosa, enquanto as lideranças exerceriam domínio sobre os fatos praticados por intermédio da organização, valendo-se da hierarquia e da disciplina impostas pela facção. Ao decretar as prisões, a Justiça destacou que os acusados integram uma organização criminosa armada com forte poder de fogo e influência sobre áreas conflagradas. A decisão afirma que o grupo promove um “verdadeiro regime de terror e guerra por domínio territorial”, circunstância que justificaria a necessidade da medida para garantir a ordem pública. A magistrada também considerou que a liberdade dos investigados representa risco concreto de continuidade das atividades criminosas e de novos episódios de violência, além da possibilidade de utilização da estrutura da facção para evitar a aplicação da lei penal. Os mandados de prisão expedidos pela Justiça têm validade de 20 anos.

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