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Comando Vermelho

Polícia prendeu chefe do CV em Petrópolis em resort de luxo à beira mar na Costa Verde

Policiais civis da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) prenderam, neste sábado (14/03), um criminoso de alta periculosidade apontado como chefe do tráfico de drogas de Petrópolis, na Região Serrana. De acordo com as investigações, o bandido é ligado a facção criminosa Comando Vermelho e está envolvido diretamente com o planejamento de um ataque contra policiais civis. Ele foi capturado em um resort de Luxo localizado à beira mar, na Região da Costa Verde, no Rio de Janeiro. A corporação não divulgou o nome do criminoso. Ainda conforme apurado, o narcoterrorista comandava o tráfico de drogas em algumas comunidades de Petrópolis e era responsável por enviar a carga de entorpecentes aos locais. Ele residia na comunidade do Parque União, no Complexo da Maré, junto a outras lideranças do Comando Vermelho, onde teria acesso a esses materiais ilícitos. Além disso, o homem é identificado como um dos criminosos que planejou um atentado contra policiais civis da 105ª DP (Petrópolis). Segundo os agentes, ele estava foragido há mais de nove e possui oito anotações criminais pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio qualificado Em trabalhos de inteligência e monitoramento de possíveis rotas e endereços vinculados ao criminoso, o bandido foi localizado e, contra ele, foram cumpridos quatro mandados de prisão em aberto.

Print de conversa reforça suspeita que traficantes do CV obrigam comerciantes a comprar água com eles na Gardênia Azul

Print de conversa de whatsapp exibido pelo programa Balanço Geral da TV Record mostra conversa de um traficante falando para Doca, chefão do Comando Vermelho, que um comerciante não estava comprando água com os bandidos na Gardênia Azul, em Jacarepaguá e que estava atravessando adquirindo de um caminhão direto. O suspeito pergunta a Doca o que fazer e o chefão disse para mandar Gardenal, seu braço-direito ao local para resolver a situação. Segundo relatos nas redes sociais, depois que o CV tomou a comunidade, lixos se espalhando por toda a favela, teria havido aumento de cracudos perambulando nas ruas, uso de drogas na frente das crianças, e os serviços básicos como correios, Uber, coleta de lixo, caminhões de entregas não podem entrar na localidade.

CV pode ter tomado mais uma área da milícia em Jacarepaguá

Ao que tudo indica, traficantes do Comando Vermelho da Praça Seca e do bairro do Tanque teriam entrado e dominado na última quarta-feira na comunidade do Renascer, onde supostamente não teria resistência dos milicianos que anteriormente cobravam taxas na região. Uma postagem que circulou nas redes sociais diz que é para os moradores não pagarem mais taxas. Lembrando que os milicianos da Renascer estavam ajudando na guerra contra o CV na Vils Sapê, em Curicics.

Justiça aceitou denúncia contra chefões do tráfico na Pedreira (TCP) por homicídio de rival do CV

Depois de dois anos, a Justiça determinou que seja recebida denúncia do Ministério Público Estadual contra os líderes do tráfico do Complexo da Pedreira (TCP), em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, vulgos Coelho, Arafat, Raro e Cego ou Morcego pelo homicídio de um traficante rival em 2023. Uma amiga da vítima teria avisado aos familiares de sua morte e dado informações acerca da dinâmica dos fatos. Ela contou em mensagem, via facebook, que a vítima Sérgio teria entrado para o tráfico da comunidade do Mata Quatro – localizada no interior do Complexo do Chapadão e dominada pela facção criminosa Comando Vermelho – e que no retorno de seu primeiro dia de “trabalho”, o veículo, onde ele, teria sido interceptado pela facção rival Terceiro Comando Puro, quando trafegava de uma favela para outra. A vítima então teria sido capturada, juntamente com outros traficantes do Chapadão, e dias depois, seu corpo foi encontrado com marcas de tiros na entrada do Complexo da Pedreira, enquanto os demais ocupantes do veículo teriam sido baleados ou estariam desaparecidos .Tais informes vieram aos autos por meio das duas únicas testemunhas ouvidas na investigação, mãe e irmã da vítima, que, frise-se, não presenciaram o fato, tampouco souberam identificar quem seriam os traficantes envolvidos na morte da vítima. Diante do impasse no rumo da apuração, os investigadores passaram a colher informes sobre os indivíduos ligados ao tráfico naquela localidade, chegando a autoridade policial, em seu relatório final, a representar pela prisão preventiva de quatro elementos como mandantes/partícipes do homicídio tratado neste processo. Segundo a Justiça, na época, havia notória falta de elementos indiciários aptos a dar suporte à ação penal, já que, conquanto oportuno o levantamento realizado pelos agentes, tal só serviria como um reforço de eventual prova, mas não para sustentar justa causa para o oferecimento de denúncia por homicídio contra pessoas. Por conta disso, naquela ocasião, a denúncia foi rejeitada. Entretanto, em agosto do ano passado, por conta dos depoimentos da mãe e irmã da vítima dos prints de conversa do whatsapp e o Laudo de Exame de Local de Encontro de Cadáver), a Justiça aceitou o recurso do MPRJ e concordou com a denúncia. Dos suspeitos denunciados, Arafat e Raro estão presos.

Chefe do CV na Praça Seca foi morto pela PM

Uma operação da Polícia Militar na comunidade Bateau Mouche, na Praça Seca , terminou com a morte de Hudson de Vasconcellos, conhecido como HN, apontado como chefe do Comando Vermelho na região. Nas redes sociais, vídeos mostraram o momento em que policiais do 18º BPM carregavam um corpo enrolado em um lençol enquanto moradores protestavam contra a ação. Após a confirmação de que HN estava baleado, o clima ficou ainda mais tenso e um veículo blindado da corporação precisou ser acionado. Durante a operação, suspeitos ligados ao tráfico fecharam a pista do BRT na altura da estação Ipase e sequestraram um ônibus próximo a outra parada, numa tentativa de desviar a atenção dos policiais, segundo a PM. Após uma intensa troca de tiros, os agentes recuperaram uma carga roubada e prenderam cinco suspeitos apontados como integrantes da organização criminosa. Um sexto homem foi baleado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Com o grupo, os policiais apreenderam um fuzil, pistolas e grande quantidade de drogas. A ocorrência foi registrada na delegacia da região.

Justiça mandou soltar vereador preso suspeito de negociar com CV e polícia divulga nota dizendo que ele recebeu valores atípicos

A Justica andou soltar o vereador carioca Salvino Oliveira Barbosa preso por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho Em meio a isso, a Polícia Civil divulgou uma nota justificando a prisão do político O Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) informa que a investigação teve início no ano de 2024 e apura atividades ilícitas relacionadas a empresas de exploração de internet localizadas no Complexo da Penha, identificadas como sob o controle de fato de EDGAR ALVES DE ANDRADE, vulgo DOCA. No curso dessas apurações, a análise de dados telemáticos revelou a existência de diálogos entre DOCA e o “síndico do GARDÊNIA” vinculado ao Comando Vermelho. Tais diálogos envolvem diretamente o INVESTIGADO, bem como outros alvos da operação, como LANDERSON LUCAS DOS SANTOS, e passaram a constituir elementos relevantes da investigação.  Em paralelo, a investigação sigilosa de natureza financeira baseada, entre outros elementos de inteligência, na análise das movimentações do INVESTIGADO, trouxe informações expressivas: foram identificadas transações atípicas e/ou suspeitas no segundo semestre de 2024, nas quais o INVESTIGADO é beneficiário de valores provenientes de empresa de informática sediada no Complexo da Maré, região controlada pelo Comando Vermelho. Sem qualquer justificativa lícita e aparente que explique a relação comercial entre o INVESTIGADO e a pessoa jurídica. Além disso, os dados levantados revelaram que, em apenas quatro meses, o lINVESTIGADO recebeu créditos suspeitos e/ou atípicos que ultrapassam R$ 100.000,00, incluindo onze depósitos em dinheiro vivo. Os dados de inteligência foram comunicados por Relatório de Inteligência Financeira solicitado no curso da investigação.  As investigações financeiras não se limitaram ao próprio INVESTIGADO. Dados de inteligência também apontaram para movimentações suspeitas realizadas por pessoas jurídicas que têm como sócio o principal assessor do INVESTIGADO. A esposa desse assessor, por sua vez, foi identificada como possível epicentro de uma estrutura complexa voltada para a lavagem de dinheiro. Essa estrutura demonstra sofisticação e volume considerável: em sete meses, foram realizados mais de 20 saques em espécie de sua conta pessoal, que totalizaram R$ 2.490.000,00 – uma média de R$100.000,00 por saque –, muitos ocorrendo em dias consecutivos.  Além disso, uma das empresas em nome da esposa do assessor movimentou mais de R$35.000.000,00 em pouco mais de dois anos, valores completamente incompatíveis com o faturamento declarado de aproximadamente R$2.000.000,00. Desse montante recebido, foram identificados R$300.000,00 oriundos de uma fintech investigada por ligação com o PCC, fortalecendo o mote da investigação em curso.  Há ainda fortes indícios de que o grupo tenta burlar os mecanismos de controle e fiscalização, uma vez que foram registrados quatro saques no valor de R$ 49.999,99 cada — valor imediatamente inferior ao limite de R$ 50.000,00 que obriga as instituições financeiras a realizar comunicação compulsória aos órgãos competentes.  Em pouco mais de dois anos, a movimentação total identificada apenas nas contas pessoais da sua esposa do assessor do INVESTIGADO superou R$ 3.000.000,00, valor absolutamente incompatível com a renda declarada. O assessor do INVESTIGADO, por sua vez, é sócio de empresa que recebeu R$ 390.000,00 em duas transferências sem motivação lícita aparente e enviou mais de R$ 1.000.000,00 para outra empresa sem justificativa comercial identificável. Esse mesmo assessor figura como sócio-diretor de uma pessoa jurídica cujo sócio presidente é filho do traficante Elias Maluco, falecido líder do Comando Vermelho e responsável pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O conjunto de elementos colhidos até o momento apontam que o INVESTIGADO, além dos elementos que recaem sobre si, possui vinculação direta com personagens relevantes desta estrutura sofisticada possivelmente voltada para a lavagem de dinheiro, mantendo como seu assessor uma figura de destaque na estrutura criminosa investigada.Diante desse robusto conjunto de elementos, o pedido de prisão temporária teve como objetivo a necessidade imediata de preservar as provas já colhidas e de permitir a continuidade da coleta de novos elementos probatórios, tendo em vista o fundado receio de que o INVESTIGADO, em liberdade, possa interferir nas apurações e destruir evidências relevantes. O segundo motivo diz respeito à decisão técnica adotada pelos responsáveis pela investigação de não incluir na representação todos os dados financeiros levantados até o momento. Essa opção se deveu à necessidade de preservar informações relativas a pessoas comunicadas que não têm relação direta com o objeto central da investigação, bem como à importância de garantir que tais dados sejam submetidos a uma apuração técnica criteriosa pela delegacia responsável.Importa registrar, por fim, que os dados telemáticos foram considerados pelos investigadores como suficientes, por si sós, para fundamentar o pedido de prisão temporária. Contudo, eles não representam a totalidade dos elementos que compõem o quadro de indícios contra o INVESTIGADO. O conjunto da inteligência financeira produzida — especialmente os Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo COAF, que reuniram e sistematizaram as provas técnicas descritas acima — forma um cenário coerente e consistente de envolvimento do INVESTIGADO em atividades ilícitas de grande complexidade, o que torna a medida cautelar requerida não apenas justificada, mas necessária. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reforça o seu caráter como instituição de Estado, o seu compromisso com a manutenção do sigilo das investigações e com a preservação dos dados de investigados e relacionados em inquéritos em andamento.

Entre milícias e tráfico: assassinato de Léo Problema aprofunda disputa na Zona Sudoeste do Rio

A morte do miliciano conhecido como Léo Problema, na região da Taquara, Zona Sudoste do Rio, continua cercada de mistério e versões conflitantes. Nas redes sociais e em parte da imprensa, circulou a informação de que o crime teria sido cometido por traficantes do Comando Vermelho (CV). No entanto, uma fonte ouvida pela reportagem aponta outra possibilidade: o assassinato pode ter sido praticado por integrantes da própria milícia ligada a ele. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). De acordo com relatos que circulam nas redes, Léo Problema estaria envolvido na recente disputa armada pela Vila Sapê, em Curicica. A comunidade foi tomada por traficantes do Comando Vermelho, e desde então milicianos ligados a Betinho, com apoio de criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) e do próprio Léo Problema, estariam tentando retomar o controle da área. Nos meses anteriores, Léo Problema também participou de outras investidas na região. Ele teria contado com o apoio de milicianos das áreas do Catiri e de Santa Cruz para invadir a comunidade do 700, na Taquara, além da localidade conhecida como Dois Irmãos, em Curicica. Essas movimentações teriam provocado atritos com outro grupo miliciano que atua na região, ligado à comunidade de Rio das Pedras e ao miliciano André Boto, atualmente preso. Outra informação que circula nos bastidores do crime organizado é que Léo Problema teria sido o responsável pela morte do miliciano conhecido como Barraca, antigo chefe da região do Camorim, em Jacarepaguá. Barraca foi assassinado em janeiro deste ano, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Durante parte dessa disputa por territórios na Zona Oeste, Léo Problema manteve como aliado o miliciano Play do Jordão. Porém, com o agravamento das disputas internas entre grupos milicianos em Jacarepaguá, os dois teriam rompido. Play do Jordão teria ajudado Léo Problema em ofensivas contra o grupo dos irmãos Juvino — Damião e Nem —, que controlavam áreas da Taquara. Damião acabou assassinado posteriormente, e Léo chegou a ser apontado como um dos suspeitos pelo crime. Antes de ganhar protagonismo nas disputas da região, Léo Problema atuou como segurança do miliciano Horácio, que controlava áreas da Praça Seca e de Jacarepaguá. Horácio foi assassinado em 2023, em Búzios, e, após sua morte, Léo Problema e Play do Jordão teriam iniciado um processo de expansão territorial sobre outras milícias da região. Para isso, contaram também com o apoio de criminosos conhecidos como Acrísio e Tota, ligados à milícia da Favela Cabeça de Porco. Além das mortes de Horácio, Damião e Barraca, Léo Problema também era apontado como suspeito de envolvimento no assassinato do miliciano Cientista, morto em Jacarepaguá em 2024. Cientista teria ligação com uma milícia que atua na Baixada Fluminense. Na década passada, Léo Problema chegou a integrar a própria milícia dos irmãos Juvino. Na época, segundo investigações, ele teria participado de um homicídio e de tentativas de assassinato contra integrantes do grupo rival comandado por Orlando Curicica. Com um histórico de disputas internas, alianças rompidas e conflitos por território na Zona Oeste, a morte de Léo Problema abre novas perguntas sobre quem teria interesse em eliminá-lo — se traficantes rivais ou integrantes do próprio universo miliciano. Léo Problema acumulava sete passagens pela polícia, com registros por homicídio simples, homicídio qualificado, organização criminosa, roubo e porte ilegal de arma.

Arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida com o CV em São Gonçalo

Um exemplar de um arma fabricada a partir de impressora 3D foi apreendida ano passasdo em São Gonçalo com um criminoso ligado ao Comando Vermelho. A investigação apurou vendas realizadas dentro do território nacional, tendo a competência fixada no Rio de Janeiro, estado com o maior número de compradores identificados. Ontem, a Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram operação contra a quadrilha e prenderam integrantes da organização criminosa dedicada ao desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas de fogo fabricadas com impressoras 3D. Três pessoas foram presas na operação: os denunciados Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, Jean Guilherme Pinto e Gianluca Bianchi, em endereços identificados em São Paulo. Outras duas pessoas foram presas em flagrante com material ilegal. Dois dos denunciados encontram-se foragidos: Luigi Barbin da Costa e Vinicius Soriano Hernandes. Foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em 11 estados. Sete deles, no Rio de Janeiro: Capital, Região dos Lagos e Norte Fluminense. Foram apreendidos equipamentos utilizados na fabricação das peças, como impressoras 3D, armas produzidas de forma artesanal, munições e acessórios, em endereços comerciais que funcionavam para a produção ilegal de armamentos e peças. chamadas armas fantasma, produzidas com peças impressas em 3D, apresentam grande dificuldade de rastreamento e podem ser fabricadas com baixo custo. De acordo com os investigadores, o projeto desenvolvido pelo grupo criminoso era disseminado na internet com instruções detalhadas e suporte técnico para montagem dos armamentos. O principal investigado no caso, o engenheiro Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, foi denunciado pelo CyberGAECO/MPRJ e apontado como desenvolvedor de projeto avançado em relação a modelos anteriores: a carabina denominada Urutau, que permite a fabricação quase integral da arma com polímeros (um plástico de alta resistência) utilizando impressoras domésticas e conhecimentos básicos de metalurgia. Segundo as investigações, ele também participava da venda de peças e acessórios necessários para o funcionamento dos armamentos. Ainda de acordo com os investigadores, o custo estimado para produzir esse tipo de arma seria de cerca de R$ 800, o que ampliaria o risco de disseminação da tecnologia. As investigações identificaram a comercialização de peças e acessórios de armas por meio de plataformas digitais de comércio eletrônico. Após a identificação das vendas ilegais, algumas contas foram bloqueadas, mas parte da atividade passou a ocorrer em ambientes mais restritos da internet, como a deep web. As autoridades também destacaram a preocupação com o acesso facilitado a esse tipo de material, alertando para o fato de que alguns dos compradores já tinham antecedentes criminais, como envolvimento com o tráfico de drogas, milícias e homicídios.

Expansão do Comando Vermelho: como ‘Doca’ comandou a tomada de dezenas de favelas da milícia e do TCP no Rio”. VEJA LISTA

Assim que se consolidou como o principal líder do Comando Vermelho em liberdade, o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, deu início a uma estratégia de expansão territorial da facção que resultou na tomada de dezenas de comunidades dominadas por milicianos e pelo Terceiro Comando Puro (TCP) nos últimos anos no estado do Rio de Janeiro. A reportagem reuniu informações divulgadas ao longo do tempo pela imprensa, além de dados citados em investigações da polícia, do Ministério Público e da Justiça. Entre as primeiras comunidades conquistadas nessa ofensiva estão os morros do Dezoito, Saçu e Caixa D’Água, localizados entre Água Santa, Quintino e Piedade, na Zona Norte do Rio. Essas áreas eram controladas por milicianos e, em determinado período, chegaram a ficar sob domínio do TCP. O grupo liderado por Doca também assumiu o controle do Conjunto Habitacional do Quitungo, em Brás de Pina, tradicional reduto de milicianos. Avanço em Jacarepaguá e Praça Seca No início da década, a chamada Tropa do Urso — como é conhecida a ala do Comando Vermelho ligada a Doca — passou a concentrar sua ofensiva em comunidades de Jacarepaguá e da região da Praça Seca. Nesse período, o grupo conquistou as comunidades da Covanca, Chacrinha, Barão e Bateau Mouche, todas anteriormente dominadas por grupos paramilitares. Posteriormente, também passou a controlar Jordão, Santa Maria e Teixeiras. Conquistas na Zona Norte e Baixada O Comando Vermelho também tomou do TCP duas comunidades em Anchieta, conhecidas como Az de Ouro e Tatão. Na Baixada Fluminense, o grupo ampliou sua presença ao conquistar áreas antes dominadas por milicianos em Nova Iguaçu, como o Grão Pará e o Conjunto da Marinha, além da comunidade do Danon, que estava sob controle do TCP. Ainda na Zona Norte do Rio, o CV tomou da milícia a localidade do Amorim, em Manguinhos. Ofensiva na Zona Oeste Anos depois, a facção iniciou uma ofensiva para ampliar sua presença na Zona Oeste e região de Jacarepaguá. Nessa etapa, o grupo passou a controlar áreas como Gardênia Azul, Muzema, Tijuquinha, Sítio Pai João, Morro do Banco, Cesar Maia, Fontela, Coroado e Palmares, comunidades que, em sua maioria, eram consideradas redutos da milícia. Mais recentemente, o CV também tomou do TCP os morros dos Macacos, Fubá e Campinho, todos na Zona Norte da capital. Outras áreas que passaram ao controle da facção incluem o Gogó da Ema, em Belford Roxo, e a comunidade conhecida como 700, na Taquara, que era dominada por milicianos. A Vila Sapê, em Curicica, apontada como reduto da milícia, foi uma das comunidades mais recentes a ser tomada pela organização criminosa. Tentativas de novas invasões Ao mesmo tempo em que consolidava o controle sobre diversas áreas, a Tropa do Urso também tentou — ou ainda tenta — avançar sobre outras comunidades dominadas por milicianos. Entre os locais que já foram alvo de investidas estão Catiri, em Bangu, Carobinha, em Campo Grande, Barbante, em Inhoaíba, Antares, em Santa Cruz, e Rio das Pedras, em Jacarepaguá. A facção também tentou ocupar o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Goveua, em Paciência e áreaseem Guaratiba e Pedra de Guaratiba. Já contra o Terceiro Comando Puro, o Comando Vermelho tenta avançar sobre o Morro do Chaves, em Barros Filho, e a Malvina, em Irajá. Além disso, as duas facções seguem envolvidas em confrontos em áreas estratégicas como os complexos da Pedreira e de São Carlos, além de morros da Tijuca, como Cruz e Chácara do Céu, o Morro do Dendê e o Trio de Ouro, em São João de Meriti. A facção ainda mira recuperar os territórios perdidos para o TCP em Niterói, onde os tiroteios têm sido constantes. Com extensa ficha criminal, Doca segue sendo investigado e aparece em mais de 329 investigações desde 2003, sendo considerado atualmente um dos criminosos mais procurados do Brasil. Evadido do sistema carcerário, ele é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Em outubro de 2023, Doca foi apontado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de uma quarta vítima na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. As vítimas participavam de um congresso de medicina e foram confundidas com milicianos de Rio das Pedras. Contra ele há mais de 20 mandados de prisão expedidos em seu nome pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), segundo dados do site do Conselho Nacional de Justiça.

Traficantes do CV jogaram granadas em Rio das Pedras (milicia) e feriram dois. LINK PARA VIDEO

Terroristas do Comando vermelho, lançaram duas granadas na localidade do Areal, no Rio das Pedras, na noite da ultima terca-feira. . Pelo menos duas pessoas foram feridas com os estilhaços da granadas. Acesse o link e assista o vídeo https://x.com/i/status/2031756281376047277

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