Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Amigos dos Amigos

Traficantes da ADA presos em Jacarepaguá em fevereiro confirmaram acordo feito entre Celsinho da Vila Vintém e o miliciano Boto para facção explorar a área

Traficantes da facção criminosa Amigos dos Amigos presos em fevereiro na comunidade Vila Sapê, em Curicica, confirmaram na polícia que lideranças da organização ciminosa Amigos teriam negociado e obtido domínio sobre as áreas do bairro de Curicica, que antes se encontravam sob o domínio de grupo miliciano. Eles disseram “a comunidade é conflagrada, e atualmente se encontra sob domínio da Facção Criminosa ADA, sob comando do Traficante Celsinho da Vila Vintém, que arrendou a gerência do local do miliciano de vulgo Boto”. “A importância da oitiva prévia de todos os “supostos declarantes”, principalmente, de supostamente” teriam declarado que o nacional Celso, vulgo “Celsinho”, teria feito um acordo com o Requerente, vulgo “Boto” para a ‘tomada’ de território e, posteriormente, ‘Celsinho’ teria acordado com nacional de vulgo ‘Doca’, por videoconferência. A investigação apresenta informações sobre acordos, venda e transações espúrias, ditas obtidas por inteligência produzida pelo GIC da 32a DP, aduzindo pelos policiais, alcunhado por ‘Boto’, teria vendido a comunidade para o de vulgo ‘Celsinho’ Na ocasião, oito traficantes foram presos. Todos eram oriundos da comunidade Vila Vintém, em Padre Miguel. FONTE: TJ-RJ

Justiça decretou prisão preventiva de bandidos que uniram a ADA, o CV e a milícia para tomar a Zona Oeste do Rio

A Justiça decretou a prisão preventiva dos traficantes Celso Luiz Rodrigues, o Celsinho da VIla Vintém (ADA), Edgar Alves de Andrade, o Doca, (CV) e do miliciano André Costa Bastos, o Boto. A reaproximação de Celsinho, preso em amio, das dinâmicas do crime organizado envolveu duas figuras centrais do submundo carioca: Doca e Boto. A aliança, segundo a Polícia Civil, foi estratégica para ampliar o domínio de territórios na Zona Oeste do Rio, especialmente na região de Curicica, sem provocar confrontos diretos entre facções rivais e milicianos. O pacto entre os três revelou uma rara convergência entre milícia e tráfico, marcada por interesses territoriais e econômicos em comum. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou Celsinho pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A denúncia foi recebida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal Regional de Jacarepaguá, que também decretou a prisão preventiva do réu. Segundo a denúncia do MPRJ, Celsinho teria retomado a aliança com o Comando Vermelho — facção da qual havia se desligado no passado — com o objetivo de reconquistar comunidades que haviam sido dominadas por milicianos. As investigações apontam que ele negociou diretamente com um grupo paramilitar e “comprou” o controle da Vila Sapê, em Curicica. A aliança integrou um pacto entre o Comando Vermelho, uma milícia local e membros da facção Amigos dos Amigos (ADA), visando à retomada de territórios perdidos para grupos paramilitares, sobretudo na região de Santa Cruz. No dia 10 de março de 2025, conforme apurado pelo MPRJ e pela Polícia Civil, Celsinho teria ordenado a ocupação da Comunidade Dois Irmãos, também em Curicica. Já no dia 17 do mesmo mês, outros traficantes se dirigiram à Comunidade Gardênia Azul para reforçar a tomada do território. A mobilização foi articulada após Celso solicitar apoio a Edgar Alves de Andrade, com quem chegou a se reunir por videoconferência. O suporte foi viabilizado antes da formalização do acordo entre Celsinho e a milícia local, intermediado por André Costa Barros. FONTE: TJ-RJ e Portal dos Procurados do Disque Denúncia

Relatório do MP destrincha atuação do crime organizado no Rio de Janeiro

Segundo um relatório do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, grupos Paramilitares, ou milícias, já controlam 25,5% dos bairros do Rio de Janeiro, em um total de 57,5% do território da cidade. O tráfico de drogas, cujas principais facções —Comando Vermelho, Terceiro Comando, Amigos dos Amigos— possuem juntas o domínio de outros 34,2% dos bairros e 15,4% do território. Ao todo, 3,7 milhões de pessoas vivem em local controlado por algum grupo criminoso, ou o equivalente a 57,1% da população. Apesar do início dessa ocupação ter surgido nas comunidades pobres do Estado, atualmente esses grupos criminosos dominam os subúrbios da cidade do Rio de Janeiro, e diversos municípios da Baixada Fluminense, ostentando armas de grosso calibre em plena luz do. dia, matando, extorquindo e aterrorizando moradores de forma extremamente covarde e cruel. Tanto o tráfico de drogas como as milícias, disputam o controle de conjuntos habitacionais, loteamentos irregulares, comércio de gás, serviços de telefonia e internet, atuando inclusive no furto de derivados de petróleo nos dutos da Petrobras. Como todas essas atividades criminosas são lucrativas, traficantes e milicianos vêm formando alianças e fundindo o seu modus operandi, surgindo as chamadas “narcomilícias”, onde marginais se agrupam em bandos fortemente armados, com treinamento militar e quealém do tráfico de drogas, desenvolvem outras atividades originariamente típicas de milícia. O que todos esses grupos marginais têm em comum, é o controle territorial obtido através de seu domínio armado O domínio armado deve ser compreendido como a atuação dos grupos ou redes que exercem controle territorial armado e regulam atividades econômicas ilegais e irregulares, em um território específico, fazendo uso da coação violenta como principal recurso desustentação de seu governo criminal. Sua natureza instável, provisória eluida demanda disputas continuadas e concessões pactuadas entre atores criminais e destes com agentes estatais. Esse controle armado é uma manifestação de uma espécie de governo autônomo, sempre em conflito latente com outros concorrentes (“tráfico” e “milícias”) e em confronto amistoso e transacionado com o Estado (polícias, políticos e burocratas). Esse status deextrema e contínua violência possibilita apreender as articulações entre osfins de sua política, as estratégias de seus negócios, as táticas comerciais de suas competições e as necessidades logísticas de sustentação territorial.2 Esses grupos brigam entre si pela conquista de territórios no Estado, expansão que permite aumentar o lucro das atividades criminosas. Nessa batalha, a violência não tem limites, e nem sempre atinge integrantes de grupos rivais, mas os cidadãos cariocas e fluminenses que residem nesses locais e nos seus arredores. Outrossim, relevante destacar, tais organizações criminosas atuantes no Rio de Janeiro não somente vivem do tráfico de drogas. Com a intenção de maximizar os lucros e amortecer prejuízos causados pela polícia e facções rivais, tais grupos realizam roubos de veículos, roubos de carga, furtos de caixa eletrônico, abrigo de clínicas de aborto em favelas, bem como exigir indevidas vantagens de comerciantes, monopólio de serviços irregulares como o fornecimento de gás em botijão, sinal de televisão à cabo, internet, mototaxis etc. Dentro de seu território, local onde o Estado de Direito não existe, seus líderes controlam todas as atividades ilícitas realizadas e incrementam seus lucros. É quase inimaginável que em pleno Estado do Rio de Janeiro, um dos locais mais conhecidos e belos do mundo,boa parte de seu território é imune a legislação e vive sob o império de regrasde extrema violência e crueldade. Além disso, quando algum morador se opõe a alguma atividade do grupo, ele é capturado, torturado e morto, para que sirva comoexemplo aos demais moradores. Trata-se de uma forma de propagação de uma intimidação difusa e extremamente convincente, até porque esses atosde violência são filmados e divulgados na localidade FONTE: MPRJ

CV tem mais de 60% dos fuzis apreendidos no Estado do Rio este ano

Um levantamento feito pela reportagem e por um colaborador aponta que só este ano foram apreendidos 335 fuzis no Estado do Rio de Janeiro por todas as instituições policiais: PM, Polícia Civil, PRF e PF.. Deste total, 213 (63%) eram do Comando Vermelho, 84 do TCP, 35 da milícia e três da ADA Entre as unidades que mais recolheram armas estão o 41° BPM (Irajá) com 44 fuzis Em segundo o 21° BPM (Meriti) com 29 fuzis. Em terceiro, o 15° BPM (Caxias) com 26 fuzis. Em.quarto, o BOPE com 24 fuzis. Na Polícia Civil, a delegacia que mais recolheu fuzil foi a 60a DP (Campos Eliseos) com 22. FONTE; Levantamento da reportagem e colaborador em apreensões feiras pelas corporações.

Facções criminosas costumam pagar R$ 50 mil por fuzis quem vêm dos EUA

Informações da Subsecretaria de Inteligência da PMERJ apontam que muitos fuzis que chegam ao território nacional em peças avulsas, também compradas nos EUA ao custo de aproximadamente R$ 6 mil, na cotação atual do dólar, depois de montadas por armeiros, são vendidas às facções criminosas por cerca de R$ 50 mil. Dos 638 fuzis apreendidos durante o ano passado por policiais militares, 604, ou seja 94,68, foram fabricados no exterior. De acordo com o levantamento da SSI, a maioria das armas de guerras retiradas das mãos de criminosos por policiais militares foi fabricada nos Estados Unidos, de onde foram contrabandeadas 295 unidades da plataforma Colt. Por ter licença para ser comercializada em outros países, o armamento da plataforma Colt entra de forma clandestina no Brasil pelas fronteiras de países sulamericanos, como Paraguai, Bolívia e Colômbia. Além dos Estados Unidos, os fuzis apreendidos no ano passado no Rio foram fabricados também em outros países, como Israel, Alemanha, Áustria e República Theca. Um levantamento preliminar feito pela SSI, ao analisar a procedência dos fuzis apreendidos neste ano de 2025, mostra que 60% foram fabricados nos Estados Unidos, indicando uma tendência semelhante à constatada no ano passado. Além da procedência dos fuzis, o estudo da SSI também mapeou o destino das armas apreendidas no ano passado no território fluminense, especialmente na região metropolitana. Dos 604 fuzis, 365 foram apreendidos em comunidades sob influência da organização criminosa Comando Vermelho. Os demais 239 fuzis, foram apreendidos em áreas sob influência do Terceiro Comando Puro (204), de milícias (48) e da facção Amigos Para o secretário da SEPM, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, o trabalho incansável dos policiais militares, que apreendem uma média de quase dois fuzis por dia no estado, salva muitas vidas.

Mensagens apontam que autoridades teriam procurado integrante do CV para pedir para segurar roubos e guerras no Rio durante o G20 e confirmam tratativas para aliança da facção com a ADA

Mensagens que teriam sido captadas pela Polícia Federal no ano passado de supostos traficantes do Comando Vermelho apontam que representante de autoridades teriam procurado um integrante da facção para pedir para segurar os roubos e as guerras na cidade durante sete dias por conta da realização do G20. Uma outra mensagem confirmou o que a polícia fluminense ratificou em 2025: a aliança entre o CV e a facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA) Confira as mensagens FONTE: As informações foram divulgadas nas redes sociais do jornalista Bruno Assunção.

SEAP pediu a Justiça para grampear telefones de Doca (CV), Peixão (TCP), Rabicó do Salgueiro (CV) e Índio do Jardim Novo (ADA) para apurar crimes praticados dentro do Complexo de Bangu

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro representou à Justiça no ano passado pela interceptação das comunicações telefônicas com a finalidade de apurar a autoria e as demais circunstâncias dos crimes de extorsão e associação criminosa praticados por internos do sistema carcerário fluminense, mais especificamente, por internos do Complexo de Gericinó, Bangu, nesta Comarca. A pasta tenta dentificar os fatos delituosos cometidos no interior das unidades prisionais e seus autores, argumentando ser notória a utilização de terminais telefônicos para a execução de crimes de diversas naturezas e a contribuição de policiais penais corruptos para o ingresso de aparelhos e modens. Segundo a SEAP, foram apontados alvos importantes da investigação, que são integrantes ou até mesmo liderança das facções criminosas que exercem domínio armado sobre diversos territórios em nosso estado, indicando os terminais telefônicos que habitualmente fazem uso para organizar as atividades criminas, como também manterem-se na situação de foragidos. A interceptação de alguns terminais não se mostrou producente , tendo em vista que não geraram registros de áudio e/ou foram detectadas apenas conversas sem interesse para a investigação. O Subsecretário de Inteligência da SEAP informou que restam ainda vários elementos sem identificação e sem qualificação suficiente, razão pela qual recomenda a renovação do afastamento do sigilo das comunicações telefônicas e dos dados telemáticos de terminais de líderes de quadrilhas como: Doca – chefão do Complexo da PenhaComparsa de Juninho Varão – chefão da milícia de Nova Iguaçu e SeropédicaUma conhecida advogada de integrantes do Comando VermelhoTraficante Rabicó, chefão do Complexo do Salgueiro, em São GonçaloIndio, chefe do tráfico no Jardim Novo (ADA), em RealengoComparsa de Johny Bravo da RocinhaPeixão, chefe do tráfico no Complexo de Israel (TCP)Companheira do traficante Professor, do Alemão (CV) A SEAP considerou imprescindível a medida cautelar, diante da notória existência das associações criminosas armadas e estruturalmente organizadas que cometem crimes graves de dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, e diante da impossibilidade de se adotar outros meios de investigação igualmente eficientes, sendo o afastamento do sigilo o meio de identificação do modus operandi do grupo criminoso e de seus integrantes, FONTE: Conteúdo de processo do TJ-RJ disponivel no site juridico Jusbrasil

Com acesso livre a celulares na cadeia, traficante da ADA controla câmeras instaladas em comunidade de cidade do Norte Fluminense e condena vítimas no ‘Tribunal do tráfico’

Investigação revela que o traficante Buldogue, mesmo preso, continua coordenando toda avidade ilícita na Ilha dos Mineiros, e outras localidades subjugadas pela facção ADA (Amigos dos Amigos) na cidade de São Francisco do Itabapoana, no Norte Fluminense, Além de coordenar toda estrutura ramificada de venda de drogas, o bandido age como verdadeiro poder paralelo, julgando, condenando e executando penas. Age punindo cidadãos com penas corporais, torturas e execuções sumárias, age também expropriando propriedades alheias, tudo isso sob os olhos do Estado. O caso invesgado no IP 147-00264/2024 em que houve mais um episódio de tribunal do tráfico, familiares da víma testemunharam todo ocorrido, em que Buldogue determinou a tortura e execução da vítima. A audácia e sensação de impunidade é tamanha que o invesgado, sem o menor pudor, falava ao telefone com policiais militares, tal como ocorreu nos autos do IP 147-00582/2024. Buldogue se vale de aparelhos de telefone celular na cadeia para poder coordenar sua avidade ilícita. Restou provado que Buldogue e Carlão(outro interno do sistema penitenciário) tem acesso direto a câmeras de segurança espalhadas pela localidade, inclusive se comunicam diretamente por intermédio de microfone acoplado à câmera. Além disso, usam o telefone celular para controlar o direcionamento da câmera, apontando para onde desejarem, como clara intenção de direcionar toda avidade criminosa que ali ocorre. Obviamente, além disso, usa o telefone para chamadas de áudio e vídeo com seus subordinados e com a alguns cidadãos que procuram os traficantes para prestar esclarecimentos, prestar contas de suas avidades e solicitar auxílio para resolução de demandas. A degravação conda na informação sobre invesgação registra que a parr do horário de 15h 20 min do dia 25/09/2024 ocorre um diálogo em que uma pessoa se apresenta aos traficantes do Bar da Ilha para se jusficar sobre uma suposta acusação de furto. Neste diálogo o cidadão fala diretamente o vulgo de Buldogue. Neste episódio o diálogo foi feito por telefone e monitorado diretamente pela câmera, em tempo real, fato este que restou evidenciado que Buldugue tinha acesso ao vivo de tudo que ocorre na localidade. Pelas imagens e capturas sonoras ambientais da própria câmera, foi possível perceber que os traficantes, seguranças e olheiros da boca-de-fumo falavam com Carlão pela própria câmera e também por ligação de telefone celular. Constatou-se que ele monitora a boca-de-fumo do bar da ilha, vendo a posição dos traficantes, olheiros e seguranças, bem como realizando a contabilidade do dinheiro arrecadado ao longo dos plantões. Impende ressaltar que ele está atualmente preso e, mesmo assim, consegue ter acesso a aparelho celular e tecnologia para viabilizar o controle remoto da câmera de segurança. No horário de 22h 39min do dia 25/09/2024 uma mulher interagiu com Carlão pela câmera em contexto que não deixa dúvidas de que, de fato, o criminoso estava naquele momento dirigindo toda a cena criminosa em tempo real de dentro do sistema penitenciário. Os bandidos da quadrilha sçao no triplo homicídio ocorrido neste município (IP 147-00628/2024). Um adolescente era um dos responsáveis para ligar para o Buldugue quando do julgamento do Tribunal do Tráfico realizado e capturado pela câmera de segurança. O traficante DZ ligou para Buldogue na parte que uma mulher idosa foi procurar o Tribunal de Tráfico. Um olheiro que se passa como trabalhador de um estaleiro que fica muito próximo ao bar da ilha e, por tal movo, passa despercebido pelas guarnições da polícia militar. . As imagens deixam límpido que ele não é mero informante ou colaborador, atua com muito afinco, intensidade e importância na vigilância das invesdas policiais, aparece, até mesmo, interagindo com a câmera manipulada pelos chefes, mostrando inmidade e que tem pleno conhecimento e aceitação de toda a cadeia de comando. Nega Leidi era olheira e vapor, sempre gritava “Lombrou”, “Olha a barca”, “Olha o Versa”, “Olha o Corolla”para avisar aos comparsas) sobre aproximação de viaturas e eventuais ataques da facção rival TCP e apontando e indicando o local em que os usuários pegariam as drogas. o local em que os usuários pegariam as drogas. Uma adolescente infratora tem a mesma função de Nega. Ela foi flagrada pelas imagens das câmeras de segurança monitorando toda a atuação das viaturas policiais e prestando auxílio aos demais traficantes. Uma outra mulher ensina como tumultuar as invesdas da PMERJ no local. Em um diálogo, ela disse. “Tem que ter feito para bater de frente com a polícia. A câmera é do bar e você não pode meter a p.. da mão. O bar não tem nada a ver com o tráfico de drogas, sendo a câmera para minha proteção, para minha vigilância, você tem que bater de frente”. Mais uma mulher avisa aos traficantes sobre a movimentação das viaturas da PMERJ, apontando o local de onde vem e para onde foram. Este policial tentou colher a qualificação dela, mas ela sempre se esquiva correndo para dentro de casa quando vê a aproximação de qualquer viatura ou veículo diferente. Um homem foi flagrado pelas imagens, em diversas oportunidades, dando informações para os traficantes sobre o local em que viu as viaturas da polícia. Ele sempre é visto numa motocicleta branca e, sempre que aparece na boca-de-fumo, sente-se na obrigação de passar informações sobre as viaturas de polícia que viu no trajeto. FONTE: Informações de processo de processo do TJ-RJ disponíveis o site jurídico Jusbrasil

Bicheiro inimigo de Celsinho da Vila Vintém (ADA) pagou policiais para transferí-lo para presídio federal. Suposta traição do traficante fez com que surgisse o TCP

Preso ontem, o traficante Celsinho da Vila Vintém era inimigo do falecido contraventor Fernando Iggnácio. Em 2017, o bicheiro determinou que o traficante fosse transferido para um presídio federal de segurança máxima fora do Estado do Rio de Janeiro mediante pagamento de propina a policiais. Para isso, houve uma pactuação entre delegados, entre eles Maurício Demétrio, demitido da corporação, para a fabricação de expedientes para conferirem subsídio a uma representação policial pela decretação de prisão preventiva de Celsinho e sua posterior remoção para outro estado. Um dos delegados, à época a frente da DP da Rocinha, aceitou a promessa de pagamento de vantagem indevida. e representou pela decretação da prisão cautelar de Celsinho. No mesmo ano, Celsinho da Vila Vintém teria fornecido apoio à Antônio Bonfim Lopes, vulgo” Nem da Rocinha “, na retomada do controle das atividades do tráfico naquela comunidade, que havia sido tomada pelo Comando Vermelho. No tempo todo que ficou preso da outra vez (entre 2002 e 2022), Celsinho transmitia as ordens para sua mulher que fazia uso de sua qualidade de esposa para ter livre acesso ao mesmo, realizando visitações e recebendo telefonemas através dos quais lhes são passadas instruções relativas ao comando do tráfico. Cabia a ela servir de elo entre o mentor intelectual da quadrilha e os seus demais integrantes, transmitindo ordens e instruções de atuação. Ela possuía contato com os integrantes da quadrilha, conhecidos como “Frente”, e, na ausência de determinação do Celso, lhe cabia a decisão final acerca de todas as atividades criminosas praticadas pelos narcotraficantes. Ela também tinha a tarefa de receber e administrar todo o dinheiro recolhido com a venda de drogas, atuando como contadora, tendo, após a prisão de “Celsinho”, assumido o controle da favela. Investigações antigas trouxeram relatos de como a quadrilha de Celsinho torturava e humilhava pessoas, descrevendo que a ordem parte do interior do presídio especificando-se como titular das ordens Celsinho da Vila Vintém”. Ele mandava nas comunidades Vila Vintém”, “Curral das Éguas”, “Wogueira”, “Minha Deusa”, “77” e “Conjuntão” Celsinho chegou a ser acusado de mandar matar um homem que não permitia que os traficantes usassem a laje de sua casa como esconderijo de armas e drogas. Depois que Celsinho deixou a cadeia em 2022, os presos vulgos Quito ou Cérebro e Cimar ou Veludo), que eram homens de sua confiança, assumiram a liderança da ADA na prisão. Quito, por exemplo, teria participado ativamente no planejamento e execução da ação que ensejou a fuga da unidade prisional Bangu 6. Ainda segundo tais dados, a cúpula da facção teria autorizado a fuga para suposta retomada de pontos de venda de drogas na capital fluminense. Celsinho fundou a ADA nos anos 90 junto com Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê. Com a morte deste em 2002 em uma rebelião dentro do presídio de segurança máxima Bangu 1, houve um racha na união entre a ADA e o Terceiro Comando, propiciando a formação do Terceiro Comando Puro. Sobre a rebelião,, Celsinho da Vila Vintém alegou que, no dia do crime, tentou se proteger do ataque dos presos e não viu Fernandinho Beira-Mar participando da invasão a cela de Uê. Celsinho foi acusado de traidor e isso foi um dos motivos do rompimento do TC e da ADA. Celsinho permaneceu com a ADA ao lado de Paulo César Silva dos Santos, o Linho, que comandava o Complexo da Maré, além de traficantes do São Carlos, Dendê, Serrinha, Muquiço e Pedreira. Do outro lado, com o TCP, ficaram bandidos de Acari, Senador Camará, Parada de Lucas e parte do Complexo da Maré (morros do Timbau e Baixa do Sapateiro). FONTE: Informações de processos do TJ-RJ obtidas no site jurídico Jusbrasil

Polícia pediu prisão de chefão do CV por sua aliança com a ADA e a milícia

A Polícia Civil pediu a prisão de Edgar Alves de Andrade, o Doca, chefão da facção criminosa Comando Vermelho pela sua aliança com Celso Luis Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, líder da ADA (Amigos dos Amigos), preso hoje. Os policiais cumpriram também mandado de prisão contra o miliciano André Costa Bastos, o “Boto”, que está preso, e é outro vértice desta aliança entre as quadrilhas. Boto, mesmo preso, negociou o controle da Vila Sapê, em Curicica, com Celsinho, permitindo a entrada da facção no território. Posteriormente, ficou comprovado que Celsinho também firmou um pacto com Doca para garantir a estabilidade do novo domínio. Esse acordo foi firmado também para que Doca pudesse expandir seu domínio para a Zona Oeste, usando as comunidades controladas por Celsinho, como “ponto de apoio” para as inovações. “As investigações tiveram início em fevereiro, após a prisão de oito traficantes em Curicica. Todos os detidos eram oriundos da Vila Vintém e afirmaram ter sido enviados por Celsinho para ocupar a área, até então sob domínio da milícia. A operação policial revelou que a ocupação ocorreu sem resistência, apontando para um acordo entre os grupos criminosos”, esclareceu o delegado Marcos Buss, titular da 32ª DP. Considerado um dos traficantes mais perigosos do Rio de Janeiro, Celsinho é fundador da ADA e possuía 52 anotações criminais. Mesmo após 20 anos de prisão, solto em 2022, continuava a liderar ações criminosas na Zona Oeste, com histórico de brutalidade, alianças estratégicas e envolvimento direto em rebeliões prisionais. “A prisão é de suma importância no contexto da Operação Contenção, que começou com a prisão do responsável por treinar criminosos para confrontos, e com o bloqueio de R$ 6 bi da facção criminosa. Hoje, tiramos de circulação um marginal que jamais deveria ter saído da prisão”, pontuou o secretário Felipe Curi. FONTE: Polícia Civil do RJ

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima