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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

CORE foi no Tabajaras (CV) e matou traficante suspeito da morte de policial marido de juíza

Policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram, nesta terça-feira (02/12), uma ação na Ladeira dos Tabajaras, Zona Sul do Rio, para apurar informações de inteligência a respeito dos criminosos que mataram o policial civil João Pedro Marquini, em março. O responsável pelos disparos contra o agente foi neutralizado. Ao chegarem à comunidade, os policiais foram atacados pelos bandidos e houve confronto. Um dos criminosos ficou ferido e os comparsas obrigaram um morador a levá-lo para um hospital da região em uma kombi. Os agentes diligenciaram imediatamente até o hospital e conseguiram confirmar a morte de Jefferson Rosa dos Reis, conhecido como “Jef”. Contra ele, havia um mandado de prisão pelo homicídio. As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apontaram que ele e um outro traficante foram os autores dos disparos. Jef tem anotações criminais por tráfico, associação para o tráfico, organização criminosa, roubo de arma de fogo, homicídio e latrocínio.

MPRJ apura supostas propinas pagas por facções a diretores de presídios para reduzir operações de apreensões de celulares e drogas

A 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital do MPRJ informa que existe procedimento sigiloso de investigação sobre suposta corrupção no sistema penitenciário fluminense , cujas informações não podem ser disponibilizadas. Segundo o que circula, esta sendo apurado o suposto pagamento de subornos a diretores penitenciários no estado, especialmente no complexo de Gericinó, para reduzir as operações internas em troca da chamada taxa de tranquilidade. Os promotores investigam alegações de que diretores e agentes penitenciários receberam quantias ilegais de prisioneiros ligados a facções como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro para reduzir inspeções, apreensões de celulares, drogas e outros itens proibidos dentro das unidades. A prática, que teria começado em 2025, ficou conhecida como a “taxa silenciosa”, supostamente paga para garantir menos operações e um ambiente mais favorável para as atividades das facções.

Crime organizado se infiltrou nas eleições e política de Macaé

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 8ª Promotoria Eleitoral que atua junto ao núcleo de Garantias da Justiça Eleitoral, obteve 21 mandados de busca e apreensão contra quatro suspeitos dos crimes de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e organização criminosa no município de Macaé. Os mandados obtidos pelo MPRJ são cumpridos, nesta terça-feira (02/12), pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Nova Capistrum. A investigação da Delegacia da Polícia Federal em Macaé apura a infiltração de grupos criminosos na política local, por meio da atuação de facções criminosas e milícias na coação de eleitores, no financiamento ilícito de campanhas, no uso de empresas contratadas pelo poder público para lavagem de dinheiro e apoio político-territorial a candidatos no município. Ainda segundo a investigação, entre os alvos estão empresários, agentes políticos e servidores públicos apontados como articuladores do esquema. Também estão entre os investigados indivíduos com forte influência no tráfico de drogas e na liderança de grupo paramilitar (narcomilícia) que exerce domínio territorial em comunidades da região. As investigações ainda mapearam o uso de empresas clandestinas de internet e distribuidoras de gás em Macaé e no Estado da Paraíba, além de indícios de peculato, caixa dois eleitoral e ameaças.

Um morto e um ferido após disparos feitos por traficante do TCP em baile na Vila Aliança

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte de Yuri Conceição da Motta, atingido por disparos durante um baile funk na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio. Na ação, outro homem ficou ferido. Diligências estão em andamento para identificar a autoria do crime e esclarecer os fatos. Segundo moradores, os disparos teriam sido feitos por um soldado do TCP após um desentendimento.

Flanelinha puxou arma falsa para PM e acabou morto em Madureira

Uma discussão entre um flanelinha e um policial militar próximo ao Shopping de Madureira no último sábado (29) acabou com o flanelinha morto. Relatos de pessoas que estavam no local teria ocorrido um desentendimento por causa de uma vaga. O flanelinha puxou um simulacro para intimidar o policial e para surpresa dele o agente da lei efetuou três disparos que levou o guardador de carros a óbito, .

MP denunciou seis PMs por furto de fuzil e desmanche de veículo na megaoperação na Penha e Alemão (CV)

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu à Justiça duas denúncias contra seis policiais militares do Batalhão de Choque pelos crimes de peculato e furto qualificado, praticados no dia 28 de outubro de 2025, durante a Operação Contenção nas comunidades do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. De acordo com as denúncias, as infrações foram identificadas a partir da análise das imagens das câmeras operacionais portáteis (COPs), que revelam condutas graves e autônomas praticadas por agentes em serviço .Subtração de fuzil no Complexo do Alemão A 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou os 3º sargentos Marcos Vinicius Pereira Silva Vieira e Charles William Gomes dos Santos por peculato, após a subtração de um fuzil semelhante ao modelo AK-47, escondido no interior de uma residência onde cerca de 25 homens já haviam se rendido. As imagens das COPs mostram que Silva Vieira arrecadou o armamento e, em seguida, se afastou do grupo de policiais responsáveis pela contabilização dos materiais apreendidos. Minutos depois, ele se reuniu com Charles Santos, e ambos ocultaram o fuzil dentro de uma mochila, sem registrá-lo entre os itens oficialmente apreendidos ao final da operação. A denúncia foi ajuizada na sexta-feira (28/11) .Furto e desmanche de veículo na Vila Cruzeiro Já a 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou, em outro Inquérito Policial Militar (IPM), o subtenente Marcelo Luiz do Amaral, o sargento Eduardo de Oliveira Coutinho e outros dois policiais militares pelo crime de furto qualificado decorrente do desmanche de um veículo Fiat Toro encontrado estacionado na Vila Cruzeiro. Segundo as investigações, Coutinho subtraiu o tampão do motor, o farol e as capas dos retrovisores, enquanto Amaral e outro PM garantiram condições para a prática criminosa, inclusive tentando impedir o registro das ações pelas câmeras corporais. Machado, embora presente, omitiu-se deliberadamente, deixando de agir para impedir o crime. A denúncia foi ajuizada no sábado (29/11).O MPRJ ressalta que, em ambos os casos, houve tentativa deliberada de manipular e obstruir o funcionamento das COPs pelos policiais denunciados. O Termo de Análise de Vídeo registra episódios de manipulação direta das câmeras corporais, incluindo tentativa de desligamento, com o objetivo de garantir a impunidade e comprometer o controle interno e externo da atividade policial. Em diferentes momentos, os agentes tentaram cobrir, retirar ou desviar o campo de visão das câmeras, prejudicando a produção de provas e distorcendo a documentação das ações policiais. As Promotorias de Justiça junto à Auditoria Militar seguem analisando integralmente as imagens coletadas durante a Operação Contenção, visando à responsabilização pelo mau uso das câmeras corporais e à identificação de outros possíveis delitos que venham a ser revelados no curso da investigação.

Mulheres foram mortas dentro da Cefet por homem que se suicidou depois

Duas mulheres foram mortas no Cefet no Maracanã por um homem que entrou armado na instituição e após cometer o crime, tirou a própria vida. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, de acordo com o comando do 6º BPM (Tijuca), policiais militares foram acionados, na tarde desta sexta-feira (28/11), após relato de disparos de arma de fogo dentro das dependências de uma unidade de ensino, no Maracanã, Zona Norte do Rio. No local, os agentes encontraram duas mulheres feridas por disparos de arma de fogo, sendo imediatamente atendidas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde faleceram. Os policiais realizaram a evacuação do prédio e a varredura completa das dependências para garantir a segurança de todos. Durante as buscas, o corpo de um homem apontado como autor dos disparos foi localizado. Na ação, uma pistola foi apreendida. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de três pessoas. De acordo com informações preliminares, um criminoso entrou na unidade de educaçãoegz, atirou contra as vítimas e se matou em seguida. Diligências estão em andamento para apurar os fatos. Em nota, a Cefet disse que é com extrema tristeza que o Cefet/RJ informa o falecimento das servidoras técnico-administrativas Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro, vítimas de um atentado no interior da Unidade Maracanã na tarde desta sexta-feira (28). Os disparos foram efetuados por João Antonio Miranda Tello Ramos Gonçalves, também servidor da instituição, que, em seguida, tirou a própria vida. Imediatamente após o ocorrido, a Unidade Maracanã foi evacuada pela Diretoria de Ensino (DIREN) e foram acionados o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, que atuaram nos primeiros socorros às vítimas. As motivações do crime serão investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital.A Direção-Geral do Cefet/RJ lamenta profundamente essa tragédia, que chocou a comunidade acadêmica, e decreta luto oficial por cinco dias na instituição a partir de 1º/12/2025.

TCP tenta se restabelecer em Niterói. Em uma semana, houve três ataques

Traficantes do Terceiro Comando Puro vêm tentando se restabelecer em Niterói, que tem todas as suas comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Os ataques começaram meses atrás mas se intensificaram essa semana com baques do TCP na comunidade da Palmeira, no Fonseca, no Preventório, em Charitas e a última, no Morro do Estado, no Centro. A ação na Palmeira foi frustrada por uma ação da PM, que prendeu dois suspeitos e recolheu dois fuzis. A Palmeira faz parte do conjunto de favelas conhecido como Fonsequistão, que já foi de domínio do TCP até o início desta década. No dia do ataque na Palmeira, circulou essa mensagem na internet. Atenção: Há risco iminente de confronto armado entre o Terceiro Comando e o Comando Velho no Complexo do Fonseca. Por motivos de segurança, recomenda-se evitar transitar pelas seguintes áreas e proximidades: • Palmeiras • São Januário (final da rua) • Santo Cristo  • Santo Cristo Coreia • Travessa Continental • Travessa Bahia • Travessa Dona Ana • Cel. Leôncio • Morro Seco • Pimba No mesmo dia, os bandidos do TCP foram até o Preventório. Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram o tiroteio e o desespero dos moradores. Um homem acabou sendo morto no confronto. O último ataque ocorreu no Morro do Estado que também já foi de domínio do TCP durante um bom temp. Um vídeo que circula na internet mostrou criminosos fortemente armados chegando à comunidade em uma Fiorino branca, numa ação que a Polícia Civil já trata como uma grave tentativa de invasão. Segundo relatos, os ataques do TCP em Niterói tem sido comandados pelos traficantes vulgos Dril, que comandava a comunidade do Sabão, em Niterói, e o Morro da Dita, em São Gonçalo, quando eles eram controlados pela ADA (Amigos dos Amigos) e Galo, que comandava o Fonsquistão na época do TCP. Em junho, Dril já havia tentado entrar no Sabão e houve tiroteio. Também atacou o Morro do Boa Vista, no São Lourenço e também aconteceu confronto Dril se esconderia no Complexo da Maré.

Dez PMs que cobravam por segurança de comerciantes em Belford Roxo estão na lista para serem demitidos do órgão

Dez policiais militares estão sendo submetidos a conselho de disciplina da corporação que pode levá-los a expulsão dos quadros suspeitos de integrarem existência de esquema criminoso estável, estruturado e territorializado no Setor de RP “Bravo” do 39o BPM, no município de Belford Roxo/RJ, por meio do qual comerciantes (“padrinhos”) realizavam pagamentos periódicos em troca de atendimento policial direcionado e preferencial. O funcionamento do esquema era meticuloso e corriqueiro. Viaturas eram direcionadas de forma seletiva aos estabelecimentos que mantinham pagamentos, realizando rondas mais frequentes nesses pontos. Tal dinâmica, ao contrário do que a Corporação oferece à sociedade no cotidiano, inverte a lógica da segurança pública — que deve ser universal, gratuita e impessoal —, transformando-a em um privilégio reservado aos que pagavam. Mais grave ainda, conferia aos “padrinhos” acesso direto e privilegiado aos policiais, que podiam ser requisitados quase como em um serviço particular de segurança. Outro aspecto relevante é a capacidade de perpetuação da atividade transgressiva, não obstante os remanejamentos rotineiros de efetivo entre os setores do batalhão. A cada substituição de efetivo, procedia-se ao repasse aos recém-chegados de uma “lista de padrinhos”, contendo a identificação dos estabelecimentos, os valores ajustados e a periodicidade de recolhimento de vantagens indevidas, assegurando a continuidade da arrecadação ilícita. Os pagamentos ilícitos, feitos de forma periódica (em regra, semanal), eram exigidos de bares, mercados, postos de combustíveis, farmácias, lotérica, mototáxis, transportes alternativos, depósitos e outros estabelecimentos, em contrapartida de cobertura policial diferenciada, com rondas seletivas, presença ostensiva por demanda e acesso direto aos policiais de serviço — uma privatização de fato do atendimento ostensivo. O funcionamento do grupo seguia lógica empresarial: havia captação de novos “padrinhos”, definição de valores e dias certos de recolhimento, direcionamento do policiamento conforme os interesses privados e partilha regular dos lucros. A engrenagem demonstrava autonomia e estabilidade, sobrevivendo às mudanças de escala e de lotação: sempre que havia substituição de policiais na RP do Se-tor “Bravo”, os antigos transmitiam aos novos a lista de padrinhos, com identificação de estabelecimen- tos, valores ajustados e periodicidade de cobrança (passagem de ponto). Havia lista de padrinhos “Posto Hehópolis – 40,00Gas Tupinambas – 50,00Gás Marcelo – 50.00Depósito Rio D’ouro – 50,00Moto táxi Estr Miguel Couta – 80,00Vans – 60,00Farmácia Andrade – 50,00”

Traficantes do CV obrigaram moradores a comprarem gás com eles no Lins com preço mais caro

Em mais uma ação da “Operação Contenção”, policiais civis da 26ª DP (Todos os Santos), com apoio da 25ª DP (Engenho Novo) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), deflagraram, na manhã desta sexta-feira (28/11), uma ação contra um esquema criminoso que ameaçava moradores da região do Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em um depósito de gás vinculado à facção criminosa Comando Vermelho. Até o momento, 700 botijões foram apreendidos. Segundo as investigações, narcoterroristas do Comando Vermelho danificaram e interromperam o fornecimento regular de gás encanado na região, para obrigar os moradores a comprar o insumo de um único estabelecimento a preço acima do valor de mercado. Enquanto em outros locais o custo era de cerca de R$ 100, os moradores da região chegavam a pagar R$ 300, de acordo com a vontade dos traficantes. Essa é apenas mais uma das fontes de renda do CV no Complexo do Lins. A facção explora as comunidades para esconder e clonar veículos roubados e para o transbordo de cargas subtraídas, além do comércio de drogas e de cobranças ilegais. No curso da apuração, uma concessionária confirmou que seus técnicos foram ameaçados e impedidos de entrar na localidade para restabelecer o fornecimento. Além disso, diversas distribuidoras relataram que não poderiam entregar os itens em endereços da região com medo de represálias. No decorrer das investigações, agentes identificaram que um depósito realizava entregas no local, mesmo diante da proibição imposta pelos criminosos. As equipes, então, confirmaram que o estabelecimento tinha exclusividade nas vendas, consolidando o monopólio ilegal e prejudicial aos clientes. Em troca, a dupla responsável pelo comércio realizava pagamentos às lideranças criminosas. O local funcionava como um braço econômico da facção criminosa, que financiava e estruturava atividades ilícitas de modo permanente. A operação desta sexta, portanto, tem o objetivo de desmantelar esse esquema criminoso e coletar novas provas que corroborem as investigações da ação criminosa. A ação faz parte da “Operação Contenção”, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Desde o início das ações da “Contenção”, mais de 250 capturados e outros 136 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 460 armas, sendo 189 fuzis, e mais de 50 mil munições.

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