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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

DOCUMENTOS CONFIRMAM QUE TRAFICANTES TERIAM PEDIDO AJUDA A POLÍTICOS PARA TRANSFORMAR “RESORT DO PEIXÃO” EM CENTRO SOCIAL E EVITAR DEMOLIÇÃO

Documentos reunidos pelo Ministério Público e pela Polícia Militar revelam que integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) procuraram políticos entre eles o deputado Val do Ceasa para tentar impedir a demolição do complexo de imóveis atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, em Parada de Lucas. A estratégia, segundo as investigações, consistia em transformar o local em uma fachada de projetos sociais para evitar a ação das autoridades. O conjunto de três imóveis de alto padrão, localizado no Complexo de Israel, foi identificado pela Polícia Militar durante uma operação realizada em julho de 2023 nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Os agentes encontraram construções consideradas muito acima do padrão da região, equipadas com lago artificial, piscina, academia completa e sistemas de monitoramento, incluindo uma câmera escondida dentro de uma tomada elétrica. Relatórios da corporação apontam que os imóveis eram utilizados por integrantes do TCP para reuniões e eventos. Em outra ação, policiais flagraram homens armados nos arredores das construções. Um dos criminosos parecia portar um fuzil calibre .50, armamento capaz de perfurar veículos blindados. Os documentos mostram ainda que as propriedades possuíam rotas de fuga estrategicamente planejadas. Além das entradas principais, havia saídas pelos fundos que levavam a becos e vielas pouco movimentados, recurso que, segundo a investigação, permitiria a evasão dos criminosos durante operações policiais. Diante das irregularidades e da suspeita de utilização das mansões pela facção, a Força-Tarefa de Ordem Integrada e Segurança Pública (FTOIS) planejou uma operação conjunta com a Polícia Militar e a Secretaria Municipal de Ordem Pública para demolir os imóveis. A ação, no entanto, acabou sendo adiada. Segundo relatórios da PM, em dezembro de 2023 o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos, conhecido como Val Ceasa, e o então vereador Ulisses Marins procuraram o comando do 16º BPM para saber se havia uma grande operação programada para demolir os imóveis. Os dois teriam afirmado que receberam informações por intermédio de Márcia Patrícia dos Santos Alexandre, presidente da Associação de Moradores de Parada de Lucas e assessora do vereador na época. O ponto mais sensível da investigação aparece no depoimento do secretário de Ordem Pública, Brenno Carnevale. Segundo ele, Ulisses Marins relatou que traficantes haviam iniciado a construção dos imóveis, mas interromperam as obras ao tomarem conhecimento da possibilidade de demolição. Ainda de acordo com o secretário, os criminosos procuraram Val Ceasa e pediram ajuda para preservar o espaço. A solução encontrada, segundo o relato, seria implantar projetos sociais no local. O espaço passou a ser apresentado como “Espaço Fazendinha”, destinado a recreação infantil, colônias de férias e reforço escolar. Conforme o depoimento, Val Ceasa e a então deputada Dani Cunha teriam ajudado na implementação das atividades. Os investigadores sustentam que a transformação do imóvel em centro social fazia parte de uma tentativa de induzir as autoridades ao erro, ocultando a verdadeira finalidade das construções. Mesmo após a operação de demolição ter sido frustrada, os imóveis continuaram recebendo investimentos. Em setembro de 2024, novas inspeções identificaram reformas e melhorias nas propriedades, evidenciando que elas permaneciam sendo administradas. Com base nos depoimentos de oficiais da Polícia Militar e do secretário de Ordem Pública, o Ministério Público aponta indícios de atuação em favor da facção criminosa. A Procuradoria-Geral de Justiça requereu buscas e apreensões, quebra de sigilo telemático, acesso a dados armazenados em nuvens digitais e autorização para obtenção de relatórios do Coaf, além da decretação de supersigilo durante o cumprimento das medidas. Ao autorizar as diligências, o desembargador Gilmar Augusto Teixeira afirmou que os depoimentos e os elementos reunidos indicam a existência de fundadas razões para investigar o vínculo entre os investigados e integrantes do TCP que controlam o Complexo de Israel. Ontem, por determinação do procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão contra três agentes públicos suspeitos de envolvimento com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). A investigação criminal foi instaurada no âmbito da atribuição originária da Procuradoria-Geral de Justiça do do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa destinada à demolição de imóveis utilizados pela organização criminosa em Parada de Lucas, região conhecida como Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. De acordo com a investigação, eles teriam utilizado sua influência para argumentar que os imóveis eram destinados à prestação de serviços sociais, o que, segundo as apurações, não correspondia à realidade. A ação policial acabou sendo adiada. Os mandados foram expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, que autorizou buscas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na Ceasa e em outros endereços na capital e no Espírito Santo. Foram alvos das medidas o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador do Rio de Janeiro Ulisses de Almeida Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. O procurador-geral de Justiça informou que as diligências resultaram na apreensão de R$ 341 mil em espécie, cinco armas, 11 aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e munições de diversos calibres. Além disso, o investigado Michael Johnny de Azevedo e uma mulher que o acompanhava foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Todo o material apreendido foi encaminhado para a Cidade da Polícia e será submetidos à análise pericial em uma nova fase das investigações. O levantamento das apreensões ainda está em curso. “Esses fatos preocupam profundamente o Ministério Público, pois revelam um processo de degradação do ambiente político que vem se tornando cada vez mais evidente. Há poucos meses, o Ministério Público denunciou e obteve a prisão de um deputado estadual ligado ao Comando Vermelho, que já possuía condenação por lavagem de capitais antes mesmo de ingressar no Parlamento. Agora, apuramos a possível vinculação de outro agente político a uma facção rival”, explicou Antonio José Campos Moreira. “A preservação do Estado Democrático de Direito e o fortalecimento da democracia exigem

Alvo de grande operação no Brasil, facção venezuelana realiza fuzilamento de desafetos em vias públicas, além de esquartejamentos

Nesta semana, veículos de imprensa de todo o país deram destaque à operação da Polícia Civil de Roraima contra a facção criminosa Tren de Aragua, uma das organizações mais violentas e estruturadas em atuação na América Latina. As investigações apontam que o grupo estaria envolvido em uma série de homicídios registrados em Boa Vista, capital de Roraima, com atuação marcada por extrema violência. Entre os crimes atribuídos à facção, há relatos de execuções sumárias, incluindo episódios descritos como fuzilamentos em via pública, além de esquartejamentos e outras formas de violência extrema. De acordo com os levantamentos, criminosos utilizariam veículos alugados para a prática dos delitos, dificultando a identificação e o rastreamento das ações. Relatórios policiais indicam ainda que a facção atua com elevado grau de brutalidade, associada ao uso de armamento de origem estrangeira, contrabandeado da Venezuela. Documentos obtidos no curso das investigações apontam que o Tren de Aragua mantém uma estrutura de atuação transnacional, com ramificações em diversos países da América Latina e possíveis conexões com redes do narcotráfico internacional, incluindo cartéis mexicanos. Em determinados relatórios de segurança pública, o grupo já foi descrito por autoridades estrangeiras como uma organização de perfil altamente violento e com estrutura paramilitar, em razão do seu modo de operação e capacidade de expansão territorial. Nos últimos anos, a facção vem ampliando sua presença no Brasil, especialmente na região Norte, onde a extensa fronteira com a Venezuela facilita fluxos ilícitos. As investigações indicam que o grupo estaria recrutando brasileiros para atividades criminosas como tráfico de drogas, exploração sexual e mineração ilegal. O avanço da organização criminosa se torna ainda mais preocupante diante de relatos de possíveis articulações com outras facções atuantes no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Essas conexões, segundo apurações, potencializariam o controle de rotas do tráfico e a exploração de atividades ilícitas em territórios estratégicos. Estudos e levantamentos de segurança apontam que, desde 2013, período em que Nicolás Maduro assumiu a presidência da Venezuela, houve um aumento significativo da criminalidade transnacional envolvendo grupos originários do país vizinho, impulsionado pela crise econômica e humanitária que levou à migração de indivíduos ligados ao crime organizado. A operação A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas (Draco), deflagrou na última terça-feira (16) a Operação Rota do Norte, voltada ao enfrentamento da organização criminosa transnacional Tren de Aragua. A ofensiva tem como objetivo desarticular as estruturas operacionais e financeiras da facção, considerada uma das mais perigosas em atuação no continente. A ação ocorre simultaneamente nos estados do Amazonas, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, onde estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário contra integrantes e colaboradores da organização criminosa. As ordens judiciais são direcionadas a investigados por participação em crimes como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de guerra e lavagem de dinheiro. O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a importância da operação e o papel do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “A Operação Rota do Norte é um exemplo concreto da estratégia nacional de combate ao crime organizado baseada em integração e inteligência. Atuamos no compartilhamento de informações, na produção de inteligência financeira e no apoio logístico às equipes envolvidas nas investigações e na execução da operação. O resultado é uma ação coordenada capaz de atingir não apenas os executores, mas também as estruturas financeiras e logísticas que sustentam organizações criminosas transnacionais. É assim que enfraquecemos as facções: retirando sua capacidade de operar, financiar atividades criminosas e expandir sua influência sobre os territórios”, disse. Modus operandi As investigações identificaram uma estrutura criminosa responsável por atividades relacionadas ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armamentos de grosso calibre e à lavagem de dinheiro. O grupo investigado atuaria no fornecimento de armas de alto poder destrutivo para organizações criminosas em diferentes regiões do Brasil. Entre os armamentos citados estão fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, frequentemente utilizados em confrontos entre facções criminosas. As apurações também apontam fornecimento de armamento a outros grupos criminosos, incluindo integrantes do Comando Vermelho com atuação no Amazonas e no Rio de Janeiro. Para o diretor de Operações e Inteligência (Diopi), Anchieta Nery, o trabalho integrado de inteligência foi determinante para o avanço das investigações. “As ações de suporte da Senasp na Operação Rota do Norte demonstram a efetividade das estratégias que serão ampliadas no Programa Brasil Contra o Crime Organizado. O compartilhamento de informações entre os entes federativos, no contexto dessas iniciativas especializadas, vai produzir resultados cada vez mais expressivos”, explicou. Encerramento operacional Com a ofensiva, a Polícia Civil busca enfraquecer as estruturas financeiras, logísticas e operacionais do Tren de Aragua, interrompendo fluxos ligados ao tráfico de drogas, à circulação ilegal de armas e à lavagem de dinheiro, além de conter a expansão da facção no território nacional. As diligências seguem em andamento, e os resultados consolidados da operação serão divulgados após a conclusão das ações policiais.

Uma semana antes de mototaxista ser morto no Quitungo (CV), traficantes avisaram que trabalhadores de aplicativo estavam proibidos de circular na região. Vítima foi avisada do risco e mulher sonhou o pior

Uma semana antes do assassinato do mototaxista de aplicativo Sandro Castro Menezes, na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, uma publicação em rede social já alertava que traficantes da região estariam proibindo a circulação de trabalhadores em determinadas áreas. A mensagem afirmava que estaria vetada a circulação de mototaxistas e motoristas de aplicativo nas comunidades do Dourado e da Tinta, especialmente nas ruas Pedro Ruffino, General Carvalho Oliveira Melo e José Lopes. Nesse intervalo, um motoboy chegou a ser sequestrado na comunidade da Tinta. Apesar de informações iniciais de que ele teria sido executado, o rapaz foi posteriormente localizado pela Polícia Militar. Segundo relatos, os criminosos o teriam abordado sob a alegação de que ele portava fotos e vídeos de um baile na Cidade Alta, área dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), grupo rival do Comando Vermelho (CV), que atua no Quitungo. Nas redes sociais, a esposa de Sandro também se manifestou. Ela afirmou que o marido provavelmente teria entrado por engano em uma rua na região da Penha e acabou sendo levado para o Quitungo, onde teria sido agredido. Em uma das postagens, escreveu que esperava que ele estivesse “fazendo alguma besteira, como bebendo com amigos ou com outra mulher”, mas não o pior cenário. Ela relatou ainda que chegou a sonhar com Sandro voltando para casa bastante ferido. Ao perceber a demora do marido, tentou contato por meio do aplicativo de transporte, sem sucesso. Levou a filha à escola, e a criança perguntou pelo pai, dizendo que ele estava demorando. Pouco depois, a família recebeu a confirmação da morte por meio de um policial. Em outra publicação, uma pessoa afirmou ter alertado Sandro sobre os riscos da região, mas disse que ele costumava brincar, afirmando que “entrava em qualquer lugar sem medo”. Moradores da área também relataram em páginas locais que criminosos estariam impondo restrições à circulação de trabalhadores, com registros de sequestros e ameaças a pessoas que entram por engano na comunidade. Essas páginas passaram a recomendar que motoristas e entregadores evitem a região, alegando que suspeitos estariam abordando veículos e, em alguns casos, retendo vítimas. O corpo de Sandro foi encontrado na manhã desta terça-feira (16), na Rua Francisco Enes, com marcas de tiros e sinais de tortura. Segundo familiares, ele saiu de casa por volta das 19h de segunda-feira (15) para trabalhar e não retornou. Durante a noite, a família tentou contato diversas vezes, sem sucesso. Parentes acreditam que ele possa ter entrado por engano em uma área dominada pelo crime organizado durante uma corrida na região da Penha. O corpo apresentava mais de 20 perfurações por arma de fogo. A Polícia Militar informou que agentes do 16º BPM (Olaria) foram acionados para uma ocorrência de encontro de cadáver com marcas de disparos. A área foi isolada para a realização da perícia da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que assumiu a investigação do caso.

TENSÃO EM RIO DAS PEDRAS: Debandada de milicianos para o CV, novos lideres, traição punida com morte e cemitério clandestino dentro de poço. Um dos que pularam foi flagrado em chamada de vídeo com chefes do tráfico (ASSISTA)

Informações que circulam nas redes sociais apontam para rachas internos na milicia de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, con uma debandada indo para,o Comando Vermelho da Gardênia Azul Um deles teria sido o criminoso conhecido como Kauan. Tudo teria começado quando Kauan mandou matar dois adolescentes sem autorização. Por causa disso, ele foi rebaixado na hierarquia. Insatisfeito, entrou em contato com Gadernal e pulou. Kauan aparece em um vídeo mostrando dois homens que seriam os traficantes Gardenal e BMW, dois líderes d CV. Porém, no meio da ligação, alguns milicianos ligados ao GAT do Catolé xingaram o Kauan e falaram que era “Ant-Comando”. Catolé teria assumido a liderança da milicia em Rio das Pedras junto de Labareda. Para consolidar a mudança de lado, Kauan teria participado da morte de um soldado da própria milícia, além de levar armamentos e dinheiro. . Segundo informações, Catolé mandou executar o homem identificado como Bahia, que estaria repassando informações para rivais ligados à Tropa do BMW (CV). Os milicianos que pularam para o CV Rio das Pedras, em Jacarepagua se intitulam como Equipe Caranguejo (CV), a mesma equipe que era do Rio das Pedras, porém agora está a serviço do BMW e do Gadernal. Outras figuras que teriam pulado para o CV foram Gerlan e o LC/Farol. O mesmo era responsável por recolher as taxas na localidade da Areinha. Tambem trairam a milicia os bandidos conjecidis como Duduzinho SolteiroBahia (foi executado antes), Pequeno e Branquinho Milicianos reagiram a debandada com postagens nas redes Hoje, policiais civis da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) encontraram, nesta quarta-feira (17/06), um cemitério clandestino do tráfico, na comunidade No terreno, em área de mata, os agentes encontraram um poço utilizado para o descarte dos cadáveres. A apuração teve início a partir de denúncias e de inquéritos relacionados a pessoas desaparecidas na região. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram o local. As investigações ainda apontaram que a área era utilizada por uma facção criminosa para ocultar os cadáveres de suas vítimas. A operação conta com apoio do Corpo de Bombeiros. As equipes estão no local e a ação está em andamento. Grande parte dos corpos encontrados em Rio das Pedras seriam de moradores desaparecidos por residirem em áreas dominadas pelos rivais do Comando Vermelho. A saída de criminosos considerados estratégicos teria aumentado a preocupação entre lideranças da milícia. Fontes afirmam que o grupo pretende buscar mais apoio do Terceiro Comando Puro (TCP) para tentar conter o avanço do Comando Vermelho na região. A parceria entre milicianos de Rio das Pedras e criminosos ligados ao TCP não é recente e tem como principal objetivo impedir a expansão do CV. Apesar disso, a migração de soldados para a facção rival é vista por especialistas em segurança pública como um sinal de enfraquecimento da milícia na disputa pelo território. Em outras partes de Jacarepaguá, a aproximação da milícia com o TCP continuaria. Segundo informações, o traficante Lacoste fo Complexo da Serrinha mandou reforços de ex-crias do Campinho e Fubá para o Morro do Dois Irmãos, em Curicica .. Os mesmos gravam vídeos no alto do Dois Irmãos Lembrando que não é de hoje que o Lacostae vem enviando reforços para aliados ligados ao miliciano Capitão América. O Comando Vermelho segue fechando um cinturão em Jacarepaguá com os recentes avanços em Curicica e no Jardim Boiúna. Lembrando que, Curicica facilita muito a locomoção entre traficantes da Cidade de Deus, Gardênia Azul, Praça Seca e dos complexos da Penha e Alemão no acesso à outra parte da Zona Oeste da cidade, que grande parte é dominada pelo grupo do PL/Jorjão e Zinho. Na Boiúna, traficantes ligados à Tropa do 31 (CV) retornaram para a comunidade. Os mesmos que baquearam o Village (C.A) há dias apareceram nesta manhã dentro da Boiúna (CV). Os cabeças do CV Doca e Paulista seguem responsáveis pelo apoio e pela expansão contra a milícia de Curicica. Enquanto que a Tropa do Marreta e a Tropa do Tricolor seguem sendo responsáveis pelas guerras na Freguesia, Taquara e Colônia Juliano Moreira.

Agora esse apartamento é nosso’: traficantes chamaram o ’01’ da Vila Cruzeiro (CV) para tomar imóvel de PM aposentado no Conjunto IPASE. Policial processa o Estado

Um policial militar aposentado está processando o Estado do Rio de Janeiro após perder um apartamento localizado no Conjunto IPASE, em Vila Kosmos, na Zona Norte da capital. Na ação, ele relata que traficantes ligados ao Comando Vermelho tomaram o imóvel após uma operação criminosa que envolveu ameaças de morte, homens armados com fuzis e a participação de uma liderança da Vila Cruzeiro. Segundo o processo, o apartamento havia sido herdado dos pais do policial e era utilizado por ele quando estava no Rio de Janeiro. Como atualmente passava boa parte do tempo na Região dos Lagos, as chaves do imóvel estavam sob os cuidados de um amigo de confiança. Foi justamente esse homem que acabou sendo alvo dos criminosos. De acordo com o relato apresentado à Justiça, no dia 11 de março de 2024, por volta das 15h, traficantes conhecidos pelos apelidos de Rogerinho, Bidu e Chapadinho, acompanhados de outros integrantes da facção, cercaram o amigo do policial na entrada do Conjunto IPASE. Armados, os criminosos exigiram a entrega imediata das chaves do apartamento. Sem qualquer possibilidade de resistência e sob a mira de armas de fogo, o homem foi obrigado a obedecer. Mas a ação não parou por aí. Ainda segundo a ação judicial, os traficantes decidiram acionar uma liderança da facção para comparecer pessoalmente ao local. Rogerinho, Bidu e Chapadinho fizeram uma ligação para o criminoso conhecido como “Zero Um” da Vila Cruzeiro. Pouco tempo depois, o traficante chegou ao Conjunto IPASE pilotando uma motocicleta. Conforme o relato constante no processo, ele estava acompanhado de diversos homens que chegaram em outras motos, todos fortemente armados com fuzis e pistolas. O amigo do policial foi novamente cercado e submetido a um interrogatório pelos criminosos. Os traficantes queriam saber qual era sua relação com o proprietário do imóvel. Ao descobrirem que ele era amigo de um policial militar, passaram a ameaçá-lo de morte. Sem qualquer chance de reação diante da superioridade numérica e do armamento exibido pelo grupo, o homem permaneceu em silêncio enquanto era intimidado pelos criminosos. Foi então que recebeu a informação que mudaria completamente a situação do imóvel. Segundo o relato anexado ao processo, os traficantes informaram que, a partir daquele momento, o apartamento não pertencia mais ao policial militar e passava a ser controlado pela facção criminosa. O amigo da vítima deixou o local sob ameaça e, por medo de represálias, demorou semanas para comunicar o ocorrido ao proprietário. Quando finalmente conseguiu contato com o policial, relatou que o apartamento já havia sido invadido pelos criminosos. Segundo a ação, após assumirem o controle do imóvel, os traficantes retiraram móveis, eletrodomésticos, documentos pessoais e documentos relacionados à propriedade. Entre os itens que teriam desaparecido estavam documentos considerados importantes para comprovar a aquisição do imóvel e a compra da parte pertencente ao irmão do policial. O processo afirma ainda que o Conjunto IPASE passou a sofrer forte influência de traficantes oriundos do Complexo da Penha, que teriam expulsado moradores, comerciantes e até agentes de segurança pública da região. O policial afirma que registrou ocorrência e buscou ajuda das autoridades, mas que nunca conseguiu recuperar o apartamento. Desde então, diz viver afastado do imóvel por receio de ser reconhecido pelos criminosos e sofrer represálias. Por causa da perda do imóvel e dos bens que estavam em seu interior, o militar aposentado ingressou com uma ação indenizatória contra o Estado do Rio de Janeiro, pedindo reparação por danos materiais e morais. Ele sustenta que, mesmo após comunicar a invasão do apartamento por traficantes armados, não obteve uma solução capaz de garantir a retomada da propriedade.

Facção alvo de operação no Rio espalhou terror em Salvador com arsenal de guerra, invasões e sequência de homicídios

A facção criminosa conhecida como “Tropa do Cote” ou “Tropa do CF”, alvo de operação deflagrada na Baixada Fluminense nesta terça-feira (16), é apontada pelas investigações da Polícia Civil da Bahia como uma das organizações criminosas mais violentas em atividade na Região Metropolitana de Salvador. Segundo as apurações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) durante a Operação Saigon, a facção consolidou sua presença em bairros como Águas Claras por meio do tráfico de drogas, do uso ostensivo de armamento pesado e da prática de homicídios ligados à disputa territorial. Documentos do Ministério Público da Bahia revelam que integrantes do grupo eram responsáveis pela segurança armada de áreas dominadas pela organização, utilizando armas de fogo para proteger pontos de venda de drogas e dar suporte às atividades criminosas. As investigações também apontam que a facção promovia invasões de territórios rivais, conhecidas no meio criminoso como “bondes”, com o objetivo de assumir o controle de bocas de fumo em diferentes localidades da capital baiana. Ainda de acordo com os investigadores, o grupo utilizava redes sociais para exibir armamentos de grosso calibre e intimidar adversários e moradores das regiões sob sua influência. O poder bélico da organização foi citado em manifestações do Ministério Público, que descreveu a facção como responsável por ameaças constantes à população local e por diversos assassinatos relacionados à expansão de suas áreas de atuação. As autoridades baianas também identificaram uma estrutura hierarquizada dentro da organização. O principal líder do grupo chegou a ser preso em Minas Gerais, mas, mesmo encarcerado, continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção. Homens de confiança teriam assumido a coordenação operacional, garantindo a continuidade das ações criminosas. Foi justamente essa capacidade de reorganização que levou ao desencadeamento da Operação Gênesis, considerada um desdobramento da Operação Saigon. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as investigações demonstraram que, apesar das prisões de integrantes importantes, a facção conseguiu manter uma rede de operadores e colaboradores espalhados por diferentes estados. Nesta terça-feira, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) participaram da ofensiva interestadual que mira integrantes da Tropa do Cote. Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão são cumpridos simultaneamente no Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. As apurações apontam que a organização criminosa era responsável pelo tráfico de drogas, domínio territorial armado e diversos crimes violentos em Salvador. No Rio de Janeiro, os alvos foram localizados em endereços ligados à facção nos municípios de Nova Iguaçu e Macaé. De acordo com a Polícia Civil, o compartilhamento de informações de inteligência entre as forças de segurança dos três estados foi fundamental para identificar integrantes da organização fora da Bahia e atingir a estrutura que permitia a continuidade das atividades criminosas mesmo após operações anteriores.

Justiça decreta prisão de Isaias do Borel suspeito de mandar matar traficante que pretendia pular do CV para o TCP. Vítima teria sido esquartejada e teve o corpo jogado para porcos comerem, segundo denúncia

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de Isaias do Borel, apontado pelas investigações como um dos mais antigos líderes do Comando Vermelho (CV) na Zona Norte da cidade, acusado de mandar executar um integrante da própria facção que estaria tentando trocar de lado e se juntar ao grupo rival Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo o Ministério Público, a vítima foi torturada, assassinada, esquartejada e teve os restos mortais entregues a porcos para serem devorados. A ordem de prisão também foi expedida contra o traficante conhecido por “Rafael”, apontado como subordinado de Isaias e um dos responsáveis por colocar a execução em prática. De acordo com as investigações, a vítima integrava o Comando Vermelho, mas passou a ser considerada traidora após surgirem informações de que pretendia abandonar a facção e migrar para o TCP. A suposta mudança de lado teria resultado em uma sentença de morte aplicada em um dos chamados “tribunais do tráfico”, mecanismo utilizado por organizações criminosas para punir integrantes considerados desleais. Segundo a denúncia do Ministério Público, após tomarem conhecimento da suposta traição, criminosos ligados ao Borel decidiram executar o rapaz. A acusação sustenta que a ordem partiu de Isaias do Borel e foi cumprida por seus subordinados. As investigações apontam que uma das principais testemunhas do caso foi a companheira da vítima, que relatou às autoridades toda a sequência de acontecimentos envolvendo o desaparecimento do namorado. O depoimento, considerado detalhado e consistente pelos investigadores, ajudou a embasar a identificação dos suspeitos, juntamente com registros de ocorrência, reconhecimentos e outros elementos reunidos durante a apuração. A decisão judicial destaca a extrema brutalidade do crime. Conforme os elementos reunidos no inquérito, a vítima teria sido submetida a sessões de tortura antes de ser assassinada. Após a execução, o corpo foi esquartejado e os restos mortais teriam sido entregues a porcos, numa tentativa de destruir evidências e dificultar a localização do cadáver. A prisão de Isaias ocorre em um momento de forte tensão no Maciço da Tijuca, região que há meses vive uma guerra entre facções criminosas. O Comando Vermelho vem tentando expandir sua influência em áreas estratégicas da região, cenário que tem provocado confrontos armados, operações policiais e deixado moradores em constante clima de insegurança. Apontado pelas investigações como uma das lideranças históricas do CV no Borel, Isaias é considerado uma figura de peso dentro da estrutura da facção na Tijuca, uma das regiões mais disputadas por grupos criminosos na capital fluminense. Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça destacou que há indícios de que o assassinato foi praticado no contexto de um “tribunal do tráfico” e ressaltou a gravidade concreta dos fatos. O magistrado também apontou o risco de reiteração criminosa e a possibilidade de intimidação de testemunhas caso os acusados permaneçam em liberdade. Na decisão, o juiz enfatizou que o modo como o crime foi executado — com tortura, esquartejamento e destruição dos restos mortais — demonstra elevado grau de violência e periculosidade dos investigados. Os mandados de prisão já foram expedidos. Caso não sejam localizados pelas forças de segurança, Isaias do Borel e Rafael passarão a ser considerados foragidos da Justiça. A decretação da prisão de Isaias ocorre em meio a uma das mais violentas disputas territoriais do Rio de Janeiro. Nos últimos meses, o Maciço da Tijuca tem sido palco de uma guerra envolvendo traficantes do Comando Vermelho, que tentam avançar sobre comunidades estratégicas da região, incluindo a Casa Branca e a Chácara do Céu, áreas dominadas por facções rivais.

Investigação revela que traficante morto pelo BOPE controlava entrada, transbordo e venda de cargas roubadas em Manguinhos (CV). Veja quem é quem na quadrilha

A reportagem teve acesso ao conteúdo de uma investigação da Polícia Civil do Rio que aponta que o traficante Maurinho Macaé, morto hoje em uma operação do BOPE no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte carioca, era o responsável por gerir as incursões de roubos de carga que acontecem na comunidade. Ele tinha 60 anotações criminais, em sua maioria pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Segundo o documento, Maurinho foi apontado por um detento do Presídio Ary Franco) como detentor de uma posição de destaque no organograma do Comando Vermelho na localidade. Foi ele” quem encomendou ao preso roubo de um caminhão Kia Bongo, entregando-lhe um revólver cal. 357 e prometendo recompensa. Maurinho também foi formalmente reconhecido pelos policiais militares lotados na UPP de Manguinhos, como o traficante armado que fugiu da viatura conduzida por eles no dia 25 de novembro de 2024, na Rua Leopoldo Bulhões. Um outro PM reconheceu formalmente Maurinho como o homem que chefiou o transbordo de uma carga de óleo lubrificante, roubada no dia 11 de junho de 2025, conforme RO 918-00323/2025. Mais dois PMs disseram que Maurinho era o gerente do tráfico de drogas do Complexo de Manguinhos. O documento que tivemos acesso revela que o Complexo de Manguinhos é uma região do Rio de Janeiro que engloba as comunidades de Manguinhos, Varginha, Arará e Mandela, sendo certo que toda essa área é dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV) e chefiada por Nome, vulgo “Choque”, atualmente preso. O local é margeado pela Endereçomostra como um ponto estratégico para o transbordo de cargas roubadas. Os criminosos costumam abordar motoristas de caminhão na Av. Brasil com motocicletas e, mediante grave ameaça, obrigá-los a dirigir o veículo com a carga até o interior das comunidades, onde ocorre o transbordo. No ano de 2024 o Complexo de Manguinhos foi um dos principais destinos de cargas roubadas na capital fluminense, sendo palco de centenas de roubos. Apenas no mês de setembro, os índices apontaram quase 20 roubos, conforme gráfico extraído do ISPGEO: No dia 10 de outubro de 2024 um motorista abordado por roubadores na Endereçoaté o interior do Complexo de Manguinhos, onde se deu início ao transbordo da carga. Quando a carga já se encontrava na posse dos criminosos, a Polícia Militar manejou uma operação para resgatar o motorista que, àquela altura, tinha a sua liberdade cerceada pelos roubadores, logrando libertá-lo, bem como apreender o caminhão e recuperar toda a carga roubada. A vítima apenas o criminoso, vulgo “GB”, como um dos participantes do roubo. Ele. Nome, foi morto nesse ano durante operação policial no Complexo de Manguinhos, fato investigado no IP 901- 00027/2025. As investigações voltaram-se, então, à malta responsável pelos roubos de carga cujo transbordo é direcionado ao Complexo de Manguinhos, de forma que se identificou a atuação de uma associação criminosa armada voltada tanto para o emprego de violência e grave ameaça para subtração da carga, mas principalmente para a disponibilização de uma infraestrutura logística e bélica a viabilizar a prática de roubos e o transbordo da carga em territórios dominados pelo Comando Vermelho. Assim, identificou-se que os integrantes do Comando Vermelho que atuam no Complexo de Manguinhos passaram a fornecer “serviços de logística” para o roubo e o transbordo de carga roubada para aqueles indivíduos que pretendessem subtrair (executar o roubo) a carga. Dessa forma, os personagens aqui denunciados se valem da hegemonia territorial do Comando Vermelho para disponibilizar um ambiente propício à consumação dos crimes de roubo que ocorrem naquela região. As investigações mostraram que a associação criminosa armada emprega homens armados e barricadas para fazer a segurança das entradas das comunidades que compõem o Complexo de Manguinhos, impedindo que agentes de segurança tentem reaver a carga roubada. Da mesma forma, os denunciados possuem um esquema de logística próprio, determinando a melhor localidade para o descarregamento e empregando um pessoal próprio para realizar o transbordo da carga, normalmente usuários de entorpecentes. Verificou-se que as cargas que são efetivamente subtraídas são vendidas para receptadores por metade do preço da nota fiscal. Esse valor é dividido entre os integrantes da Facção Criminosa que garante proteção e logística aos roubadores e os próprios executores do roubo, cada um recebendo 50%.Os denunciados integram a facção criminosa autodenominada Comando Vermelho, que exerce o domínio territorial do Complexo de Manguinhos. Cada um cumpre uma função de importância no núcleo associativo, viabilizando toda a estrutura logística para o roubo da carga, desde o fornecimento de armamento, o acesso de cargas roubadas à Comunidade, o transbordo e posterior revenda. A fim de robustecer o acervo probatório, a d. autoridade policial compareceu em unidades prisionais para colher depoimentos de custodiados que foram presos em flagrante por roubo de carga na circunscrição da 21a DP, que abrange o Complexo de Manguinhos, diligência que trouxe conhecimento significativo sobre a posição de destaque ocupada por cada integrante do núcleo associativo. Além disso, alguns policiais militares lotados no setor de inteligência da Unidade de Polícia Pacificadora de Manguinhos – 15a UPP, trouxeram diversas informações relevantes sobre os denunciados, conhecidos pelos agentes que patrulham aquela região diariamente, explicando em seus depoimentos a atuação de cada um e realizando reconhecimentos formais. Vítimas de outros roubos de carga ocorridos na localidade conseguiram identificar alguns dos denunciados, enriquecendo o acervo probatório ao descrever a atuação de cada um durante a interceptação e o transbordo da carga subtraída. Imagens das redes sociais, em cotejo com o reconhecimento formal feito em sede policial e com laudos de perícia morfológica, permitiram confirmar a qualificação de outros denunciados e, principalmente, estabelecer o vínculo associativo entre eles. Além de Maurinho, o bandido conhecido como Jogador , é quem opera o roubo de cargas na Comunidade do Mandela. Uma testemunha revelou que “nenhuma carga entra no Mandela sem a permissão do responsável, , além de reconhecer que Jogador circula pela Comunidade do Mandela portando pistolas e escoltado por seguranças armados com fuzis e ostentando coletes balísticos. O denunciado possui anotações criminais por roubo

Investigação revela império de um dos alvos da operação no São Carlos (TCP): mansão, carros de luxo, controle da internet e bloqueio de R$ 347 milhões.

Pegando como gancho a operação que teve como alvo integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de São Carlos nesta semana, revelamos r detalhes sobre o que as autoridades descrevem como um verdadeiro império criminoso comandado por Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão, apontado como uma das principais lideranças da facção no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Parazão não era apenas mais um traficante da organização. Os documentos afirmam que ele recebeu de Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, apontado como um dos chefes históricos do TCP, o controle do Morro da Mineira, uma das comunidades que integram o Complexo de São Carlos, na região central do Rio. De acordo com a apuração, Coelho teria dado a Parazão “carta branca” para administrar a Mineira da forma que desejasse, consolidando sua posição como uma das figuras mais influentes da facção. Mesmo preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, Coelho continuaria acompanhando assuntos relacionados à administração da região, segundo diálogos interceptados durante as investigações. Domínio sobre a Mineira e ligação entre Rio e Minas As investigações apontam que Parazão construiu uma estrutura que ultrapassava as fronteiras do Rio de Janeiro. Além de ser identificado como o “frente” do TCP na Mineira, ele também é apontado como líder da organização criminosa conhecida como Sala VIP, com atuação no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte. Para os investigadores, a estrutura funcionava como uma verdadeira empresa criminosa, com operadores financeiros, responsáveis por movimentação de dinheiro, transporte de drogas, logística e controle territorial. Mansão, carros de luxo e vida de alto padrão A investigação também descreve um padrão de vida incompatível com a renda formal dos envolvidos. Segundo os investigadores, recursos atribuídos a Parazão teriam sido utilizados para aquisição de um imóvel de alto padrão no bairro Paraíso, em Belo Horizonte, além da compra de veículos de luxo utilizados por pessoas ligadas ao grupo. Os documentos apontam que o imóvel teria sido adquirido por intermédio de pessoas próximas ao traficante e pago com recursos oriundos das atividades criminosas atribuídas à organização. Entre os veículos citados na investigação aparecem uma Mitsubishi ASX, avaliada em cerca de R$ 70 mil, uma Mitsubishi Outlander, uma Toyota Hilux SRX avaliada em aproximadamente R$ 185 mil, além de um Volkswagen Nivus, Honda Civic, Toyota Corolla e outros automóveis que acabaram atingidos pelas medidas judiciais. Segundo os investigadores, parte desses bens estaria registrada em nome de terceiros para dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários. A investigação também aponta gastos elevados com imóveis, veículos, despesas pessoais e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos. Controle da internet nas comunidades Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi o suposto controle exercido por Parazão sobre o mercado de internet em áreas dominadas pelo grupo. Segundo diálogos interceptados, ele recebia mensalmente cerca de R$ 50 mil provenientes do chamado “negócio da internet”. As investigações indicam que empresas concorrentes teriam dificuldades para atuar em determinadas comunidades sem autorização da organização criminosa. Mensagens analisadas pelos investigadores mostram integrantes discutindo se determinados provedores poderiam ou não instalar serviços nas regiões controladas pelo grupo. Rede milionária de lavagem de dinheiro A investigação aponta a existência de uma complexa rede financeira utilizada para movimentar recursos atribuídos à organização. Relatórios de inteligência financeira identificaram pessoas ligadas ao grupo movimentando milhões de reais em contas bancárias apesar de possuírem rendas formais baixas ou incompatíveis com os valores transacionados. Um dos operadores financeiros citados teria movimentado mais de R$ 4,8 milhões em suas contas. Outro investigado aparece associado a transações que ultrapassariam R$ 12 milhões. Há ainda registros de movimentações superiores a R$ 8,6 milhões realizadas por investigados que declaravam renda mensal pouco acima de mil reais. Segundo as autoridades, a estrutura utilizava empresas, contas de terceiros e sucessivas transferências para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. Empresas sob suspeita Os investigadores também identificaram empresas que teriam sido utilizadas para movimentar recursos relacionados ao grupo criminoso. Entre elas aparecem provedores de internet, empresas de transporte, importação, exportação e outros negócios que passaram a ser monitorados pelas autoridades. Uma das empresas citadas na investigação movimentou mais de R$ 52 milhões em aproximadamente um ano. Outra teria registrado cerca de R$ 22 milhões em operações consideradas incompatíveis com o faturamento declarado. Para os investigadores, parte dessas empresas funcionaria como mecanismo para ocultação e circulação de dinheiro da organização criminosa. Drogas, armas e rota entre estados As investigações também apontam que integrantes do grupo atuavam no transporte de drogas entre Minas Gerais e Rio de Janeiro para abastecer áreas dominadas pela facção. Os investigadores encontraram registros de negociações envolvendo cocaína, crack, maconha, drogas sintéticas e armas de fogo. Também foram localizadas imagens de fuzis, carregamentos de entorpecentes e referências diretas ao TCP e à chamada Sala VIP. As apurações identificaram ainda deslocamentos frequentes de integrantes do grupo para regiões próximas à fronteira com o Paraguai, área historicamente associada às rotas de entrada de drogas no Brasil. Bloqueio de R$ 347 milhões Diante do conjunto de provas reunidas durante a investigação, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, empresas, veículos e outros bens ligados aos investigados. O valor das medidas patrimoniais chega a R$ 347,6 milhões. Além dos bloqueios financeiros, a decisão também determinou restrições sobre diversos veículos apontados como ligados à estrutura investigada. Para as autoridades, os elementos reunidos demonstram que Parazão não exercia apenas o comando armado do Morro da Mineira, mas estaria no centro de uma organização que combinava tráfico de drogas, controle econômico de territórios, exploração de serviços em comunidades e uma sofisticada engrenagem de movimentação financeira capaz de movimentar centenas de milhões de reais. As investigações prosseguem para identificar a extensão total do patrimônio supostamente acumulado pelo grupo e a participação de outros integrantes da organização criminosa.

Veja detalhes da fuga de Adilsinho com ajuda de PM preso ao seu lado este ano em Cabo Frio; comerciantes de cigarros da quadrilha são investigados por milícia e homicídios e foram beneficiados por depósitos feitos por empresa de contraventor

A investigação que apura a estrutura criminosa atribuída a Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, vem revelando conexões que vão muito além do comércio ilegal de cigarros. Entre os fatos que mais chamaram atenção das autoridades está a atuação de um policial militar apontado como integrante do núcleo de segurança do grupo e acusado de ter ajudado o criminoso a escapar de uma operação policial antes de ser encontrado ao seu lado meses depois. Segundo o Ministério Público Federal, o policial militar Diego D’Arribada Rebello de Lima desempenhou papel decisivo durante uma tentativa frustrada de captura de Adilsinho no condomínio Reserva do Itanhangá, na Zona Oeste do Rio. As investigações indicam que agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) monitoravam a presença do criminoso no local quando a operação foi desencadeada. Apesar do cerco policial, Adilsinho conseguiu fugir. De acordo com a acusação, Diego foi identificado circulando pela região em uma Mitsubishi Outlander prata e posteriormente teria sido visto armado no condomínio vizinho Greenwood. A apuração aponta que o policial e Adilsinho atravessaram o muro que separa os dois condomínios para escapar da ação policial. Ainda segundo os investigadores, Diego teria utilizado sua condição funcional para intimidar funcionários da segurança privada do condomínio, chegando a apresentar sua carteira de policial militar para facilitar a fuga. A evasão teria sido concluída quando os dois alcançaram uma caminhonete que os aguardava nas proximidades. Meses depois, em fevereiro de 2026, o mesmo policial voltou a aparecer no centro das investigações. Durante uma operação realizada em Cabo Frio, agentes da FICCO encontraram Diego dentro de uma residência ao lado de Adilsinho. Segundo o Ministério Público Federal, ele estava armado com uma pistola Glock calibre .40 municiada. Para os investigadores, a sequência dos fatos reforça a suspeita de que o PM não prestava auxílio eventual ao criminoso, mas integrava de forma permanente a estrutura responsável por sua proteção e segurança. Com base nesses elementos, o Ministério Público Federal denunciou Diego D’Arribada Rebello de Lima por suposta participação na organização criminosa investigada na Operação Libertatis. Na denúncia, os procuradores sustentam que ele atuava no núcleo armado da estrutura atribuída a Adilsinho, exercendo funções de segurança, apoio logístico e ocultação do paradeiro do contraventor. Além da condenação criminal, o MPF pediu à Justiça Federal a perda do cargo de policial militar e a interdição para o exercício de função pública pelo prazo de oito anos após o cumprimento da eventual pena, caso haja condenação. Ligações com investigados por milícia e homicídios As investigações também revelaram que a estrutura financeira atribuída a Adilsinho mantinha relações com personagens conhecidos das forças de segurança por envolvimento em apurações sobre milícias na Baixada Fluminense. Um dos nomes citados é o de Siri, apontado pelos investigadores como comerciante de cigarros contrafeitos e investigado há anos por supostas ligações com grupos paramilitares em Duque de Caxias. Segundo a apuração, Siri foi preso em 2019 durante uma operação da Core e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil enquanto participava de uma partida de futebol ao lado de outros suspeitos ligados à milícia. Na ocasião, diversas armas de fogo foram apreendidas. Mesmo após o episódio, seu nome continuou aparecendo em documentos relacionados à ADILOC, empresa apontada pela Polícia Federal como parte da engrenagem financeira da organização criminosa atribuída a Adilsinho. Além disso, Siri também aparece em investigações relacionadas à tentativa de homicídio contra um policial militar e por suposta participação em milícia privada. Outro personagem mencionado é PQD, que segundo a investigação também recebeu notas fiscais emitidas pela ADILOC e aparece vinculado a operações que somariam quase R$ 400 mil em mercadorias. O histórico atribuído a PQD chamou atenção dos investigadores porque ele responde a processos relacionados a homicídios atribuídos à atuação de milicianos na Baixada Fluminense. Nos autos citados pela Polícia Federal, ele aparece ao lado de policiais militares acusados de participação nos assassinatos, incluindo integrantes conhecidos pelos apelidos de “Cara de Pedra”. Notas fiscais sob suspeita Segundo a Polícia Federal, mensagens obtidas durante a investigação indicam que integrantes da estrutura administrativa ligada à empresa determinavam a emissão de notas fiscais em nome de pessoas vinculadas ao esquema. A suspeita é que parte desses documentos não correspondesse a operações comerciais reais e fosse utilizada para dar aparência de legalidade à circulação de mercadorias e recursos oriundos das atividades criminosas. Na avaliação dos investigadores, o mecanismo teria sido empregado para ocultar movimentações financeiras, dificultar o rastreamento dos recursos e fortalecer a estrutura econômica da organização. Investigação continua A Polícia Federal e o Ministério Público sustentam que os elementos reunidos apontam para uma organização criminosa com atuação diversificada, envolvendo comércio ilegal de cigarros, operadores financeiros, pessoas investigadas por milícia e indivíduos ligados a crimes violentos. As investigações seguem em andamento e novas medidas não estão descartadas.

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