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Terceiro Comando Puro

Escuta revelou cobrança de taxa a comerciantes por traficantes do TCP em Meriti, apontou Justiça

Relatório da Justiça revela que traficantes da comunidade Trio de Ouro, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, tinham um esquema de extorsão contra comerciantes da região. A descoberta veio a partir da prisão, em 2024, do traficante conhecido como Pagodeiro, apontado como gerente do tráfico na região.Uma conversa entre bandidos provou a existência do esquema. (“É pô. Quer dar uma de maluco porra. Tá querendo dar 50 litros de gasolina por semana. Manda ele se ligar pô, ele tem que mandar é o dinheiro. Falei com ele no outro dia ali. O Marclei botou ele no viva voz, eu falei com ele. Tem que mandar o dinheiro lá que pediu porra. Ele combinou aí contigo aí. Esse maluco aí. De mandar. Esse cara aí do posto de gasolina.” A investigação revela que os traficantes empregavam em sua atuação violência e grave ameaça contra grupos rivais de bairros em que o tráfico de drogas era exercidopela facção criminosa rival, inclusive com emprego de arma de fogo como meio de intimidação coletiva e prática de outros crimes violentos correlatos.Segundo o relatório, Pagodeiro era responsável por várias execuções praticadas pelo grupo. Homem de confiança de Pagodeiro, Pape era o encarregado pelo recolhimento das taxas ilegais cobradas dos comerciantes, ou seja, recolha dinheiro proveniente das extorsões realizadas naquela região. O criminoso conhecido como Marclei também recolhia as taxas. Messi era o responsável pela compra de armas de fogo que são utilizadas pelo grupo. Um vereador foi apontado como fornecedor de suporte logístico e operacional ao grupo em troca de benefícios financeiros e eleitorais. Consta nos autos mensagens de texto e áudios recuperados que indicam a utilização de maquinário público para construção de barricadas feitas pelos traficantes, viabilizando o domínio armado territorial do grupo. Uma mulher foi apontada na investigação como líder financeira do grupo. Consta nos autos uma série de transferências bancárias de origem suspeita suspeitas, bem como comprovantes de transferências e registros de mensagens entre ela e seu companheiro

Justiça decretou a prisão preventiva de Doca, chefão do CV, pelo homicídio de líder comunitário em Bangu

A Justiça decretou a prisão preventiva do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como principal líder do Comando Vermelho em liberdade e chefe do Complexo da Penha, pelo homicídio de um líder comunitário de comunidades de Bangu, na Zona Oeste do Rio, de acordo com o TJ-RJ. Segundo consta do inquérito, Doca”, teria determinado a conduta de um comparsa conhecido como Lanterna Verde “, suposto executor do crime, além de mais dois comparsas não identificados, já que, sem sua anuência, nenhuma atitude é praticada por seus comandados. De acordo com o depoimento da testemunha ocular, amigo da vítima, no dia dos fatos, ele e Lucas estavam em uma lanchonete localizada próxima da Comunidade do 48, quando desembarcaram três indivíduos de um carro branco, dois deles armados, que efetuaram mais de uma dezena de disparos de arma de fogo contra a vítima – presidente da Associação de Moradores do 48 e Santo André, área dominada pela facção rival Terceiro Comando Puro (TCP) -, que ainda tentou correr para dentro da lanchonete, mas logo caiu ao chão, alvejada. A testemunha também relatou ter ouvido um dos executores afirmar que eram “A Tropa do Urso” grupo de extermínio pertencente ao Comando Vermelho – e que, após executarem Lucas, um dos atiradores apontou a arma em sua direção, mas outro executor disse: “Ele não… ele não”. Lanterna Verde também está com a prisão decretada. Informações constam em Processo Nº 0073947-11.2025.8.19.0001

Operação da PM na Maré deixou quatro mortos

Policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais apreenderam dois fuzis, duas pistolas, rádios transmissores, uma granada, 20 Kg de cocaína, carregadores e munições, nesta quinta-feira (26/02), na Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. A apreensão ocorreu durante uma operação da Secretaria de Estado de Polícia Militar que contou com equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e apoio de unidades especializadas em diversas comunidades do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Dois homens foram presos e quatro criminosos que optaram pelo confronto ficaram feridos e foram socorridos ao Hospital Federal de Bonsucesso, mas não resistiram aos ferimentos. O Batalhão de Operações com Cães em patrulhamento na comunidade Vila do João, quando encontraram com o auxílio dos cães Hulck e Ira, uma quantidade de material entorpecente na via A um (Bosque do Pinheiro s/n) em uma construção abandonada. Um prejuízo avaliado em R$ 247.430,00 para o tráfico de drogas. Na Vila dos Pinheiros, os agentes estouraram um ponto de desmanche de veículos e um local de endolação e refino de drogas. Foram apreendidos 20 Kg de cocaína pura, uma prensa, uma estufa com cultivo de maconha e materiais para embalagem e venda de drogas. Foi uma ação conjunta com a Subsecretaria de Inteligência, Bope e 22º BPM (Maré). De acordo com denúncias, em uma casa na comunidade da Vila dos Pinheiros as equipes encontraram o que seria uma “Central de golpes do cartão de crédito” onde foram apreendidos vários aparelhos celulares, chips e computadores. Diariamente, milhares de pessoas recebem ligações como as originadas desta central informando sobre compras e movimentações, colocando em risco o patrimônio alheio. Bem próximo dali, no Timbau, os policiais encontraram um imóvel com características de área gourmet, que servia como ponto de reunião de criminosos. No andar de cima, havia uma academia clandestina com vários aparelhos de ginástica de última geração, que possivelmente era utilizada por integrantes do tráfico. Na chegada dos policiais, não havia ninguém no estabelecimento e nem um letreiro indicativo de atividade comercial lícita. Segundo o comando do Bope, os equipamentos de ginástica foram encaminhados à 21ª DP, onde foi pedido o perdimento à justiça. Esta manhã, policiais militares posicionaram redutores de velocidade na Vila dos Pinheiros, próximo à Clínica da Família. A colocação de blocos de concreto, conhecidos como “Jerseys” na região é uma estratégia para impedir que criminosos usem a comunidade como destino para roubo de cargas. Vale destacar que o trânsito não está impedido nas vias. Qualquer tipo de veículo de pequeno ou grande porte, como ambulâncias, caminhões de coleta de lixo e viaturas dos Bombeiros conseguem passar, com a velocidade reduzida. A iniciativa funcionou em outros pontos onde foram anteriormente instalados. No total, 12 vias que dão acesso ao Complexo da Maré contam com esses redutores. Desde as primeiras horas da manhã, os policiais percorreram as comunidades do Conjunto Esperança, Vila dos Pinheiros, Vila do João, Timbau, Baixa do Sapateiro e Salsa e Merengue. A ação tem como principais objetivos coibir o tráfico de drogas, combater o roubo de veículos e de cargas, além de prender criminosos envolvidos nessas práticas. A operação contou com cerca de 200 policiais militares e o emprego de 10 veículos blindados. O Batalhão de Policiamento em Vias Expressas atuou preventivamente nas principais vias que cruzam a região, como medida de segurança para a população. O Batalhão de Choque, o Batalhão de Ações com Cães, o Rondas Especiais de Controle de Multidões (RECOM), GESAR, além de policiais de unidades subordinadas ao 1º Comando de Policiamento de Área (CPA) e da Subsecretaria de Inteligência (SSI), também participaram da ação. As apreensões foram apresentadas na 21ª DP.

Traficante do CV que teve transferência para presídio federal ratificada pelo STJ é suspeito de ser o mandante de dois homicídios em Teresópolis em guerra com o TCP e tem seu nome atrelado a morte de PMs do Choque

O traficante que teve negado recentemente habeas corpus pelo STJ, que manteve sua transferência para uma penitenciária federal é suspeito de ser o mandante de dois homicídios mesmo estando preso, de acordo com a decisão do próprio órgão. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual do RJ, que constou no pedido de transferência para cadeia federal, mesmo segregado em unidade prisional estadual, o criminoso vulgo Playboy que é ligado ao Comando Vermelho teria participado como suposto mandante dos homicídios de Thiago Akira Miúra de Oliveira e Wellington de Freitas Ferraz ocorridos no contexto da disputa do comércio de drogas local com a organização criminosa auto intitulada “Terceiro Comando Puro (TCP)” e seus integrantes. O preso teria, ainda, seu nome atrelado às investigações de homicídio(s) de Policiais Militares do Batalhão de Choque de Duque de Caxias/RJ”. De acordo com o MPRJ, Playboy lideraria grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas, armas e prática de crimes violentos, com atuação em diversos bairros de Teresópolis/RJ. Para tanto, se utilizaria de aparelho de telefonia móvel e aplicativos de mensagens para coordenar o grupo”. Segundo a decisão judicial, Playboy ostenta elevado grau de periculosidade, de modo que a custódia em unidade prisional estadual colocaria em risco a estabilidade da segurança pública estadual”. No recurso em habeas corpus interposto junto ao STJ, a defesa de Playboy argumentou que não haveria justificativa para a transferência do preso, uma vez que além de ele não possuir infrações disciplinares, não foram apresentadas no processo provas indiscutíveis de sua participação como chefe de organização criminosa. Playboy está preso desde 2021. Na época, foram divulgados trechos de áudios em que ele fazia ameaça a policiais. “Não podem entrar na favela, que se eles tomarem um tiro dentro da favela não vai dar em nada. Se fosse o Choque (BPChoque) dava, mas eles (RECON) não dá, porque eles são a antiga “GTAN”, que o bagulho deles é a pista, a não ser que tivesse um carro roubado entrando na favela, aí daria, mas não teve”.

Moradores apavorados com guerra do tráfico em Niterói. “Não pude ir para casa”

“Moro em cima da coronel infelizmente é hoje não poderei ir pra casa depois do trabalho que Deus possa proteger minha família”. O relato é de um morador da comunidade Coronel Leôncio, na Engenhoca, na Zona Norte de Niterói, que desde o fim de semana tem sido palco de intensos tiroteios entre traficantes. “Que inferno isso! População não tem sossego nem depois de um dia de trabalho”, disse outra moradora. “Pqp esta terrível”, falou mais uma “Para que estamos dentro de um filme de guerra. 😢 tiroteio digno do exército” “Tá insuportável isso, diariamente tiroteio”. “Meu Deus que horror”. Por volta das 20:45 da noite de ontem, mais um intenso tiroteio iniciou-se na região do Fonseca. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou um clarão e em seguida, um forte estrondo, provavelmente de uma granada que deve ter sido utilizada na guerra. Relatos indicam que a guerra está acontecendo na Coronel Leôncio e Santo Cristo, no Fonseca. A disputa é entre o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro e se acirrou a partir das últimas semanas de novembro. O TCP tomou áreas dos rivais na região e o CV agora está tentando recuperar.

Apreensão de fuzil no Catiri com a sigla 5.3 reforça suspeita de aliança entre a milícia e o TCP na área

Na sexta-feira passada, um miliciano morreu em confronto com a polícia no Catiri, em Bangu. Na ocasião, um fuzil foi apreendido e tinha a inscrição 5.3 , numeros usados pela milicia e a facçdo Terceiro Comando Puro A apreensso reforça a suspeita de alianca entre os dois grupos na região, o que não é uma novifsde ja que foi ventilada em outras épocas também. O fuzil também tinha o.nome de Gaspar, antigo chefe da milícia local que não tem muito tempo que foi preso. Vale lembrar que o Comando Vermelho vive em guerra com a milícia para tomar a área. Os comentários que apareceram são de que a suposta aliança da milícia seria com traficantes de Senador Câmara que fica próximo do Catirii. L

Traficantes do TCP teriam colocado cartazes anunciando juros para quem não paga taxa em dia em condomínio em Costa Barros

Narcoterroristas do TCP colocaram cartazes em vários condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida, doados aos moradores pela Prefeitura do Rio. Os criminosos, além de extorquirem os moradores, também cobram juros caso haja atraso no pagamento. O comunicado diz: “Esperamos que esta mensagem os encontre bem. Gostaríamos de informar uma mudança significativa nas diretrizes do nosso condomínio em relação ao pagamento das taxas condominiais. A partir de 25/01/2026, será cobrado juros por atraso.Obs.: o prazo para pagamento é até o dia 25.Agradecemos a atenção de todos e contamos com o apoio e a cooperação de cada morador.” Um morador afirma ter deixado o Condomínio Tom Jobim, no Complexo da Pedreira, após ameaças e cobranças abusivas impostas por criminosos que dominam a região. Segundo denúncias, traficantes ligados ao TCP teriam assumido a gestão informal de condomínios, cobrando taxas entre R$ 50 e R$ 250 e utilizando uma suposta associação de moradores como fachada. Além do condomínio, serviços como gás e “gatonet” também seriam explorados, elevando custos e impondo regras aos moradores. INFORMAÇÕES DE BRUNO ASSUNÇÃO

Não houve discussão alguma conforme informou a imprensa. Segundo a Justiça, traficante atirou em carro sem motivo e matou criança em Belford Roxo dizendo antes que ia furar o veículo todo

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Washington Gomes da Silva, o Johnson, acusado de ser traficante do Terceiro Comando Puro (TCP) do Bom Pastor, em Belford Roxo, atirou sem motivos no carro em que estava a menina Sophia Loren Soares Camillo, de dez anos, causando a morte da criança no último dia 31. No dia do crime, a imprensa divulgou que ele havia discutido com o pai da garota. Os próprios traficantes o amarraram e o deixaram para ser capturado pela polícia, revelaram os autos. Naquela data, o suspeito efetuou disparos de arma de fogo contra o veículo Renault Sandero conduzido pelo pai de Sophia, atingindo-o e levando a óbito sua filha, de acordo com informações do processo. Segundo apurado, as vítimas ingressavam na comunidade quando foram abordadas pelo custodiado, que exercia a função de “contenção” do tráfico local. O custodiado portava ostensivamente uma pistola, ameaçou as vítimas dizendo que “furaria todo o carro” e, ato contínuo, disparou contra o veículo. A menor Sophia faleceu em decorrência de “politrauma por arma de fogo”, enquanto seu pai, foi alvejado na região das nádegas. Após o crime, policiais militares foram acionados e dirigiram-se à comunidade, encontrando o suspeito na Praça Bagdá, já imobilizado por outros traficantes, com as mãos amarradas para trás e, ao seu lado, a arma utilizada no crime. Os autos dizem que trata-se de crime da mais alta gravidade que representa clara limitação do direito de ir e vir por traficantes. O acusado integra organização criminosa de alta periculosidade (Terceiro Comando Puro – TCP), atuando armado na contenção de pontos de venda de drogas, subjugando a comunidade local. A ação criminosa demonstrou total desprezo pela vida humana, resultando na morte brutal de uma criança de 10 anos e na tentativa de homicídio de seu pai, sem qualquer chance de defesa para as vítimas, motivada unicamente pelo exercício de poder territorial armado. As vítimas, moradores da localidade, se dirigiam à festa de aniversário quando simplesmente foram atacadas pelo custodiado. O modus operandi empregado ¿ disparar contra um veículo familiar em via pública sem qualquer motivo ¿ revela uma personalidade violenta e incompatível com o convívio social. O relato de uma testemunha ainda indica que o acusado disparou contra dois veículos que entraram na comunidade anteriormente, . Quanto ao crime de associação para o tráfico, a conduta de custodiado em abordar veículos de forma agressiva e exercendo o controle de acesso à via pública na Comunidade do Bom Pastor ¿ é típica da função de ‘contenção’, braço armado essencial para a manutenção do tráfico de entorpecentes naquela localidade. Reforça a existência do vínculo associativo o fato de o indiciado ter sido encontrado ‘justiçado’, tendo sido amarrado e deixado em local para ser capturado pela policial. Tal circunstância revela a existência de um ‘tribunal do tráfico’ e de uma estrutura hierárquica rígida, que optou por imobilizar o autuado para mitigar a repercussão social (inclusive no interior da comunidade considerando se tratar de moradores locais) e a inevitável intervenção policial decorrente da morte de uma criança na comunidade. O acusado possui duas condenações definitivas por crime de roubo e estava em cumprimento de pena

Traficantes da Pedreira (TCP) controlariam condomínios residenciais cobrando taxas. Dominariam também o gatonet e a venda de gás

No Complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio, traficantes do TCP teriam assumido o controle direto de condomínios residenciais inteiros, impondo regras próprias, cobrando taxas obrigatórias e administrando serviços básicos como se fossem o próprio Estado. Moradores das localidades do Bairro 13 e Quitanda relatam que a facção passou a controlar a gestão dos mais de mil apartamentos por meio de uma suposta associação de moradores, apontada como fachada para a arrecadação ilegal. A cobrança varia entre R$ 50 e R$ 250 por unidade. Quem é ligado aos criminosos não paga. Quem não é, segundo relatos, não tem escolha. A cobrança é tratada como obrigatória. A recusa pode significar pressão, intimidação e medo. Na prática, dizem moradores, o tráfico substituiu o poder público e passou a ditar as regras dentro dos condomínios. Mas a exploração não para na “taxa condominial”. A facção também teria transformado serviços essenciais em fonte de lucro. O botijão de gás chega a custar R$ 140 em alguns pontos de Costa Barros — R$ 40 acima do valor praticado em outros bairros. Já o “gatonet”, serviço clandestino de TV e internet, sai por R$ 100 mensais no plano mais barato e alcançaria cerca de 70% das casas da região. Relatos indicam ainda que a venda de produtos básicos, a imposição de monopólios e a extorsão vêm se tornando tão ou mais lucrativas que o próprio tráfico de drogas. O controle territorial agora é também econômico: quem domina a área, domina o bolso do morador. A 39ª DP (Pavuna) investiga e monitora de forma contínua a ação de grupos criminosos na região, utilizando métodos de inteligência e estratégia para capturar todos os envolvidos. Vale ressaltar que as investigações sobre o crime citado seguem em andamento na unidade. A instituição orienta, ainda, que todos os casos sejam registrados para que possam ser investigados de forma individual e para que os autores sejam identificados e responsabilizados criminalmente. As denúncias também podem ser feitas  por meio do Disque Denúncia. O anonimato é garantido. As informações são do jornalista Bruno Assunção

Policiais da CORE atiraram em pitbull para contê-lo após o animal atacar e morder traficante que era alvo de operação em Niterói

Durante operação para prender bandidos envolvidos em uma guerra de facções no Morro do Pimba, em Niterói, no mês de janeiro, policiais civis da CORE tiveram que atirar em um cachorro da raça pitbull para contê-lo após o atacar um traficante que era alvo dos agentes, segundo processo do Tribunal de Justiça. Não foi informado, porém, o que ocorreu com o animal. Segundo os autos, no dia 19 de janeiro de 2026, por volta das 09h30min, policiais civis da 78a Delegacia de Polícia e da CORE, realizaram incursão na Comunidade do Pimba/Palmeira, em razão de informes de que traficantes vinculados à facção TCP estariam em deslocamento para atacar integrantes da facção rival CV, havendo, ainda, notícias de que moradores da região estariam sendo feitos reféns. Durante a incursão, um dos agentes avistou quatro indivíduos armados com fuzis saindo do terreno de uma casa abandonada, os quais, ao perceberem a presença policial, empreenderam fuga pelas residências vizinhas e pela área de mata. Ao ingressar no terreno, o policial localizou diversos carregadores de fuzil, rádios comunicadores, drogas, munições e um aparelho celular, todos abandonados pelo chão, sem que fosse possível identificar, naquele momento, a quem pertenciam. Na sequência, o policial tomou conhecimento de que policiais da CORE haviam realizado a detenção do suspeito , após este pular o muro de uma residência, ocasião em que foi atacado por um cão da raça pitbull. Segundo informado pelos policiais da CORE, foram feitas tentativas de conter o animal, contudo, sem êxito, restando como alternativa a realização de disparos contra o cão. Enquanto isso, outros policiais permaneceram em diligência no local, ocasião em que localizaram, no muro colado à residência onde o suspeito foi preso, um fuzil calibre 7,62, o qual se encontrava municiado. No local dos fatos, o preso confessou integrar o tráfico de drogas, tendo os demais integrantes do grupo criminoso conseguido fugir pela mata. Em razão das lesões decorrentes da mordida do cão, o preso foi socorrido ao Hospital Estadual Azevedo Lima (HEAL), onde recebeu atendimento médicoAo serem indagados acerca das informações de que pessoas estariam sendo mantidas como reféns pelo tráfico local, os moradores da região demonstraram resistência em colaborar, informando que temiam eventuais represálias por parte da organização criminosa. Já em sede policial, o preso declarou ser conhecido pelo vulgo de “Cavaco” e afirmou ter passado a infância e juventude na Comunidade da Palmeira, onde frequentava a boca de fumo local à época em que a facção TCP dominava o tráfico de drogas da região. Relatou que, após a invasão da facção CV e a expulsão dos traficantes locais, passou a residir no bairro da Gardênia, onde exerceu atividades lícitas, até cerca de duas semanas antes dos fatos, quando ficou desempregado. Segundo declarou, nesse contexto recebeu convite de um indivíduo conhecido como “TH” para integrar o tráfico de drogas no Morro do Pimba, na função de “radinho”, aceitando a proposta em razão de sua situação financeira, retornando a Niterói e passando a residir com sua mãe durante o dia, exercendo a referida função no período noturno, diariamente, das 20h às 8h, mediante pagamento O preso afirmou que parte dos traficantes atuantes na localidade havia chegado recentemente do Rio de Janeiro para manter o controle do tráfico e a vigilância contra a facção rival CV, declarando, ainda, que recebia ordens diretas do indivíduo “TH”, oriundo da Favela da Maré, responsável também por efetuar os pagamentos, e que a liderança do tráfico local teria sido exercida anteriormente por indivíduo conhecido como “Galo”, falecido em confronto com a PMERJ, estando, segundo ouviu dizer, atualmente sob responsabilidade de seu irmão, conhecido como “Iuri”. Relatou que, na data dos fatos, após encerrar seu plantão por volta das 8h, encontrava-se na boca de fumo do “Morrinho” quando se deparou com a operação policial, ocasião em que todos os presentes empreenderam fuga, havendo, entre os criminosos, indivíduos armados com fuzis, incluindo o mencionado “TH”, cujo aparelho celular caiu durante a fuga e foi apreendido pelos policiais. O preso declarou ter presenciado o momento em que alguns criminosos efetuaram disparos contra os policiais, os quais revidaram. Informou ainda que o local onde foi preso era rota habitual de fuga dos traficantes armados, os quais costumam invadir residências de moradores até a retirada das forças policiais, bem como que, nas proximidades da Travessa Nome, existem casas abandonadas utilizadas para ocultação de armas e drogas. Por fim, o preso declarou conhecer indivíduo chamado Nome, réu no procedimento 0801285-76.2026.8.19.0002 e conhecido pelo vulgo “Na Onda”, afirmando que este exerceria a função de “atividade” armada na comunidade, estando presente na boca de fumo no momento inicial da operação policial e também tendo empreendido fuga antes de ser posteriormente preso por policiais militares nas imediações

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