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Tiro fatal na Barra: Justiça aponta que rapaz morto por causa de discussão de camarote já estava contido no momento do disparo e contesta tese de legítima defesa de PM suspeito

Um relatório da Justiça indica que o homem morto na madrugada da última segunda-feira (13) dentro de um restaurante na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, já estaria contido por frequentadores do local no momento do disparo que o atingiu. A conclusão, segundo os autos, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pelo policial militar apontado como autor do disparo, o PM Milton Lopes dos Santos. De acordo com o processo, a vítima, identificada como Ryan Victor Araújo dos Santos, foi atingida por um disparo de arma de fogo dentro do estabelecimento. Ele chegou a ser socorrido ainda com vida por policiais militares e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As investigações iniciais apontam que o caso teve início dentro do restaurante em meio a um desentendimento por disputa de espaço em área reservada (camarote), envolvendo a vítima e outros frequentadores do local. Segundo os autos, o policial militar estava presente no ambiente e teria efetuado o disparo que atingiu Ryan durante o desenrolar da confusão. O relatório judicial descreve que, no interior do restaurante, a vítima passou a apresentar comportamento alterado, possivelmente em razão da ingestão de álcool, envolvendo-se em discussões justamente pela disputa do camarote. A situação, conforme a documentação do processo, evoluiu para agressões físicas. Ainda segundo relatos reunidos nos autos, Ryan teria sido retirado do local por seguranças, mas retornado em seguida de forma agressiva, portando uma garrafa de vidro, com a qual passou a ameaçar e investir contra outras pessoas, ampliando o tumulto no estabelecimento. Para a Justiça, no entanto, esse contexto não afasta a responsabilização do suspeito. O entendimento é de que o disparo não ocorreu em situação de surpresa ou emboscada, mas sim no curso de um conflito já em andamento, relacionado à discussão por espaço no camarote, no qual diversas pessoas tentavam conter a vítima. O juiz responsável pelo caso destacou que, no momento do disparo, a situação já estaria, ao menos em tese, sob controle parcial, com a vítima sendo contida por várias pessoas. Esse ponto, segundo a decisão, enfraquece a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. “Isso enfraquece, pelo menos abstratamente, a tese de legítima defesa (ou de estado de necessidade, se se pensar numa brutalidade fática engendrada sem consciência pela vítima, naquele momento, segundo se diz, embriagada)”, registram os autos. Após o ocorrido, o policial militar deixou o local sem prestar socorro à vítima e só se apresentou posteriormente, acompanhado de advogado. Ele teve a prisão temporária decretada no curso das investigações.

RELATO CHOCANTE: MILICIANO TERIA ESPANCADO A IRMÃ E LIBERADO MORTE — absolvição vira alvo do MP”

Um caso cercado por denúncias gravíssimas, falas chocantes e suspeita de atuação de milícia na Zona Oeste do Rio de Janeiro terminou, ao menos por enquanto, com a absolvição do acusado — decisão que agora está sendo contestada pelo Ministério Público, que vê indícios de intimidação e possível erro na análise das provas. O caso ocorreu no ano passasdo. De acordo com os autos, uma testemunha-chave — ex-namorado da vítima — descreveu uma sequência de violência extrema após o fim do relacionamento com a mulher. Segundo ele, após uma discussão em que a ex teria quebrado objetos dentro da residência, ele deixou o local e foi para a casa de um amigo. O que veio depois, segundo o relato, foi uma cena de terror. Minutos depois, a mulher teria chegado acompanhada do irmão e de outros três homens, que o depoente apontou como milicianos e que estariam armados. Assim que chegaram, o irmão teria feito uma ameaça direta e brutal: “Desce daí da residência que a gente vai te colocar na mala e levar” A testemunha afirmou que tentou se explicar, dizendo que não tinha culpa pela situação. Foi nesse momento, segundo ele, que o acusado teria voltado a violência contra a própria irmã. O depoimento descreve agressões com socos, chutes e golpes com arma de fogo — incluindo coronhadas na cabeça. Mesmo após a sequência de violência, o caso teria ficado ainda mais grave. Segundo a testemunha, o acusado colocou a irmã dentro de um carro e saiu do local. Desesperado, com medo de que ela fosse morta, ele decidiu seguir o veículo de motocicleta. Durante o trajeto, ele afirma ter visto a vítima cair do carro. E foi nesse momento que, segundo o depoimento, ouviu uma das frases mais chocantes do caso: “Agora, você pode até matar ela que eu não vou me meter” A testemunha contou que ainda tentou intervir e pediu que o acusado retornasse à casa para que a mulher pegasse seus pertences. Mas, segundo ele, a violência continuou. Ao chegar ao local, o acusado teria sacado novamente a arma e desferido mais coronhadas na irmã, que teria desmaiado. Em seguida, ele fugiu com os demais homens. O depoente afirmou que acionou o pai da vítima, que chamou o SAMU para socorrê-la. Também disse que os supostos comparsas eram conhecidos pelos apelidos de CL, Pimenta e Corolla. Apesar da gravidade das acusações, o caso sofreu uma reviravolta dentro da Justiça. Em juízo, a própria vítima negou completamente a versão apresentada pela testemunha. Ela afirmou que não houve agressões e que tudo não passou de uma discussão sob efeito de álcool. Segundo seu depoimento, ela foi até a residência apenas para buscar seus pertences após o término e foi ela mesma quem ligou para o irmão pedindo ajuda. Disse ainda que ele chegou sozinho, sem armas, e que não houve qualquer ameaça ou violência. A mulher declarou que o irmão não tem qualquer envolvimento com milícia, que não havia outras pessoas no local e que não presenciou nenhuma agressão. Ela também afirmou que passou mal devido à mistura de álcool, energético e problemas de ansiedade, o que teria motivado o acionamento do SAMU. Disse que não desmaiou por agressão, mas por mal-estar, e que foi levada diretamente ao hospital. A vítima ainda declarou que nunca ouviu falar de coronhadas, de tentativa de colocá-la em carro à força ou de qualquer episódio violento, e que desconhece por que essas informações apareceram nos depoimentos de terceiros. Também afirmou que não entendeu a prisão do irmão, já que, segundo ela, ele não cometeu qualquer irregularidade, e disse que a região não possui atuação de milícia. Diante das versões conflitantes, a Justiça decidiu absolver o acusado. Na sentença, o entendimento foi de que não houve comprovação suficiente da existência de organização criminosa nem da participação do réu em milícia. A decisão destacou que os relatos mais graves se basearam em declarações extrajudiciais que não foram confirmadas em juízo, além das contradições apresentadas no processo. Mas o caso está longe de terminar. O Ministério Público recorreu e sustenta que a absolvição ignorou elementos importantes. Segundo o MPRJ, diligências policiais já indicavam que o acusado seria conhecido na região por suposta atuação em milícia, informação que teria sido confirmada por moradores, pelo pai da vítima e inicialmente pelo próprio denunciante. O órgão vai além e faz um alerta central: em áreas com possível influência de milícia, mudanças de versão em juízo podem ocorrer sob pressão e precisam ser analisadas com extremo cuidado. Para o Ministério Público, os depoimentos iniciais, somados a outros elementos de prova, indicam atuação conjunta com homens armados, sendo desnecessária a comprovação completa da estrutura da organização criminosa para caracterização do crime. Diante disso, o MPRJ pede a reversão da absolvição. O caso agora será reavaliado por instâncias superiores e expõe um cenário delicado: de um lado, relatos de violência brutal e frases que chocam; do outro, uma mudança total de versão em juízo — em um contexto onde, segundo o próprio Ministério Público, o medo pode falar mais alto que a verdade.

Confira a versão oficial do caso do tio que esfaqueou o sobrinho em um apartamento em Copacabana. Autor teve prisão preventiva decretada mas continua internado

Documentos oficiais obtidos pela reportagem revelam detalhes inéditos do caso que chocou Copacabana na última semana: a Justiça decretou a prisão preventiva de Anísio José Bueno, acusado de esfaquear o próprio sobrinho, manter duas mulheres sob ameaça dentro de um apartamento e mobilizar uma operação de negociação da Polícia Civil para conter a situação. De acordo com os autos, por volta das 13h40 do dia 10 de abril de 2026, policiais civis da 12ª DP (Copacabana), que trafegavam pela Rua Barata Ribeiro, na altura do número 363, foram alertados por gritos de socorro. Populares informaram que um homem havia esfaqueado o sobrinho e se recolhido ao apartamento 901. Diante da situação de flagrante, os agentes ingressaram no prédio com autorização do porteiro e seguiram até o imóvel. Ao chegarem ao local, encontraram duas mulheres sob restrição imposta pelo acusado. Parte da equipe se posicionou para evitar fuga, enquanto outro grupo iniciou procedimento de gerenciamento de crise, com negociação técnica e não confrontativa, visando preservar a integridade das vítimas, dos policiais e do próprio agressor. Após as tratativas, as mulheres foram liberadas sem ferimentos adicionais. Segundo relatos colhidos no local, Anísio teria tentado atingir uma das vítimas, sendo impedido pelo sobrinho, Vitor Hugo, que acabou ferido por um golpe de faca na região abdominal. Ainda conforme os autos, o próprio autor teria se autolesionado com a mesma arma branca. Com a liberação das reféns, as negociações prosseguiram até a rendição do acusado, que entregou a faca utilizada no crime, posteriormente apreendida. As vítimas receberam atendimento imediato no local, com apoio do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), até a remoção de Vitor Hugo para atendimento hospitalar. Encerradas as primeiras providências, Anísio foi encaminhado sob escolta ao Hospital Municipal Miguel Couto. Já as vítimas e o material apreendido foram levados à 12ª DP para apreciação da autoridade policial. Posteriormente, o acusado foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante. A Justiça já determinou sua prisão preventiva, e o caso deverá ter novos desdobramentos após a alta hospitalar do investigado.

Alvo da polícia hoje, Jardim Novo (ADA) esconde há anos esquema pesado do tráfico

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira no Jardim Novo, em Realengo, Zona Oeste do Rio, lança luz sobre a estrutura do tráfico de drogas na região — um sistema que, segundo investigações, vem se sofisticando e ampliando seu poder ao longo dos anos. Informações obtidas pela polícia há alguns anos já revelavam parte do funcionamento interno da organização criminosa que atua na comunidade. Agora, as apurações mais recentes indicam um avanço ainda mais preocupante: a consolidação de uma aliança entre as facções Amigos dos Amigos (ADA), que domina o Jardim Novo, e o Comando Vermelho (CV). O Complexo do Jardim Novo é formado pelas comunidades da Nogueira, Light, Minha Deusa e Cosme e Damião, compondo uma área estratégica para atuação criminosa na Zona Oeste. De acordo com os levantamentos, o então chefe do tráfico na região, conhecido como “Índio”, costumava circular armado com um fuzil AK-47 e cercado por diversos seguranças, todos também portando fuzis — um indicativo claro do forte aparato bélico da facção. A atuação criminosa no território segue regras rígidas. Para a realização de qualquer roubo na região, é necessária autorização prévia das lideranças do tráfico local. Em muitos casos, os próprios traficantes executam roubos de cargas e veículos, já com o aval da organização. Os valores arrecadados com a venda de cargas roubadas levadas para a comunidade são divididos exclusivamente entre os participantes diretos dos roubos e os líderes do tráfico, sem qualquer repasse aos demais integrantes da facção. A rotina interna também é organizada em escala. Há registros de integrantes que cumprem jornadas de 24 horas de serviço, seguidas por 48 horas de descanso, iniciando o turno às 15h de um dia e encerrando às 15h do dia seguinte. A comunicação entre os membros do grupo é feita por meio de rádios comunicadores comuns, enquanto a segurança armada dos pontos de venda de drogas é realizada por criminosos que recebem, em média, R$ 450 por semana. Segundo a Polícia Civil, a atual aliança entre ADA e CV transformou o Jardim Novo em uma das principais rotas para o avanço territorial das facções em comunidades da Zona Oeste. As investigações apontam que a região é considerada estratégica por fazer divisa com áreas da Taquara e estar próxima à Cidade de Deus, território historicamente dominado pelo Comando Vermelho, o que favorece a integração operacional entre as facções. As apurações também revelaram que o chefe do tráfico no Complexo do Jardim Novo é apontado como responsável por grande parte dos roubos de veículos e cargas na região. Além disso, o grupo impõe uma rotina de intimidação à população, com ameaças constantes e extorsão de comerciantes por meio de cobranças ilegais. Os criminosos também controlam, de forma coercitiva, serviços essenciais como fornecimento de gás, água e internet. A atuação é marcada pelo uso de armamento de guerra e pela imposição do medo, ampliando o clima de terror entre moradores. Com base no material reunido ao longo da investigação, a Justiça expediu diversos mandados de prisão contra os principais integrantes da organização criminosa, incluindo suas lideranças. Seis suspeitos foram presos durante a operação desta sexta-feira. A aproximação entre ADA e CV na Zona Oeste não se repete no Norte Fluminense, onde as duas facções seguem em confronto direto, especialmente na região de Macaé. Mais recentemente, a prisão do traficante Celsinho da Vila Vintém, apontado como líder máximo da ADA, reforçou os indícios dessa aproximação após a polícia identificar sua ligação com Doca, considerado um dos chefões do Comando Vermelho. O cenário revela uma mudança relevante na dinâmica do crime organizado no estado, com facções historicamente rivais atuando de forma coordenada em determinadas regiões, ampliando sua capacidade de expansão e controle territorial.

Operação histórica vira campo de guerra: PM relata ataque durante retirada de 48 toneladas de drogas”

A apreensão recorde de 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré, na última terça-feira, foi marcada por momentos de alta tensão e confronto armado durante a operação. Segundo a Polícia Militar, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foram atacadas a tiros por criminosos no momento em que realizavam a retirada da droga. Houve revide e troca de tiros na região. Após o cessar do confronto, os agentes localizaram um homem apontado como suspeito de participação no ataque. Com ele, foi apreendido um quinto fuzil. O ferido foi socorrido ao Hospital de Bonsucesso, onde permanece internado sob custódia. A ação provocou um prejuízo estimado em R$ 50 milhões ao tráfico de drogas. O entorpecente foi localizado com o auxílio de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC), em uma laje no alto de uma construção abandonada, na comunidade Nova Holanda. De acordo com a corporação, o cão Hulck, da raça pastor belga de malinois, indicou alteração de comportamento ao se aproximar do imóvel, que funcionava como um verdadeiro bunker do tráfico. No local, além da grande quantidade de maconha, foram encontrados quatro fuzis e quatro pistolas. A retirada do material foi considerada uma operação complexa e demorada, levando cerca de cinco horas e mobilizando dezenas de policiais militares. Ao todo, foram necessários quatro caminhões para transportar a droga apreendida. Para efeito de comparação, a maior apreensão de drogas do país até então havia sido registrada em 2021, com 36,5 toneladas recolhidas pela Polícia Militar Rodoviária no Mato Grosso do Sul — número significativamente inferior ao volume encontrado na Maré. A operação contou com a atuação integrada de diversas unidades da PM, incluindo o BOPE, BAC, Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Rondas Especiais e Controle de Multidões (RECOM) e o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM). As equipes atuaram tanto no interior das comunidades quanto no entorno do complexo, com o objetivo de evitar reações criminosas e possíveis bloqueios de vias. O trabalho também teve apoio aéreo do Grupamento Aeromóvel (GAM) e o uso de veículos blindados do Grupamento de Salvamento e Resgate (GESAR), em uma ofensiva de grande escala que expôs o nível de organização e poder de fogo das facções que atuam na região.

Fomos os primeiros: reportagem revelou bastidores do caso Paulinho Sabiá antes das prisões

A reportagem deste site l foi responsável por dar o pontapé inicial na divulgação dos desdobramentos das investigações sobre o homicídio do capoeirista Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro deste ano, em Niterói. Em 22 de março, noticiamos com exclusividade que a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) havia representado à Justiça pelo pedido de prisão temporária de um suspeito de envolvimento no crime. À época, também revelamos informações inéditas sobre a dinâmica da ação criminosa e o avanço das apurações. RELEMBRE A NOSSA MATÉRIA: https://www.fatospoliciais.com.br/policia-pediu-a-justica-prisao-de-suspeito-de-envolvimento-em-morte-de-mestre-de-capoeira-em-niteroi-ele-tem-fotos-em-sua-rede-social-exibindo-fuzil-no-complexo-do-alemao-cv/ O investigado citado na ocasião, Juan Nunes, foi preso no último fim de semana. De acordo com informações apuradas posteriormente, ele teria indicado à polícia a suposta participação da irmã da vítima, Adriana Souza, como possível mandante do crime. Ela foi presa nesta semana. A motivação, segundo as investigações, estaria relacionada a questões financeiras — ponto que ainda é apurado oficialmente pelas autoridades. Na publicação de 22 de março, nossa reportagem já havia destacado que o suspeito mantinha, em redes sociais, imagens nas quais aparecia ostentando armamento de grosso calibre, incluindo fuzis, em áreas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Além disso, antecipamos detalhes relevantes da investigação que, posteriormente, foram confirmados por outros veículos de imprensa, como o monitoramento prévio da rotina da vítima. Segundo as informações obtidas pelo portal junto às investigações, o Grupo de Investigação de Niterói (GI Niterói) analisou imagens que indicam que, no dia 16 de fevereiro de 2026 — data de uma tentativa de execução anterior — dois indivíduos ingressaram em Niterói pela Ponte Rio-Niterói por volta das 18h19, utilizando uma motocicleta vermelha. Os ocupantes teriam permanecido por cerca de duas horas nas imediações da residência de Paulinho Sabiá, em aparente ação de vigilância. Ainda conforme a apuração, um terceiro indivíduo teria chegado à cidade na garupa de uma motocicleta azul, desembarcando em frente ao prédio da vítima por volta das 16h40, passando a acompanhá-la à distância até o local onde ocorreu a tentativa de homicídio naquele mesmo dia. As investigações indicam que esse mesmo suspeito teria solicitado uma corrida por aplicativo com destino exatamente em frente ao endereço da vítima, o que reforça a hipótese de participação no planejamento logístico da ação criminosa. A análise do material aponta para uma atuação coordenada entre os envolvidos, com divisão de tarefas e possível comunicação em tempo real, caracterizando uma vigilância estruturada e previamente organizada. No dia do homicídio, em 18 de fevereiro, as imagens analisadas mostram que a mesma motocicleta vermelha utilizada na tentativa anterior voltou a entrar em Niterói, por volta das 19h20. Os suspeitos seguiram até o bairro de São Francisco, onde a vítima dava aulas de capoeira, permanecendo nas proximidades até a saída de Paulinho e sua namorada. O casal seguiu em direção a Icaraí, sendo acompanhado durante o trajeto. Na Avenida Sete de Setembro, a motocicleta emparelhou com o veículo da vítima, momento em que foram efetuados os disparos que atingiram fatalmente o capoeirista. De acordo com a investigação, a posição da motocicleta — ao lado do passageiro — indica que a vítima foi o alvo direto da execução. Os elementos reunidos apontam que os eventos dos dias 16 e 18 de fevereiro estão interligados, evidenciando uma ação criminosa reiterada e previamente planejada. O caso segue sob investigação, e as autoridades ainda trabalham para esclarecer completamente a motivação e identificar todos os envolvidos.

Chefe de facção baiana, que teve gerente financeiro preso hoje na Baixada, também se esconde no RJ de onde ordena homicídios

Hoje, a polícia do Rio prendeu o braço financeiro da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), vinculada ao Comando Vermelho. O criminoso foi localizado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde estava escondido junto com uma mulher, que também foi capturada. Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia, essa organização criminosa tem como líder um criminoso conhecido como Dada. Em 2024, ele fugiu do Conjunto Penal de Eunápolis e se refugiou no Rio de Janeiro onde alinhou o grupo ao Comando Vermelho. Sua primeira ordem foi alterar a nomeclatura da facção que passou a operar como braço local da organização carioca consolidando sua adesão a estrutura e diretrizes do CV. Todas as ordens de execução, controle territorial, arrecadação financeira e expansão partem diretamente de Dada, mesmo à distância. Ele é a liderança máxima do PCE, que encomenda homicídios, ocultação de cadáveres e armazenamento de armamento pesado. O PCE também atua em Minas Gerais onde três integrantes do grupo foram presos no ano passado na cidade de Santo Antônio do Jacinto. Na prisão de hoje, durante as diligências, os agentes foram alvo de um ataque covarde por parte de narcotraficantes armados, ligados ao Comando Vermelho, que optaram pelo confronto e colocaram em risco a vida da população. Apesar da agressão, não houve feridos. O alvo da operação foi localizado e preso, sem qualquer reação por parte dos alvos.

Testemunha disse que carro que atropelou e matou guarda municipal trafegava em zigue zague e em alta velocidade com pneus emitindo ruído de derrapagaem. Motorista que estava embriagada teve prisão preventiva decretada

Uma testemunha relatou que o automóvel que atropelou e matou a guarda municipal Kelly Cristina Duffles Ribeiro, 44 anos, no último fim de semana, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, trafegava em zigue-zague, em alta velocidade, com os pneus emitindo ruído característico de derrapagem e que após atingir a vítima, que andava de bicicleta, continuou desgovernado em direção ao posto Ipiranga, parando apenas ao colidir com o muro do estabelecimento. O carro era dirigido por Marina Calmon Lopes dos Santos que, segundo relatos colhidos no local, Marina apresentava sinais de embriaguez e não parou para prestar socorro, demonstrando descaso com a vida alheia. Ela teve a prisão preventiva decretada nesta terça´feira. A acusada, afirmou inicialmente que ocupava o banco do carona e que outra pessoa dirigia o veículo, sem, entretanto, identificar o condutor. Posteriormente, declarou não possuir CNH e que teria retirado o veículo sem autorização de sua mãe, , proprietária do automóvel. Narra o Auto de Prisão em Flagrante que, no dia 5 de abril de 2026, por volta das 08h10min, policiais militares foram acionados via Maré Zero para atendimento de acidente de trânsito com vítima na Avenida Santa Cruz, nº 6485, bairro Senador Camará. No local, a guarnição fez contato com equipe do CBMERJ, a qual informou que o veículo Renault Sandero, cor bege, placa KXO7607, conduzido por Marina Calmon Lopes dos Santos, atropelou a pedestre Kelly Cristina Duffles Ribeiro, 44 anos, vindo em seguida a colidir com um muro. A vítima Kelly Cristina foi socorrida à UPA de Senador Camará permanecendo em estado gravíssimo, tendo posteriormente evoluído a óbito em decorrência do atropelamento. No veículo encontravase apenas Marina, a qual também recebeu atendimento médico no Hospital Municipal Albert Schweitzer assinando alta contrariada e recusando prosseguir no atendimento. Segundo a Justiça, o comportamento da acusada não apenas violou o dever legal imposto pelo Código de Trânsito Brasileiro, como também revelou descaso acentuado com a vida humana, demonstrando que priorizou a própria impunidade em detrimento da integridade física da vítima atingida. Ademais, segundo relato de testemunha, a custodiada estava sozinha no veículo e teria passado para o banco traseiro após o ocorrido. Nesse sentido, demonstrou conduta pouco colaborativa e tentativa de ocultar a prática do crime, evidenciando a necessidade da prisão preventiva para assegurar a instrução criminal.

Semana após publicarmos matéria, PM suspeitos de desviar armas, drogas e cargas foram denunciados

Semama após nossa reportagem denunciar o fato, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) ofereceu denúncia à Justiça Militar contra três policiais militares por desvio de armas apreendidas, drogas e cargas roubadas. Os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa responderão pelos crimes de associação criminosa e peculato. Uma operação foi realizada nesta terça-feira (07/04), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Auditoria da Justiça Militar contra os denunciados. A ação penal é um desdobramento das investigações do Ministério Público sobre uma milícia atuante no bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Durante as apurações, os promotores identificaram inicialmente o policial militar Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa.O GAECO/MPRJ identificou, por exemplo, uma negociação entre Ricardo e Raphael para a venda de 140 quilos de maconha. Outro diálogo revela o planejamento para obtenção de lucro com a venda de uma carga de refrigerantes roubada. A denúncia relata, ainda, que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las à autoridade policial, entregando-as de forma habitual a Ricardo. Relembre: https://www.fatospoliciais.com.br/pm-e-suspeito-de-negociar-pistola-argentina-e-maconha-com-narcomilicia-que-agia-em-anchieta//

ARRAIAL: Criança de um ano foi internada com marcas de tortura. Mãe e padrasto foram presos

Uma criança de 1 ano e 2 meses foi socorrida com múltiplas lesões no Hospital Geral de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, na tarde de domingo (5), e o caso resultou na prisão em flagrante da mãe e do padrasto por suspeita de tortura. Segundo a Polícia Civil, os profissionais de saúde acionaram os agentes ao identificarem que os ferimentos apresentados pela criança eram incompatíveis com a versão dada pelos responsáveis. O casal alegou que o menor teria sido atacado por um animal filhote, mas, conforme avaliação médica, as lesões indicavam agressões físicas. Diante da suspeita, os envolvidos foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Cabo Frio. Após a realização de exames periciais, foi constatado que as lesões tinham origem em ação contundente de natureza humana, o que levou à prisão em flagrante do casal com base na Lei de Tortura. Após receber atendimento médico e ter alta hospitalar, a criança foi encaminhada para os procedimentos legais e entregue ao pai. O que diz a políciaSegundo a polícia, as agressões contra a criança aconteceram na Sexta‑Feira Santa (3), mas o menor não foi levado para atendimento médico naquele momento. A situação só veio à tona após outros familiares, incluindo o pai, perceberem que a criança continuava sentindo dores, o que levou à busca por ajuda. As investigações apontam que a vítima permaneceu sofrendo por dias, sem receber os cuidados necessários, o que caracterizou a continuidade dos maus-tratos até o domingo. Ainda de acordo com a polícia, a mãe teria conhecido o suspeito há cerca de três meses por meio de um aplicativo de relacionamento e passou a morar com ele após aproximadamente dois meses. Há cerca de um mês, ela teria deixado o filho sozinho com o homem enquanto ia trabalhar. A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação.

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