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Relatório da Justiça destrincha máfia de cigarros no Rio: violência, extorsão, hierarquia da quadrilha, corrupção e aliança com milicianos e contraventores

Segundo relatório da Justiça, a quadrilha de Adilsinho que comanda a máfia de cigarros no Rio de Janeiro é composta por 40 integrantes. O bando é suspeito de praticar crimes de extorsão, roubo, corrupção, lavagem de dinheiro, duplicada simulada e delitos tributários. Um ex-integrante, que rompeu com o grupo, ajudou a polícia a identificar os membros. O colaborador premiado foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e os criminosos estavam se movimentando na caça ao colaborador, inclusive com o envio de seguranças e monitorando o seu comércio e sua residência. Tais bandidos, inclusive, chegaram a efetivamente arrombar o comércio do colaborador e subtraíram bens móveis que guarneciam o imóvel. O bando ainda contou com o concurso de funcionário público e se valeu dessa condição para a prática dos delitos, assim como a ORCRIM manteve conexões com outras organizações criminosas independentes, ligadas ao tráfico de drogas e “milícias. A organização adquire cigarros da marca Club One – Após serem adquiridos da fabricante, os cigarros são levados em caminhões para centros de distribuição do grupo, situados nas cidades de Duque de Caxias, Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes. No centro de distribuição os cigarros são repassados para os integrantes da súcia conhecidos como “operadores”, que são os responsáveis pela entrega do produto aos comerciantes finais (vítimas de extorsões e roubos).] Nas áreas de influência do bando, os comerciantes finais são, então, constrangidos, mediante grave ameaça, a somente adquirirem as marcas comercializadas pela malta, , assim como observar o “tabelamento” de preços por ele determinados. ]A ORCRIM se utiliza de fiscais e seguranças para ameaçarem comerciantes que vendem marcas que não aquelas da malta, bem como aqueles que compram cigarros de pessoas não ligadas a BANCA DA GRANDE RIO e/ou descumprem o “tabelamento” de preços. Aqueles comerciantes que, nas áreas de influência do bando, optam por vender cigarros diversos daqueles comercializados pela malta, tem suas mercadorias “apreendidas”, além de terem sua integridade física ameaçada. Tal “apreensão”, em termos práticos, corresponde a um roubo, pintegrantes do bando subtraem, mediante grave ameaça, os cigarros dos comerciantes. Outro modo de atuar do bando, característico de suas extorsões, é a realização de parcerias com outras organizações criminosas, sejam elas ligadas ao tráfico de drogas ou a milícia, para, se valendo da estrutura de medo e coação que tais grupos exercem em suas áreas de domínio, consigam obrigar os comerciantes daquelas áreas a, apenas, venderem as marcas e cigarros da quadrilha. Membros dos primeiros escalões do bando também estão envolvidos com a exploração do jogo do bicho, de bingos e máquinas caça-níquel. Foi identificada, inclusive, ramificação em outro estado brasileiro. Os irmãos Adilsinho e Carlinhos são os “patrões” e líderes da organização criminosa. Também ocupa a função de “patrão”, mas em menor grau, a pessoa de Pedro Henrique. Os “patrões” são os responsáveis pela gestão do esquema criminosoe destinatários finais dos lucros obtidos com as atividades espúrias, além de empenharem suas empresas no exercício da atividade criminosa. Na qualidade de gestores do esquema criminoso, os irmãos lotearam as áreas de atuação da ORCRIM, sendo cada um responsável por determinadas áreas. O “escritório” do grupo está situado em um mesmo imóvel e os integrantes do segundo, terceiro e quarto escalões servem a ambos os “patrões”. O “escritório” ou “firma” é o imóvel onde funciona o “coração” administrativo e operacional do bando, no qual são realizadas reuniões, recebidos e distribuídos os cigarros, bem como os pagamentos. Por ser local de recebimento de pagamentos em espécie e, por consequência, de grande concentração de dinheiro o “escritório” do bando é local de presença de segurança. O segundo escalão tem João Ribeiro, Márcio Roberto e o PM Cabeça. Incumbe a eles o controle dos estoques de cigarro, determinar/regular a quantidade de cigarros destinadas aos “operadores”, a contabilidade dos negócios do bando, o contato com os “patrões” e com a fábrica dos cigarros. São o que pode ser chamado de “gerentes” da engrenagem delituosa. Cabe a eles, da mesma forma, aplicar sanções aos “operadores” que atrasem seus pagamentos ou descumpram normas internas do bando, assim como determinar a ida dos seguranças aos comércios que desrespeitem o monopólio comercial imposto pelo bando. Eles também são remunerados diretamente com parcelas do lucro criminoso, sendo 70% destinados aos primeiros e 30% dividido entre os membros deste segundo escalão. e os membros do primeiro e segundo escalão estejam envolvidos em outras infrações penais, como é o caso da exploração de bingos, máquinas de caça-níquel e jogo do bicho. Existe, inclusive, determinação expressa para que “bancas do jogo do bicho” não comercializem cigarros, o que demonstra a influência dos “patrões”, também na citada contravenção penal. No terceiro escalão do bando estão os integrantes da “equipe”. Por “equipe” podem ser incluídos os seguranças, os fiscais, motoristas e assessores imediatos dos gerentes. São integrantes deste escalão os Diego, Marcelo, Henrique, Salu, Moa, Fortinho, Claudio Luiz, Mito, Batata e Cabeça. Os seguranças realizam o transporte de valores em espécie com destino aos membros dos escalões superiores e para depósitos bancários. Os “seguranças” recolhem o dinheiro no “escritório” e outros pontos da ORCRIM e levam os valores para as residências dos “patrões”, no bairro da Barra da Tijuca. Qualquer pessoa que busque vender os cigarros da marca CLUB ONE nas áreas de atuação do bando precisa da autorização prévia da ORCRIM, sob risco de ter suas mercadorias “apreendidas” (roubadas). Trata-se de cristalina estratégia do bando para assegurar o seu monopólio comercial imposto através de práticas criminosas, na medida em que se assegura que os cigarros sejam comprados apenas junto aos integrantes do bando. Os “operadores” que deixam de cumprir suas funções, como a de fiscalização das marcas de cigarro vendidas em sua “rota”, podem ser punidos com a perda dela. Os “operadores” são responsáveis pela identificação dos locais que vendam “material clandestino” e repassam essas informações para os membros dos escalões superiores, que autorizam e determinam práticas violentas como “sacudir essas p… toda aí” A intervenção da cúpula da ORCRIM para que o seu cigarro pudesse ser

Morte de Marielle teria sepultado ambiciosos planos do delegado Rivaldo Barbosa. Segundo a PF, ele lucrava enquanto quadrilhas empilhavam corpos mas coisa saiu do controle com assassinato de vereadora

Preso acusado de participar do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes, o delegado Rivaldo Barbosa lucrava enquanto asorganizações criminosas empilhavam corpos pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro, aponta relatório da PF. A criação desse ambiente pernicioso permitiu o fortalecimento de grupos criminosos, tendo em vista que a omissão deliberada na repressão dos crimes de homicídio tem o condão de cultivar um ambiente fértil para todo o tipo de criminalidade, sendo a morte de Marielle o esgoto no qual desaguam os reflexos dos demais. Uma das premissas em que se baseava esse comportamento omissivo na repressão de tais crimes era a de que os vagabundos se matavam entre eles. Assim, cabia à Divisão de Homicídios somente auferir os lucros dessa guerra sangrenta. No entanto, descreve a PF, a atuação com base em tal princípio/pressuposto saiu de controle e levou à execução de uma vereadora cuja trajetória jamais perpassou pela criminalidade, além de seu inocente motorista. Em relação à sua escalada política, Rivaldo chegou ao mais alto cargo de sua corporação, mas esbarrou na inesperada magnitude da repercussão do homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes, cuja morosidade das investigações e notícias isoladas de inconsistências sepultaram seus ambiciosos planos (não revelados). Rivaldo Barbosa passou a ter movimentação incompatível com a renda (pessoa física) e faturamento (pessoa jurídica) declarados Foi verificada ocorrência altíssima de operações financeiras em espécie: saques e depósitos com origem não identificada; FONTE: Relatório da PF sobre o caso Marielle disponível no site do STF

DELEGACIA DE HOMICÍDIOS ERA UM ANTRO DE CORRUPÇÃO NA ÉPOCA DE RIVALDO BARBOSA, APONTA PF. VEJA DENÚNCIAS. INQUÉRITOS SUMIAM

Além da acusação de obstrução das investigações do caso Marielle Franco, o relatório da PF traz muitas denúncias contra o delegado Rivaldo Barbosa.O documento cita o relato do miliciano Orlando Curicica qie disse que ele e sua esposa teriam sofrido uma extorsão da Delegacia de Homicídios, na época que Rivaldo era chefe da DH, para que um crime de porte de arma de fogo não fosse a ela imputado. A quantia de R$20.000,00 teria sido entregue a um subordinado de Rivaldo. Curicica explanou que existia um sistema de pagamento mensal realizado pelas milícias para as delegacias. A DH, por exemplo, recebia mensalmente em torno de R$60.000,00/R$80.000,00, isso quando não auferia uma remessa adicional em razão dos crimes que deixavamprovas/rastros. O miliciano citou os exemplos das investigações envolvendo os assassinatos do policial militar Pereira e do contraventor Haylton Escafura. O documento da PF cita que Curicica relatou que a DH teria recebido de pessoa ligada ao contraventor Rogério Andrade cerca de R$300.000,00 paranão “perturbar” os prováveis envolvidos na execução de Pereira. A filha de Marcos Falcon, que foi assassinado pelo Escritório do Crime, ,revelou que o delegado responsável pelo caso do assassinato de seu pai, Brenno Carnevale, externou certo descontentamento com as ingerências praticadas por Rivaldo Barbosa na investigação, sendo certo que ele teria lhe dito que, diante de novas descobertas sobre o caso, era para “não mexer em nada e passar diretamente para ele”. Carnevale teria revelado a moça o sumiço repentino dos procedimentos apuratórios atrelados a Falcon e Pereira que estavam em sua carga de inquéritos. A filha de Falcon ressaltou que todos com quem conversava sobre a morte de seu pai, sobretudo policiais, desestimulavam-na a procurar a DH, pois esta delegaciaestaria “comprada” e de nada adiantaria o seu empenho. A DH chefiada por Rivaldo, além de ser conivente com os homicídios envolvendo a participação de milicianos e contraventores, dos quais recebiavantagens indevidas, alertava alvos de investigação quando da menção de seus nomes em procedimentos criminais ou quando da existência de medidas restritivas em desfavor deles, como ocorreu com Falcon. Brenno Carnevale narrou sumiço de outros inquéritos, de materiais apreendidos, excesso de exigências burocráticas que inviabilizavam diligênciasimportantes, e súbitas trocas de presidências de inquéritos. Um desses casos de troca inopinada de presidente de inquérito foi a retirada de sua carga, sem quaisquer explicações, do apuratório envolvendo a morte de Escafura, filho do contraventor conhecido como Piruinha. FONTE: Relatório da PF sobre investigação do caso Marielle disponível no site do STF

Em conversa interceptada, traficante que explorava condomínios em Duque de Caxias confessou homicídios. “Eu que matei o Xandão, matamo o Wendel, matamo um monte de milícia nessa p…”. Autos revelam mais detalhes da investigação

Veja agora mais detalhes da investigação sobre a ação de traficantes em condomínios residenciais do bairro de Nossa Senhora do Carmo, em Duque de Caxias, que foi alvo de operação conjunta do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil ontem. Os autos do processo revelam a nova hierarquia do bando, que é comandado por Leandro dos Santos Sabino, o Flamengo, traficante do Terceiro Comando Puro (TCP) e detalhes sobre crimes de tortura praticado pelos bandidos. Flamengo, segundo as investigações, teria sido o responsável homicídios de Wendel Silva de Souza e Alexandre Cezar Pereira. O criminoso foi interceptado e comentou sobre os homicídios. “Fui em quem matei p…, eu que matei o Xandão nessa p… aí, matamo o Wendel, matamos um monte de milícia nessa p… aí rapá”. A nova hierarquia é a seguinte: Flamengo é o líder. É o chefe do tráfico na comunidade Barro 3. Índio, Vaguinho da Água e Gordinho são os braços armados da organização. Índio é o responsável pelas extorsões aos moradores, bem como por expulsar aqueles que se insurgem contra a quadrilha, tendo sido colocado como síndico no Condomínio Bolzano por Leandro. Ele tem a função de repassar parte dos lucros provenientes das cotas condominiais para o líder do bando e foi identificado como o indivíduo que praticou torturas. Vaguinho da Água é reconhecido como autor de diversos roubos e outros crimes na região sendo apontado ainda como integrante do tráfico de drogas local, e foi identificado como o indivíduo que ficou na parte de baixo do apartamento da vítima que foi torturada dando cobertura para os comparsas. Gordinho exerce a função de segurança nos condomínios, tendo sido identificado como o indivíduo que ficou na parte de baixo do apartamento da vítima torturada dando cobertura para os comparsas. Yuri também é integrante do tráfico local e responsável por executar as ordens de Flamengo e Índio, tendo participado da sessão de tortura narrada na denúncia. Loira é responsável pelo cumprimento das ordens dadas por Flamengo. Ela é síndica do Condomínio Rotonda e estava junto de Índio e Yuri no momento em que as vítimas foram torturadas. A tortura Uma família foi torturada pelos criminosos. As pessoas foram agredidas com com golpes de madeira, martelo, socos e chutes. Os criminosos subtraíram R$ 1.000,00 de uma da vítimas R$ 300,00 de outra e três celulares. Eles ainda tomaram os apartamentos das vítimas, que foram questionadas se eram X9. O bando explorava os condomínios Volterra, Rotonda, Parma, Pádua e Bolzano Os criminosos colocavam pessoas de sua confiança na administração dos condomínios para cobrança dos serviços fornecimento de água gás, internet e tv à cabo clandestino, bem como de taxas condominiais dos moradores. Fonte: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Nova investigação contra a rede de gatonet de Suel e Ronnie Lessa revela que grupo tinha concorrência rival e que pagava propina a policiais. Veja o quem é quem

Novas investigações que vieram a tona recentemente revelam o quem é quem na quadrilha comandada por Maxwell Simões Correa, o Suel, por Ronnie Lessa e Welington de Oliveira Rodrigues, o Manguaça, que fornece gatonet nos bairros de Rocha Miranda, Colégio, Coelho Neto e Honório Gurgel. A investigação revela ainda que haveria concorrência de um grupo rival nos negócios e o pagamento de propinas a policiais corruptos. O grupo tem por finalidade obter vantagens indevidas, mormente no que concerne à exploração ilícita dos serviços de telecomunicação, televisão e internet (a famigerada GatoNet). Atividades aliadas ao cometimento dos crimes de corrupção ativa, extorsão e lavagem de dinheiro. Alex Pif Paf – é o braço direito de Manguaça de Oliveira Rodrigues. Exerce atividade de caráter técnico junto aos serviços de gatonet. As conversas mantidas por ele demonstraram a prática da atividade, havendo alusão a pagamentos pelo serviço, cortes do fornecimento, planilhas de “clientes” e menção a outro fornecedor de internet em morro dominado pelo grupo criminoso. Atua ainda como subgerente do grupo, com a probabilidade de ter assumido a gerência após a prisão de Wellington. Tabu era operador técnico dos serviços de gatonet. Havia conversas dele sobre a prisão do do patrão Suel “Suel”, com o filho de Suel e e da subordinação ao PM dono da “GatoNet”, Águia Elton também é operador técnico. Fez contatos com Manguaça. Há mensagens em que Elton afirma expressamente sobre fornecimento do serviço em “sua área”. Tem ainda conversas de respeito de disputas, em que um grupo rival teria cortado o sinal da internet usada pelo grupo criminoso. Seu nome apareceu em anotações de contabilidade da gatonet, essas apreendidas na residência de “Suel”, por ocasião de cumprimento de mandado de busca expedido na Operação Lume referente aos homicídios da vereadora Marielle Francisco da Silva e de seu motorista Anderson Pedro Matias Gomes e à tentativa de homicídio de Fernanda Gonçalves Chaves. Isaac DJ é outro que exerce papel de operador técnico, . Os dados revelam conversas sobre a prisão de “Suel”, demonstrando preocupação, além de diálogos em que reclamam da desordem da milícia no Rio de Janeiro e de ligações dessa com o narcotráfico. Luciano Trabalho Cavalo atuava como responsável pela manutenção de todos os aparelhos usados na rede clandestina de gatonet. Há, inclusive, mensagens em que o próprio Luciano afirma trabalhar há anos para o PM Sandro dos Santos Franco realizando a manutenção de todo o equipamento empregado pela quadrilha. O feito aponta, ainda, que Luciano integra, juntamente com Welington, o grupo de WhatsApp: “Mant fibra iraja”, criado em 17/04/2018, relacionado com as atividades desenvolvidas pelo grupo criminoso. Sandro Olho de Tandera era gerente de parte da área em que foi implantada a rede clandestina de gatonet, supervisionando todos os aspectos técnicos e financeiros em determinada área de domínio do grupo, inclusive com emprego de arma de fogo. Os diálogos demonstram que ele supervisiona o funcionamento do gatonet, negocia a compra e a manutenção de materiais e aparelhos destinados ao funcionamento da rede, faz o recolhimento de valores pagos pelos “clientes”, repassa as parcelas devidas aos líderes (filho de Suel). Ele ainda realiza o pagamento acordado com policiais corruptos da região e faz uso ilegal de armas de fogo no exercício de suas incumbências na estrutura criminosa. Também há conversa entre ele e Wellington sobre a prisão de “Suel”, demonstrando preocupação e insegurança quanto ao esquema do grupo criminoso. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Relatório da Defensoria Pública com base em imagens das câmeras corporais dos PMs aponta abusos cometidos pelos agentes como agressões, ameaças e até homicídio

Policiais chegaram no local quando os custodiados já estão algemados. As câmeras acopladas nos uniformes dos policiais revelaram uma tortura psicológica por parte dos agentes de polícia, visto que um dos custodiados estava baleado na região escapular esquerda e o seu devido socorro não foi feito de forma imediata. Os policiais ainda ameaçaram o custodiado de morte, com o objetivo de obter uma confissão de que ele estaria armado, indicando o suposto local onde teria descartado a arma. A informação consta em um relatório da Defensoria Pública do Rio de Janeiro que, de abril a dezembro de 2023, expediu 215 ofícios à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro solicitando imagens capturadas por câmeras operacionais portáteis. A corporação só recebeu apenas 26% das informações. — Há dois problemas centrais apontados no relatório: o elevado número de ofícios não respondidos, sendo que há um prazo de 15 dias úteis previsto na Resolução 2421/2022, da Secretaria de Estado da PM, e o alto percentual de respostas informando que as imagens não foram gravadas, foram perdidas ou apagadas após 60 dias, contrariando determinação legal de que sejam arquivadas e conservadas por um período mínimo de doze meses em caso de letalidade ou registro de ocorrência na delegacia — explica o defensor público e coordenador do Nudedh, André Castro. Veja mais relatos de abusos dos ofícios que foram respondidos 1-Um carro andando nacontramão de uma rua em velocidade normal. Um dos policiais do caso, ao perceber a conduta inadequada do motorista, pede para o carro parar. Entretanto, o veículo segue e o policial atira contra o automotor Esses tiros, consequentemente, causam a morte de um dos passageiros, que havia acabado de comemorar o seu aniversário. O policial militar envolvido já foi denunciado pelo Ministério Público, acusado de homicídio qualificado. 2- As imagens expõem o momento em que dois policiais militares observam um homem caminhando na calçada e param a viatura para abordá-lo. O homem não oferece resistência, se rendendo imediatamente e sendo encostado na parede pelos policiais. Os policiais começam a revista e um deles desfere tapas no pescoço e no peito do custodiado sem aparente motivo. Apesar de não encontrarem nada na revista, os policiais o algemam e ameaçam leválo para a delegacia. Chegando na viatura, ambos os policiais retiram suas COPs e as descartam dentro do carro, dando continuidade à abordagem sem as câmeras. A abordagem dura mais 1 hora e 30 minutos até os policiais retornarem com o custodiado para a viatura e o encaminharem para a delegacia, configurando também o mau uso das câmeras corporais pelos policiais militares envolvidos. 3-Suspeitos de furtos a rapazes na Central do Brasil correram para dentro de um ônibus. Depois de revistarem as pessoas que estavam no veículo, os policiais identificam os custodiados envolvidos e o ônibus segue para a Delegacia da região. Nesse momento, dois policiais, de dentro do ônibus, com todos os envolvidos já contidos, usam spray de pimenta. Embora seja armamento menos letal, a forma como foi usado se revela desproporcional, desnecessária e injustificável. As pessoas ali presentes começam a sentir mal-estar, enjoo, tosses intensas e, mesmo assim, os PMs não permitem que os envolvidos protejam as suas faces com um pedaço de pano ou com própria blusa. Além disso, os policiais proferem frases odiosas e sarcásticas durante todo o percurso até a delegacia, revelando comportamento incompatível com os padrões de conduta da corporação. 4-Imagens mostraram uma pessoa em situação de rua andando com seus cachorros na parte externa do Parque Quinta da Boa Vista, local público. O custodiado, ao que tudo indica, apenas estava passeando, não se revelando nenhum motivo que podesse ensejar fundada suspeita. Os PMs chegam no local expulsando ocustodiado que, mesmo sem apresentar resistência, é levado para a viatura com fortes tapas e empurrões na região das costas. Ao chegarem na viatura, um dos policiais arremessa o custodiado de forma violenta contra o veículo. Logo após, os policiais algemam o custodiado e o levam para a Delegacia. No Registro de Ocorrência, consta que o assistido cometeu Resistência, Desacato, Desobediência e Lesão Corporal, porém nenhuma dessas condutas encontra respaldo nas mídias examinadas. Há também bons exemplos: Imagens mostraram que, durante toda a abordagem, o policial militar envolvido apresenta conduta exemplar, buscando tranquilizar tanto o custodiado, quanto a sua família, com falas calmas e respeitosas, sem demonstrar nenhuma violência. A condução do PM, por consequência, faz com que o custodiado coopere com a Polícia Militar, sem apresentar qualquer tipo de resistência, o que outrora fizera FONTE: Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro

Investigação aponta a hierarquia completa da milícia que agiu em Queimados nos últimos anos e que foi alvo de operação policial esta semana

Investigação aponta a hierarquia da milícia que agiu no município de em Queimados nos últimos anos, que foi alvo de operação policial esta semana. Segundo a apuração, Chin, Macaco Louco, Naninho, Duim ou Gambá, Emerson, Valladares e Mica , exerciam papel de liderança da milícia em comento, emitindo ordens aos demais integrantes do grupo, sendo certo que também atuavam como braços armados da organização criminosa. Os denunciados que exerciam funções de liderança compunham um grupo de WhatsApp chamado “Prioridade Irmãos” que funcionava como uma espécie de conselho deliberativo da malta, sendo certo que quaisquer decisões só poderiam ser tomadas se todos os integrantes desse grupo estivessem de acordo. Os milicianos também compunham outro grupo de WhatsApp, este utilizado para coordenar e operacionalizar as ações da milícia do Belmonte, tal grupo tinha o nome de Irmandade. Chin emitia ordens para Dayana e Anão ou Ananias. Macaco Louco, Mica, Duim ou Gambá e Naninho atuavam nos homicídios perpetrados pelo grupo. Emerson era um dos responsáveis pela expansão territorial da milícia para outras áreas, tais como os bairros de Vila São João e Parque Santiago. Valladares era o encarregado da exploração da atividade de distribuição clandestina de sinal de TV a cabo desempenhada pelo grupo, adquirindo os materiais necessários à expansão das centrais clandestinas visando ampliar sua área de atuação. Dayana era responsável pela contabilidade do grupo criminoso no que tange a prática da agiotagem e da cobrança de cesta básica, após a prisão de “Chin”, seu companheiro. Anão ou Ananias tinha a função de realizar a cobrança de taxas referente ao dinheiro emprestado a juros. Dedé tinha a função de braço armado do grupo, sendo responsável pela prática de crimes de homicídio contra alvos determinados pela milícia. Magu e Tiago também eram braços armados sendo responsáveis, no seio do grupo, pela prática de crimes de extorsão mediante sequestro.França era a pessoa responsável pela coordenação dos pontos de mototaxistas, cobrando deles valores em dinheiro a pretexto de permitir a atividade de transporte alternativo nos locais dominados pela milícia. Matheus tinha a função de responsável pelas manutenções do sinal de TV, bem como das cobranças das mensalidades pelo serviço irregular prestado nas localidades dominadas pela malta. Peixe se valia do poderio bélico e influência da malta nas áreas de influência do grupo criminoso para implantar o monopólio na comercialização e localização de “churrasquinhos”. Andressa tinha a função de informante na medida em que servia de ponte entre os membros da malta, repassando informações estratégicas aos demais integrantes do grupo criminoso, dentre eles Macaco Louco, seu companheiro. Boi ou Bob, Rato, Pig, Eduardo, Capitão e Thiago eram outros braços armados praticando as ações criminosas no grupo sempre portando armas de fogo de grosso calibre. Jonathan tinha como função a prática de agiotagem, emprestando dinheiro a juros em nome da milícia. Ocorre que no ano de 2020 houve uma reunião da cúpula da “milícia do Belmonte”, representada pelo denunciado Valadares, com integrantes da milícia de Campo Grande, onde ficou resolvido que o grupo criminoso “A Firma ou “Bonde do Tandera” passaria a controlar a região de Queimados, momento em que Gordão, JC, Danilo e Negro passaram a integrar o grupo criminoso. Todos eles tinham como função precípua o desempenho de atividades relacionadas às cobranças de “taxas” da malta, arrecadando dinheiro de moradores e mototaxistas a pretexto de “taxa de segurança”. Posteriormente tais valores eram entregues a Shreek e Leite Ninhoque levavam o dinheiro para o quartel general do grupo, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Esses dois últimos tinham como função administrar os negócios da milícia no Município de Queimados/RJ, sempre sob ordens diretas dos líderes da milícia em Campo Grande/RJ. Os denunciados recebiam de outros integrantes do grupo criminoso os valores oriundos de “taxas de segurança” cobradas de moradores e mototaxistas das comunidades sob domínio da milícia. Cavanha tinha como função arregimentar novos integrantes para o grupo criminoso. Carlos Mariano e Heavy Metal ou Danone tinham como função atuar como mecânicos do grupo criminoso, seja consertando, seja adulterando os veículos utilizados pela malta em suas empreitadas criminosas. Danilo exercia a função de síndico dos condomínios Valdariosa e Sebastião Torres, ambos situados em Queimados e controlados pela quadrilha, o que o levou ao papel de destaque no grupo criminoso. Em razão desta posição monopolizou, juntamente com outros integrantes da malta, os serviços de energia elétrica e gás, compelindo diversos moradores da região a pagarem quantias a título de “taxa de segurança”. Além disso, participava da compra e venda de cestas básicas e kits churrasco, atividades monopolizadas pelo grupo criminoso nas comunidades em que exerciam domínio, bem como articulava a prática da agiotagem pela milícia. Em junho de 2021, foi forçado a renunciar ao posto de síndico, momento em que a Fernanda assumiu a função. Ela passou a exercer a função de síndica dos condomínios Valdariosa e Sebastião Torres, , coordenando, sobretudo o braço da malta referente a energia elétrica. Beto e Felipe faziam na função de cobradores, sendo certo que prestam contas aos síndicos. Fonte: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Quem dá as ordens no Morro do Dezoito (CV) é o traficante Doca da Penha, apontou investigação

Segundo a última investigação a que tivemos acesso sobre o Morro do Dezoito, em Água Santa, quem dá as ordens por lá é o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca. Foi ele que deu a ordem por exemplo para extorquir em R$ 20 mil uma empresa de engenharia que realizava uma obra na região em 2020.Baseado no Complexo da Penha, Doca era representado por dois frentes, HO, que foi preso e Bruno PT, que acabou morto. Sem os dois, Jean do Dezoito, que saiu da ADA, virou o novo frente do morro, cargo que já havia ocupado antes quando a favela era dominada pela ADA. Os traficantes ganhavam dinheiro com o fornecimento clandestino de internet e TV, cobrança de “taxas” de segurança a moradores, entre outros. Drogas comercializadas são enviadas inicialmente para a Vila Cruzeiro, para o Morro do 18 e posteriormente para o Morro do Barão, na Praça Seca. O bando também tem extensões em Santa Teresa, região central da capital e no município de Mendes, no Sul Fluminense;Outros traficantes de destaque na hierarquia do Morro do Dezoito são Dumec, que só estava abaixo de HO e de Bruno PT, e Jota, um dos seguranças dos líderes. No braço da organização criminosa responsável pelo roubo de veículos é possível verificar a seguinte estrutura: mecânico responsável pelo desmonte dos carros; motorista frentinhas que transporta as peças aos ferros-velhos; motorista de caminhão reboque que retira a carcaça dos veículos roubados do interior da comunidade; traficantes responsáveis por autorizar os roubos por serem mais uma fonte de renda da organização. Restou possível apurar, ao longo da investigação, que qualquer crime cometido na região, seja roubos de carga ou de veículos, que utilize a estrutura da Organização Criminosa para proteção dos autores de forma a terem um local seguro para consumar o delito cometido, é devido o pagamento de uma taxa em dinheiro ou em mercadoria (produtos do crime) pelo uso da base e de sua estrutura. Fonte: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Veja mais detalhes sobre como funciona a estrutura criminosa do TCP no Complexo da Maré (cronologia de lideranças, vulgos, outros negócios, ordens para a entrada, tipos de armas usadas, salário, entre outras informações)

A Vila dos Pinheiros assim como as comunidades da Baixa do Sapateiro, Timbau, Fogo Cruzado, Vila do João, Salsa e Merengue e Conjunto Esperança, todas no Complexo da Maré e dominadas pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), têm os mesmos donos “, modificando apenas os gerentes. Elas eram todas comandadas pelo traficante Facão, fundador do TCP. Quando este foi preso, passou a ser o líder Menor P ou Astronauta. Com os dois presos, foi nomeado para comandar as comunidades, o traficante TH. Em maio de 2020, o traficante Mangolé foi colocado em liberdade e passou a dividir com o TH o comando. Ele chegou a ir para o Complexo da Alma, em São Gonçalo quando foi solto. Facão posteriormente foi solto mas dizem que ele largou o crime. TH e Mangolé nestão na qualidade de maiores líderes em liberdade do TCP, na Região do Complexo da Maré, recebendo ordens de Menor P. Facão e Menor P que planejavam, escolhiam e ordenavam as pessoas que iriam executar as tarefas, os atos criminosos. Na região, estima-se que deve ter em torno de 50 ou mais pessoas que exercem a função de radinho e de olheiro. O turno começa ás 6h e vai até as 18. O radinho não pode passar seu equipamento para ninguém e o salário seria de R$ 800 por quinzena. Alguns dos radinhos ficam em cima de uma laje de um prédio de cinco andares onde dá pra ver todo o movimento de quem entra e quem sai, incluindo ainda a Avenida Brasil. Juntamente com os radinhos ficam elementos armados com pistolas cuja função é de olheiro, que também tem plantão de 12 horas. Tanto os olheiros como os radinhos têm por obrigação olhar todos os carros que entram na comunidade. Os motoristas têm que piscar os faróis, baixar o vidro, luz do salão acesa, para serem identificados; Tem a primeira contenção dentro da favela, cujo objetivo é identificar os carros que entram na comunidade, se passar por essa barreira e não for identificado, tem uma segunda, que vai pará-lo; Se a pessoa não parar a ordem é de tentar identificá-la, pois já aconteceram muitas mortes de inocentes. Acontece dos líderes passarem um radinho para informar. “Esse carro é do patrão ou de um amigo”; Quando os donos da favela ou os líderes passam pela comunidade estão com muitos seguranças fortemente armados com fuzis. Na Vila do João, o chefe é Pescador, na Baixa do Sapateiro, o chefe é Trezentos. No Timbau, é o Terceirinho, na Vila dos Pinheiros é o Cria. Há outros vulgos de destaque como Choco, Pescocinho, Espoque, Carrapato, Faustão, Monza, Camuflado, 10 Centavos ou 3K, RN ou Gordão, Tapioca, Geléia, Thiago, Tipo Todas as áreas dominadas pelo TCP são guarnecidas por um exército de homens armados com alto poderio bélico, compostos de fuzis HK47, AR15, G3, M16, FAL, metralhadoras, granadas, pistolas de todos os calibres, revólveres , armas ponto 30 e ponto 50. Os seguranças andam fortemente armados 24 horas por dia. Além do Tráfico de drogas, o TCP da Maré atua em roubos de carga e veículos, possui coparticipação no gatonet, venda de botijões de gás, moto-táxi e transporte alternativos de Vans e Kombis, e também costumam realizar bailes funks, e pagodes para aumentar o consumo e a venda de drogas. No curso das investigações, alguns membros da quadrilha foram mortos, outros presos, e os líderes, apesar de acautelados, deram continuidade no comando da Facção. Os demais envolvidos, seguindo as orientações de suas lideranças, orquestram diariamente a agenda de serviços, movimentando toda a organização criminosa, desde os pontos de venda, até a contabilidade, demonstrando agir como uma empresa estruturada. Foi verificado também, que mesmo passado alguns anos, os chefes e os integrantes do tráfico são quase os mesmos, tendo apenas aumentado o número de participantes. FONTE: Relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro disponível no site Jusbrasil

Investigação sobre milícia de Zinho revela cobranças de taxas de obras da Prefeitura e novos personagens, como Cansado, que tinha telefone usado pelo chefão

A nova investigação sobre a milícia de Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, revelam novos personagens e cobranças de taxas até de obras da Prefeitura. O trabalho possibilitou-se, ainda, um detalhamento quanto ao modo de arrecadação das malsinadas “taxas de segurança”, sobretudo em face de empresários do ramo da construção civil atuantes na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ratificando-se a ideia de que elas representam inquestionável fonte do poderio econômico ostentado pela milícia, com arrecadação de valores altíssimos, havendo uma verdadeiro “empresa” para cobranças, controles de pagamento, dissimulação das cifras criminosas e, até, “embargo de obras” em caso de inadimplemento. A organização da “empresa criminosa” é revelada através das diversas planilhas de controles de pagamento das “taxas” com nomes de devedores, datas e valores sendo estarrecedor o fato de que nem mesmo as “Obras da Prefeitura” escapavam das cobranças. Um destes novos personagens era Cansado ou Fechamento. Ele age como uma espécie de “porta voz” ou “longa manus” do capo máximo da horda,”, sendo pessoa de sua extrema confiança. Zinho blindava-se ao máximo para que seu atual paradeiro não seja descoberto. “Ele evita se valer de meios de comunicação rastreáveis – como é o caso das conversas através do aplicativo “WhatsApp” – para passar ordens e obter informações de seus comparsas, valendo-se, na maioria das vezes, do denunciado Andrei como um “homem de recados”. Quando o faz pessoalmente, “Zinho” utiliza-se do terminal telefônico utilizado por Cansado, tudo demonstrando proximidade física entre eles, além de inegável relação de fidúcia. Careca faz parte do núcleo operacional, sendo um dos responsáveis pela “comercialização de armas de fogo de grosso calibre e de altos valores no mercado paralelo do submundo do crime, como fuzis que chegam a ser negociados por R$ 42.000,00. Pardal era responsável por extorsões realizadas contra condomínios já habitados (“taxas de portaria”), lojas do comércio em geral e empreiteiras, inclusive as contratadas para realizar obras para a Prefeitura da Cidade, tudo em variados bairros das áreas dominadas pelo grupo criminoso, como Campo Grande, Santa Cruz, Nova Sepetiba, Ilha de Guaratiba, entre outros. Os valores arrecadados eram supostamente revertidos para a ORCRIM, havendo nos autos tabelas de prestação de contas, diálogos decorrentes das quebras de sigilo que demonstram as transferências e depósitos realizados, fotos e outras comprovações. Bolinho tinha a função de realizar as cobranças extorsivas e, por vezes, recolher as quantias decorrentes,. Outros diálogos apontam para interferência em obras que os responsáveis não estariam pagando as taxas impostas pela ORCRIM. Consta dos autos fotos das armas supostamente utilizadas pelo acusado, bem como maços de dinheiro decorrentes das cobranças. Noque era um dos destinatários finais dos valores arrecadados pela quadrilha. Canela exercia função de segurança/soldado, atuando na contenção armada do bando. Ele é acusado do homicídio de vítima policial militar, com consequente ocultação de seu cadáver. Papel tinha sido preso na fase ostensiva da Operação Dinastia, em flagrante com “uma grande quantidade de munição de fuzil de calibre 762, além de duas granadas, um colete, peças de fuzil desmontado, dois carregadores de fuzil e uma luneta, além de fardamento do BOPE/PMERJ, um colete com placas balísticas, um distintivo da Polícia Militar, paths da CORE, uma toca ninja e um cinto tático”, além de estar a bordo de veículo receptado. Segundo a acusação, ele se valia de outros milicianos para efetuar as cobranças, entretanto continuava sendo por elas responsável, na medida em que chega a afirmar que “teria diminuído o valor das cobranças RT realizaria extorsões em favor da ORCRIM. Jonatha integraria o bando de forma ostensiva na função de soldado/segurança. Hudson tinha suas contas bancárias frequentemente utilizadas por ele e por outros membros da associação criminosa como o denunciado Bolinho para passagem de valores recebidos a título de pagamento das infames “taxas de segurança”, cobradas de comerciantes, moradores e, sobretudo, de empreiteiros que ousam empreender nas áreas dominadas pelo “Bonde do Zinho”, além de organizar planilhas de cobrança e sacar valores, buscando a pulverização dos valores. China tinha suas contas bancárias frequentemente utilizadas para passagem de valores recebidos a título de pagamento das infames “taxas de segurança”, cobradas de comerciantes, moradores e, sobretudo, de empreiteiros. Fabíola e Gabrielli, companheiras de integrantes do bando teriam cedido suas contas bancárias, por incontáveis vezes, para a utilização por seus companheiros, e outros comparsas para que nelas fossem depositados valores supostamente ilícitos auferidos com a prática de atividades criminosas. O núcleo extorsionário da quadrilha age através do constante emprego de armas de fogo de uso permitido e de uso restrito, as quais são utilizadas, diuturnamente, pelos milicianos para a existência e funcionamento da associação criminosa, havendo entre eles intensas negociações para compras de armas de fogo, munições e acessórios, de valores altos no mercado paralelo do submundo do crime organizado e, ainda, utilização de armamentos oriundos das Forças de Segurança Pública. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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