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extorsão

Narcomilícia ligada ao TCP age em Vargem Grande. Bandido espancou catador com barra de ferro por ele não ter pago a taxa. Foi condenado a seis anos de cadeia

A narcomilícia ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP) que age na comunidade da Taboinha, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, extorquia comerciantes e um catador de lixo reciclável foi espancado com uma barra de ferro por um dos integrantes, vulgo Nobru, porque não tinha dinheiro e se recusou a realizar o pagamento. Nobrru, que foi preso em 2024, foi condenado ano passado a seis anos e seis meses de prisão. Chegaram várias denúncias através do programa oficial disque-denúncia, indicando o acusado como um dos narcomilicianos do local e como um indivíduo extremamente violento, que extorque as pessoas; que as denúncias são anônimas; que nas de-núncias eram mencionados o vulgo do acusado e suas características físicas; que ao realizarem a revista pessoal no acusado, encontraram várias notas dobradas, como se fossem valores que ele tinha pego nos comércios que ele cobrava. O bandido era é “abusado”, “deu em cima” de uma policial civil na frente dos colegas dela. Os criminosos chegaram a colocar uma câmera de segurança na entrada da comunidade para poder monitorarem as viaturas policiais. Quando a polícia chega na comunidade, os bandidos entravam nas casas. Os agente sabiam onde ficaam exatamente os pontos de venda de drogas, mas os crimi- nosos olhavam pelas Câmeras e se escondem antes de serem presos pelos policiais” Os narcomiliciianos da comunidade não andam armados porque quando forem pegos pelos policiais, não serem acusados pelo porte de arma ilegal; FONTE: Site oficial do TJ-RJ

Casal viveu momentos de terror ao ser extorquido por bandidos em Rio Bonito

Um casal passou por momentos de terror ao ser extorquido por criminosos em Rio Bonito em junho do ano passado.  Os bandidos exigiram o valor de R$ 430,00 de uma cesta básica, acrescido de juros e despesas com gasolina.   Um dos criminosos exigiu o pagamento da quantia inicialmente através de mensagens pelo aplicativo WhatsApp ameaçando a mulher, se não pagasse, colocaria fogo em sua casa e levaria sua turma à casa das vítimas para dar uma surra.    Em 5 de junho, os autores  foram até a residência das vítimas e em tom intimidativo afirmaram que não sairiam até receberem a quantia acrescida de juros.  Ainda na mesma data, por volta das 23h00, um dos criminosos, de entrou na residência das vítimas localizada na BR-101, km 257, contra a vontade das mesmas e proferiu a seguinte ameaça:  “Cadê o meu dinheiro? Tá pensando o que, que eu sou otário? Eu boto fogo na p… toda, não tem p… de filho, não tem o c… a quatro. Tá achando que você e o safado do seu marido vão me passar a perna Intimidados, as vítimas entregaram a quantia de R$ 500,00. O primeiro denunciado exigiu o acréscimo de mais R$ 100,00 para cobrir as despesas com a gasolina, totalizando R$ 600,00. Após receber a quantia, saiu da residência das vítimas e deixou o local no veículo Toyota Hilux SW4, cor preta     Posteriormente, em data e horário não definidos, mas sendo certo que no mês de junho de 2024, nesta cidade, o outro envolvido, ao saber que a mulher compareceria à 119ª DP para prestar declarações, pretendeu favorecer interesse próprio consistente em furtar-se à responsabilização criminal, e mediante grave ameaça realizada por contato telefônico com a vítima Alexandre, afirmou que a vítima não iria chegar em casa depois de sair da delegacia.   Um dos autores foi flagrado em sua residência com artefato explosivo apto a ser acionado e deflagrar com eficácia, e 03 (três) munições de arma de fogo intactas. Várias vítimas das extorsões praticadas  compareceram em sede policial para noticiar ameaças graves por parte dos mesmos e apropriação indevida de bens como forma de cobrança de valores monetários. FONTE: Denúncia do Ministério Público Estadual do RJ disponível no site jurídico Jusbrasil

Investigação revela extorsão a presos no Rio para obtenção de laudos e atestados médicos

Investigações da Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio revelam que havia dentro do sistema prisional fluminense um esquema de extorsão de presos para a obtenção de laudos e atestados médicos. Os internos com maior poder aquisitivo eram identificados por Inspetores Policiais Penais e, sempre que era exigida a emissão de um laudo médico ou nutricional, o grupo criminoso entrava em ação para cobrar valores ilícitos. Segundo as investigações, uma advogada também estaria envolvida no esquema, atuando como intermediária entre os internos e seus familiares para a exigência dos pagamentos. Os alvos da operação desempenhavam funções específicas no esquema criminoso, exigindo quantias elevadas para fornecer documentos médicos que favorecessem os detentos. Hoje, o Miniztério Público Estadual faz operação para cumprir 10 mandados de busca e apreensão contra o grupo criminoso que atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bangu – Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho (SEAP/HA). FONTE: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

Em outras regiões de Belford Roxo, comerciantes admitiram pagar taxas variadas a milícia

Em outra região de Belford Roxo, age a milícia do Xavantes. O proprietário de uma barbearia que ficava no bairro mas já deixou o local, disse que a milícia cobra dinheiro na localidade. Eram R$ 30 por semana. Contou que geralmente, vai um cobrador sozinho, de moto ou de carro, e nem sempre ia a mesma pessoa ; que não se recorda do dia em específico. Segundo seu relato, a milícia cobrava lá semanalmente, em dias diferentes; que a pessoa se identificava e dizia que estava ali cobrando a taxa da milicia.O dono de uma loja de rações disse que pagava segurança para a milicia, no valor de R$ 35,00 por semana. Disse que os bandidos passvaam em dias alternados; que paga a quantia em espécie; que são vários homens que passam cobrando. Contou sobre os vulgos dos milcianos que cobravam: Gordão, Orelha, Pim e Pulga. O dono de uma papelaria disse que pagava taxa para a milícia de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) por semana. Falou que não tem dia certo para as cobranças; que paga em dinheiro em espécie; que as cobranças são realizadas por pessoas diferentes. O proprietário de um sacolão disse que continua pagando, R$ 60,00 por semana para a milícia ; que varia muito as pessoas que vão realizar as cobranças, pois tem uns que acabam presos, e vão outros; que sai um e entra outro; que eles não têm dia certo para cobrar; que quando não estava na loja, seus funcionários já ficavam sabendo que tinham que pagar; que um dos cobradores, certa vez, foi preso dentro de seu sacolão; ele tinha o vulgo de Dudu; que o acusado já tinha passado na área lá cobrando; que ao ver a foto do acusado, o reconhece como uma das pessoas que passavam fazendo cobranças “. Segundo um PM, essa milícia atua no Xavantes, Farrula, Vila Entre Rios e Heliopolis. Seria liderada por um indivíduo de vulgo Kibe. Como alguns milicianos que agiam no grupo tinham passagem na polícia e tinham medo de serem presos, a quadrilha buscou uma pessoa com ficha limpa, para realizar as cobranças. Recebiam R$ 400 por semana para realizar as cobranças FONTE: Trecho de processo do TJ-RJ disponível no site jurídico Jusbrasil

Em Belford Roxo, comerciantes têm que pagar a milícia para se protegerem da própria milícia

Em Belford Roxo, os comerciantes pagam taxas à milícia do Babi para se protegerem dos próprios criminosos que exitem a quantia. Os milicianos passam uma desinformação para os comerciantes. ELes passam uma informação para um [comerciante] falando que é uma taxa de segurança para evitar roubos no local. Outros informaram que é uma contribuição exigida pela milícia para que eles consigam atuar no bairro. E outros informam que apenas são ameaçados, que se não pagarem vai ter que fechar o comércio porque, entre aspas, quem manda na área são eles. Os valores oscilam de acordo com a rentabilidade da loja , então eles oscilam de 20 a 60 reais, podendo passar um pouco mais desse valor; a cobrança é feita semanalmente; Os paramilitares extorquem todos, até os catadores de latinhas; é cobrada pela milícia qualquer atividade comercial que gere algum lucro. Essa milícia é chefiada por Jefferson da Mata Luquete, conhecido como ‘Kim Aleijado’ ou ‘K10’; o segundo na hierarquia, salvo engano, é ‘Jef Sombra’, Rodrigo Leite; e o terceiro homem ‘Carlinhos’, O padrão de cobrança é sempre o mesmo: eles iam de moto com camisa preta, boné preto. A vítima vai até a delegacia para poder registrar denúncia logo depois o comércio tem o assaltado ou o carro é vandalizado, ou a loja é pichada. Por isos, por medo, os comerciantes não vão até a polícia. A área de cobrança é vasta, o Babi, por exemplo, que é o primeiro ponto de cobrança, até o São Bernardo, que é o último ponto de cobrança, é uma distância considerável, tanto que é feita com uma moto, que é o veículo mais rápido, até mesmo para fugir da viatura policial, na medida em que eles vêem a viatura é o veículo mais fácil de se evadir Os milicianos recebem de remuneração pagamento quinzenal, de 600 ou 700 reais, FONTE: Trecho de processo do TJ-RJ disponível no site jurídico Jusbrasil

Polícia Federal também age contra quadrilha que coage vítimas de roubos de celulares no Rio

A Polícia Federal faz operação hoje contra uma quadrilha que envia mensagens para vítimas de roubos de celulares, no intuito de obter informações confidenciais, como senhas e códigos, de maneira fraudulenta – prática conhecida como phishing. As vítimas também eram coagidas e pressionadas pelos criminosos com ameaças de morte, além do envio de fotos de armas e informações de dados cadastrais que continham seus endereços. Semana passada um bando que agia de forma semelhante foi alvo de operação da Polícia Civil. As investigações começaram após roubo de um telefone celular funcional de servidor público federal, com emprego de arma de fogo. As apurações indicaram uma divisão da organização criminosa em núcleos, sendo que uma parte do grupo era responsável pela tentativa de desbloqueio dos aparelhos com envio de links maliciosos, e outra pelo envio de mensagens com extorsões e ameaças. Na ação de hoje, policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que são cumpridos nas cidades de São Pedro da Aldeia/RJ, Nova Iguaçu/RJ e Rio de Janeiro – bairro de Irajá, na Zona Norte. São apurados os crimes de roubo, receptação, extorsão, invasão de dispositivo informático e organização criminosa. balanço final Prisão: um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, em São Pedro da Aldeia/RJ. Apreensões RJ – Irajá: celulares e computador, na residência de um dos alvos; Nova Iguaçu – imóvel comercial: celulares, computadores e documentos na empresa de um dos alvos; São Pedro da Aldeia/RJ – em duas residências: na primeira delas, uma arma de fogo, que resultou na prisão em flagrante de um dos alvos da operação por posse ilegal de arma de fogo, um veículo, duas moto aquáticas (jetski), celulares, computadores e documentos. Na segunda, celulares e computador; FONTE: Polícia Federal

Foragido da Justiça que estava na casa de Oruam integrava quadrilha ligada ao CV que roubava celulares, extorquia e ameaçava as vítimas. Bando foi alvo de operação policial na semana passada que teve mais de 30 presos. VEJA MAIS DETALHES DA INVESTIGAÇÃO

O foragido da Justiça Yuri Pereira Gonçalves que foi flagrado na casa do rapper Oruam, filho do traficante Marcinho VP, responde a processo na Justiça suspeito de integrarn associação criminosa especializada na receptação de aparelhos celulares subtraídos e, ainda, na prática do crime de extorsão, A quadrilha foi alvo de uma operação da Polícia Civil na semana passada e era ligada ao Comando Vermeho, que teve mais de 30 presos. A ação é do ano de 2020 e descreve que várias pessoas passaram a receber ameaças via correio eletrônico ou aplicativo de mensagens, após terem seus aparelhos celulares subtraídos, nas quais os suspeitos exigiam fotografias de armas com seu nome, além de dados pessoais e nome de seus familiares, de forma a obter as senhas das contas pessoas do referido aparelho subtraído, permitindo seu desbloqueio e utilização por receptadores. Diante do grande número de vítima de tal ação, a equipe a equipe de investigação entrou em contato com o responsável pelo site onde foram feitas as consultas dos dados das vítimas, fornecendo a ele os CPF’s de algumas vítimas da suposta extorsão, sendo certo que ele identificou, inicialmente, dois usuários de seu sistema que consultaram os dados daquelas vítimas e forneceu uma lista das demais consultas realizadas por esses usuários, o que fez com que a quantidade de potenciais vítimas aumentasse de forma significativa. Os dois usuários que consultaram o referido sistema foram identificados e devidamente qualificados na representação policial, onde indica, ainda, os terminais telefônicos por eles utilizados para se comunicar com o proprietário do site de consultas antes mencionado, bem como seus respectivos e-mails. Além disso, consta dos autos do inquérito que uma das vítimas recebeu ameaças de uma pessoa com, a fim de que ela desvinculasse o celular subtraído de sua conta pessoal, valendo-se de fotografias de armas e demonstrando ser conhecedor de seus dados pessoais, como endereço. A quebra de sigilo do aplicativo Whatsapprevelou que os investigados fazem parte de diversos grupos destinados a comercialização e desbloqueio de telefones celulares.O bando agiu entre novembro de 2019 e setembro de 2024 e agia em diversos bairros da região metropolitana do Rio de Janeiro, A vítima J.M.T narrou que teve o seu celular, um Iphone 7 Plus, Jet Black, furtado no dia 06/11/2019, por volta das 11h, na Rua Alfredo Soares, centro de Nova Iguaçu, sendo certo que, após a subtração, começou a receber mensagens ameaçadoras, exigindo que realizasse o desbloqueio do aparelho, tendo o interlocutor demonstrado possuir diversas informações de seus dados pessoais. Diante dos elementos fornecidos, foi feito um levantamento nas bases de dados disponíveis da Polícia Civil, oportunidade em que foi constatado que havia outros procedimentos nos quais as vítimas relatavam que, logo após a subtração, recebiam links que buscavam extrair os dados das contas pessoais (ICloud) dos aparelhos, além de mensagens exigindo o desbloqueio, sob ameaças, conforme exemplificam A partir das diligências realizadas, descortinou-se o modus operandi de um grupo criminoso bem estruturado e com mais capilaridade do que poderia se imaginar,Dois dos integrantes realizaram, um cadastro no site Metabusca, obtendo os dados cadastrais dos usuários dos telefones subtraídos, para utilizá-los nas mensagens ameaçadoras, sendo os primeiros alvos identificados na investigação. Após sete períodos de interceptação telefônica e realização de demais diligências, foi possível identificar outros integrantes da organização criminosa, bem como individualizar as suas condutas. De acordo com o apurado no ambiente policial, estamos diante do golpe cibernético denominado phishing, no qual os criminosos aguardam até a vítima reativar a sua linha telefônica e, então, enviam-lhe uma mensagem informando que o aparelho foi recuperado (isca). No referido comunicado é exibido um link que direciona o usuário para uma página falsa do iCloud, solicitando que a vítima forneça seu login e senha de acesso. Em poder de tais dados, os transgressores conseguem realizar o desbloqueio dos aparelhos subtraídos, permitindo, assim, que possam ser comercializados para outros usuários. Na hipótese de as vítimas perceberem o golpe e não acessarem o referido link, os integrantes da organização criminosa passam a enviar mensagens em tom ameaçador, via aplicativo de mensagens ou e-mail, exibindo fotografias de armas com os seus nomes, além de dados pessoais, como endereço e nomes de familiares das vítimas, exigindo o desbloqueio do aparelho (index Demonstrou-se que os agentes são estruturados para financiar a prática de roubos e furtos de celulares, bem como para receberem, em primeira mão, os aparelhos subtraídos (já que interessa apenas o aparelho com chip para obtenção das senhas do proprietário) e para praticarem extorsão contra os proprietários dos aparelhos cujas senhas não puderam ser obtidas de forma fraudulenta. Por fim, não sendo possível realizar o desbloqueio dos telefones subtraídos, para que possam ser utilizados por outros usuários, os transgressores negociam, tão somente, as respectivas peças dos aparelhos. O caderno investigatório demonstrou, ainda, que os valores a serem pagos pelos telefones produtos de crime, bem como os valores pelos quais estes eram revendidos, variavam de acordo com as características dos aparelhos e a demanda existente no “mercado paralelo”, sendo a negociação realizada pessoalmente ou por meio dos terminais interceptados. Os criminosos atuavam em diversas frentes, formando núcleos voltados à prática de roubos, extorsão e receptação, destacando-se o de Duque de Caxias, Calçadão de Bangu e Central do Brasil, cujos contornos serão apresentados a seguir. Três bandidos faziam parte do Núcleo Duque de Caxias erecebiam os telefones subtraídos dos demais integrantes da malta, para serem revendidos no comércio informal, exercendo papel de liderança na organização criminosa. Chama atenção o fato de os denunciados em questão manterem contato direto com os autores dos roubos, fornecendo-lhes, inclusive, armas de fogo para serem utilizadas nas empreitadas, garantindo, assim, o imediato recebimento dos objetos de origem ilícita. Um dos membros era responsável pela movimentação e ocultação das quantias ilícitas obtidas com a comercialização dos produtos de origem espúria e, após a prisão do seu irmão, passou a receber orientações para assumir a posição de liderança no esquema criminoso. O tio dele guardava em sua residência dinheiro e joias provenientes das condutas criminosas sabidamente praticadas

Traficantes de Mesquita exploravam serviço ilegal de internet e extorquiam moradores e comerciantes

Traficantes de drogas forçavam moradores de Mesquita a usarem um provedor ilegal de internet. Eles exploravam a oferta ilegal de serviços de internet e televisão por assinatura e extorquiam moradores e comerciantes locais Em uma operação ontem, foram apreendidos sete modens furtados de uso exclusivo uma concessionária de telecomunicação, além de cabos de fibra óptica e caixas herméticas utilizadas ilegalmente para distribuição de sinal. Um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação qualificada. Segundo a Polícia Civil, além de ser uma fonte de financiamento para o tráfico de drogas, o esquema impunha um monopólio sobre os serviços, impedindo a atuação de concessionárias regulares e utilizando os serviços de telecomunicações como forma de controle territorial e financeiro. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

Veja modo de atuação de uma quadrilha de roubadores de celulares ligadas ao CV. Dinheiro das vendas dos aparelhos subraídos ajudava a financiar a caixinha da facção

Uma quadrilha que rouba telefones celulares e ainda praticava extorsões contra as vítimas, com o objetivo de desbloquear e revender os aparelhos é alvo de operação da Polícia Civil no RJ. O bando é ligado ao Comando Vermelho. Os agentes buscam cumprir 43 mandados de prisão na capital, Duque de Caxias, São João de Meriti, Barra do Piraí e também no estado de São Paulo. Até o momento, mais de 30 pessoas foram presas. MODUS OPERANDI O bando não apenas roubava os dispositivos, mas intimidava violentamente as vítimas para obter senhas e acessos. Os criminosos faziam ameaças diretas, intimidação psicológica e coação financeira, exigindo pagamentos ou informações sob a ameaça de represálias. A estratégia tornava a quadrilha ainda mais lucrativa, pois dispositivos desbloqueados têm maior valor de revenda e permitem o acesso a contas bancárias e aplicativos financeiros das vítimas. O primeiro ato da organização envolvia a subtração dos celulares em áreas de grande circulação, como Duque de Caxias, Calçadão de Bangu e Central do Brasil. Para garantir exclusividade no fornecimento, os líderes davam armas aos assaltantes, eliminando intermediários e estabelecendo vínculos diretos com traficantes que autorizavam os roubos em troca de parte dos lucros. Após os roubos, agia o núcleo de extorsão, que utilizava diversos métodos para coagir as vítimas a fornecerem senhas e acessos financeiros, como ameaças via aplicativos de mensagem ou SMS, uso de informações obtidas na dark web, golpes de phishing e pressão psicológica. Quando esses métodos falhavam, os celulares eram desmontados e vendidos como peças para assistências técnicas clandestinas. O grupo lavava o dinheiro obtido com a venda dos celulares desbloqueados e das extorsões. Os valores eram distribuídos entre contas bancárias de terceiros, dificultando o rastreamento, sacado em espécie e escondido em locais estratégicos e também como fonte de receita da “caixinha” do CV, que financia as atividades criminosas e disputas territoriais e garante pagamentos para parentes de faccionados, estejam eles presos ou em liberdade. Os bandidos envolvidos no esquema ostentavam luxo nas redes sociais, com a compra de bens de alto valor e festas financiadas pelo crime. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

PM manda para conselho disciplinar (que pode expulsar) 22 policiais envolvidos no esquema conhecido como ‘Tour da Propina’

A Polícia Militar decidiu submeter a conselho disciplinar, que pode levar a expulsão, de 22 PMs envolvidos no esquema chamado de ‘Tour da Propina’. A deflagração da investigação teve como ponto de partida uma denúncia anônima recebidapela 3a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (3a DPJM) em 30 de junho de 2023. A denúncia alegava o pagamento ilícito de valores a policiais militares do 20o Batalhão de Polícia Militar por parte de um ferro velho situado na Rua Caminho da Piteira, em Nova Iguaçu/RJ. A fim de corroborar as informações contidas na denúncia, foram realizadas ações controladas que resultaram na constatação da presença recorrente de viaturas policiais no estabelecimento comercial em questão. Além disso, diligências realizadas em outros estabelecimentos comerciais revelaram que asuposta prática criminosa não se limitava ao local inicialmente denunciado, uma vez que, as guarnições policiais demonstravam um comportamento recorrente nas manhãs de sexta-feira. Ao estacionarem em frente aos estabelecimentos comerciais, um funcionário se aproximava das viaturas, realizava uma rápida entrega e retornava ao interior do prédio. Em algumas ocasiões, um policial desembarcava e adentrava ao estabelecimento, permanecendo lá por poucos minutos antes de retornar à viatura, que, em seguida, se re-tirava do local. Durante as investigações, constatou-se que algumas guarnições tentaram obstruir ou mani- pular as imagens das Câmeras Operacionais Portáteis (COP), posicionando-as de forma inadequada, em desacordo com as normas internas da corporação, a fim de dificultar a fiscalização. A ferro velho, alvo da denúncia, não possui inscrição estadual nem alvará de funcionamento, conforme consultas realizadas na Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro e na Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu, respectivamente. Além disso, a empresa não possui licença ambiental. No intuito de aprofundar as investigações, foi deflagrada, em 11 de agosto de 2023, umaação controlada direcionada ao ferro-velhoDurante um período de três meses, compreendido entre os dias 11, 18 e 25 de agosto; 1o, 8, 15, 22 e 29 de setembro; e 6, 13, 20 e 27 de outubro de 2023, foram realizadas diligências em 12 (doze) sextas-feiras consecutivas. As investigações permitiram identificar a presença recorrente de viaturas pertencentes aos Destacamentos de Policiamento Ostensivo (DPOs) de Vila de Cava, Miguel Couto e Austin, bem como, dos setores “I” e “K” da Rádio Patrulha, todos vinculados ao 20o Batalhão de Polícia Militar. Observou-se que todas as guarnições monitoradas seguiam um padrão de “roteiro de visi-tas” em estabelecimentos comerciais, como centros de reciclagem, lojas de materiais de construção, depósitos de gás, entre outros, nos quais arrecadavam valores provenientes de corrupção passiva.Muitos desses locais foram visitados por mais de uma guarnição, como no caso do ferro-velho da Rua Caminho da Piteira, onde as guarnições compareceram pelo menos duas vezes ao dia. Ao longo do monitoramento, constatou-se que as guarnições fizeram contato com 54locais distintos, listados na representação. Em todos esses estabelecimentos, foram identificados indícios consistentes de crimes militares, como corrupção passiva, concussão e descumprimento de ordens. A corporação concluiu que os autos praticados pelos acusados revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar. Segundo a PM, adotaram, ter adotado conduta oposta àquela esperada de cada membro da Corporação, ferindo preceitos estatutários em vigor e configurando transgressão disciplinar de natureza grave, Durante as investigações, foi captada uma conversa bastante esclarecedora, pois nela eles declaram de forma espontâneas como fazem para cometer crimes quando estão utilizando a COP, no diálogo eles falam exatamente como é seu modus operandi, para a prática de corrupção passiva, qual seja, sempre que vão cometer o crime a COP é retirada, embora fique claro que eles também se utilizam da prática criminosas de obstrução de lente, pra mim cobrar alguém eu tenho que andar certo, pra mim falar que eu vou usar câmera, eu tenho que tá certo, ciente que não tôcometendo nenhum crime, entendeu, senão se eu vou fazer m…, eu não vou usar a câmera, eu vou filmar o meu próprio crime. Que p… essa. Idiotice cara não tem coerência.” Por isso que eu to usando câmera, eu não tô cometendo nenhum crime, o dia que eu for cometerum crime eu não vou usar câmera, que pô idiotice, não tem coerência. Entendeu as coisa incoerente cara, vou usar câmera sempre que eu não tiver cometendo crime, vou usar, vou trocar a câmerasempre que eu não tiver cometendo crime. : é pra eles que eu tô falando, tem que saber essa p…, que a gente não é idiota, acha que o policial é idiota, pior que tem, pior que tem Eles podem até parar de ficar me olhando, que não adianta, que eles olhar eu não vou estar cometendo crime. Eu não vou cometer crime com eles me olhando. (Pausa) Isso aí, esse negócio aí, que ficam olhando lá no monitor olham por amostragem po, não tem como olhar cinquenta mil, vamo bota vinte mil polícia, dez mil, não tem como olhar dez mil polícia. FONTE: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

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