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Bares e whiskeria eram usados como fachada para movimentar dinheiro do tráfico de drogas na Lapa. Apontado como um dos chefes do esquema, Abelha não teve prisão decretada

Estabelecimentos comerciais eram usados como fachada para movimentar dinheiro do tráfico de drogas na Lapa, segundo processo que tramita no Tribunal de Justiça. Um deles era uma whiskeria. Anotações apreendidas contém a menção a um dos donos sendo ainda verificado um expressivo aumento na movimentação das contas de sua titularidade nos anos de 2024 e 2025, em relação ao biênio anterior, coincidindo com o período de incremento nas atividades da associação criminosa na região. O outro era um bar cujo dono atuava como “caixa” do tráfico, recebendo pagamentos de usuários via pix ou cartão, em troca de dinheiro em espécie, que seria utilizado para comprar drogas dos traficantes locais. Consta dos autos comprovante de transferência via pix, contendo os dados do proprietário Havia um terceiro comércio envolvido, utilizado para realizar “saque pix” para o tráfico de drogas, havendo movimentação de elevadas quantias nas contas do proprietário do estabelecimento comercial nos anos de 2024 e 2025. Para realizar a Operação Colmeia, a polícia usou diversas fotografias dos investigados nos pontos de vendas de drogas, bem como fotografias extraídas de redes sociais, material que possibilitou a realização de perícia para identificação dos criminosos havendo ainda diálogo sobre armas e munições e fotos com exibição de fuzil e pistolas e grande quantidade de dinheiro e entorpecentes; Segundo os autos, envolvidos demonstram periculosidade, acreditando na impunidade, tendo praticado ações violentas, inclusive tortura. Apontados como os chefes do esquema, os traficantes Abelha e Piu não tiveram inicialmente as prisões preventivas decretadas sob alegação de que os indícios de autoria coligidos até o presente momento não são fortes o suficiente para decretação da prisão preventiva. Piu, no entanto, foi reconhecido por uma tsetemunha como tendo comparecido frequentemente ao ponto de venda de drogas. Com isso, a Justiça argumentou ser necessária a decretação da prisão preventiva para garantia de ordem pública dado o papel de relevo ocupado na associação criminosa. A polícia chegou até a residência de Piu onde havia piscina, churrasqueira. e academia de ginástica, Sobre Abelha, não foram apresentados novos elementos capazes de robustecer os indícios de autoria. A testemunha apontou a fotografia do denunciado Wilton como sendo o Abelha, o depoente afirmou que não via mais Abelha na Travessa Mosqueiro e Joaquim Silva, asseverando que era Piu quem estava com frequência no local.

O legado milionário de Adriano da Nóbrega. Tem até político envolvido

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta quinta-feira (19/03), dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa que era liderada e depois sucedeu o ex-miliciano e contraventor Adriano da Nóbrega, morto em março de 2021. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Crime Organizado da Comarca da Capital, a pedido do MPRJ. Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas, entre elas um deputado federal.O GAECO/MPRJ dividiu as acusações da “Operação Legado” em três ações penais. A primeira trata da lavagem de dinheiro oriundo do jogo do bicho na Zona Sul do Rio; a segunda descreve a atuação da organização criminosa associada ao capitão Adriano; e a terceira envolve o branqueamento de patrimônio do grupo. A investigação do Ministério Público do Rio dedicada a rastrear e recuperar o espólio oculto da organização criminosa identificou dois imóveis rurais que pertenciam ao miliciano, embora registrados em nome de terceiros, avaliados em R$ 3,5 milhões. Segundo o GAECO/MPRJ, após a morte do então companheiro e ciente da existência de investigações sobre o patrimônio, a viúva de Adriano, Julia Lotufo, promoveu a venda das propriedades ao deputado federal Rogério Teixeira Júnior, conhecido como Juninho do Pneu. O parlamentar foi denunciado, mas não há mandados expedidos contra ele.O Ministério Público Federal se manifestou pela ausência de atribuição, uma vez que os fatos investigados relacionados à lavagem de dinheiro não possuem relação direta com o exercício do mandato, afastando a incidência de foro por prerrogativa de função.A segunda denúncia expõe um esquema milionário de lavagem de dinheiro proveniente dos lucros com a exploração do jogo do bicho na Zona Sul do Rio, especialmente em Copacabana. De acordo com o GAECO/MPRJ, Adriano da Nóbrega controlava esses pontos da contravenção em parceria com o bicheiro Bernardo Bello. As investigações identificaram empresas de fachada criadas e operadas com o objetivo de receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho. A análise de apenas quatro empresas ligadas ao investigado aponta transações que superam R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano. Entre os empreendimentos de fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha localizado em um shopping na Zona Norte, cuja conta registrou, em seis meses, aproximadamente R$ 2 milhões em créditos. Entre os denunciados está Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano da Nóbrega. A terceira ação penal trata dos integrantes que atuavam sob o comando do miliciano e que continuaram em atividade após sua morte. As apurações indicam que o grupo criminoso persistiu e sofisticou sua estrutura mesmo após a morte de Adriano da Nóbrega. Segundo o GAECO/MPRJ, Julia Lotufo atuava como líder e controlava toda a contabilidade e os ativos da organização criminosa, cujos negócios ilícitos envolviam agiotagem, contravenção e mercado imobiliário irregular.

Quadrilha de Jiló dos Prazeres (CV) chegou a assaltar banco para conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados na retomada do Morro da Mineira (TCP)

Membros da quadrilha do traficante Jiló dos Prazeres, morto ontem em operação policial, assaltaram um banco no Centro do Rio em 2023. O objetivo era conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados em uma guerra para a retomada do Morro da Mineira, no Catumbi. Na ocasião, os bandidos restringiram a liberdade das vítimas e roubaram a quantia de R$ 130.000, valores que se encontravam inseridos em caixas eletrônicos da agência. Jiló participou de outra intensa guerra na região central do Rio em 2020 quando bandidos do CV tentaram invadir o Complexo de São Carlos. Na ocasião, ele fez a alocação de integrantes de outras comunidades para a invasão e participou ativamente do confronto. Na época, ele também ficou encarregado de receber o contingente de criminosos e armamentos provenientes de comunidades aliadas, a fim de se estabelecerem e, em seguida procederem à invasão no Complexo do São Carlos. A quadrilha de Jiló possuía um integrante, vulgo Cocão, que organizava todos os roubos de veículos, com as correspondentes clonagens, vinculadas ao Morro dos Prazeres. Jiló supervisionava essa atividade com a qual lucrava. Jiló fornecia o “território” e suporte, autorizando a utilização da estrutura criminosa instalada na comunidade dos Prazeres e Paula Ramos para que os veículos subtraídos fossem armazenados, temporiamente, até sua destinação, seja na devolução, mediante pagamento de resgate, para as vítimas, seja na adulteração de seus marcos identificadores, na modalidade vulgarmente conhecida como “clonagem de veículos”. Há alguns anos, Jiló liderou a invasão a apartamentos e o proprietário de um deles ao ser surpreendido foi conversar com as lideranças do tráfico que lhe informaram que a unidade funcional não era mais dele, mas sim daquele movimento de invasão, relatando, ainda, que a mulher do traficante “Jiló” ocuparia o melhor apartamento do prédio, determinando ao rapaz que se evadisse, pois não exerceria de forma alguma a função de zelador naquele lugar; Embora tivesse papel de destaque no tráfico há muito tempo, Jiló não era dono das bocas de fumo dos Prazeres. Ele, na verdade, era braço-direito do traficante Marcelinho dos Prazeres, morto em 2021.

Um dos traficantes que comanda a Lapa foi solto este ano

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, nesta quarta-feira (18), uma cartaz para auxiliar nas investigações da 5ª DP (Mem de Sá), a fim de obter informações que levem à localização e prisão dos traficantes Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como “Abelha”, de 55 anos, um dos principais chefes da Organização Narcoterrorista Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro e Anderson Venâncio Nobre de Souza, vulgo “Piu ou Português”, de 47 anos. Os dois estão cadastrados no sistema penitenciário como sendo de “Altíssima Periculosidade” e comandam o tráfico de drogas na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro.   As investigações começaram em outubro de 2024 na 5ª DP (Mem de Sá), que em novembro do ano passado indiciou 25 traficantes e pediu a prisão deles. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do RJ/Gaeco, que denunciou 30 pessoas. A delegacia identificou que a venda de entorpecentes na Lapa partia do Morro do Fallet/Fogueteiro – localizada na região central do Rio de Janeiro, estendendo-se pelos bairros de Santa Teresa e Rio Comprido. As investigações também apontaram que o maior ponto de drogas fica a 200 metros dos Arcos da Lapa, na região entre a Travessa Mosqueira e a Rua Joaquim Silva., e que também  teriam invadido casarões abandonados, e as transformaram em ponto de vendas de entorpecentes, que por sua vezes, eram anunciados no meio da rua, como em um “feirão”. As drogas que abastecem esses pontos são embaladas no Fallet/Fogueteiro e enviadas por táxis, mototáxis e “mulas” — quase sempre mulheres. “ Todas os tipos de drogas são vendidas nessas bocas de fumo, como maconha, cocaína, haxixe, crack e drogas sintéticas de toda a natureza”, afirmou o delegado Uriel Alcantara. Os dois são conhecidos por seus subordinados, na região como a “Tropa do Mel”, se referindo ao “Abelha” e “Tropa do Português”. As investigações que levaram à Operação Colmeia, deflagrada nesta terça-feira (16) pelas forças de segurança do RJ, apontavam que os traficantes liderados por “Abelha” e “Piu” também torturavam dependentes químicos que rondavam as bocas de fumo da Lapa. Eles também impuseram em meados do ano passado uma “taxa” diária a comerciantes que montam barracas no entorno da Escadaria Selarón, um dos pontos mais movimentados do bairro, e são obrigados a pagar até R$ 130 por dia. A polícia identificou comprovantes de transferências em nome do traficante de vulgo “Di Mulher”, comparsa de Abelha. Abelha é considerado um dos criminosos mais procurados do Rio. Ele está foragido desde julho de 2021, quando foi solto irregularmente pela porta da frente do Complexo de Bangu, apesar de possuir mandados de prisão ativos que somavam mais de 18 anos de pena. Em março de 2025, uma investigação anterior da 5ª DP já havia estourado um “bunker” ligado ao traficante na Lapa, um imóvel com passagens secretas e portas reforçadas usado para armazenamento de carga e esconderijo de criminosos. No final de 2023, a cúpula do Comando Vermelho (CV) decidiu afastar “Abelha” da presidência da organização após uma série de mortes e desavenças internas, marcando uma reestruturação nas lideranças do grupo. Alguns dos motivos seria que ele teria expulsado um traficante identificado como “Dourado” da comunidade da Providência sem a devida autorização do conselho. Ele também teria sido  responsabilizado por ordenar execuções de membros da própria facção que não haviam sido aprovadas pelas lideranças superiores, o que gerou instabilidade interna. Diante dessas condutas consideradas indisciplinadas, a liderança máxima do CV — decidiu colocar no cargo o traficante  Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico do Complexo do Alemão, na Zona Norte.  Segundo levantamento das inteligências das policiais do Rio, “Abelha” estaria se escondendo na Comunidade da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio.  Anderson Venâncio, o “Piu”, atualmente, estava em liberdade condicional desde fevereiro deste ano, mas segundo informações ele não estaria assinando os termos da liberdade, junto ao Patronato Magarinos Torres (PMT) e não usava tornozeleira eletrônica.   Contra o traficante “Abelha”, constam 08 mandados de prisão, pelos mais diversos crimes e contra “Piu”, consta um mandado pelo crime de tráfico de drogas.  O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização dos dois criminosos,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

Homem processa redes sociais após páginas publicarem que ele era miliciano e informante da polícia

Um homem ajuizou ação contra as redes sociais X e Instagram, alegando que publicações feitas em páginas dessas plataformas divulgaram informações falsas e ofensivas a seu respeito, atribuindo-lhe apelidos e envolvimento em atividades criminosas. Segundo ele, o conteúdo teria afetado diretamente sua honra, reputação e dignidade. De acordo com o processo, postagens publicadas nos dias 18 de setembro de 2025, 5 de outubro de 2025, 25 de janeiro de 2026 e 29 de janeiro de 2026 passaram a vinculá-lo, de forma indevida, à participação em milícia armada, à suposta atuação na área financeira desse grupo e ainda à condição de informante da Polícia Civil, conhecido como “X-9”, inclusive com menção à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado. As publicações também afirmariam que o autor teria participado de operações policiais, circulado em viaturas oficiais e atuado em conjunto com agentes públicos — alegações que, segundo a ação, são totalmente inverídicas e incompatíveis com a inexistência de qualquer vínculo dele com órgãos estatais. Ainda conforme o processo, os conteúdos utilizaram a imagem do autor e dados de seu documento de identificação, alcançando dezenas de milhares de visualizações, em uma tentativa de associá-lo à alcunha “Cesinha”, à integração em milícia armada e à participação em atividades criminosas. O lesado alega que a postagem foi amplamente disseminada, com número alto de visualizações e interações, o que afeta sua imagem pessoal e profissional, além de colocar sua segurança em risco. Ele já tinha buscado o Poder Judiciário em razão dessa mesma narrativa difamatória. Nos autos do processo nº 0828247-34.2025.8.19.0209, tramitado no Juizado Especial Cível, entendeu-se pela pertinência do pedido Autoral. Nos termos do projeto de sentença homologado pelo Juízo, dentre outras medidas se decidiu por condenar a parte Ré a retirar as postagens publicadas pelo usuário que digam respeito ao Autor, no prazo de 10 dias úteis, sob pena de multa […]. Apesar desse pronunciamento judicial, os ataques não cessaram. Ao contrário: foram intensificados, ampliados e replicados, agora com imputações ainda mais graves e violentas, em múltiplas plataformas.

Relatório revela como líderes do Comando Vermelho mantêm comando da facção mesmo atrás das grades

Relatório do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro aponta que, mesmo submetidas a regimes mais rigorosos em presídios federais, lideranças do tráfico seguem exercendo comando estratégico sobre o Comando Vermelho, influenciando a destinação de recursos, a expansão territorial e a mediação de conflitos internos. De acordo com as investigações, esses criminosos mantêm ativa a capacidade de liderança por meio, principalmente, da atuação de familiares, que funcionam como intermediários na transmissão de ordens. Esses canais recebem as diretrizes da cúpula encarcerada em unidades federais e as repassam a lideranças locais — sejam foragidas ou presas em unidades estaduais — preservando a hierarquia e o fluxo centralizado de decisões no chamado “Conselho Permanente” da facção. Ainda segundo o relatório, participariam desse esquema Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, companheira do traficante Marcinho VP, e o sobrinho dele, Landerson Lucas dos Santos, ambos considerados foragidos da Justiça. A defesa dos investigados tentou revogar os mandados de prisão, citando como precedente o caso do vereador Salvino Oliveira, que teve a prisão temporária suspensa por decisão liminar sob o argumento de ausência de elementos concretos que o vinculassem à organização criminosa. O pedido, no entanto, foi rejeitado.

Conversa vazada nas redes mostra supostos milicianos tramando um homicídio que seria de um PM que foi morto em um salão de festas em Nova Iguaçu. CONFIRA

Uma conversa que circula nas redes sociais aponta que supostos milicianos associados ao PL (paramilitar sucessor de Zinho) estariam articulando o homicídio do policial militar André Luiz Israel, conhecido como “Mineiro”, executado em um salão de festas em Nova Iguaçu há cerca de duas semanas. De acordo com os relatos, o diálogo teria ocorrido entre um integrante de um grupo paramilitar do Cesarão, em Santa Cruz, e outro do Chaperó, em Itaguaí. O policial morto era investigado por suspeita de ligação com Juninho Varão. Na ocasião do ataque, o PM reagiu e matou um dos autores do atentado. A seguir, o vídeo com a íntegra da conversa que circula nas redes sociais e que embasa os relatos. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autenticidade do material,

Dívida, tortura e execução: Justiça manda prender traficantes do CV por morte brutal em Angra

A Justiça decretou a prisão temporária de traficantes ligados ao Comando Vermelho, conhecidos pelos apelidos “DN” ou “Frango”, “GL” e “Indinho” ou “Lacoste”, suspeitos de envolvimento em um homicídio ocorrido em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. De acordo com as investigações, Henrique dos Santos Souza foi vítima de homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de tortura e de recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa, além de ter tido o corpo ocultado após o crime. Os fatos teriam ocorrido em uma comunidade dominada pela facção criminosa. O caso foi registrado inicialmente como desaparecimento no dia 28 de fevereiro de 2026, após a mãe da vítima procurar a polícia. Segundo o relato, Henrique teria uma dívida relacionada ao tráfico de drogas e foi chamado até sua residência por um dos suspeitos, sendo posteriormente levado para a comunidade por “GL”, supostamente a mando de “Frango”. Durante as investigações, outros integrantes do Comando Vermelho ouvidos pela polícia apontaram os mesmos suspeitos como autores do crime. Informações colhidas com moradores da região também indicaram a participação de um terceiro envolvido, conhecido como “Indinho” ou “Lacoste”. Ainda segundo os autos, uma possível motivação para o crime seria de natureza pessoal: a vítima teria se relacionado com a ex-namorada de “Indinho”, o que pode ter contribuído para o desfecho violento. Após diligências e coleta de depoimentos, o corpo de Henrique foi localizado no dia 7 de março de 2026. A identificação oficial ocorreu dois dias depois, em 9 de março, após a conclusão do laudo de perícia necropapiloscópica. O caso foi registrado sob o número 166-01183/2026, e tramita na Justiça sob o processo nº 0801517-85.2026.8.19.0003.

Confira a acusação formal que existe na Justiça contra um coronel da PM suspeito de ligação com a milícia que foi nomeado para cargo no Rio

O coronel da Polícia Militar Marcelo Moreira Malheiros voltou ao centro das atenções após ser nomeado para um cargo no Porto do Rio, em meio a acusações graves que tramitam na Justiça. De acordo com denúncia apresentada no âmbito judicial e citada em decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o oficial é acusado de ter integrado uma organização paramilitar, estruturada nos moldes de milícia privada, com atuação na comunidade da Praça Seca, na Zona Oeste do Rio. Segundo a acusação, o grupo exerceria controle territorial com o objetivo de praticar crimes como extorsão, receptação, corrupção ativa e porte ilegal de armas de fogo. Ainda conforme o Ministério Público, o coronel teria solicitado e recebido vantagem indevida em razão da função pública, além de ter, supostamente, retardado ou deixado de praticar atos de ofício — como prisões em flagrante — relacionados a integrantes da milícia. A denúncia também aponta que o oficial teria determinado a realização de operações policiais com o objetivo de conter o avanço de traficantes em áreas dominadas pela milícia, o que, segundo os investigadores, acabaria favorecendo a atuação do grupo paramilitar. Outro ponto destacado na acusação é o suposto vazamento de informações sigilosas. De acordo com o processo, o coronel teria revelado ou facilitado o acesso a dados que deveriam permanecer sob sigilo, causando prejuízos à administração militar e às ações de combate ao crime na região. As investigações, ainda segundo a denúncia, se baseiam em relatórios, interceptações telefônicas e análises telemáticas autorizadas pela Justiça, que indicariam uma relação próxima entre o oficial e integrantes da milícia. Entre os nomes citados está o de Cláudio Rodrigo Monteiro, conhecido como “Ceta”, apontado como um dos envolvidos no esquema e também denunciado no mesmo processo (nº 0168043-86.2023.8.19.0001), em tramitação na Justiça do Rio. Diante dos elementos apresentados, o Ministério Público solicitou medidas cautelares contra o coronel, incluindo a suspensão do exercício da função pública, a proibição de acesso a dependências militares e a suspensão do porte de arma. Os pedidos foram acolhidos pelo juízo de primeira instância. O espaço segue aberto para manifestação da defesa do coronel Marcelo Malheiros.

Mulher foi morta na Rocinha (CV) após bandidos verem foto de fuzil no seu celular

Uma mulher de Senador Camará (TCP) foi para Favela da Rocinha (CV) e tria sido morta durante a madrugada .O corpo ainda não apareceu. Segundo relatos, a moça seria envolvida com o crime Os traficantes teriam pego o celular dela e viram uma foto com.fuzil. Ela se chamava Jeane e era conhecida como Bebê-ou Bebelzinha. Há fotos dela sabendo o símbolo do Terceiro Comando com as mãos e fazendo referência ao traficante Sabão de Camará

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