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denúncia

Traficante Peixão (TCP) é suspeito de mandar construir quebra-molas em comunidades de Itaguaí. Pessoas de Parada de Lucas fizeram a obra mas se recusaram a dizer quem ordenou

O traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, é suspeito de estar envolvido na construção de quebra molas em comunidades dominadas pelo Terceiro Comando Puro ana na cidade de Itaguaí como Sase, Carvão e Jardim Ueda. Há cerca de três anos, PMs foram até o local e viram vários quebra molas instalados em uma das comunidades e que as pessoas que faziam a obra eram moradores de Parada de Lucas, um dos redutos de Peixão. Questionados pelos policiais de quem estava bancando a obra, os envolvidos disseram que não podiam dizer. A Prefeitura da cidade foi citada na investigação informando que não havia recebido solicitação para autorizar a construção de quebra-molas Uma empresa foi contratada para a entrega de cinco metros cúbicos de concreto supostamente pela associação de moradores. nenhuma solicitação para autorizar a instalação de quebra mols nos locais. O presidente da associações de moradores disse, no entanto, que jamais fez qualquer pedido para instalação de quebra-molas e que não conhecia as pessoas que estavam envolvidas na obra. Os quebra molas estavam dificultando o ir e vir de veículos que passavam pela região. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jurídico Jusbrasil

Criança de quatro anos achada morta em Sepetiba foi assassinada. Polícia tem suspeito

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) busca obter informações que levem à localização e prisão de Emmanuel Pereira da Cruz, vulgo “Neguinho”, de 42 anos.  Ele é o principal suspeito de matar seu enteado Isaque Borges da Silva, de apenas 4 anos, em um apartamento na Estrada São Tarcísio  em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio. Segundo relatos de vizinhos à polícia, Emmanuel, que alugou o imóvel em 22 de janeiro, declarou que precisava do espaço para realizar consertos de bicicleta, pagando pelo aluguel R$ 400,00 reais, em dinheiro. Emmanuel e seu enteado Isaque chegaram ao apartamento na quarta-feira, 12 de fevereiro, onde ele afirmou tratar-se de seu filho. Testemunhas contaram à polícia que neste dia, ele colocou uma música em volume muito alto e que depois daquele dia não viram mais a criança. Entretanto, na manhã do dia 15, um cheiro forte exalava do imóvel, onde foi constatado a existência do cadáver da criança, em avançado estado de decomposição. Desde então, Emmanuel não foi mais visto.  Foi expedido um mandado de prisão, pela 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital, pelo crime de Homicídio Qualificado, com pedido de prisão temporária. Com passagem pelo sistema penitenciário, em 2001,  ele teve liberdade condicional, em julho de 2003.  Os contatos do Disque Denuncia são: Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido FONTE: Portal dos Procurados do Disque Denúncia

Relatório confirma ordens de traficantes do CV da Penha e do Quitungo para execuções de pessoas suspeitas de serem informantes de facção rival. Veja quem comete esses crimes

Um relatório da Justiça confirma que traficantes do Comando Vermelho que agem no Complexo da Penha e na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, têm ordenado e realizado diversas execuções a indivíduos tidos como integrantes e/ou informantes da facção rival intitulada Terceiro Comando Puro (T.C.P), com o fim de expandir seus domínios para prática de ilícitos penais que habitualmente cometem. Segundo o documento, por meio de relatos de moradores das regiões dominadas pelo tráfico, além de diversas reportagens jornalísticas, é de conhecimento público que os criminosos mantêm um “poder paralelo” de julgamento de condutas, denominado “Tribunal do Tráfico” (fazendo uma alusão ao Poder Judiciário do Estado), onde eles, na posição de “juízes”, analisam a conduta de pessoas e a submetem a um julgamento (nada justo), onde decidem qual será a sentença daquele indivíduo (sentença de morte, em sua maioria). Os bandidos fazem uso de técnicas para se desfazer e ocultar os corpos das pessoas que são executadas (carbonizam, esquartejam, transportam para lugares de difícil acesso – como o interior de rios, canais, valas), com o intuito de inviabilizar a localização e identificação dos cadáveres e vestígios do crime, e, consequentemente, dos autores dos fatos delituosos, tolhendo as chances de elucidação por parte da polícia judiciária Os moradores de comunidades espalhadas pelo Estado, que, por vezes, se veem impedidos de transitar em algumas regiões ou até mesmo de visitarem parentes ou amigos que residem em “comunidades rivais”, sob pena de serem executados por criminosos de outra facção, sob alegação de serem X-9 informantes, delatores). A região tem como principais crimnosos, Doca e Pedro Bala, no comando do Complexo da Penha, e Belão, no Quitungo. Eles são detentores de grande poder bélico hierárquico dentro da traficância em que atuam e que dispõe de um alto número de criminosos que executam as ordens dadas por eles, dentre eles Charuto, Pitbull, Samuquinha e Gardenal. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Justiça trancou inquérito contra policiais civis da delegacia de Casimiro de Abreu instaurado com base em relatório de inteligência que não foi apresentado. Servidores foram acusados de receber propina de empresário influente na cidade

O inquérito nº 404-00123/2024 foi instaurado contra policiais civis da delegacia de Casimiro de Abreu com base em um Relatório de Inteligência (RELINT), elaborado pela Subsecretaria de Inteligência de Polícia da Polícia Civil. Os agentes são suspeitos de crimes funcionais. A Justiça, no entanto, determinou o trancamento do inquérito alegando que o tal relatório jamais foi apresentado e foi elaborado a partir de informação de fonte absolutamente desconhecida. Segundo o depoimento de um homem que teria sido ameaçado por um empresário conhecido na cidade que teria inclusive contratos com a Prefeitura, este pagaria propina a servidores da unidade policial além de patrocinar churrascos e confraternizações na delegacia. O valor da suposta propina seria de R$ 100 mil ao mês, de acordo com o denunciante. Esse homem teria registrado queixa na delegacia sobre essas ameaças e disse que toda vez que ia na unidade saber como estavam as investigações, esse empresário aparecia depois por lá, inclusive cruzou com ele uma vez. O queixante disse que queria incluir nas investigações supostas ameaças feitas pela sobrinha do empresário via WhatsApp mas a delegada responsável disse que não era pertinentes. Ele contou que, com medo de morrer, comprou uma arma para se defender. No entanto, chegou a ser preso porque policiais militares receberam uma denúncia de que havia uma pessoa armada e disse que o tal empresário teria influência também com os PMs. Falou que foi preso de novo suspeito da receptação de uma motocicleta que não era dele e sim do irmão e foi levado para a delegacia por PMs que seriam supostamente seguranças privados do tal empresário. E que os policiais sabiam que a moto não seria dele. FONTE: Processo do TJRJ divulgado no site Jusbrasil e relatório da Polícia Civil

Veja modo de atuação de uma quadrilha de roubadores de celulares ligadas ao CV. Dinheiro das vendas dos aparelhos subraídos ajudava a financiar a caixinha da facção

Uma quadrilha que rouba telefones celulares e ainda praticava extorsões contra as vítimas, com o objetivo de desbloquear e revender os aparelhos é alvo de operação da Polícia Civil no RJ. O bando é ligado ao Comando Vermelho. Os agentes buscam cumprir 43 mandados de prisão na capital, Duque de Caxias, São João de Meriti, Barra do Piraí e também no estado de São Paulo. Até o momento, mais de 30 pessoas foram presas. MODUS OPERANDI O bando não apenas roubava os dispositivos, mas intimidava violentamente as vítimas para obter senhas e acessos. Os criminosos faziam ameaças diretas, intimidação psicológica e coação financeira, exigindo pagamentos ou informações sob a ameaça de represálias. A estratégia tornava a quadrilha ainda mais lucrativa, pois dispositivos desbloqueados têm maior valor de revenda e permitem o acesso a contas bancárias e aplicativos financeiros das vítimas. O primeiro ato da organização envolvia a subtração dos celulares em áreas de grande circulação, como Duque de Caxias, Calçadão de Bangu e Central do Brasil. Para garantir exclusividade no fornecimento, os líderes davam armas aos assaltantes, eliminando intermediários e estabelecendo vínculos diretos com traficantes que autorizavam os roubos em troca de parte dos lucros. Após os roubos, agia o núcleo de extorsão, que utilizava diversos métodos para coagir as vítimas a fornecerem senhas e acessos financeiros, como ameaças via aplicativos de mensagem ou SMS, uso de informações obtidas na dark web, golpes de phishing e pressão psicológica. Quando esses métodos falhavam, os celulares eram desmontados e vendidos como peças para assistências técnicas clandestinas. O grupo lavava o dinheiro obtido com a venda dos celulares desbloqueados e das extorsões. Os valores eram distribuídos entre contas bancárias de terceiros, dificultando o rastreamento, sacado em espécie e escondido em locais estratégicos e também como fonte de receita da “caixinha” do CV, que financia as atividades criminosas e disputas territoriais e garante pagamentos para parentes de faccionados, estejam eles presos ou em liberdade. Os bandidos envolvidos no esquema ostentavam luxo nas redes sociais, com a compra de bens de alto valor e festas financiadas pelo crime. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

“Vai morrer todo mundo!! Cadê o Rato:? Queremos o Rato! É o comando”. Leia detalhes do ataque à delegacia de Caxias. Teve policial baleado e torturado também

Relatório da Justiça dá detalhes sobre o ataque de traficantes do Comando Vermelho à 60ª DP (Campos Elíseos) ocorrido na noite do último sábado (15). Consta que, no dia 15/02/2025, policiais civis se encontravam na 60ª Delegacia de Polícia Civiil, quando, por volta de 22h50, após regresso de ronda relativa à Operação Torniquete foi avistada a frente da unidade policial tomada por homens encapuzados armados de fuzil, sendo entre 15 e 20 homens armados com armas de grosso calibre. Foi possível avistar que dentre eles estava o traficante conhecido com o vulgo “Joab”, chefe do tráfico de drogas da facção criminosa autodenominada “Comando Vermelho CV” na porta da delegacia, tendo ele verbalizado: “Perdeu, Perdeu, Cadê o Rato: A gente quer o Rato, Cadê o Rato?”. Na ocasião, Joab traficante se encontrava com fuzil e verbalizou ordem do Comando para os homens que estavam em sua companhia deflagrarem os tiros em direção ao interior da Delegacia e atentar contra a vida dos policiais presentes. Um dos agentes que estava no local imediatamente, sacou sua pistola, efetuou disparos e se abrigou no interior da sala dos delegados adjuntos, local em que permaneceu guarnecido na presença da autoridade policial de plantão. De dentro da sala, foi possível notar que as luzes se apagaram, provavelmente em decorrência de tiros no transformador. Outro policial ouviu gritos de um policial civil gritando de dor “Ai ai ai ai”Disse que os autores gritavam “É o comando! cadê o Rato? Vai morrer todo mundo! vai morrer tudo mundo! Cadê o Rato: Queremos o Rato! É o comando! O policial permaneceu abrigado na sala com o delegado, de onde foi possível, também, ouvir vozes que se aglomeravam na carceragem da unidade e, em nenhum momento, os tiros cessavam. Os autores atiravam granadas dentro da delegacia e muitos estrondos eram ouvidos, sendo pedidos de socorro, até que outro agente ouviu os tiros cessarem no interior da unidade. Após algum tempo, policiais militares chegaram na delegacia, ocasião em que foram encontrados policiais civis feridos, sendo prestado socorro.Um policial informou que reconheceu sem qualquer margem de dúvida o traficante Joab como o indivíduo que anunciou, armado de fuzil, na frente da 60ª DP, que buscava resgatar o traficante preso por policiais da unidade na manhã da mesma data, o “Rato. De acordo com o Policial Civil Cristiano, foi possível ouvir, de onde se encontrava na DP, os homens gritando que era para atacar e matar os policiais. Mais um agente relatou o exposto acima, e notou que alguns dos elementos se deslocaram para o segundo pavimento da delegacia, que foram destruindo tudo por onde passavam, arrombando as portas de diversas salas, que foi possível ouvir o barulho das portas sendo arrancadas e que um colega foi torturado pelos homens, a fim de que informasse a localização do vulgo Rato, tendo também visto o traficante de vulgo Joab dando ordens aos homens. Viu, ainda, os criminosos abrirem a carceragem e libertarem três presos custodiados na delegacia, ainda que tais custodiados não eram o alvo do bando. Ainda segundo o policial, os telefones celulares de dois colegas de corporação foram subtraídos, ficando eles feridos, sendo socorridos para um hospital. Com relação à autoria, de fato, como alegado pela defesa, nenhuma das testemunhas indicou qualquer ato de execução relacionado aos fatos aqui apurados por parte dos ora custodiados. Ao contrário, toda a ação foi executada diretamente por terceiros que ainda não foram presos. Os policiais narraram que os atiradores invadiram a delegacia verbalizando que ali estavam para resgatar o “Rato”, ora custodiado Rodolfo, o qual é apontado como líder do tráfico, de modo que todas as ações do grupo criminoso devem ser autorizadas por ele, atuando, portanto, como autor intelectual. Os fatos constantes do APF revelam a gravidade concreta do delito e altíssima periculosidade de Rato Rodolfo para a coletividade. Com efeito, há indícios de sua autoria intelectual (em razão de sua liderança na organização criminosa) em operação criminosa de resgate altamente organizada, com emprego de material bélico de alto potencial lesivo, dirigida a uma delegacia, atingindo a integridade física de agentes de segurança pública em serviço. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Leia detalhes da sentença que condenou dois traficantes do CV a 160 anos de prisão pela morte de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e deixou seis pessoas feridas em Três Rios em 2020. Alvo era uma das vítimas sobreviventes que pertencia ao TCP. Crime foi planejado. Cidade foi tomada por bandidos

Os condenados a 160 anos pelas mortes de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e que deixaram seis pessoas feridas em Três Rios em 2020, são Leonardo Félix de Freitas, o Léo Jack e Ualifer Medeiros de Araújo, vulgo Cagado, integrantes do Comando Vermelho. O motivo torpe, reconhecido pelos Jurados, tem por fundamento a disputa pelo tráfico de drogas na região, pertencendo os criminosos à Organização Criminosa Comando Vermelho. Um dos baleados pertencia ao Terceiro Comando Puro e era o alvo da ação. Os denunciados e o alvo já vinham tendo problemas anteriores em razão de pertencerem a organizações criminosas diversas e por disputarem a mercancia de drogas na mesma região. Na data dos fatos, as vítimas, seus familiares e amigos se encontravam comemorando o aniversário do alvo quando Leonardo e Ualifer chegaram de moto e passaram a disparar em direção a todos os presentes. Na Cidade de Três Rios, o tráfico de drogas já não mais permite ações isoladas. As comunidades locais estão corrompidas e as facções, arregimentadas por pessoas que nada têm a perder, avançam abruptamente, criando rotinas violentas com regimentos e regras que lhes são próprias. Caso contrariadas, a morte é certa, pelo que se convencionou chamar de ¿Tribunal do Tráfico¿. Léo Jack era um dos chefe do tráfico da cidade, contando com o auxílio de ¿Cagado. Contra Léo Jack consta anotação na Ficha de Antecedentes Criminais condenação transitada em julgado por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na data de 20/04/2015, por acórdão condenatório. A pena foi cumprida apenas em 16/12/2020. A menina morta, Maria Alice de Freitas Neves, foi atingida por 18 disparos. O delito foi cometido durante o repouso noturno, por volta das 22h30, na Travessa Senhor dos Passos, nº 389, Casa 02, Ladeira das Palmeiras, Cidade de Três Rios, neste Estado. No caso, trata-se de área destinada à residência. Houve planejamento de todo o delito, representado pelo armamento empregado no crime, pelas roupas que visavam não permitir a identificação de cada qual, pela cobertura de outros membros faccionados e ainda não identificados e, principalmente, pela fuga com uma motocicleta. Inclusive, os autos apontam que um dos indivíduos passou anteriormente no local dos fatos, entre às 19h e 20h de 30 de junho de 2020, para averiguar as condições do local. A paz pública foi colocada em xeque com a conduta dos homicidas. Os moradores locais foram extremamente abalados com a ocorrência dos assassinatos. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Milicianos de Rio das Pedras são suspeitos de matarem homem por acreditar que ele repassava informações da quadrilha para o CV por ser cunhado de traficante

Os milicianos Gerlan, qtualmente preso, e Tipa, ambos de Rio das Pedras, tiveram as prisões preventivas decretadas suspeitos de cometer um homicídio contra um homem que acreditavam ser informante do Comando Vermelho só porque ele era cunhado de um traficante. A vítima Emerson foi executada com diversos disparos de armas de fogo em plena luz do dia só porque os autores acreditavam que o rapaz repassava informações da milícia para o Comando Vermelho já que era cunhado do traficante Cenoura, da Cidade de Deus. Testemunhas disseram que os acusados são os assassinos porque quando cometeram o crime não estavam de rostos cobertos. Gerlan e Tipa são conhecidos na área como os executores da milícia. . O primeiro pilotava a moto usada no crime e Tipa, que estava na garupal desceu do veículo e efetuou os disparos que mataram Emerson. Logo depois, os autores fugiram FONTE: Página oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ)

Filha de advogada desaparecida em Petrópolis e depois achada morta disse na Justiça que dólares referentes a suposto pagamento de resgate da mãe teriam sido entregues a milicianos do Terreirão. A outra metade foi dada em bitcoins. VEJA DETALHES DO SEU DEPOIMENTO

Segundo informações da Justiça, o dinheiro dado em dólares para o pagamento de resgate da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy, foi entregue a bandidos da comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, área que na época do crime, era dominada por milicianos. Ao todo, teriam sido pagos R$ 4.100.00,00, sendo a metade em bitcoins e a outra metade em dólares. Anic foi morta e seu corpo encontrado em setembro em Teresópolis concretado na casa do principal suspeito. A investigação iniciou-se a partir das declarações da filha de Anic que foi até a delegacia comunicar o desaparecimento da mãe “ Segundo ela, Anic sumiu no dia 29/02/2024, por volta das 12:00 h, quando falou com a vítima através do aplicativo WhatsApp, após ela sair de uma consulta médica no bairro Valparaíso no hospital Ortotrauma; Essa foi a primeira vez que foi ao médico em questão por indicação. A filha só tomou conhecimento total do fato no dia 12/03/2024, através do seu pai, , o qual afirmou ter pago um resgate no valor de R$ 4.100.00,00 (quatro milhões e cem mil reais), sendo a metade em bitcoins e a outra metade em dólares, uma vez que disse que Anic havia sido sequestrada; Ela contou que quantia em dólares foi supostamente entregue aos criminosos na comunidade do Terreirão, Zona Oeste do Rio de Janeiro; Falou que Lourival Correa Netto Fatica seria a pessoa encarregada de fazer a entrega do montante aos sequestradores; Lourival é amigo pessoal do marido de Anic e cuidava da segurança pessoal da família, bem como é responsável pela instalação de equipamentos eletrônicos na residência de toda a família, incluindo a filha. Lourival tinha como tarefa resolver e assessorar na resolução de questões pessoais dos membros da família; Anic desaparecida não foi mais vista ou se teve notícias dela, mesmo após o suposto pagamento do resgate. Disse na época que nenhum momento foi feita prova de vida da vítima; O carro da vítima, um Jeep Compassa de cor preta placa RKP-4J52, da vítima foi encontrado no shopping Pátio Petrópolis no dia 01/03/2024 com todos os pertences de Anic em seu interior, exceto um celular iphone, o qual não estava no veículo encontrado; As chaves da residência da declarante também não foram encontradas no veículo. Contou que o fato ocorrido trouxe muita estranheza para a declarante, uma vez que sua mãe fazia contatos regulares durante o dia com ela. Recebeu em seu celular uma mensagem repassada por Lourival que seria de sua mãe direcionada ao seu pai. Essa mensagem só foi mostrada para a declarante, após o fato ter sido noticiado a ela. No dia 13/03/2024, por volta de 09:00 h, recebeu uma mensagem que seria supostamente de sua mãe; Ela teve conhecimento de que Lourival interviu em todo o processo de tentativa de localização, pagamento e resgate; Lourival convenceu o seu pai, por questões de segurança, a não procurar pela polícia. Lourival estava próximo da família há 5 anos. Ele sempre se apresentou como policial federal. A filha de Anic namorou o enteado de Lourival, por cerca de seis anos, porém só conheceu o Lourival um ano depois. As mensagens recebidas supostamente de sua mãe fazem menção a um relacionamento extraconjugal com um policial civil, o qual supostamente seria de Petrópolis.Contou que Lourival levou seu pai a um suposto advogado e passou o caso. Este advogado aconselhou o pai a não proceder junto à Polícia, uma vez poderia ser perigoso, já que os policiais se protegem. A filha de Anic declarante sugeriu a Lourival que fossem para a polícia, o que foi rechaçado por este; Que este fato se deu no dia 12/03/2024 por volta de 18:00 h. Lourival chegou a afirmar que sua mãe poderia estar se relacionando com um homem no Paraguai e que este poderia ser o paradeiro dela. Lourival disse que estaria rastreando o celular de Anic. Lourival acompanhou o pai da declarante no dia em o resgate seria pago; Durante o percurso para o Rio de Janeiro, o pai recebeu diversas instruções no seu telefone celular, Lourival chegou a afirmar que o celular de Anic esteve em todos os pontos onde o o pai passou. O pai foi para o Shopping West Shopping em Campo Grande, enquanto Lourival se dirigiu para o Terreirão, comunidade no Recreio dos Bandeirantes. O pai Benjamin esperaria por sua esposa às 15:00 h do dia 11/03/2024, porém mesmo após o pagamento do resgate supostamente feito por Lourival, sua mãe não apareceu. Em relação ao montante informado, acredita que o seu pai realmente tinha aplicações financeiras capazes de cumprir com a demanda dos supostos sequestradores. Com relação ao pagamento em Bitcoins, tem a declarar que seu pai não tem conhecimento com esse tipo de operações. Lourival auxiliou o pai a concretizar a operação. Lourival foi até o Paraguai trocar reais por dólares por mais de uma vez, segundo palavras dele próprio; Que não sabe ao certo, mas foram ao menos cinco viagens ao Paraguai para troca de dólares; Que isso foi dito por Lourival para a declarante; Que Lourival chegou a dizer que um suposto chefe, teria dito que as câmeras da alfandega pegaram sua imagem em cinco oportunidades e que poderia vir a ser investigado por evasão de divisas; Que sabe que sua mãe e Fatica já cruzaram a fronteira do paraguai para realizarem compras. Que pode afirmar que seu pai nunca os acompanhou nessas programações de compras no Paraguai, as quais aconteceram por mais de uma vez; Que o pai da declarante já teve uma ex-esposa sequestrada há mais de 20 anos; Que foi ele próprio quem foi realizar o pagamento do resgate; Que as discussões entre seus pais eram constantes; Que a relação do casal tinha momentos de altos e baixos; Que sua mãe não trabalhava na época. Contou na ocasião que não entendia exatamente o que estava acontecendo no momento e tinha esperanças que sua mãe esteja bem, desejando o seu retorno ao lar”. FONTE: Página oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação rica em detalhes revelou estrutura do CV em favelas de Água Santa, Piedade e Quintino mas foi tudo em vão: Justiça absolveu todo mundo

nvestigação feita entre 2020 e 2022 revela a atuação de traficantes do Comando Vermelho nos morros da  Caixa D’Água (subordinado ao Morro do Dezoito), Morro do Saçu e Morro Lemos de Brito, localizados nos bairros de Quintino Bocaiúva e Piedade, na Zona Norte do Rio de Janeiro.  Ela não deu em nada porque a Justiça absolveu todos os envolvidos. A apuração revelou a utilização de armas de fogo, inclusive de uso restrito, como fuzis e granadas, além da prática de roubos de veículos na mesma região, com posterior desmanche, além de roubos de cargas. De acordo com a investigação, apurou-se que a localidade Morro da Caixa D’Água passou a ser dominada pelo CV, a partir dos anos de 2019 e 2020, após uma disputa sangrenta com outros grupos criminosos, assim como ocorreu em relação ao Morro do Dezoito, sendo tais comunidades separadas apenas pela Rua Clarimundo de Melo. No Morro do Dezoito, mandava Bruno Gomes Teixeira, vulgo” PT “ou”Pivete”, havendo, contudo, informações, não materialmente confirmadas, de que esse indivíduo atualmente está morto. Além de Bruno, possuíam alta hierarquia no grupo criminoso os denunciados Honório Pereira de Jesus, vulgo HO (preso) e Rafael Cardoso do Valle, vulgo Baby (morto).. O bando agia com extrema violência, atentando contra a vida de seus rivais, assim como contra a vida e o patrimônio de moradores das comunidades dominadas. Verificou-se que, em 12 de julho de 2021, após apreender um adolescente no Morro da Caixa D’Água, um PM passou a receber mensagens intimidatórias no aplicativo whatsapp do seu celular. Foram requisitados os dados cadastrais da linha utilizada para intimidar o citado policial militar e, posteriormente, obtida a ordem judicial de interceptação telefônica e telemática, verificando-se que o citado terminal era utilizado pelo denunciado Luiz Fernando Dutra de Deus, o Nando. Nando era o chefe do tráfico  no Morro da Caixa D’Água, função conhecida como” frente “. Ele desapareceu e surgiram informações de que ele foi morto pelo tribunal do tráfico Baby e HO lideravam o tráfico de drogas no Morro do Dezoito, ao qual o Morro da Caixa D’água é subordinado, assim como no Morro do Saçu. Ambos foram importantes lideranças na retomada dos territórios que estavam em poder de milicianos e agora tem o controle das localidades. Ret atuava no tráfico de drogas do Morro da Caixa D’Água, na função de” atividade “e” soldado “e, também, participa dos roubos de veículos para o grupo criminoso. Ele, HO e Nando tiveram as suas impressões papiloscópicas identificadas pela perícia no veículo roubado de uma Promotora de Justiça e recuperado cerca de 3 (três) horas depois, próximo ao Morro do Dezoito. Bombinha exercia função importante na hierarquia do tráfico de drogas do Morro da Caixa D’Água e nos roubos de veículos e cargas perpetrados pelo grupo, estando bastante vinculado ao denunciado Nando, que o tinha como” homem de confiança “e com quem dialoga ao telefone, avisando sobre a chegada de fuzis. Em fotografias extraídas do seu telefone, apreendido no RO 029-10924/2022, pode-se verificar que ele aparecia ostentando a posse de um fuzil e de uma pistola, bem como mostrando um carro roubado e notas de dinheiro e, ainda, posando ao lado de outros denunciados. Pedrinho exercia a função de gerente do tráfico e roubos de veículos e carga.Rato era segurança de Nando transportando-o de motocicleta e atuando como” batedor “para os traficantes e para os roubadores homiziados no Morro da Caixa D’Água. Juninho assessorava Bombinha.   A investigação, no entanto, não deu em nada porque a Justiça absolveu todo mundo. “Não restou também efetivamente demonstrado nestes autos a teoria do domínio da organização criminosa (domínio do fato) na pessoa dos acusados, quanto ao cometimento do delito de associação para o tráfico de entorpecentes, circunstanciado pelo uso de arma de fogo, não só diante do fato de que estes, repito, em nenhum momento foram presos em flagrante na prática do crime narrado na denúncia, bem como em razão, repise- se, de que, quando em Juízo e sob o crivo do contraditório, os agentes da lei limitaram-se a narrar acerca do que ouviram nas interceptações. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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