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corrupção policial

Três PMs deverão ser expulsos da corporação suspeitos de cobrar propina para liberar motorista que estava com documentação atrasada do carro

Três PMs estão sendo submetidos a conselho de disciplina que poderá expulsá-los da corporação suspeitos de exigir propina de um motorista que estava com documentação atrasada do carro. O fato ocorreu em 2023. Foi insaturado procedimento com escopo de apurar o conteúdo da Denúncia MOV – Rio no 24864.2023, cujos relatos são alusivos às condutas dos policiais militares da motopatrulha do 4o BPM, os quais estariam, constantemente, realizando operações policiais AREP II, naAvenida Castelo Branco, Praça da Bandeira e em frente ao Instituto Nacional de Traumatologia (INTO), onde ao constatarem irregularidades no veículo ou do condutor era imposta a exigência de vantagem indevida para deixar de atuar. Diligências constataram constatada a presença de 03 (três) motopatrulhas e dois caminhões reboques. Em seguida, foi percebida a abordagem ao automóvel Fiat/ Punto, de cor preta, placaonde o condutor, após entregar os documentos requisitados a um PM, componente da motopatrulha do 41o BPM, permaneceu do lado de fora do auto. Ao observar que os policiais continuavam abordando outros veículos, a equipe correicionalfoi até o local da operação para apurar o que estava ocorrendo. Ao questionar o condutor do veículo, este, relatou que seu veículo se encontrava com a documentação atrasada (CRLV-2019), todavia, foi exigida, como condição paraser liberado, a importância de R$ 200,00 (duzentos reais), tendo em vista que os R$ 108,00 (cento e oito reais) em sua conta, seria insuficiente para a guarnição. Em razão de não possuir a quantia exigida pelos policiais, o condutor do veículo imediatamente enviou mensagem de Whatsapp para seu chefe, , às 14h51min, relatando que precisava daquele valor para poder ser liberado. Às 14h54min, a transferência no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) foi realizada para conta do motorista. Contudo, ao informar que a importância já se encontrava disponível, tomou ciência de que nada poderia ser feito, pois a Corregedoria estava no local. FONTE: Boletim interno da PMERJ

PM que recebia propina do tráfico em Angra deverá ser excluído da corporação

Está sendo submetido a conselho de disciplina, que poderá decidir pela exclusão dos quadros da PM, um policial militar lotado no batalhão de Angra dos Reis (33º BPM) que aceitou propina de um ex-PM. O dinheiro, R$ 2.500, era pago a cada plantão do agente suspeito e era oriundo da organização criminosa voltada para a prática de crimes, notadamente, o tráfico ilícito de substâncias entorpecentes. O acusado praticou oito vezes as condutas típicas descritas no Art. 308 (Corrupção Passiva)do Código Penal Militar, iniciando na Auditoria de Justiça Militar a Ação Penal no 016768439.2023.8.19.0001. Destaque para a conversa do dia 24 de fevereiro de 2022, neste diálogo, o PM ,inclusive, menciona de quais comunidades de Angra dos Reis, dominadas por facções criminosas, viriam os“arregos”, sendo elas Areal, Morro de Santo Antônio e Glória. Já no dia 26, o ex-PM oferece o pagamento de propina oriunda do Morro de Santo Antônio, tratado como Santa, ao que o cabo aceita e pediu para pagá-lo na próxima segunda-feira, quando estaria de serviço. Por derradeiro, no dia 28, novamente, o ex-PM ofereceU o pagamento de propina oriunda do Morro de Santo Antônio, tratado como Santa, como em ou- tra conversa, avisando que já tinha acertado tal pagamento com os criminosos daquela localidade, ao que o cabo aceitou. FONTE: Boletim interno da PMERJ

PM deverá expulsar três agentes suspeitos de extorquir homem em R$ 100 para liberar moto que estava sem identificação

A PM decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode levar a expulsão de seus quadros, de três agentes que em julho do ano passado, em São Cristóvão, extorquiram um homem em R$ 100 para liberar sua moto que estava sem idenfificação. ]No dia em questão, após notícia-crime versando que policiais militares em motos patrulhas cobraram inicialmente a quantia de R$ 300,00 (trezentos reais) pa- ra liberarem sua moto que se encontrava sem a placa de identificação, estando a mesma dentro da mochila docondutor, e, após breve negociação, a quantia ficou acordada em R$ 100,00 (cem reais). Após efetuar o pagamento, a vítima se dirigiu até a sede da 8a DPJM, onde narrou os fatos eafirmou que tinha condições de reconhecer os policiais, aduzindo, ainda, que no telefone celular de um deles, havia provas sobre a transação financeira. Equipe da 8a DPJM procedeu ao local juntamente com a vítima que identificou os policiais eapontou um terceiro sargento como o autor de uma foto da tela de seu celular, a fim de registrar o comprovante da transação financeira resultante do recebimento da quantia indevida acima descrita pelo denunciante. Importante mencionar que, apesar de terem acautelado Câmeras Operacionais Portáteis(COPs) para o desempenho de suas funções naquele dia, nenhum dos três integrantes da guarnição fazia uso delas no momento da abordagem, o que potencializou a gravidade dos fatos.Foi arrecadado com um dos PMs uma arteira contendo R$ 50,00 (cinquenta reais em espécie), CNH, 07 (sete) cartões de banco do próprio acusado, CRLV de veículo, identidade PMERJ desatualizada, autorização para uso de celular desatualizada e CRAF; no bornal foi encontrado chave de veículo, carregador, e 02 (dois) remédios de uso pessoal; 01 (uma) pistola da marca Taurus, modelo PT59, cal. 380, série n° K1081855, 02 (dois) carregadores de cal.380; 01 (uma) pistola da marca Taurus, modelo PT100, série n° STI69384, de propriedade da PMERJ, com 02 (dois) carregadorescal.40; 01 (um) telefone da marca Motorola n° 219705*, 01 (um) telefone da marca Apple de cor preta mais carregador; o valor de R$ 157,00 (cento e cinquenta e sete reais) em notas diversas, as quais se encontravam espalhadas no colete e bornal; uma impressora de notificação de autuação, equipamento de autuação de trânsito (palmer) n° 50938, acautelada em nome do acusado. FONTE: Boletim interno da PMERJ

Bicheiro inimigo de Celsinho da Vila Vintém (ADA) pagou policiais para transferí-lo para presídio federal. Suposta traição do traficante fez com que surgisse o TCP

Preso ontem, o traficante Celsinho da Vila Vintém era inimigo do falecido contraventor Fernando Iggnácio. Em 2017, o bicheiro determinou que o traficante fosse transferido para um presídio federal de segurança máxima fora do Estado do Rio de Janeiro mediante pagamento de propina a policiais. Para isso, houve uma pactuação entre delegados, entre eles Maurício Demétrio, demitido da corporação, para a fabricação de expedientes para conferirem subsídio a uma representação policial pela decretação de prisão preventiva de Celsinho e sua posterior remoção para outro estado. Um dos delegados, à época a frente da DP da Rocinha, aceitou a promessa de pagamento de vantagem indevida. e representou pela decretação da prisão cautelar de Celsinho. No mesmo ano, Celsinho da Vila Vintém teria fornecido apoio à Antônio Bonfim Lopes, vulgo” Nem da Rocinha “, na retomada do controle das atividades do tráfico naquela comunidade, que havia sido tomada pelo Comando Vermelho. No tempo todo que ficou preso da outra vez (entre 2002 e 2022), Celsinho transmitia as ordens para sua mulher que fazia uso de sua qualidade de esposa para ter livre acesso ao mesmo, realizando visitações e recebendo telefonemas através dos quais lhes são passadas instruções relativas ao comando do tráfico. Cabia a ela servir de elo entre o mentor intelectual da quadrilha e os seus demais integrantes, transmitindo ordens e instruções de atuação. Ela possuía contato com os integrantes da quadrilha, conhecidos como “Frente”, e, na ausência de determinação do Celso, lhe cabia a decisão final acerca de todas as atividades criminosas praticadas pelos narcotraficantes. Ela também tinha a tarefa de receber e administrar todo o dinheiro recolhido com a venda de drogas, atuando como contadora, tendo, após a prisão de “Celsinho”, assumido o controle da favela. Investigações antigas trouxeram relatos de como a quadrilha de Celsinho torturava e humilhava pessoas, descrevendo que a ordem parte do interior do presídio especificando-se como titular das ordens Celsinho da Vila Vintém”. Ele mandava nas comunidades Vila Vintém”, “Curral das Éguas”, “Wogueira”, “Minha Deusa”, “77” e “Conjuntão” Celsinho chegou a ser acusado de mandar matar um homem que não permitia que os traficantes usassem a laje de sua casa como esconderijo de armas e drogas. Depois que Celsinho deixou a cadeia em 2022, os presos vulgos Quito ou Cérebro e Cimar ou Veludo), que eram homens de sua confiança, assumiram a liderança da ADA na prisão. Quito, por exemplo, teria participado ativamente no planejamento e execução da ação que ensejou a fuga da unidade prisional Bangu 6. Ainda segundo tais dados, a cúpula da facção teria autorizado a fuga para suposta retomada de pontos de venda de drogas na capital fluminense. Celsinho fundou a ADA nos anos 90 junto com Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê. Com a morte deste em 2002 em uma rebelião dentro do presídio de segurança máxima Bangu 1, houve um racha na união entre a ADA e o Terceiro Comando, propiciando a formação do Terceiro Comando Puro. Sobre a rebelião,, Celsinho da Vila Vintém alegou que, no dia do crime, tentou se proteger do ataque dos presos e não viu Fernandinho Beira-Mar participando da invasão a cela de Uê. Celsinho foi acusado de traidor e isso foi um dos motivos do rompimento do TC e da ADA. Celsinho permaneceu com a ADA ao lado de Paulo César Silva dos Santos, o Linho, que comandava o Complexo da Maré, além de traficantes do São Carlos, Dendê, Serrinha, Muquiço e Pedreira. Do outro lado, com o TCP, ficaram bandidos de Acari, Senador Camará, Parada de Lucas e parte do Complexo da Maré (morros do Timbau e Baixa do Sapateiro). FONTE: Informações de processos do TJ-RJ obtidas no site jurídico Jusbrasil

Ex-chefe de Polícia Civil do Rio voltou para a prisão devido a processo que envolve ex-delegado que vazava informações sobre investigações e negociava propina para agentes corruptos

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio Allan Turnowski está de volta a prisão por decisão da segunda turma do Supremo Tribunal Federal. De acordo com o TJ-RJ, foi expedido mandado de prisão em desfavor de Turnowski, com prazo de validade de 12 anos. Segundo o documento, a prisão está relacionada ao caso do ex-delegado Maurício Demétrio, que foi expulso da corporação, acusado de vazar informações relevantes e sigilosas acerca de investigações, negociando, ainda, pagamento de propina para integrantes corruptos da Polícia Civil e cooptando outros integrantes para participação em esquemas ilegais. Turnowski e Demétrio, juntamente com o falecido bicheiro Fernando Iggnácio foram acusados de participar de organização criminosa que visava obter vantagens econômicas e de outras naturezas, mediante a prática de diversas infrações penais, em especial a exploração ilícita de jogos de azar, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional e homicídio qualificado, entre tantos outros. Dentre os integrantes já identificados da organização criminosa há delegados de polícia que empregam a estrutura e recursos da Polícia Civil do RJ. A quadrilha mantinha contato com outras organizações criminosas independentes, notadamente a conhecida milícia de Rio das Pedras, por meio de negociatas ilegais com o falecido capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega Junto com Adriano, o grupo negociou e intermediou a celebração de acordo de pagamento sistemático e rotineiro de vantagem indevida a policiais civis ainda não identificados então lotados na DRACO (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais), para determiná-los a praticar, omitir ou retardar ato de ofício. FONTE: TJ-RJ

Traficante Professor do Alemão (CV) mandou cortar propinas porque PMs zuaram favela e boca de fumo ficou sem funcionar durante um dia. Ameaçou parar de pagar também quando policial reclamou do valor

Segundo as investigações da Polícia Federal da Bahia,, o traficante Professor do Alemão chegou a ameaçar cortar a propina de PMs A situação foi a seguinte: um contato do Professor disse que recebia informações privilegiadas sobre operações. “Os caras do GATdo 3º BPM estão na Galinha. Quem estava no Engenho eram os caras de outros batalhões, assim falou o GAT para mim”. Por conta disso, Professor disse. “Não vai ter dinheiro essa semana, parou a boca do Engenho um dia. Engenho estava sem operação há dois anos. Foi os canas que começou essa comigo, estava na minha. Fazendo operação por roubo mas se ele quer manter lá demoro vamos ver quem se prejudica mais. A mesma ameaça foi feita pelo traificante quando um PM reclamou que somente recebia R$ 1.200. Um policial disse. “É melhor melhorar a sintonia (propina) do que ter contato nenhum” Professor respondeu: “Aqui é papo de homem. Valor é 1.200, se quiser aumentar, tem que aumentar de todos. Vida do crime tô nessa o maior tempão, vem essa de melhorar sintonia (propina) não, não quer, não pega” Professor pergntou ao policial se ele ia pegar os R$ 500 da Coréia? O traficante disse se um policial pegar o dinheiro e zuar (prender alguém, apreender arma ou droga) ia ter problema com ele “O cara está me ameaçando que é melhor aumentar do que perder, falei se não quiser pegar, não pega” disse Professor, acrescentando que ia cortar deles. Professor voltou a questionar. “Avisa se vai parar a sintonia ou vai continuar. Se zuar, vai ter problema comigo” O policial respondeu. “Ninguém zoou a favela irmão, não fazemos nada sem ordem”. Professor falou que “se não perturbar vai seguir normal” mas salientou que haviam atacado a boca e a câmera que colocou fimou tudo. O traficante continou dizendo que não era para ter atraso nem para ele nem para os policiais e que iria seguir tudo normal toda semana ou na segunda, mandaria o desse e o da outra (propina). Um outro contato enviou mensagem a Professor pergunta se a firma (boca de fumo) dele fica na área do 3º batalhão de Polícia Militar, pois teria um amigo nesse batalhão e pergunta se os policiais estariam deixar rolar ou se estariam atrapalhando “Eu tenho um contato lá manoque é o mesmo diligente entendeu? O polícia lá é o mesmo diligente, sendo que o GAT não tá podendo, não tá podendo fechar uma sintonia, o estrela dos GAT porque veio ordem do batalhão pra ficar ocupado lá, tipo uma miniocupação lá, entendeu? Aí to esperando ele sair de lá,mas tá lá, esquema tá lá também, mas lá dentro, entendeu? Aí eu to esperando ele sair pra nóis poder fazer a sintonia com eles lá e com o pessoal (fechar pagamento de propina), mas se tivesse o contato lá pra ver se tira esses polícia lá de dentro pra voltar ao normal lá, entendeu? Aí ia ficar show“Eles tão nas entrada e eles estão lá no final com uma viatura lá dentro. O nosso tá tudo rolando, entendeu? Mas tá meio ruim porque eles fica lá e os caras que têm amizade com a polícia as vezes brota de dia lá. É só tirar. Se tiver um contato pra tirar eles lá de dentro, esse baseamento aí que eles tá fazendo por causa da guerra lá, eles estão fazendo um cerco ali pra atrapalhar nóis. Em resposta, o interlocutor que tentaria conversar com o 01 do batalhão (comandante). O mesmo contato afirmou que teria trocado mensagens com um policial que se comprometeu a conversar pessoalmente com uma coronel da PMERJ afirmando que teriauma reunião com ela e aproveitaria para combinar um suposto acerto. FONTE: Polícia Federal

Pagamentos e acertos para propina, contato com oficiais superiores, aviso sobre operações, pedidos de ajuda: investigação da PF revelou relação promíscua entre o traficante Professor do Alemão (CV) e PMs

Segundo a Polícia Federal, o traficante Professor do Alemão investia uma parcela significativa de seus lucros com a venda de drogas no pagamento de subornos a policiais “arregos” com a finalidade de suprimir as ações do Estado, obtendo proteção e recebeendo informações privilegiadas por parte desses policiais, que seriam responsáveis pelos patrulhamentos de areas, como avisos com antecedência de operações políciais a serem desencadeadas, bem como informações de movimentações administrativas de policiais, inclusive com recebimento de publicações de boletins internos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal revelou esquema para pagamento de propinas a PMs. Em uma delas, um traficante de vulgo Uber  que atuava na comunidade do “Engenho” revelou que os pagamentos (sintonia)estariam seguindo normalmente toda  semana, mas que alguns policiais estariam praticando algum tipo de covardia com eles.Em seguida, afirmou que iria cortar o dinheiro  deles (policiais), inclusive o dinheiro pago a um oficial conhecido como Estrela. Professor era avisado de operações policiais. Em um trecho, ele conversou com um indivíduo vulgo Lorão Galinha que lhe disse que esteve com um PM vulgo Bigode ” e teria recebido informação deiminente deflagração de operação em que policiais militares estariam escalados para dar apoio  a policiais civis em operação contra milicia“Professor” falou não acreditar nas afirmações e falou que o “Paraíba (Doca)” e “Mel” (Wilton  Carlos Rabello Quintanilha, vulgo “Abelha”) teriam contatos e acertos muito sinistros (com policiais) e estes não teriam avisado nada sobre a possibilidade de operaçãoes na localidade de sues domínios. Lorão prosseguiu afirmando que seus contatos BP e Chq confirmaram que haveria uma operação grande, mas ainda não podiam confirmar o local.Em seguida “Professor” pediu para “Lorão Galinha” aguardar novas informações, possivelmente porque iria entrar em contato com os supostos policiais cooptados pelo grupo, e em seguida, retornar com informações que a operação a ser deflagrada seria realizada pelo BOPE Doca chegou a dizer a Professor que Bigode e Capitão iriam confirmar o horário da operação e ele iria avisar ao parceiro.   Professor conversou com FZD, um suposto oficial da PMERJ, e foi informado que iriam trocar o comando local e o policial iria para Manguinhos mas o traficante o tranquilizou dizendo que iria conversar com o chefe de lá que a sintonia lá (pagamento de propina) fosse mantida.  Ao mesmo tempo, que o oficial iria conversar com o major que assumiria no Alemão para ele manter o acerto com Professor. Dias depois, o novo comandante ligou para o bandido para manter as tratativas.  Professor foi flagrado em uma escuta dizendo que estava em guerra com policiais  que estariam exercendo paralelamente a atividade de milícia nas proximidades de sua comunidade, além de demonstrar aexistência de tratativas diretas com policiais oficiais superiores da Polícia Militar do Rio  de Janeiro (Estrela Superior). “ O traficante, inclusive, intimidou um dos PMs que supostamente estava atuando como miliciano, cobrou explicações e ordenou que ele subisse o morro para conversar. O policial demonstrou medo.   ” P… irmão, eu nunca fui de sacanagem, nunca me meti em parada errada, nunca me meti em milícia nenhuma, nunca fuidisso, até porque o meu trabalho eu trabalho contra as milícias, não sei se você tá  sabendo aí onde eu trabalho, talvez você esteja sabendo. P… compadre, se eu tivesse na sacanagem, tivesse na milícia como deve chegar pra você aí”, disse o PM; Em seguida “Professor informou que as informações que estaria recebendo  divergiam das declarações prestadas pelo PM e que ele estaria recebendo informações privilegiadas do alto escalão (PMERJ) de que esse policial” estaria fazendo denúncias contra ele. Em outro áudio, Professor afirmou que o Alô (propina)  teria seguido para o “São João” recebendo resposta de que tudo ficaria mais calmo e que somente uma viatura ficaria na localidade, inclusive com agradecimentos ao fim. Em uma conversa, um contato informou a Professor que teria trocado mensagens com um policial que se comprometeu a conversar pessoalmente com uma coronel da PMERJ afirmando que teriauma reunião com ela e aproveitaria para combinar um suposto acerto. Um policial encaminhou mensagem de colegas a Professor  onderevelaram estar recebendo apenas R$ 1200,00 de propina e que nãoestariam acostumados a receber tão pouco valor e ameaçam dizendo que seria melhor entrar  na comunidade atrapalhando os negócios da venda de drogas. Eles exigiam que se “Professor”desejasse aumentar a sintonia entre eles teria que aumentar o valor da propina.Em seguida “Professor” reagiu em tom ameaçador respondendo que está na vida do  crime há muito tempo e que se não aceitasse o valor pago não receberiam nada.Os PMs também pediram ajuda a Professor. Um de alcunha Hulk pediu a  “Professor” ajudasse arecuperar um veículo roubado da marca VW, modelo Tiguan, cor branca, o qual segundo monitoramento por GPS teria sido localizado na comunidade dominada por “Professor”.O detalhe que chama a atenção consiste na informação de que o referido veículo  pertenceria a um irmão de um capitão que seria amigo do policial requisitante. Um outro policial enviou mensagens a Professor solicitando a pedido de uma coronel da PMERJ que “Professor” ajudasse na devolução de um veículo que pertenceria a um político influente, o qual estaria escondido na comunidade.  Professor recebeu de um policial o boletim interno da PMERJ que trazia a movimentação de agentes.  FONTE: Polícia Federal

MP arquivou e não investigou denúncias recebidas pela sua Ouvidoria sobre supostas propinas pagas a PMs pelo tráfico e milícia

O Ministério Público Estadual do Rio engavetou denúncias recebidas por sua Ouvidoria a respeito de supostas propinas recebidas por PMs.. Em uma delas, uma moradora afirmou que a frente do tráfico da Favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, possuía um telefone so parra falar com os policiais do batalhao que ela pagaria arrego. “Ela manda matar quem deve e a família nao pode procurar a policia senao morre tambem agora ela manda colocar drone na chatuba e tem um telefone so pra falar com os policia do batalhao que ela paga arrego”, disse. O MP argumentou que a denúncia anônima é genérica e não indicou as circunstâncias de fato específico a ser objeto de apuração, tampouco vítimas ou testemunhas da ação delitiva, não sendo acompanhada por qualquer elemento de convicção, de forma a aferir a sua plausibilidade, impondo-se o seu indeferimento/rejeição. Em outra notícia crime enviada à sua Ouvidoria, um denunciante disse que milicianos do Catiri, em Bangu, cobravam uma taxa de R$ 150,00. No entanto, houve reajuste determinado pelos milicianos e a taxa passou a custar 500,00.. Narrou que tudo ocorre com a anuência do batalhão da área pelo fato dos policiais receberem propina para não interferir nas ações dos milicianos. Conta inclusive que certo dia a viatura de nº 523164, com quatro policiais armados de fuzis, estava na Rua Solidão, às 21 horas e saíram apenas às 21h30 com certa quantia nas mãos (não detalhou). “A notícia se desprovida de elementos mínimos concretos capazes de levar a comprovação da materialidade delitiva, bem como para corroborar a autoria delitiva atribuída pelo noticiante aos elementos identificados , haja vista que não houve identificação de nenhuma das supostas vítimas dos fatos noticiados, nem tão pouco de qualquer testemunha, inexistindo juntada de qualquer arquivo – digital ou não – contendo elementos probatórios que corroborem a comunicação”, afirmou o MP. Mas essa não foi a única denúncia sobre o Catiri recebida pela Ouvidoria do MPRJ Uma outra pessoa comunicou que os milicianos andam armados sem nenhuma restrição, pois os policiais somente aparecem no local para receber propina. “notitia criminis anônima em epígrafe encontra-se desprovida de elementos mínimos concretos capazes de levar a comprovação da materialidade delitiva, bem como acerca da autoria delitiva, haja vista que não houve identificação de nenhuma das supostas vítimas dos fatos, tampouco de qualquer testemunha, inexistindo juntada de qualquer arquivo – digital ou não – contendo elementos probatórios que corroborem a comunicação. Adicione-se que não há qualquer indício de materialidade para iniciar uma investigação, haja vista que há apenas uma narrativa especulativa, desacompanhada de quaisquer elementos de prova.”, afirmou o MP. FONTE: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

PMs recebiam propina do tráfico em Angra

Procedimento investigatório .presidido pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado – GAECO em auxílio à 2a Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar (pág. 25 do i. 001 do PIC), foi instaurado para apurar crimes de corrupção, praticados por policiais militares do Batalhão de Angra dos Reis ao deixarem, deliberadamente, de atuar no combate ao tráfico de drogas local, mediante o recebimento de propinas. A notícia de fato criminal surgiu do depoimento prestado por um ex-PM , vulgo Veltinho, por ocasião de sua prisão em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, que resultou no APF n. 166- 00796/2022 e na ação penal de autos n. 0003001-18.2022.8.19.0066. Preso em flagrante na data de 2.3.2022, ele relatou que fazia a entrega da propina do tráfico a policiais militares, para que não atuassem contra o tráfico de drogas, prática conhecida como “arrego”. Entre às 19:21 do dia 15 de fevereiro de 2022 até às 22:20 do dia 16 de fevereiro de 2022 , em Angra dos Reis, neste estado, um PM exigiu propina de Veltinho (o documento que tivemos acesso não fala o valor) Mesma coisa aconteceu entre às 12:18 do dia 18 de fevereiro de 2022 e às 21:08 do dia 18 de fevereiro de 2022 e entre às 22:22 do dia 28 de fevereiro de 2022 e às 22:28 do dia 28 de fevereiro de 2022 , O contato foi feito via celular. O PM citado responde a processo na Auditoria da Justiça Militar. FONTE: TJ-RJ

Quase cinco mil policiais serão mobilizados para show de Lady Gaga em Copacabana

A Polícia Militar (PMERJ) vai mobilizar 3,3 mil agentes para operar no policiamento ostensivo do show da cantora norte-americana Lady Gaga amanhâ de noite na Praia de Copacabana .Serão 70 viaturas, 78 torres de observação, 48 motopatrulhas e grupos de policiais especializados em patrulhamento de multidão, destinados especificamente a prevenir roubos e furtos durante o espetáculo. O CICC Móvel estará posicionado na Praça do Lido, com dois drones de reconhecimento facial, além de 12 câmeras extras de reconhecimento facial na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Os PMs realizarão, ainda, policiamento na faixa de areia com cinco tendas de apoio. O policiamento será reforçado no Aterro do Flamengo, Terminal Gentileza, Terreirão e Central do Brasil; e as principais vias de acesso à Copacabana vão contar com pontos de bloqueio e revista. O túnel Coelho Cintra, que liga os bairros de Botafogo e Copacabana, terá um ponto de interceptação. Já as estações de metrô Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo terão revista com detectores de metal. Além disso, os agentes farão o chamado “cinturão de segurança” do Leme até Copacabana, com 18 pontos de bloqueio e revista com reconhecimento facial em pórticos nas ruas de acesso à praia. Serão 1,5 mil policiais civis trabalhando pela segurança da população, com reforço nas delegacias da Zona Sul e do Centro, na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT), na Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (DAIRJ), e nas Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI). O esquema começará a partir do início do feriado (01/05) e se estenderá até as 5h da manhã de domingo (04/05). A Secretaria de Administração Penitenciária vai aumentar o efetivo trabalhando nos plantões nas unidades prisionais de Gericinó e demais complexos prisionais, além de acompanhar, em tempo real, os monitorados por tornozeleiras eletrônicas por toda a orla de Copacabana e entorno, identificando possíveis violações. O efetivo do Segurança Presente operante no bairro de Copacabana será multiplicado por 8, sendo 80 policiais em 40 viaturas. Eles ficarão posicionados em vias de grande circulação, nas barreiras de acesso à praia e nas entradas dos principais hoteis do bairro FONTE: Governo do RJ.

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