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Comando Vermelho

Traficantes expulsaram operários de obra de clínica pública no Vidigal.(CV)

Traficantes armados expulsaram operários da obra da futura Clínica da Família no Vidigal, na Zona Sul do Rio, na manhã desta terça-feira (9), alegando que o prédio “pertence ao tráfico”. A Secretaria Municipal de Saúde suspendeu temporariamente os trabalhos, registrou ocorrência online e pediu apoio das forças de segurança para retomar a construção.

Investigação revela existência de celulares usados por traficantes do CV para negociar propinas com policiais

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil do Rio de Janeiro estão monitorando telefones celulares de diversos bandidos do Comando Vermelho. E descobriram um fato relevante: Há informações de terminais usados para negociar com policiais criminosos o “arrego” (taxa da corrupção), para reduzir a fiscalização e atuação contra o tráfico de drogas As investigações confirmam o projeto expansionista da facção que começou por Jacarepaguá com a invasão à comunidade Gardênia Azul Isso vem causando execuções em séries não apenas de rivais, como de supostos relacionados a rivais, e até mesmo por “bala perdida”decorrente de intenso confronto armado. A apuração também confirma que o Complexo da Penha, cada vez mais, é uma fortaleza do crime, de difícil acesso a policiais para operaçõesregulares, sendo que os traficantes locais usam armas de grosso calibre, mormente fuzil, bem como se valem de barricadas e outrosobstáculos para dificultar qualquer tipo de atuação policial. Segundo a investigação, o tráfico de drogas no Complexo da Penha, vem sendo palco constantes de roubos de carga, de veículos e estabelecimentos comerciais financiados por tais famigerados traficantes, além de agentes da lei corruptos e inescrupulosos. Em um dos terminais interceptados, foram descobertos diálogos .relacionados a “cobranças” ao comércio local . O traficante Doca continua sendo a maior das lideranças da cupula da Facçao Comando Vermelho, e segundo informaçoes de inteligencia, o mais violento dos líderes da facçao, responsavel por uma postura de enfrentamento ao Estado e por fomentar roubos a transeuntes, roubos de veículos e de cargas Alem de ser o chefe do Complexo da Penha, Doca tambem e o chefe do trafico de diversas outras comunidades, tais como Vila Kosmos, Juramento, Quitungo, Guapore, Ipase, etc. E tambem e o responsavel pelas recentes guerras expansionistas do comando Vermelho por toda Jacarepagua, Vargens, Itanhanga e Rio das Pedras. Ele tambem é responsavel pelas recentes guerras expansionistas do Comando Vermelho, ordenando e financiado confrontosarmados que resultaram na invasao de diversas regioes de Jacarepagua, como Rio das Pedras,Muzema, Morro do Banco, Cesar Maia, Gardenia Azul e Itanhanga. Doca conta com o apoio de Gardenal que fica responsável por definir as estratégias de “guerra” contra facçoes rivais, e pelas taticas de enfrentamento as forças de segurança do Estado. Tambem e responsavel por coordenar as guerras expansionistas da Facção. Os dois são responsáveis por diversos homicídios ocorridos durante essa guerra expansionista do Comando Vermelho. Dentre esses homicídios um teve repercussao nacional, no qual 4 medicos foram assassinados na orla da praia da Barra da Tijuca, confundidos com milicianos de Jacarepaguá, Os homicídios ocorreram em momento em que o Comando Vermelho disputava com milicianos o controle da comunidade GardêniaAzul. Outra figura central no comando do tráfico é Grandão sendo conhecido como síndico do Complexo da Penha, funcionando como um gestor da comunidade. E responsavel por montar as escalas de plantão, gerir os bailes funk na comunidade, pagamento de propinas, e por filtrar todos quedesejam falar com Doca. Em grupos de Whatsapp, os três emitem ordens de carater geral, ordens sobre a comercializaçao de drogas para os subordinados, determinam as escalas de plantoes sejam em pontos de comercializaçao de drogas (bocas), pontos de visao (monitoramento), ou pontos de contenção, (segurança armada). Tambem chamam atenção de seus subordinados, falam sobre veículos roubados, monitoramento de viaturas policiais, contabilidade das vendas de drogas e at sobre a execuçao (morte) de rivais. Enquanto isso, seus subordinados enviam mensagens referentes ao monitoramento da comunidade (diversas fotos), movimentaçao de viaturas policiais e sobre comercializaçao de drogas. Ficou demonstrado que os integrantes da facção utilizam diversas armas de fogo, veículos roubados, e empregam violencia em suas açoes.Desta forma, a analise dos chats (whatsapp) de Gardenal apresentou conversas em diversos grupos do trafico, de diferentes comunidades, e tambem diversos chats privados. A parte dos lucros que cabe a facçao integram a caixinha do trafico, sendo utilizado ainda para compra de armamentos, drogas, radios, muniçoes, drones, pagamento de advogados de faccionados, e para bancar os luxos dos traficantes e seus familiares Durante as investigaçoes, restou evidenciado que os indivíduos responsaveis pela pratica de roubos de veículos na regiao nao atuam de forma autonoma ou isolada, mas sim vinculados a organizaçao criminosa denominada Comando Vermelho, com a qual mantem relaçao de dependencia e subordinação. . Constatou-se que, para a pratica dos delitos de roubo de veículos, os autores dependem de autorizaçao previa da liderança local da facçao criminosa, sendo que parte dos lucros oriundos dos crimes e repassada a organizaçao como forma de “tributo” pelo uso do territorio e pela permissao para atuaçao delituosa lem disso, os roubadores contam com o apoio logístico e operacional da facção, que fornece armamentos, proteçao armada durante e apos a pratica dos delitos, esconderijos para os veículos subtraídos em areas dominadas e facilidade para o escoamento dos bens. Tal estrutura permite nao apenas a pratica reiterada dos roubos, mas tambem dificulta sobremaneira a repressao estatal. Esses elementos demonstram que os roubadores de veículos atuam como mais uma engrenagem da facçao criminosa, sendo o roubo de veículos uma atividade explorada institucionalmente pelo Comando Vermelho, ao lado de outras praticas ilícitas como o trafico de drogas, o trafico de armas e a extorsão. A investigação revelou outros elementos importantes Parazin 157. homem de confiança de “Gadernal”, para a realização de roubos e clonagens de veículos, sendo o “chefe” de uma célula de roubadores e receptadores de veículos. Gordinho da VK ou Gordo recebe o dinheiro pelas vendas dos automóveis roubados e demanda ao “DOCA” a forma sobre proceder para lhe repassar a referida quantia. E quatro mulheres que atuam como “assessoras”, recebendo os valores do tráfico para repassar à facção criminosa.

Veja como deputado TH Joias negociou equipamento anti-drone para o traficante Pezão (CV). “O coroa liberou na hora quando soube que era para o irmão”

Mais conversas do inquérito da Polícia Federal reforçam a suspeita de que o deputado estadual TH Joias auxiliou lideranças do Complexo do Alemão na aquisição de equipamento próprio para derrubar drones, através da interferência em seu sinal. Em diálogos captados no dia 10/10/2023, “TH Joias disse a Índio do Lixão ” que vai adquirir um equipamento para derrubar drones, a fim de utilizá-los em seu condomínio. “Índio” perguntou o preço, e “TH Joias” disse que seu amigo consegue por R$ 300.000,00. “Índio” perguntou a “TH Joias” se o “coroa” pode deixar um desses equipamentos emprestado no Complexo do Alemão. “ TH Joias” respondeu que o “coroa” “liberou na hora” quando soube que era para o “irmão”. Não ficou claro no contexto da conversa quem seria o “coroa”. “Amigo”, contudo, é uma das palavras utilizadas por “Índio” e “TH Joias” em suas conversas quando se referem a “Pezão”, atualmente maior liderança do Comando Vermelho no Complexo do Alemão. Em outro trecho, TH Joias já havia se referido a Pezão como irmão quando diz que precisa levar o dinheiro de Carracena e pediu a índio que avisasse o irmãol Pezão. Em outra conversa, TH Joias” encaminhou a Indio” áudios de terceiro, posteriormente identificado como “Dudu”. Nos áudios, fica claro que “Dudu” é otal “amigo” responsável pela venda do equipamento antidrone. Ele diz que o custo para trazer o equipamento seria R$ 260.000,00, mas que gastaria R$ 20.000,00 de passagem. “Dudu” diz, ainda, que teria prometido 15% de seu lucro ao “doutor”. Não fica claro quem seria o “doutor” no contexto da conversa.

O histórico do traficante Pezão, um dos chefões do CV. Bandido conseguiu escapar de cerco após vazamento de operação por parte de secretário estadual que foi convidado a jantar depois como forma de agradecimento

A investigação da Polícia Federal sobre o vínculo de políticos, autoridades e PMs com traficantes do Comando Vermelho revelou o histórico do traficante Pezão, chefão da facção. Ele possui vínculo com o Comando Vermelho há quase 30 anos. Em 2008, assumiu a liderança da ORCRIM no Complexo do Alemão após a ordemde Marcino VP e Fernandinho Beira-Mar.”, para que ele matasse o traficante Antônio de Souza Ferreira, o Tota. Tota teria sido assassinado por não estar enviando a quantia obtida com a comercialização de drogas para os líderesdo Comando Vermelho, queestavam custodiados em penitenciárias estaduais e federais. Em 2005, “Pezão” foi preso pela Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro quando chefiava a venda de drogas na favela da Grota, comunidade integrante do Complexo do Alemão, e libertado em 2008. Como se sabe, em 2010, após a intervenção das forças de pacificação no Complexo do Alemão, “Pezão” teria buscado abrigo em diversos locais controlados por sua facção, de modo que, até os dias atuais, ele continua orquestrando as ações ilícitas da ORCRIM. Para mais, a presente investigação delineou que “Pezão” foi o responsável pelo planejamento e execução das seguintes ações criminosas: a) Importação de armas de fogo e drogas, além do comércio doméstico de drogas e armas e munições;b) Aquisição de equipamentos para a derrubada de drones;c) Vazamento de operações policiais;d) Transação não autorizada de câmbio;e) Lavagem de capitais advindos de diversos ilícitos penais; informações prestadas pelo então secretário estadual no governo do RJ Alessandro Pitombeira Carracena sobre uma operação policial possibilitaram que Pezão e índio do Lixão conseguissem escapar. Por conta disso, os bandidos convidaram Carracena junto com o deputado estadual TH Joias para jantar no dia seguinte como forma de agradecimento. Havia um grave esquema de corrupção e vazamento de informações sigilosas, com vistas à blindagem da ORCRIM, sobretudo em relação às operações policiais.

CV impôs internet ilegal.a mais de mil moradores de conjunto habitacional em Maricá

Policiais civis estouraram uma central clandestina de internet e apreenderam quase R$ 1 milhão em drogas, em uma operação conjunta nesta segunda-feira (08/09), em Itaipuaçu, Maricá. Durante a ação, um adolescente foi apreendido e duas motos foram recuperadas. De acordo com os agentes, a ofensiva mirava o braço do Comando Vermelho que explora serviços clandestinos, impondo aos mais de mil moradores do Condomínio Minha Casa Minha Vida a contratação da empresa ilegal. Durante a operação foi encontrada uma central de internet, com diversos equipamentos, metros de cabos, ferramentas para que as ligações clandestinas fossem feitas e cadernos contendo os cadastros dos clientes. A investigação aponta ainda que os narcotraficantes vinham sistematicamente vandalizando equipamentos de empresas legalizadas.Além do imóvel usado como central de internet, os agentes encontraram uma casa utilizada para a preparação de drogas, onde foram apreendidas grande quantidade de drogas. Durante a ação, o adolescente foi encontrado com entorpecentes e um revólver, vários tipos de munições. Além disso, as forças de segurança recuperaram duas motos roubadas.As investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos na facção criminosa.

Ex-PQD servidor da Alerj e agente do Degase tinham papel importante na quadrilha do deputado estadual preso por envolvimento com o CV. SAIBA MAIS

Um ex-militar servidor da Alerj e um agente do Degase, órgão que cuida das unidades que abrigam menores infratores, tinham papel importante na quadrilha do deputado estadual TH Joias. Davi Costa Rodrigues Kobbi da Silva, ex-militar e servidor da Alerj, atuou diretamente nas negociações de entorpecentes com Dudu e na venda de armas e munições, integrando o núcleo logístico e operacional da ORCRIM. Sua posição e as condutas praticadas justificam aprisão para cessar o uso da estrutura estatal para fins criminosos.” Leandro Alan dos Santos é servidor do Degase e atuou comoagente logístico na entrega de drogas e armamentos. A pedido de Dudu, ele se dirigiu à comunidade da Serrinha para receber e transportar um fuzil modelo G3 e4 kg de cocaína, entregando-os posteriormente na Rua Canitar, no Complexo doAlemão, área dominada pela facção Comando Vermelho A assessora da Aler Fernranda Ferreira Castro tinha a função de de dissimular e ocultar recursos provenientes de diversos ilícitos penais. Cumpre assinalar que ela efetuou um depósito de R$ 54.800,00 em espécie, ocasião em que alegou origem comercial incompatível com o porte de sua empresa, além de manter vínculos financeiros com indivíduos investigados por crimes graves e com familiares de outros alvos da operação. Ainda foi verificado que Fernanda recebeu de “TH Joias ” e “Dudu” um cargo de assessoria na ALERJ como recompensa pelosserviços prestados por“Índio.

Traficantes do CV e deputado usaram delegado da PF envolvido na quadrilha para levantar dados sobre autoridade que presidia o inquérito contra eles

Os traficantes do Comando Vermelho e o deputado estadual TH Joias pediram ao delegado da Polícia Federal, Gustavo Stteel que fizesse um levantamento detalhado de dados pessoais, imagens e informações funcionais do Delegado de Polícia Federal chefe da DRE/DRPJ/SR/PF/RJ e presidente do Inquérito Policial, Samuel Jose de Escobar Massena Fayad. consistente na pesquisa deliberada e na disseminação de informações sensíveis sobre a autoridade policial responsável pela investigação. “As diligências empreendidas revelam que a organização criminosa objeto da apuração ostenta notável capacidade operacional no que tange à obtenção, manipulação e compartilhamento indevido de dados sigilosos, inclusive com relação a informações sensíveis vinculadas ao Delegado de Polícia Federal Samuel José de Escobar Massena Fayad – chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE/DRPJ/SR/PF/RJ) e autoridade responsável pela condução do referido inquérit. Isso representa inequívoco atentado à autoridade do Estado e às prerrogativas do sistema de justiça criminal, com nítidopotencial intimidatório, visando constranger e coagir o agente público no exercício de suas funções”..diz a investigação. Dudu chegou a enviar uma foto de Samuel para o traficante índio do Lixão Em 27/10/2024, “Índio” pediu que “Dudu” falasse para Stteel que o responsável pelos flagrantes teria sido o “doutor Samuel”. “Dudu” respondeu que já teria repassado a informação a Stteel. Stteel expôs serviços realizados no Aeroporto do Galeão (apreensões de entorpecentes e medicamentos controlados) para promover-se e tentar conseguir cargo comissionado na ALERJ. É importante notar que Stteel prevaricou por deixar de comunicar, indevidamente, ao seu chefe superior que integrantes do Comando Vermelho buscavam informações sobre o Delegado Samuel Fayad e outros acontecimentos criminosos, para satisfazer interesses pessoais.

Traficantes do CV entregaram R$ 9 milhões a deputado estadual preso para serem trocados por dólares. Parlamentar foi buscar dinheiro no Complexo do Alemão

Segundo a investigação da Polícia Federla, depois de ser acionado por Índio do Lixão sobre a possibiidade de realizar compra de dólares, no dia 17/04/2024 o deputado TH Joias buscou R$5.000.000,00 (cinco milhões de reais) em espécie na residência do traficante localizada no Complexo do Alemão. Os diálogos interceptados confirmamque os vultosos valores pertenciam a Pezão, Dudu auxiliou na operação realizando a compra de dólares pelo valor de R$1.020.000,00, em casa de câmbio localizada no bairro de Copacabana. O valor total da operação atingiu US$1.000.000,00 (um milhão dedólares), compatível com a conversão dos R$5.000.000,00. Nesta primeiraoperação, TH Joias obteve um lucro pessoal de R$50.000,00, evidenciando o proveito econômico direto da atividade ilegal. Índio entregou mais R$4.000.000,00 (quatro milhões de reais) a TH Joias para câmbio, novamente com o auxílio de Dudu. No entanto, nessa ocasião, o dinheiro não foi devolvido integralmente, gerando um conflito interno entre os três.. Os diálogos sugeremque parte do dinheiro foi utilizado por TH Joias e Dudu, incluindo a realização de um “chá de revelação” organizado pelo deputado. A investigação da Polícia Federal revelou uma movimentação total de aproximadamente R$119.881.504,00 entre 2020 e 2025 em nome do traficante Índio do Lixão, o qual ocultou e dissimulou a propriedade. de dois imóveis: um localizado em Arraial do Cabo/RJ, ocultado através de uma pessoa, que não possuía capacidade econômica para justificara aquisição de um imóvel de R$1.000.000,00; outro situado em Sergipe, que está em nome de uma mulher. Dudu movimentou aproximadamente R$ 8.764.303,49 entre 2021 e 2024, distribuídos em contas pessoais e de empresas. Muitas das movimentações eram feitas em benefício de Índio, como se deu quando Dudu fez um pix para o policial Costa para pagar pelo serviço de escolta realizado por Policiais Militares. TH Joias e sua esposa movimentaram aproximadamente R$13.038.406,00 entre 2021 e 2023. As contas da mulher concentram a maior parte das movimentações financeiras relevantes do casal, com valores de crédito que variam entre R$440.000,00 e R$1.900.000,00, além de três comunicações específicas de depósitos em espécie de R$50.000,00 cada. Instituições financeiras apontaram movimentações incompatíveis com sua capacidade financeira, bem como evasão rápida de valores, depósitos fragmentados e uso de terminais de autoatendimento para burlar a identificação dos remetentes. O casal tinha empresas de joias, açougue e um ateliê que foram utilizadas para mascarar transferências ilícitas. A soma dos créditos movimentados por ela totaliza aproximadamente R$8.184.301,00

Assessor parlamentar de deputado preso intermediava venda de drogas entre traficante do CV e bandido do TCP

A quadrilha do deputado estadual TH Joias também estava envolvida com o tráfico de drogas. Em uma sequência, TH Joias enviou a Índio do Lixão ” vídeos de sacos contendo maconha. O último vídeo enviado mostra uma sala cheia de sacos contendo a substância. Em seguida, “TH Joias” diz que são 200 kg. “Índio” responde: “isso não é bom de vender”. (Outrossim, entre os dias 16/8/2024 e 19/8/2024, Dudu e “Índio conversam sobre a venda de cocaína a um indivíduo identificado como “Salomão ”,qualificado posteriormente como Walace de Brito Trindade, o Lacoste da Serrinha. Em um dos áudios encaminhados por Dudu, Salomão cobrou de Indio “não esqueça de mandar “outros dois quilos de Ciroq”. Cabe ressaltar que Ciroq é a “marca” de um tipo de cocaína vendida por “Índio”. “Dudu” atua como um intermediário da venda. Dudu encaminha áudio que novamente demonstra que ele está intermediando a venda de cocaína de “Índio” para terceiros. O interlocutor pergunta o preço de cocaína da “marca” Jacaré e da “marca” Ciroq. “Índio” responde que a Jacaré seria R$ 13.000,00 por quilo, e a Ciroq R$ 9.500,00 por quilo. Em seguida, “Dudu” encaminha foto de diversos tabletes de cocaína, e encaminha áudio em que o interlocutor diz: “Acabou decompletar minha remessa agora”. Em 19/8/2024, “Dudu” manda uma mensagem para Lacoste ”, dizendo que o “amigo” (Índio), havia ligado para ele, dando continuidade as negociaçõesiniciadas anteriormente Em conversa com o interlocutor de contato, Dudu afirma estar indo naquele mesmo dia na serrinha ver o “mano” (Lacoste). “Dudu” então manda mensagem para “Indio” avisando que já estava na serrinha e pede para que “Indio” ligue pra ele do outro número, e logo depois, “Indio” liga para “Dudu” A investigação concluiu que Dudu” atuou como elo entre os traficantes “Índio” (Comando Vermelho) e “Lacoste” (Terceiro Comando Puro), viabilizando a comercialização de grandes quantidades de cocaína e armamentos. Os criminosos simularam identidades falsas (como a de um capitão do BOPE e de um secretário de governo) para ,enganar “Lacoste” e garantir a concretização das transações ilícitas. “ Dudu” também participou de outras negociações de drogas com diversos interlocutores, demonstrando envolvimento habitual com o tráfico

Traficantes Lacoste, TH da Maré, Peixão e Léo Empada, todos do TCP, teriam comprado equipamentos antidrones de deputado estadual preso

A organização criminosa se valeu da importação e uso de detectores dedrones, cujo uso é expressamente proibido no Brasil para pessoas físicas oujurídicas de direito privado, conforme a Resolução Anatel n. 760, de 6 de fevereiro de 2023. TH Joias, Dudu, Índio do Lixão, os traficantes Pezão, Lacoste da Serrinha, TH da Maré (falecido), Peixão e Léo Empada promoveram a importação clandestina e consequente compra e venda dos equipamentos voltados para dificultar a operacionalidade dos drones utilizados pelas forças de segurança pública em regiões dominadas pelo tráfico de drogas. O interesse pelo equipamento foi tanto, que TH e Dudu viram uma oportunidade de ganhar muito dinheiro com as lideranças do tráfico, oferecendo não só para o Comando Vermelho mas também para o Terceiro Comando Puro e a ADA (Amigos dos Amigos). De acordo com Informações de Polícia Judiciária 016/25 e 027/25, foi possível identificar que Dudu adquiriu diversos equipamentos para monitoramento e derrubada de drones de fornecedor chinês de empresa sediada na cidade de Shenzhen, China. No período das transações, que vai de janeiro de 2024 a março de 2025, foram identificadas as seguintes compras internacionais: Detector de drones adquirido em 01/06/2024 por US$ 4.200,00;Bazuca antidrones adquirida em 09/06/2024 por R$ 15.124,98;Bazuca antidrones adquirida em 07/08/2024 por R$ 14.947,49;Bazuca antidrones adquirida em 09/09/2024 por R$ 19.442,88;Detector de drones adquirido em 10/09/2024 por US$ 3.000,00;Duas bazucas antidrones adquiridas em 25/09/2024 ao preço de R$ 11.169,81 cada;Duas bazucas antidrones adquiridas em 20/03/2025 ao preço de US$ 2.300,00 cada; Bloqueador de sinal do tipo “mochila” adquirido em 20/03/2025 ao preço de US$ 3.400,00 Destaca-se, aqui, que o preço informado por TH Joias e Dudu a Índio e Pezão para cada um dos equipamentos foi de R$300.000,00 (IPJ 05-2025). Além disso TH da Maré, em chat com Dudu, também relatou ter feito pagamento superior a R$ 200.000,00, evidenciando que Dudu e TH Joias obtiveram lucros expressivos com a venda de cada equipamento do tipo “bazuca”, superiores a R$ 200.000,00. Conversas entre TH Joias e Dudu mostram que o deputado estadual auxiliou lideranças do Complexo do Alemão na aquisição de equipamento próprio para derrubar drones, através da interferência em seu sinal. Em diálogos captados no dia 10/10/2023, “TH Joias ” diz a “Índio” que vai adquirir um equipamento para derrubar drones, a fim de utilizá-los em seucondomínio. “Índio” pergunta o preço, e “TH Joias” diz que seu amigo consegue por R$ 300.000,00.” Narra também que “no dia 6/1/2024, “TH Joias” pergunta se “Índio” poderia onversar com o “01” sobre “Dudu”. “01” também é um termo utilizado por eles para se referir a “Pezão”. Em seguida, “Índio” envia a “TH Joias” foto de R$ 55.000,00 em espécie e diz “Da bazuca dos drones””.

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