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Comando Vermelho

Do Acre à Rocinha: investigação expõe ligação direta entre traficantes e cúpula do CV no RJ

Uma denúncia explosiva do Ministério Público do Acre revelou bastidores inéditos da expansão do Comando Vermelho no Norte do país e escancarou a forte ligação entre criminosos do Acre e chefões históricos da facção no Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pelo GAECO, DRACO e DENARC, descreve uma estrutura criminosa altamente organizada, com atuação voltada para tráfico de drogas, homicídios, torturas, roubos, extorsões e lavagem de dinheiro. Segundo o documento, mesmo presos em unidades de segurança máxima, líderes da facção continuavam dando ordens, arrecadando dinheiro e coordenando ações criminosas de dentro das celas. Um dos pontos que mais chamou atenção na denúncia foi a presença de criminosos ligados diretamente à cúpula do Comando Vermelho no Rio. O nome de “Samuray”, apontado como integrante da “Casa Maior” da facção e considerado um dos braços direitos de Fernandinho Beira-Mar, aparece como uma das principais lideranças envolvidas nas articulações criminosas. Preso em Bangu 3, no Rio de Janeiro, ele teria participado de decisões estratégicas envolvendo o comando do CV no Acre. As investigações apontam que integrantes da facção no Norte recorriam constantemente aos chefões fluminenses para resolver disputas internas, validar lideranças e definir os rumos da organização. Outro nome de peso citado na investigação é o de “Abelha”, criminoso conhecido no submundo do Rio de Janeiro e apontado como peça importante nas conexões entre traficantes acreanos e a cúpula carioca do CV. Segundo a denúncia, um advogado ligado à facção viajou até a Rocinha para se reunir pessoalmente com Abelha, que estaria escondido na comunidade, em uma tentativa de mediar conflitos internos envolvendo o controle do tráfico no Acre. O mesmo advogado também teria mantido contato direto com Samuray e outras lideranças presas no sistema penitenciário do Rio. As apurações revelam que uma verdadeira guerra interna tomou conta do Comando Vermelho no Acre. Disputas por poder, controle de armas, domínio de pontos de venda de drogas e arrecadação milionária colocaram diferentes grupos da facção em rota de colisão. Em meio ao caos, traficantes ligados ao Acre buscavam apoio e autorização dos chefões do Rio para permanecer no comando da organização criminosa. A denúncia ainda mostra que até advogados teriam sido usados pela facção como intermediários entre traficantes presos e líderes do CV no Rio de Janeiro. Conversas interceptadas pela investigação revelariam tentativas desesperadas de integrantes do grupo para impedir afastamentos dentro da facção e garantir proteção da chamada “cúpula nacional” do Comando Vermelho. Os investigadores também descobriram que presos utilizavam celulares clandestinos dentro das penitenciárias para transformar celas em verdadeiros centros de comando do crime organizado. Relatórios apontam controle de “biqueiras”, cobrança de mensalidades criminosas conhecidas como “caixinhas”, extorsões contra comerciantes e até administração de armamentos mantidos em esconderijos da facção. Outro detalhe impressionante é que membros do grupo criminoso teriam alterado apelidos e até manipulado registros internos da facção para dificultar investigações policiais. Segundo o Ministério Público, a própria organização mantinha uma espécie de “cartório do crime”, com listas detalhadas dos integrantes cadastrados no Comando Vermelho. Ao todo, dezenas de pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação sustenta que o Comando Vermelho consolidou uma estrutura extremamente violenta e profissionalizada no Acre, mas sempre mantendo ligação direta com criminosos do Rio de Janeiro, especialmente integrantes da alta cúpula da facção instalados em comunidades cariocas e dentro dos presídios fluminenses. A denúncia reforça que o avanço da facção no Norte do país não ocorreu de forma isolada, mas sim sob influência direta de chefões do Rio, que continuariam exercendo forte poder sobre o crime organizado em diferentes estados brasileiros mesmo atrás das grades.

REGRA NA CADEIA: “Só podia voltar preso”: detento afirma à Justiça que CV proibia retorno espontâneo ao presídio de quem não voltasse de saidinha

Um detento que descumpriu o retorno da Visita Periódica ao Lar (VPL), benefício conhecido como “saidinha”, afirmou à Justiça que integrantes do Comando Vermelho não aceitavam sua reapresentação espontânea ao presídio após ele ter sido considerado evadido, permitindo apenas o retorno mediante recaptura policial. Segundo a defesa do apenado, o homem corria risco de sofrer punições internas e até ser morto caso tentasse voltar por conta própria à unidade prisional dominada pela facção criminosa, a cadeia Serrano Neves, em Bangu. “Não seria aceito seu retorno espontâneo, sob pena de punições internas impostas pela facção, sendo tolerada apenas a reentrada mediante recaptura por força policial”, afirma trecho da petição apresentada à Vara de Execuções Penais. “O não retorno espontâneo deveu-se a grave ameaça de morte proferida por facção criminosa contra o Paciente e seus quatro filhos menores, residentes em área de conflito. Tal cenário configura coação moral irresistível, excludente de culpabilidade que afasta a natureza de “falta grave” da evasão, uma vez que não se poderia exigir conduta diversa que colocasse em risco a vida de seus familiares”, diz a defesa. O caso revela uma espécie de regra paralela imposta dentro do sistema penitenciário controlado pelo Comando Vermelho: segundo a defesa, presos que deixam de retornar da saidinha não poderiam simplesmente se reapresentar voluntariamente à cadeia. Ainda conforme os autos, o homem cumpria pena em regime semiaberto e foi considerado evadido em 20 de agosto de 2022 após não retornar ao presídio no prazo estabelecido pela Justiça. Ele acabou sendo recapturado apenas em 13 de março de 2025, quando voltou ao sistema penitenciário para cumprir pena em regime fechado cautelar. A defesa sustenta que o apenado não permaneceu foragido para continuar praticando crimes, mas porque havia rompido vínculos com o tráfico de drogas e se afastado do Comando Vermelho. Segundo os advogados, a atitude foi interpretada pela facção como uma afronta. Os advogados também alegaram que o detento enfrentava uma situação emocional delicada em razão da grave doença de sua mãe, circunstância que teria agravado seu estado psicológico durante o período em que permaneceu fora do sistema prisional. A defesa afirma ainda que, durante o período em que esteve evadido, o homem permaneceu afastado de atividades criminosas até ser localizado e recapturado pela polícia. Desde o retorno ao sistema penitenciário, segundo os advogados, o preso vem apresentando “conduta exemplar e colaborativa”, demonstrando arrependimento e intenção de seguir o processo de ressocialização. O preso atuava no tráfico na Praia do Siqueira, em Cabo Frio. Agora, a luta da defesa é outra. Os advogados sustentam que o cliente permanece acautelado em regime fechado sem que tenha sido realizada a audiência de justificação ou homologada definitivamente a falta grave . Além disso, o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) padece de nulidade insanável.

TRIBUNAL DO CV: decisão da justiça expõe horror em Arraial do Cabo: homem foi torturado, morto a pauladas e enterrado em restinga

A Justiça do Rio decretou a prisão preventiva de seis acusados de participação em um crime brutal ocorrido no distrito de Monte Alto, em Arraial do Cabo. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima, identificada apenas pelo apelido “Cuíco”, teria sido espancada até a morte com pedaços de madeira dentro da própria casa por criminosos ligados ao Comando Vermelho, em uma execução marcada por extrema violência, esquartejamento e ocultação do cadáver. De acordo com a decisão judicial, o crime aconteceu na noite de 30 de dezembro de 2025 e teria sido motivado pela resistência da vítima ao domínio imposto pela facção criminosa na região. Os denunciados teriam invadido a residência localizada na Rua Coqueiral e iniciado uma sequência de agressões violentas, concentrando golpes principalmente na cabeça da vítima. Mesmo sem a localização do corpo, a Justiça entendeu que há fortes indícios da execução. Bastões de madeira quebrados e com manchas de sangue foram encontrados dentro da casa. A perícia também identificou marcas de sangue e sinais do uso de substâncias para eliminar vestígios, como cal e argamassa. Segundo a investigação, após o assassinato, parte do grupo teria levado o cadáver para uma área de praia, onde o enterrou. Com a aproximação da polícia e de cães farejadores, os criminosos teriam desenterrado o corpo, fragmentado os restos mortais e realizado um novo enterro em covas profundas em uma área de restinga conhecida como Brejão. A decisão aponta que o acusado conhecido como “GL” seria um dos coordenadores da ação e apontado como gerente do tráfico em Monte Alto. Testemunhas afirmaram que ele estava no bairro na noite do crime e teria acionado comparsas logo após as agressões. Já “DG” aparece descrito como um dos mais violentos durante a execução. Segundo depoimentos, ele teria desferido golpes de madeira na cabeça da vítima e incentivado os demais criminosos a fazerem o mesmo. O nome dele também surgiu ligado à busca por ferramentas usadas na ocultação do corpo. O acusado conhecido como “2N” foi citado como participante direto das agressões. Testemunhas afirmaram que ele estava no local durante o espancamento e depois retornou para a boca de fumo da região. Outro denunciado, chamado de “Gari”, é apontado como peça-chave para o início da sequência de acontecimentos que terminou na morte. Ele admitiu ter ido até a casa da vítima acompanhado de “JN”, mas apresentou versões contraditórias durante os depoimentos. A investigação afirma ainda que ele chegou a enviar mensagem para um policial se identificando como “o Gari que estava no ocorrido”. “JN” também admitiu que esteve dentro da residência na noite do crime. A Justiça destacou que ele possui antecedentes por roubo e furto qualificado e havia deixado o sistema penitenciário poucos meses antes do assassinato. Já o criminoso conhecido como “Sexta-Feira” foi identificado como um dos responsáveis pelo controle operacional da facção ao lado de “GL”. Testemunhas o colocam diretamente ligado à organização criminosa que domina a região. Na decisão, o juiz destacou que o homicídio teria sido utilizado como forma de intimidação da população local e mecanismo de demonstração de poder da facção. O magistrado afirmou ainda que moradores evitam testemunhar por medo de represálias. A Justiça também apontou que os acusados tentaram destruir provas de forma sistemática, limpando a cena do crime e escondendo o corpo em diferentes locais para dificultar as investigações. Três denunciados acabaram beneficiados pela rejeição parcial da denúncia. O homem conhecido como “MK de Monte Alto”, apontado como liderança do tráfico local, não teve participação direta comprovada no homicídio. Segundo a decisão, não foram encontrados elementos que indiquem que ele ordenou a execução. “Super Choque”, que prestou depoimento detalhando o crime e apontando os envolvidos, também teve a denúncia rejeitada por falta de provas de participação direta nas agressões. O mesmo aconteceu com “Di Maria”, que teria apenas entregado uma pá utilizada posteriormente na ocultação do cadáver e levado um dos envolvidos feridos ao hospital. Apesar disso, a Justiça determinou a prisão preventiva de “GL”, “DG”, “2N”, “Gari”, “JN” e “Sexta-Feira”. O magistrado entendeu que os acusados representam risco à ordem pública, podem interferir na investigação e possuem ligação direta com a estrutura criminosa armada que atua em Monte Alto. A decisão ainda determinou novas perícias, incluindo confronto genético entre vestígios de sangue encontrados na cena do crime e material coletado de um dos acusados, além da análise do celular apreendido de “Gari”.

Lacoste e Coelhão da Serrinha (TCP) têm prisão preventiva decretada suspeitos de mandarem matar entregadores de lanche envolvidos com o tráfico no Morro do Dezoito (CV)

Os líderes do tráfico de drogas no Complexo da Serrinha, em Madureira, os bandidos conhecidos como Lacoste ou Salomão e Coelhão tiveram as prisões preventivas decretadas suspeitos de ordenarem dois homicídios de envolvidos com o crime no Morro do Dezoito, em Água Santa. Uma das vítimas foi Henrique Vitor Martins de Oliveira Marçano. A mãe disse que soube da morte do filho por populares que disseram que duas pessoas tinham sido baleadas em frente a uma estação de trem na Rua Nerval Gouveia. Ao chegar no local, viu Henrique morto e uma outra pessoa ferida. Falou que soube que Henrique estava com um amigo em uma moto que havia parado por falta de gasolina , e que em determinado momento parou um carro de cor preta com quatro elementos bem armados , e sairam perguntando ao filho e ao amigo dizendo: Fé fé? ; O amigo do filho respondeu dizendo fé e foi baleado em seguida e que Henrique tentou correr mas também fora alvejado. Segundo a tesemunha, os atiradores seriam integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro e que o filho estava envolvido com o tráfico do morro do Dezoito cuja facção é CV. Tinha conhecimento que Henrique trabalhava como entregador de lanche e não soube dizer se Henrique tinha ou não briga/rixa ou se vinha ou não sofrendo ameaças . A outra vítima foi Lucas Teixeira de Carvalho. Seu avô contou que oube da morte por meio de um telefonema de uma pessoa que não se identificou , e informou a sua esposa , a , que informou que Lucas estava baleado junto com outro rapaz em frente a estação de trem; Que LUCAS ainda foi socorrido para Hospital Municipal Lourenço Jorge , porém quand. Lucas foi socorrido ao Hospital Salgado Filho mas chegou morto. Também falou que o neto era entregador de lanche mas que tomou conhecimento recentemente que estava envolvido na organização criminosa do tráfico do morro do Dezoito e Caixa d`agua em Quintino, e que o mesmo era usuário de drogas. Ele já fora preso por crime de Roubo. Após a informação trazida pelos familiares das vítimas de que ambos eram membros da organização criminosa que explora o tráfico de drogas na localidade dos fatos, o relatório policial informa que a referida localidade encontra-se marcada por uma guerra entre organizações criminosas rivais que buscam o domínio do comércio ilegal de drogas. Os denunciados ocupam posição de liderança da organização criminosa rival a que pertenciam as vítimas, de forma que cabe somente a eles ordenar, coordenar e comandar os atos ilícitos praticados nas ações que visam a expansão territorial de seus domínios. . O fato criminoso imputado aos denunciados reveste-se de extrema violência na medida em que os autos noticiam que a principal motivação para o cometimento do crime foi a disputa territorial pela exploração do tráfico de drogas ilícitas entre duas facções criminosas. Há indícios de que os denunciados tem uma vida voltada para o crime, sendo líderes de uma organização criminosa em região próxima de onde o fato ocorreu, não existindo segurança de que tenha uma vida voltada para atividades lícitas, justificando-se a prisão preventiva .

Braço-Direito de Fernandinho Beira-Mar tem prisão decretada acusado de mandar espancar e matar PM que entrou por engano em comunidade da zona norte do Rio

A Justiça decretou recentemente a prisão preventiva do traficante Anderson Sant´Anna da Silva, o Gão, apontado como braço-direito de Fernndinho Beira-Mar, por um homicídio cometido na comunidade do Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, no ano passado. O crime ocorreu em 22 de março de 2025. A vítima, o PM Everton Pitombeira, teria sido alvejada e espancada por integrantes do tráfico local ao adentrar a comunidade e se deparar com as barricadas de contenção do ponto de venda de drogas conhecido como “Ponto da pV”, localizado na Rua Paulo Viana. O PM entrou por engano no local após seguir orientação do GPS. Um traficante foi ouvido e detalhou”não só a pirâmide de hierarquia e domínio estabelecida entre os integrantes do tráfico local, no qual também atuava, mas também a autoria e a dinâmica do Em seu depoimento, o suspeito reconheceu o traficante Fininho, como sendo aquele que executou a vítima, por meio de diversos disparos de arma de fogo, tendo, ainda, desferido chutes em sua cabeça mesmo após executada, Disse que um traficante conhecido como Wndell como sendo o segurança da boca de fumo da “PV”, sendo o responsável por efetuar diversos disparos de arma de fogo em direção ao carro da vítima. Além de “Finnho, o suspeito ” apontou, também, Gão omo sendo o “dono da comunidade “, a quem competiria a autorização de todas as decisões da localidade,. Gão responde a outros processos judiciais por tráfico de drogas, associação ao tráfico e homicídio, sendo apontado como braço direito de Fernandinho Beira Mar em várias comunidades sob o domínio do Comando Vermelho Segundo os autos, ele teria sido o responsável pelas ordens para colocação das barricadas o mais próximo possível das ruas principais, com o objetivo de promover o avanço de seus “domínios”, dinâmica essa que teria resultado no óbito da vítima. O depoente afirmou ainda que o bandido vulgo MD como sendo o “vapor” da localidade conhecida por “PV”, onde ocorreu o crime, sendo aquele que corre sem camisa, portando uma pistola, logo após o policial militar ser executado, Ele prestaria subordinação ao falecido Luiz Victor Costa Silva de Souza, o VT, e servindo ao Gão tido como patrão da comunidade. Aliado a isso, as investigações indicam que ele seria o indivíduo que, nos registros estaria correndo para o interior da comunidade em fuga do local do fato, portando uma arma de fogo (pistola), trajando bermuda e sem camisa. Além de Gão, Wendell e MD tambem tiveram as prisões preventivas decretadas. Foi determinada a expedição dos mandados de prisão que têm o prazo de 20 (vinte) anos para serem cumpridos.

Três anos depois, Justiça manda prender acusados de executar PM na Avenida Brasil, mas deixa supostos mandantes de fora do processo

Depois de mais de três anos de um dos ataques mais violentos registrados na Avenida Brasil, na altura da Penha, a Justiça finalmente decidiu agir contra parte dos envolvidos na ação criminosa que terminou com a morte do policial militar Victor Hugo Lustoza Barros e deixou outro agente sob ataque de tiros de fuzil. Apesar do avanço no caso, a decisão judicial acabou deixando de fora justamente os apontados chefões do tráfico da Nova Holanda, citados pelo Ministério Público como líderes da organização criminosa. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio descreve uma madrugada de terror ocorrida em 16 de abril de 2023, quando criminosos envolvidos numa tentativa de roubo à empresa JADLOG abriram fogo contra policiais militares na Avenida Brasil. Segundo as investigações, os criminosos estavam fortemente armados e utilizaram até fuzis calibre 5,56 durante o confronto. Victor Hugo acabou atingido pelos disparos e morreu no local. O policial Marcelo Juvenal Araújo, que estava junto da vítima fatal, também teria sido alvo dos tiros, mas sobreviveu. De acordo com a denúncia, os criminosos fugiam após a tentativa de assalto quando encontraram uma viatura da PM estacionada. Foi nesse momento que os ataques começaram. O laudo pericial apontou marcas de tiros na viatura policial, reforçando a violência da emboscada. A investigação identificou o veículo utilizado pelos criminosos, um Honda WR-V prata, além de reunir depoimentos e laudos que apontaram a participação de integrantes ligados ao tráfico da Nova Holanda, no Complexo da Maré. Entre os denunciados estavam Luiz Carlos Gonçalves, conhecido como “LC”, e Rodrigo da Silva Caetano, o “Motoboy”, apontados como líderes do tráfico de drogas na comunidade e acusados pelo Ministério Público de autorizar ações criminosas da quadrilha. Segundo a denúncia, ambos exerciam papel de comando dentro da organização criminosa e teriam ligação direta com a estrutura usada nos roubos e ataques armados. No entanto, apesar das acusações, a Justiça rejeitou a denúncia contra os dois traficantes. Na decisão, o magistrado afirmou que o Ministério Público não conseguiu apresentar elementos suficientes que demonstrassem, de forma concreta, que os dois chefões determinaram especificamente o ataque que terminou na morte do policial militar. O juiz destacou que ocupar posição de liderança no tráfico não seria suficiente, por si só, para responsabilizá-los diretamente pelo crime. Com isso, LC e Motoboy ficaram fora da ação penal neste momento e também escaparam dos pedidos de prisão preventiva. Por outro lado, a Justiça aceitou a denúncia contra Lucas Wandel Meireles do Nascimento, Alexandre Araujo da Costa e João Pereira de Araújo Júnior, o “Russo”. Segundo as investigações, Lucas estaria dentro do carro usado pelos criminosos e teria efetuado disparos de fuzil contra os policiais. Alexandre foi apontado como integrante da quadrilha responsável pela tentativa de assalto à transportadora. Já Russo teria papel estratégico dentro da organização criminosa, sendo responsável pelo fornecimento de armas, logística e escolha dos alvos das ações criminosas. A decisão judicial também decretou a prisão preventiva dos três acusados, citando a gravidade extrema do caso, o uso de armamento de guerra, o risco de fuga e a atuação da organização criminosa na comunidade da Nova Holanda. O magistrado ressaltou ainda que o ataque contra policiais fardados em serviço representou um grave abalo à segurança pública. Enquanto isso, outros nomes citados no procedimento tiveram o caso arquivado devido às mortes dos investigados. Mesmo após anos de investigação, o caso segue cercado de questionamentos, principalmente pelo fato de os apontados líderes da facção terem ficado de fora da denúncia aceita pela Justiça, apesar de serem citados pelo próprio Ministério Público como responsáveis pela estrutura criminosa que comandava os ataques armados e roubos na região. Vitor stava na corporação desde 2011 e deixou uma filha.

Traição e morte: homem acusado de ser X9 teria sido atraído para emboscada montada por traficantes e suposto policial na Gardênia Azul (CV)

Um relatório da Justiça do Rio aponta que um suposto policial, que não foi indicado se seria civil e militar, estaria envolvido em um homicídio cometido pela quadrilha do traficante BMW, que comanda a Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. De acordo com o documento, no dia 28 de agosto do ano passado, por volta das 20h30min, o traficante Alex estaria em companhia do suposto policial, realizando o planejamento da captura e execução da vítima Wagner”, Sobre BMW, ele foi expressamente apontado por uma das testemunhas como o autor do fato. Ele e Cabecinha são citados nas conversas de Whatsapp entre a vítima e o policial, o que, em tese, teria dado ensejo à ação de capturar e executar a vítima, em retaliação, por ser classificado como “X-9”. BMW e Cabecinhateriam, segundo consta dos autos, ofendido a integridade física da vítima Wagner, provocando as lesões corporais que o levaram à morte. Após isso, os acusados teriam ocultado o cadáver da vítima, em local incerto e não conhecido. Segundo consta, os acusados teriam desconfiado de que a vítima estaria fornecendo informações à polícia, daí teriam simulado interesse na compra de um relógio seu, com o objetivo de atraí-la até as proximidades da região conhecida como “Guaravita”, onde teria sido abordada, colocada em um veículo e levada até o local onde teria sido executada. BMW e Cabecinha estão com a prisão preventiva decretada.

Ex-traficante do CV que tentava recomeçar a vida foi chamado de volta à favela agora sob o domínio do TCP e acabou morto; Justiça só agiu quase dois anos depois

Chamado por um suposto amigo para voltar à comunidade onde havia deixado o tráfico para trás, Lucas Soares da Silva saiu de casa dizendo que “seria rápido”. Horas depois, desapareceu. Na manhã seguinte, o jovem foi encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quase dois anos após o crime, a Justiça finalmente deu andamento ao caso e aceitou parcialmente a denúncia contra um dos acusados de participação no assassinato. A motivação da execução, no entanto, continua um mistério cercado de dúvidas, silêncio e versões conflitantes. Segundo familiares, Lucas tentava reconstruir a vida após abandonar o tráfico. Depois de sair da prisão em 2022, passou a trabalhar como ajudante de pedreiro ao lado do tio e também vendia roupas para sobreviver. Pessoas próximas afirmam que ele queria se afastar definitivamente do ambiente criminoso da comunidade do Danon, em Nova Iguaçu, que na sua epoca de crime era dominada pelo Comando Vermeho. Mas o passado voltou a bater à porta. De acordo com a investigação, Lucas vinha sendo procurado por antigos conhecidos da época em que atuava no tráfico. Entre eles estava “Macauly”, apontado agora pelo Ministério Público como o homem que teria atraído o rapaz para uma armadilha mortal. A namorada da vítima, M.S.S, contou em depoimento que Lucas estava em sua casa no dia 14 de setembro de 2023 quando começou a receber mensagens insistentes no WhatsApp. Pouco depois, avisou que amigos estavam chamando para um encontro na comunidade do Danon. Ela tentou impedir que ele fosse. Lucas, porém, respondeu que voltaria rápido. Foi a última vez que saiu de casa com vida. Horas depois, ele desapareceu sem deixar pistas. Na manhã seguinte, Monique recebeu uma mensagem devastadora: uma foto da identidade de Lucas acompanhada da frase “ACHARAM ESSE MENINO MORTO AQUI EM NOVA ERA”. Desesperada, ela correu até o local indicado e encontrou o corpo do namorado já sem vida. Na época, M afirmou ainda estar grávida de Lucas. A mãe da vítima revelou em depoimento que Vinicius teria até providenciado um carro de aplicativo para levar Lucas até a comunidade onde ele acabou morto. Para investigadores, esse é um dos principais elementos que sustentam a acusação de que o acusado teria participado da emboscada. Em depoimento à polícia, Macauly confirmou que era amigo de Lucas e admitiu que ambos já haviam atuado no tráfico da comunidade do Danon. Ele também declarou que esteve com a vítima horas antes do desaparecimento, afirmando que os dois saíram juntos para comprar uma peça para um tablet e depois seguiram para sua casa, onde fizeram um lanche preparado por sua mãe. Segundo Macualy Lucas deixou o local por volta das 17h para ir até a casa da namorada e, desde então, ele não teria mais mantido contato com o amigo. O acusado afirmou ainda que só soube da morte na manhã seguinte pelas redes sociais. No depoimento, Vinicius também confirmou que Lucas já havia trabalhado no tráfico do Danon e disse que, após deixar a prisão, ele teria retornado à comunidade já sob domínio do TCP. Apesar disso, alegou não saber quem matou o rapaz nem qual teria sido a motivação do crime. A Justiça decidiu não decretar a prisão preventiva de Vinicius Reis, impondo apenas medidas cautelares. Já o traficante conhecido como Boris ou Tiririca, apontado como líder do TCP no Danon e denunciado pelo Ministério Público como suposto mandante da execução, acabou beneficiado pela rejeição da denúncia. O juiz entendeu que não existem provas suficientes de que ele tenha ordenado diretamente o homicídio. Na decisão, o magistrado também afirmou que a investigação ainda não conseguiu esclarecer exatamente o que motivou a morte de Lucas. O Ministério Público sustentava a hipótese de que o rapaz teria sido executado por integrantes da facção por supostas desavenças relacionadas ao fato de ter deixado o tráfico, mas a tese não foi considerada suficientemente comprovada. O caso continua cercado de perguntas sem respostas. Por que Lucas foi chamado de volta ao Danon? O que aconteceu depois que ele entrou na comunidade? E quem decidiu sua morte? Enquanto a investigação tenta esclarecer os bastidores do crime, familiares convivem com a dor de ver o jovem que dizia querer abandonar o passado acabar executado de forma brutal após retornar ao lugar de onde tentava se afastar

NOVA IGUAÇU: Rapaz foi morto por traficantes do CV porque postou em rede social foto com time de futebol da milícia. Desesperada, mãe foi at´pe a boca de fumo pedir notícias do filho

A Justiça do Rio decretou em abril a prisão de mais dois envolvidos no assassinato de um rapaz em setembro de 2025 no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O rapaz foi morto porque publicou em rede social foto usando o uniforme de um time de futebol considerado rival (da milícia) pelos autores do crime, que são ligados ao Comando Vermelho. O asassinato teve contornos ainda mais dramáticos porque a mãe da vítima foi até a boca de fumo para saber da notícia do filho;Um outro suspeito, vulgo Buzico, já teve a prisão decretada em fevereiro. Narra a denúncia que “entre os dias 21 de setembro de 2025 – quando a vítima foi retirada de sua residência situada na Rua Bilu, nº 03, Bairro Vila Guimarães, Austin, Nova Iguaçu/RJ – e o dia 24 de setembro de 2025, data em que seu corpo foi localizado na Estrada do Tinguazinho, s/n, Tinguazinho, Nova Iguaçu, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima Matheus Ribeiro dos Santos, que veio a óbito; O crime foi cometido por motivo torpe, consistente na imposição violenta de domínio territorial pela facção criminosa Comando Vermelho tendo a vítima sido executada em razão da publicação, em rede social, de fotografia na qual vestia uniforme de time de futebol cujos integrantes teriam suposto vínculo com uma organização criminosa rival daquela integrada pelos autores O homicídio foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi retirada de sua residência pelos denunciados e por seus comparsas, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, e conduzida, sob coação, para o interior de área dominada pelo grupo armado, onde foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo após permanecer sob o domínio dos acusados, sem qualquer possibilidade de reação ou fuga, em ambiente integralmente controlado pelos criminosos.” A mãe de Matheus foi chamada no dia 21 de setembro por dois amigos do seu filho para avisar que Buzico teria levado Matheus.Ela disse que Buzico é morador da região, e que o conhece desde que ele” nasceu; Que o filho e o bandido já tiveram problemas em um jogo de futebol no campo do zenit, em Austin. Desde então “Buzico” vinha ameaçando Matheus. A mae ao correr até a esquina de sua rua ainda conseguiu ver três motos em uma moto estava um indivíduo não identificado pilotando e Buzico na garupa e Matheus no meio. Viu ainda mais outros dois indivíduos um em cada moto, sendo uma delas a do filho. Ela não conseguiu alcançar as motos por estar a pé e foi até a comunidade São Simão, sabendo que “Buzico” é integrante do tráfico desta comunidade, dominada pela facção criminosa “comando vermelho”; Ao chegar na favela, um traficante falou para a declarante ir na “boca do flamengo onde ela viu Buzico. Ele veio em sua direção com uma moto, modelo honda PCX e arma em punho; Buzico” ficou rodeando a declarante com a moto e ela perguntando onde estava seu filho; O bandido respondeu que não tinha pego Matheus.A mãe retrucou. “Você pegou o meu filho, que eu vi”; “Buzico” respondeu “Foi eu que matei ele?”, “Pode me empurrar mais um homicídio, o do “Nando” foi eu que matei mesmo, (Fazendo referência ao homicídio do procedimento 861-00979/2024) mas pode ir lá e depois aguenta as consequências” e subiu a rampa; A mãe perguntou quem era o responsável e um dos indivíduos se identificou; Que a declarante pediu para que entregassem o seu filho e o traficante disse que ia ver o que poderia fazer, e pegou uma moto e subiu a ladeira; Quando o traficante saiu já era 02hrs da manhã e voltou depois de uma hora e meia falando para a declarante ir embora que o filho dela estava morto:A mulher pediu para que pelo menos entregassem o corpo de Matheus e o traficante Que o informou que não poderia fazer mais nada e que já tinha falado de mais;. A mãe do rapaz morto foi para casa por volta das 05hrs30min. No entanto, mpaciente com a situação foi novamente à comunidade São Simão.Ao chegar na boca, haviam dez pessoas e a cunhada dela que a acompahava perguntou a um traficante sobre Matheus e o bandido respondeu que não queria saber e que não para envolver o nome dele; A mãe recebeu uma ligação anônima que informou a declarante que não era só “Buzico” que estaria envolvido na morte de seu filho e que um traficante chamado Matheus também estaria e que a motivação seria que a vítima teria postado uma foto em que estaria usando uniforme de um time de várzea da região em que alguns integrantes do time seriam milicianos. A moto que Matheus usava era de trabalho e pertencia ao patrão dele, que disse que, no dia do fato, pelo aplicativo da seguradora da moto, constava que a localização do veículo estaria na comunidade São Simão; A tia de Matheus falou que implorou a um traficante para que entregasse o sobrinho. “Por favor Matheusn é meu sobrinho, me ajuda”. O bandido respopndeu. “Sai de perto de mim, não fala meu nome aqui não”.Perguntada o que sabia do homicídio, respondeu que pelo fato da declarante ter um comércio na região, todos comentam que Buzico e um traficante chamado Matheus e seriam os autores do homicídio em tela. Falou inclusive que Buzico já teria ameaçado o sobrinho de morte anteriormente; Sobre a motivação, a declarante respondeu que seria pelo fato de Matheys ter tirado fotografia com um time de futebol que possuem milicianos que jogam nesse time. O patrão de Matneus afirmou que Buzico e comparsa estavam “tacando” terror na comunidade e que a vítima era trabalhador e não possuía envolvimento com a milícia; Contou inclusive que quatro dias antes do homicídio, Matheus lhe relatou que Buzico teria ido até ele e perguntou se o mesmo estava na “mancada” e mandou o mesmo abrir o olho;

Testemunha detona: CV da Penha manda em Belford Roxo e banca ataques na cidade

No ano passado estourou uma guerra na comunidade Gogó da Ema, em Belfors Roxo,. O traficante vulgo Ésquilo deu um golpe no criminoso vulgo Lacoste e trouxe o Comndo Vermelho para a Favela. Foram semanas de tiroteios com o Terceiro Comando Puro tentando retomar o controle.  Uma testemunha ouvida pela Justiça fez uma declaração reveladora. Segundo ela, o Bonde do Ésquilo que hoje está. no Gogó é submisso ao tráfico de drogas do Complexo da  Penha, De acordo com o declarante, os traficantes prestam satisfações para o chefe da organização criminosa do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca ou Urso. A testemunha ainda disse que os ataques em Belford Roxo partem do traficante BlBochecha Rosa”, frente da comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias; E falou ainda quem apoiava financeiramente os ataques em  em Belford Roxo, disse que eram os frentes do Complexo da Penha. Doca, Bochecha e Ésquilo foram denunciados por um homicídio resultante desta guerra. A Justica acatou a denúncia em abril mas não decretou a prisão dos suspeitos. A Corte deteminou diligências requeridas pelo Ministério Público Estadual e requisitou laudos periciais pendentes,

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