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Comando Vermelho

PM executado teve celular alvo de pedido de quebra de sigilo após flagrante com 139 kg de cocaína do CV. Objetivo era ampliar as informações sobre seu envolvimento com a facção

Sobre a morte do sargento da Polícia Militar Yuri Luiz Desiderati Ribeiro, executado com mais de 20 tiros no último fim de semana, em Jacarepaguá, vale lembrar que, quando foi preso em flagrante, em outubro de 2023, transportando 139 quilos de cocaína que, segundo a investigação, seriam destinados a uma comunidade dominada pelo Comando Vermelho, a Polícia Civil representou à Justiça pela quebra do sigilo dos dados de seus telefones celulares e do conteúdo armazenado na conta iCloud. No pedido, a autoridade policial sustentou que o acesso aos aparelhos era essencial para aprofundar as investigações e identificar o maior número possível de integrantes da organização criminosa. A representação destacava que a perícia nos celulares poderia revelar contatos, conversas em aplicativos como WhatsApp, Telegram e Messenger, histórico de chamadas, fotografias, vídeos, e-mails, registros de navegação e outras informações capazes de esclarecer a estrutura e o funcionamento do grupo criminoso. Até o momento, porém, não há informação pública sobre o desfecho desse pedido. Não se sabe se a Justiça autorizou a quebra do sigilo dos aparelhos e dos dados armazenados em nuvem, nem se a análise do material levou à identificação de outros integrantes da organização criminosa ou à obtenção de novos elementos para a investigação. Segundo a Polícia Civil, embora a extração dos dados não se confunda com interceptação telefônica, a medida depende de autorização judicial por envolver o acesso a informações protegidas pelo direito à intimidade. Por esse motivo, foi solicitado o afastamento do sigilo dos aparelhos apreendidos e do conteúdo armazenado na nuvem para subsidiar o avanço das investigações. A execução do policial militar voltou a chamar atenção para esse episódio. Veículos de imprensa do Rio de Janeiro têm divulgado que Yuri Luiz Desiderati Ribeiro era apontado como homem de confiança do traficante Abelha, que até pouco tempo figurava entre as principais lideranças do Comando Vermelho. Como foi a operação A operação que prendeu Yuri na época ocorreu da seguinte forma. Agentes estavam em operação desencadeada pela Polícia Civil no Complexo de favelas da Maré e da Penha, e na Cidade de Deus; Q Em dado momento da operação, dados de inteligência deram conta de que um caminhão branco, placa BCZ7I96, com certa carga de drogas estaria em fuga do Complexo de Favelas da Penha, por conta da operação policial; Que em razão disso, a equipe iniciou buscas nas principais rodovias lindeiras ao Complexo da Penha, quando de repente, a equipe avistou o veículo, decidindo por abordá- lo, na Avenida Brasil, altura da Cidade Alta/RJ; Durante a abordagem, foram identificados o motorista e o policial militar. Ao revistarem o baú daquele caminhão, os agentes constataram se tratar de uma carga de cocaína em caixas de papelão;

Suposta perseguição do CV na Bolívia teria levado Peixão (TCP) de volta ao Brasil

Circulam nas redes sociais informações que, até o momento, não receberam confirmação oficial das autoridades, dando conta de que o traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, teria retornado ao Brasil após permanecer por um período na Bolívia. Segundo esses relatos, o criminoso teria deixado o país vizinho porque estaria sendo alvo de uma suposta perseguição de integrantes de uma facção rival. Ainda de acordo com essas informações, a suposta ordem para caçá-lo teria partido do traficante conhecido como Zeus, apontado como integrante do Conselho do Comando Vermelho. Oriundo da Região Norte do país, Zeus atualmente é apontado como uma das principais lideranças da facção na comunidade da Muzema, localizada no Itanhangá, Zona Oeste do Rio. Os mesmos relatos afirmam que, diante da alegada ameaça, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam providenciado a retirada de Peixão da Bolívia, permitindo seu retorno ao território brasileiro. Não há, contudo, confirmação oficial sobre essa versão dos fatos. Na época em que familaires de Peixão foram detidos por policiais rodoviários indo para a Bolívia, chegou a ser publicado que membros do PCC estavam dando segurança ao traficante carioca. Já de volta ao Rio de Janeiro, Peixão voltou a desafiar e a debochar das autoridades. No último fim de semana, o traficante teria promovido um grande baile em Vigário Geral para celebrar os 19 anos da ocupação das comunidades que compõem o chamado Complexo de Israel. Imagens que circulam nas redes sociais mostram a presença de diversos MCs e de criminosos portando fuzis durante o evento. VEJA OS VÍDEOS: https://twitter.com/CDFNOTICIA/status/2076421030763991432/video/3 https://twitter.com/RioWarz21/status/2076666120510071275/video/2

Após chacina em Cordovil, muitos moradores abandonaram suas casas e favela virou uma ‘cidade fantasma’. VIDEO

Segundo denúncia da página TV Complexo, após a chacina ocorrida na madrugada de sábado na comunidade do Dourado, em Cordovil, muitos moradores fugiram às pressas da localidade deixando suas casas; “Parece uma cidade fantasma. O medo se instaurou. As pessoas estão se mudando às pressas, pegando suas coisas e abandonando suas casas. Eles vivem em um verdadeiro caos”, relatou o vídeo publicado na página. VEJA VÍDEO https://www.instagram.com/reels/DatSRbZNjAQ/ Pelo menos sete pessoas teriam morrido em uma invasão de traficantes do Terceiro Comando Puro. Entre os mortos está Karolaine Nascimento Neves, de 22 anos, jovem autista que teve o corpo jogado em um valão. Segundo sua irmã, ela teria sido abusada sexualmente. Em meio a chacina, os traficantes acusados do crime foram filmados em um baile funk neste fim de semana no Complexo de Israel, com show de MC famoso, fuzis e a presença do chefão do tráfico, vulgo Peixão, que voltou da Bolívia. VEJA VIDEO: https://www.instagram.com/p/DatPR-JKlyc/ Os bandidos do TCP debocharam da chacina Um mês antes da chacina, os traficantes ligados a Peixão haviam dado um baque no Dourado e mataram dois traficantes do CV.

ANGRA: Traficante do TCP é suspeito de tentar matar homem que trabalharia para a Polícia Civil e era ligado ao CV

A Justiça voltou a decretar a prisão preventiva de um ntegrante do Terceiro Comando Puro (TCP), acusado de tentar matar um homem que trabalhava na Polícia Civil e que, segundo o Ministério Público, seria associado a integrantes do Comando Vermelho (CV). A decisão foi tomada após o juiz reconsiderar a revogação da prisão preventiva diante de novas provas obtidas por meio da extração de dados do celular do acusado. O fato ocorreu em Angra dos Reis. De acordo com a denúncia, Bruno responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado pela suposta ligação de Romário com integrantes da facção rival e por sua atuação profissional junto à Polícia Civil. Segundo a decisão, a extração dos dados do telefone celular revelou indícios de que o ataque foi premeditado. Em mensagens enviadas na véspera do crime, o acusado afirmou a um interlocutor que não iria a um pagode porque teria uma “missão” em um condomínio em Bracuí, que seria uma oportunidade de “ficar rico” e que apenas faltava conseguir uma faca. Na sequência, diversas mensagens foram apagadas, circunstância considerada pelo magistrado como indicativa de tentativa de ocultar o planejamento da ação. Ainda conforme os autos, Bruno entrou em contato com a vítima alegando que estava entediado e queria apenas passar o tempo. Convencido de que se tratava de um encontro amistoso, Romário permitiu sua entrada na residência, onde o acusado permaneceu durante toda a noite. Na manhã seguinte, ele teria surpreendido a vítima com diversos golpes de faca na região do pescoço, dizendo: “Você acha que eu não sei que você trabalha na Polícia Civil? Eu sei muito bem o que você anda fazendo.” Para o juiz, os elementos reunidos indicam que o ataque não decorreu de um desentendimento momentâneo, mas de uma ação previamente planejada. A decisão destaca que o acusado teria dormido na casa da vítima para atacá-la quando estivesse em situação de maior vulnerabilidade, utilizando uma faca e direcionando os golpes para uma região vital do corpo. Embora um laudo complementar tenha concluído que não houve risco efetivo de morte, o magistrado ressaltou que o resultado só não foi fatal devido ao rápido atendimento médico e à intervenção cirúrgica. Segundo a decisão, a gravidade da conduta, a premeditação evidenciada pelas mensagens extraídas do celular e o risco à vítima e às testemunhas tornam insuficientes as medidas cautelares anteriormente impostas. Com base nesses fundamentos, o juiz exerceu o chamado juízo de retratação, revogou a decisão que havia concedido liberdade ao acusado e determinou a expedição imediata de mandado de prisão preventiva.

Irmã de jovem autista morta em ataque do tráfico em Cordovil disse que ela foi abusada sexualmente e jogada sem roupa no rio. ACESSE O LINK E ASSISTA

A irmã de Karolaine Nascimento Neves, moça autista que  foi morta durante um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro na comunidade do Dourado, em Córdovil disse que ela teria sido abusada sexualmente pelos assassinos. A jovem teria sofrido mutilação das partes íntimas e atirada sem roupa dentro de uma vala. “Minha irmã lnão é traficante. Ela tem um retardo mental..Foi brutalmente asassinada. Abusaram dela porque ela tava pelada  e jogaram o corpo no Rio e a gente que reve que titar”. Acesse o link e veja a entrevista https://www.instagram.com/p/DaqMdMNxIwS A jovem autista muito querida na região. Nas redes sociais, dezenas de mensagens de carinho e despedida demonstram a comoção causada por sua partida. Familiares afirmam que ela tinha a mentalidade de uma criança, não fazia mal a ninguém e era uma pessoa sem qualquer maldade. De acordo com relatos, Karolaine foi baleada durante a invasão e teve o corpo lançado em um valão. Ainda de acordo com testemunhas, após Karolaine ser baleada, criminosos do TCP teriam lançado o corpo da jovem em um valão, acreditando que a correnteza o levaria. No entanto, segundo esses relatos, a água não tinha força suficiente e o corpo ficou preso na vegetação. Apesar de ter sido divulgado que houve cinco mortos, moradores disseram que teriam sido sete sendo todos inocentes. Relatos de moradores apontam que a invasão provocou cenas de desespero e obrigou muitas famílias a se protegerem dentro de casa enquanto os disparos eram ouvidos em diversos pontos da comunidade. Vestidos com fardamentos semelhantes aos utilizados pelo Exército de Israel, armados com fuzis e tentando esconder os rostos com emojis, soldados do Terceiro Comando Puro (TCP) exibiram nas redes sociais imagens do ataque à Favela do Dourado. As fotografias foram divulgadas pelos próprios criminosos. Segundo a polícia, porém, a estratégia de ocultar a identidade não adiantou, já que os envolvidos estariam sendo identificados pelas equipes de investigação. Há tempos que a comunidade do Dourado tem sidopalco de guerras entre facções. Em 2024, por exemplo, o traficante Peixão do Terceiro Comando Puro teria tomado o local mas seu rival Doca (CV)  enviou reforços. Houve intenso tiroteio e o CV retornou para a Penha. Comentários nas redes socias dão conta que os ttraficantes do Dourado nsatisfeitos com a gestão da Penha que não enviaria soldados nem armamento e queriam a troca de facção A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de cinco pessoas, ainda não identificadas, na região de Cordovil, na Zona Norte do Rio. Diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Ataque do CV em Rio das Pedras encerra trajetória de miliciano condenado por arma de uso restrito e acusado de execução

Morto durante o ataque promovido por criminosos do Comando Vermelho (CV) na última sexta-feira, o miliciano Maycon Lucas da Silva Ferreira já havia sido alvo de investigações por crimes envolvendo armas e homicídio na Justiça do Rio de Janeiro. Em agosto de 2024, Maycon foi condenado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, após ser preso em flagrante com uma pistola Glock calibre 9 mm municiada, durante uma ocorrência em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio. Segundo a sentença, policiais militares faziam buscas após um cabo da Polícia Militar relatar que havia sido alvo de diversos disparos contra seu veículo nas proximidades da comunidade. Minutos depois, Maycon foi localizado pilotando uma motocicleta vermelha e, durante a abordagem, os agentes encontraram com ele uma pistola Glock carregada com 11 munições. O policial que sofreu o ataque afirmou que seu carro foi atingido por cinco disparos, mas, por ser blindado, ninguém ficou ferido. Apesar disso, durante o julgamento, a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para responsabilizar Maycon pelos tiros contra o veículo, já que a vítima não conseguiu identificar o autor dos disparos e os policiais que efetuaram a prisão também não presenciaram o ataque. Por esse motivo, ele foi absolvido da acusação de disparo de arma de fogo, mas acabou condenado pelo porte ilegal da pistola de uso restrito. A pena foi fixada em três anos de reclusão, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana, permitindo que respondesse em liberdade. Além dessa condenação, Maycon também se tornou réu em outro processo, desta vez acusado de participação na execução de Pedro Henrique dos Santos Pires, morto a tiros em maio de 2023, na entrada do Condomínio Jardim Clarice, no Anil. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Maycon teria atuado ao lado de Gerlan Anacleto de Oliveira, conhecido como “GL Moreno”, apontado nas investigações como integrante da milícia de Rio das Pedras. Imagens de câmeras de segurança e o reconhecimento feito pela companheira da vítima embasaram a acusação. Segundo o Ministério Público, Pedro Henrique foi executado por homens que chegaram ao local em motocicletas e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A companheira da vítima afirmou reconhecer Maycon e Gerlan porque ambos moravam em Rio das Pedras e eram conhecidos da região. Ela também relatou que Pedro Henrique havia se desentendido meses antes com “GL Moreno”, que teria ameaçado “fazer algo pior” contra ele. Ao receber a denúncia, a Justiça entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para instaurar a ação penal e decretou a prisão preventiva de Maycon e Gerlan. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade da execução em via pública, o modo de agir dos acusados, a necessidade de preservar a ordem pública e o risco de intimidação das testemunhas, que relataram medo em razão da suposta atuação dos denunciados na milícia da região. Agora, a trajetória de Maycon termina de forma violenta. Ele está entre os mortos do ataque atribuído a criminosos do Comando Vermelho, encerrando uma sequência de processos judiciais que o colocaram no centro de investigações envolvendo armas e um homicídio praticado na Zona Oeste do Rio. . Em menos de 24 horas, houve dois ataques do CV em Rio das Pedras deixando dois mortos e dois feridos. Entre os mortos está um homem identificado como LC, apontado pelas investigações como uma das lideranças do grupo paramilitar que atua na localidade conhecida como Sertão. Segundo a apuração, soldados da tropa de Kauan invadiram o imóvel onde ele estava. Outro homem, conhecido como Pitomba, também foi alvo da ação, mas conseguiu fugir. Os criminosos ainda levaram armas, celulares desbloqueados e outros materiais ligados ao grupo rival. Após o ataque, perfis atribuídos ao Comando Vermelho divulgaram imagens de um fuzil nas redes sociais com a frase “Presente do Doca” e voltaram a ameaçar lideranças rivais. Investigadores avaliam que a facção vem adotando uma estratégia de expansão territorial baseada no monitoramento prévio de seus alvos e em ataques direcionados, um fenômeno que especialistas classificam como uma “mexicanização” do crime organizado, pela semelhança com métodos empregados por cartéis mexicanos na disputa por territórios. Ver menos

Cinco pessoas foram mortas em guerra de facções em Cordovil

Uma guerra entre facções criminosas na Favela do Dourado, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, deixou ao menos cinco pessoas mortas, segundo moradores da região. Entre as vítimas está uma jovem mulher, que, de acordo com relatos, seria autista. Segundo informações apuradas pelo repórter Bruno Assunção, criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) teriam tentado invadir a comunidade, dando início a um intenso confronto. Durante o tiroteio, que começou na madrugada e se estendeu até a manhã deste sábado, moradores relataram que as vítimas foram atingidas. Após o confronto, moradores de diferentes regiões de Cordovil e Brás de Pina realizaram manifestações pedindo justiça e cobrando uma intervenção das forças de segurança para impedir novos confrontos e a disputa entre as facções criminosas. Ver menos

CV volta a atacar Rio das Pedras e baleou três

Segundo informações divulgadas pelo repórter Bruno Assunção, traficantes do Comando Vermelho voltaram a atacar a comunidadei Rio das Pedras está noite. De acordo com o jornalista , três homens suspeitos de pertencer a milícia teriam sido baleados no ataque. Um deles morreu. A ação ocorreu em um bar a tiros na Rua do Amparo, próximo à Rua Velha. No vídeo filmados por uma câmera de segurança local, é possível ver o momento de tensão na hora dos disparos, com todos se jogando no chão. Segundo informações, dois homens foram atingidos dentro do estabelecimento, um deles sendo miliciano, que morreu no local. De acordo com relato, outros dois milicianos que estavam fora do Bar também foram atingidos e não resistiram. Rio das Pedras vive um cenário de forte tensão devido à disputa entre traficantes e milicianos, que tem provocado confrontos frequentes e colocado moradores em risco. A quadrilha do ex-miliciano Kauan que pulou para o CV e tem sido um dos pivôs desta recente guerra já tinha feito ameaças.

CV mata liderança da milicia em Rio das Pedras

Um homem identificado como LC, apontado pelas investigações como suspeito de integrar a liderança de um grupo paramilitar que atua na localidade conhecida como Sertão, localidade de Rio das Pedras, foi morto durante um ataque promovido por criminosos armados. Segundo apuração do repórter Bruno Assunção, o grupo responsável pela invasão seria ligado à organização criminosa Comando Vermelho (CV), com participação de soldados da chamada tropa de Kauan. Durante a ação, outro homem conhecido como Pitomba também teria sido alvo dos criminosos, mas conseguiu escapar, mesmo ferido. Ainda de acordo com a apuração, um fuzil, uma pistola, celulares, anotações e outros materiais que estariam ligados ao grupo rival foram levados. Após o ataque, perfis atribuídos a criminosos passaram a divulgar imagens de um fuzil nas redes sociais acompanhadas da frase: “Presente do Doca”, em aparente referência a um dos principais líderes da organização criminosa. Conforme apurado pelo jornalista, o episódio faz parte da ofensiva do Comando Vermelho para ampliar sua atuação em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Publicações atribuídas ao grupo também trazem ameaças contra os milicianos, prometendo buscar todas as lideranças do grupo em casa. Mesma tática utilizada para tomar outras regiões do Rio de Janeiro.

Duas execuções, morte de policial e rumores de invasão: o barril de pólvora que virou o Muquiço (TCP)

Horas antes do ataque que terminou com a morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, a Favela do Muquiço, em Deodoro, já vivia um cenário de forte tensão, segundo relatos que circulam entre moradores e em redes sociais. Na madrugada do mesmo dia, dois homens foram encontrados mortos na Rua Carolina de Assis, um dos principais acessos à comunidade. Informações que circulam na região apontam que as vítimas seriam supostos “X9” (informantes) executados por traficantes que atuam no Muquiço. Até o momento, porém, essa versão não foi confirmada pelas autoridades. O duplo homicídio é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que ainda não divulgou a identidade das vítimas nem informou a existência de suspeitos. Nos bastidores da guerra entre facções, também circulam rumores de que o Comando Vermelho estaria preparando uma nova tentativa de retomar o controle da comunidade, atualmente dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A disputa ganhou força após a prisão de Coronel, antigo chefe do tráfico local. Outra informação que vem sendo compartilhada, mas que também não foi confirmada oficialmente, é a de que o traficante Grisalho, apontado como um dos possíveis sucessores de Coronel, teria deixado o Muquiço e se refugiado no Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Segundo esses relatos, ele enfrentaria dificuldades para manter o controle da comunidade e não teria efetivo suficiente para resistir a uma eventual invasão promovida por rivais do Comando Vermelho. Até o momento, não há confirmação oficial da Polícia Civil sobre qualquer mudança no comando da facção ou sobre a veracidade dessas informações.

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