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Comando Vermelho

De dentro de Bangu: denúncia aponta que preso comandava avanço do Comando Vermelho em Juiz de Fora

Mesmo encarcerado no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, um integrante apontado pelo Ministério Público de Minas Gerais como liderança do Comando Vermelho teria continuado exercendo influência direta sobre atividades criminosas em Juiz de Fora e na Zona da Mata. Segundo denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o preso conhecido como “Canela” ou “CNL” ocupava posição de destaque na hierarquia da facção e seria responsável por decisões estratégicas relacionadas ao tráfico, arrecadação de dinheiro, distribuição de drogas e articulação interna do grupo. De acordo com a acusação, seis investigados foram denunciados por promover e integrar organização criminosa. O MP sustenta que a estrutura atuava de forma organizada desde, ao menos, o início de 2025 e mantinha funções definidas para controle territorial, cadastro de integrantes, gestão de pontos de venda de drogas e recolhimento de valores entre membros da facção. A denúncia afirma que, mesmo preso em Bangu, Canela continuava ativo na tomada de decisões e no gerenciamento de interesses do grupo em Juiz de Fora. O documento aponta que ele integraria um chamado “conselho permanente” da facção e que subordinados o descreviam como uma das principais referências do Comando Vermelho em Minas Gerais. Segundo o Ministério Público, parte das provas foi obtida por meio de quebras de sigilo telemático, apreensão e análise de celulares em operações anteriores, além do compartilhamento de elementos colhidos em investigações conduzidas pelo Judiciário. Os investigadores relatam ter identificado grupos de WhatsApp usados para administrar atividades criminosas, organizar cobranças internas conhecidas como “caixinha”, registrar pontos de tráfico e impor regras internas. Entre os grupos citados estão canais denominados “Caixinha da Casa”, “Tropa da Loba”, “A Grande Família” e “Caça as Notas”, que, segundo a denúncia, seriam utilizados para controle financeiro e operacional da organização. Ainda conforme o MP, duas lideranças apontadas na investigação estariam presas — uma em Juiz de Fora e Canela em Bangu — sem que isso tivesse interrompido a atuação atribuída ao grupo. A acusação também menciona suspeitas de uso de menores em atividades ligadas ao tráfico, circulação de armamento e tentativas de expansão da influência da facção para além das atividades criminosas tradicionais. Ao final, o Ministério Público pede o recebimento da denúncia, a condenação dos investigados por organização criminosa, perda de bens ligados às apurações, fixação de indenização mínima por danos coletivos e restrições futuras para progressão de regime caso haja condenação. Os denunciados terão direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

Guerra no Recreio e Vargens: investigação revela estrutura do TCP com “matadores”, tráfico na praia e disputa sangrenta contra CV e milícia

A recente execução de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a escancarar a guerra silenciosa que vem transformando a região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, em território de disputa entre traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos. Em meio ao clima de tensão, uma denúncia do Ministério Público do Rio revelou detalhes da estrutura criminosa montada pelo TCP nas regiões do Terreirão e Posto 12, apontando traficantes responsáveis por execuções, distribuição de drogas, monitoramento policial e venda de entorpecentes em plena orla da praia. A morte do casal, ocorrida recentemente em uma das áreas mais conflagradas do Recreio, aumentou o medo entre moradores e frequentadores da região. O crime é tratado nos bastidores da segurança pública como mais um reflexo da disputa territorial que se intensificou nos últimos anos na Zona Sudoeste da capital. Segundo o Ministério Público, o TCP mantém domínio sobre pontos estratégicos do Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha e Notredame, além de áreas próximas às Vargens e ao Posto 12, onde traficantes atuariam até mesmo durante o dia comercializando drogas para turistas e frequentadores de quiosques. A investigação aponta que armas e entorpecentes eram escondidos na areia da praia, debaixo de decks e próximos a barcos utilizados pelos criminosos. Estrutura da facção tinha gerentes, distribuidores e executores A denúncia mostra que a facção possuía uma divisão clara de funções dentro da organização criminosa. O traficante conhecido como “Lobim” aparece como um dos principais gerentes do tráfico na região, responsável pelo abastecimento de drogas vindas da Vila do João, no Complexo da Maré. Além da logística dos entorpecentes, ele é apontado como um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios ocorridos no Recreio. Outro nome citado é “RB”, descrito pelos investigadores como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele atuava diretamente na eliminação de rivais e no controle dos pontos de venda de drogas. Já o criminoso conhecido como “Sem Vulgo” é apontado como um dos principais executores da organização. Testemunhas afirmaram que ele fazia rondas diárias pela comunidade à procura de integrantes de facções rivais para matar. Outro denunciado, conhecido como “Chibata”, foi apontado como participante de ataques armados e homicídios ligados à disputa territorial. Em um dos episódios citados na investigação, ele teria efetuado disparos contra um rival dentro de um posto de saúde no Terreirão. Tráfico funcionava em quiosques e pistas de skate A denúncia detalha ainda que o tráfico funcionava abertamente em áreas movimentadas do Posto 12. Segundo as investigações, integrantes da facção comercializavam cocaína e maconha na areia da praia, em quiosques, decks e próximos à pista de skate frequentada por jovens e turistas. Uma das denunciadas foi flagrada vendendo drogas diretamente para frequentadores da praia. Outro integrante acabou preso após fazer uma transmissão ao vivo nas redes sociais exibindo cocaína e anunciando a venda do entorpecente. O Ministério Público afirma que quase metade dos registros de tráfico da região estavam concentrados no entorno do Posto 12. Guerra envolve também milicianos e o Comando Vermelho As investigações mostram que a violência no Recreio e nas Vargens vai além da rivalidade entre TCP e CV. Grupos milicianos também tentam avançar sobre áreas estratégicas da Zona Sudoeste, aumentando o cenário de confrontos e execuções. Um dos casos citados na denúncia envolve a morte de dois homens apontados como milicianos. Segundo os investigadores, traficantes do TCP teriam sido acionados após a presença dos rivais ser identificada no Terreirão. O Ministério Público afirma que o conflito armado provocou uma explosão nos homicídios da região, que registrou aumento de 163% nas mortes entre 2022 e 2023. Além das execuções, os criminosos utilizavam grupos de WhatsApp para monitorar viaturas e operações policiais em tempo real, permitindo esconder drogas e armas antes da chegada das equipes. Para os investigadores, o Recreio e a região das Vargens deixaram de ser apenas áreas de expansão imobiliária e lazer da cidade para integrar o mapa das principais disputas do crime organizado no Rio de Janeiro. cara, nao eh para omitir as funcoes dos traficantes Execução de casal expõe guerra entre facções na Zona Sudoeste do Rio; denúncia revela estrutura do TCP no Recreio com gerentes, “matadores” e tráfico na praia A execução recente de um casal no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, voltou a expor a escalada da violência na região do Recreio e de Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio, onde traficantes do Comando Vermelho (CV), integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos travam uma disputa armada por território, pontos de drogas e influência criminosa. Em meio ao clima de guerra, uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio detalhou a estrutura montada pelo TCP no Terreirão e no Posto 12, revelando a atuação de gerentes do tráfico, distribuidores de drogas, vendedores na praia, executores de rivais e integrantes responsáveis por monitorar operações policiais. Segundo a investigação, a facção domina áreas como Terreirão, Canal, Pombo Sem Asa, Taboinha, Notredame e pontos estratégicos próximos às Vargens e à orla do Recreio. O documento mostra que a região virou um dos principais centros de venda de drogas da Zona Sudoeste, com traficantes atuando até mesmo em quiosques, decks e pistas de skate frequentadas por turistas. A denúncia afirma que armas e drogas eram enterradas na areia da praia ou escondidas embaixo de barcos e estruturas da orla. Gerentes do tráfico e ligação com o Complexo da Maré Entre os principais nomes citados está o traficante conhecido como “Lobim”, apontado como um dos gerentes do tráfico no Posto 12 e Terreirão. Segundo o Ministério Público, ele era responsável por trazer drogas da Vila do João, no Complexo da Maré, para abastecer os pontos de venda no Recreio. Além da logística dos entorpecentes, Lobim também seria um dos principais “matadores” da facção, ligado a diversos homicídios registrados na região. Outro denunciado apontado como liderança é “RB”, descrito como um dos “frentes” do TCP no Terreirão. A investigação afirma

“Ele Implorava Pela Vida”: Ligação Ao Vivo Coloca Chefão do CV do Castelar no Centro de Execução Brutal

Apontado pela polícia como chefe do tráfico no Castelar, área dominada pelo Comando Vermelho, José Severino da Silva Júnior, o “Soró”, virou réu por homicídio em um caso marcado por um detalhe chocante: testemunhas afirmam ter ouvido, em uma ligação telefônica ao vivo, os últimos momentos de desespero da vítima antes da execução. Segundo a investigação, Ary teria sido sequestrado por traficantes da facção e levado para um “acerto de contas” dentro da comunidade. Durante o trajeto, uma testemunha afirma que permaneceu em chamada com a vítima e escutou criminosos dizendo que Soró havia mandado “dar um jeito” nele. O relato é considerado um dos pontos mais pesados do processo. De acordo com o depoimento, Ary começou a implorar pela própria vida enquanto era cercado pelos traficantes. Pouco depois, ainda durante a ligação, foram ouvidos os disparos de arma de fogo que teriam colocado fim à execução. Outra testemunha contou que viu o momento em que traficantes do Comando Vermelho telefonaram para Soró avisando que a vítima já estava no local do chamado “acerto”. Para os investigadores, os depoimentos indicam que a execução teria acontecido sob ordens diretas do criminoso, apontado como uma das principais lideranças do CV no Castelar. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra Soró pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, entendendo que existem indícios suficientes para abertura da ação penal. Apesar da gravidade do caso e do conteúdo explosivo dos depoimentos, o juiz negou o pedido de prisão preventiva. Na decisão, o magistrado reconhece a existência de indícios contra o acusado, mas afirma que ainda não há testemunhas que tenham presenciado diretamente o momento do assassinato. O juiz também destacou que não existem provas de que Soró esteja ameaçando testemunhas ou tentando interferir na investigação. Com isso, o traficante continuará respondendo ao processo em liberdade enquanto o caso segue sendo investigado pela polícia e pelo Ministério Público. Outro crime Soró também aparece como acusado em outro processo extremamente violento investigado pela Justiça. Desta vez, o traficante apontado como chefe do Comando Vermelho no Castelar é citado como um dos envolvidos na execução de Kauã, conhecido como “Cobrinha”. Segundo a denúncia do Ministério Público, Kauã vinha sofrendo ameaças havia semanas após uma briga envolvendo integrantes ligados ao tráfico. O processo aponta que, dias antes do assassinato, criminosos já haviam feito ataques de intimidação contra a vítima, chegando a disparar tiros em sua direção em diferentes ocasiões. No dia do crime, Kauã foi cercado por quatro homens em duas motos quando voltava para casa após uma confraternização. O próprio pai da vítima afirmou à polícia que presenciou a emboscada. De acordo com o depoimento, um criminoso conhecido como “Cabeludo” teria sido o responsável pelos disparos, enquanto “Mateus” conduzia a moto usada na execução. Mesmo baleado, Kauã ainda tentou correr para dentro de casa, mas acabou atingido antes de conseguir escapar. Outro detalhe pesado do processo é que um dos acusados presos admitiu participação no ataque durante depoimento à polícia. Segundo ele, o assassinato teria ligação direta com a guerra entre facções criminosas rivais. A Justiça entendeu que existem provas e indícios suficientes contra os envolvidos e decretou a prisão preventiva dos acusados, incluindo Soró. Na decisão, o juiz destacou a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a violência empregada na execução.

Processo sigiloso revela novos detalhes da engrenagem milionária atribuída ao Comando Vermelho e aponta rota financeira, armas e drogas entre Rio, Taubaté e Paraguai

Documento que embasa pedido de bloqueio de bens descreve movimentações financeiras, conexões entre Rio, interior paulista e exterior e cita estabelecimento comercial apontado como peça do esquema investigado Relatório usado para pedir bloqueio de bens descreve esquema que, segundo investigadores, abastecia aquisição de drogas e armas e permitia circulação de recursos em negócios formais Um relatório anexado a um processo que corre sob sigilo judicial trouxe novos detalhes sobre a investigação que mira uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída ao Comando Vermelho (CV) no Complexo do Alemão. Diferentemente das etapas anteriores da apuração, já conhecidas, o documento descreve como investigadores afirmam que o dinheiro teria circulado entre empresas, operadores financeiros e pessoas ligadas ao grupo. Segundo o relatório, a engrenagem investigada teria sido construída para cumprir duas funções estratégicas: manter o abastecimento de drogas e armamentos vindos do exterior e permitir que recursos obtidos com atividades criminosas fossem reinseridos na economia formal sem chamar atenção dos órgãos de controle. A peça descreve uma rede baseada em contas bancárias, empresas e sucessivas transferências financeiras. O documento aponta movimentações consideradas incompatíveis com rendimentos declarados, além de depósitos pulverizados, operações fracionadas e circulação contínua de recursos entre pessoas físicas e jurídicas. De acordo com a investigação, parte do dinheiro arrecadado no Rio de Janeiro era concentrada fora do estado antes de seguir para outras etapas da operação financeira. O relatório cita conexões com Taubaté, no interior de São Paulo, onde operadores seriam responsáveis por centralizar valores e redistribuir recursos. Outro eixo descrito no documento ultrapassa as fronteiras nacionais. Segundo os investigadores, o Paraguai aparece como ponto relacionado ao fornecimento de drogas e armamentos, enquanto o fluxo financeiro teria sido estruturado para reduzir rastros e dificultar o acompanhamento das transações. O relatório sustenta ainda que a lavagem investigada não teria ocorrido apenas por meio de transferências bancárias tradicionais. Empresas formais e atividades comerciais aparecem como parte da engrenagem descrita pelas autoridades. Entre elas está um restaurante instalado dentro do Complexo do Alemão que, segundo a investigação, seria um dos principais instrumentos usados para movimentação financeira e inserção de recursos no mercado formal. Embora o empreendimento esteja registrado em nome de terceiro, o documento afirma que sua administração real estaria vinculada a outro investigado. As autoridades também apontam movimentações cruzadas entre pessoas já mencionadas em outros procedimentos criminais e empresas que, segundo o relatório, apresentariam volume financeiro incompatível com estrutura operacional ou faturamento declarado. Ao longo do documento aparecem ainda registros de depósitos repetidos em espécie, grande quantidade de operações em valores menores e circulação constante de dinheiro entre pessoas próximas aos investigados — incluindo familiares, empresas parceiras e intermediários financeiros. O relatório volta a mencionar o traficante conhecido como “Professor”, já falecido, apontado pelos investigadores como personagem central da estrutura financeira analisada no período apurado. O foco do documento, no entanto, não está na atuação territorial da facção, mas na manutenção da sua estrutura econômica. Com base nesses elementos, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao bloqueio de contas bancárias e à indisponibilidade de bens dos investigados. Na avaliação apresentada no processo, interromper o fluxo financeiro seria uma forma de atingir a capacidade operacional atribuída ao grupo. O processo segue sob sigilo e ainda não houve julgamento definitivo. Os elementos descritos no relatório correspondem à hipótese investigativa apresentada pelas autoridades para justificar as medidas cautelares. Essa versão ficou mais “matéria de portal policial-investigativo”: abre com impacto, entra no mecanismo, traz Taubaté, Paraguai, restaurante e movimentações — sem virar transcrição da peça.

Informação divulgada pela TV segue as redes sociais e diz que empresário morto em Guaratiba pode ter sido assassinado por supostamente ser amigo de ex-miliciano que teria pulado para o CV

O apresentador Tino Junior do programa Balanço Geral da TV Record disse que o empresário Sérgio Parafuso, morto ontem em Barra de Guaratiba, teria sido assassinado por ser supostamente amigo de um ex-miliciano conhecido como Zero. Esse boato já circulava desde ontem nas redes sociais. Zero era um dos principais líderes da milícia do PL até o ano passado quando foi expulso da quadrilha. O grupo de PL comanda também a região de Guarstiba. Essa semana surgiram informações que Zero teria sido recrutado pelo Comsndo Vermelho. De acordo com as primeiras informações, o crime aconteceu por volta das 9h30, na Estradada Roberto Burle Marx. Testemunhas contaram que a vítima voltava de um mercado quando dois criminosos, que estavam em uma motocicleta, o abordaram. Testemunhas contaram que os suspeitos se aproximaram e fizeram vários disparos contra o empresário. Ele chegou a cair no chão, mas, mesmo assim, continuou sendo baleado. Ao todo, pelo menos cinco tiros atingiram a vítima. O homem morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As sacolas de compras que ele carregava ficaram espalhadas pela via. Policiais militares foram acionados e isolaram a área para o trabalho da perícia. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi chamada e ficará responsável pela investigação. Em 2024, Sérgio tentou uma vaga na Câmara Municipal do Rio pelo Solidariedade. Naquele pleito ele teve 1.186 votos e ficou com a suplência. Na semana passada, por conta de uma suposta cobrança interna na milicia do PL, quatro paramilitares teriam sido mortos em Guaratiba, entre eles Jefinho, que comandava a Favela do Piraquê. Essa semana

“CV NA GUERRA DA UCRÂNIA”: PF e MPF investigam traficante do Comando Vermelho já identificado por viagem ao front para aprender táticas militares usadas hoje nas favelas do Rio com drones e granadas

A suspeita de que traficantes do Comando Vermelho estariam indo para a Ucrânia para receber treinamento e depois retonrar ao Rio para ensinar aos criminosos táticas de guerra virou alvo da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Um dos bandidos que teria feito o intercâmbio e já teve a identidade divulgada pela Polícia Civil no ano passado é alvo de um inquérito que tramita na Justiça Federal: trata-se de Philippe Martins Paiva Segundo o que foi divulgado na época,, Marques Pinto é ligado ao traficante Antonio Hilário Ferreira, conhecido como Rabicó, uma das principais lideranças da facção. Ele é considerado chefe do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). A polícia descobriu que o integrante do CV foi ao menos três vezes para a Europa desde o início do conflito na Ucrânia. Todas as vezes, ele viajou do Aeroporto do Galeão, no Rio, para Lisboa, em Portugal, e depois teria ido até a região do conflito. A primeira viagem aconteceu em junho de 2023. Na ocasião, ele ficou seis meses na Europa até o retorno ao Brasil. Depois, Marques Pinto permaneceu um ano em solo europeu, entre junho de 2024 e junho de 2025. Conforme a investigação, a terceira ida do integrante do CV para a Ucrânia foi no dia 9 de setembro de 2025. Os investigadores tiveram acesso a fotos e vídeos do homem com armas, usando uniforme de combate, e também em áreas de conflito.Os bandidos do Rio de Janeiro estão usando táticas comunemente praticadas na Ucrânia Um relatório de inteligência apontou que o ex-miltiar da Marinha Rian Maurício Tavares Mota, conhecido como Da Marinha, que está preso em penitenciária federal, teria se tornado peça estratégica do Comando Vermelho ao introduzir nas favelas cariocas uma técnica inspirada diretamente na guerra da Ucrânia: o uso de drones adaptados para lançar granadas contra rivais e forças policiais. Rian não era apenas mais um integrante da facção, mas um operador especializado responsável por elevar o nível tecnológico e bélico do Comando Vermelho. As investigações sustentam que ele usou conhecimentos adquiridos durante sua carreira militar para treinar criminosos no manuseio de drones e equipamentos eletrônicos utilizados em ações armadas da organização criminosa. A decisão destaca que relatórios da Secretaria de Inteligência da Polícia Civil apontam que o acusado ocupa posição de relevância dentro da facção, atuando diretamente sob influência de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, apontado como principal líder do Comando Vermelho no Complexo da Penha. Drones com granadas e “tática de guerra” O trecho mais explosivo da decisão judicial envolve justamente a referência às técnicas utilizadas no conflito entre Rússia e Ucrânia. De acordo com os relatórios anexados ao processo, Rian seria o responsável por implementar em comunidades dominadas pelo CV uma espécie de adaptação das táticas vistas no leste europeu: drones equipados com dispensadores de granadas capazes de atacar alvos à distância e dificultar operações policiais. A investigação afirma que o acusado teria introduzido: drones adaptados para lançamento de explosivos;treinamento de criminosos para uso dos equipamentos;estratégias aéreas para proteção de líderes da facção;técnicas voltadas para impedir avanço de tropas policiais em favelas. Os documentos apontam que o sistema teria sido utilizado em confrontos recentes nos Complexos da Penha e do Alemão, onde traficantes passaram a usar drones armados para tentar conter operações das forças de segurança. Guerra urbana no Rio A decisão menciona diretamente os confrontos ocorridos em 28 de outubro de 2025, quando uma megaoperação resultou em: 113 presos;10 adolescentes apreendidos;118 armas apreendidas;119 mortos;4 agentes de segurança mortos. Segundo o relatório citado pela Justiça, integrantes do Comando Vermelho utilizaram drones com granadas durante os ataques para proteger arsenal, drogas e líderes da facção. O texto afirma que a tecnologia teria sido usada para criar uma espécie de “barreira aérea” contra a entrada da polícia em territórios controlados pelo grupo criminoso. Ex-militar virou peça estratégica do CV Para o Ministério Público, a gravidade do caso está justamente no fato de que o acusado possui formação militar especializada. Os investigadores sustentam que: Rian treinava comparsas;ajudava no desenvolvimento operacional da facção;atuava na modernização tecnológica do grupo;auxiliava no fortalecimento territorial do CV. A Justiça entendeu que o nível de influência do acusado dentro da organização e o risco de continuidade das articulações criminosas justificam sua remoção imediata para o sistema penitenciário federal. Ligação direta com Doca A decisão também ressalta que Rian responde ação penal ao lado de: Edgar Alves de Andrade, o “Doca”;Márcio Soares da Silva, o “Márcio Pedreiro”;Mayelle Stephane Mathias Goulart, a “May”. Os quatro são investigados por crimes ligados à organização criminosa, uso ilegal de explosivos e lavagem de dinheiro. Segundo os autos, o acusado teria atuado diretamente para fortalecer o poder bélico do Comando Vermelho em áreas dominadas pela facção. Justiça vê “elevada periculosidade” Ao autorizar a inclusão de Rian no sistema federal, a Justiça destacou que a combinação entre conhecimento técnico militar, uso de explosivos e participação em organização criminosa representa alto risco à ordem pública. A decisão afirma que o isolamento do acusado em presídio federal é necessário para: interromper comunicação com a facção;reduzir articulações criminosas;impedir continuidade do treinamento de traficantes;evitar expansão das técnicas de guerra A primeira viagem aconteceu em junho de 2023. Na ocasião, ele ficou seis meses na Europa até o retorno ao Brasil. Depois, Marques Pinto permaneceu um ano em solo europeu, entre junho de 2024 e junho de 2025. Conforme a investigação, a terceira ida do integrante do CV para a Ucrânia foi no dia 9 de setembro deste ano.Os investigadores tiveram acesso a fotos e vídeos do homem com armas, usando uniforme de combate, e também em áreas de conflito.Os bandidos do Rio de Janeiro estão usando táticas comunemente praticadas na Ucrânia

“Favela Virou ‘Casas Bahia do Crime’: Investigação Revela Esquema no Complexo do Lins Que Transformava Celulares Roubados na Zona Sul em TVs, Geladeiras, Whisky de Luxo e Joias Para o CV”

Uma operação realizada nesta sexta-feira no Complexo do Lins colocou novamente a comunidade no centro das atenções das forças de segurança. Mas, paralelamente às ações policiais realizadas hoje, uma outra investigação do Ministério Público e da Polícia Civil revela um cenário ainda mais impressionante: segundo os investigadores, criminosos transformaram a favela em uma espécie de “Casas Bahia paralela”, abastecida com produtos comprados com dinheiro roubado de vítimas da Zona Sul do Rio. A investigação aponta que a quadrilha criou um verdadeiro ecossistema criminoso dentro do Complexo do Lins, utilizando celulares roubados para invadir contas bancárias das vítimas e fazer compras milionárias em grandes redes varejistas. Segundo a denúncia, os criminosos agiam principalmente em bairros nobres da Zona Sul, como Jardim Botânico e Lagoa. As vítimas, em sua maioria mulheres desacompanhadas, eram abordadas por criminosos armados em motocicletas. Sob ameaça de morte, eram obrigadas a entregar celulares, joias, alianças, cartões bancários e até senhas. Mas o roubo dos aparelhos era apenas o início da engrenagem criminosa. De acordo com o Ministério Público, o verdadeiro objetivo da quadrilha era acessar as contas bancárias das vítimas para realizar compras eletrônicas em grande escala. A investigação afirma que, logo após os assaltos, os criminosos faziam compras de televisões, geladeiras, eletrodomésticos, bebidas caras e diversos itens de alto valor em redes como Casas Bahia e aplicativos como iFood. Tudo era entregue em endereços ligados ao Complexo do Lins. “Os autores montaram uma espécie de ‘CASAS BAHIA PARALELA’ no Complexo do Lins”, afirma a denúncia do Ministério Público. As notas fiscais anexadas à investigação mostram uma sequência de compras feitas horas depois dos roubos. Somente entre os dias 10 e 11 de julho de 2025, segundo os investigadores, os criminosos realizaram diversas compras usando a conta bancária de uma vítima assaltada no Jardim Botânico. Os produtos eram enviados diretamente para o Morro do Amor, no Lins. As investigações apontam que o esquema possuía estrutura profissional e divisão de tarefas. Havia o núcleo responsável pelos roubos, outro encarregado de movimentar o dinheiro e comprar os produtos, além de um setor voltado para lavagem de dinheiro e um braço ligado à transformação das joias roubadas em peças usadas por integrantes do tráfico. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa tinha “verdadeira feição empresarial”. O núcleo dos roubos atuava com motocicletas como Honda XRE verde e Honda CB 300 Twister. As vítimas eram abordadas sob a mira de armas de fogo e obrigadas a desbloquear os celulares. Depois dos assaltos, os criminosos fugiam para o Lins levando aparelhos desbloqueados, alianças, correntes de ouro e cartões bancários. A investigação afirma que o grupo aumentou a quantidade de roubos porque nem sempre conseguia concluir as compras antes de bloqueios bancários feitos pelas vítimas. “O grande objetivo da quadrilha era acessar as contas bancárias das vítimas”, aponta a denúncia. As compras incluíam eletrodomésticos caros e bebidas de luxo, como whisky Gold Label. Parte dos produtos era revendida dentro da própria comunidade. Outra parte seria usada para lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, uma empresa chamada “Ar Velox Distribuidora de Gás” teria sido usada como fachada para ocultar dinheiro obtido através dos crimes. A empresa aparece ligada a integrantes da organização criminosa e, segundo o Ministério Público, servia para “dissimular e reinserir capitais de origem criminosa”. As investigações também revelaram que integrantes do grupo utilizavam os mesmos endereços cadastrados em plataformas de entrega como o iFood. Em um dos casos analisados, duas compras feitas nas Casas Bahia com dinheiro roubado foram entregues em endereços diferentes dentro do Lins. Uma das entregas foi recebida por uma mulher que chegou a colocar o próprio CPF no recebimento. Em outro endereço, um homem identificado apenas como “João” assinou como “funcionário” ao receber os produtos. Outro braço da organização chamou atenção dos investigadores: o chamado “núcleo das joias”. Segundo a denúncia, alianças, correntes e peças de ouro roubadas das vítimas eram encaminhadas para um homem apontado como ourives ligado ao Comando Vermelho. Ele seria responsável por derreter os metais preciosos e transformá-los em joias personalizadas usadas por integrantes da facção. A investigação aponta que o suspeito já era conhecido por fabricar joias para traficantes do Comando Vermelho e teria assumido esse papel após a morte do antigo ourives do Lins. Imagens anexadas ao procedimento mostram o investigado ao lado de criminosos ostentando joias, dinheiro e símbolos ligados ao tráfico. Há ainda referências à chamada “Tropa do Urso”, apontada como um grupo ligado ao Comando Vermelho conhecido por invasões em comunidades rivais. Segundo o Ministério Público, o esquema montado dentro do Complexo do Lins permitia transformar rapidamente celulares roubados em dinheiro, mercadorias e joias utilizadas pelo tráfico, criando uma engrenagem criminosa altamente lucrativa dentro da comunidade.

Após prisão de membro do CV do RN em Macaé, investigação revela estrutura da facção no estado nordestino com grupos de whatsapp, “decretos” e alianças armadas

A prisão de um integrante do Comando Vermelho em Macaé nesta semana jogou luz sobre a estrutura que a facção mantém no Rio Grande do Norte. Uma decisão da UJUDOCRIM, obtida pela reportagem, detalha como funciona a organização criminosa no estado, incluindo liderança regional, grupos de WhatsApp usados para coordenação interna, controle financeiro, alianças armadas e disputas territoriais violentas. Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Repressão a Facções Criminosas (DEFAC), o CV no RN opera com divisão de funções, hierarquia definida e comunicação permanente entre integrantes por aplicativos de mensagem. Entre os grupos identificados pela polícia estão “SINTONIA GERAL CV.RL-RN” e “FUTEBOL BREJINHO”, apontados como espaços usados para articulação da facção, transmissão de ordens, alinhamento de ações criminosas e disciplinamento interno. A investigação aponta que havia integrantes responsáveis pela expansão territorial do grupo, administração das comunicações, arrecadação financeira e organização das ações armadas contra facções rivais. Um dos investigados é descrito como principal liderança do CV em Brejinho, no interior potiguar. Segundo os autos, ele administrava o grupo “SINTONIA GERAL CV.RL-RN” e seria responsável por coordenar o crescimento da facção na região. Na casa dele foram apreendidos revólver calibre 38, munições e material tático. As autoridades também identificaram integrantes ligados diretamente ao setor financeiro da organização. Relatórios do COAF apontaram movimentações bancárias consideradas suspeitas, incluindo transferências incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Outro ponto destacado na decisão é o uso de “decretos” internos, prática comum entre facções criminosas. Um dos denunciados teria sido marcado para morrer pela facção rival Sindicato do Crime (SDC) após migrar para o Comando Vermelho, reforçando o cenário de guerra entre grupos criminosos no estado. As investigações mostram ainda que o CV mantém atuação organizada em áreas das zonas Norte e Oeste de Natal, onde integrantes da facção seriam responsáveis por ataques armados, ameaças e homicídios ligados à disputa territorial. Um dos investigados usava redes sociais para divulgar conteúdo criminoso, incluindo referências a assassinatos, ameaças contra rivais e exaltação de ataques promovidos pela facção. A decisão também aponta a existência de alianças criminosas firmadas pelo Comando Vermelho no Rio Grande do Norte. Um dos denunciados aparece ligado à facção “Cangaço”, numa articulação que, segundo os investigadores, fortaleceu o poder bélico e operacional do grupo. Além da estrutura nas ruas, o CV também mantinha integrantes considerados estratégicos dentro do sistema penitenciário. Parte dos denunciados já estava presa em penitenciárias do estado, mas continuava sendo apontada como participante ativa da organização criminosa. O Judiciário manteve a prisão preventiva dos investigados e autorizou o compartilhamento das provas com a DEFAC, DEICOR e forças integradas de segurança pública, permitindo o aprofundamento de novas investigações sobre a atuação do Comando Vermelho no estado. A prisão Em uma ação cirúrgica, policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) prenderam, nesta quarta-feira (20/05), uma liderança de alta periculosidade do Comando Vermelho do Rio Grande do Norte. O narcotraficante vulgo Professsor foi localizado em um imóvel em Macaé após troca de informações e trabalho integrado de inteligência com a Polícia Civil potiguar. De acordo com as investigações, o homem exercia função estratégica dentro da estrutura da facção criminosa e era apontado como um dos responsáveis pelo braço armado utilizado nas invasões de territórios dominados pelo “Sindicato do Crime”, grupo rival que atua no Rio Grande do Norte. A disputa desencadeou uma intensa guerra entre facções no estado, marcada por homicídios, ataques armados, execuções e confrontos violentos pelo controle do tráfico de drogas. O criminoso é investigado por diversos homicídios relacionados à escalada da violência e era considerado pelas forças de segurança um alvo de altíssima periculosidade devido à sua atuação operacional dentro da organização criminosa. Segundo as apurações, ele participava diretamente do recrutamento de integrantes para atuar na guerra entre facções, além de ser responsável pela guarda e manutenção do armamento utilizado pelo grupo. Contra o traficante havia mandados de prisão por organização criminosa armada, além de diversas anotações criminais por tráfico de drogas, receptação, roubo e posse de entorpecentes, evidenciando seu envolvimento contínuo com a criminalidade organizada e ações violentas atribuídas ao Comando Vermelho. Após intenso trabalho de inteligência e monitoramento entre as duas instituições, os agentes da Draco localizaram e prenderam o criminoso sem dar chance de fuga.

Bastidores da guerra no Rio: denúncias revelaram que CV mandou fechar comércio em Anchieta e bloquear avenida no Maracanã depois de megaoperação na Penha e Alemão. “Suspeitos gritaram para fechar mercado”

Denúncias apresentadas pelo Ministério Público à Justiça revelam que integrantes do Comando Vermelho receberam ordens para espalhar ações de intimidação em bairros distantes dos complexos da Penha e do Alemão após a megaoperação “Contenção”, realizada pelas polícias Civil e Militar em outubro de 2025. Os autos mostram que criminosos ligados à facção teriam sido mobilizados para ameaçar comerciantes, provocar pânico e bloquear vias importantes da cidade como forma de represália à ofensiva policial. Um dos episódios aconteceu em Anchieta, na Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, policiais civis monitoravam informações sobre possíveis saques e ordens para fechamento de comércios quando seguiram até o Mercado Rio Sul, na Estrada Marechal Alencastro, em Anchieta. No local, os agentes flagraram dois suspeitos entrando no estabelecimento e começando a gritar para que o mercado encerrasse as atividades. De acordo com os relatos enviados à Justiça, funcionários foram abordados em tom intimidatório e ficaram com medo de represálias. Ao perceberem a presença da polícia, os suspeitos tentaram disfarçar e se passar por clientes, mas acabaram presos em flagrante. Ainda segundo o Ministério Público, um dos detidos carregava um telefone celular com selos contendo as inscrições “CV” e “maconha” presos à capa do aparelho. Em depoimento, os acusados afirmaram que estavam cumprindo ordens do tráfico local. Entretanto, como testemunhas ficaram com medo de depôr , a Justiça entendeu que não havia provas suficientes e absolveu os suspeitos As investigações também mostram que a reação do Comando Vermelho à operação se espalhou por outras regiões da cidade. Outro denunciado foi preso após incendiar pneus e bloquear a Avenida Rei Pelé, na altura da estação Maracanã. Segundo os autos, o próprio suspeito admitiu que a interdição da via ocorreu por determinação do Comando Vermelho. O bloqueio afetou o trânsito e paralisou o transporte público durante parte do dia. O Ministério Público sustenta que as ações foram coordenadas pela facção para intimidar a população e demonstrar força após a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão.

Traficante da Bahia que fugiu por passagem secreta em mansão no Vidigal usava empresa na Rocinha (CV) para lavar dinheiro do tráfico, diz MP

O traficante conhecido como “Dada”, que ficou conhecido após escapar de um cerco policial usando uma passagem secreta durante uma festa infantil em uma mansão alugada no Vidigal, é apontado agora pelo Ministério Público da Bahia como peça central de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. Segundo a denúncia obtida pela reportagem, integrantes da facção PCE/CV realizavam transferências bancárias para empresas sediadas na Rocinha, comunidade dominada pelo CV no Rio de Janeiro. Uma das empresas citadas nas investigações é uma loja de materiais de construção localizada na favela carioca, usada, de acordo com os investigadores, para movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas. A descoberta foi feita durante uma fase da Operação Rastreador, da Polícia Civil da Bahia, após a quebra de sigilo telemático de integrantes da organização criminosa. Áudios, comprovantes bancários, manuscritos e registros financeiros revelaram um esquema milionário de movimentação de dinheiro envolvendo traficantes, parentes e companheiras dos acusados. O Ministério Público afirma que “Dada” ocupa posição de liderança na facção PCE/CV, grupo aliado ao Comando Vermelho e responsável pelo tráfico de drogas em cidades do extremo sul da Bahia. A investigação aponta que a organização possuía estrutura empresarial, divisão de tarefas e controle detalhado da circulação de dinheiro, armas e drogas. As investigações mostram ainda que mulheres ligadas aos criminosos eram usadas para realizar transferências e ocultar valores do tráfico em contas bancárias, dificultando o rastreamento financeiro pelas autoridades. A denúncia também aponta que membros da facção fizeram depósitos e transferências consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Parte do dinheiro era enviada para empresas localizadas na Rocinha, reforçando a conexão entre traficantes baianos e o Comando Vermelho do Rio. “Dada” já havia chamado atenção das autoridades após fugir de uma operação policial durante uma festa infantil em uma mansão no Vidigal. Na ocasião, policiais cercaram o imóvel, mas o traficante conseguiu escapar usando uma passagem secreta existente na residência. Agora, a nova denúncia revela que o criminoso não atuava apenas no comando armado da facção, mas também no gerenciamento financeiro do grupo, considerado pelas autoridades uma verdadeira “empresa do crime”. Mais de 20 pessoas foram denunciadas por organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Parte dos investigados segue foragida.

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