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Comando Vermelho

Polícia não deixou preso homem que estava com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas em protesto contra mortes de traficantes no Morro dos Prazeres (CV). Outros três que foram flagrados colocando fogo em objetos e foram presos também foram colocados em liberdade

A Justiça mandou soltar três presos suspeitos de participarem de protestos pelas mortes de sete traficantes durante a semana passada no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido. Um quarto envolvido, que foi encontrado com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas foi liberado pela delegacia. Segundo os autos, no dia 18 de março de 2026, por volta das 9h40min, policiais militares foram acionados para verificar denúncia de que indivíduos estariam colocando fogo em ônibus, pneus e barricadas em via pública. Ao chegarem ao local indicado, os agentes se depararam com três motocicletas e três indivíduos que estariam colocando fogo em objetos para interditar a rua. No momento da chegada da equipe, os três indivíduos teriam empreendido fuga com as motos, que estavam com as placas encobertas. Os policiais realizaram acompanhamento e tiveram êxito em realizar a abordagem, identificando os suspeitos cada um pilotando uma motocicleta com a placa adulterada ou encoberta por fita isolante ou saco plástico. Durante a abordagem, os policiais informaram ter feito uso de spray de pimenta e, posteriormente, de algemas para preservar a segurança e integridade física dos envolvidos no local. A Justiça argumentou que, no tocante ao delito de incêndio – que, em tese, poderia incrementar o juízo de periculosidade, especialmente por supostamente ter sido praticado com a finalidade de dificultar a atuação policial na localidade -, observa-se que tal imputação não veio acompanhada de mínimos elementos externos de corroboração. Não houve apreensão de quaisquer instrumentos típicos para a prática de tal conduta, tampouco foram juntados registros fotográficos, laudos ou qualquer outro meio que indique a ocorrência do crime. A fragilidade da imputação, ao menos por ora, é reforçada pelo fato de que a própria autoridade policial promoveu a liberação do indivíduo que, emtese, estaria diretamente vinculado à prática do incêndio, por se encontrar na posse das chaves dos veículos supostamente utilizados como barricadas, justamente pela ausência de elementos objetivos que o vinculassem à conduta

Traficantes estão em guerra na Zona Portuária do Rio desde dezembro

Desde o ano passado, traficantes travam uma guerra na Zona Portuária do Rio de Janeiro Tudo começou ano passado, no dia 03 de Dezembro quando a Tropa do Lacraia (CV) oriunda de Manguinhos e Parque Arará realizou um baque no Complexo do Caju (TCP). Nesse dia o traficante GAB, ligado a Tropa do Bob (TCP), foi executado, e dois fuzis foram pegos, além de mais dois criminosos do TCP mortos. No dia 11 de Dezembro de 2025, ocorreu mais um baque no Caju a Tropa do Lacraia pegou mais um fuzil Nos dias 13 e 21 de Dezembro, a Tropa do Lacraia (CV) aplicaram mais dois baques. No dia 10 de Janeiro, a Tropa do Lacraia (CV) deu outro baque e matou mais um do (TCP), pegando mais um fuzil. Porém, agora em março , o Terceiro Comando Puro (TCP), ligado a Tropa do Bob começou a mudar a estratégia, utilizando tróias. No dia 06 de Março de 2026, a Tropa do Bob (TCP) realizou um baque no Arará (CV). Já no dia 08 de Março, a Tropa do Bob entrou sem resistência no Arará, já em 09 de Março, ocorreu um toque de recolher no Caju. Já no dia 12 de Março de 2026, a Tropa do Lacraia (CV) efetuou um baque mal-sucedido no Caju. Por fim, no dia 21 de Março de 2026, a Tropa do Bob (TCP) realizou uma tróia, usando um traficante identificado como Neneco, atraiu traficantes do Comando Vermelho, nessa tróia, dois do CV foram baleados.

Polícia pediu à Justiça prisão de suspeito de envolvimento em morte de mestre de capoeira em Niterói. Ele tem fotos em sua rede social exibindo fuzil no Complexo do Alemão (CV)

A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo – DHNSG representou à Justiça o pedido de prisão temporária de um suspeito de envolvimento no homicídio do capoeirista Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro em Niterói. Não tivemos acesso ao nome do suspeito. Mas a informação da polícia é que constam em seu instagram diversas imagens onde ele ostenta armamento do tipo fuzil no interior do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A polícia argumenta que a medida cautelar prisional se mostra necessária para o êxito das investigações em bloco, com aprofundamento das investigações, especialmente considerando que a motivação do crime e a qualificação dos demais autores ainda se encontram em apuração. Tivemos acesso a mais alguns detalhes do crime. Com o início da investigação em bloco dos procedimentos investigativos, o Grupo de Investigação de Niterói (GI Niterói) iniciou a análise Imagens inicialmente identificadas as quais demonstraram que, na mesma data (16/02/2026) quando Paulinho sofreu uma tentativa de execução, dois indivíduos ingressaram em Niterói pela Ponte Rio-Niterói, por volta das 18h19, em uma motocicleta vermelha. Nas imagens analisadas, os ocupantes permaneceram aproximadamente (02) duas horas nas imediações da residência da vítima, em aparente monitoramento e vigilância de sua rotina. Constatou-se ainda a participação de outro indivíduo, que ingressou na Cidade de Niterói na garupa de uma motocicleta azul desembarcando em frente ao prédio da vítima, permanecendo no local desde aproximadamente 16h40min, passando posteriormente a segui-la à distância até o local da tentativa de execução ocorrida no dia 16/02/2026. O investigado foi o responsável por solicitar, no dia 16/02/2026, corrida por aplicativo com destino exatamente em frente ao prédio da vítima, em Niterói, circunstância que reforça a hipótese de sua participação no planejamento e estratégia na ação criminosa, notadamente, quanto ao deslocamento do indivíduo responsável pelo monitoramento da vítima. A dinâmica dos fatos evidenciou uma espécie de vigilância prévia estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos no crime e coordenação entre os autores, possivelmente com comunicação em tempo real No dia do crime, segundo a análise das imagens, realizadas pelo Grupo de Investigação de Niterói, ficou evidenciado que a mesma motocicleta vermelha utilizada dois dias antes na tentativa frustrada, ingressou novamente em Niterói pela Ponte Rio- Niterói, por volta das 19h20min. Os ocupantes deslocaram-se até o bairro de São Francisco, permanecendo nas imediações da academia em que a vítima lecionava capoeira. Restou demonstrado pelas imagens analisadas que Paulinho e namorada deixaram o local e iniciaram deslocamento em direção ao bairro de Icaraí, quando a motocicleta passou a segui-los durante todo o percurso. Já na Avenida Sete de Setembro, esquina com a Endereçoa motocicleta emparelhou com o veículo da vítima, ocasião em que foram efetuados disparos de arma de fogo que atingiram fatalmente o capoeirista. Interessante ressaltar que a motocicleta emparelhou ao lado do carona, sabidamente ocupado pela vítima. Evidenciou-se que os fatos ocorridos nos dias 16 e 18 de fevereiro de 2026 estão interligados e direcionados para a vítima Paulinho, caracterizando a reiteração criminosa previamente p l a n e j a d a . Durante interrogatório, testemunhas foram perguntas sobre supostas extorsões que Paulinho poderia estar sofrendo em sua academia, e nenhuma delas disse saber anda. Uma delas alegou que o estabelecimento era situado em um bairro longe de influência de tráfico ou organização criminosa.As testemunhas também afirmaram desconhecer extorsão à fábrica de confecção de Paulinho apesar da proximidade com áreas de influência de facção criminosa. Paulinho estava discutindo direitos trabalhistas com um de seus funcionários.

Após homicídios, inclusive de um PM, traficantes distribuem cestas básicas para ganhar apoio em comunidade de Jacarepaguá”

Após a prática de homicídios, traficantes que atuam na comunidade Asa Branca, em Jacarepaguá, passaram a distribuir cestas básicas a moradores, como forma de angariar apoio local. A informação consta em documentos do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O grupo é suspeito de envolvimento nas mortes do policial militar Adelmo da Silva Guerini e de Alex Sandro Fonseca da Silva, ocorridas no ano passado. Apontado pela Justiça como mandante dos crimes, Ewerton da Fonseca Ramos foi preso nesta semana. Outros três suspeitos de participação nos homicídios também tiveram a prisão decretada e são considerados foragidos. De acordo com as investigações, Ewerton exercia funções ligadas à intimidação de moradores, extorsão e controle territorial na comunidade. Depoimentos de duas testemunhas, corroborados por denúncias anônimas e por imagens obtidas durante a apuração, indicam a participação dos investigados em práticas de extorsão e ameaças, além de sua possível ligação direta com os crimes contra a vida em investigação. Os relatos apontam ainda que, entre os dias 16 e 22 de outubro de 2025, teriam ocorrido cobranças de taxas de “segurança”, monitoramento de estabelecimentos comerciais e intimidação de comerciantes na região.

MPRJ não abre investigação e arquiva denúncia de guerra na Vila Sapê, além de outras acusações sobre milícias. VEJAM O QUE ELES RECEBERAM E AS ALEGAÇÕES

Diversas denúncias encaminhadas à Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) relatando a atuação de milícias em diferentes regiões da capital vêm sendo arquivadas sem a abertura de apuração preliminar. Segundo decisões do próprio órgão, os relatos são considerados apócrifos, sem identificação dos envolvidos ou elementos mínimos de prova que permitam a verificação dos fatos ou a instauração de investigação criminal. De acordo com o MP, a ausência de informações básicas — como a qualificação dos suspeitos e indícios concretos — inviabiliza o prosseguimento das notícias de fato, ainda que descrevam situações potencialmente graves. Entre os registros arquivados está uma denúncia de tiroteios entre traficantes e milicianos na comunidade da Vila Sapê, em Curicica, na Zona Oeste. O confronto citado, no entanto, tem sido relatado por moradores nas últimas semanas e já teria resultado em mortes, embora os envolvidos não tenham sido formalmente identificados nos relatos enviados à Ouvidoria. Outra denúncias arquivadas por não reunir elementos exigidos pela Promotori. A guerra na Vila Sapê Apesar da guerra ser ignorada pelo MP, clima é de tensão e medo na Vila Sapê. . Nem mesmo o reforço no policiamento ostensivo tem sido suficiente para conter a expansão da facção criminosa Comando Vermelho , que intensifica ataques e amplia sua presença na região. O cenário já provocou uma debandada silenciosa: muitos milicianos teriam mudado de endereço e passado a circular com outros veículos, numa tentativa de escapar de possíveis execuções. Outros, conhecidos no meio como “crias”, teriam ido além e optado por se aliar ao próprio inimigo. A ofensiva do Comando Vermelho também expõe a fragilidade de alianças até então consideradas estratégicas. Nem mesmo a aproximação entre soldados do Terceiro Comando Puro e milicianos foi capaz de frear o avanço da facção rival. A escalada da violência ficou ainda mais evidente nas últimas horas. Um homem morreu após ser baleado durante uma intensa troca de tiros na noite de quinta-feira (19), na Estrada dos Bandeirantes, na Taquara. O tiroteio começou por volta das 19h30 e mobilizou equipes de emergência. O quartel do Corpo de Bombeiros de Jacarepaguá foi acionado minutos depois, às 19h34. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram um homem já sem vida, caído ao lado de um veículo. A suspeita é de que o homem fosse um paramilitar ligado à milícia que atua na área. Um segundo miliciano, também ferido, acabou preso.

“Bora fdp, bora, arrombado, atravessa e dá a chave”, investigação revela traficantes dando ordem para fechar via em retaliação à megaoperação na Penha e no Alemão

Investigação revela ordem de traficantes para obsturir ruas no Rio após a Operação Contenção nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro do ano passado quando mais de 120 pessoas morreram. O fato ocorreu na Rua Uberaba, altura do nº 50, no bairro do Grajaú, na Zona Norte do Rio, No local dos fatos, o motorista de ônibus da empresa Autoviação Tijuca, foi cercado pelos criminosos e pelo menor infrator, além de cinco indivíduos não identificados, que estavam em quatro motocicletas, ordenando de forma violenta que o motorista atravessasse o coletivo na via e entregasse as chaves, proferindo as seguintes palavras: “Bora, filho da puta, bora, arrombado, atravesa e dá a chave”. Os criminosos bateram nas janelas do ônibus e tentarem quebrar o para-brisa, com o claro intuito de intimidar o motorista e impedir o tráfego na via.Os bandidos e seus comparsas apresentavam um comportamento violento e obstruíram completamente a passagem da via e impedido o funcionamento do ônibus, gerando ainda pânico e tensão no local. No mesmo momento, policiais militares que estavam de serviço operacional foram acionados via rádio para atender a uma ocorrência de desordem e obstrução de via pública e chegaram ao local e efetuaram a prisão dos denunciados e apreenderam o menor Os presos declararam aos policiais militares, que traficantes da comunidade da Borda do Mato, dominada pela facção criminosa Comando Vermelho, ordenaram que fosse realizada a obstrução da via para gerar um caos e clima de terror na cidade do Rio de Janeiro. Por conta da retaliação dos traficantes à operação, a Polícia Civil formulou pedido de autorização de transferência do traficante My Thor te para uma unidade prisional federal, Segndo o relatório, em resposta ao atuar da po lícia foram praticados por componentes da súcia uma série de atos de retaliação, por deliberação dacúpula da facção criminosa, da qual o agravante é membro. Os bandidos deran ordebs para fechamento de comércio e vias, incêndio em coletivos, dentre outras medidas levando pânico para a população A capacidade de articulação da facção foi rápida e potente, impedindo a população de exercer li vremente o direito à liberdade.

Bares e whiskeria eram usados como fachada para movimentar dinheiro do tráfico de drogas na Lapa. Apontado como um dos chefes do esquema, Abelha não teve prisão decretada

Estabelecimentos comerciais eram usados como fachada para movimentar dinheiro do tráfico de drogas na Lapa, segundo processo que tramita no Tribunal de Justiça. Um deles era uma whiskeria. Anotações apreendidas contém a menção a um dos donos sendo ainda verificado um expressivo aumento na movimentação das contas de sua titularidade nos anos de 2024 e 2025, em relação ao biênio anterior, coincidindo com o período de incremento nas atividades da associação criminosa na região. O outro era um bar cujo dono atuava como “caixa” do tráfico, recebendo pagamentos de usuários via pix ou cartão, em troca de dinheiro em espécie, que seria utilizado para comprar drogas dos traficantes locais. Consta dos autos comprovante de transferência via pix, contendo os dados do proprietário Havia um terceiro comércio envolvido, utilizado para realizar “saque pix” para o tráfico de drogas, havendo movimentação de elevadas quantias nas contas do proprietário do estabelecimento comercial nos anos de 2024 e 2025. Para realizar a Operação Colmeia, a polícia usou diversas fotografias dos investigados nos pontos de vendas de drogas, bem como fotografias extraídas de redes sociais, material que possibilitou a realização de perícia para identificação dos criminosos havendo ainda diálogo sobre armas e munições e fotos com exibição de fuzil e pistolas e grande quantidade de dinheiro e entorpecentes; Segundo os autos, envolvidos demonstram periculosidade, acreditando na impunidade, tendo praticado ações violentas, inclusive tortura. Apontados como os chefes do esquema, os traficantes Abelha e Piu não tiveram inicialmente as prisões preventivas decretadas sob alegação de que os indícios de autoria coligidos até o presente momento não são fortes o suficiente para decretação da prisão preventiva. Piu, no entanto, foi reconhecido por uma tsetemunha como tendo comparecido frequentemente ao ponto de venda de drogas. Com isso, a Justiça argumentou ser necessária a decretação da prisão preventiva para garantia de ordem pública dado o papel de relevo ocupado na associação criminosa. A polícia chegou até a residência de Piu onde havia piscina, churrasqueira. e academia de ginástica, Sobre Abelha, não foram apresentados novos elementos capazes de robustecer os indícios de autoria. A testemunha apontou a fotografia do denunciado Wilton como sendo o Abelha, o depoente afirmou que não via mais Abelha na Travessa Mosqueiro e Joaquim Silva, asseverando que era Piu quem estava com frequência no local.

Guerra entre milicianos e o CV volta a aterrorizar Jacarepaguá. VIDEO

A guerra entre traficantes do Comando Vermelho e milicianos voltou a aterrorizar Jacarepaguá nas primeiras ĥoras do dia. Houve confronto armado na Estrada dos Bandeirantes, em Curicica. . .Dois traficantes foram baleados e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, sendo que um deles veio a óbito Outros três conseguiram fugir. A polícia recuperou um carro roubado durante o incidente. Após confronto, traficantes procuraram refúgio na CDD (CV) O intenso confronto assustou moradores da comunidade Vila Sapê. Entre 4h e 5h, tiros foram ouvidos de forma contínua, provocando pânico na região. Relatos indicam que o tiroteio começou ainda durante a madrugada e rapidamente se intensificou, obrigando moradores a se abrigarem dentro de casa. Disparos chegaram a atingir o Atacadão, que fica nas proximidades, e um carro foi completamente metralhado próximo à comunidade. No vídeo foi possível ouvir rajadas de tiros, além de gritos e correria. Até uo momento, não há confirmação oficial sobre feridos ou prisões, e a origem do confronto ainda é desconhecida. O clima na região segue tenso.

Quadrilha de Jiló dos Prazeres (CV) chegou a assaltar banco para conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados na retomada do Morro da Mineira (TCP)

Membros da quadrilha do traficante Jiló dos Prazeres, morto ontem em operação policial, assaltaram um banco no Centro do Rio em 2023. O objetivo era conseguir dinheiro para financiar a compra de armamentos que seriam usados em uma guerra para a retomada do Morro da Mineira, no Catumbi. Na ocasião, os bandidos restringiram a liberdade das vítimas e roubaram a quantia de R$ 130.000, valores que se encontravam inseridos em caixas eletrônicos da agência. Jiló participou de outra intensa guerra na região central do Rio em 2020 quando bandidos do CV tentaram invadir o Complexo de São Carlos. Na ocasião, ele fez a alocação de integrantes de outras comunidades para a invasão e participou ativamente do confronto. Na época, ele também ficou encarregado de receber o contingente de criminosos e armamentos provenientes de comunidades aliadas, a fim de se estabelecerem e, em seguida procederem à invasão no Complexo do São Carlos. A quadrilha de Jiló possuía um integrante, vulgo Cocão, que organizava todos os roubos de veículos, com as correspondentes clonagens, vinculadas ao Morro dos Prazeres. Jiló supervisionava essa atividade com a qual lucrava. Jiló fornecia o “território” e suporte, autorizando a utilização da estrutura criminosa instalada na comunidade dos Prazeres e Paula Ramos para que os veículos subtraídos fossem armazenados, temporiamente, até sua destinação, seja na devolução, mediante pagamento de resgate, para as vítimas, seja na adulteração de seus marcos identificadores, na modalidade vulgarmente conhecida como “clonagem de veículos”. Há alguns anos, Jiló liderou a invasão a apartamentos e o proprietário de um deles ao ser surpreendido foi conversar com as lideranças do tráfico que lhe informaram que a unidade funcional não era mais dele, mas sim daquele movimento de invasão, relatando, ainda, que a mulher do traficante “Jiló” ocuparia o melhor apartamento do prédio, determinando ao rapaz que se evadisse, pois não exerceria de forma alguma a função de zelador naquele lugar; Embora tivesse papel de destaque no tráfico há muito tempo, Jiló não era dono das bocas de fumo dos Prazeres. Ele, na verdade, era braço-direito do traficante Marcelinho dos Prazeres, morto em 2021.

Um dos traficantes que comanda a Lapa foi solto este ano

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, nesta quarta-feira (18), uma cartaz para auxiliar nas investigações da 5ª DP (Mem de Sá), a fim de obter informações que levem à localização e prisão dos traficantes Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como “Abelha”, de 55 anos, um dos principais chefes da Organização Narcoterrorista Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro e Anderson Venâncio Nobre de Souza, vulgo “Piu ou Português”, de 47 anos. Os dois estão cadastrados no sistema penitenciário como sendo de “Altíssima Periculosidade” e comandam o tráfico de drogas na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro.   As investigações começaram em outubro de 2024 na 5ª DP (Mem de Sá), que em novembro do ano passado indiciou 25 traficantes e pediu a prisão deles. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do RJ/Gaeco, que denunciou 30 pessoas. A delegacia identificou que a venda de entorpecentes na Lapa partia do Morro do Fallet/Fogueteiro – localizada na região central do Rio de Janeiro, estendendo-se pelos bairros de Santa Teresa e Rio Comprido. As investigações também apontaram que o maior ponto de drogas fica a 200 metros dos Arcos da Lapa, na região entre a Travessa Mosqueira e a Rua Joaquim Silva., e que também  teriam invadido casarões abandonados, e as transformaram em ponto de vendas de entorpecentes, que por sua vezes, eram anunciados no meio da rua, como em um “feirão”. As drogas que abastecem esses pontos são embaladas no Fallet/Fogueteiro e enviadas por táxis, mototáxis e “mulas” — quase sempre mulheres. “ Todas os tipos de drogas são vendidas nessas bocas de fumo, como maconha, cocaína, haxixe, crack e drogas sintéticas de toda a natureza”, afirmou o delegado Uriel Alcantara. Os dois são conhecidos por seus subordinados, na região como a “Tropa do Mel”, se referindo ao “Abelha” e “Tropa do Português”. As investigações que levaram à Operação Colmeia, deflagrada nesta terça-feira (16) pelas forças de segurança do RJ, apontavam que os traficantes liderados por “Abelha” e “Piu” também torturavam dependentes químicos que rondavam as bocas de fumo da Lapa. Eles também impuseram em meados do ano passado uma “taxa” diária a comerciantes que montam barracas no entorno da Escadaria Selarón, um dos pontos mais movimentados do bairro, e são obrigados a pagar até R$ 130 por dia. A polícia identificou comprovantes de transferências em nome do traficante de vulgo “Di Mulher”, comparsa de Abelha. Abelha é considerado um dos criminosos mais procurados do Rio. Ele está foragido desde julho de 2021, quando foi solto irregularmente pela porta da frente do Complexo de Bangu, apesar de possuir mandados de prisão ativos que somavam mais de 18 anos de pena. Em março de 2025, uma investigação anterior da 5ª DP já havia estourado um “bunker” ligado ao traficante na Lapa, um imóvel com passagens secretas e portas reforçadas usado para armazenamento de carga e esconderijo de criminosos. No final de 2023, a cúpula do Comando Vermelho (CV) decidiu afastar “Abelha” da presidência da organização após uma série de mortes e desavenças internas, marcando uma reestruturação nas lideranças do grupo. Alguns dos motivos seria que ele teria expulsado um traficante identificado como “Dourado” da comunidade da Providência sem a devida autorização do conselho. Ele também teria sido  responsabilizado por ordenar execuções de membros da própria facção que não haviam sido aprovadas pelas lideranças superiores, o que gerou instabilidade interna. Diante dessas condutas consideradas indisciplinadas, a liderança máxima do CV — decidiu colocar no cargo o traficante  Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, chefe do tráfico do Complexo do Alemão, na Zona Norte.  Segundo levantamento das inteligências das policiais do Rio, “Abelha” estaria se escondendo na Comunidade da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do Rio.  Anderson Venâncio, o “Piu”, atualmente, estava em liberdade condicional desde fevereiro deste ano, mas segundo informações ele não estaria assinando os termos da liberdade, junto ao Patronato Magarinos Torres (PMT) e não usava tornozeleira eletrônica.   Contra o traficante “Abelha”, constam 08 mandados de prisão, pelos mais diversos crimes e contra “Piu”, consta um mandado pelo crime de tráfico de drogas.  O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização dos dois criminosos,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

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