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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

O sequestro que abriu a caixa-preta financeira do Comando Vermelho na Maré

O sequestro de um homem em setembro de 2025 acabou levando a Polícia Civil a descobrir o que seria uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV) no Complexo da Maré. Segundo documentos do Ministério Público, a investigação revelou movimentações financeiras suspeitas, empresas, imóveis, joias e contas bancárias que teriam sido usadas para esconder recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes praticados pela facção. De acordo com o procedimento, tudo começou após o sequestro de E.S ocorrido em 12 de setembro de 2025. Durante as negociações para libertá-lo, familiares e pessoas próximas teriam reunido rapidamente uma grande quantidade de dinheiro em espécie e joias para o pagamento do resgate. O que chamou a atenção dos investigadores foi a origem dos recursos. Segundo o Ministério Público, os valores mobilizados durante as negociações eram incompatíveis com a capacidade financeira oficialmente declarada pelos envolvidos, o que levou a polícia a aprofundar as apurações. Resgate levou investigadores até traficante da Nova Holanda As investigações apontaram que um dos responsáveis por ajudar a reunir os recursos para o resgate seria um homem conhecido pelo apelido de “Manga”, apontado pelas autoridades como integrante do Comando Vermelho e atuante no tráfico de drogas da comunidade da Nova Holanda, uma das principais localidades do Complexo da Maré. Segundo o Ministério Público, o investigado não possuía fonte de renda lícita conhecida capaz de justificar os recursos que movimentava. A partir desse ponto, os investigadores passaram a rastrear transferências bancárias, empresas, aquisição de imóveis e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados pelos suspeitos. Empresas, ouro e padrão de vida incompatível A investigação identificou que pessoas ligadas ao grupo eram proprietárias de estabelecimentos comerciais localizados dentro de áreas controladas pelo Comando Vermelho na Maré. Apesar de declararem rendimentos modestos, os investigados mantinham negócios com capital elevado, além da posse de joias e outros bens considerados incompatíveis com as atividades econômicas informadas às autoridades. Segundo o Ministério Público, o padrão financeiro encontrado indicava a possível utilização de empresas para dar aparência de legalidade a recursos oriundos de atividades criminosas. Contas bancárias e movimentações suspeitas Durante a apuração, os investigadores identificaram uma série de transações envolvendo pessoas que possuíam ligações com áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações consideradas atípicas, incluindo valores elevados circulando por contas de pessoas sem capacidade financeira aparente para justificar tais operações. Uma das linhas investigativas sustenta que contas bancárias de terceiros teriam sido utilizadas para movimentar recursos ligados ao tráfico de drogas da Nova Holanda. Compra de imóvel e dinheiro em espécie Outro trecho da investigação descreve a venda de um imóvel localizado no interior do Complexo da Maré. Segundo os autos, parte do pagamento teria ocorrido por meio de transferências bancárias e outra parte teria sido entregue em dinheiro vivo. Para os investigadores, a negociação reforça os indícios de utilização do mercado imobiliário para ocultar recursos provenientes das atividades da facção. Ligação com outros investigados do Comando Vermelho As apurações também identificaram conexões financeiras entre pessoas vinculadas à Maré e indivíduos já investigados em outros procedimentos relacionados ao Comando Vermelho em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, os cruzamentos bancários apontam para uma estrutura que ultrapassaria uma única comunidade e envolveria operadores encarregados de movimentar e ocultar dinheiro da organização criminosa. Dinheiro do tráfico, roubos e extorsões No parecer apresentado à Justiça, o Ministério Público afirma que os elementos reunidos indicam a existência de uma associação criminosa voltada ao branqueamento de capitais oriundos do tráfico de drogas, roubos, extorsões e outras atividades ilícitas praticadas em territórios dominados pelo Comando Vermelho. De acordo com os investigadores, o grupo utilizaria empresas, imóveis, pessoas interpostas e transações financeiras fracionadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Justiça pode autorizar novas buscas Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil pediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, além da quebra dos sigilos de dados dos aparelhos eletrônicos que forem encontrados. O objetivo é localizar documentos, contratos, registros contábeis, celulares, computadores, joias e outros materiais que possam revelar como funcionava a suposta engrenagem financeira utilizada para lavar dinheiro da facção. A investigação segue em andamento e, segundo o Ministério Público, busca identificar todos os integrantes da estrutura e rastrear o destino dos valores movimentados ao longo dos últimos anos.

“Não morre, papai”: menina de 4 anos se jogou sobre o corpo do pai após execução em Itaboraí, diz decisão judicial

Uma das passagens mais emocionantes de uma recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro descreve o desespero de uma menina de apenas quatro anos após presenciar o assassinato do próprio pai. Segundo o depoimento da mãe da criança, a pequena Alice correu até o corpo de ALEXANDRE DE OLIVEIRA SILVA, se jogou sobre ele e começou a gritar: “Não morre, papai, não morre”. O crime aconteceu na tarde de 5 de junho de 2024, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, e levou a Justiça a receber somente este ano a denúncia apresentada pelo Ministério Público e a decretar a prisão preventiva dos acusados. A decisão destaca que Alexandre foi morto diante da companheira e dos filhos em uma ação que, segundo a investigação, teve características de execução. Ameaças antes do assassinato De acordo com o depoimento da companheira de Alexandre, que também é mãe dos quatro filhos do casal, a vítima mantinha desavenças antigas com um dos denunciados. Segundo ela, no dia 4 de maio de 2024, Alexandre esteve na residência do suspeito quando ocorreu uma nova discussão. Durante o desentendimento, a testemunha afirmou ter ouvido uma ameaça direta contra a vítima. Segundo seu relato, o homem teria dito: “Mais tarde vou te provar que você não é Deus, que vou resolver esse problema que já temos há muito tempo.” Ainda conforme o depoimento, outro indivíduo que estava no local também teria participado da ameaça. A mulher afirmou que ficou assustada com a situação e pediu que Alexandre fosse embora, mas ele teria respondido que, se tivesse que morrer, morreria em sua própria casa. Ataque aconteceu diante dos filhos Segundo a denúncia do Ministério Público, por volta das 18 horas do dia seguinte, homens armados foram até a residência da vítima. Naquele momento, Alexandre estava na frente de casa varrendo a calçada ao lado das crianças. A companheira dele estava no quintal recolhendo roupas do varal quando ouviu os disparos. Em seu depoimento, ela afirmou ter visto os criminosos atirando contra Alexandre. Ainda segundo a testemunha, após os disparos, os homens chegaram a apontar armas em sua direção, mas desistiram após outros integrantes do grupo alertarem para a presença das crianças. “Não morre, papai” O momento mais marcante do depoimento foi destacado na própria decisão judicial. Segundo a mãe das crianças, três filhos do casal presenciaram toda a cena. Logo após Alexandre cair baleado, a filha mais nova, Alice, de apenas quatro anos, correu até o pai. A criança se jogou sobre o corpo da vítima e começou a implorar para que ele sobrevivesse. “Não morre, papai, não morre”, teria gritado a menina diante do corpo do pai. Medo de testemunhar Ao decretar a prisão preventiva dos denunciados, a Justiça também destacou o clima de medo existente na região. Segundo informações reunidas pela Polícia Civil durante a investigação, houve dificuldades para localizar e ouvir testemunhas porque moradores da área teriam receio de sofrer represálias. A companheira de Alexandre afirmou que não possui dúvidas sobre a identidade dos autores do crime e declarou que diversas pessoas da localidade saberiam quem são os responsáveis, mas evitariam falar por medo. Prisão preventiva decretada Na decisão, o magistrado ressaltou que há indícios suficientes de autoria e que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e proteger a instrução criminal. O juiz também destacou a extrema gravidade do caso, observando que a vítima foi morta por disparos de arma de fogo em via pública, diante da própria família e na presença de crianças. Além disso, a decisão menciona que Alexandre já havia registrado anteriormente uma ocorrência relacionada a uma suposta tentativa de homicídio. Com base nos elementos reunidos pela investigação, a Justiça recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou a prisão preventiva dos acusados, que responderão ao processo por homicídio qualificado.

Depoimento explosivo: irmã de capoeirista Paulinho Sabiá teria planejado matá-lo para ficar com R$ 2 milhões e depois vasculhou imóveis em busca da fortuna, revela testemunha”

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda teria revelado meses antes do assassinato do capoeirista Paulinho Sabiá que pretendia matar o próprio irmão para ficar com cerca de R$ 2 milhões que ele supostamente guardava escondidos. Após a morte da vítima, ocorrida em fevereiro, em Niterói, segundo o depoimento, ela iniciou uma verdadeira caça ao dinheiro, mandando quebrar paredes, vasculhar imóveis e até realizar escavações na tentativa de encontrar a fortuna. Segundo a testemunha, que afirmou conhecer tanto Adriana quanto Paulo Cesar há aproximadamente 27 anos, a conversa aconteceu em janeiro de 2026. De acordo com o depoimento, Adriana relatou que enfrentava dificuldades financeiras e acreditava que Paulo Cesar possuía cerca de R$ 2 milhões em espécie guardados em seu apartamento. A quantia, segundo ela, teria sido acumulada ao longo dos anos com as aulas ministradas pela vítima no exterior. A testemunha afirmou que Adriana declarou claramente que pretendia matar o irmão e, em seguida, se apoderar do dinheiro. Na época, porém, o depoente disse não ter dado importância à declaração, acreditando que a ameaça jamais sairia do campo das palavras. Tentativa de contratar traficantes O relato também aponta que Adriana teria tentado encontrar quem executasse o plano. Segundo a testemunha, algumas semanas antes da morte de Paulo Cesar, a investigada esteve na comunidade onde o depoente mora, em São Gonçalo, e teria procurado traficantes locais para negociar a execução da vítima. A informação teria chegado ao conhecimento do depoente por intermédio de um criminoso da região. Ainda de acordo com o relato, o traficante teria demonstrado surpresa com a proposta e comentado que naquele local havia apenas atividades relacionadas ao tráfico de drogas, acrescentando que Adriana estaria “ficando doida” ao tentar envolver os criminosos em um assassinato. Após tomar conhecimento da situação, a testemunha procurou Adriana para questioná-la sobre o assunto. Segundo o depoimento, ela respondeu apenas que não devia explicações a ninguém. Choque ao saber da morte A testemunha afirmou que recebeu a notícia da morte de Paulo Cesar por telefone, por volta das 21h do dia 18 de fevereiro de 2026. Segundo o relato, a informação foi repassada por um homem chamado Antônio Carlos. O depoente declarou que ficou em estado de choque ao saber do assassinato, pois imediatamente se lembrou das conversas anteriores e passou a acreditar que Adriana poderia realmente ter colocado o plano em prática. Busca desesperada pelo dinheiro Ainda segundo a testemunha, após a morte do irmão, Adriana passou a demonstrar grande interesse em localizar o suposto dinheiro. O depoente afirmou que ela começou a pedir ajuda a ele e a outras pessoas para procurar valores escondidos nos imóveis pertencentes a Paulo Cesar. Dias antes da prisão da investigada, ele esteve no apartamento onde a vítima morava. Segundo o relato, estavam presentes Adriana, Antônio Carlos, Emerson e o próprio depoente. A testemunha afirmou que Adriana ordenou que fossem quebradas diversas paredes do imóvel para procurar o dinheiro que ela acreditava estar escondido. Apesar da destruição realizada no apartamento, nada foi encontrado. O depoente contou ainda que, posteriormente, precisou participar da reforma do imóvel por causa dos danos causados durante as buscas. Escavações e procura em todos os cantos A procura pela suposta fortuna não ficou restrita ao apartamento. Segundo a testemunha, ela também o levou até um imóvel onde funcionava a confecção de roupas da Capoeira Brasil. No local, Adriana teria determinado que ele cavasse e procurasse dinheiro “em todo lugar”. Mesmo após as buscas, nenhuma quantia foi encontrada. O depoente afirmou que não sabe dizer se a investigada localizou algum valor posteriormente, pois não permaneceu ao lado dela durante todo o tempo. No entanto, ressaltou que ela nunca comentou ter encontrado qualquer quantia milionária. Fortuna nunca apareceu O depoimento descreve uma sequência de fatos que teria começado com a suposta intenção de matar o irmão para colocar as mãos em uma fortuna estimada em R$ 2 milhões, seguido por uma tentativa de contratar traficantes para executar o crime e uma busca frenética pelo dinheiro após o assassinato. Até o momento, segundo a própria testemunha, a quantia que Adriana acreditava existir jamais foi encontrada. O caso segue sendo investigado pelas autoridades. Presa, Adriana teve a prisão preventiva decretada na última semana de maio.

ENCHARCADA DE ÁLCOOL E INCENDIADA: BARBÁRIE CONTRA MULHER EM TERESÓPOLIS PASSA LONGE DOS HOLOFOTES”

Em meio a recentes casos de feminicídio na Região Metropolitana do RIo de Janeiro que receberam grande destaque da imprensa, um episódio muito grave de violência contra a mulher ocorrido esta semana mas que não terminou em morte passou longe de receber destaque no noticíário principal Policiais civis da 110ª DP, em ação conjunta com policiais militares do 30º BPM, prenderam em flagrante, nesta sexta-feira (05/06), um homem acusado de tentar matar a própria companheira no bairro Rosário, em Teresópolis. As diligências tiveram início após as equipes tomarem conhecimento de uma grave ocorrência de violência doméstica. A vítima foi localizada com queimaduras pelo corpo e relatou que seu companheiro, após uma discussão motivada por ciúmes, jogou álcool sobre ela e ateou fogo utilizando um isqueiro. De acordo com a investigação preliminar, após provocar as queimaduras, o agressor impediu que a vítima deixasse a residência para buscar ajuda, restringindo sua liberdade de locomoção. A mulher informou que permaneceu no imóvel contra sua vontade e somente conseguiu sair quando o autor deixou o local para trabalhar. Temendo novas agressões, ela se escondeu até ser localizada pelas equipes policiais. A vítima foi socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Teresópolis e, devido à gravidade das lesões, transferida para o Hospital das Clínicas de Teresópolis, onde permaneceu sob cuidados médicos. Após a coleta das informações e o acionamento das equipes operacionais, policiais civis da 110ª DP e policiais militares do 30º BPM realizaram diligências para localizar o suspeito, que foi encontrado em um estabelecimento comercial no bairro Rosário e conduzido à delegacia. Com base nos elementos reunidos durante a apuração inicial, o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de feminicídio tentado e cárcere privado, permanecendo preso à disposição da Justiça.

Dedo-duro da guerra? Depoimento sobre mortes na Gardênia Azul teria deixado chefes do CV em alerta e reforçado caçada da Justiça

Um depoimento considerado estratégico pela investigação sobre a guerra entre o Comando Vermelho e a milícia na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio, teria provocado preocupação dentro da própria facção e ajudado a sustentar a ação penal contra traficantes apontados como envolvidos em um ataque que terminou com um morto e dois feridos. Segundo a decisão judicial, R.R.G relatou aos investigadores informações que teria obtido diretamente de pessoas ligadas ao crime. Em seu depoimento, ele atribuiu participação no ataque a Francisco Glauber Costa de Oliveira, o “GL”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na Gardênia Azul, além de Leonardo de Araújo Alves da Silva, o “Fielzinho”, e Aldenir Martins do Monte Júnior, o “China”. O caso investigado envolve a morte de Ricardo, a tentativa de homicídio contra William e lesões causadas em José, crimes que, segundo a acusação, ocorreram no contexto da sangrenta disputa territorial entre traficantes e milicianos pela região. Conversas revelaram preocupação na facção De acordo com o processo, mensagens interceptadas entre criminosos identificados como “Lesk” e “PTK” mostrariam preocupação com o fato de Rafael ter fornecido informações sobre diversos homicídios atribuídos ao Comando Vermelho durante a guerra da Gardênia Azul. Para a Justiça, as conversas reforçam os indícios reunidos ao longo da investigação e demonstram que os relatos do depoente repercutiram entre integrantes da própria organização criminosa. Justiça mantém prisão de acusados Ao analisar a defesa de GL, o juiz rejeitou os pedidos para anular provas, encerrar o processo e revogar a prisão preventiva. Na decisão, o magistrado destacou que existem elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal e que os fatos investigados possuem extrema gravidade por estarem relacionados à atuação de uma organização criminosa armada em disputa por território. Continuam presos por ordem judicial GL, Fielzinho e China. Já Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”, e Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, também tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas ainda não foram capturados pelas autoridades. Segundo a decisão, a manutenção das prisões foi considerada necessária para garantir a ordem pública, proteger a instrução criminal e evitar novos episódios de violência relacionados à guerra entre facções e milicianos na Zona Oeste do Rio.

“Quem ficar contra nós, vai entrar na bala”: traficante do CV faz ameaça pública a moradores e apoiadores da milícia na Zona Oeste no Rio. OUÇA COMPLETO

Em um áudio que circula nas redes sociais atribuído ao traficante RD vinculado ao Comando Vermelho, ele fez uma série de ameaças às pessoas que estariam apoiando milicianos na Zona Oeste do Rio de Janeiro. “Não se mete na porra da guerra não hein. É só meia dúzia de gato pingado que está fechando com essa merda de milícia, esculachando nosso bairro, esculachando criança, esculachando morador, ninguém aguenta mais essa porra não, Quem estiver fechando com a milícia, vai entrar na bala. Quem estiver contra nós vai entrar na bala, vai ficar fudido”. RD é um ex-miliciano que se aliou ao CV e ficou encarregado pela facção de atacar redutos paramilitares na região. Há vários meses, seu bando tem realizado investidas em Campo Grande, Paciência, Santa Cruz, o que já resultou em várias mortes, inclusive de pessoas inocentes. Moradores de Paciência viveram momentos de tensão após uma intensa sequência de disparos de fuzil registrada na região. Segundo informações que circulam nas redes sociais e grupos de mensagens, um miliciano identificado como “Mancu do Antares” teria sido capturado e executado por integrantes ligados a RD, atualmente apontado como integrante da chamada “Tropa do Urso”. Relatos apontam que a quantidade de tiros assustou moradores da região, gerando medo e apreensão durante a ação criminosa.

Em meio à tensão após a megaoperação na Penha e no Alemão, homem que filmou deslocamento de policiais na megaoperação da Penha vira réu após vídeo com discurso semelhante ao de criminosos “Nós vai pegar” e “Vamos fazer arruaça”

Em um momento de forte tensão na segurança pública do Rio, poucos dias após a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, um homem virou réu na Justiça acusado de filmar o deslocamento de policiais civis e militares e divulgar as imagens nas redes sociais acompanhadas de frases como “Nós vai pegar, filho”, “Isso é ordem” e “Vamos fazer arruaça”. Segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, o acusado registrou a passagem das viaturas durante uma ação de patrulhamento reforçado realizada justamente para evitar possíveis represálias criminosas após a operação nas comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Nas imagens, de acordo com a acusação, ele aparece monitorando a movimentação policial, informando quantas viaturas haviam passado pelo local e quantas ainda estariam chegando. Em seguida, faz declarações que levaram os investigadores a considerarem a situação grave. “Os caras quer ficar sufocando nós, mano! Nós tá fazendo nada. Aí nós pega na pista e é isso que dá aí. Nós vai pegar, filho. Isso é ordem aí, tá ligado? Vamos fazer arruaça! Nós não deixa eles pegar também não!”, diz o homem no vídeo citado pelo Ministério Público. Para a Promotoria, a gravação não apenas expôs a localização e o deslocamento das equipes de segurança, como também continha ameaças e ofensas direcionadas aos agentes que participavam das ações de patrulhamento. A denúncia relata que o vídeo passou a circular nas redes sociais e foi identificado pelo setor de inteligência das forças de segurança. Após buscas na região, policiais localizaram o suspeito ainda com a motocicleta utilizada durante as filmagens. Ele foi levado para a delegacia e, segundo os autos, admitiu ser o autor da gravação. O Ministério Público denunciou o homem pelo crime de atentado contra a segurança pública. O caso agora será analisado pela Justiça. A investigação destaca que o episódio ocorreu em um período considerado sensível pelas autoridades, quando policiais civis e militares mantinham operações e patrulhamentos reforçados em diversos pontos da Região Metropolitana para impedir possíveis reações criminosas após a ofensiva realizada nos complexos da Penha e do Alemão.

Comando Vermelho mobilizou motociclistas para sabotar cerco policial e salvar traficantes na megaoperação na Penha e Alemão

A Justiça do Rio revelou detalhes de uma estratégia utilizada pelo Comando Vermelho (CV) para tentar minimizar os impactos da Operação Contenção, uma das maiores ofensivas policiais já realizadas nos complexos da Penha e do Alemão que deixou 122 mortos em 28 de outubro. Segundo a decisão judicial, traficantes da facção acionaram motociclistas para provocar tumulto, atrapalhar a movimentação das forças de segurança e abrir caminho para a fuga de criminosos que estavam sendo alvo do cerco policial. As investigações apontam que os motociclistas não tinham a missão de enfrentar os agentes, mas sim de criar obstáculos à operação, dificultando o avanço das equipes e favorecendo a retirada de traficantes das áreas cercadas. Um dos envolvidos admitiu aos policiais que foi chamado para atuar durante a operação justamente com o objetivo de gerar confusão e prejudicar a ação das forças de segurança. A Justiça destacou que os suspeitos avançavam em direção à área do confronto, comportamento incompatível com o de moradores que buscavam proteção diante dos tiroteios. Para o Ministério Público e para o magistrado responsável pelo caso, a atuação demonstra uma estrutura organizada de apoio ao tráfico, na qual pessoas ligadas à facção exercem funções específicas para proteger integrantes do grupo criminoso durante operações policiais. A decisão ressalta ainda que a rápida mobilização de motociclistas durante a Operação Contenção evidencia a capacidade de articulação do Comando Vermelho para reagir a grandes ações das forças de segurança, utilizando colaboradores para criar distrações e facilitar a fuga de traficantes sob pressão do cerco policial. Na avaliação da Justiça, a estratégia reforça os indícios de associação dos envolvidos à facção, que teria utilizado a ação coordenada como uma forma de preservar integrantes do grupo durante uma das maiores operações realizadas contra o Comando Vermelho na cidade do Rio de Janeiro.

Mulher que levou 34 facadas na Praça Seca só não foi morta porque traficantes intercederam

Os autos do processo contra acusadas de dar mais de 30 facadas em Hayannah de Almeida Vieira revelaram que a vítima só não foi morta porque a autora dos golpoes, Andrea Camilli Bezerra dos Santos interrompeu as agressões com a chegada dos integrantes do tráfico na Favela Bateau Mouche, na Praça Seca. Andrea foi amante do marido da vítima (um traficante já falecido). Ela foi presa assim como a ex-sogra de Hayannah, Jaqueline Alves Vasconcellos, que acusa a vítima da morte do filho. Uma das testemunhas diss ter presnciado Jaqueline segurando a vítima, enquanto Andrea desferia sucessivos golpes de faca. A declarante acrescentou que, ao perceber a aproximação de terceiros, Jaqueline passou a simular que tentava separar a agressão, circunstância que evidencia tentativa de ocultação de sua efetiva participação. Disse ainda que Andrea continuou agredindo a vítima e ameaçou de morte aqueles que tentavam socorrê-la, somente interrompendo as agressões após a chegada de integrantes do tráfico local. Outra testemunha afirmou que encontrou Hayannah gravemente ferida, perdendo grande quantidade de sangue, e visualizou Andrea portando faca ensanguentada, enquanto debochava da situação, chegando a questionar os presentes sobre o que iriam fazer contra ela. Uma terceira testemunha declarou que encontrou a vítima gravemente lesionada, visualizando Andrea Camilli portando faca com sangue na mão e demonstrando absoluto desprezo pela situação. Os autos informaram que os fatos ocorreram na madrugada do dia 31/05/2026, com o crime sendo noticiado na manhã do mesmo dia. As autoras residem na mesma comunidade onde a vítima habita, permanecendo esta internada em estado grave no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em situação de vulnerabilidade, Segundo consta dos autos, na madrugada do dia 31/05/2026, por volta das 04h30, ao retornar para sua residência localizada na comunidade Bateau Mouche, Praça Seca, a vítima foi emboscada por Jaqueline e Andrea , amante do falecido marido de Hayannah. A motivação do crime, conforme apurado, foi o relacionamento extraconjugal mantido por Andrea com o marido da vítima, já falecido.A dinâmica delitiva, conforme reconstruída a partir das provas colhidas, é a seguinte: Jaqueline imobilizou a vítima, segurando-a pelo corpo, enquanto Andrea desferiu sucessivos golpes de faca contra Hayannah. A vítima sofreu trinta e quatro perfurações distribuídas por diversas regiões do corpo, incluindo extremidades, dorso, face e região cervical esquerda, com perfuração do platisma supra-clavicular esquerdo, sendo necessária a realização de toracostomia fechada com drenagem torácica. Andrea e Jaqueline estão com as prisões preventivas decretadas.

Tráfico proíbe entrada de oficiais de Justiça na Penha (CV) e mandado deixa de ser cumprido por ameaça de morte

Um oficial de Justiça informou ao Tribunal de Justiça do Rio que deixou de cumprir um mandado na Penha após o tráfico de drogas supostamente proibir a entrada de agentes do Judiciário nas comunidades que integram o complexo. Em certidão anexada a um processo, o servidor relatou que criminosos ameaçam de morte qualquer oficial encontrado na região. O documento foi encaminhado ao cartório após a tentativa frustrada de cumprimento de uma ordem judicial. Segundo o oficial, a facção que controla as favelas do Complexo da Penha teria vetado o cumprimento de mandados em todas as ruas de acesso às comunidades. Na certidão, o servidor afirma que a diligência não foi realizada por causa do alto risco à integridade física dos agentes públicos. Ele também cita a presença constante de olheiros do tráfico e criminosos circulando armados com fuzis e metralhadoras pelas vias da região. O oficial relata ainda que o cenário ficou mais perigoso após uma grande operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão em 28 de outubro que deixou 122 mortos, aumentando os riscos para a atuação de representantes do Estado na localidade. Antes de devolver o mandado sem cumprimento, o servidor informou ter tentado localizar a parte por telefone e meios eletrônicos, sem sucesso. Mesmo com a possibilidade de apoio da Polícia Militar, o oficial destacou que não haveria garantia de segurança para agentes do Judiciário, policiais ou moradores durante a realização da diligência. Diante da situação, o mandado foi devolvido ao cartório com a solicitação de um endereço alternativo para localização da pessoa que deveria ser intimada. A certidão expõe um cenário preocupante: segundo o relato oficial encaminhado à Justiça, o poder exercido pelo tráfico na região estaria impedindo até mesmo o cumprimento de ordens judiciais por servidores do Estado.

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