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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Escuta revelou cobrança de taxa a comerciantes por traficantes do TCP em Meriti, apontou Justiça

Relatório da Justiça revela que traficantes da comunidade Trio de Ouro, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, tinham um esquema de extorsão contra comerciantes da região. A descoberta veio a partir da prisão, em 2024, do traficante conhecido como Pagodeiro, apontado como gerente do tráfico na região.Uma conversa entre bandidos provou a existência do esquema. (“É pô. Quer dar uma de maluco porra. Tá querendo dar 50 litros de gasolina por semana. Manda ele se ligar pô, ele tem que mandar é o dinheiro. Falei com ele no outro dia ali. O Marclei botou ele no viva voz, eu falei com ele. Tem que mandar o dinheiro lá que pediu porra. Ele combinou aí contigo aí. Esse maluco aí. De mandar. Esse cara aí do posto de gasolina.” A investigação revela que os traficantes empregavam em sua atuação violência e grave ameaça contra grupos rivais de bairros em que o tráfico de drogas era exercidopela facção criminosa rival, inclusive com emprego de arma de fogo como meio de intimidação coletiva e prática de outros crimes violentos correlatos.Segundo o relatório, Pagodeiro era responsável por várias execuções praticadas pelo grupo. Homem de confiança de Pagodeiro, Pape era o encarregado pelo recolhimento das taxas ilegais cobradas dos comerciantes, ou seja, recolha dinheiro proveniente das extorsões realizadas naquela região. O criminoso conhecido como Marclei também recolhia as taxas. Messi era o responsável pela compra de armas de fogo que são utilizadas pelo grupo. Um vereador foi apontado como fornecedor de suporte logístico e operacional ao grupo em troca de benefícios financeiros e eleitorais. Consta nos autos mensagens de texto e áudios recuperados que indicam a utilização de maquinário público para construção de barricadas feitas pelos traficantes, viabilizando o domínio armado territorial do grupo. Uma mulher foi apontada na investigação como líder financeira do grupo. Consta nos autos uma série de transferências bancárias de origem suspeita suspeitas, bem como comprovantes de transferências e registros de mensagens entre ela e seu companheiro

Exame feito em jovem vítima de suposto estupro coletivo confirma que ela sofreu violência sexual

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, neste domingo (01), um cartaz para auxiliar nas investigações da 12ª DP (Copacabana), a fim de obter informações que levem à localização e prisão de quatro homens envolvidos em um crime de “estupro coletivo”, que ocorreu na noite do 31 de janeiro deste ano, contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19. Todos são considerados foragidos da Justiça.  O exame de corpo de delito feito na vítima identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos. O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. “A adolescente foi levada a erro pelo menor de idade, já tinha um relacionamento anterior com a vítima. Ela achou que estava indo para lá para ter um encontro romântico com esse adolescente infrator. Só que chegaram lá havia mais quatro adultos e aconteceu tudo que aconteceu”, disse o Delegado Titular da 12ª DP – Angelo Lajes.  Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. Segundo a Polícia Civil, após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP (Copacabana) para fazer o Registro de Ocorrência. Ainda segundo o delegado, — A vítima sofreu muita violência física. Foi agredida por todos eles. Ela relatou sessões de tapas e chutes. Inclusive, a perícia apontou suspeita de fratura na costela. E sofreu muita violência psicológica também, com xingamentos e humilhações. De acordo com o delegado, o apartamento onde o crime aconteceu pertence ao pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin. Todos eles são de classe média e classe média alta e moradores da Zona Sul. Após a Polícia Civil, através da 12ª DP (Copacabana) indiciar os quatro homens pelo de crime de Estupro com Concurso de Pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na última sexta-feira (27), pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes/Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Espécie de prisão: Preventiva . Neste sábado, a Polícia Civil fez uma operação, denominada “Não é Não”, para prendê-los, mas nenhum deles foi encontrado. O menor de 17 anos também está sendo procurado, mas teve sua identidade preservada. A apuração da sua conduta ficará a cargo da Vara da Infância e da Adolescência, onde foi expedido um mandado de Busca e Apreensão. O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização dos quatro homens envolvidos no estupro,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

Após vítima lhe dar um beijo na bochecha durante uma festa familiar de Carnaval e disse que ia pegá-lo, homem ameaçou esfaqueá-la e depois a atropelou e a matou com golpes na cabeça em Nova Iguaçu. LEIA DIÁLOGOS QUE CONFIRMAM O CRIME

A Justiça decretou ontem a prisão preventiva de Luiz Augusto Barbosa Mendonça. Segundo o TJ-RJ, ele é acusado de matar um homem por atropelamento e pancadas na cabeça em Nova Iguaçu depois de uma discussão banal durante uma confraternização de Carnaval. Narra a denúncia que “no dia 15 de fevereiro de 2026, por volta das 02:30, na Estrada Francisco Amorim Viana, Prados Verdes em Nova Iguaçu, o suspeito atropelou e depois golpeou a vítima Edivaldo dos Santos na cabeça, provocando-lhe as lesões que foram a causa de sua morte, .Consta nos autos que após um desentendimento banal ocorrido em uma confraternização familiar de carnaval, o acusado pegou o seu veículo e atropelou a vítima que estava andando na rua. Ato contínuo, o denunciado desceu do carro, pegou a chave de rodas, e com a vítima caída no chão, golpeou sua cabeça diversas vezes, causando extensa desestruturação craniofacial e evisceração encefálica, provocando a sua morte. O crime foi praticado por motivo fútil, em razão de um desentendimento ocorrido entre autor e vítima, motivado por falas e atitudes desta que se encontrava em estado de embriaguez. O crime foi praticado de forma que impossibilitou a defesa da vítima, uma vez que o denunciado utilizou seu veículo automotor para perseguir e surpreender a vítima, que caminhava sozinha, desarmada e totalmente desprevenida rumo à sua residência. Após, com ela caída no chão, ainda a golpeou diversas vezes, sem que esta pudesse se defender da injusta agressão. O crime foi praticado de forma cruel, com sofrimento desnecessário à vítima, diante da multiplicidade dos atos executórios, iniciados com o atropelamento intencional do ofendido em via pública e consumados com reiterados golpes na cabeça utilizando uma chave de roda metálica. Uma testemunha narrou que o suspeito de ser o autor do crime faz uso de cocaína e maconha. Ela disse que Luiz e Edivaldo tiveram qualquer tipo discussão e aparentemente se davam bem. Segundo ela, na madrugada do crime, Luís entrou em sua residência e após alguns minutos, voltou totalmente transtornado e com uma faca. Edivaldo não entendeu o que acontecia porque eles estavam conversando antes do aujtor entrar em casa. As pessoas foram para cima de Luiz e conseguiram tirar a faca dele. Depois disso, ele disse que ia dormir. Depois de alguns minutos, Luiz pegou seu carro, saiu cantando pneu e foi na direção em que Edivaldo havia ido embora. Minutos depois, ele retornou com o para-brisa dianteiro rachado e disse” pode ir lá no ponto azul que eu matei o Deco. O autor não informou porque matou Edivaldo. As pessoas foram até o ponto azul e viram a vítima morta, Uma outra testemunha disse que enviou uma mensagem para Luiz após o crime. “Cara que merda vocês fez? Você tem uma filha pequena. Nem pensou nelas” e o suspeito respondeu. “Cara, ele falou que ia pegar”. A testemunha retornou dizendo. “Tu é doido? Estragou sua vida, sua família, ele ia te pegar nada, só falava besteria quando estava doidão, bêbado. Você acha que ele bêbado ia fazer alguma coisa com você?” Luiz voltou a responder. “Cara, ele sentou no meu colo, depois ele levantou, me deu um beijo na bochecha e falou no meu ouvido. Na hora que ele falou no meu ouvido, ele falou. Vou te pegar. E falou que o santo dele, não sei quem, que vai te pegar, e falei eh. Depois disso, dei um empurrão nele, e tomei minhas providências, poh. Vou ficar esperando o cara me pegar? Antes ele do que eu”. A mulher de Luiz disse que após ingerir bebida alcoólica e possivelmente algum tipo de droga alucinógena, que não sabe especificar, seu esposo saiu de casa portando uma faca e dizia: “Eu vou matar ele, eu vou matar ele”. Ela contou que o esposo, após cometer o crime, voltou ao local da festa conduzindo o carro em alta velocidade e disse. “Matei teu tio lá no ponto azulPosteriormente, o acusado foi ouvido na delegacia e disse que quatro meses antes do crime, a vítima passou a implicar com ele , afirmando reiteradamente que iria “pegá-lo”. O primo da vítima passou a alertá-la do perigo. Ele disse que durante a festa, Edivaldo teria sentado ao seu lado, lhe deu um beijo na bochecha e disse. “Eu vou te pegar, você não vai ver mais suas filhas”. Diante disso, levantou-se e foi buscar uma faca. Posteriormente, pegou seu veículo e foi ao encontro da vítima. Que, de imediato, atropelou Edivaldo fazendo com que este caísse ao solo; Logo após, pegou uma chave de roda e desferiu alguns golpes na cabeça da vítima; Em seguida, retornou à sua residência com o objetivo de buscar sua habilitação e cartão de crédito. Ao retornar, informou às pessoas que estavam no local que havia matado Edivaldo; Posteriormente, dirigiu-se até a ponte do Rio Grandu, onde arremessou a chave de roda no rio. Disse que permaneceu escondido em área de mata próxima ao Rio Grandu até o dia 17 de fevereiro; Entrou em contato com sua irmã, solicitando que esta providenciasse advogado para sua defesa. Disse que razão de ameaças proferidas por familiares da vítima, não retornou à sua residência.

Mãe disse acreditar que filho desaparecido há quase três anos e que morava na Gardênia Azul (CV) teria sido morto por traficantes por supostamente se envolver com milicianos de Rio das Pedras

Depois de quase três anos, a Justiça abriu processo que vai julgar suspeitos do desaparecimento de um rapaz chamado Bruno, então com 24 anos, que sumiu na comunidade Rio das Pedras, em Jacarepaguá, no dia 1 de abril de 2023. Segundo os autos disponíveis, a mãe do rapaz relatou à polícia que acreditava que aconteceu algo com seu filho, porque Bruno nunca ficou sem se comunicar mais de dois dias com sua mãe. Ela conversou com a namorada do filho e ouviu que Bruno nteria sido vítima de homicídio e enterrado na localidade conhecida como “Areinha”., de acordo com o TJ-RJ. Segundo o processo, a namorada do rapaz enviou um “print” com um perfil de instagram (@cristian_cardoso97) informando que Bruno era “cria daqui” ,”fechou com os meleca da RP” “já sabe o fim”, ou seja, era morador da comunidade da Gardênia Azul, e estava envolvido com a milicia da Comunidade de Rio das Pedras. Os autos revelam que a mãe soube por boatos que Bruno foi vítima de uma covardia, que forjaram uma situação em que não teve envolvimento para que fosse executado; A Justiça diz que ela recebeu uma informação de que um homem cujo vulgo é “Jota”, não gostava de Bruno e que teria sido ele quem matou seu fillo. A mãe do rapaz disse acreditar que Jota faça parte da quadrilha de traficantes da Gardênia e executou Bruno por estar envovldio com os milicianos de Rio das Pedras, local onde estava residindo há pouco tempo, cerca de três meses. Consta dos autos também que Bruno teria sido vítima de uma covardia, que forjaram uma situação em que não teve envolvimento para que fosse executado. Uma testemunha que trabalhava em uma imobiliária informou que ficou sabendo do desaparecimento de Bruno através da mãe do mesmo, que mandou mensagem no domingo 02/04/2023. Ele disse que viu Bruno algumas vezes reunido com milicianos de Rio das Pedras. Na página do TJ-RJ, pelo número do processo, porém, não há dados ainda sobre os suspeitos do crime. No item autor do fato, consta como ignorado. A Polícia Civil representou pelo afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos. O fato é apurado no IP 957-00401/2023 da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Policia Civil passa informação completa para um veículo sobre caso de estupro coletivo no Rio e divulga nota resumida para o restante da imprensa

Após passar todos os detalhes do crime para uma emissora de televisão com nomes dos suspeitos e tudo mais, a Polícia Civil do Rio divulgou uma nota resumida para o restante da imprensa sobre o caso de um estupro coletivo contra uma jovem ocorrido em Copacabana. A nota diz que o órgão indiciou quatro homens e um adolescente envolvidos no caso. De acordo com os agentes, a vítima relatou que recebeu uma mensagem de um aluno da sua escola a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o adolescente insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi prontamente recusado por ela.  No interior do apartamento, a vítima foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com outros três adolescentes que insistiam para ela manter relações com eles. Com a negativa, os adolescentes passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela. Diante dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão dos homens, que responderão pelo crime de estupro e apreensão de um adolescente, que responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime. Diligências seguem em andamento para capturar e responsabilizar os envolvidos. O processo contra os suspeitos encontra-se em segredo de justiça. Esse tipo de disparidade na comunicação oficial levanta questões sobre:

Mulher está presa preventivamente suspeita de matar o marido a facada em Niterói

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, está presa preventivamente decretada Andreza Cores Lima. Ela é suspeita de matar o companheiro a facada no dia 7 de fevereiro deste ano, em Niterói. Conforme auto de prisão em flagrante, apurou-se que, naquela data, de madrugada, na Travessa do Holofote, bairro Santana, Niterói/RJ, ocorreu a morte de Levemberg Futuroso da Costa, cujo corpo foi encontrado em via pública, em decúbito dorsal, apresentando ferimento perfurocortante na região do tórax, provocado por arma branca. Consta que a autora dos fatos, Andreza Cores Lima, companheira da vítima, encontrava-se no local e assumiu ter desferido o golpe de faca que ocasionou o óbito, após discussão entre o casal. As diligências iniciais e os relatos colhidos indicam que a relação entre autora e vítima era marcada por desentendimentos frequentes, brigas e agressões recíprocas. Não foram constatadas lesões corporais na autora quando submetida a exame específico. Após os trabalhos preliminares no local, a autora e as testemunhas foram conduzidas à unidade policial, onde se formalizou a prisão em flagrante, diante da presença de indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva, enquadrando-se a conduta, em tese, no crime de homicídio qualificado. Em síntese, de acordo com as informações do caderno policial, Andreza Cores Lima, após discussão com Levemberg Futuroso da Costa, desferiu contra este um golpe de faca na região torácica, causando-lhe ferimento grave que resultou em sua morte, fato ocorrido logo após o evento, com a autora ainda presente no local, assumindo a prática do ato, circunstância que caracterizou a situação de flagrância.

Justiça decretou a prisão preventiva de Doca, chefão do CV, pelo homicídio de líder comunitário em Bangu

A Justiça decretou a prisão preventiva do traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como principal líder do Comando Vermelho em liberdade e chefe do Complexo da Penha, pelo homicídio de um líder comunitário de comunidades de Bangu, na Zona Oeste do Rio, de acordo com o TJ-RJ. Segundo consta do inquérito, Doca”, teria determinado a conduta de um comparsa conhecido como Lanterna Verde “, suposto executor do crime, além de mais dois comparsas não identificados, já que, sem sua anuência, nenhuma atitude é praticada por seus comandados. De acordo com o depoimento da testemunha ocular, amigo da vítima, no dia dos fatos, ele e Lucas estavam em uma lanchonete localizada próxima da Comunidade do 48, quando desembarcaram três indivíduos de um carro branco, dois deles armados, que efetuaram mais de uma dezena de disparos de arma de fogo contra a vítima – presidente da Associação de Moradores do 48 e Santo André, área dominada pela facção rival Terceiro Comando Puro (TCP) -, que ainda tentou correr para dentro da lanchonete, mas logo caiu ao chão, alvejada. A testemunha também relatou ter ouvido um dos executores afirmar que eram “A Tropa do Urso” grupo de extermínio pertencente ao Comando Vermelho – e que, após executarem Lucas, um dos atiradores apontou a arma em sua direção, mas outro executor disse: “Ele não… ele não”. Lanterna Verde também está com a prisão decretada. Informações constam em Processo Nº 0073947-11.2025.8.19.0001

Mulher que assistiu vídeo de traficantes torturando e matando um rapaz deu depoimento impressionante sobre o caso e disse que nenhum ser humano aguentaria aquilo

Uma mulher que foi testemunha de um processo que julgou traficantes ligados à facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA) acusados de homicídios em Campos dos Goytacazes deu um depoimento impressionante sobre os fatos. O marido dela, chamado Maurício, foi assassinado pelos bandidos. Segundo os autos, testemunha contou que uma das vítimas, conhecida como Durinho, teve o aparelho dentário arrancado na covardia. Segundo ela, bateram nele com pau. “Foi uma tortura o que fizeram com ele”. Ela disse que nenhum ser humano aguenta aquilo e falou que não tem medo de ser morta e sim torturada. A decisão judicial aponta que a mulher falou que assistiu o vídeo do crime e viu um bandido batendo no rosto de Durinho, torturando o braço. Segundo ela, a vítima pedia socorro e era mais porrada em cima de porrada. Contou que as piores coisas que possa imaginar fizeram com o rapaz. De acordo com os autos, a testemunha disse que Durinho sangrava muito, estava com os braços e pernas amarradas. O rapaz era usuário de drogas. Segundo ela, eram dez pessoas contra um, cada uma tirando um pedaço do rapaz. O processo revela que a mulher contou na época que, dois anos após o fato, seu psicólogico ficou ruim e que até hoje não é uma pessoa normal mais. Foi a primeira vez que viu um negócio daquele. O relatório da Justiça informa ainda que ela ainda disse que se acontecer alguma coisa com ela, se a matarem, vai morrer feliz, por causa da coragem que está tendo em tentar acabar com o tráfico, a droga e a violência ao ser humano. Falou que a única certeza que tem é que vai morrer um dia, mas se não for por violência está tranquilo, segundo o que consta nos autos. A decisão judicial revela ainda que ela contou que já recebeu ameaças e que seu marido da declarante não deixava a declarante ter amizade com ninguém para ela não ficar sabendo de nada, pois ela não gostava de coisa errada. Falou também que após matarem o marido, , falaram que passaram a foto da declarante para a galera do ADA para matarem ela. Segundo ela, de onde a virem, vão matá-la. Sobre o marido, disse que uma ligação de dentro da cadeia pediu um traficante matá-lo pois sabia de muita coisa, diz a Justiça. O relatório informou que Maurício teria estado na mata para colocar armadilhas para passarinhos, ouviu Durinho pedir por socorro, viu avítima ser agredida e em seguida, ouviu os disparos e também ouviu quando os criminosos ligaram para informar que “estava feito”. Contudo, ao sair da mata, Maurício foi visto e, por isso , estava com medo. Dias depois, houve a negativa de Maurício de esconder armas para os traficantes e seu estabelecimento foi arrombado, tendo Maurício que não queria mais ostraficantes no bar. Após, Maurício teria sido assassinado. O assassinato de Durinho levou a condenação de Alan Carlos da Silva Nunes à pena de 34 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão. A defesa do condenado postulou a absolvição sob alegação de ser a decisão contrária à prova dos autos. Subsidiariamente requereu a revisão da pena. Em decisão promulgada em 25 de fevereiro, a Justiça negou.

Como o grupo de Adilsinho agia para tentar tomar pontos de apostas do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis de rival. Disputa provocou atentado e assasssinatos. RELEMBRE

Em junho de 2024, publicamos trechos de um relatório da Justiça do Rio que apontava uma guerra travada pelo bicheiro Adilsinho, preso anteontem, contra Bernardo Bello. Segundo o documento, a disputa provocou assassinatos e atentados, inclusive de um milician (Marquinho Catiri). Na guerra pela expansão territorial visando tomar com violência extrema os pontos nas Zonas Sul e demais bairros do Rio de Janeiro, os homens ligados a Adilsinho agiam para dissuadir os gerentes e operadores do jogo ilícito chefiados pelo bicheiro Bello , ora realizando o monitoramento dos adversários para a sua execução. O assassinato de Fernando Marcos Ferreira Ribeiro en abril de 2023 na Tijuca visava a expansão criminosa da quadrilha chefiada por Adilsinho para dominar, tomando à força, os pontos de jogos do bicheiro Bernardo Bello. O documento diz que, na mesma época, um contraventor estava na mira do grupo de Adilsinho e dias depois da morte de Fernando, seu filho foi alvo de atentado no Catumbi, área de Bello. O contraventor na época disse que os capos estariam enviando “equipes”, formadas por policiais envolvidos para todos os pontos de bicho da área em que ele trabalha, ligada ao contraventor Bernardo Bello, e proferindo ameaças de morte contra quem resistisse em “mudar de lado” e que os bicheiros estariam tentando estabelecer “uma nova cúpula da contravenção. O relatório informava que os “seguranças” de Adilsinho, ao intimidarem os comerciantes que possuíam máquinas caça-níqueis em seus estabelecimentos, deixavam o recado de que, a partir de então, haveria uma “nova cúpula do jogo do bicho, formada por ele, Rogério Andrade e família Drummond. Um homem que funcionava como porta-voz de Adilsinho durante o mês de abril de 2023 circulava pelos pontos que eram dominados por Bernardo Bello rodeado de seguranças, anunciava que havia uma Nova cúpula, e a partir dali quem mandava era Adilsinho, fornecendo o seu próprio telefone para que qualquer conflito fosse resolvido com ele. Esse suposto porta-voz de Adilsinho acabaria sendo alvo de atentado em uma reação do grupo de Bernardo Bello enquanto os aliados de Adilsinho realizavam a troca de máquinas caça-níqueis no bar “Parada Obrigatória”, situado na esquina da Rua Souza Franco com a Boulevard Vinte e Oito de Setembro. Na época, homens ligados a Adilsinho invadiram o estabelecimento, arrombaram os cadeados das máquinas e disseram que, a partir de então, a responsabilidade seria deles. O relatório diz que Copacabana também foi palco de guerra com capangas de Adilsinho rondando e ameaçando os integrantes do grupo de Bernardo, fato ocorrido, inclusive, no dia anterior à morte da vítima Fernando Marcos. O documento ainda apontou a conexão entre a execução de Fernando Marcos e as cápsulas apreendidas na tentativa de homicídio do filho do contraventor já que houve convergência para o confronto realizado entre as cápsulas de fuzil utilizadas nos dois crimes. Segundo o relatório, as mesmas armas usadas na morte de Fernando e no atentado foram usadas também nos homicídios do miliciano Marquinho Catiri, que era considerado o “braço armado de Bernardo Bello”; e de seu segurança Sandrinho, e também em um outro homicídio, o do policial civil João Joel de Araújo, morto em 2022.

Justiça decretou a prisão preventiva de cinco supostos integrantes do CV suspeitos de levar rapaz ao ‘tribunal do tráfico’ no Ipase. Vítima foi torturada e morta acusada de praticar roubos, segundo a denúncia

A Justiça decretou hoje a prisão preventiva dos traficantes do Comando Vermelho vulgos Chapadinho, Darlanzinho, Pânico, Tubarão ou Bradock, Rogerinho e FN, suspeito de terem levado um rapaz ao ‘tribunal do tráfico’ na comunidade do Ipase, em Vila Kosmos. Lá, a vítima foi torturada até a morte ao ser acusada de praticar roubos nos arredores da localidade, segundo o TJ-RJ. O corpo até hoje não foi encontrado,. Segundo os autos, o crime foi cometido em dia 23 de Julho de 2025. Naquela data, por volta das 12h50min, na Avenida Vicente de Carvalho, nas proximidades do nº 1235, esquina com a Rua Flamínia, altura do nº 400, no bairro de Vicente de Carvalho, Chapadinho portando arma de fogo, auxiliado por Darlanzinho e Bolinho (já falecido) abordaram a vítima Kawã Santos De Oliveira, que se encontrava na via pública, imediações da Comunidade do Ipase, em uma motocicleta Honda Titan CG 150, cor vermelha, aguardando falar com uma menina (não identificada) com quem estaria mantendo uma relação amorosa, e A denúncia diz que mediante violência e grave ameaça de morte pelo emprego de arma de fogo, os suspeitos privaram-na de sua liberdade mediante sequestro e a conduziram coercitivamente para a boca de fumo da localidade conhecida como Telhadão, situada na Rua II, esquina com a Rua Soldado Bernardino da Silva, onde funciona o denominado “Tribunal do Crime”. O sequestro foi captado pelo circuito externo de câmeras de segurança (“câmera Gabriel”), No local, a vítima foi “julgada” e “condenada” à morte. Os autos dizem que os envolvidos com vontade de matar, desferiram golpes com pedaços de madeira, pedradas e coronhadas por longo período de tempo contra Kawã O processo diz que o crime foi praticado porque os bandidos teriam recebido a informação de que a vítima supostamente estaria praticando roubos próximo da região da Comunidade do Ipase, prática esta vedada pelas normas internas estabelecidas pelo grupo criminoso. A vítima foi mantida sob a mira de arma de fogo, com mínimas chances de defesa. Ainda, imputa aos acusados a conduta de “Após eliminarem a vida da vítima, ainda no interior da Comunidade da Ipase, porém em localidade não precisada nos autos, os DENUNCIADOS, de forma livre e consciente, agindo em comunhão de ações e desígnios criminosos entre si, ocultaram o cadáver da vítima em local até os dias de hoje desconhecido.” Um dos envolvidos foi preso e prestou depoimento . Disse que no dia, 28 de janeiro de 2026, quarta-feira, por volta da 06:00 horas, estava em sua residência localizada na rua A, bloco B, aptº 202- Vila Kosmos, quando foi surpreendido por quatro policiais civis que bateram em sua porta, Disse os policiais pediram sua identificação e ao fornecê-la, foi algemado. Contou que é integrante da facção criminosa Comando Vermelho a qual domina a região de Vila Kosmos e ocupava o cargo de “vapor, vendedor de drogas da boca localizada na rua 9 Falou que o “vapor” da boca não porta arma de fogo, somente os seguranças as têm. No entanto, durante os bailes ocorridos na Vila Kosmos o declarante tinha o hábito de frequentà-las portando fuzil, pistola e rádio comunicador; Sobre a morte de Kawa, disse que o rapaz era cria de Vila Kosmos e estava roubando com frequência na área da comunidade. Segundo o depoiente, Kawã, conhecedor da “Lei do Tráfico” de não permitir roubos na região, ainda assim praticava roubos a poucos metros da “boca e utilizava-se de seu conhecimento da área para, logo em seguida ao crime, evadir-se pelas ruas mais internas, local onde havia o domínio do tráfico; No dia do crime, o suspeito ainda não estava de plantão na boca assumir o horário apenas as 20:00 horas;. Ao assumir o plantão as 20:00 horas tomou conhecimento de que os “amigos da boca” Bidu, Bolinho”, ambos já falecidos em operação policial, tomaram conhecimento de que Kawâ está numa motocicleta, a qual tinha o tanque de combustível coberto, estacionado próximo a um posto de bebida, de nome ora não lembrado ( de propriedade de um policial civil de nome Ricardo) localizado na rua Flamínia próximo ao ponto de mototáxi, por volta das 13:30min; Diante desta informação, os comparsas foram armados e de motocicleta ao encontro de da vítima. O depoiente disse que Bidu e Bolinho ordenaram Kawã sentar na moto dos traficantes e logo em seguida o conduziram para o interior da comunidade Vila Kosmos; Contou que não participou da execução de Kawã, que foi morto no turno da tarde por Bolinho e Bidu As imagens de redes sociais demonstram 3 homens portando arma de fogo, rendendo e dominando a vítima, que foi obrigada a subir em uma motocicleta. Nestas imagens, através de confronto com imagens de arquivos de Identificação Civil, foi possível identificar Chapadinho, Darlanzinho e Bolinho.Segundo outros depoimentos, os executores seriam subordinados a Pânico, Rogerinho e FN nas bocas de fumo do “Telhadão” e da “Rua 9” e teriam levado a vítima diretamente à primeira localidade, onde foi morta.

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