A operação que está sendo realizada nos complexos da Penha e do Alemão já registra 64 mortos. Além de dois policiais civis e dois PMs do BOPE mortos , outros 15 agentes da lei ficaram feridos, entre eles um delegado. Os policiais civis mortos foram Marcos Vinícius, o Máskara, chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita)e e Rodrigo Velloso, de 34 anos, lotado na 39º DP da Pavuna, que se formou há poucos meses na instituição. Os PMs mortos foram o 3º SGT Serafim e 3º SGT Heber. O Rio de Janeiro registra a operação policial mais letal de sua história. O número supera o do Jacarezinho, em 2021, quando 28 pessoas foram mortas. Ao todo 111 fuzis foram apreendidos e 81 bandidos presos, entre eles Belão do Quitungo e Danado ou Mexicano do Morro do Jorge Turco. Circula na Internet um comunicado supostamente de traficantes da Penha pedindo ajuda a comparsas de outras comunidades para convocar moradores e mototaxistas para ir para a rua. As ações estão tendo impacto em outras regiões da cidade. Treze veículos foram sequestrados e usados como barricadas nos acessos ao Complexo do Chapadão. Os carros foram tomados nos bairros de Guadalupe, Anchieta, Pavuna e Ricardo de Albuquerque. Um deles foi atravessado na Avenida Brasil, causando um intenso engarrafamento. A principal suspeita é que a ordem tenha partido do Comando Vermelho. Por ordem do trafico, houve fechamento de vias com barricadas também na Cidade de Deus, Madureira, Itanhangá, Méier, Avenida Marechal Rondon, Via Light , Estrada Grajau Jacarepaguá, BR-101 (São Gonçalo), Avenida Dom Helder Câmara, Linha Amarela, Auto l-Estrada Lagoa Barra e Estrada do Galeão. O Rio Ônibus informa que não há como consolidar os números que aumentam a cada instante. Já foram registrados mais de 70 ônibus utilizados como barricadas e mais de 200 linhas com itinerários impactados. A mobilidade urbana está afetada em inúmeros pontos da cidade. As principais regiões afetadas são: Anchieta, Méier, Serra Grajaú Jacarepagua, Av. Brasil, Linha Amarela, Cidade de Deus, Chapadão, Engenho da Rainha, Complexo do Alemão e Penha. O serviço voltará à normalidade quando houver garantia da segurança para passageiros e rodoviários. Em alguns bairros, como a Tijuca, homens em moto passaram nas ruas ordeando que comerciantes fechassem suas lojas A Estrada do Itararé, principal via do Complexo do Alemão, segue com comércios fechados nesta tarde. A região permanece deserta após os intensos confrontos provocados pela operação policial que ocorre desde as primeiras horas do dia. Há verdadeiro caos no sistema de transporte, principalmente no metrô e nos trens. Todos os agentes das forças de segurança do RJ estão em estado de prontidão enquanto a ação integrada nos complexos do Alemão e da Penha é realizada. As unidades estão com as atenções voltadas para as principais vias e locais de maior concentração de pessoa Moradores perderam casas e outros ficaram sem energia e internet nos Complexos da Penha e Alemão. Eles relataram abordagens violentas durante a operação policial Às violações de direitos seguem causando medo e revolta ao morador, que sente as consequências dentro da sua própria residência. Um dos quatro suspeitos mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha foi identificado como Júlio, natural de Salvador. Segundo autoridades da Bahia, ele era ligado ao CV na região do Nordeste de Amaralina e já havia sido preso por tráfico de drogas. Mais um narco morto identificado na megaoperação na Penha e Alemão contra o CV: trata-se de Alisson Lemos, o Russo ou Gordinho do Valão, integrante do Primeiro Comando de Vitória (PCV), facção aliada do CV no Espírito Santo. FONTE; AstroLg1 Submundo Criminal (Telegram), redes sociais do jornalista Bruno Assunção, Baú do Rio OFC (Telegram)