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Terceiro Comando Puro

Leia detalhes da sentença que condenou dois traficantes do CV a 160 anos de prisão pela morte de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e deixou seis pessoas feridas em Três Rios em 2020. Alvo era uma das vítimas sobreviventes que pertencia ao TCP. Crime foi planejado. Cidade foi tomada por bandidos

Os condenados a 160 anos pelas mortes de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e que deixaram seis pessoas feridas em Três Rios em 2020, são Leonardo Félix de Freitas, o Léo Jack e Ualifer Medeiros de Araújo, vulgo Cagado, integrantes do Comando Vermelho. O motivo torpe, reconhecido pelos Jurados, tem por fundamento a disputa pelo tráfico de drogas na região, pertencendo os criminosos à Organização Criminosa Comando Vermelho. Um dos baleados pertencia ao Terceiro Comando Puro e era o alvo da ação. Os denunciados e o alvo já vinham tendo problemas anteriores em razão de pertencerem a organizações criminosas diversas e por disputarem a mercancia de drogas na mesma região. Na data dos fatos, as vítimas, seus familiares e amigos se encontravam comemorando o aniversário do alvo quando Leonardo e Ualifer chegaram de moto e passaram a disparar em direção a todos os presentes. Na Cidade de Três Rios, o tráfico de drogas já não mais permite ações isoladas. As comunidades locais estão corrompidas e as facções, arregimentadas por pessoas que nada têm a perder, avançam abruptamente, criando rotinas violentas com regimentos e regras que lhes são próprias. Caso contrariadas, a morte é certa, pelo que se convencionou chamar de ¿Tribunal do Tráfico¿. Léo Jack era um dos chefe do tráfico da cidade, contando com o auxílio de ¿Cagado. Contra Léo Jack consta anotação na Ficha de Antecedentes Criminais condenação transitada em julgado por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na data de 20/04/2015, por acórdão condenatório. A pena foi cumprida apenas em 16/12/2020. A menina morta, Maria Alice de Freitas Neves, foi atingida por 18 disparos. O delito foi cometido durante o repouso noturno, por volta das 22h30, na Travessa Senhor dos Passos, nº 389, Casa 02, Ladeira das Palmeiras, Cidade de Três Rios, neste Estado. No caso, trata-se de área destinada à residência. Houve planejamento de todo o delito, representado pelo armamento empregado no crime, pelas roupas que visavam não permitir a identificação de cada qual, pela cobertura de outros membros faccionados e ainda não identificados e, principalmente, pela fuga com uma motocicleta. Inclusive, os autos apontam que um dos indivíduos passou anteriormente no local dos fatos, entre às 19h e 20h de 30 de junho de 2020, para averiguar as condições do local. A paz pública foi colocada em xeque com a conduta dos homicidas. Os moradores locais foram extremamente abalados com a ocorrência dos assassinatos. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

De dentro de presídio, dono das bocas de fumo do Complexo de São Carlos (TCP) articulava união com facção criminosa mineira. VEJA TRECHO DE ESCUTA

Denúncia contra 36 traficantes, entre eles Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, dono das bocas de fumo do Complexo de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio, revela a atuação de uma quadrilha nas capitais mineira e fluminense, bem como em outras localidades das regiões Sul e Sudeste do país. A investigação inciiada em 2022 apontou que o bando praticava interestadual de drogas, lavagem de capitais, posse irregular de armas de fogo de uso permitido e restrito. O bando se intitulava Sala Vip” e tinha estreitos vínculos com outra organização criminosai ndependente sediada no Estado do Rio de Janeiro, o Terceiro Comando Puro (TCP), bem como utilizava serviços de branqueamento de capitais advindos sobretudo do tráfico de drogas interestadual promovidos por associações criminosas especializadas na dissimulação e ocultação de valores e bens produtos de crime. Ao longo das investigações, apurou-se que a organização criminosa conhecida como “Sala Vip” tinha como líder o denunciado Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba, que comandava o tráfico de drogas no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte, em estreita cooperação no comércio de entorpecentes com o TCP que domina o território do Complexo do São Carlos, na capital fluminense. O vínculo de Paraíba, com a facção carioca era mantido com Coelho, que mesmo preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Estado Fluminense, tinha acesso a telefones celulares. Consta no inquérito policial que Coelho tinha como um de seus interlocutores extramuros com Paraíba, a denunciada Bruna Neiva Clem Galdino, que recebia informações via aplicativo de mensageria de Anderson orientando como Rafael Carlos deveria agir com pessoas que desafiavam a liderança deste no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte/MG e no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro/RJ, dando a este liberdade para atuação no tráfico de drogas na localidade carioca, bem como prestando apoio financeiro e logístico da facção. Bruna foi presa no Rio em janeiro. Veja áudios, primeiro de Bruna e depois de Coelho. Em apoio às atividades criminosas capitaneadas pelo vulgo Paraíba no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte/MG tomava parte seu irmão e codenunciado Maurício da Silva Ferreira, vulgo Maumau. Ele era visto como o “número 02” da organização criminosa “Sala Vip” Mamau passou a ser sinônimo do poder do tráfico de drogas no aglomerado Cabana do Pai Tomás após Paraíba, que era foragido, ter deixado a comunidade visando evitar ser preso pelas forças de segurança e homiziar-se no Morro da Mineira, Rio de Janeiro/RJ,uma das favelas que compõem o Complexo do São Carlos, área dominada pelo Terceiro Comando Puro – TCP, cujo líder é o já mencionado Anderson Rosa Mendonça, vulgo CoelhoDouglas Henrique Mattos de Jesus, vulgo Predestinado, atuava de forma incessante na venda de maconha, cocaína, ecstasy e lança-perfume na capital mineira e, em duas ocasiões, foi preso em ocorrências com natureza de “tráfico de drogas. Ele criou uma rede de “mulas” para realizar o transporte de entorpecentes entre Belo Horizonte/MG e o Rio de Janeiro/RJ, abastecendo a organização criminosa “Sala Vip” com drogas adquiridas em parceria com a facção Terceiro Comando Puro. Competia a André Vinícius de Souza Cezário, vulgo Mantega, a negociação e venda de cocaína, crack (referido nas conversas como “gordura” ou “óleo”) e drogas sintéticas (“K4” e “K9”). Detectou-se, ainda, nas referidas conversas, a venda de armas de fogo curtas, tratadas como “oitão” Ele tinha também por hábito auxiliar os membros da organização criminosa em ações assistenciais promovidas no aglomerado Cabana do Pai Tomás, como aquela que ocorreu no Natal de 2023, quando centenas de aves “Chester foram distribuídos à população local. Ele também custeava as despesas de outros integrantes da organização criminosa com honorários advocatícios e com aluguel de telefones celulares dentro de unidades prisionais. Manteiga também monitorava a atividade de empresas que disponibilizam serviços de internet no aglomerado Cabana do Pai Tomás e impedia que estas concorressem com a pessoa jurídica Top Net Telecom Vista Alegre Ltda, em cujo quadro societário figurava o pai de Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba. A quadrilha tinha também Gabriel Pereira de Oliveira, vulgo Chavosinho, realizar o comércio de drogas, a quem eram confiados a atos violentos destinados a aterrorizar a população ordeira, como incêndio de ônibus do transporte público de passageiros que acessavam o aglomerado Cabana do Pai Tomás, em retaliação a ações policiais. Gabriel passou a ser presença constante no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro/RJ, área dominada pelo Terceiro Comando Puro – TCP, onde Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba, foragido da capital mineira, encabeçava o tráfico de drogas, sob autorização de Anderson Rosa Mendonça, vulgo Coelho.O criminoso foi preso em flagrante no dia 03/09/2024 durante uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, Rio de Janeiro/RJ, região de domínio do Terceiro Comando Puro. Na ocasião Gabriel encontrava-se na companhia de comparsas e as forças de segurança lograram apreender com os presos 07 (sete) fuzis, 05 (cinco) pistolas, drogas, carregadores, celulares e granadas. Presa no Rio, Bruna Neiva Clem Galdino era tesoureira da quadrilha. Sob ordens de Paraíba, ela agoa efetuando depósitos bancários relativos a produto da venda de entorpecentes, utilizando a própria conta bancária para movimentar valores da organização criminosa e realizando pagamentos em espécie para fornecedores de drogas ilícitas. Ela atuava diretamente na comercialização de entorpecentes e outras substâncias proscritas como lança-perfume, não se limitando a exercer a contabilidade do tráfico de drogas. O maior operador financeiro do bando era Judeudson Cleves Andrade. Suas ovimentações financeiras ao longo dos últimos anos alcançaram mais de R$12.000.000,00 (doze milhões de reais), sem que houvesse qualquer justificativa legal ou fática para tanto. FONTE: Relatório da Polícia Civil de Minas Gerais disponível no site Jusbrasil

Doca (CV) tem mais uma prisão preventiva decretada por homicídio de rival do TCP que caiu no ‘Tribunal do Tráfico’ em Belford Roxo

O chefão do Complexo da Penha, Edgar Alves de Andrade, o Doca ou o Urso, teve mais uma prisão preventiva decretada essa semana por conta de um homicídio cometido na comunidade do Castelar, em Belford Roxo. Outros cinco bandidos também são suspeitos do crime, entre eles, Soró, apontado como o frente da localidade. O crime em questão foi praticado em 30 de dezembro de 2023. A vítima foi José Cleiton Nunes Pereira. Consta da denúncia que o crime foi praticado por motivo torpe, na medida em que serviu para demonstrar a força e o poder da facção criminosa Comando Vermelho, sendo que a vítima foi identificada como ligada à facção rival denominada Terceiro Comando Puro, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi surpreendida quando estava próximo a uma “boca de fumo”, pela superioridade numérica e armada dos denunciados, os quais o levaram para ser submetido ao Tribunal do Tráfico e executado, sem quaisquer chances de defesa. Consta, ainda, que no mesmo dia os denunciados e um adolescente já falecido ocultaram e destruíram o cadáver da vítima, o qual não foi encontrado até a presente data. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Relatório policial dá mais detalhes sobre atuação de quadrilha capixaba baseada no Rio alvo de operação hoje no Complexo da Maré (TCP). COMO FUNCIONAVA A LAVAGEM DE DINHEIRO

Segundo mais um relatório da Justiça obtido pela reportagem sobre a quadrilha capixaba alvo de operação hoje no Complexo da Maré, , os líderes do bando, os Irmãos Vera” auxiliaram no desenvolvimento do Terceiro Comando Puro (TCP) no Espírito Santo.tendo como pressuposto a atuação baseada no tráfico ilícito de entorpecentes. Em razão da forte influência existente a partir do Estado do Rio de Janeiro, local em que o TCP surgiu, os Irmãos Vera passaram a extorquir de empresas locais prestadoras de serviços de internet e de fornecimento de água e gás o pagamento de valores como condição de atuação e, em alguns casos, até mesmo avocar, sob coação, violência e ameaça, a administração desses provedores e empresas, fundamentados e justificados pela condição de liderança do tráfico ilícito de entorpecentes. Tal fato, de extrema gravidade, demonstrou novo viés da influência do tráfico carioca no Espírito Santo, indicando que a criminalidade tem avançado cada vez mais na ocupação dos espaços socais, se inserindo na prestação de serviços gerais, como ocorre no estado do Rio de Janeiro, tendo o tráfico e as milícias se colocado como fornecedores de internet, gás, dentre outros, à comunidade sobre sua influência e em situação de vulnerabilidade social Foi possível extrair do aparelho de celular de investigados informações sobre a existência de contas bancárias utilizadas por um dos irmãos Vera para receber os valores ilícitos provenientes do tráfico de drogas e das extorsões praticadas, sendo então solicitado ao COAF (Conselho de Controle de Atividade Financeiras) o encaminhamento de Relatório de Inteligência Financeira vinculado ao investigado. foi possível constatar indícios concretos da participação dos investigados e de pessoas jurídicas a eles vinculadas em sofisticada rede de lavagem de capitais, existindo inclusive aparente “banco paralelo” com a finalidade de dar aparência lícita aos valores advindos da prática delitiva. Um dos envolvidos era parte fundamental no esquema de lavagem de dinheiro, sendo o responsável por receber valores decorrentes de extorsão a empresários, que implicam em uma rede de financiamento associada ao tráfico de drogas, além de possuir endereço no Rio de Janeiro, no local onde Nomeficou escondido antes de sua prisão. A análise de suas movimentações financeiras não deixou dúvida acerca da procedência ilícita dos valores movimentados em suas contas bancárias, tendo em vista a incompatibilidade com sua renda declarada. Essa pessoa era companheira do traficante Kamu e parte fundamental do esquema, auxiliando seu companheiro no recebimento de valores decorrentes de extorsão do tráfico de drogas, sendo sua conta uma das mais utilizadas pela ORCRIM para inserção do dinheiro no sistema financeiro.Uma outra mulher d dona da uma casa lotérica situada na região da Maré, no Rio de Janeiro/RJ (local onde um dos irmãos Vera estava homiziado), sendo esse estabelecimento uma das pessoas jurídicas que, em razão de seu fluxo de dinheiro em espécie, recebia depósitos de valores da ORCRIM. Consta nos autos que, apesar de ter recebido auxílio emergencial durante o período de pandemia, apresentou intensa movimentação financeira com valores absolutamente incompatíveis com sua renda, se utilizando de um esquema de lavagem de dinheiro por meio de pagamento de boletos.Outros dois participantes do bando verifica-se que ambos, utilizando de suas contas pessoais e de suas pessoas jurídicas, criaram uma instituição financeira que operava de forma paralela ao sistema bancário e ligado à facção TCP, lavando dinheiro ilícito do tráfico do ES e RJ, com um complexo esquema para diversificar as formas de introdução dos valores ilícitos no sistema financeiro. Para dissimular valores ilícitos, também utilizam a conta da filha menor tendo os relatórios de inteligência financeira apontado movimentação de milhões de reais. O dono de um provedor de internet se alinhou aos interesses da ORCRIM e se tornado parte dela, sendo o responsável por interferir deliberadamente no serviço de Internet das regiões sobre a influência do TCP e extorquir empresários, usando ainda métodos de sabotagem, como cortes de fiação, para forçar clientes a migrar para sua empresa. Além disso, o investigado estava auxiliando um dos irmãos Vera na aquisição de equipamentos para monitoramento, como câmeras, como forma de evitar as ações policiais e exercer controle nas comunidades em que estão inseridos Mais quatro citados na investigação integram a organização criminosa emprestando suas contas bancárias para recebimento de valores ilícitos, decorrentes de extorsão e tráfico de drogas, tanto aquelas cometidos sendo que os investigados residem no ES, em áreas dominadas pelo TCP. Sócios de uma loteria uanto receberam, por meio da pessoa jurídica, valores expressivos dos representados Nomee Nome, utilizando do fato de que casas lotéricas são negócios frequentemente utilizados na lavagem de dinheiro ilícito por lidarem com grande fluxo de dinheiro em espécie. Retira-se dos relatórios de inteligência financeira que a movimentação da lotérica é totalmente incompatível com sua renda declarada, bem como de seus sócios, chegando a movimentar, em um curto período (01/02/23 a 31/07/23), mais de 27 milhões de reais. FONTE: Relatório da Justiça do Espírito Santo disponível no site Jusbrasil

Traficantes Flamengo e Corinthians do TCP dividem bocas de fumo em favela de Caxias. O segundo comanda um esquema de roubo de veículos em que é exigido resgate das vítimas

Investigação revela como os traficantes Corinthians e Flamengo dividem o comando do tráfico na comunidade do Pantanal, em Duque de Caxias, reduto da facção criminosa Terceiro Comando Puro. No local, Corinthians controla três bocas de fumo: Zero, Geruza e Marquesa. Flamengo manda nas bocas do Barro Novo, B13, Favelinha, Jacapaz ou Terra Prometida. Na parte onde Corinthians comanda,, os roubos de (veículo, telefones e cargas) são liberados e quem comanda os roubos é o vulgo “Léo Morango. Corinthians ordena roubos de veículos nesta região, usufruindo de percentuais utilizados para abastecer a logística do tráfico de drogas na compra e distribuição de drogas e de armamento, bem como para proveito pessoal, Um dos destinos dos veículos subtraídos, conforme se vê no depoimento de uma vítima, quando não é o desmanche, é a própria devolução às vítimas e/ou seguradoras, mediante pagamento de valor extorsionário, denominado pelos criminosos como “resgate” Em um dos roubos, a vítima foi até a boca de fumo tentar reaver seu veículo e, por incrível que pareça, o bandido orientou o lesado a na delegacia fazer o registro de ocorrência e acionar o seguro, sendo certo que, após esse trâmite, o traficante faria contato com a vítima para negociar o pagamento do resgate Diamante é o segundo na hierarquia na parte da comunidade onde manda o vulgo Corintihans, Ele tem uma irmã “que vem a ser tesoureira, gerente do pó de R$ 5, R$40 e do crack. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site Jusbrasil

Investigação sigilosa apura se PMs vazavam operações para traficantes do TCP

A Polícia Militar informou em seu boletim que há uma investigação sigilosa desde 2020 denúncia que apura se PMs repassavam as informações acerca das operações aos traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) em troca de propina. Foi instaurada a Verificação Preliminar n.o 072/063/2020, No decurso desta investigação, foram adotadas diligências com a finalidade de identificar os policiais militares responsáveis pela prática.Desse modo, com base no Organograma de Desvio de Conduta e Vazamento de Operações Policiais da AIB/BPCHQ alguns policiais, praças e oficiais, foram apontados como possíveis contatos de vazamento de informações. Nessa toada foi requisitado ao Douto Juízo da Auditoria da Justiça Militar a quebra de sigilo de dados, interceptação telefônica/telemática e de ação controlada, a qual foi deferi- da nos autos do processo no. 0139875-79.2020.8.19.0001. Em decorrência do Ofício no. 1059/2020OF expedido pela AJMERJ, a interceptação em referência foi desenvolvida e operacionalizada pelo GAESP/MPRJ. A PM diz de aguardar o deslinde da investigação criminal e caso sobrevenha o oferecimento de denúncia e/ou à inauguração de um processo criminal com consequente sentença condenatória, esta possibilitará a apreciação da Administração Pública. FONTE: Boletim interno da PMERJ disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Relatório expõe trocas de comando no Morro do Dendê (TCP) ao longo dos anos e revela que comunidade poderá ter um novo ‘dono’ em breve

O Morro do Dendê é um dos complexos de favelas mais perigosos do Rio de Janeiro, tratando-se de região dominada pelo tráfico de drogas. A comunidade foi por anos dominada pela facção Comando Vermelho. Brigas internas resultaram no rompimento destes vínculos, época em que o traficante Noquinha, nacional narcotraficante, passou a chefiá-la sob a bandeira da facção ADA (Amigos dos Amigos). Em outra reviravolta, no ano de 2003, o traficante Fernandinho Guarabu junto com o vulgo Gil então membros da facção ADA, tomaram o poder de Noquinha “e viraram a “bandeira” da comunidade para o Terceiro Comando Puro. Sob o comando de Guaratub, o Dendê representa um dos quarteis generais da facção criminosa no Estado do Rio de Janeiro. E assim permanece, mesmo após a morte do seu líder, fato ocorrido em junho de 2019. Com a morte de Guarabu, Chapola passou a comandar a comunidade. Preso desde 2023, ele encontra-se custodiado na Penitenciária Industrial Esmeraldo Bandeira, mas há indícios de que, mesmo preso, Chapola ainda comanda de forma indireta seus subordinados e dita as empreitadas de sua facção criminosa. As investigações apontaram para Neves, como sendo a atual liderança (em liberdade) do tráfico de drogas no Complexo do Dendê, sendo considerado o segundo homem na hierarquia, obedecendo diretamente as ordens de Chapola. Chapola e Neves são conhecidos marginais e traficantes que impõem seus domínios por meio de combate armado arregimentando pessoas, formando uma gangue de marginais, inclusive indivíduos com aparência de adolescentes e crianças, que são arregimentados para trabalhares como “soldados”, portando armas de fogo e comercializando drogas; No Morro do Dendê, os traficantes se utilizam de barricadas, objetos que colocam nas vias públicas para impedir o trânsito de viaturas. São colocados trilhos, pedras, latas e galões de lixo; O traficante Didi assumiu papel de gerente-geral do tráfico de drogas no Complexo do Dendê. Atualmente ele responde principalmente pela compra de armamentos e triagem dos assuntos que ocorrem na [ comunidade e que merecem a atenção de Neves. Mesmo foragido há 20 anos, o traficante Didi vive uma vida de luxo e ostentações no interior da comunidade do Morro do Dendê, Em vídeo gravado no interior do Dendê, foi possível ver Didi realizando diversos disparos de fuzil a esmo e comemorando ao lado de diversos outros traficantes armados.Além disso, no vídeo é possível escutar um DJ/Locutor falar ao microfone: “O Pai tá no miolo”, fazendo clara referência à influência que Didi ostenta entre os moradores da comunidade, Há outros traficantes de importância no morro Um deles é Marreco. Ele ocupa a função de gerente-geral da Comunidade Guarabú. Ele é o responsável pela extorsão de motoristas de aplicativo em toda Ilha do Governador O outro é FB, que está preso. Ele chegou a ser indicado por Gil como o próximo chefe do Morro do Dendê. No entanto, como estava custodiado, Chapola e Neves assumiram o comando. Informaões de inteligência apontam que, com o iminente alvará de soltura, FB seria indicado pela cúpula do TCP como novo “dono” do Complexo do Dendê, visto que Chapola também se encontra custodiado e Neves não é bem visto pela facção criminosa. Neguinho da BW é o gerente-geral do tráfico de drogas na comunidade Boogie-Woogie. Ele é o responsável por determinar a extorsão de moradores da localidade. Ele também explora serviços de sinais de TV acabo, venda de botijões de gás, e seus homens praticam roubos de veículos, cargas. fonte: Relatório da Polícia Civil disponível no site Jusbrasil

Relatório da Polícia Civil destrincha guerra entre CV e TCP na Ilha do Governador

Um relatório da Polícia Civil obtido pela reportagem revela como é a guerra do tráfico na Ilha do Governador.  No bairro, pode-se apontar a presença do tráfico de drogas de duas facções rivais: Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), que constantemente entram em conflito por tomada de território.  Há registros de ocorrência que narram ataques “surpresas” entre as facções, onde dois ou três elementos, passando-se por usuários, se aproximam da boca de fumo e entram em rápido confronto com finalidade de se apoderarem dos fuzis que são utilizados na “contenção”.  Como consequência e reação, uma “boca de fumo” na área da outra facção, sofre o mesmo tipo de ataque, ambas causando morte e feridos em sua maioria.  Tais ataques são pontuais e não visam imediatamente a tomada do território, mas sim, se apropriar das armas utilizadas pela facção rival, tais ações deixam feridos e mortos entre membros das facções.  O Terceiro Comando Puro (TCP) tem por domínio territorial, cerca de 80% do Complexo do Dendê e Morro do Boogie Woogie, que avança geograficamente por toda parte central da Ilha do Governador e por toda sua extensão. O Comando Vermelho (CV) possui como domínio de território principal as comunidades: Comunidade do Barbante e Vila Joaniza, localizadas na entrada da Ilha do Governador, posicionadas aos redores das bases militares da Aeronáutica.  O traficante Chapola,  preso  no Estado de Minas Gerais, fpo apontado nas investigações como líder da facção criminosa local, com domínio territorial do complexo do Dendê, responsável pela exploração do crime de tráfico de drogas, extorsão, distribuição de sinal ilegal (gatonet) dentre outros. Com a sua prisão, assumiu o comando o bandido vulgo Neves que tem como principais assessores Neguinho, Flamengo, Pepa, Bomba,  As comunidades Barbante e Vila Joaniza, localizadas na entrada da Ilha do Governador, possuem estreita ligação com as lideranças do Complexo da Maré, formando um pool na prática de crimes.  Com as análises das ocorrências, pode-se afirmar, que em sua maioria os crimes de Roubo de Veículo, Roubo com retenção de vítima e de carga, além do Tráfico de Drogas, são praticados por elementos destas comunidades, assim como, do Complexo da Maré, esta, tendo em vista as rotas de fuga facilitadas pelas vias Linha Amarela e Linha Vermelha.  Em sua maioria, os crimes praticados por esta facção, limitam-se territorialmente suas práticas até a Praça do Avião, localizada na Estrada do Galeão, provavelmente em razão do rápido retorno ou saída da Iha do Governador.  As investigações apontam o elemento de vulgo “Cachulé, atualmente evadido do sistema penitenciário, como sendo líder do tráfico de drogas destas comunidades. Ambas as facções realizam a defesa de “seus territórios” fazendo uso de armas e barreiras físicas que impeçam a entrada da força policial, visando a manutenção e domínio na venda de drogas em toda sua área. As análises demonstram que tais territórios vem se expandido e tais facções a cada dia reforçam seu poderio bélico.   Na circunscrição desta unidade, notadamente pode-se verificar o aumento dos conflitos armados entre traficantes e policiais, assim como o aumento dos pontos de venda de drogas.  Há investigações em curso, demonstrando a existência do “disque-drogas”, serviço disponibilizado pelo tráfico para entrega delivery de drogas,Em outro curso da investigação, identificou-se o uso de máquinas de debito e crédito em vários pontos de venda de drogas, cuja finalidade seria a lavagem de capitais dos lucros obtidos com a ações criminosas.  Observa-se também, que as “bocas de fumo” passaram a ser posicionadas nas entradas das comunidades, mais próximas a “pista” e não mais no centro ou no alto da comunidade, e estas protegidas por elementos fortemente armados. Toda força armada do tráfico, assim como o gerenciamento na venda de drogas, é comandada a “longa manus” pelos líderes locais, que nunca se expõem diretamente em tais conflitos, mantendo se em segurança e ocultos no interior da comunidade. Devendo citar, que mesmo quando encarcerados, mantêm seus domínios através de contatos e ordem enviadas por linhas telefônicas celulares.  Em razão das facções possuírem delimitação territorial, pode-se facilmente identificar a “propriedade” e origem das drogas apreendidas ou vendidas, bem como dos armamentos utilizados nos conflitos, ou seja, por possuírem natureza territorialista e sendo facções rivais, pode-se atribuir por região, o controle, gerenciamento e o poder de mando de cada um dos identificados. Em conclusão, é possível afirmar que a venda, a estocagem, o uso dos armamentos, o posicionamento das “bocas de fumo”, o controle financeiro, assim como a aquisição de novas drogas a serem preparadas para a venda, somente é possível ocorrer em uma área delimitada, sob o comando e controle dos “líderes” locais FONTE: Relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro disponível no site Jusbrasil

INVESTIGAÇÃO REVELA DETALHES DA QUADRILHA DE PEIXÃO (TCP) E CONFIRMA QUE BANDO ATUA COMO NARCOMILÍCIA

Investigação feita no ano passado revela detalhes do funcionamento da quadrilha de Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, que comanda o Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. O bando. além de atuar no tráfico de drogas, atua em serviços, tais como fornecimento TV a cabo, internet e cobrança de taxas de funcionamento de comércio e serviços na região por eles denominada de Complexo de Israel (Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Pica-pau e Cinco Bocas) O grupo adotou práticas por vezes assemelhadas às típicas atividades de milícia privada, o que comumente vem sendo denominado de “Narcomilícia”. A organização visa a ampliação do domínio territorial por meio de verdadeiras guerras sangrentas ora contra os agentes do Estado, ora contra grupos criminosos rivais, Peixão é o principal líder, exercendo comando individual, sendo apontado de maneira uníssona, em diversos procedimentos, como o mandante de homicídios, torturas, invasões armadas à imóveis e regiões dominadas por facções rivais, além de montar e administrar toda a sistemática das arrecadações dos alugueres e taxas de funcionamento de comércio e serviços no denominado Complexo de Israel. Ressalta-se que foi sob o comando de Peixão que o Complexo de Israel se expandiu de forma significativa nos últimos anos, sendo hoje um dos criminosos mais temidos e procurados no Estado do Rio de Janeiro, com destaque não só para as práticas criminosas extremamente violentas, mas também para imposição da fé cristã aos moradores dos locais por ele dominados. Sardinha, irmão de Peixão, é seu braço-direito, sendo sua principal função na estrutura da organização atuar como liderança do tráfico de drogas na Comunidade de Parada de Lucas. Sardinha foi reconhecido por testemunha como uma das principais lideranças no Complexo de Israel. Noventinha, embora recluso exerce função de prestígio na hierarquia do Terceiro Comando Puro. Tal fato é corroborado por interceptações de mensagens de criminosos que pediam autorização para Noventinha de como proceder em questões de invasão a outras comunidades. Dessa maneira, mesmo de dentro da prisão, Noventinha mantinha contato com seus subordinados e coordenava ações de grande relevo da organização. Sombrão, da mesma maneira que Noventinha, atua de dentro do cárcere na coordenação de invasões a comunidades rivais e na execução de desafetos de Peixão. Ele exerce grande influência também na Comunidade Parque Paulista, em Duque de Caxias. Gaspar tem como incumbência gerenciar as bocas de fumo na Comunidade Cinco Bocas. . Além disso, foi identificado em imagens de rede social ostentando armas de grosso calibre, caderno de anotações do tráfico e gestos em alusão à facção TCP. Davi exerce a função de liderança do tráfico em uma das comunidades dominadas por Peixão fora do município do Rio de Janeiro, qual seja, a região conhecida como “Buraco do Boi” em Nova Iguaçu. Davi é titular do perfil no Twitter (atual X) “dvz_57” – twitter.com/davidduarte33, onde é possível vê-lo em pontos de vendas de drogas, no meio de outros narcomilicianos, ostentando armas de grosso calibre. Maridão MeteFilho ou Terror do Corolla atua como braço armado, de maneira mais recorrente, na Comunidade Cidade Alta. Ele aparece em rede social autointitulando-se justiceiro comunitário e comemorando morte de traficante rival, além de ostentar armas de fogo com a legenda “Os predinhos de cordovil nunca mais vai ter comando. Tamo em casa defendendo o projeto do homem contra tudo e contra todos” Além, disso antes da prisão de Sombrão, ele atuava como seu segurança, sendo reconhecido por testemunha nos presentes autos. Farinha tem como incumbência gerenciar as bocas de fumo da comunidade “Cidade Alta”, sendo um dos principais homens de confiança de Peixão, contando, inclusive, com segurança própria. Alan atua na estrutura da organização como segurança de boca de fumo, responsável por conter eventuais invasões de rivais e de operações policiais. Alan, em uma ocasião, foi responsável por fazer disparos contra guarnição da polícia militar que, por tentar fugir do trânsito, adentrou na Comunidade (IP nº 038-05771/2023). Josenildo exerce a atividade de cobrança de “taxas” para exploração de serviços de telecomunicações, distribuição de sinais de internet e transportes alternativos, de modo a angariar vultosa quantia mensal nos interesses do bando. Rogério. por sua vez, faz segurança armada nos interesses da facção atuante no Complexo de Israel, notadamente, na Comunidade da Cidade Alta. Ademais Rogério se autointitula um dos “frentes” do grupo criminoso. Jean Axl atua na função de “vapor do tráfico” sendo designado pelas lideranças da presente organização delinquencial para comercializar entorpecentes no interior da Comunidade da Cidade Alta, sendo lá encontrado com grande frequência. Geleia, Camarão e Jacó servem à organização criminosa como seguranças armados, sendo o primeiro descrito no incluso caderno investigativo como um dos mais violentos. Ressalta-se que por não ostentarem postos de maior prestígio no grupo possuem passagens pelo sistema carcerário mais breves, porém suas fichas criminais extensas reforçam o envolvimento destes com a traficância local. “Jacó”, no dia 02 de maio de 2022, acionou uma ambulância do SAMU para uma emergência no interior da comunidade, porém ao chegar no local abordou a técnica de enfermagem e o motorista do SAMU, exigindo-lhes que o retirassem do local porque estaria ocorrendo uma operação policial naquele momento Importante destacar que, por vezes, os popularmente conhecidos como “Soldados do Tráfico” exercem a função de segurança de criminosos de hierarquia superior dentro da quadrilha, sempre ostentando armas de fogo e outros utensílios bélicos Outrossim, foram identificadas a presença de menores de idade, integrantes da organização criminosa liderada por Peixão e que participam ativamente nos interesses desta, Atual braço armado da quadrilha, o traficante Nem Malucão não foi citado nesta investigação. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Veja como Beira Mar (CV) tomou um golpe e perdeu áreas para o TCP em Caxias. Traficantes receberam apoio de Peixão e hoje brigam com a milícia por territórios na cidade

Segundo um relatório da Polícia Civil da qual a reportagem teve acesso, em 2018, o narcotraficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, teria enviado uma carta ao criminoso vulgo Corinthians ou Di Austin, pedindo para que ele matasse o bandido vulgo Trem ou Flamengo. A carta, no entanto, caiu nas mãos de Trem. Após lerem a carta, Trem e Di Austin se juntaram e deram um golpe de estado em áres de Beira-Mar como o Barro Vermelho e passaram a integrar a facção criminosa Terceiro Comando Puro. O traficante Peixão deu suporte a Trem com armamentos e homens para evitar a retomada da comunidade por parte do Comando Vermelho. Na época de mudança da facção, havia cerca de 40 fuzis no Barro Vermelho, que mudou seu nome para Barro 3 e os próprios traficantes mudaram seus vulgos passando a se chamar Flamengo e Corinthians. Os vulgos de vários traficantes foram citados por uma testemunha como participantes da quadrilha como Baleado, Diamante (gerente geral),MT (vapor), LC, Xexa (gerente da boca de fumo da Marquesa),, Patinho, Yuri (vapor), Matheus (vapor), Amendoim (roubos de carga), Léo Morango (roubos de carga), Lilica (tesoureira), Monstrão (gerente da boca da Jerusa e tesoureiro de Flamengo),. Segundo as informações da testemunha, o TCP vem tentando expandir seu território na região e por isso estaria em guerra com milicianos que agem no Santo Antônio, Pilar, Vila Rosário, Morro do Sossego e Morro do Cacareco. Flamengo e Corinthians deram ordens para a tomada dos territórios com apoio de Peixão. Os bandidos inclusive teriam matado o miliciano vulgo Bruxo. Os assassinos seriam homens que trabalham para Flamengo e Corinthians. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site jusbrasil

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