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PM mandou para conselho de disciplina que poderá expulsar dois policiais que escoltavam Rafael Pulgão no dia de sua prisão

A PM decidiu submeter a conselho de disciplina, que pode levar a expulsão de seus quadros, de dois policiais militares que acompanhavam o ex-policial civil Rafael Pulgão quando ele foi preso na semana passada. No dia 23 de junho,, na Avenida das Américas, nas proximidades da estação do BRT Bosque da Barra. Na ocasião, uma equipe da PCERJ/DRFA, durante ação de inteligência voltada ao monitoramento de Rafael Luz Souza, vulgo “Pulgão”, obteve êxito em abordar, com o apoio da equipe do RAS Bairro Presente, do 31o BPM, o veículo VW Jetta, pla- ca KRH8C91, no qual se encontrava, entre os ocupantes, um soldado da PMERJ, que portava a pistola Glock, n.o de série BLNA, acautelada pela PMERJ, estando na companhia de Pulgçao -uma mulher. m No interior de um segundo automóvel, a saber, um Honda Civic, placa LTV8B39,encontrava-se outro PM, que conduzia o veículo, também portando armamento acautelado pe-la Corporação — uma pistola Beretta, no de série AA0164 —, estando acompanhado de um casal. Segundo publicação no boletim interno da PMERJ, verifica-se que os atos praticados pelos acusados revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar. Os militares em questão adotaram conduta incompatível com aquela esperada de ummembro da Corporação, em razão das máculas aos dispositivos administrativos citados, evidenciando per-fil inadequado para o exercício das atribuições, deveres e responsabilidades inerentes à função policial militar. Tem-se, ainda, que, horas antes da ocorrência, os veículos ora mencionados trafegavam untos pela região, o que refuta as alegações apresentadas pelos acusados. Vejamos: Dia 22/06/2025 – RJ – Rio de Janeiro – Avenida Borges de Medeiros Próximo ao n.o 1601 – sentido praia – FX 1. O veículo Jetta, placa KRH8C91, passou às 16h04min49s, enquanto o Honda Civic, placa LTV8B39, passou às 16h04min52s. Dia 22/06/2025 – RJ – Rio de Janeiro – Rua Mário Ribeiro Próximo à Avenida Visconde de Albuquerque – Sentido Praça Sibelius – FX 2. O veículo Jetta, placa KRH8C91, passou às 16h06min57s, enquanto o Honda Civic, placa LTV8B39, passou às 16h07min00s. Rafael Luz Souza, vulgo “Pulgão”, possui passagem pelo sistema carcerário estadual. Ademais, apresenta vasta ficha de antecedentes criminais, incluindo delitos comoExtorsão c/c Usurpação de função pública (Art. 158 e Art. 328, ambos do CP); Organização criminosa(Art. 288 do CP); Homicídio (Art. 121 do CP) e Ameaça (Art. do CP). Segundo a PM, não se mostra razoável — tampouco aceitável — que policiais militares, portandoarmamento acautelado da Corporação, sejam flagrados na companhia de indivíduo notoriamente identificado como miliciano, com atuação, supostamente, na Zona Oeste deste Estado e possuidor de diversas anotações criminais, além de passagem pelo sistema prisional. Tal conduta configura grave afronta aos princípios éticos, morais e legais que norteiam aatividade policial e é absolutamente inadmissível no seio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro,instituição que repudia veementemente qualquer tipo de relação entre seus integrantes e organizações criminosas, reafirmando o compromisso com a legalidade, a disciplina e a confiança da sociedade. É notório que a idoneidade moral, a conduta ilibada e o comportamento sem mácula, são oque se espera do policial, sendo exigível que sobre o mesmo nada se possa moralmente levantar. A expressão possui significado específico, pois, não se trata de mera boa conduta; o sistema está a reclamar do profissional de segurança pública um grau mais elevado em relação às demais profissões. À medida que pessoas se dedicam ao exercício de atividades especiais, também despertam atenção maior de parte da comunidade, afinal, estas passam a nutrir uma expectativa de comportamento de seus integrantes vinculadas à profissão exercida. Em serviço ou fora dele, ativo ou inativo, em formação ou já formado, o militar devemanter elevado padrão de disciplina e dignidade, e sua conduta moral deve ser pautada em função dos objetivos da Instituição. E um desses objetivos é a integridade moral. Por isso, todo policial militar, mesmo fora dos limites da órbita funcional, deve zelar por uma conduta irrepreensível, cumprindo com exatidão todos os deveres para com a sociedade, jamais descambando para atuar ao arrepio das leis e da ordem. O desertor envolvido no caso já está morto. FONTE: Boletim interno da PMERJ

Bandidos expulsos do PCC se aliaram ao CV e foram presos em Volta Redonda

Bandidos oriundos de Lorena (SP) que foram expulsos do Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvidos em homicídios contra antigos aliados buscaram refúgio em Volta Redonda após firmarem aliança com o Comando Vermelho, assumindo funções ligadas ao tráfico de drogas e à execução de rivais. Três deles foram.presos na Cidade do Aço qno momento que realizavam a venda de entorpecentes. Com eles, foram apreendidos 137 pinos de cocaína, 12 trouxinhas de maconha, 10 frascos de loló, dois rádios transmissores, dois celulares e R$ 68,00 em espécie. No interior do bloco G, apartamento 103, foram localizados os paulistas Carlos Henrique de Oliveira, de 22 anos; Matheus Henrique Ribeiro dos Santos, de 24 anos; e outro indivíduo, de 21 anos. Após consulta, foi constatado que havia mandados de prisão em aberto contra Carlos (Vara Criminal de Lorena) e Matheus (Comarca de Ubatuba), ambos por homicídio. O terceiro não possuía mandado e foi liberado após prestar depoimento. FONTE: imprensa da região

Justiça decretou suspensão de função pública de ex-porta voz da PMERJ acusado de invadir prédio sob alegação que iria prender Peixão (TCP)

A Justiça decretou a suspensão integral da função pública do ex-porta-voz da PMERJ tenente-coronel Ivan Blaz. Ele foi denunciado pelos crimes de constrangimento ilegal e invasão de domicílio. O episódio ocorreu em janeiro deste ano, em um prédio residencial no bairro do Flamengo, Zona Sul da capital fluminense. De acordo com a denúncia, Blaz coordenou uma operação de inteligência após receber denúncia anônima de que o narcotraficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, estaria visitando o pai em um apartamento no edifício. Na ocasião, Blaz era comandante do 2º BPM (Botafogo) e, mesmo sem mandado judicial ou indícios concretos de crime em flagrante, autorizou a operação e o ingresso forçado de policiais militares no imóvel.  O próprio comandante foi ao local, acompanhado de uma sargento, com quem simulou ser um casal, para tentar entrar no edifício, sem sucesso. Sem se identificar formalmente como policial e portando uma lata de cerveja, Blaz teve sua entrada negada pelo porteiro do prédio. Ainda assim, permaneceu nas imediações aguardando oportunidade para ingressar no local. Aproveitando-se da movimentação na garagem, forçou a entrada junto com os demais militares mobilizados.  Segundo os promotores de Justiça do GAESP/MPRJ, já no interior do prédio, o denunciado sacou sua arma e constrangeu o porteiro a deitar-se no chão, obrigando-o em seguida a acompanhá-lo em diligência por todos os andares. Blaz também determinou que dois moradores entregassem seus celulares e permanecessem sentados na portaria, sob vigilância da sargento que o acompanhava.   Segundo a Justiça, o crime foi praticado, em tese, em razão da função e da posição hierárquica do réu, mostrando-se imprescindível o afastamento do ora acusado tanto das atividades-fim, inerentes à função policial, quanto das atividades-meio, de natureza administrativa Blaz terá que cumprir medidas cautelares como a) Comparecimento trimestral em juízo para informar e justificar suas atividades, conforme artigo 319, I, do CPP; b) Proibição de manter contato, direta ou indiretamente, com as vítimas, testemunhas e/ou qualquer pessoa relacionada aos fatos objeto do processo, conforme o artigo 319, III, do CPP; c) Suspensão do porte de armas de fogos, devendo acautelar suas armas particulares e funcionais, que possam estar sob seus cuidados, nas RUMB da atual unidade em que está lotado; e d) Proibição de de se ausentar da Comarca onde reside, salvo autorização judicial, na forma do artigo 319, IV, do CPP. Oficie-se ao Comando Geral da Polícia Militar e a Corregedoria Interna da Polícia Militar para que sejam tomadas as providências cabíveis FONTE: MPRJ e TJ-RJ

Doca e Abelha são suspeitos da morte de homem no Chapadão (CV) acusado por eles de ser miliciano

Chefes do Comando Vermelho como Doca e Abelha além dos traficantes Meia Hora e Marcelinho são suspeitos do  homicídio de Pierry Rocha Marques Branco Segundo consta dos autos, a vítima teria sido executada por integrantes do tráfico de drogas na Comunidade do Chapadão, sob a alegação de que seria miliciano. A narrativa apresentada por uma  testemunha indica que ambos se dirigiram à comunidade para recuperar uma motocicleta, sendo que apenas ele foi liberado, enquanto Pierry permaneceu sob o domínio dos traficantes, culminando em sua execução. A autoridade policial fundamenta a representação na teoria do domínio final do fato, imputando aos representados a condição de líderes do tráfico local pediu a prisão dos criminosos. O Ministério Público, contudo, manifestou-se contrariamente à medida, sob fundamento de que ainda há diligências pendentes, especialmente a nova oitiva da testemunha a qual poderá esclarecer pontos relevantes para a elucidação dos fatos.  FONTE: TJ-RJ

Consórcio entre o CV e o PCC movimentou mais de R$ 250 milhões

Um consórcio das organizações criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital voltado para o abastecimento de armas de fogo e drogas para o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio , movimentou mais de R$ 250 milhões. O esquema é alvo de operação hoje da Policia Civil. Os dois alvos da ação foram capturados, nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. A investigação revelou uma rede de pessoas interpostas, empresas de fachada, contas bancárias de laranjas e logística interestadual para mobilização e dissimulação dos produtos e ativos ilícitos, com núcleos na capital fluminense e no Mato Grosso do Sul. A apuração contou com análise de conversas telemáticas, dados financeiros e laudos periciais. Foi constatado que Fhillip da Silva Gregório, o “Professor”, morto no início de junho, estava envolvido no esquema. Um dos alvos capturados, em Taubaté, interior de São Paulo, é uma mulher com ligações estreitas com o PCC. Com uma grande rede de contatos, ela era a interface do Professor com fornecedores de armas do Mato Grosso do Sul. A autora é também ex-esposa de um chefe da facção, preso no Rio em 2020, que atuaria diretamente na fronteira do Brasil com o Paraguai. O outro preso é o homem que atuava na mobilização dos recursos financeiros oriundos de transações ilícitas do CV. Ele coordenava pessoalmente a realização de eventos em comunidades, que eram uma maneira de mesclar ativos de origem lícita com outros advindos do tráfico, possibilitando a inserção no sistema financeiro sobre a aparência de receitas ilícitas.  A operação tem ainda o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão contra outros investigados, a fim de reunir elementos que possam auxiliar no inquérito. FONTE: PCERJ

CV atacou a Pedreira (TCP)

Traficantes do Comando Vermelho atacaram o Complexo da Pedreira (TCP), em Costa Barros, durante a madrugada. O baque partiu de integrantes da chamada Tropa do Arrascaeta do vizinho Complexo do Chapadão. Pelas redes sociais, foram divulgados áudios, vídeos e fala dos moradores sobre os tiros. O ataque ocorreu nas localidades da Casinhas, Terra Nostra e Bairro 13. FONTE: Realidade da Favela (Whatsapp)

Em áudio, traficantes da Serrinha (TCP) mandaram recado para PMs em operação. “Vocês fazem o de vocês e a gente o nosso. Não queremos machucar ninguém. Nossa guerra não é com o Estado e sim com o CV”

Áudio que circula nas redes sociais mostra supostos traficantes do Complexo da Serrinha (TCP) mandando recado para policiais que fizeram operação na comunidade neste fim de semana. Eles dizem que os PMs têm que fazer o deles e a “gente o nosso”, que não queriam “machucar ningué,m” e que a “guerra deles não é com o Estado e sim com o Comando Vermelho”. que estariam negociando a remoção de tropas policiais por rádio com supostos militares. Leia trechos Vocês estão fazendo de vocês, a gente está fazendo o nosso, monitorandoIsso aí, volta, volta , ah lá, o outro voltou,Isso aí mané, a gente não quer guerra com vocês não, isso aí volta, voltaAh lá, um, dois, três, quatro, cinco canasAh lá, levantando o braço. É para voltar irmão, a gente não quer guerra com vocês não;Pega o café de vocês aí, e sobeParou na padaria, parou na porta,É só subir irmão, pegou a visão, é só subir, sobe, sobePapo que a gente não quer machucar vocês, a gente tá tudo monitorando vocêsBagulho é vocês fazer de vocês e a gente o nosso, é só subir, pega essa rua, sobe, até o blindadoEles estão subindo aí, Estão me vendo aqui falando com eles, papo de homemBagulho é fazer de vocês e a gente o nosso,Se a gente quisesse machucar eles, machucava , a guerra não é com o governo não, nossa guerra é com o Comando Vermelho FONTE: Submundo Criminal (Telegram)

Relatório traz breve histórico do CV, sua estrutura, conselho (veja quem faz parte), regras (estatuto), caixinha, tráfico de drogas, armas, roubos e ações dos donos das favelas

Um relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro descreve como funciona a facção criminosa Comando Vermelho. O CV nada mais é do que um grupo de indivíduos que se organizam de forma paramilitar, com hierarquia e disciplina para a prática de um crime, geralmente o tráfico de drogas. Mas o comando vai muito além desse conceito sucinto de facção. Com divisão de tarefas bem definidas, estruturalmente ordenada, objetivando auferir vantagens mediante a prática de infrações penais que vão muito além do tráfico de drogas, o CV retrata uma organização criminosa muito bem delineada. Fundada por Rogério Lemgruber, no presídio Candido Mendes, na Ilha Grande e criada sob a égide do lema “Paz, Justiça e Liberdade”, a facção teve como um de suas primeiras medidas a instituição do caixa comum, alimentado pelos proventos arrecadados pelas atividades criminosas isoladas, um “dízimo”, que serviria para financiar fugas, custear advogados e amenizar as duras condições de vida dos presos, reforçando a autoridade e respeito do CV no seio da massa carcerária. A estrutura básica da organização assemelha-se a uma forma empresarial no que tange aos lideres que são verdadeiros gestores das condutas criminosas desenvolvidas por todo território do Estado do Rio de Janeiro. Neste sentido, é importante observar o conceito do “Conceito do Conselho do CV9(50(/+2·que é um corpo de membros eleitos ou designados que, conjuntamente, supervisiona as atividades da organização, zela pelo estatuto adotado e após opinião de todos toma as decisões de forma colegiada. Segundo investigação já realizada, a última formação que se tem conhecimento do Conselho seria composto (sua alta cúpula) por Marcio dos Santos Nepomuceno, Marcinho VP, Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira Mar” e Ricardo Chaves de Castro Lima, também conhecido pelos codinomes de “Fu”, “Fu da Mineira” ou “Playboy” também estaria na cúpula da organização. Para fazer com que suas decisões sejam respeitadas, os membros do dito conselho que integram o topo da hierarquia da facção se preocupam em se fortalecer também no aspecto financeiro. Assim, deve se destacar o conceito da caixinha do CV que é a formação de um verdadeiro “caixa forte” da facção e que se perfaz pela contribuição, em dinheiro, dada pelos líderes das favelas dominadas pelo comando vermelho. Tal caixa, tem como objetivos principais: a compra de armas, munições, drogas, financiamento de guerras, custeio de honorários advocatícios, custeio de despesas de visitas de presos, principalmente em presídios federais, dentre outros. Diante de tudo, nota-se que o berço histórico do CV se deu numa penitenciária e que, na atualidade, ainda são das penitenciárias de segurança máxima, que partem as ordens relativas a como os membros da facção em liberdade devem agir. Assim, é inevitável a constatação de que nada acontece nas ruas sem a aquiescência dos líderes das respectivas comunidades, bem como dos membros do conselho da facção que, quando presos, encontrar-se-ão acautelados nas penitenciárias federais bem como Penitenciária Gabriel Ferreira de Castilho (Bangu 3). Por fim, destaca-se que, para efeito de organização, a facção criou uma norma que nada mais são do que regras básicas de atuação e convivência. Com perfil expansionista e de repercussão internacional, a Organização Criminosa que domina o tráfico em diversas Comunidades, não para de crescer. Esse perfil é característica de suas origens. Na década de 90, o CV dominava 90% das favelas do Rio de Janeiro, Em nível Brasil, o Narcotráfico tem movimentações financeiras significativas e números de violência alarmantes. Podemos afirmar que o Comando Vermelho é uma das Facções mais violentas que atuam no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro atualmente. Durante anos de atuação das Forças de Segurança no combate ao narcotráfico observou-se que as Comunidades do CV contam com um enorme aparato de fornecedores de armas, munições e drogas. Estes fornecedores possuem rotas de entrada e distribuição para os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espirito Santo muito bem estruturadas. Estes fornecedores são os responsáveis em trazer armas e drogas dos Países fronteiriços e fazerem a distribuição para os grandes centros como o Rio de Janeiro onde estão localizadas as maiores Organizações Criminosas do País. Cabe ressaltar aqui que, um grande entreposto dos “importadores” das drogas e armas é o Estado do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estes chamados “importadores” são os criminosos que possuem alta influências nos Países fronteiriços negociando com os traficantes internacionais de armas e drogas, alguns daqueles auferem tanto lucro que ampliam seus negócios adquirindo fazendas e propriedades naqueles Países e iniciam sua própria produção. São Paulo é a rota comum dos matutos para que a mercadoria chegue até o Rio de Janeiro. Chegando ao Rio de Janeiro através das vias principais, Av. Brasil; Linha Vermelha proveniente da Presidente Dutra e Washington Luis, as drogas e armas também chegam por via marítima. Essa grande importação faz com que o narcotráfico necessite de uma maior liquidez para comprar a mercadoria, suprir as perdas e para manter a caixinha da Facção, o que causou aumentos das modalidades criminosas nas quais o tráfico atua. Os líderes das favelas auferem lucros primordialmente com o tráfico de drogas e secundariamente com os delitos de roubo de cargas e roubo de carros. Os roubos de carros e de cargas são um “negócio” que traz apenas vantagens à organização criminosa, uma vez que não dispende de grandes investimentos e os lucros são garantidos, tendo em vista que, via de regra, já se forma uma relação de receptadores que sempre estão dispostos a pagar pelo produto roubado.Os fuzis utilizados pelos traficantes são comprados em sua grande maioria nos Países fronteiriços ao Brasil e são utilizados para isto o dinheiro oriundo da venda de drogas, da venda de cargas roubadas, veículos roubados semi-novos e veículos 0km (modalidade em crescimento no estado com o roubo de caminhões cegonha). O tráfico de armas é um negócio que também movimenta milhões de dólares, só perdendo para o de drogas. Calcula-se que das 17 milhões de armas que existem no país, 4 milhões estejam nas mãos do crime organizado. Tanto as drogas como as armas

Operação na Serrinha (TCP) afugentou traficantes do TCP e CV voltou a ocupar todo o Juramento

Segundo relatos nas redesvsociais, os traficantes do TCP sabiam da operação ocorrida ontem no Complexo da Serrinha, em Madureira, e que ela poderia se estender para as comunidades da Primavera e do.Morro do Juramento, Por conta disso, eles saíram das localidades ocupadas e teriam ido para outras comunidades da mesma facção, como as favelas de Acari, Amarelinho e Complexo da Pedreira, para evitar possíveis perdas de armamentos e criminosos que estão participando das invasões ao Juramento. Devido a esse deslocamento de criminosos, os traficantes do CV conseguiram retomar algumasl ocalidades que estavam em poder de criminosos do TCP no morro do Juramento. Segundo informações, durante a noite , alguns criminosos já voltaram para as comunidades de Vaz Lobo, Madureira, e Cavalcante, podendo haver novos confrontos na região pois o TCP ainda não teria desistido do Juramento.

Investigação que culminou em operação hoje contra PMs começou depois que homem denunciou que policiais lhe exigiram R$ 6.000 para que seus bens fossem liberados

A investigação sobre os PMs alvos de operação de hoje do Ministério Público Estadual começou depois de que um homem que prestou declarações, em sede de delegacia de polícia judiciária militar, em 09/06/2021, ocasião em que informou ter sido abordado de forma truculenta por duas equipes da Polícia Militar, tendo inclusive sido algemado, àquela mesma data. Narrou que os policiais teriam lhe exigido a quantia de R$6.000,00, empregando contra a vítima diversas ameaças. O valor deveria ser transferido, via Pix, A vítima, na ocasião, informou aos policiais que não teria o aplicativo para poder fazer a transferência, o que ocasionou xingamentos e intimidações por parte dos agentes, segundo relato da vítima. Em seguida, afirmou que os policiais subtraíram alguns bens que estavam com ele (relógio, celular, chave de carro e dinheiro) e deram o prazo de meia hora para que fosse em casa e trouxesse o valor de R$ 6.000,00, a fim de que seus bens fossem liberados. O homem ao chegar em sua residência, fez contato via 190 e, após, foi ao 39º BPM. Os policiais militares, supostamente envolvidos e ouvidos em sede policial, negaram a prática do delito narrado pela vítima. Desta forma, foi tomada a medida de afastamento do sigilo bancário afim de elucidar a movimentação bancária referente ao CPF do Pix. A operação de hoje veio a tona em razão de fatos recentes em que uma outra em juízo, declarou ter sido procurada por pessoas que sabe serem envolvidas em práticas criminosas, a fim de que não falasse a verdade em seu depoimento em Juízo. Por conta disso, a Justiça determinou a suspensão cautelar da função pública dos acusados e, subsidiariamente, a suspensão da atividade-fim dos réus, proibindo-lhe de exercerem suas atividades no 39º BPM, . Compulsando-se os autos, constata-se que assiste razão parcial ao Ministério Público. A vítima, em Juízo, relatou fatos novos que demonstram a necessidade de adoção de medidas cautelares, a fim de preservar a instrução criminal e a futura aplicação da lei penal, notadamente em razão das supostas tentativas de impedi-la de falar a verdade em juízo, bem como impedir eventual reiteração de condutas criminosas. Tratam-se de fatos novos, até então desconhecidos, e que justificam a adoção de medidas cautelares para garantia da ordem pública, sem violar direitos fundamentais dos acusados ao impor-lhes medida cautelar mais gravosa que a adequada ao caso, qual seja, a prisão preventiva. Por outro giro, a suspensão parcial da função pública é mais proporcional e adequada. Antes de os policiais serem presoss, a Justiça havia determinado, até a sentença definitiva ou ordem de contra-cautela, que eles não poderiam ser escalados na atividade policial (atividade-fim), mas somente em serviços prestados exclusivamente nos ambientes internos da PMERJ, bem como não poderão exercer tais atividades no âmbito do 39º BPM. Eles tinham também que cumprir a seguinte medidas: a) Proibição de se aproximar ou procurar pela vítima e testemunhas desse processo, bem como seus familiares, por qualquer meio, ainda que indiretamente. FONTE: TJ-RJ

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