Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Notícias

Traficantes do CV do Rio são suspeitos de extorsão na Bahia

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em conjunto com a Polícia Civil da Bahia fazem uma operação, nesta segunda-feira (06/10) contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. Os narcotraficantes são responsáveis por extorsões no estado nordestino. Os mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos em endereços da Zona Norte do Rio e, até o momento, uma pessoa foi presa. De acordo com as investigações, o grupo era responsável por extorsões, mediante a cárcere privado. Os crimes eram cometidos na Bahia. O criminoso preso nesta segunda, foi capturado com tornozeleira eletrônica e possui extensa ficha criminal, com diversas passagens por crimes graves praticados ao longo de duas décadas. Ele acumula anotações por roubos, a transeuntes e a residências, além de roubo de carga, tráfico e associação para o tráfico de drogas, receptação, desobediência e lesão corporal causada por atropelamento. As diligências estão em andamento nos bairros do Jacaré, Triagem e Maria da Graça. FONTE: Polícia Ciivl do RJ

Ônibus foram incendiados por ordem de bandidos em Vargem Grande

A Polícia Militar informa que, de acordo com o comando do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), neste sábado (04/10), policiais da unidade foram acionados para verificar uma ocorrência na Estrada dos Bandeirantes, na altura de Vargem Grande, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. No local, as equipes encontraram dois coletivos incendiados, em pontos distintos da via. Segundo informações, indivíduos armados bloquearam a pista com os veículos, atearam fogo e fugiram. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. As equipes realizaram buscas pelos responsáveis, mas os criminosos não foram localizados. O policiamento foi reforçado em toda a área. A ocorrência foi registrada na 42ª DP. Segundo relatos, a ordem para atacar os coletivos teria partido do traficante vulgo GB, que é o líder do Terceiro Comando Puro na região. Cricula boatos de que uma guerra pode estourar a qualquer momento na área, recentemente bandidos do Complexo da Maré e Complexo de Israel e Complexo da Serrinha (TCP) foram reforçar as comunidades de Vargem Grande, enquanto bandidos da Cidade de Deus, Complexo da Penha, Gardênia Azul e Praça Seca (CV) foram reforçar Vargem Pequena, onde se concentram as comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. FONTE: PMERJ e Grupo Submundo Criminal (Telegram)

Ataque de traficantes do TCP deixou três baleados na Tijuca

Três pessoas foram baleadas na tarde deste sábado na Tijuca, na Zona Norte do Rio. Segundo relatos, bandidos do Morro da Casa Branca (TCP) foram até uma oficina localizada na Rua São Miguel, área que fica entre os morros do Borel e da Casa Branca. Ao chegarem no local, os criminosos efetuaram diversos disparos para dentro da oficina. Informações dão conta de que os traficantes teriam recebido a notícia de que um rival do Borel (CV) estaria escondido no local. Uma das pessoas baleadas está em estado grave e foi socorrida para uma unidade de saúde próxima. Moradores relatam que os feridos não têm qualquer envolvimento com o tráfico, podendo ter sido vítimas de confusão. A situação gerou pânico. Imagens de uma câmera de segurança mostraram o momento em que um criminoso efetuou diversos disparos de fuz!l em direção aos rapazes que estavam em cima de motos que estavam no estabelecimento. A Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região. A tensão entre facções na região da Tijuca vem crescendo, principalmente em áreas de divisa entre comunidades dominadas por grupos rivais. Moradores vivem sob constante medo de novos confrontos. FONTE: Grupo Pega Visão RJ (Telegram)

Como era a atuação de uma das maiores quadrilhas que forneciam armas para facções criminosas do RJ. Grupo agia desde 2022 mas só este ano foi aberto processo criminal contra os envolvidos

Depois de dois anos de descoberta a atuação de uma quadrilha que trazia armas de outros estados para serem vendidas à facções criminosas no Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça abriu processo contra os envolvidos. A investigação revelou a atuação do bando entre novembro de 2022 e março de 2023, em diversas unidades da Federação. O foco principal do grupo era, em suma, o comércio ilegal de arma de fogo, relativo ao transporte, à exposição à venda e ao fornecimento de armas de fogo, acessórios ou munições, inclusive de uso proibido ou restrito, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Em março de 2023, o grupo sofreu um grande desfalque com a apreensão na Rodovia Presidente Dutra de 13 pistolas com kit rajada de calibre 9mm, todas com numeração de série suprimida por intensa ação mecânica, 31 (trinta e um) carregadores, sendo 11 estendidos e 20 normais, todos de calibre 9mm com 30 munições, além de 1 (um) fuzil calibre 762mm, 4 (quatro) carregadores cilíndricos calibre 556, com capacidade para 100 munições cada, 01 (um) carregador calibre 7,62mm, estes de uso proibido. A atuação da associação, ademais, tinha abrangência interestadual, pois os serviços (as rotas) tinham origem, normalmente, no estado do Paraná, mais precisamente em Foz do Iguaçu, e destinos intermediário e final, frequentemente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, o que inclusive justificava toda a dinâmica relacionada aos aluguéis dos imóveis e automóveis, para viabilizar o transporte do armamento. O líder do bando era um homem chamado Mateus. Ele selecionava e repassava os serviços e encomendas, definia as rotas das viagens, controlava a movimentação e a atividade dos demais integrantes, escolhia os executores dos “serviços”, autorizava pagamentos e estabelecia conexões com os adquirentes e recebedores das armas de fogo comercializadas, além de também orientar os demais integrantes, para que demonstrassem cautela em suas atividades. Mais especificamente, ele definia as datas e os motoristas dos transportes das cargas de armamento, autorizava o uso dos automóveis alugados pela associação e definia e repartia os valores pagos pelas entregas feitas. Sua esposa, Thaís, era por sua vez, a responsável pela locação dos veículos utilizados no transporte das armas de fogo, munições e acessórios, assim como pela locação dos imóveis que eram usados pelos demais integrantes. Para além disso, ela também realizava pagamentos em nome ou em virtude de orientação de Mateus. O denunciado Pedro atuava pessoal e diretamente no transporte das armas de fogo, acessórios e munições, na locação dos veículos, na realização de entregas e no recrutamento de outros indivíduos para a associação (como demonstram os diálogos mantidos por ele com outros indivíduos, como o identificado pelo vulgo Sheik). No desempenho de suas tarefas, o demandado mantinha contato frequente com Mateus, de quem recebia orientações e para quem prestava contas sobre os serviços realizados. A denunciada Brenda, por fim, também desempenhava tarefas relacionadas ao transporte e fornecimento do armamento e estava direta, estável e conscientemente envolvida nas atividades do grupo criminoso. As estratégias do grupo eram (1) a locação de veículos e imóveis por pessoas que não conduziam os automóveis alugados nem se hospedavam diretamente naqueles bens; (2) o uso de grupos de aplicativos de mensagem, para compartilhamento, em tempo real, de informações sobre fiscalizações feitas pela PRF, e o uso de “batedores” – pessoas que se deslocava à frente dos comboios que transportavam as armas -, para que monitorassem o trajeto e alertassem sobre possíveis intervenções policiais; (3) uso de comunicação e linguagem velada – uso do termo “chuteira” para referencias a armas, e a supostas empresas, para disfarçar as demais atividades; (4) uso de diversas linhas telefônicas e de pessoas interpostas, para dificultar o rastreamento das atividades do grupo. ilegalmente comercializado. A apuração realizada pela autoridade policial revelou que, no período mencionado da atividade da associação criminosa, diversas viagens interestaduais foram realizadas, para transportar armas de fogo de uso restrito. Entretanto, além das viagens, os denunciados, nesse interregno, planejaram outros serviços e trocaram informações sobre os objetivos da associação e formas de auferir renda e expandir suas atividades, por meio de novas coletas e fornecimento de armamentos e a cooptação de outros integrantes para o grupo (como demonstram os inúmeros registros de contatos constantes dos autos, especialmente da Informação Sobre a Investigação, As provas obtidas durante a investigação ainda revelaram que os armamentos eram fornecidos a outros grupos criminosos, inclusive a facções criminosas com atuação na cidade do Rio de Janeiro. Em diversos momentos, os denunciados, especialmente os denunciados Pedro e Mateus, se comunicaram com os destinatários das cargas, e os registros desses contatos revelam a vinculação entre os interlocutores. FONTE: TJ-RJ

Tribunal de Justiça do RJ reúne em seu site detalhes da investigação sobre a atuação do CV em Petrópolis, quadrilha que foi alvo de operação ontem do MPRJ e da Polícia Civil. CONFIRA TUDO QUE FOI DIVULGADO

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro divulgou em seu site informações a respeito da investigação sobre a atuação do Comando Vermelho em Petrópolis, que foi alvo ontem de uma operação do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil. A apuração começou depois da prisão de um traficante conhecido como Kayky que confirmou que as drogas eram fornecidas por um bandido vulgo Nóia e declarou que ambos atuavam sob o comando de Macumbinha recebendo pagamentos semanais por suas atividades ilícitas.Diante destas informações, foi deferida pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Petrópolis a quebra de sigilo dos dados do telefone celular de Kayky possibilitando a extração e análise dos arquivos do aparelho. A análise dos dados, notadamente das conversas no aplicativo WhatsApp, evidenciou a existência de associação criminosa voltada para a prática do tráfico de drogas no bairro Madame Machado, coordenada pelo grupo denominado “Anotações”, composto por Kayky, “Junior”, “Primo” e outros 26 membros. Ficou constatado que o grupo “Anotações”, sob o comando de “Primo”, coordenava a distribuição de drogas da comunidade para outros traficantes e usuários, sendo Kayky e “Junior” responsáveis pela entrega na região de Itaipava, sempre prestando contas a “Primo”. A análise das conversas revelou a utilização de um email como chave PIX para recebimento de valores oriundos do tráfico, cuja investigação permitiu identificar que tal conta e o terminal pertenciam a Macumbinha. O material obtido da conta de e-mail de “Macumbinha” demonstrou de forma clara e inequívoca a participação direta do acusado na associação criminosa, bem como sua liderança em diversos grupos criminosos, sempre coordenando o tráfico e o armazenamento de drogas. Macumbinha possuía recentemente dois aparelhos celulares, iPhone 13 e Xiaomi Redmi 13C, associados a novas contas de e-mail, permitindo rastrear suas comunicações e a estrutura de comando do grupo criminoso. A análise das mensagens extraídas dos celulares evidenciou o fluxo do tráfico de drogas, desde o transporte até a distribuição final aos traficantes locais, demonstrando amplo acesso a armas de fogo e retaliação a inimigos. Dentre os operadores do grupo, destacam-se Nem, primo de Macumbinha, responsável pelo transporte de drogas entre Parque União e Petrópolis, e Nóia, encarregado pelo armazenamento e distribuição em Madame Machado. A prisão de um traficante chamado Marcos VInicius confirmou as informações e sua atuação associada à facção Comando Vermelho e o monitoramento policial via grupo de WhatsApp denominado “Madame Jogo10”. A associação conta com a colaboração de um PM , que recebe pagamentos do grupo e informa a posição das viaturas, inclusive com a instalação de GPS em veículo policial, evidenciando a complexidade e a organização da rede criminosa. Ao todo, foram identificados 54 traficantes associados e dois colaboradores, incluindo o Policial Militar, atuantes nas localidades dominadas por “Macumbinha. A análise conjunta das provas demonstra a existência de uma estrutura organizada, hierarquizada e coesa, composta por liderança, gerência geral, gerentes de área, pilotos e “vapores”, atuando de forma coordenada na distribuição, comercialização e controle financeiro das drogas na região de Madame Machado, Nogueira, Secretário, Araras, em Petrópolis. Restou evidenciado, portanto, que todos os acusados integraram associação criminosa voltada ao tráfico de drogas, com divisão clara de funções, controle logístico de estoques, distribuição de drogas e arrecadação de valores. A rede de distribuição de drogas é liderada por Macumbinha, que coordena todas as atividades ilícitas, incluindo compra, transporte, armazenamento, venda de drogas e movimentação financeira dos lucros. A organização atua em diversas localidades de Petrópolis, nas regiões de Nogueira, Araras, Secretário e Madame Machado, mantendo uma estrutura hierarquizada e funções definidas para cada integrante. Nucleo Madame Machado Nóia – – ocupa a posição de “gerente geral” do núcleo de Madame Machado, atuando como braço direito de “Macumbinha” e sendo responsável pela distribuição de drogas na Região Serrana. Ele recebe entorpecentes provenientes da comunidade do Parque União e os armazena em pontos restritos denominados “tretas”, localizados em Madame Machado, de onde são retiradas as cargas sob ordens de “Macumbinha”. Ele é responsável por retirar as metas semanais estabelecidas por “Macumbinha” e distribuí-las aos “pilotos do tráfico”, que redistribuem as drogas para toda a região de Itaipava, incluindo os gerentes locais. Mantém o controle da contabilidade de todos os gerentes do tráfico em Madame Machado, recebendo prestações de contas – no jargão criminal, “batendo o caderno” – assegurando a organização financeira da associação criminosa. Também comercializa sua própria carga de drogas, fato evidenciado pelos pagamentos efetuados de sua conta bancária para a conta utilizada por “Macumbinha”, registrada em nome de seu primo Nem”, evidenciando articulação financeira e operacional entre os membros da organização. Além das funções de recebimento, armazenamento e distribuição de drogas, é responsável pelo recolhimento do dinheiro em espécie proveniente das vendas realizadas pelos gerentes e demais traficantes da região de Madame Machado. Parte do lucro obtido com a comercialização das drogas é transferida diretamente por cada traficante para a conta indicada por “Macumbinha”, enquanto outra parte é recolhida em espécie por pessoas de confiança em cada região. Na localidade de Madame Machado, Nóia centraliza o recolhimento dos valores, encaminhando posteriormente o montante ao acusado Flávio da Silva encarregado de efetuar depósitos em diversas contas bancárias indicadas por “Macumbinha”. A análise dos dados extraídos do terminal evidenciou anotações detalhadas sobre cargas adquiridas, valores pagos e montantes ainda em aberto, fornecendo controle completo da contabilidade dos traficantes da região. As informações são constantemente enviadas por “Macumbinha a Nóia assegurando a supervisão direta do líder sobre todas as transações e movimentações financeiras da associação criminosa. oram encontrados comprovantes de depósitos enviados por Nóia a Macumbinha evidenciando pagamentos efetuados para a aquisição de sua própria carga de drogas. Sapex – atua como gerente de área da região de Madame Machado, contando com “vapores” que trabalham diretamente para ele. Realiza repasses de parte do lucro da venda de drogas em espécie a Nóia e efetua transferências via Pix diretamente para “Macumbinha”, demonstrando vínculo financeiro e hierárquico com a liderança da organização. Conversas extraídas do terminal de Sapex evidenciam o controle detalhado sobre as vendas e valores devidos, bem como o repasse de

Traficante do CV chefe da quadrilha alvo de operação ontem foi acusado de ameaçar gerente de provedor de internet em Petrópolis de botar fogo em equipamentos se não pagasse taxa

O chefe da quadrilha de traficantes do Comando Vermelho que atua na Região Serrana alvo de operação ontem, o vulgo Macumbinha, foi acusado há alguns anos de ligar para o gerente de uma empresa que fornecia sinal de internet exigindo uma quantia em dinheiro da firma para continuar com o serviço, segundo o depoimento de uma testemunha à polícia. O traficante disse que se não fosse pago um valor, ele determinaria que fosse colocado fogo nos equipamentos, além de quebrar equipamentos e retirar todo o cabeamento; Com medo, o gerente acabou pedindo demissão da empresa, pois residdia em Araras, na localidade Poço dos Peixes, e por isso temia represálias.O gerente chegou a gravar com o seu aparelho celular pessoal duas ligações realizadas por Macumbinha. O bandido chegou a dizer em uma delas que outros traficantes de outras localidades, fariam contato para cobrar quantias para que a empresa pudesse seguir com o fornecimento de seus serviços; Por ordem do dono da empresa, o gerente disse que não cederia às ameaças e o traficante , que seguiria com o prometido, ou seja, começar a danificar todo equipamento, Macumbinha se apresentou à vítima como dono dos Bairros de Araras, Secretário, Laginha e Madame Machado A Justiça, no enntato, atendendo um pedido do Minstério Público Estadual arquivou o caso. FONTE: Polícia Civil do RJ

Mãe e filha foram assassinadas em Tanguá. Suspeito do crime se matou

Aline dos Santos, de 36 anos, e a filha Gabrielle dos Santos, de 15, foram mortas a tiros dentro de casa, no bairro Mangueirinha, em Tanguá. O principal suspeito, o namorado de Aline, Moisés Belmont, de 66 anos, se matou dentro do carro, em Rio Bonito. De acordo com as investigações preliminares, o autor do duplo homicídio é o empresário de Rio Bonito, Moisés Belmont. A motivação para o crime teria sido uma denúncia de abuso sexual registrada pela adolescente contra o agressor. A denúncia também incluía a irmã mais nova da vítima, de apenas dez anos. Informações apontam que, ao saber que havia sido denunciado, o empresário se dirigiu à casa da família em um veículo Fiat Fastback cinza-chumbo. No local, ele efetuou os disparos que mat@ram mãe e filha instantaneamente. Após cometer os assassinat0s, Moisés tirou a própria vida. A Polícia Civil está investigando o caso para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

Dois mortos e um ferido em Rio das Pedras (milícia). Todos eram inocentes. CV foi ao local para matar miliciano

Três pessoas foram baleadas na noite dessa quinta-feira (02/09) na Rua Nova, sentido Correio, na comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio. Entre as vítimas estão uma idosa, que foi atingida na cabeça e morreu no local, e um adolescente, baleado na garganta, que também não resistiu aos ferimentos. Um entregador de farmácia foi atingido, mas sobreviveu e foi socorrido para uma unidade de saúde da região. A Polícia Militar foi acionada e investiga as circunstâncias do tiroteio. Ainda não há informações oficiais sobre a origem dos disparos. Segundo o que circula nas redes sociais, traficantes do CV foram ao local para tentar matar o miliciano Kauazinho, mas acabaram matando dois inocentes e baleando uma terceira pessoa.

Confira agora a investigação completa do escândalo de corrupção no batalhão de Belford Roxo em que PMs extorquiam comerciantes e empresários em troca de segurança. Leia diálogos e como os agentes suspeitos conseguiam angariar vítimas para o esquema. 11 foram levados a conselho de disciplina e poderão ser expulsos

A PM decidiu submeter a conselho de disciplina que poderá expulsar 11 policiais que atuavam em Belford Roxo envolvidos emum esquema de apadrinhamento‖ de comerciantes no qual eles e empresários de diversos ramos — bares, mercados, farmácias, postosde combustíveis, faculdades, funerárias, mototáxis, feiras livres, clínicas, lojas de material de construção e até, em tese, repartições públicas efetuavam o pagamento de quantias periódicas, geralmente semanais, em contrapartida à prestação de uma cobertura policial diferenciada. O funcionamento do esquema era meticuloso e corriqueiro. Viaturas eram direcionadas de forma seletiva aos estabelecimentos que mantinham pagamentos, realizando rondas mais frequentes nesses pontos. Policiais se apresentavam nos comércios para ―tomar uma água‖ ou ―fumar um cigarro‖ com os proprietários, simulando uma visita amistosa, mas, na realidade, cultivando uma relação ilícita e reforçando o vínculo do chamado ―apadrinhamento. Na transcrição extraída do aparelho celular do cabo Maia, este expõe ao cabo Lameira dinâmica do esquema, instruindo-o acerca da inclusão de um novo comerciante ―apadrinhado‖. ―Coé, Lameira. Tu passou lá no depósito, do lado da Câmara dos Vereadores. Lá é Galo, beleza? Porque o maluco não te conhece. Ele fechou agora também. É, então. Aí tu passa lá depois de novo. E durante a semana é aquele esquema: de vez em quando dá umapassada lá, entendeu?! Tomar uma água, dar um alô, fumar um cigarro, bater um papo. Aquele normal de Padrinho. Já é? Valeu, tamo junto‖. Esse diálogo demonstra que não se tratava de mera cortesia ou de auxílio pontual, mas de um sistema criminoso regular e estável, estruturado em pagamentos semanais, com valores previamente fixados e acontrapartida concreta de policiamento especial. Tal dinâmica, ao contrário do que a Corporação dispõe à sociedade cotidianamente, inverte a lógica da segurança pública — que deve ser universal, gratuita e impessoal — transformando-a em um privilégio reservado aos que pagavam. Mais grave ainda, conferia aos “padrinhos” acesso direto e privilegiado aos policiais, que podiam ser requisitados quase como em um serviço particular de segurança. O Ministério Público, ao denunciá-los, entendeu que esse grupo de policiais militares tratava-se de uma organização criminosa, a qual possuía estrutura ordenada e funcional, com clara divisão de tarefas que abrangiam: (i) recrutamento de novos ―padrinhos‖; (ii) recolhimento dos valores pagos; (iii) atendimento prioritário a chamados e patrulhamento direcionado; e (iv) partilha periódica dos lucros obtidos. Embora houvesse essa divisão, as funções não eram rígidas, permitindo que qualquer integrante assumisse diferentes papéis conforme a necessidade, de modo a assegurar que os interesses dos pagadores fossem sempre atendidos, independentemente da escala de serviço. Outro aspecto relevante foi a capacidade de perpetuação da atividade ilícita diante das mudançasnaturais de lotação no batalhão. A cada substituição de policiais, os que deixavam o setor transmitiam aosrecém-chegados uma lista de ―padrinhos‖, contendo a identificação dos estabelecimentos, os valores ajustados e a periodicidade de recolhimento. Esse revezamento contínuo de militares estaduais demonstra que o esquema estava enraizado naRP do Setor Alfa do 39o BPM, que sobrevivia às trocas de efetivo e à passagem dos policiais, revelando ummodelo duradouro. Do mesmo modo, constatou-se que os ―padrinhos‖ identificados situavam-se, em regra,dentro da área de policiamento daquele setor, o que reforça o vínculo territorial da atividade ilícita. Os elementos de convicção colhidos também evidenciam que os acusados mantinham relações estreitas com milicianos atuantes em Belford Roxo/RJ, reforçando a similitude do esquema com a famigerada ―taxa de segurança‖ cobrada por tais grupos. Paralelamente, emergem diálogos entre os militares que revelam a busca de vantagens ilícitas junto a traficantes de drogas, por meio do chamado ―desenrolo‖ de prisões em troca de pagamentos.Em uma dessas conversas privadas, o CB PM Maia comenta com o CB PM Silva sobre a prisão de dois indivíduos ligados ao tráfico, ocasião em que se cogitou o recebimento de R$10.000,00 (dez mil reais) para liberar os detidos. No entanto, segundo relatado, a negociação não prosperou porque muitas pessoas haviam presenciado a prisão em flagrante, inclusive com os presos armados em via pública. Transcrição do diálogo: CB PM MAIA: (envia foto contendo duas pessoas presas).CB PM SILVA SANTOS: Os dois fechado na boca da Ouro Preto.CB PM MAIA: O tal do angolano ligou e ofereceu 10.000.CB PM SILVA SANTOS: P, tu só mandou foto depois que chegou na DP. Era pra mandar antes.CB PM MAIA: A rua tava cheia. Bar cheio. Eles me ligaram. Não dava pra desenrolar não. O que eu ia falar depois?CB PM SILVA SANTOS: Não, pessoal viu a arma deles?CB PM MAIA: Eles estavam com a arma na mão dentro do bar.CB PM SILVA SANTOS: Ah tá. Aí não tem jeito.CB PM MAIA: Geral viu. Por isso que me ligaram. A troca de mensagens deixa claro que o único fator impeditivo para o ―desenrolo‖ foi a ampla visibilidade da prisão, circunstância que inviabilizou o recebimento de vantagem ilícita oferecida pelos traficantes aos policiais. Mensagens interceptadas via WhatsApp, tanto em grupos de serviço da RP do setor ALFAquanto em conversas privadas entre o CB PM Maia e os demais militares, expõem de forma clara a rotina do esquema, tratando abertamente sobre o recolhimento de valores indevidos, a divisão de lucros e o favorecimento dos “padrinhos”. Importa ressaltar que as transcrições anexadas não esgotam o material apreendido pelo MP, mas são suficientes para demonstrarem os fortes indícios de permanência e a estrutura organizada. O processo de identificação dos interlocutores das conversas e dos usuários dos terminais interceptados seguiu critérios técnicos e objetivos, baseando-se na análise de múltiplos fatores, tais como: (i) o nome ou apelido sob o qual o contato estava salvo na agenda do CB PM Maia; (ii) a forma como o interlocutor era tratado ou se identificava nas mensagens; (iii) o envio ou recebimento de arquivos e mensagens contendo dados qualificativos; e (iv) a vinculação do número de telefone a chaves PIX registradas em nome dos investigados.Cumpre destacar que o referido grupo de WhatsApp foi criado em 18 de março de 2017, mesma data em que o CB PM Maia foi adicionado a ele. Entretanto, as primeiras mensagens armazenadas no celular em questão datam de 09 de outubro

PM e assessor da Prefeitura de Petrópolis sâo alvos de operação contra o CV na Região Serrana

A Policia Civil e o Ministério Público deflagraram, nesta quinta-feira (02/10), a maior operação contra o tráfico de drogas na Região Serrana. Os agentes estão nas ruas para cumprir 18 mandados de prisão contra narcotraficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho atuantes, principalmente, em Petrópolis. Além disso, cerca de R$ 700 mil em bens da organização criminosa foram bloqueados, atingindo o patrimônio usado para sustentar as atividades ilícitas. Até o momento, 12 criminosos foram presos. As investigações identificaram 55 envolvidos no esquema, e revelaram que o líder da organização criminosa, seu braço direito e outros comparsas estão escondidos no Parque União, no Complexo da Maré, onde também há diligências. Eles são responsáveis por coordenar a logística de transporte dos entorpecentes. O material ilícito é transportado da capital para a Região Serrana, sendo redistribuído em diferentes áreas de Itaipava, cada qual sob a responsabilidade de gerentes locais. De acordo com os agentes, o grupo também exercia o controle territorial e aplicava regras violentas à comunidade, impondo medo e repressão a quem se opunha à facção. A apuração também demonstrou a atuação de um policial militar que recebia pagamentos para repassar informações sigilosas à facção. Ele também facilitava a logística do tráfico e expunha a atuação de outros policiais, agindo como aliado dos criminosos. As diligências que levaram à captura dele contaram com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.Além disso, um dos alvos presos exerce cargo de assessor especial da Prefeitura de Petrópolis. Isso demonstra a infiltração da facção em estruturas institucionais e a utilização de funções públicas para assegurar a manutenção e expansão de suas atividades ilícitas. A operacâo provocou intenso tiroteio no.Complexo da Maré. Os disparos foram registrados por volta das 5h50 nas localidades do Parque União e da Nova Holanda.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima