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Mulher presa na megaoperação por ter filmado policiais disse ter sido agredida por eles. Agentes falaram que ela estaria ajudando o tráfico. LEIA DETALHES

Uma faxineira que foi presa na última megaoperaçâo nos complexos da Penha e do Alemão e disse ter sido agredida por policais porque estava filmando eles. A presa disse que estava em sua casa, quando os policiais entraram. Falou que começou a gravar os policiais, quando então um deles a empurrou ao chão. Caida , contou que então lhe jogaram spray de pimenta. Explicou que, no chão, os policiais ainda lhe desferiram cotoveladas nas costas e na cabeça, na parte de trás, próximo à nuca. Segundo ela, eram três policiais. Disse que os agentes que a agrediram não foram os mesmos que a levaram até a cidade da polícia. Não recorda nomes ou patentes. Disse que consegue identificá-los. Um deles aparentava ter 40 e poucos anos, cabelo baixo, curto, quase careca, fortinho e de pele parda e usava óculos. O de nome Rogério era alto e pele morena. E o terceiro não recorda características. Contou que seus familiares presenciaram a situação e gravaram o fato com seus celulares. O Ministério Público ratificou a capitulação dada pela autoridade policial, opinando pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva para garantia da ordem pública, dada a gravidade concreta dos fatos, bem como pela necessidade de se evitar reiteração delitiva, conforme mídia. Segundo a Justica, trara-se de auto de prisão em flagrante encaminhado pela DRE-DP, em razão da prática do delito de associação para o tráfico não havendo nos autos qualquer elemento a indicar a ilegalidade da prisão. Com efeito, a alegada agressão sofrida ainda não foi devidamente apurada, de forma que não há como se presumir a prática de excesso por parte dos policiais militares, em especial porque ainda não foi realizado laudo de exame de corpo de delito. A tese será analisada pelo juízo natural, com produção probatória à luz do contraditório e da ampla defesa. Um policial civil.contou que apoiava a operação da DRE no Complexo da Penha, quando na Travessa Aimoré, próximo ao Campo da Vacaria começou uma intensa troca de tiros com traficantes daquela localidade, quando se fez necessário se abrigar em um portão de uma casa naquela travessa; Neste momento o agente empurrou o portão um pouco para se abrigar atrás da coluna, neste momento uma mulher que estava nessa casa começou a dizer o seguinte “Essa guerra é de vocês, vocês estão invadindo casa de morador”; O policial tentou a todo momento explicar que não tinha ninguém invadido e estavam apenas se abrigando dos disparos oriundos de outro ponto, local onde outro colega da polícia civil havia sido alvejado; A mulher não satisfeita pegou seu telefone e iniciou uma live em alguma rede social, informando onde os policiais estavam abrigados; que por isso novos disparos oriundos de outro ponto da comunidade começaram a vir em direção da equipe, chegando cada vez mais perto; Diante dos fatos, o declarante iniciou uma gravação onde mostra a autora dizendo: “Pode gravar que vocé vai sair da live” Diante dos fatos, o policial fez contato com o delegado da DRE e informou o ocorrido; que a Autoridade Policial de pronto solicitou apoio de outros colegas e determinou a prisão em flagrante da autora; . Para os agentes, a mulher estava claramente ajudando os traficantes passando a localização da equipe em tempo real; Diante dos fatos o policial e a equipe adentraram à residência para prender em flagrante a autora dos fatos, contudo havia diversas pessoas dentro da casa, que nesse momento começaram a trocar os aparelhos entre si para confundirem os agentes; Foram apreendidos aparelhos celulares de pessoas que estavam naquele local, inclusive o aparelho da faxineira. No momento da prisão a autora tentou pegar o fuzil do policial, sendo necessário fazer uso da força, imobilizando-a e conduzindo-a a esta especializada, contudo, não houve nenhum ferimento. FONTE: TJ-RJ

Bandido do CV foi para a Ucrânia aprender táticas terroristas para usar contra a polícia

A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Polícia Civil apurou que um integrante do Comando Vermelho fez um “intercâmbio” para aprender técnicas terroristas de guerra para usar contra as forças de segurança do Rio de Janeiro. Philippe Marques Pinto seria ligado a Antonio Hilário Ferreira, o “Rabicó”, uma das principais lideranças da facção, considerado chefe do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.O criminoso teria ido para a Ucrânia, para aprender técnicas que são usadas no conflito. Foram identificadas pelo menos três entradas dele na Europa, além de imagens do traficante na Ucrânia.Agora, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) vai instaurar inquérito. O homem, que já tem anotações criminais por tráfico de drogas, vai responder também por apologia ao tráfico e associação para o tráfico. FONTE: PCERJ

Líder máximo do CV, Marcinho VP age para ser solto em breve

O traficante Marcinho VP, líder máximo do Comando Vermelho, está tramando para ser solto em breve por meio de manobras jurídicas. O criminoso deverá concluir o tempo máximo legal de reclusão em 2026, quando completará 30 anos de prisão. O Ministério Público Estadual requereu à Justiça nova prisão preventiva de Marcinho assim como dos traficantes My Thor e Claudinho da Mineira por adotarem medidas para atrasar o andamento de um processo por homicídio que tramita há quase 23 anos. De acordo com o GAEJURI/MPRJ, embora os três cumpram pena por outros processos, este processo específico tramita com lentidão devido a manobras protelatórias recorrentes, o que tem impedido a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido de prisão será analisado pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Segundo o Ministério Público, as condutas adotadas pelos réus incluem a desistência dos advogados de defesa às vésperas do julgamento e a entrega de um grande volume de documentos nos momentos finais do prazo, prática conhecida como document dumping. . O GAEJURI/MPRJ destacou que, mesmo presos, os acusados continuam a comandar atividades criminosas dentro do sistema prisional, razão pela qual a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública: “Embora atualmente custodiados em razão de outros processos criminais, é certo que eventual revogação ou término dessas prisões resultaria na imediata colocação dos réus em liberdade, o que representaria risco concreto à sociedade, diante da comprovada permanência de suas influências e atuações no comando da facção criminosa”, destaca o documento. FONTE: MPRJ

Bandido que praticava tortura foi preso em megaoperação

Fagner Campos Marinho, conhecido como “Bafo”, é apontado como um dos soldados mais cruéis do Comando Vermelho, responsável por torturas e pela segurança armada em áreas controladas pela facção. Ele foi preso durante a megaoperação das polícias Militar e Civil no Rio de Janeiro, na última terça-feira, que atingiu diferentes núcleos do tráfico na capital. A investigação aponta que ele atuava com armas de fogo de grosso calibre, como fuzis, e exercia a função de soldado do tráfico, controlando postos de segurança e coordenando a atuação de outros criminosos. Em escalas de plantão divulgadas pelo grupo, determinava onde cada integrante deveria atuar, reforçando seu papel operacional dentro da organização criminosa. Com a prisão de Fagner Campos Marinho, o Comando Vermelho perde um dos soldados mais temidos das regiões da Penha e Vila Cruzeiro, FONTE: Portal dos Pricurados do Disque Denúncia

Veja crimes cometidos por alguns dos chefes do tráfico de outros estados mortos na megaoperação no Alemão e na Penha

Uma das lideranças do tráfico no Amazonas que foi morta na operação nos complexos do Alemão e da Penha, vulgo Gringo ou Suiça, foi denunciado no seu estado por integrar grupo de criminosos que preparavam para atacar outra quadrilha de bandidos de criminosos, por causa do controle de pontos de vendas de drogas. Também morto no Alemão, Rafa Sorriso participava de  associação criminosa armada que praticava extorsões a  comerciantes e condutores de mototáxis da Comarca de Abaetetuba, no Pará, forçando-os a pagar, sob ameaça de morte e destruição de bens, determinada quantia mensal para que permitam o funcionamento regular dos comércios, sendo estabelecida uma espécie de “caixinha” , com os valores utilizados para subsidiar compras de armas e demais insumos destinados ao crime pela Facção Criminosa intitulada de Comando Vermelho – CV. Liderança na Bahia morta na megaoperação, Danilo Ferreira do Amor Divino, o Mazola,  foi acusado do homicídio de Jackson Quintino de Oliveira e da tentativa de assassinato contra dois homens.  Emerson Pereira Solidade, vulgo Píter,  era líder de uma facção denominada Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) na Bahia. O bando se expandiu para a cidade mineira de  Almenara com a finalidade de expandir as atividades de tráfico na região do Vale do Jequitinhonha. Utilizavam residências abandonadas às margens do Rio Jequitinhonha para esconder armas de fogo e substâncias ilícitas. A hierarquia dentro da organização ficou evidenciada, com “Piter” e “Biel” atuando como líderes, ordenando ações criminosas, incluindo o envio de armas e drogas para intensificar as atividades da facção. Bandidos foram enviados para MG sob ordens dos líderes da facção, participando ativamente no transporte e venda de drogas ilícitas, além de atuar em ataques armados contra facções rivais para a tomada de território.  Morto na operação, Adan Pablo Alves de Oliveira, o Madruga, foi acusado de ordenar um homicídio em 27 de fevereiro de 2022 na cidade de Trindade, em Goiás. A vítima foi um rapaz de 19 anos. O crime foi praticado por motivo fútil e mediante emboscada A Polícia Civil confirmou a identificação de Cleiton Souza da Silva, um dos principais articuladores do tráfico de drogas no Norte do país, entre os criminosos neutralizados durante a Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio. Natural do Amazonas, Cleiton era ligado ao Comando Vermelho e considerado um dos responsáveis por fortalecer a presença nacional da facção. Investigações apontam que ele integrava, originalmente, a facção Família do Norte (FDN) mas migrou para o Comando Vermelho, contribuindo para a reconfiguração das rotas do tráfico de drogas no país. A aliança passou a controlar importantes áreas de fronteira, como as regiões entre o Brasil, o Peru e a Colômbia, por onde grandes carregamentos de entorpecentes ingressam no território nacional. Além de Cleiton, outros oito criminosos do Amazonas já foram identificados entre os opositores mortos. A identificação foi feita pela equipe de peritos da Polícia Civil. As circunstâncias das mortes são investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Em relação à atuação da facção criminosa, as investigações continuam com o objetivo de identificar demais integrantes Comando Vermelho e suas conexões interestaduais e internacionais. FONTE: Informações obtidas no site jurídico Jusbrasil

115 dos 117 suspeitos mortos na megaoperaçâo foram identificados. Mais da metade eram de outros estados

Após o trabalho completo de identificação dos mortos na Operação Contenção, de terça-feira (28/10), o Governo do estado do Rio, por meio da Polícia Civil, divulgou, na noite deste domingo (02/11), sem contar os quatro policiais, o perfil de 115 dos 117 mortos de uma das mais complexas ações de combate ao crime organizado do estado. A lista revela quem são os criminosos que resistiram às forças policiais e foram neutralizados. Mais de 95% dos identificados tinham ligação comprovada com o Comando Vermelho e 54% eram de fora do estado. Apenas dois laudos resultaram em perícias inconclusivas. O trabalho de inteligência desenvolvido pela cúpula de Segurança Pública do estado identificou que 59 tinham mandados de prisão pendentes, pelo menos 97 apresentavam históricos criminais relevantes e, dos 17 que não apresentaram histórico criminal, 12 apresentaram indícios de participação no tráfico em suas redes sociais. A lista mostra, ainda, que 62 neutralizados são naturais de outros estados – mais da metade. Até o momento, 19 do Pará, 9 do Amazonas, 12 da Bahia, 4 do Ceará, 2 da Paraíba, 1 do Maranhão, 9 de Goiás, 1 do Mato Grosso, 3 do Espírito Santo, 1 de São Paulo e 1 do Distrito Federal. O relatório indica que, no Rio de Janeiro, há chefes de organizações criminosas de 11 estados da federação, de quatro das cinco regiões do país.A apuração concluída é o verdadeiro retrato do cenário que eu venho insistentemente falando. Foi um duro golpe na criminalidade. Entre os que morreram ao reagir à ação das forças policiais, havia diversos líderes criminosos. Inclusive de outros estados, como chefes do tráfico do Espírito Santo, Amazonas, Bahia e Goiás. Se não tiver uma integração efetiva de poderes e demais entes, sob a ótica e apoio federal, vamos vencer batalhas, mas não a guerra. Conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e enfrentar criminosos de alta periculosidade depende de ações unificadas e inteligentes. É o início de um grande processo no Brasil – disse o governador Cláudio CaCastro.l De acordo com o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, essa lista não encerra o trabalho de investigação e todos os resultados estão sendo documentados para garantir a transparência e legalidade da operação. Os relatórios estão sendo confeccionados e serão entregues aos órgãos competentes.Essa mínima fração de narcoterroristas neutralizados que não possuíam anotações criminais, nem imagens em redes sociais portando armas ou demonstrando vínculo com facções criminosas não significa nada. Se eles não tivessem reagido à abordagem dos policiais, teriam sido presos em flagrante pelo porte de fuzis, granadas e artefatos explosivos, por tentativa de homicídio contra os agentes de segurança e também pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. Portanto, são narcoterroristas que saíram do anonimato. O secretário de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes, ressaltou que os confrontos ocorreram com criminosos que reagiram à ação policial.Uma estratégia fundamental adotada pelas forças de segurança foi empurrar os bandidos para uma área de mata fora da área habitada, no alto do morro, preservando a segurança da população. Foi lá onde se deram os maiores embates. E quem estava na mata, estava em confronto com a polícia – relembrou Menezes. FONTE: PCERJ

Guerra na Carobinha. CV tenta expulsar a milícia. Facção também atacou paramilitares em Nova Iguaçu

Guerra na região da Carobinha, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio. De acordo com relatos de moradores, integrantes da Tropa do RD e da Tropa do Maromba, junto à EQP Zeus, estão tentando expulsar milicianos que atuam na área. Os invasores são da Muzema, Morro do Banco, Tijuquinha e Vila Kennedy. Há informações de milicianos mortos durante o confronto, mas as mortes ainda não foram confirmados pelas autoridades. Moradores relatam tiroteios intensos, ruas bloqueadas e grande movimentação de homens fortemente armados. A região permanece em alerta, e o medo domina as comunidades próximas. Há relatos de que o CV também atacou o Cabucu, em Nova Iguaçu e mataram um miliciano conhecido como Cerol. FONTE: Baú do Rio OFC (Facebook)

Comando Vermelho estaria crescendo em São Paulo

O Comando Vermelho estaria em mais de 20 cidades do Estado de São Paulo conforme foi divulgado em um portal de notícias. Uma dos municípios é Guarulhos. No ano passado, um traficante foi preso com drogas e afirmou à polícia que naquele local atua o Comando Vermelho e que ele não poderia estar ali sem fazer parte da facção. Outra cidade é Bananal. Em 2024, três suspeitos foram presos suspeitos de serem associados à facção criminal Comando Vermelho pelo crime de tráfico de drogas. Um dos presos era uma mulher que revelou que armazenava e distribuía drogas para traficantes do Comando Vermelho. Em Ribeirão Preto, um suspeito foi preso com uma arma no ano passado e disse que era do Comando Vermelho e que estava armado em razão de estar em guerra interna com o PCC Outras cidades paulistas que o CV teria atuação seriam Ubatuba e Caraguatatuba. Em Jundiaí, investigações identificaram o envolvimento de integrantes da mesma família com atividades ilegais. Um homem foi capturado em virtude de ostentar condenação definitiva por tráfico de entorpecentes. As autoridades prenderam um de seus filhos contra quem havia mandados de prisão. Ele possui envolvimento com o tráfico de drogas para o Comando Vermelho. A prisão de outro filho se deu por sua atual dedicação à produção de drogas.  O município de São José do Rio Preto, no noroeste paulista é considerado um ponto de atuação crescente do CV. Investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apontam que a facção utiliza a cidade como ponto de passagem de drogas vindas do Mato Grosso do Sul, além de ter influência sobre algumas cadeias públicas da região. Próxima à fronteira com o Paraná e Mato Grosso do Sul, a região de Presidente Prudente é estratégica para o tráfico de drogas e armas. A presença do CV foi identificada em presídios locais, onde houve registros de confrontos com detentos ligados ao PCC. Por conta do seu porto, um dos maiores da América Latina, Santos também tem sido alvo do CV. A facção busca rotas marítimas para exportação de cocaína, especialmente com destino à Europa. Autoridades já registraram operações da Polícia Federal que desmantelaram células ligadas ao Comando Vermelho na região. Campinas, Hortolândia e Sumaré registraram a presença de membros e simpatizantes do CV, especialmente em áreas dominadas por pequenas facções independentes. O grupo tenta se infiltrar oferecendo suporte financeiro e armamento, competindo com o domínio histórico do PCC. Em Hortolândia, poe rexemplo, houve a apreensão de aproximadamente 100 quilos de drogas com inscrição CV (Comando Vermelho). O Vale do Paraíba, principaplmente as cidades de São José dos Campos e Taubaté, por sua localização estratégica entre São Paulo e Rio de Janeiro, tornou-se um corredor natural de influência do Comando Vermelho. Informações da Polícia Civil apontam que o CV tenta recrutar jovens em comunidades locais e dominar rotas que conectam os dois estados. FONTE: TJ-SP, MP-SP e SSP-SP

Há mais de um ano, MP afirmou que investigação que culminou em megaperação na Penha e no Alemão tinha inegável potencial no combate a agentes da lei corruptos

Há mais de um ano quando foi iniciada a investigação que culminou com a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, o Ministério Público Estadual do Rio afirmou que o caso investigado tinha inegável potencial para o firme combate ao tráfico de drogas no Complexo da Penha e roubos de carga, de veículos e estabelecimentos comerciais financiados por tais famigerados traficantes, além de agentes da lei corruptos e inescrupulosos. As informações coletadas abrangia diversos traficantes sabiamente de função hierárquica no Complexo da Penha. O informante, que por motivo óbvio preferiu o anonimato, forneceu contatos telefônicos de traficantes poderosos, do naipe, por exemplo , do vulgo Gadernal. Havia informações também de terminais usados para negociar com policiais criminosos o “arrego” (taxa da corrupção), para reduzir a fiscalização e atuação contra o tráfico de drogas . Havia fornecimento de várias linhas telefônicas e seus reais usuários, inclusive com expressa menção à expansão do tráfico de drogas comandada pelo CV, o que, aliás, vinha sendo constatado pela Promotoria principalmente desde o início de 2023 na região da grande Jacarepaguá, como na comunidade Gardênia Azul. Isso vinha causando execuções em séries não apenas de rivais, como de supostos relacionados a rivais, e até mesmo por “bala perdida” decorrente de intenso confronto armado. Segundo o MP, Complexo da Penha, cada vez mais, é uma fortaleza do crime, de difícil acesso a policiais para operações regulares, sendo que os traficantes locais usam armas de grosso calibre, mormente fuzil, bem como se valem de barricadas e outros obstáculos para dificultar qualquer tipo de atuação policial. No que concerne à identificação parcial dos investigados assim consignou em sua promoção: “No que tange aos demais suspeitos citados na denúncia se tratam de indivíduos notoriamente pertencentes a mais perigosa facção criminosa do Estado, tais como Gadernal (responsável pela guerra nas áreas de milícia e TCP), Grandão (sindico da Penha, responsável pela Penha inteira e pelo arrego das UPPs, por colocar os soldados do tráfico na rua e pelos eventos na Penha), Belão (responsável pelo Quitungo, Guaporé e Ipase) e Wl (frente do Gogó do Chapadão) O potencial êxito da investigação, dada a gama de terminais fornecidos, também poderia contribuir para auxiliar na localização e também na coleta de mais provas sobre a atuação criminosa do traficante Doca – um dos principais líderes do CV, foragido do sistema penitenciário. De acordo com o MP, é notório que integrantes de associações criminosas mudam de número de telefone com muita rapidez, a dificultar interceptação e rastreamento do usuário. FONTE: MPRJ

CV pode ter tido um prejuízo de R$ 12,8 milhões com apreensão de armas, munições e carregadores em megaoperação

A megaoperação realizada no Complexo da Penha, na última terça-feira (28), resultou na apreensão de 93 fuzis com traficantes — um arsenal avaliado em cerca de R$ 9,3 milhões, segundo a Polícia Civil do Rio. Somando munições, carregadores e miras, o prejuízo estimado ao crime organizado (Comando Vermelho) pode ultrapassar R$ 12,8 milhões. As armas incluem modelos como AR-15, AK-47, FAL, G3, AR-10, Benelli MR1 e Mauser. A análise preliminar indica que muitos fuzis foram montados no Brasil a partir de peças importadas legalmente, os chamados “fuzis Frankenstein”. Também há armamentos de origem militar da Venezuela, Argentina, Peru e Brasil. Os fuzis passarão por perícia para identificar fornecedores e rotas de entrada no país. Armas em bom estado poderão ser incorporadas ao arsenal das forças de segurança. FONTE: Redes sociais do jornalista Bruno Assunção

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