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Policial civil negociava armas e munições com traficantes do TCP

A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18/12), uma ação para cumprimento de uma mandado de busca e apreensão contra um policial civil investigado por ter relação próxima com uma liderança do Terceiro Comando Puro. Segundo apurado, ele forneceria informações para Wallace de Brito Trindade, o “Lacoste”, e negociaria armas e munições para a facção. A ação foi realizada após investigação da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Polícia Civil, com o apoio da CGPOL. O agente estava de licença médica, não estando envolvido em investigações e operações atualmente. Foi instaurada uma sindicância e ele foi afastado de suas funções. Com ele, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que serão periciados e analisados. As investigações estão em andamento para esclarecer o envolvimento dele com o criminoso e outros integrantes da facção.

CV voltou a atacar a Carobinha (milícia)

Soldados do Comando Vermelho entraram na comunidade da Carobinha, em Campo Grande, no início da noite de quarta-feira e permaneceram em alguns pontos da região até a madrugada desta quinta-feira. Em seguida, o grupo retornou para a Vila Kennedy, também na Zona Oeste. Segundo fontes ouvidas pelo repórter Bruno Assunção, houve confronto com integrantes de um grupo miliciano que atua na área. De acordo com os relatos, o avanço do grupo rival não teria sido contido devido ao grande número de envolvidos e ao uso de armamento pesado. Ao longo dos últimos meses de disputa, moradores da região relataram à reportagem o impacto da violência no dia a dia da comunidade. Uma das fontes afirmou: “Não queremos o tráfico aqui, mas também não aguentamos mais ser extorquidos pela milícia.” Em outro desabafo, o morador destacou o clima de insegurança: “Não sabemos o que pode acontecer. Aqui sempre foi um lugar de paz, mas isso acabou quando começamos a ter que pagar taxas”.

Adolescentes que moram em área do CV levaram menor residente em favela do TCP para ser morto no ‘tribunal do tráfico’ em Caxias

Um video que circulou na semana passada mostrou um grupo de adolescenres levando um menor de 16 anos chamado Miguel.Eduardo a força para uma boca de fumo na regido de Gramacho, em Duque de Caxias. Segundo relatos, os agressores são moradores da Comunidade do Corte 8 (CV). Eles teriam reconhecido Miguel como residente da comunidade Barro Vermelho (TCP) e pretendiam entrega-lo ais teaficantes. ,Os.adolescentes teriam inventado que Miguel os teria roubado uma mulher(mãe de um deles), como forma de “pretexto” para levá-lo ao ”Tribunsl do.Trafico’.mas nada foi comprovado, nem mesmo a suposta vítima apareceu, e ninguém sabe informar quem seja. O corpo do Miguel foi encontrado no Rio Iguaçu na tarde da última sexta-feira (12)

Dois PMs, sendo um deles do BOPE, presos suspeitos de vazar informações para chefões do CV vão a conselho de disciplina que pode expulsá-los da corporação

Os dois PMs presos na semana passada suspeitos de vazamento de informações para chefes do Comando Vermelho estão sendo submetidos a Conselho de Disciplina que pode decidir pela expulsão dos dois da corporação. O sargento do BOPE Rodolfo Henrique da Rosa teria repassado, ao menos, duas ações policiais realizadas nos Complexos da Penha e do Alemão, sendo uma delas deflagrada em janeiro de 2024. Já o cabo Luciano da Costa Ramos Júnior, que atuava no Tribunal de Justiça, fornecia ao núcleo da facção dados que ele afirmava obter por intermédio de uma segunda fonte ligada ao BOPE, ainda não identificada. Ambos mantinham contato direto com três traficantes vinculados ao núcleo dirigente da facção criminosa. Segundo a PMERJ, as informações de natureza confidencial em poder dos policiais militares no exercício legal e funcional da aplicação da lei devem ser mantidas em segredo, a não ser que o cumprimento do dever ou as necessidades da justiça estritamente exijam outro comportamento;

Ataque do TCP em comunidade de Belford Roxo deixou dois mortos

Segundo o comando do 39º BPM (Belford Roxo), na noite de terça-feira (16/12), policiais militares foram acionados para verificar uma ocorrência de disparo de arma de fogo, no comunidade do Gogó da Ema, em Belford Roxo.  No local, foi constatado dois homens em óbito. O local foi isolado para a chegada da perícia. Segundo relatos, houve um ataque de traficantes do Terceiro Comando Puro que haviam sido expulsos da comunidade recentemente pelos rivais do Comando Vermelho; A ação ocorreu eum uma praça em meio a moradores O ataque foi autorizado pelo Lacoste, chefão do Complexo da Serrinha (TCP) em Madureira, e concluído pelo Foca, apontado como interlocutor do chefão da Serrinha em Belford Roxo. 

Polícia faz operação contra delivery do CV na Maré

Policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) sko, nesta quarta-feira (15/12), mais uma ação da “Operação Contenção”. O objetivo é cumprir mandados de busca oe apreensão contra envolvidos no comércio ilegal de armas de fogo, munições, tráfico de drogas e associação criminosa, delitos praticados por narcoterroristas vinculados ao Comando Vermelho. As diligências, que contam com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), ocorrem na Nova Holanda, Complexo da Maré, em outros pontos da Zona Norte e na Região dos Lagos. A operação é resultado de investigação da Desarme. Os agentes realizaram intenso trabalho de inteligência e análise telemática aprofundada, que permitiu identificar núcleos criminosos especializados na circulação de armamentos de alto poder ofensivo, na logística de munições e no abastecimento do tráfico. Parte significativa dos alvos está localizada no Complexo da Maré, além de outras áreas da capital, evidenciando a capilaridade da organização criminosa. Além do núcleo que opera de dentro da Maré, a investigação identificou um grupo na Região dos Lagos e outro grupo que faz “delivery” de entorpecentes em diversos pontos da Zona Norte. Como parte da “Operação Contenção”, a investida reafirma o compromisso da Polícia Civil com a asfixia logística e financeira das facções criminosas, atuando de forma estratégica para retirar armas de circulação, enfraquecer o poder bélico dos grupos narcoterroristas e reduzir sua capacidade de enfrentamento ao Estado. C

Desembargador federal preso jantou em churrascaria com Rodrigo Bacellar às vésperas da operação para prender TH Joias justamente para repasse de informações sigilosas, diz STF

O deputado estadual Rodrigo Bacelar e o desembargador Macário Júdice Neto se encontraram nas vésperas da Operação Zargun, que prendeu o então deputado TH Joias por envolvimento com o Comando Vermelho, possivelmente para repasse/obtenção de informações privilegiadas, o que indicou a prisão do magistrado em decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, O encontro ocorreu na Churrascaria Assador e Bacelar chegou a dizer para uma funcionária> “Estou em jantar com o desembargador”.A representação enfatiza a existência de diversos diálogos entre Bacelar e Macário comprobatórios da relação de intimidade entre os investigados, que chamou a atenção em razão das palavras de afeto e troca de declarações efusivas de carinho, que denotam confiança e lealdade7. “Vc é irmão de vida” “Não se desgate por nada pq o melhor não temos irmão que é amizade pra vida e reciprocidade”,, disse Bacellar para Macário. Provavelmente, Macário e Bacellar estavam juntos nquando TH Joias enviava mensagens a Bacellar sobre sua evasão e destruição de provas, Além disso, a conversa entre Bacellar e TH Joias coincide com o momento no qual Macário é avisado por sua assessoria acerca da data precisada deflagração das medidas pela autoridade policial responsável pelo inquérito. Macário determinou a inclusão em sistema penitenciário federal dos traficantes Pezão e Índio do Lixão, além de Dudu, assessor de TH Joias, maspreservou o então deputado, alvo da operação. Macário, Bacelar e TH Joias possivelmente realizaram ações para obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e de ações contra o crime organizado, mediante a obtenção e o compartilhamento de informações privilegiadas, com logística de deslocamento do material de interesse da investigação, para viabilizar a ineficácia da operação policial. Segundo a decisão da prisão, o vazamento das informações sigilosas possa ter se originado no próprio desembargador, que era o relator da Operação no TRF da 2a Região. Essa hipótese é reforçada pelas informações apresentadas pelo Chefe da DRE/DRPJ/SR/PF/RJ, comprobatórias de houve interlocução prévia coma assessoria do investigado sobre a data da deflagração da operação. As suspeitas em torno de Macário decorrem da relação de sua esposa com Rodrigo Bacelar. Ela foi nomeada pelo deputado para exercer cargo em comissão na Secretaria-Geral de Finanças da ALERJ. Posteriormente, ela foi nomeada como diretora-geral do Legislativo fluminense, setor diretamente vinculado à Presidência da Casa O encontro entre Macário e Bacelar, segundo o STF, além de reforçar as hipóteses criminais, revela a complexidade da trama criminosa. Além de suas interações suspeitas com Bacellar e do encontro realizado na véspera da Operação Zargun, o desembargador continua empregando medidas para obstruir o curso das investigações, mediante a exposição de dados sensíveis da autoridadepolicial responsável pela operação a líderes da organização criminosa investigada. Na sessão de refendo da decisão monocrática por ele proferida, realizada pela 1a Seção Especializada do TRF da 2a Região em 8.9.2025, Macário reconheceu que houve o vazamento da operação policial e o atribuiu, entretanto, à atuação conjunta dasautoridades policiais, como estratégia para reduzir os impactos negativos de suas ações, conforme A ação concertada do requerido também é percebida pela inclusão de outros investigados no Sistema Penitenciário Federal, preservando, todavia, ainclusão de um dos líderes do grupo (TH Joias).

Menor contou com todos os detalhes como matou mãe em São Gonçalo com ajuda do namorado. SAIBA TUDO

Leia agora o depoimento da menor de 15 anos suspeita junto com o namorado de matar a mãe em São Gonçalo e atirar o corpo em um poço. Ela está detida desde a semana passada. O namorado também está preso. A adolescente contou que estava residindo com Marcelo Pachceco Coelho de Souza na casa dele em Parada Feliz – SG (Complexo do Anaia) no tempo em que achavam que estava desaparecida. Sobre sua mãe Rosa, esclarece que tinham um relacionamento conturbado, brigavam demais, se agrediam mutuamente, se ofendiam verbalmente.Ela disse que Rosa chegou a deixar a declarante presa sozinha dentro da residência que viviam em Santa Izabel. Segundo a menor, Rosa não aceitava o relacionamento com Marcelo. A adolescente falou que não aguentava mais a situação em que vivia com brigas com a mãe e passou pela sua cabeça matála. Ela comentou isso com o namorado que tentou reomver a tentar remover a idéia da sua cabeça. No entanto, a jovem já estava decidida. O casal combinou de Marcelo ir a noite na casa da menor, por volta da 02h da madrugada do dia 02 de outubro de 2025; A menor pensou primeiramente usar uma faca para cometer o crime. Quando Marcelo chegou no local, Rosa estava dormindo no sofá da residência mas acordou com o barulho da porta do quarto fechando quando Marcelo entrou nele; Rosa não viu Marcelo e a menor pediu que a mãe saísse do sofá inventando que tinha alguma coisa estranha no quarto; Quando Rosa chegou no quarto e viu Marcelo, se virou em direção a porta da residência pedindo que ele fosse embora e que não era para ele estar ali; A menor segurou a mãe e Marcelo a golpeou com uma pá de pedreiro que tinha na residência. Rosa não sangrou, mas já caiu no chão. Então enforcaram ela com a corda de capoeira; Logo após o fato, o casal se arrependeu e viu que fizeram uma besteira. Porém decidiram se livrar do corpo de Rosa. Na residência, havia um galão grande que Rosa usava para guardar água. Eles colocaram o corpo dentro do galão e tampararam. A menor pediu a Marcelo para que solicitasse ajudava de alguém para retirar o corpo do local;. Marcelo então ligou para dois conhecidos; Que perguntada o nome dessas pessoas, diz não saber; (…) ; A menor deixou a casa como estava, com a televisão ligada e as comidas no fogão. Levou algumas peças de roupa e documento; Foi se encontrar com Marcelo na residência dele; Assim que chegou ficou sabendo que o corpo de Rosa A estaria no local. Questionada como Marcelo se livrou do galão, a adolescente disse que durante a madrugada ele enterrou o galão e concretou depois. Perguntada se saberia apontar o local onde foi enterrado o corpo, disse que sim; A menor ainda usou o telefone da mãe se passando por ela tendo enviado mensagens para parentes e amigos se passando por ela, mas depois se livrou do aparelho quebrando e jogando fora; ( Quando Marcelo recebeu uma ligação sendo intimado a comparecer na delegacia, percebeu que algo daria errado. O casal combinou de dizer que não sabiam onde Rosa estava; Que, porém, na Delegacia ao tomar ciência dos elementos que os policiais dispunham, resolveu contar a verdade; A madrinha da menor e sobrinha de Rosa dise que causou estranheza o fato de a tia ter mandado mensagem de texto com emoji de coração. Segundo ela, a forma como a mensagem foi escrita levantou suspeita de que alguém pudesse estar se passando por ela; No dia 7 de novembro, após 15 dias sem ver Rosa, registrou o desaparecimento da tia e soube cinco dias depois que a adolescente e a menor estavam envolvidos no crime. Que perguntada pelo Delegado de Polícia se suspeitaram deles, respondeu: “Desde o início. a minha tia não aceitava o relacionamento deles”;

Veja passo a passo agora como homem que foi preso matou companheira a facadas em Duque de Caxias. Crime ocorreu por causa de dinheiro

Antônio Ribeiro do Nascimento,. preso hoje peo feminicídio da mulher Marineusa dos Santos Leite, que foi morta a facadas em Duque de Caxias havia ganho há alguns anos uma indenização trabalhista no valor de R4 1,5 milhão. Ele optou por deixar esse valor na conta da mulher a qual realizou, com anuência do companheiro, um investimento financeiro junto à Caixa Econômica Federal, objetivando a obtenção de rendimentos; Marineusa figurava como titular do referido investimento. A cada dois meses, o investimento rendia em torno de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), os quais eram creditados na conta corrente da mulher. Por padrão, Marineusa transferia R$10.000,00, via Pix, para a conta de Antônio, e ficava com os outros R$10.000,00. Vinte dias antes do crime, Antônio avisou à mulher que desejava fazer uma viagem para visitar seus parentes, no estado do Ceará. Inicialmente a viagem, prevista para acontecer no mês de dezembro do corrente ano, duraria entre 15 e 20 dias.t Também comunicou a sua companheira que, quando o banco creditasse o valor dos rendimentos, precisaría de R$15.000,00, para custear suas despesas, tendo Marineusa aparentemente concordado com o proposto; Na manhã do dia 8 de dezembro, Antônio deixou seus filhos na escola e retornou para casa. Ao chegar, perguntou a Marinuesa sobre os R$15.000,00 que a mesma havia combinado de transferir para sua conta; Ao ser questionada, Marineusa falou. “Você não tem direito a mais nada. Vai sair de casa igual a um cachorro, com o rabo entre as pernas”.Se sentindo ofendido, Antônio , foi tomado por intenso sentimento de revolta e fúria. Em decorrência de tal estado emocional, apoderou-se de uma faca, que estava sobre o balcão da cozinha, e passou a desferir diversos golpes contra a sua companheira; Ele não sabe dizer quantas facadas desferiu em Maineusa. Recorda de a mulher ter gritado por socorro, tendo seu clamor despertado pelo fllho, que até então dormia em seu quarto; Ele cegou a desferir no pai um ataque do tipo “gravata”, que consiste em manobra de pressão na região do pescoço;Então, Antõnio cessou os ataques. rgou a faca ao solo, conseguiu se desvencilhou do filho, deslocou-se até a parte externa do imóvel, pegou sua bicicleta e se evadiu; Ele permaneceu abrigado no bairro Suruí, em área de mata; Buscou auxílio jurídico, objetivando apresentar-se junto a delegacia; Foi procurado diversas vezes pelo Whatsapp e afirmou não ter respondido às mensagens enviadas, por ter muitas dificuldades com o manuseio do aplicativo, bem como não ter atendido às ligações efetuadas, por ainda estar extremamente assustado em decorrência dos fatos.

Doca comanda esquemão de lavagem de dinheiro do CV. Veja detalhes

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com o apoio de agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), realizam mais uma etapa da “Operação Contenção”, nesta terça-feira (16/12). A investida ataca o coração financeiro do Comando Vermelho, desarticulando um esquema de lavagem de dinheiro em larga escala comandado por Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”. A ação inclui cumprimento de mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas pessoais e empresariais, sequestro de bens móveis e imóveis e o pedido de bloqueio de R$ 600 milhões.As diligências ocorrem na capital, na Baixada Fluminense e no município de Silva Jardim, no interior no Rio, além de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Pontes e Lacerda, no Mato Grosso. Também participam da operação policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), além de agentes da Polícia Civil A investigação, que contou com o apoio do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), reforçou que o funcionamento da facção não se sustenta apenas pela venda de drogas, mas principalmente por um complexo sistema de lavagem de dinheiro, responsável por receber, ocultar, movimentar e reinserir valores ilícitos no sistema financeiro. Esse dinheiro financia a compra de drogas, armas, veículos, imóveis e a manutenção do domínio territorial. Ao atingir diretamente esse fluxo financeiro, a operação busca provocar o colapso do caixa da facção, retirando sua capacidade de custear a própria estrutura criminosa. As apurações apontaram que Doca, liderança do Comando Vermelho, e Gardenal, seu principal operador, estruturaram e coordenaram o esquema de lavagem de dinheiro, utilizando terceiros e empresas para dissimular a origem criminosa dos recursos. No centro desse esquema foi identificado o responsável por receber, concentrar e movimentar grandes volumes de dinheiro, tanto em contas bancárias pessoais quanto em contas de empresas sob seu controle, conforme demonstrado por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). As movimentações financeiras identificadas são completamente incompatíveis com a renda declarada, evidenciando que essas contas funcionavam como verdadeiras caixas centrais da facção, agora neutralizadas pelas medidas judiciais de bloqueio. O esquema se valia de mulas financeiras, ou seja, pessoas ligadas ao tráfico de drogas, à extorsão de moradores e à exploração de serviços ilegais, utilizadas para realizar depósitos em dinheiro vivo. Esses depósitos eram feitos em valores elevados, frequentemente fracionados, realizados em diferentes agências bancárias e muitas vezes no mesmo dia, por pessoas distintas. Esse padrão é clássico de lavagem de dinheiro e tinha como objetivo dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores, prática agora desarticulada pela investigação financeira. A Polícia Civil concentrou a investigação no caminho do dinheiro, demonstrando que, enquanto o crime se manifesta nas comunidades exploradas pela facção, os valores arrecadados seguem para contas específicas, onde são concentrados e redistribuídos para manter toda a estrutura criminosa. Os documentos demonstram que o município de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, foi utilizado como um dos principais pontos de concentração financeira, funcionando como base para recebimento e movimentação dos valores ilícitos, distante dos locais de maior visibilidade do tráfico, justamente para reduzir a exposição dos líderes criminosos.

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