Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

lavagem de dinheiro

Doca comanda esquemão de lavagem de dinheiro do CV. Veja detalhes

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com o apoio de agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), realizam mais uma etapa da “Operação Contenção”, nesta terça-feira (16/12). A investida ataca o coração financeiro do Comando Vermelho, desarticulando um esquema de lavagem de dinheiro em larga escala comandado por Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”. A ação inclui cumprimento de mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas pessoais e empresariais, sequestro de bens móveis e imóveis e o pedido de bloqueio de R$ 600 milhões.As diligências ocorrem na capital, na Baixada Fluminense e no município de Silva Jardim, no interior no Rio, além de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Pontes e Lacerda, no Mato Grosso. Também participam da operação policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), além de agentes da Polícia Civil A investigação, que contou com o apoio do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), reforçou que o funcionamento da facção não se sustenta apenas pela venda de drogas, mas principalmente por um complexo sistema de lavagem de dinheiro, responsável por receber, ocultar, movimentar e reinserir valores ilícitos no sistema financeiro. Esse dinheiro financia a compra de drogas, armas, veículos, imóveis e a manutenção do domínio territorial. Ao atingir diretamente esse fluxo financeiro, a operação busca provocar o colapso do caixa da facção, retirando sua capacidade de custear a própria estrutura criminosa. As apurações apontaram que Doca, liderança do Comando Vermelho, e Gardenal, seu principal operador, estruturaram e coordenaram o esquema de lavagem de dinheiro, utilizando terceiros e empresas para dissimular a origem criminosa dos recursos. No centro desse esquema foi identificado o responsável por receber, concentrar e movimentar grandes volumes de dinheiro, tanto em contas bancárias pessoais quanto em contas de empresas sob seu controle, conforme demonstrado por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). As movimentações financeiras identificadas são completamente incompatíveis com a renda declarada, evidenciando que essas contas funcionavam como verdadeiras caixas centrais da facção, agora neutralizadas pelas medidas judiciais de bloqueio. O esquema se valia de mulas financeiras, ou seja, pessoas ligadas ao tráfico de drogas, à extorsão de moradores e à exploração de serviços ilegais, utilizadas para realizar depósitos em dinheiro vivo. Esses depósitos eram feitos em valores elevados, frequentemente fracionados, realizados em diferentes agências bancárias e muitas vezes no mesmo dia, por pessoas distintas. Esse padrão é clássico de lavagem de dinheiro e tinha como objetivo dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores, prática agora desarticulada pela investigação financeira. A Polícia Civil concentrou a investigação no caminho do dinheiro, demonstrando que, enquanto o crime se manifesta nas comunidades exploradas pela facção, os valores arrecadados seguem para contas específicas, onde são concentrados e redistribuídos para manter toda a estrutura criminosa. Os documentos demonstram que o município de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, foi utilizado como um dos principais pontos de concentração financeira, funcionando como base para recebimento e movimentação dos valores ilícitos, distante dos locais de maior visibilidade do tráfico, justamente para reduzir a exposição dos líderes criminosos.

‘Mentor das Barricadas’ e outros 20 foram presos no Rio em operação contra o CV

Policiais civis e militares deflagraram, nesta terça-feira (18/11), mais uma etapa da “Operação Contenção”, a principal ofensiva contra a expansão territorial do Comando Vermelho. O objetivo é atacar a estrutura financeira e logística da facção. Entre os alvos, estava o homem apontado como “Mentor de Barricadas”, Cosme Rogério Ferreira Dias, que financia e viabiliza material para a construção das barreiras que impedem o direito de ir e vir dos moradores e limita o acesso a serviços básicos. 21 riminosos foram presos entre eles o principal.alvo .A ação visa a cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 217 milhões em bens e valores e interdição de oito ferros-velhos. O principal alvo da operação, o “Mentor de Barricadas”, se apresentava como empresário do ramo da reciclagem. As investigações, porém, revelaram que ele liderava o braço financeiro da organização criminosa. financiava o Comando Vermelho, lavando dinheiro oriundo da receptação de cobre, fornecia materiais para construção e reforço de barricadas e atuava como elo entre os ferros-velhos e o tráfico, promovendo a integração logística e financeira da facção. As diligências correm no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais.Segundo as investigações, parte dos recursos para erguer e manter as barricadas é proveniente da receptação e comercialização de cobre e outros metais furtados. “Essa fase da ‘Operação Contenção’ representa um golpe direto na espinha estrutural e econômica do Comando Vermelho, visando asfixiar financeiramente a facção e restringir sua capacidade de domínio territorial”, comenta o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi. A apuração comprovou que ferros-velhos ligados ao tráfico de drogas funcionavam como núcleos de lavagem de dinheiro e de apoio operacional, sendo fundamentais também para financiar a instalação e reconstrução de barricadas, que impedem a entrada de forças policiais, para custear atividades de vigilância armada e manutenção de pontos de venda de drogas e para fortalecer o controle territorial em comunidades da Zona Norte, Baixada Fluminense e Região Metropolitana. As análises financeiras conduzidas pela DRF revelaram movimentação ilícita superior a R$ 217 milhões, valor incompatível com as atividades declaradas pelos investigados. Diante das provas, foram representados e deferidos ordem de bloqueio integral de valores e ativos financeiros vinculados à facção e seus operadores, sequestro de imóveis de luxo no Recreio dos Bandeirantes, utilizados para blindagem patrimonial, sequestro de veículos de alto padrão, pertencentes ao núcleo financeiro, interdição de oito ferros-velhos, centrais no escoamento de cobre furtado e lavagem de capitais, e afastamento compulsório de sócios e responsáveis legais, para cessar imediatamente a continuidade da atividade criminosa. FONTE: PCERJ

Com o dinheiro do jogo do bicho e das máquinas caça-níqueis, Adilsinho montou a máfia de cigarros no Rio. Saiba como ele criou um império que movimenta cifras altíssimas

O contraventor Adilsinho é citado em processo da Justiça Federal como potencial mafioso que manda matar seus adversários ou pessoas que cruzam seu caminho clandestino, A máfia dos cigarros comandada por Adilsinho   foi responsável pela instalação e pelo funcionamento das fábricas desmanteladas em 2022, 2023 e 2024, mas foi em 2018 o marco inicial de toda a atividade desenvolvida pela máfia de cigarros instituída por Adilsinho, quando ele passou a fabricar e comercializar cigarros clandestinos utilizando-se de suas empresas e da parceria mantida com responsável contábil da empresa Cia Sulamericana de Tabacos, para dar aparência de legitimidade às ações criminosas perpetradas pela máfia, inclusive com manipulação contábil na emissão de notas fiscais fictícias e na falsa declaração de rendimentos.” O vínculo de Adilsinho  com a máfia do jogo do bicho e das máquinas caças níquel vem desde 2005. Já naquela época, o contraventor  já possuía poder para monopolizar a venda de cigarros clandestinos em territórios sob exploração da máfia do bicho, bem como carregava a bagagem teórica e relacionamentos para isso.   Com a renda obtida na prática dos crimes perpetrados na máfia do jogo de azar, além de aumentar seu estoque de riquezas, Adilsinho investiu valores, fomentou e iniciou a fabricação e comercialização de cigarros implementando, a partir de 2018, idêntico modo de atuar antes já desenvolvido na exploração de máquinas caça níquel, qual seja: monopólio territorial, corrupção de agentes públicos para atender aos interesses da máfia e fraude.Assim, desde 2018, ele comanda e fomenta intelectual e financeiramente as atividades criminosas desenvolvidas na fabricação e comercialização clandestina de cigarros, em regime de monopólio e mediante a corrupção de agentes públicos (inclusive da esfera federal), bem como recruta pessoas e as manda, direta ou indiretamente, executar ou concorrer para a prática de condutas penalmente proibidas, visando principalmente a obtenção e maximização do lucro, e a diminuição de riscos, momento em que aufere o lucro mais expressivo, no domínio funcional dos fatos perpetrados e resultados alcançados por demais componentes da máfia. Contudo, em 2021, depois que Adilsinho e suas empresas foram alvos de procedimentos fiscais da Receita Federal do Brasil e investigações criminais, ele desistiu de tentar atribuir aspecto de legitimidade às ações criminosas desenvolvidas e abandonou as operações realizadas através das suas empresas, tendo migrado e assumido a forma de atuação integralmente informal. Naquele ano,  ano de 2021, Adilsinho deu início a sua empreitada de montar um complexo industrial clandestino, com grande parte da operação em Duque de Caxias, onde possui poder e influência em razão de ter o domínio da região como integrante da “máfia do jogo do bichoSua quadrilha movimentou cifras altíssimas. Em  2020, uma de suas empresas movimentou “por dentro” do sistema financeiro, cerca de R$ 45.000.000,00 na Caixa Econômica Federal e R$ 30.000.000,00 no Santander, com a maioria das transações em espécie.  O acervo patrimonial de Adilsinho adquirido com os crimes perpetrados e encobertados mediante mecanismos característicos de lavagem de capital ultrapassa o valor de R$ 25.192.812,50 e US$ 1.000.000,00,    Adilsinho é o maior falsificador de cigarros e que ele teria a capacidade de falsificar qualquer cigarro. Estimam que ele em breve vai falsificar cigarros da empresa Souza Cruz, e não vai mais perder tempo fabricando o cigarro da marca Gift. Dizem ainda que têm medo de Adilsinho e que ele é inteligentíssimo e perigosíssimo” (Evento 1, INF32, fls. 34/54).   Uma das fábricas clandestina sde cigarros que pertencia ao contraventor Adilsinho tinha faturamento mensal de, no mínimo, R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais), tendo em vista a informação de que eram fabricados cerca de 150 (cento e cinquenta) caixas por dia, sendo que em cada caixa há 50 (cinquenta) pacotes, e em cada pacote há 10 (dez) maços de cigarros, os quais seriam vendidos cada um por R$ 4,00 (quatro reais). Nestas fábricas havia a utilização de trabalhadores paraguaios aliciados e de lá trazidos vendados e sem acesso ao celular, regime de escravidão, fabricação do cigarros paraguaios da marca GIFT, jornada de trabalho de 12h, ausência de emissão de nota fiscal, contexto de poderio bélico e ameaçador existente na localidade de Duque de Caxias/RJ e perpetrado por parte do grupo investigado contra os trabalhadores para restringir a liberdade de locomoção. Adilsinho é proprietário de uma empresa de comércio de cigarros, cigarrilhas e charutos,  uma outra de serviços de organização de férias, congressos, exposições e festas; e de um clube, além de agenciamento de profissionais para atividades esportivas e outras não especificadas.” Um ex-PM que tinha duas empresas que eram utilizadas para tentar, supostamente, dissimular os valores obtido com a Fábrica Clandestina de Cigarros, foi executado a tiros na tarde do dia 15/06/2023 na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma conversa entre um homem conhecido como Alex e uma mulher chamada Jordana evidencia que ele estava conduzindo negócios que poderiam contrariar os interesses do grupo de Adilsinho, mas que poderiam gerar à interlocutora uma oportunidade de comercialização de cigarros falsificados mais rentável, ocasião em que a interlocutora Jordana responde que teme a morte ao atuar em interesses contrários ao bando de Adislinho. Adilsinho era o patrão da quadrilha, .exercendo poder hierárquico sobre as demais pessoas e auferem os maiores lucros; Depois dele, havia os assessores, responsáveis pelas atividades administrativas e burocráticas. Realizam pagamentos e transferências de valores em favor do patrão e sua própria família, normalmente por meio de pessoas interpostas; Em seguida, os gerentes das fábricas, que eram. os responsáveis por coordenar os locais em que são produzidos os cigarros, bem como falsificam documentos que instruem a fabricação e o comércio do falso cigarro paraguaio (embalagens e comprovante de pagamento de tributos paraguaios), custeiam despesas das fábricas e dos alojamentos de trabalhadores escravos, mantém em depósito produto de crimes, fornecem maquinário, insumo e matéria prima para a fábrica; Em quarto, aparecia os comerciantes, que eram os responsáveis pela venda dos cigarros aos consumidores finais. Depois, vinham fornecedores de bens e insumos, encarregados por fornecer insumos, maquinários, matéria-prima e imóveis que permitem a instalação e operação das fábricas clandestinas de cigarro e a consequente produção de contrafeitos;

Veja o histórico de contraventor suspeito de ser mandante de tentativa de homicídio na Ilha do Governador

O contraventor que é suspeito de ser o mandante de uma recente tentativa de homicídio contra um homem considerado desafeto na Ilha do Governador, é figura conhecida dos órgãos de segurança por explorar jogos na região. .Conhecido como Baixinho, o bicheiro utiliza-se de seu subordinado vulgo Passarinho para a execução dos crimes. Ele era dono de um patrimônio milionário e bastante conceituado no submundo da máfia do bicho”, O contraventor tinha uma empresa de onde as ações eram comandadas, eram feitos os acertos financeiros e também promovidas reuniões e encontros entre os integrantes do grupo, constituindo um verdadeiro escritório do crime. O caráter empresarial da exploração do jogo imprimido por Passarinho, chefe imediato do bando ficava claro também na autorização de pagamentos de gratificações como retribuição ao desempenho e estimulação ao trabalho. Tudo visando o fomento dos lucros como numa autêntica empresa privada. Anos atrás, a quadrilha fazia em média de R$ 300.000,00 por mês com a exploração do jogo. Além da Ilha do Governador, o bando explorava o jogo também em Paraíba do Sul, Três Rios, Itaguaí, e Petrópolis, além de TeresópolisCentenas e centenas de selos identificativos de máquinas caça-níqueis, timbrados com o nome da empresa do contraventor foram encontrados no escritório em Teresópolis e também no interior das máquinas apreendidas. Ele era inclusive detentor da “concessão” outorgada pelos banqueiros do jogo do bicho para a exploração das máquinas caça-níqueis na cidade.Foi veiculada a possível ligação do contraventor com um político influente nesta cidade da Região Serrana. O grupo usava uma revendedora de veículos para lavar o dinheiro do crime. O contraventor foi alvo de operação hoje pela Polícia Civil onde foram apreendidos cerca de R$ 300 mil. A tentativa de homicídio citada foi cometida por um policial militar, que foi ferido na ocasião e está preso. FONTE: TRF2 e Polícia Civil do RJ

Quadrilha de Adilsinho teria ligações com o PCC. Polícia faz operacâo contra jogos de azar online

Policiais civis da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) deflagraram, nesta quinta-feira (16/10), a “Operação Banca Suja”, uma ação de grande porte destinada a desmantelar uma estrutura criminosa sofisticada, atuante no ambiente digital e na economia paralela fluminense. A quadrilha alvo da ação é liderada pelo contraventor conhecido como Adilsinho e teria ligações com o PCC. O esquema de exploração de jogos de azar on-line, fraudes contra apostadores e lavagem de dinheiro movimentou mais de R$ 130 milhões em apenas três anos. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão e outras medidas judiciais na capital, Duque de Caxias e Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A ação inclui ainda bloqueios de R$ 65 milhões em contas bancárias e de R$ 2,2 milhões em bens (oito automóveis), além de autorização para sequestro de outros bens localizados no decorrer da operação. O objetivo é desestruturar toda a base financeira do grupo.A “Operação Banca Suja” integra a política institucional de “seguir o dinheiro” (follow the money) e atacar os alicerces econômicos das organizações criminosas. A meta é interromper fluxos financeiros ilícitos, proteger consumidores de fraudes, impedir a reciclagem de capitais criminosos e recuperar ativos para o estado, atingindo diretamente o financiamento de facções e redes criminosas com base territorial na Baixada e na capital. “Empresas que operam dentro da legalidade acabam dividindo o mesmo espaço competitivo com estruturas que atuam simultaneamente na legalidade e na ilegalidade, tornando-se prejudicadas por esse desequilíbrio. Essa é uma das pegadas importantes da investigação. Ao seguir o dinheiro, atacar os fluxos financeiros e descapitalizar estruturas criminosas, a Polícia Civil vai além da repressão direta e enfraquece os alicerces econômicos que sustentam facções e redes organizadas”, afirmou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi. As apurações revelaram fortes ligações entre o grupo e estruturas criminosas de grande porte na Baixada Fluminense, em especial a chamada “máfia do cigarro”, responsável por extensas redes de contrabando, corrupção e financiamento de atividades ilícitas. Também foram identificadas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de empresas que comercializam filtros de cigarro e recebiam transferências de pessoas jurídicas vinculadas ao núcleo principal — evidenciando um elo interestadual e nacional, em um nível de articulação raramente identificado no estado. “Operações como esta, que resultaram no bloqueio de dezenas de milhões de reais, assumem relevância especial ao se considerar que esses valores poderão ser revertidos em favor da Polícia Civil, financiando o próprio combate ao crime organizado. Ao mesmo tempo, fortalecem o estado e enfraquecem as organizações criminosas”, destacou o diretor do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), delegado Henrique Damasceno. De acordo com as investigações, para dissimular os valores ilícitos, o grupo utilizava empresas de fachada, transferências fracionadas e operações simuladas, espalhando as transações por diversas contas e ramos de atividade. Além dos crimes financeiros, os núcleos investigados são suspeitos de ordenar homicídios de desafetos e concorrentes, como forma de manter o controle sobre territórios e negócios ilegais, ampliando o potencial de periculosidade da organização.“Identificamos empresas que, aparentemente, atuam como de fachada, mas que movimentaram milhões de reais em um período muito curto — de seis meses a um ano — na tentativa de conferir aparência de legalidade às suas operações. Essas empresas se inserem no mercado formal, realizando transações financeiras de volume extremamente elevado e inflado por recursos provenientes de atividades criminosas, o que distorce a concorrência e prejudica o mercado legítimo”, explicou o delegado Renan Mello, da DCOC-LD. FONTE: PCERJ

Traficante do CV escondido no Rio comanda crimes na Paraíba

Um traficante da Paraíba Flávio de Lima Monteiro, vulgo “Fatoka, escondido no Rio de Janeiro  continuaria ordenando crimes na Paraíba, mais especificamente, em Cabedelo, município daquele estado nordestino.  Hoje, o Ministério Público da Paraíba com apoio da PCERJ realiza operação com  objetivo era desmantelar e asfixiar financeiramente a célula do Comando Vermelho (CV) na Paraíba, conhecida como “Tropa do Amigão”, comandada por,“Fatoka”  A ação integrada mobilizou mais de 150 servidores, distribuídos em 30 equipes. Foram cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e em comunidades no Rio de Janeiro. O trabalho conjunto resultou na identificação de uma rede de “laranjas”, empresas fantasmas e movimentações financeiras que ultrapassam R$ 250 milhões, culminando no bloqueio judicial de R$ 125 milhões em bens e valores vinculados à organização criminosa. O Gaeco e a Draco ressaltam que o combate às organizações criminosas exige ações coordenadas em múltiplas frentes: desarticular lideranças, neutralizar o braço armado e atacar o poder econômico.  A Operação “Asfixia” demonstra que a integração institucional fortalece a capacidade do Estado em privar facções criminosas dos meios necessários à manutenção de suas atividades ilícitas, representando um marco para o enfrentamento qualificado ao crime organizado no Nordeste.

De mero traficante do CV a contador do TCP na Maré, confira a evolução de bandido no crime

Confira agora a história de um traficante que era do Comando Vermelho, passou pela milícia e se tornou um dos principais integrantes do Terceiro Comando Puro no Complexo da Maré. Segundo a Justiça do Rio, Pablo atuava no tráfico na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, reduto do Comando Vermelho. Ele teria se desentendido com traficantes locais, fugindo daquela comunidade com dinheiro do tráfico, passando a morar em Nova Iguaçu, onde também teve problemas com a milícia local. Foi quando, então, por intermédio do vulgo “Bebezão”, Pablo se mudou para Vila do João, comunidade dominada pelo “TCP, passando a atuar no tráfico como contador. Ele teria conquistado prestígio na organização, elevando se na hierarquia do crime, passando de depositante a responsável pela cooptação de moradores da região para realização de depósitos fracionados da comunidade. Em fotos divulgadas nas redes sociais, ele pousou com armas, drogas, dinheiro e em companhia de outros traficantes da Vila do João, inclusive acenando com gestos representativos da organização criminosa “Terceiro Comando Puro” — TCP,

Chefão da Vila Aliança (TCP) mandou construir um supermercado para lavar o dinheiro do crime

A quadrilha do traficante Peixe da Vila Aliança lavou o dinheiro na construção de um supermercado além de uma loja de câmbio e turismo. Ficou demonstrado que o valor total da obra até a inauguração do supermercado e a continuidade deste negócio seria incompatível com a capacidade econômica financeira dos investigados empreendedores do estabelecimento comercial, os quais, contrataram, inclusive, com um consultor de Supermercado, cujo o pagamento teria ocorrido em espécie. A ex-esposa de um traficante figurava como a titular da empresa de turismo mas o verdadeiro empresário e administrador do negócio, seria um bandido, sem contar a forma em que ocorrera a aquisição da empresa, sempre através de dinheiro em espécie, evidenciando assim pratica do crime de lavagem de dinheiro, e ocultando os verdadeiros responsáveis pelo estabelecimento. A tentativa de transferir recursos dentro do sistema financeiro, misturando-os com as transações de uma empresa controlada, traz várias vantagens para os que fazem a lavagem. Em primeiro lugar, o criminoso tem maior controle sobre a empresa usada, quer por causa de uma propriedade benéfica, quer por causa de uma ligação estreita com o devido proprietário efetivo – o que reduz o risco de vazamento de informações para as autoridades de repressão de dentro daprópria empresa -, tal como ocorrera nas duas empresas citadas. Por outro lado, a instituição financeira usada para fazer as transações tende a não desconfiar tanto de grandes flutuações de saldo na conta de uma empresa: grande parte das pessoas que trabalha com serviços financeiros já espera altos e baixos durante o ciclo de negócios. Mas sea flutuação ocorresse na conta de uma pessoa física, as suspeitas seriam bem maiores Outro detalhe é que as referidas atividades empresariais lidam principalmente com dinheiro em espécie e por isso as instituições financeiras não considerarão tão suspeitos grandes depósitos em espécie. Peixe também emitia ordens da organização criminosa para os atos de depósitos identificados como provenientes de moradores das comunidades dominadas pelo Investigado, os quais são realizados para aquisição de drogas e armas para o grupo, a este devem ser imputados, haja vista o domínio sobre os fatos. A utilização de moradores da comunidade, interpostas pessoas, para fins de depósitos de valores, tem por finalidade óbvia ocultar a origemilícita dos valores e dissimular o comércio ilícito de drogas com os destinatários, fato que constitui branqueamento de ativos.

LAVAGEM DE DINHEIRO: Traficante Lacoste da Serrinha (TCP) tinha casarão avaliado em R$ 500 mil em Búzios que colocou em nome de dona de salão e fez moradores movimentarem valores milionários. Chefão do Jacarezinho (CV) também tinha residência em condomínio de luxo em Natal (RN)

O traficante Lacoste ou Salomão, chefão do Complexo da Serrinha, em Madureira, adquiriu há alguns anos um imóvel de veraneio na cidade de Armação de Búzios, na Região dos Lagos, no valor de R$ 500 mil. Só que para ocultar o seu nome, colocou o bem no nome de uma mulher, que era uma espécie de secretária dele. A moça possuía um pequeno salão na Serrinha totalmente desestruturado. incapaz de justificar a titularidade, da sua parte, de mais de R$500.000,00.Parte dos valores para a compra da casa foram depositados por um homem que foi preso por tráfico de drogas. A polícia chegou a ficar de campana no local em datas comemorativas e feriados para tentar prender Lacoste em Búzios Ocorre que estas diligências foram capazes, exclusivamente, de revelar o uso do imóvel por familiares do traficante”, a exemplo de uma de suas filhas, que se encontrava presente em uma dessas diligência Lacoste também se vale de moradores para depósitos, com fins de ocultação da origem. Em uma investigação foram identificados em depósitos vinculados ao tráfico da Serrinha um total de mais de R$3.000.000,00 Na mesma investigação, foi descoberto que um outro chefão do tráfico, vulgo Lambari, da Favela do Jacarezinho (CV), adquiriu um imóvel em um condomínio em Natal (RN) e colocou no nome de um homem, que era proprietário de um comércio minúsculo no interior da comunidade. Lambari se mudou do Estado do Rio de Janeiro, passando a viver com considerável conforto no nordeste brasileiro. Ele saiu dos holofotes policiais, perambulando livremente junto à sociedade já há algum tempo, sem que os aparatos de justiça criminal tivessem conhecimento de seus atos. Mesmo assim, continuou envolvido com o tráfico de drogas, recebendo “participações nos lucros” ou “royalties” decorrentes da sua condição de “dono da comunidade”. E ele manteve mantém alguns bens em nome de interpostas pessoas (laranjas) de sua maior confiança. E essas pessoas são moradoras do Jacarezinho, pessoas, ordinariamente, sem renda, que movimentavam valores estratosféricos, completamente fora da realidade de vida contemplada por esses indivíduos, não deixando dúvidas de que estas pessoas são operadoras do esquema de arrendamento da comunidade levado a cabo por Lambari.Um outro morador, dono de um pequeno comércio na comunidade, movimentou R$ 5 milhões. Seu frente, Chico Bento, vivia sob mais absoluto luxo no Jacarezinho em um imóvel projetado por arquiteto, móveis os mais modernos, piscina, banheira de hidromassagem, ,

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima