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lavagem de dinheiro

Cartões bancários com etiquetas de bocas de fumo revelam organização do caixa do tráfico na Vila Vintém (ADA)

A investigação da Polícia Civil do Rio que culminou com uma operação hoje para desarticular o braço financeiro da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), com atuação na comunidade da Vila Vintém, na Zona Oeste carioca, revelou um dado curioso. A apuração começou depois que um homem foi preso com dez cartões de contas bancárias usadas para movimentar o esquema e esses cartões tinham uma fita com os nomes de locais de boca de fumo da Vintém como Turquia e Selvinha O suspeito na época disse que os cartões pertenciam ao tráfico de drogas da Vila Vintém e seria para sacar o dinheiro no caixa eletrônico e entregar o dinheiro para integrantes da organização criminosa que domina o tráfico local da área; “Cada cartão pertencia a uma boca de fumo”, disse o suspeito que ganhava R$ 1.500 e confirmou quem recebia o dinheiro. O suspeito decidiu colaborar com a investigação, razão pela qual forneceu a senha de desbloqueio de seu aparelho telefônico celular aos policiais responsáveis pela diligência. Esclareceu, ainda, que franqueou voluntariamente o acesso ao referido aparelho, exibindo aos policiais civis e policiais militares as conversas e mensagens mantidas com os demais envolvidos nos fatos investigados, sem qualquer coação, constrangimento ou promessa de benefício, autorizando a visualização do respectivo conteúdo para fins de apuração dos fatos. Os elementos extraídos do aparelho celular apontam para sofisticada divisão de tarefas entre os integrantes da organização criminosa, identificando responsáveis pela arrecadação, prestação de contas, gerenciamento financeiro, movimentação de recursos por intermédio de transferências eletrônicas via PIX, utilização de contas bancárias de terceiros, saques em espécie e ocultação dos valores provenientes da atividade ilícita, circunstâncias corroboradas pelos comprovantes de transferências bancárias, fotografias de numerário, conversas mantidas por aplicativos de mensagens, depoimentos testemunhais e demais elementos constantes dos autos. As investigações apontam que o grupo movimentava cerca de R$ 500 mil por semana em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. As investigações identificaram um esquema estruturado para converter em dinheiro em espécie os valores obtidos com a venda de drogas.De acordo com os agentes, o comércio de entorpecentes na região era realizado, em grande parte, por meio de transferências via Pix e pagamentos em máquinas de cartão de crédito e débito. Segundo a apuração, os valores eram inicialmente transferidos para contas bancárias de terceiros, utilizados como laranjas no esquema. Em seguida, cartões vinculados a essas contas eram repassados a outros integrantes da organização, responsáveis por sacar os valores em espécie. Após esse processo, o dinheiro retornava à facção já desvinculado de sua origem ilícita, abastecendo novamente a estrutura financeira do tráfico. A investigação permitiu identificar 14 integrantes diretamente envolvidos na prática criminosa. Cada um movimentava, em média, cerca de R$ 5 mil por dia. A Justiça também determinou o bloqueio das contas bancárias utilizadas no esquema, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro da organização criminosa. A polícia teme concreto risco de evasão dos investigados, de ocultação de patrimônio ilícito, de destruição de aparelhos eletrônicos, alteração de registros bancários, exclusão de conversas mantidas por aplicativos de mensagens, dissipação dos ativos financeiros e intimidação de eventuais testemunhas, circunstâncias que recomendam a pronta atuação jurisdicional, sobretudo diante da notícia de que os investigados integram organização criminosa estruturada e voltada ao tráfico ilícito de entorpecentes e à lavagem de capitais.

Foi a partir de alerta de banco que polícia descobriu esquema milionário de lavagem de dinheiro da milícia do Catiri

Enquanto a operação da Polícia Civil contra a milícia do Catiri, em Bangu, já repercutiu em diversos veículos de imprensa, documentos judiciais obtidos pela reportagem revelam com mais profundidade como funcionava a estrutura financeira montada pelo grupo para lavar dinheiro e ocultar a origem ilícita dos recursos. O esquema, segundo as investigações, combinava fraudes bancárias, empresas de fachada, uso de laranjas e uma complexa rede de movimentação de valores destinada a dar aparência de legalidade a recursos obtidos por meio de crimes. As apurações começaram a partir de uma comunicação do Banco Santander, que identificou irregularidades em uma agência no Rio de Janeiro envolvendo a abertura de contas com documentação falsa e concessão indevida de crédito. O caso, inicialmente tratado como fraude bancária, revelou um prejuízo estimado em mais de R$ 5,2 milhões e serviu como ponto de partida para a descoberta de uma estrutura criminosa mais ampla. Segundo a investigação, o grupo atuava de forma organizada e permanente, com divisão clara de funções e forte integração entre pessoas físicas e jurídicas. No topo da estrutura estaria o chamado núcleo central, responsável por coordenar toda a engrenagem: criação de empresas, definição de operadores, controle indireto de contas bancárias e direcionamento dos fluxos financeiros. Esse núcleo seria formado por investigados que, segundo os autos, concentravam o poder decisório e a articulação estratégica do esquema. Abaixo dele, um núcleo operacional-financeiro executava as fraudes bancárias. Esse grupo era responsável por abrir contas em instituições financeiras utilizando documentos falsos ou adulterados, inserir dados ideologicamente inverídicos e viabilizar a contratação de linhas de crédito que, posteriormente, eram descumpridas de forma deliberada. Em diversos casos, o mesmo grupo operava múltiplas contas e empresas simultaneamente, criando uma malha de circulação artificial de recursos. Outro eixo fundamental da engrenagem era formado pelos chamados “testas de ferro”. Pessoas sem capacidade econômica compatível apareciam formalmente como sócios ou administradores de empresas utilizadas nas operações. Segundo os investigadores, essas pessoas eram usadas para ocultar os reais beneficiários das estruturas empresariais e dificultar o rastreamento patrimonial. Já o núcleo de circulação e pulverização de valores tinha como função fragmentar os recursos ilícitos. O dinheiro era transferido entre diversas contas de pessoas físicas e jurídicas interligadas, muitas vezes em pequenas quantias fracionadas, estratégia conhecida por dificultar a detecção por sistemas de controle financeiro. Após essa etapa, os valores retornavam ao sistema bancário com aparência de origem lícita, fechando o ciclo da lavagem. Relatórios de inteligência financeira do COAF e análises do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) identificaram movimentações incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados, além de padrões repetitivos de transferências entre empresas ligadas entre si e contas utilizadas exclusivamente para trânsito de valores. As investigações também apontam o uso recorrente de empresas de fachada em diferentes setores da economia, muitas delas sem atividade operacional real, registradas em endereços inexistentes, residenciais ou compartilhados entre múltiplas pessoas jurídicas. Em vários casos, os mesmos sócios apareciam vinculados a diferentes empresas, todas movimentando valores expressivos sem lastro econômico compatível. Outro ponto destacado pelos investigadores é o uso de operações em espécie e transações fracionadas, estratégia considerada típica de estruturas de lavagem de dinheiro, voltada a evitar mecanismos automáticos de controle e comunicação obrigatória ao sistema financeiro. Para a Polícia Civil e para os órgãos de controle financeiro, o conjunto de elementos revela uma engrenagem criminosa altamente estruturada, com divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos sofisticados de ocultação patrimonial. O esquema, segundo os autos, não se limitava a fraudes isoladas, mas funcionava como um sistema integrado de circulação e dissimulação de recursos ilícitos dentro do sistema financeiro formal.

Investigação revela império de um dos alvos da operação no São Carlos (TCP): mansão, carros de luxo, controle da internet e bloqueio de R$ 347 milhões.

Pegando como gancho a operação que teve como alvo integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de São Carlos nesta semana, revelamos r detalhes sobre o que as autoridades descrevem como um verdadeiro império criminoso comandado por Rafael Carlos da Silva Ferreira, o Parazão, apontado como uma das principais lideranças da facção no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, Parazão não era apenas mais um traficante da organização. Os documentos afirmam que ele recebeu de Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, apontado como um dos chefes históricos do TCP, o controle do Morro da Mineira, uma das comunidades que integram o Complexo de São Carlos, na região central do Rio. De acordo com a apuração, Coelho teria dado a Parazão “carta branca” para administrar a Mineira da forma que desejasse, consolidando sua posição como uma das figuras mais influentes da facção. Mesmo preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, Coelho continuaria acompanhando assuntos relacionados à administração da região, segundo diálogos interceptados durante as investigações. Domínio sobre a Mineira e ligação entre Rio e Minas As investigações apontam que Parazão construiu uma estrutura que ultrapassava as fronteiras do Rio de Janeiro. Além de ser identificado como o “frente” do TCP na Mineira, ele também é apontado como líder da organização criminosa conhecida como Sala VIP, com atuação no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte. Para os investigadores, a estrutura funcionava como uma verdadeira empresa criminosa, com operadores financeiros, responsáveis por movimentação de dinheiro, transporte de drogas, logística e controle territorial. Mansão, carros de luxo e vida de alto padrão A investigação também descreve um padrão de vida incompatível com a renda formal dos envolvidos. Segundo os investigadores, recursos atribuídos a Parazão teriam sido utilizados para aquisição de um imóvel de alto padrão no bairro Paraíso, em Belo Horizonte, além da compra de veículos de luxo utilizados por pessoas ligadas ao grupo. Os documentos apontam que o imóvel teria sido adquirido por intermédio de pessoas próximas ao traficante e pago com recursos oriundos das atividades criminosas atribuídas à organização. Entre os veículos citados na investigação aparecem uma Mitsubishi ASX, avaliada em cerca de R$ 70 mil, uma Mitsubishi Outlander, uma Toyota Hilux SRX avaliada em aproximadamente R$ 185 mil, além de um Volkswagen Nivus, Honda Civic, Toyota Corolla e outros automóveis que acabaram atingidos pelas medidas judiciais. Segundo os investigadores, parte desses bens estaria registrada em nome de terceiros para dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários. A investigação também aponta gastos elevados com imóveis, veículos, despesas pessoais e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos. Controle da internet nas comunidades Outro ponto que chamou atenção das autoridades foi o suposto controle exercido por Parazão sobre o mercado de internet em áreas dominadas pelo grupo. Segundo diálogos interceptados, ele recebia mensalmente cerca de R$ 50 mil provenientes do chamado “negócio da internet”. As investigações indicam que empresas concorrentes teriam dificuldades para atuar em determinadas comunidades sem autorização da organização criminosa. Mensagens analisadas pelos investigadores mostram integrantes discutindo se determinados provedores poderiam ou não instalar serviços nas regiões controladas pelo grupo. Rede milionária de lavagem de dinheiro A investigação aponta a existência de uma complexa rede financeira utilizada para movimentar recursos atribuídos à organização. Relatórios de inteligência financeira identificaram pessoas ligadas ao grupo movimentando milhões de reais em contas bancárias apesar de possuírem rendas formais baixas ou incompatíveis com os valores transacionados. Um dos operadores financeiros citados teria movimentado mais de R$ 4,8 milhões em suas contas. Outro investigado aparece associado a transações que ultrapassariam R$ 12 milhões. Há ainda registros de movimentações superiores a R$ 8,6 milhões realizadas por investigados que declaravam renda mensal pouco acima de mil reais. Segundo as autoridades, a estrutura utilizava empresas, contas de terceiros e sucessivas transferências para ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro. Empresas sob suspeita Os investigadores também identificaram empresas que teriam sido utilizadas para movimentar recursos relacionados ao grupo criminoso. Entre elas aparecem provedores de internet, empresas de transporte, importação, exportação e outros negócios que passaram a ser monitorados pelas autoridades. Uma das empresas citadas na investigação movimentou mais de R$ 52 milhões em aproximadamente um ano. Outra teria registrado cerca de R$ 22 milhões em operações consideradas incompatíveis com o faturamento declarado. Para os investigadores, parte dessas empresas funcionaria como mecanismo para ocultação e circulação de dinheiro da organização criminosa. Drogas, armas e rota entre estados As investigações também apontam que integrantes do grupo atuavam no transporte de drogas entre Minas Gerais e Rio de Janeiro para abastecer áreas dominadas pela facção. Os investigadores encontraram registros de negociações envolvendo cocaína, crack, maconha, drogas sintéticas e armas de fogo. Também foram localizadas imagens de fuzis, carregamentos de entorpecentes e referências diretas ao TCP e à chamada Sala VIP. As apurações identificaram ainda deslocamentos frequentes de integrantes do grupo para regiões próximas à fronteira com o Paraguai, área historicamente associada às rotas de entrada de drogas no Brasil. Bloqueio de R$ 347 milhões Diante do conjunto de provas reunidas durante a investigação, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, empresas, veículos e outros bens ligados aos investigados. O valor das medidas patrimoniais chega a R$ 347,6 milhões. Além dos bloqueios financeiros, a decisão também determinou restrições sobre diversos veículos apontados como ligados à estrutura investigada. Para as autoridades, os elementos reunidos demonstram que Parazão não exercia apenas o comando armado do Morro da Mineira, mas estaria no centro de uma organização que combinava tráfico de drogas, controle econômico de territórios, exploração de serviços em comunidades e uma sofisticada engrenagem de movimentação financeira capaz de movimentar centenas de milhões de reais. As investigações prosseguem para identificar a extensão total do patrimônio supostamente acumulado pelo grupo e a participação de outros integrantes da organização criminosa.

Saiba detalhes sobre a atuação da facção baiana ligada ao CV alvo de operação ontem pela Polícia Civil do RJ

Uma investigação conduzida pelas autoridades da Bahia revelou a existência de uma sofisticada organização criminosa ligada ao Comando Vermelho que atuava principalmente no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, e que teria movimentado cerca de R$ 99 milhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro destinado a ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras atividades criminosas. O bando foi alvo de operação ontem pela Polícia Ciivl no Rio. Seus integrantes estariam escondidos em comunidades da Zona Sudoeste carioca. Considerado um dos principais redutos do Comando Vermelho na capital baiana, o Complexo do Nordeste de Amaralina há anos figura entre as áreas de maior interesse das forças de segurança devido à forte presença da facção. Segundo as investigações, o grupo possuía uma estrutura altamente organizada, com divisão de funções e mecanismos financeiros sofisticados para dificultar a ação das autoridades. No topo da organização estaria o traficante conhecido como “Surfista”, apontado como uma das principais lideranças da facção na região. De acordo com o Ministério Público da Bahia, ele exercia funções de comando, coordenando atividades criminosas e gerenciando o fluxo financeiro da organização. As apurações tiveram início após a identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A partir daí, foram realizadas análises bancárias, fiscais e patrimoniais que permitiram aos investigadores reconstruir a engrenagem financeira da organização. Os relatórios apontam que a facção utilizava métodos típicos de lavagem de dinheiro para esconder a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Entre as práticas identificadas estão o fracionamento de depósitos em pequenas quantias para evitar mecanismos de controle do sistema financeiro, a pulverização de recursos entre diversas contas bancárias e a rápida transferência de valores entre diferentes titulares. Segundo a investigação, o dinheiro proveniente das atividades criminosas era inicialmente inserido no sistema financeiro por meio de contas registradas em nome de terceiros. Em seguida, os valores passavam por uma série de transferências sucessivas destinadas a dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos. A análise dos extratos bancários revelou mais de 12 mil operações financeiras interligadas, evidenciando, segundo os investigadores, um esquema profissionalizado e estruturado para movimentação de dinheiro do crime organizado. As autoridades também identificaram o uso de empresas sem atividade econômica compatível com os valores movimentados. Algumas delas eram classificadas como inaptas perante a Receita Federal, mas continuavam sendo utilizadas para dar aparência de legalidade às transações realizadas pela organização criminosa. De acordo com os investigadores, a estrutura da facção era dividida em diferentes núcleos. O núcleo diretivo seria responsável pelas decisões estratégicas e pelo comando das atividades criminosas. Já o núcleo operacional-financeiro executava as movimentações bancárias e administrava a circulação dos recursos ilícitos. Havia ainda um núcleo de apoio patrimonial e familiar, composto por pessoas encarregadas de disponibilizar contas bancárias, empresas e estruturas utilizadas para ocultação de bens e valores. As investigações apontam que diversos integrantes exerciam funções específicas dentro do esquema, atuando como intermediários financeiros e operadores responsáveis pela fragmentação e dispersão dos recursos movimentados pela facção. Outro elemento que reforçou as suspeitas foi a identificação de vínculos entre os investigados e pessoas já investigadas ou processadas por tráfico de drogas. Para as autoridades, esses elementos demonstram a conexão direta entre a atividade de tráfico e o sistema de lavagem de dinheiro utilizado para esconder os lucros obtidos pela organização. Segundo o Ministério Público, os indícios reunidos mostram que não se tratava de movimentações isoladas ou esporádicas, mas de um esquema permanente e coordenado, estruturado para sustentar financeiramente as atividades da facção criminosa. Operação chegou ao Rio de Janeiro Foi justamente para atingir integrantes dessa organização que policiais civis da Bahia e do Rio de Janeiro deflagraram, nesta quinta-feira (11), a segunda fase da Operação Maré Vermelha. A investigação apontou que alguns dos alvos passaram a utilizar comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro, especialmente em regiões de Jacarepaguá, Rio das Pedras e arredores da Gardênia Azul, como refúgio para escapar da pressão das forças de segurança baianas. Mesmo fora da Bahia, os investigados continuariam participando de atividades ligadas ao tráfico de drogas, tráfico de armas e à movimentação financeira da facção. Com apoio de agentes da 32ª DP (Taquara), equipes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa. O objetivo da ofensiva é localizar foragidos, reunir novas provas e enfraquecer a estrutura financeira e logística de uma das principais ramificações do Comando Vermelho em atuação na Bahia.

Mensagens revelam bastidores da rede da contravenção comandada por filha de Piruinha

Esses ganchos destacam o que há de maMensagens encontradas em celulares e tablets apreendidos com Monalliza Escafura, filha do contraventor José Caruzzo Escafura, o Piruinha, revelaram conversas sobre repasses de dinheiro para a companheira da investigada e discussões sobre os impactos de operações policiais nos pontos clandestinos de jogos de azar controlados pelo grupo. Monalliza está presa desde maio. Segundo o Ministério Público, os diálogos mostram que um dos principais operadores da organização, relatava diretamente a Monalliza dificuldades enfrentadas pelos exploradores de caça-níqueis em áreas onde havia presença policial, além de coordenar a arrecadação de dinheiro dos pontos de jogo. As mensagens também apontam que parte dos valores movimentados pela quadrilha era depositada em contas de terceiros indicados por Monalliza. Entre os beneficiários dos repasses aparece a companheira da filha de Piruinha. De acordo com os investigadores, o operador de Monalliza era responsável por recolher dinheiro de diversos pontos clandestinos espalhados pelo Rio de Janeiro, supervisionar operadores e encaminhar grandes quantias para a liderança do esquema. Em uma das conversas citadas no processo, ele cobra pagamentos de responsáveis por pontos de jogo e comunica à chefia problemas causados por ações policiais que estariam afetando a arrecadação da organização. Já em outros diálogos, segundo o Ministério Público, aparecem discussões sobre depósitos, transferências bancárias e entrega de dinheiro em espécie, indicando a movimentação de centenas de milhares de reais provenientes da exploração ilegal dos jogos. Operador era considerado homem de confiança de Monalliza A investigação aponta que Renato ocupava posição estratégica dentro do grupo. Segundo os promotores, ele administrava a rotina dos pontos clandestinos, controlava pagamentos, recolhia a arrecadação e mantinha contato permanente com Monalliza, prestando contas sobre o desempenho financeiro da operação. As mensagens analisadas pelos investigadores indicariam que ele atuava diretamente na logística financeira da quadrilha e no repasse dos recursos arrecadados. Justiça decreta prisão Com base no material apreendido, a Justiça decretou a prisão preventiva de Monalliza Escafura e Renato Marçano Cavalcante. A decisão destaca que as conversas encontradas nos aparelhos eletrônicos mostram o funcionamento do esquema, o controle da movimentação financeira e a utilização de terceiros para receber recursos ligados à exploração ilegal de jogos de azar. Segundo a acusação, a organização atuava há anos em diferentes comunidades do Rio de Janeiro e mantinha uma rede de pontos clandestinos voltada à exploração de caça-níqueis e outras modalidades de jogos.is específico no documento.

Do lixo ao dinheiro do tráfico? Gigante da reciclagem no RJ é alvo de investigação sobre lavagem para o CV. Empresa contesta

A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil do Rio investiga o suposto envolvimento de uma das maiores empresas de reciclagem e genenciamento de resíduos do Estado do RJ com a com lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Ela teve as finanças bloqueadas pela Justiça Segundo a apuração policial, o envolvimento da empresa e de seus sócios na intrincada teia criminosa se dá em razão de transações financeiras junto a uma pessoa que possui vínculos com o CV. A investigação inserida no contexto da “Operação Contenção” , versa sobre o bloqueio de bens de variadas pessoas jurídicas e físicas que, em maior ou menor proximidade, supostamente serviriam de instrumento de lavagem de dinheiro para a facção. Segundo a apuração policial, o suposto envolvimento da comanhia e de seus sócios na intrincada teia criminosa se dá em razão de transações financeiras junto ao Sr. Nome, que alegadamente possui vínculos com tal facção. A empresa, no entanto, reagiu. Afirmou que tas transações entre a firma e esse suposto membro do CV tinham objeto lícito, emissão de nota fiscal, eram acompanhadas pelo regular recolhimento de impostos e recebiam o mesmo tratamento minucioso que a empresa confere às cargas que lhe são trazidas por todos os seus fornecedores. A empresa alega que o fato de ter comprado sucata de alguém, por si só, não deveria servir para que o Estado entenda que os sócios da empresa possuem vínculos com organização criminosa violenta A tal empresa citada acumula mais de 25 anos de operação ininterrupta, tendo evoluído de uma empresa voltada à comercialização de aparas de papel para um grupo empresarial de grande porte, com atuação diversificada no processamento de plásticos, sucata metálica e resíduos industriais e comerciais em geral. Ela conta com sede própria de 52.540 m2, cinco unidades operacionais no Estado do Rio de Janeiro, capacidade de processamento superior a 40.000 toneladas de materiais por mês e redirecionamento anual de mais de 450 mil toneladas de resíduos de aterros sanitários e oceanos. Ela emprega diretamente 540 (quinhentos e quarenta) trabalhadores registrados sob o regime celetista, além de contar com equipes terceirizadas, totalizando 549 (quinhentos e quarenta e nove) postos de trabalho. Argumenta ainda que mantém escrituração contábil regular, possui todas as licenças necessárias para desenvolvimento das suas atividades, emite e recebe notas fiscais, recolhe uma vultosa carga de tributos e cumpre as obrigações previstas na legislação aplicável ao comércio de resíduos sólidos, incluindo o CER – Certificado de Estabelecimento de Reciclagem, documento exigido pela legislação estadual fluminense e emitido pela DRF Ela possui como clientes algumas das maiores empresas brasileiras, . Ou seja: a sucata que a compra, após os devidos processos de beneficiamento que a empresa realiza, retorna ao mercado nacional como indispensável insumo para utilização produtiva por expoentes da indústria brasileira. Mas a investigação diz que foram identificadas transações financeiras realizadas no período de 2020 a 2025, entre a empresa e essa pessoa, que segundo a investigação seria um associado da facção criminosa Comando Vermelho. A polícia conseguiu o bloqueio de todas as contas bancárias, aplicações e ativos financeiros da firma e de seus sócios administradores, além da constrição de bens imóveis e da apreensão de dezenas de veículos integrantes da frota operacional da empresa. A firma alega que o bloqueio decretado é manifestamente desproporcional e deve ser reduzido, por três razões objetivas, quais sejam Uma delas que o valor bloqueado excede em 71 vezes o montante efetivamente imputado como ilícito à empresa A firma alega ainda que o bloqueio imposto apenas à empresa e seus sócios supera o valor total supostamente movimentado por toda a organização criminosa. A empresa argumenta ainda que se não bastasse a desproporção estrutural e ausência de razoabilidade jurídica demonstrada, o bloqueio integral produz efeito imediatamente catastrófico sobre a atividade empresarial e as centenas de trabalhadores que dela dependem. . Com a totalidade de seus ativos financeiros bloqueados, a empresa se encontra absolutamente impossibilitada de honrar suas obrigações trabalhistas, o que configura dano imediato, concreto e irreparável a trabalhadores inteiramente alheios aos fatos apurados nos presentes autos. Além das obrigações com funcionários e prestadores de serviços, a empresa também precisa pagar impostos referente aos serviços prestados pelos terceirizados e guia de ISS pelos serviços prestados pela empresa, que também venceram nesta primeira semana de junho A firma alega ainda que a situação é de urgência real, já que, entre pagamentos de valores líquidos aos seus colaboradores e tributos, a empresa precisava realizar cumprir até 05.06.26 e, ao presente momento, afirma não dispõe de qualquer valor disponível em conta para fazer frente à obrigação, eis que a totalidade de seus ativos financeiros foi bloqueada . Por conta disso, a firma requereu à Justiça seja determinada a redução do bloqueio determinado em face das pessoas físicas e jurídicas ligadas à empresae imediata liberação dos valores que excedem a esse montante;

O sequestro que abriu a caixa-preta financeira do Comando Vermelho na Maré

O sequestro de um homem em setembro de 2025 acabou levando a Polícia Civil a descobrir o que seria uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV) no Complexo da Maré. Segundo documentos do Ministério Público, a investigação revelou movimentações financeiras suspeitas, empresas, imóveis, joias e contas bancárias que teriam sido usadas para esconder recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes praticados pela facção. De acordo com o procedimento, tudo começou após o sequestro de E.S ocorrido em 12 de setembro de 2025. Durante as negociações para libertá-lo, familiares e pessoas próximas teriam reunido rapidamente uma grande quantidade de dinheiro em espécie e joias para o pagamento do resgate. O que chamou a atenção dos investigadores foi a origem dos recursos. Segundo o Ministério Público, os valores mobilizados durante as negociações eram incompatíveis com a capacidade financeira oficialmente declarada pelos envolvidos, o que levou a polícia a aprofundar as apurações. Resgate levou investigadores até traficante da Nova Holanda As investigações apontaram que um dos responsáveis por ajudar a reunir os recursos para o resgate seria um homem conhecido pelo apelido de “Manga”, apontado pelas autoridades como integrante do Comando Vermelho e atuante no tráfico de drogas da comunidade da Nova Holanda, uma das principais localidades do Complexo da Maré. Segundo o Ministério Público, o investigado não possuía fonte de renda lícita conhecida capaz de justificar os recursos que movimentava. A partir desse ponto, os investigadores passaram a rastrear transferências bancárias, empresas, aquisição de imóveis e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados pelos suspeitos. Empresas, ouro e padrão de vida incompatível A investigação identificou que pessoas ligadas ao grupo eram proprietárias de estabelecimentos comerciais localizados dentro de áreas controladas pelo Comando Vermelho na Maré. Apesar de declararem rendimentos modestos, os investigados mantinham negócios com capital elevado, além da posse de joias e outros bens considerados incompatíveis com as atividades econômicas informadas às autoridades. Segundo o Ministério Público, o padrão financeiro encontrado indicava a possível utilização de empresas para dar aparência de legalidade a recursos oriundos de atividades criminosas. Contas bancárias e movimentações suspeitas Durante a apuração, os investigadores identificaram uma série de transações envolvendo pessoas que possuíam ligações com áreas dominadas pelo Comando Vermelho. Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações consideradas atípicas, incluindo valores elevados circulando por contas de pessoas sem capacidade financeira aparente para justificar tais operações. Uma das linhas investigativas sustenta que contas bancárias de terceiros teriam sido utilizadas para movimentar recursos ligados ao tráfico de drogas da Nova Holanda. Compra de imóvel e dinheiro em espécie Outro trecho da investigação descreve a venda de um imóvel localizado no interior do Complexo da Maré. Segundo os autos, parte do pagamento teria ocorrido por meio de transferências bancárias e outra parte teria sido entregue em dinheiro vivo. Para os investigadores, a negociação reforça os indícios de utilização do mercado imobiliário para ocultar recursos provenientes das atividades da facção. Ligação com outros investigados do Comando Vermelho As apurações também identificaram conexões financeiras entre pessoas vinculadas à Maré e indivíduos já investigados em outros procedimentos relacionados ao Comando Vermelho em diferentes regiões do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério Público, os cruzamentos bancários apontam para uma estrutura que ultrapassaria uma única comunidade e envolveria operadores encarregados de movimentar e ocultar dinheiro da organização criminosa. Dinheiro do tráfico, roubos e extorsões No parecer apresentado à Justiça, o Ministério Público afirma que os elementos reunidos indicam a existência de uma associação criminosa voltada ao branqueamento de capitais oriundos do tráfico de drogas, roubos, extorsões e outras atividades ilícitas praticadas em territórios dominados pelo Comando Vermelho. De acordo com os investigadores, o grupo utilizaria empresas, imóveis, pessoas interpostas e transações financeiras fracionadas para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Justiça pode autorizar novas buscas Diante dos indícios reunidos, a Polícia Civil pediu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, além da quebra dos sigilos de dados dos aparelhos eletrônicos que forem encontrados. O objetivo é localizar documentos, contratos, registros contábeis, celulares, computadores, joias e outros materiais que possam revelar como funcionava a suposta engrenagem financeira utilizada para lavar dinheiro da facção. A investigação segue em andamento e, segundo o Ministério Público, busca identificar todos os integrantes da estrutura e rastrear o destino dos valores movimentados ao longo dos últimos anos.

Investigação aponta rede com mais de 20 empresas de diferentes setores usada para movimentar recursos da quadrilha de Rabicó (CV). Jornal que fez circular R$ 58 milhões em um ano e clínica estética na França são citados

A denúncia do Ministério Público revela a dimensão empresarial atribuída à organização criminosa ligada ao traficante conhecido como Rabicó do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.  Segundo a investigação, o grupo teria utilizado mais de 20 empresas espalhadas por diversos segmentos econômicos para movimentar milhões de reais e ocultar a origem dos recursos sob suspeita. O que mais chama atenção é a variedade dos negócios citados nos autos. Entre as empresas mencionadas aparecem companhias dos setores de reciclagem de sucata, comércio de metais, transportes, logística, reboque de veículos, energia solar, informática, cursos preparatórios, importação, comércio de alimentos, varejo online, armarinho, pagamentos,  assessoria empresarial, intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, comunicação (jornal), comércio de mercadorias em geral não especializado”, alimentos (Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares_além até mesmo de uma sorveteria localizada na Ilha de Itaóca, em São Gonçalo., e suprimentos para processamento de dados, comercio varejista, plastificação, corretagem de automóvel, distribuição de correspondência, malote, administração de veículos automotores, correspondentes bancários, mala direta, escritório virtual, serviços de assessoria administrativa, informações cadastrai, serviços de salas de internet. A investigação cita ainda clínicas de serviços estéticos, sendo uma delas supostamente localizada na França e  outra no  Complexo do Salgueiro vinculadas a esposa de um dos membros da quadrilha de Rabicó.  As empresas eram de fachada e usadas, notadamente, com o propósito de ocultar, dissimular e reinserir recursos ilícitos no sistema financeiro formal.  Chama atenção também a ausência de estrutura operacional (funcionários registrados e infraestrutura física) e compatível com os vultosos valores movimentados pelas firmas, reforçando a tese de que tais empresas não exercem atividade econômica legítima Uma delas, por exemplo, movimentou cerca de R$ 32 milhões no intervalo de um ano. O jornal fez circular R$ 58 milhões, Tinha empresa, inclusive, localizada fora do RJ. Foram descobertas firmas no Paraná e em São Paulo.  O núcleo empresarial, portanto, não apenas servia como meio de ocultação da origem dos recursos, mas também como rota de dispersão e pulverização dos valores, beneficiando diretamente os integrantes da organização criminosa, inclusive seus líderes e operadores financeiros

IMPÉRIO DE RABICÓ (CV): Armas e drogas vinham do Complexo da Penha. Casa em Iguaba reunia família do criminoso

Segundo a denúncia do Ministério Público, o nome de “Matuto Falcão” aparece nas investigações como um dos principais fornecedores de armas e drogas ligados ao grupo criminoso chefiado por Rabicó. As apurações apontam que ele seria responsável por intermediar ou fornecer carregamentos destinados à facção, mantendo conexões com criminosos de outras áreas dominadas pelo Comando Vermelho, como o Complexo da Penha As investigações revelam que Magrinho Brizola atuava como um dos responsáveis pelas negociações envolvendo a aquisição desses armamentos e entorpecentes. Conversas analisadas pelos investigadores mostram tratativas relacionadas à compra de drogas e armas, além de movimentações financeiras destinadas a viabilizar essas operações. Em um dos episódios citados na denúncia, uma transferência de R$ 5 mil teria sido utilizada em uma negociação relacionada ao abastecimento da organização criminosa. Para o Ministério Público, as mensagens demonstram que Magrinho Brizola exercia papel estratégico dentro da engrenagem criminosa, funcionando como interlocutor entre integrantes da facção e fornecedores externos, entre eles o homem identificado pelo vulgo “Matuto Falcão”, apontado como peça importante na cadeia de suprimentos do grupo. egundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, um dos bens que chamou a atenção dos investigadores foi uma residência localizada na Rua Elvira Maria da Dores, nº 5, no bairro Iguabella, em Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Embora o imóvel esteja formalmente registrado em nome de Bruno P.C, os promotores sustentam que a propriedade seria, na prática, utilizada pela família de Rabicó. De acordo com a investigação, a análise dos dados extraídos de aparelhos eletrônicos revelou uma série de fotografias e registros que mostrariam a presença frequente de Raquel Neves dos Santos Mendonça, companheira de Rabicó, além de familiares e pessoas próximas ao casal, no imóvel. As imagens retratariam momentos de lazer, reuniões familiares e situações cotidianas, indicando que a residência seria utilizada de forma contínua pela família do traficante. A denúncia destaca ainda que foram identificados documentos e comprovantes relacionados à manutenção da propriedade. Segundo os investigadores, despesas ordinárias, como serviços de internet e outras contas ligadas ao funcionamento da casa, seriam administradas ou pagas por pessoas ligadas ao núcleo familiar de Rabicó, apesar de o imóvel permanecer registrado em nome de um terceiro. Outro ponto citado pelo Ministério Público é uma conversa atribuída a Raquel na qual ela teria cobrado de Rabicó providências para que a propriedade fosse transferida para o nome da filha do casal. Para os promotores, o diálogo seria um indicativo de que a família se considerava a verdadeira beneficiária do imóvel, independentemente da titularidade formal registrada nos documentos oficiais. Os investigadores afirmam que o caso da casa de Iguaba Grande se encaixa em um padrão identificado ao longo da apuração: bens registrados em nome de terceiros, mas utilizados e administrados por integrantes da organização criminosa. Segundo a acusação, esse mecanismo teria como objetivo dificultar a identificação dos verdadeiros proprietários e proteger o patrimônio contra eventuais medidas judiciais de bloqueio ou sequestro. A residência de Iguaba Grande não é o único bem mencionado na denúncia. O Ministério Público aponta que veículos e outros imóveis também teriam sido colocados em nome de pessoas próximas ou de terceiros, formando uma rede de suposta blindagem patrimonial destinada a ocultar a origem dos recursos e a propriedade efetiva dos bens utilizados pela cúpula da organização criminosa. Entretanto, a casa de Iguaba ganhou destaque por conta da quantidade de registros fotográficos, documentos e mensagens encontrados durante a investigação, que, segundo os promotores, demonstrariam seu uso direto pela família de Rabicó.

Luxo e festas: denúncia aponta mulher de Rabicó (CV) como peça da ostentação da quadrilha

A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra integrantes da facção que atua no Complexo do Salgueiro traz detalhes sobre o padrão de vida luxuoso mantido por RAQUEL NEVES DOS SANTOS MENDONÇA, companheira do traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, além de expor diálogos e movimentações atribuídas a ALEX SANDRO FERREIRA DE ARAÚJO, o “TEC”, apontado como operador financeiro da quadrilha. Segundo a investigação, Raquel seria uma das principais responsáveis pela ocultação de patrimônio e pela administração de bens ligados ao núcleo criminoso. Os investigadores afirmam que a análise da nuvem de dados da denunciada revelou registros de festas privadas, viagens, resorts de luxo, cruzeiros, carros e grande quantidade de dinheiro em espécie. De acordo com o relatório, foram encontrados registros de eventos de alto padrão, comemorações privadas e encontros realizados em áreas controladas pela facção. A denúncia afirma que Raquel ostentava joias, roupas caras e maços de dinheiro em fotos armazenadas em dispositivos eletrônicos. Entre os locais citados pelos investigadores aparecem hospedagens em resort de luxo, participação em cruzeiro e festas realizadas em imóveis atribuídos ao grupo criminoso. O Ministério Público sustenta que o padrão de vida seria incompatível com qualquer renda oficialmente declarada. Outro trecho da investigação aponta que o esquema financeiro da quadrilha também teria sido utilizado para beneficiar integrantes da família de “Rabicó”, incluindo seu filho, RUAN DOS SANTOS FERREIRA. Segundo os investigadores, foram identificadas transferências bancárias relacionadas a pessoas que realizavam visitas ao filho do traficante enquanto ele estava preso. A denúncia cita, por exemplo, uma transferência de R$ 2 mil feita por “TEC” para uma mulher identificada como frequentadora das visitas a Ruan no sistema penitenciário. Para os investigadores, o pagamento reforça a ligação direta entre o operador financeiro da quadrilha e o núcleo familiar do chefe da facção. As investigações também apontam que Raquel administrava veículos e imóveis registrados em nome de terceiros, prática que, segundo os promotores, teria o objetivo de ocultar patrimônio supostamente adquirido com dinheiro do tráfico, roubos e lavagem de capitais. Outro ponto destacado na denúncia envolve as conversas entre “Rabicó” e “TEC”, descrito pelas autoridades como o principal operador financeiro da organização criminosa. Os áudios reunidos pela investigação mostram pedidos de pagamentos, depósitos, compras e transferências bancárias. Trechos das mensagens atribuídas a “Rabicó” revelam a relação direta com “TEC”: “Meu parceiro Tec, é só você dar o sinal aí pra me encostar lá, pegar lá essa parada aqui, pros caras pintar aqui, valeu? É só você dar um salvão que eu vou encostar lá agora.” Em outro áudio anexado ao processo, “Rabicó” solicita a compra de materiais: “Meu querido, por que você pode fazer esse favor pra mim aí? Dá uma batida lá na madeira, rola isso lá e encomenda esse material pra mim, por favor aí, cara.” As escutas também mostram pedidos frequentes de PIX e depósitos bancários: “É isso mesmo, Tec. Vem já bem. Eu vou mandar mais um Pix pra tu aí pra você ir adiantar aí pra botar uma conta agora de 700 reais aí, valeu?” Outro trecho aponta novas solicitações financeiras: “Oi meu mano Tec, bom dia aí. Tem como você botar aí um Pix de mil reais nessa conta pra mim por gentileza aí mano?” E ainda: “Oi Tec, me faz um favor aí, deposita mil nessa conta, por favor aí, por gentileza aí, cara.” Segundo o Ministério Público, os diálogos demonstram uma relação de confiança e subordinação entre os integrantes da organização criminosa. A investigação afirma que “TEC” era responsável por movimentar dinheiro da facção, realizar transferências pulverizadas e administrar contas utilizadas para ocultar recursos ilícitos. Os promotores afirmam ainda que o operador financeiro teria movimentado mais de R$ 73 milhões em operações consideradas suspeitas pelo COAF, utilizando empresas de reciclagem, contas de passagem e depósitos fracionados para dificultar o rastreamento do dinheiro. A denúncia sustenta que Raquel, “TEC” e pessoas ligadas à família de “Rabicó” integravam diretamente a engrenagem financeira da organização criminosa comandada pelo traficante no Complexo do Salgueiro. A denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra integrantes da facção que atua no Complexo do Salgueiro traz detalhes sobre o padrão de vida luxuoso mantido por Raquel Neves dos Santos Meondoça companheira do traficante Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, além de expor diálogos e movimentações atribuídas a Alex Sandro Ferreira de Araújo, , apontado como operador financeiro da quadrilha. Segundo a investigação, Raquel seria uma das principais responsáveis pela ocultação de patrimônio e pela administração de bens ligados ao núcleo criminoso. Os investigadores afirmam que a análise da nuvem de dados da denunciada revelou registros de festas privadas, viagens, resorts de luxo, cruzeiros, carros e grande quantidade de dinheiro em espécie. De acordo com o relatório, foram encontrados registros de eventos de alto padrão, comemorações privadas e encontros realizados em áreas controladas pela facção. A denúncia afirma que Raquel ostentava joias, roupas caras e maços de dinheiro em fotos armazenadas em dispositivos eletrônicos. Entre os locais citados pelos investigadores aparecem hospedagens em resort de luxo, participação em cruzeiro e festas realizadas em imóveis atribuídos ao grupo criminoso. O Ministério Público sustenta que o padrão de vida seria incompatível com qualquer renda oficialmente declarada. Outro trecho da investigação aponta que o esquema financeiro da quadrilha também teria sido utilizado para beneficiar integrantes da família de “Rabicó”, incluindo seu filho, RUAN DOS SANTOS FERREIRA. Segundo os investigadores, foram identificadas transferências bancárias relacionadas a pessoas que realizavam visitas ao filho do traficante enquanto ele estava preso. A denúncia cita, por exemplo, uma transferência de R$ 2 mil feita por “TEC” para uma mulher identificada como frequentadora das visitas a Ruan no sistema penitenciário. Para os investigadores, o pagamento reforça a ligação direta entre o operador financeiro da quadrilha e o núcleo familiar do chefe da facção. As investigações também apontam que Raquel administrava veículos e imóveis registrados em nome de terceiros, prática que, segundo os promotores, teria o objetivo de ocultar patrimônio supostamente adquirido com dinheiro do tráfico, roubos e lavagem de capitais. Outro ponto destacado na

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