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lavagem de dinheiro

Oruam recebeu dinheiro dos traficantes Doca e Pezão para viagens e festas, diz MP

Filho do traficsnte Marcinho VP, chefe máxima do Comando Vermelhio, o rapprr Oruam recebeu dinheiro de traficantes como Doca e Pezão para despesas pessoais, viagens, festas e investimento A informação consta em denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) contra VP, o cantor , sua mãe, Marcia Gama Nepomuceno, e outras nove pessoas por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil realizou uma operação na quarta-feira (29/04) para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados.A 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada descreve a atuação do grupo no “branqueamento” de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em comunidades cariocas. Também demonstra que Marcinho VP ainda exerce relevante influência hierárquica na facção criminosa Comando Vermelho, coordenando recursos financeiros e estratégias para a expansão da organização criminosa, mesmo estando preso há mais de 20 anos. De acordo com a denúncia, a gestora financeira do grupo é Marcia Nepomuceno. As investigações apontam que ela recebia regularmente dinheiro em espécie de outros traficantes do Comando Vermelho, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; e Luciano Martiniano, vulgo Pezão. Para ocultar o patrimônio, ainda segundo a denúncia, Marcia Nepomuceno adquiriu e administrava estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas. .A denúncia estruturou a organização criminosa em quatro núcleos: o de liderança encarcerada (Marcinho VP), que exerce controle direto sobre a movimentação de recursos e decisões estratégicas; o núcleo familiar (Marcia, Oruam e Lucas Nepomuceno), responsável por intermediar a execução das ordens e a gestão de ativos; o núcleo de suporte operacional (Carlos Alexandre Martins da Silva, Luiz Paulo Silva de Souza, vulgo Magrão, e Jeferson Lima Assis), que presta suporte à lavagem de dinheiro e atua como “testa de ferro” para a dissimulação patrimonial; e o núcleo de liderança operacional (Doca, Abelha, Pezão, Eduardo Fernandes de Oliveira, vulgo 2D, e Ederson José Gonçalves Leite, o Sam), atuante nas comunidades na execução das práticas criminosas, entre elas o tráfico de drogas, sendo seus integrantes responsáveis por receber valores dessas atividades e repassar parte deles ao núcleo familiar.

PRINT EXPLOSIVO REVELA DIÁLOGO ENTRE MILICIANO E CHEFÃO DO CV DURANTE OPERAÇÃO NO RIO

Um print de conversa divulgado pelo programa Balanço Geral escancarou uma conexão direta entre milícia e tráfico no Rio de Janeiro — e acabou passando quase despercebido no meio da cobertura. A mensagem mostra o miliciano André Boto, que controla áreas em Curicica, na Zona Oeste, em contato com Carlos Costa Neves, o “Gardenal”, apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho. No diálogo, Boto questiona se os complexos da Penha e do Alemão seriam a mesma região. Gardenal responde detalhando o domínio das facções: afirma que a Penha é controlada por Marcinho VP e Doca, enquanto o Alemão estaria sob influência de Marcinho VP e Pezão. A conversa vai além. Os criminosos também discutem possíveis invasões a áreas dominadas por milicianos, citando regiões como Carobinha, em Campo Grande; 48 e Catiri, em Bangu; e o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes — indicando articulações diretas sobre disputas territoriais entre grupos rivais. O material foi revelado pela polícia durante uma operação deflagrada nesta quarta-feira pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que mira o coração financeiro do Comando Vermelho — responsável por movimentar e esconder milhões do tráfico de drogas. Agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca. Entre os alvos estão nomes de peso da facção: Márcia Gama, companheira de Marcinho VP; o filho dela, o rapper Oruam, considerado foragido; além de lideranças como Sam, da Cidade de Deus; Pezão, do Alemão; Abelha, da Lapa; e Doca, da Penha. As investigações, conduzidas ao longo de cerca de um ano, revelaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro operado pela facção. Segundo os agentes, valores provenientes do tráfico eram repassados a operadores financeiros que fragmentavam o dinheiro em contas de terceiros, pagavam despesas, adquiriam bens e ocultavam patrimônio para dificultar o rastreamento. A análise de dispositivos eletrônicos apreendidos e o cruzamento de dados telemáticos e financeiros mostraram movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados — evidência clara da origem ilícita dos recursos. Os diálogos interceptados reforçam ainda que, mesmo preso há anos, Marcinho VP segue como figura central no comando da organização criminosa. A ação faz parte da “Operação Contenção”, ofensiva do Governo do Estado para frear o avanço do Comando Vermelho. Até agora, segundo dados oficiais, mais de 300 criminosos foram presos, 136 mortos em confrontos, cerca de 470 armas apreendidas — sendo 190 fuzis — e mais de 51 mil munições recolhidas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, empresas usadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos do esquema.

Justiça vê esquema ativo e risco de fuga e explica por que MC Poze e MC Ryan continuam presos

A Justiça Federal de São Paulo decidiu manter presos os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan na semana passada por entender que há indícios claros de que os investigados vinham repetindo práticas criminosas. Segundo a decisão, isso ficou evidente pela movimentação contínua de dinheiro ilegal, com valores altos circulando, algo que já vinha sendo apontado desde o início da investigação, além da estrutura organizada montada pelo grupo, o que também já teria sido demonstrado em procedimentos anteriores que confirmaram esse tipo de atuação. A Justiça ainda destacou que alguns investigados continuam soltos e que outros dois estão fora do país, em locais desconhecidos. Os funkeiros foram presos sob suspeita de envolvimento em uma associação criminosa estruturada, voltada à movimentação de grandes quantias em dinheiro vivo, transferências bancárias e também operações com criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior, com o objetivo de lavar dinheiro e viabilizar o tráfico internacional de drogas. De acordo com a decisão, os diálogos já analisados e outras análises que ainda estão em andamento devem mostrar a real capacidade dos investigados de continuar atuando mesmo de fora, o que pesa diretamente contra a soltura. Para a Justiça, colocar os envolvidos em liberdade agora poderia atrapalhar as diligências em curso, facilitar a fuga, permitir que os crimes continuem acontecendo e ainda comprometer a produção de provas. Outro ponto destacado é a gravidade concreta das condutas e o tamanho da estrutura montada pelo grupo. Segundo a decisão, a organização funcionava com vários núcleos, incluindo logística para manuseio, conferência, transporte e entrega de valores, além de áreas de comunicação, financeiro, lavagem de patrimônio, contratação de “laranjas” e uso de empresas de fachada. A Justiça também chamou atenção para a existência de uma estrutura de comando bem definida e para o fato de que as movimentações financeiras tinham alcance internacional, o que aumenta ainda mais a gravidade do caso. Diante de tudo isso, a conclusão foi direta: a prisão temporária dos investigados é considerada absolutamente necessária neste momento e não pode ser substituída por outras medidas mais leves. Segundo o entendimento da Justiça, a soltura representaria um risco grave à ordem pública, às investigações e à aplicação da lei penal.

Investigação aponta que traficante mineiro abastecia Celsinho da Vila Vintém com 200 kg de pasta base de cocaína e lavava dinheiro com Peixão em farmácias no RJ

Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) revelou que o traficante conhecido como “Bim”, que se encontrava escondido na comunidade de Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio de Janeiro, era responsável pelo fornecimento mensal de aproximadamente 200 quilos de pasta base de cocaína ao criminoso conhecido como “Celsinho da Vila Vintém”. Além disso, ele também teria atuado no auxílio à lavagem de dinheiro do tráfico em estabelecimentos farmacêuticos no Estado do Rio de Janeiro, em associação com o traficante “Peixão”. De acordo com as apurações, Bim comandava uma complexa organização criminosa com base na Região Metropolitana de Belo Horizonte, especialmente no município de Vespasiano (MG). As ações das forças de segurança contra o grupo resultaram, nos primeiros anos desta década, na apreensão de mais de uma tonelada de cocaína, cerca de R$ 600 mil em espécie e no sequestro de ao menos dez imóveis de alto padrão. As investigações apontam que os líderes da organização estruturaram uma espécie de “consórcio criminoso” com o objetivo de adquirir grandes quantidades de entorpecentes em outros estados da federação, reduzindo custos e ampliando os lucros. Paralelamente ao tráfico, os integrantes passaram a acumular patrimônio incompatível com suas rendas declaradas, especialmente em imóveis e veículos, valendo-se de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro. Mesmo diante de sucessivas operações policiais, o grupo não interrompeu suas atividades. Ao contrário, demonstrou elevado grau de resiliência e capacidade de adaptação, passando a operar de forma ainda mais sofisticada. Nesse contexto, Bim teria se deslocado para o Rio de Janeiro, de onde passou a coordenar e expandir as atividades ilícitas, enquanto integrantes permaneciam em Minas Gerais responsáveis pela logística e fluxo financeiro. Segundo o MPMG, ao se estabelecer em território fluminense, o investigado passou a contar com a proteção armada da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), liderada por “Peixão”, também conhecido como “Pastor”. Mais do que abrigo, a relação evoluiu para uma aliança estratégica, na qual Bim se consolidou como um dos principais fornecedores de pasta base e cloridrato de cocaína para o TCP, além de abastecer integrantes do Comando Vermelho (CV) e da facção Amigos dos Amigos (ADA). A análise de dados extraídos de aparelhos celulares atribuídos ao investigado revelou diálogos que indicam a negociação de grandes carregamentos de drogas oriundas da Bolívia, referida nas conversas como “Bola”. As mensagens também apontam a comercialização de armamentos de alto calibre, como fuzis 5.56 e 7.62, adquiridos no exterior, evidenciando o elevado poder bélico da organização. As investigações identificaram ainda que Bim controlava a produção e prensagem de cocaína com as logomarcas “Lampião” e “Bugatti”, associadas a drogas de alta pureza. Uma dessas remessas — cerca de meia tonelada — foi anteriormente interceptada pela Polícia Rodoviária Federal no Arco Metropolitano, no Rio de Janeiro. Nos diálogos analisados, o investigado também orientava subordinados quanto à aquisição de maquinário industrial para prensagem e embalagem de entorpecentes, mencionando valores aproximados de R$ 80 mil para a máquina e R$ 20 mil para insumos de embalagem. Em uma das conversas, ele afirma possuir capacidade para fornecer até 200 quilos mensais de pasta base ao traficante “Celsinho da Vila Vintém”. Bim foi preso em 19 de janeiro de 2023, durante operação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais com a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele foi localizado no interior da comunidade de Parada de Lucas, portando uma pistola Glock calibre 9mm adaptada para disparos em rajada, documento de identificação falso, veículo com sinais identificadores adulterados, além de dezenas de aparelhos celulares e um caderno de contabilidade do tráfico. A análise do material apreendido reforçou os indícios de que o investigado continuava exercendo papel de liderança na organização criminosa em Minas Gerais, mesmo durante o período em que esteve escondido no Rio de Janeiro. As apurações também identificaram indícios de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Bim manteria contato com um indivíduo conhecido como “Torre”, apontado como liderança da facção paulista, além de interlocuções com um narcotraficante preso, descrito como seu “irmão” dentro da organização criminosa. Por fim, foi constatado que o grupo também utilizou recursos ilícitos para aquisição de um posto de combustíveis no município de Paraty (RJ), como parte das estratégias de lavagem de dinheiro.

“Empresa de comunicação multimídia” de Juninho Varão movimentou pouco mais de R$ 6 milhões em um ano mesmo com seu pequeno capital declarado

Investigação da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que a quadrilha do milciiano Juninho Varão usava duas empresas de fachada, sendo uma delas provedor de internet para dissimular a real origem e o destino dos recursos obtidos, a fim de lhes conferir uma aparência lícita. Segundo a apuração, Varão figurava como sócio de uma das empresas junto ao cadastro na JUCERJA. A empresa atua no setor de serviços de comunicação multimídia e, no período compreendido entre julho de 2022 e julho de 2023, movimentou o total de R$ 6.091.559,00, montante aparentemente incompatível com seu pequeno capital social registrado e faturamento declarado. O procurador da empresa foi beneficiário de uma transação bancária efetuada pela firma no valor de R$ 440.972,00, sem justificativa lícita aparente. Além disso, foram observadas transações pelas duas empresas, sendo que a segunda firma tinha como titular a esposa e a sogra do tal procurador. A segunda empresa não possui nenhum funcionário cadastrado, tem capital social modesto e apresenta como endereço, um local residencial, sem qualquer aparência de atividade empresarial. No entanto, em apenas sete meses (entre janeiro e agosto de 2023), movimentou R$ 1.172.918,00. Ainda segundo a investigação, a quadrilha de Varão ratica, em tese, diversas atividades ilícitas, tais como, exploração de serviços de gás, água e internet, comercialização de gelo, agiotagem, operação de vans, cobrança de taxas condominiais ilícitas e gestão de aterros clandestinos.

Processo revela como pessoas ligadas a Adriano da Nóbrega lavavam dinheiro da contravenção em Copacabana

Um processo em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro escancara como o grupo ligado ao miliciano e contraventor Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em 2020, estruturou uma rede de empresas de fachada para lavar dinheiro de atividades criminosas, com atuação concentrada na Zona Sul da capital. De acordo com os autos, a organização utilizava firmas registradas formalmente em nome de “laranjas” para ocultar e dissimular valores oriundos de diversas práticas ilícitas. Essas empresas eram constituídas com capital social aparentemente regular e, na sequência, movimentavam recursos com aparência de legalidade em contas bancárias vinculadas a terceiros. A denúncia aponta que o grupo mantinha um núcleo operacional no Baixo Copacabana, voltado à exploração de atividades como venda e locação irregular de imóveis, grilagem de terras, agiotagem, cobranças ilegais, além do fornecimento clandestino de serviços como gás e internet. Esses negócios serviam como base para a geração e circulação de recursos ilícitos. Segundo a investigação, integrantes conhecidos como “Jacaré” e “Betinho” passaram a figurar como sócios de uma empresa distribuidora de produtos de couro, vestuário e calçados, constituída em maio de 2005. Ainda conforme os autos, a firma era utilizada como instrumento para a conversão de valores provenientes de crimes em ativos aparentemente lícitos, por meio da integralização de capital social e da movimentação financeira. Outras empresas também teriam sido criadas com a mesma finalidade, incluindo um depósito de bebidas, estabelecimentos ligados ao setor de construção e sinteko, além de um bar e uma pizzaria. A denúncia destaca que todas funcionavam como mecanismos de “reciclagem” de dinheiro, com uso de contas correntes em nome de terceiros para ocultar a origem, a propriedade e a localização dos recursos. Relatórios de inteligência financeira anexados ao processo indicam que a movimentação bancária dessas empresas era incompatível com as atividades declaradas. Ainda segundo os documentos, os titulares formais registrados na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) não possuíam capacidade financeira compatível com os valores movimentados. Apontado como uma das principais lideranças do grupo, Adriano da Nóbrega — conhecido como “Capitão Adriano” — também era investigado por sua ligação com o bicheiro Bernardo Bello, especialmente na exploração de máquinas caça-níqueis na Zona Sul do Rio. Os autos indicam ainda a existência de um núcleo específico dedicado à lavagem de dinheiro proveniente da contravenção do jogo do bicho, sob liderança de Adriano. Ao longo das investigações, foram realizadas diligências para rastrear o patrimônio ligado ao grupo, incluindo bens em nome de familiares, associados e pessoas próximas, com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos pelo esquema de lavagem de dinheiro.

Como a viúva de Adriano da Nóbrega transformou o espólio do miliciano em fonte de lucro

Operação do Ministério Público do Rio de Janeiro realizada nesta quinta-feira mira suspeitos de dar continuidade aos negócios do miliciano e contraventor Adriano da Nóbrega, morto em 2020. Documentos do processo revelam detalhes de como o patrimônio do ex-chefe de milícia teria continuado sendo movimentado mesmo após sua morte. De acordo com os autos, Júlia Lotufo, viúva de Adriano, com o auxílio de um aliado conhecido como “Orelha” (já falecido), teria atuado diretamente na movimentação de bens, valores e direitos provenientes das atividades criminosas da organização chefiada pelo miliciano. O objetivo, segundo a investigação, era ocultar e dissimular a real origem e propriedade desses ativos. Ainda conforme o processo, na condição de herdeira, Júlia teria recebido bens do espólio que estavam registrados em nome de “laranjas”. Em seguida, esses patrimônios eram negociados e transferidos a terceiros, em operações que buscavam dificultar o rastreamento pelas autoridades. Os investigadores apontam que a estratégia de ocultação era contínua: os bens nunca eram formalmente transferidos para o nome da viúva, sendo negociados em nome de terceiros. Os pagamentos, segundo consta, eram realizados principalmente em dinheiro vivo ou por meio de transferências para contas de empresas, o que reforçaria a tentativa de disfarçar a origem dos recursos. O caráter dissimulatório das operações, segundo o processo, fica ainda mais evidente pelo fato de Júlia já ter conhecimento de investigações em andamento que buscavam identificar e confiscar o patrimônio de Adriano. Mesmo assim, ela teria negociado os bens de forma clandestina, “por debaixo dos panos”, apropriando-se dos valores obtidos com as vendas. A investigação também aponta a existência de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo outras pessoas, entre elas o deputado estadual e hoje federal Juninho do Pneu. Um dos exemplos citados no processo envolve dois imóveis rurais localizados em Cachoeiras de Macacu, avaliados em cerca de R$ 3,5 milhões. Os bens, que pertenciam a Adriano, estavam registrados em nome de um “laranja” identificado como Edvaldo. Após a venda realizada pela viúva, o intermediário transferiu os imóveis para o nome do pai do deputado , apontado como o verdadeiro comprador.

O legado milionário de Adriano da Nóbrega. Tem até político envolvido

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), cumpre, nesta quinta-feira (19/03), dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa que era liderada e depois sucedeu o ex-miliciano e contraventor Adriano da Nóbrega, morto em março de 2021. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Especializada em Crime Organizado da Comarca da Capital, a pedido do MPRJ. Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas, entre elas um deputado federal.O GAECO/MPRJ dividiu as acusações da “Operação Legado” em três ações penais. A primeira trata da lavagem de dinheiro oriundo do jogo do bicho na Zona Sul do Rio; a segunda descreve a atuação da organização criminosa associada ao capitão Adriano; e a terceira envolve o branqueamento de patrimônio do grupo. A investigação do Ministério Público do Rio dedicada a rastrear e recuperar o espólio oculto da organização criminosa identificou dois imóveis rurais que pertenciam ao miliciano, embora registrados em nome de terceiros, avaliados em R$ 3,5 milhões. Segundo o GAECO/MPRJ, após a morte do então companheiro e ciente da existência de investigações sobre o patrimônio, a viúva de Adriano, Julia Lotufo, promoveu a venda das propriedades ao deputado federal Rogério Teixeira Júnior, conhecido como Juninho do Pneu. O parlamentar foi denunciado, mas não há mandados expedidos contra ele.O Ministério Público Federal se manifestou pela ausência de atribuição, uma vez que os fatos investigados relacionados à lavagem de dinheiro não possuem relação direta com o exercício do mandato, afastando a incidência de foro por prerrogativa de função.A segunda denúncia expõe um esquema milionário de lavagem de dinheiro proveniente dos lucros com a exploração do jogo do bicho na Zona Sul do Rio, especialmente em Copacabana. De acordo com o GAECO/MPRJ, Adriano da Nóbrega controlava esses pontos da contravenção em parceria com o bicheiro Bernardo Bello. As investigações identificaram empresas de fachada criadas e operadas com o objetivo de receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho. A análise de apenas quatro empresas ligadas ao investigado aponta transações que superam R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano. Entre os empreendimentos de fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha localizado em um shopping na Zona Norte, cuja conta registrou, em seis meses, aproximadamente R$ 2 milhões em créditos. Entre os denunciados está Raimunda Veras Magalhães, mãe de Adriano da Nóbrega. A terceira ação penal trata dos integrantes que atuavam sob o comando do miliciano e que continuaram em atividade após sua morte. As apurações indicam que o grupo criminoso persistiu e sofisticou sua estrutura mesmo após a morte de Adriano da Nóbrega. Segundo o GAECO/MPRJ, Julia Lotufo atuava como líder e controlava toda a contabilidade e os ativos da organização criminosa, cujos negócios ilícitos envolviam agiotagem, contravenção e mercado imobiliário irregular.

Justiça mandou soltar vereador preso suspeito de negociar com CV e polícia divulga nota dizendo que ele recebeu valores atípicos

A Justica andou soltar o vereador carioca Salvino Oliveira Barbosa preso por suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho Em meio a isso, a Polícia Civil divulgou uma nota justificando a prisão do político O Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) informa que a investigação teve início no ano de 2024 e apura atividades ilícitas relacionadas a empresas de exploração de internet localizadas no Complexo da Penha, identificadas como sob o controle de fato de EDGAR ALVES DE ANDRADE, vulgo DOCA. No curso dessas apurações, a análise de dados telemáticos revelou a existência de diálogos entre DOCA e o “síndico do GARDÊNIA” vinculado ao Comando Vermelho. Tais diálogos envolvem diretamente o INVESTIGADO, bem como outros alvos da operação, como LANDERSON LUCAS DOS SANTOS, e passaram a constituir elementos relevantes da investigação.  Em paralelo, a investigação sigilosa de natureza financeira baseada, entre outros elementos de inteligência, na análise das movimentações do INVESTIGADO, trouxe informações expressivas: foram identificadas transações atípicas e/ou suspeitas no segundo semestre de 2024, nas quais o INVESTIGADO é beneficiário de valores provenientes de empresa de informática sediada no Complexo da Maré, região controlada pelo Comando Vermelho. Sem qualquer justificativa lícita e aparente que explique a relação comercial entre o INVESTIGADO e a pessoa jurídica. Além disso, os dados levantados revelaram que, em apenas quatro meses, o lINVESTIGADO recebeu créditos suspeitos e/ou atípicos que ultrapassam R$ 100.000,00, incluindo onze depósitos em dinheiro vivo. Os dados de inteligência foram comunicados por Relatório de Inteligência Financeira solicitado no curso da investigação.  As investigações financeiras não se limitaram ao próprio INVESTIGADO. Dados de inteligência também apontaram para movimentações suspeitas realizadas por pessoas jurídicas que têm como sócio o principal assessor do INVESTIGADO. A esposa desse assessor, por sua vez, foi identificada como possível epicentro de uma estrutura complexa voltada para a lavagem de dinheiro. Essa estrutura demonstra sofisticação e volume considerável: em sete meses, foram realizados mais de 20 saques em espécie de sua conta pessoal, que totalizaram R$ 2.490.000,00 – uma média de R$100.000,00 por saque –, muitos ocorrendo em dias consecutivos.  Além disso, uma das empresas em nome da esposa do assessor movimentou mais de R$35.000.000,00 em pouco mais de dois anos, valores completamente incompatíveis com o faturamento declarado de aproximadamente R$2.000.000,00. Desse montante recebido, foram identificados R$300.000,00 oriundos de uma fintech investigada por ligação com o PCC, fortalecendo o mote da investigação em curso.  Há ainda fortes indícios de que o grupo tenta burlar os mecanismos de controle e fiscalização, uma vez que foram registrados quatro saques no valor de R$ 49.999,99 cada — valor imediatamente inferior ao limite de R$ 50.000,00 que obriga as instituições financeiras a realizar comunicação compulsória aos órgãos competentes.  Em pouco mais de dois anos, a movimentação total identificada apenas nas contas pessoais da sua esposa do assessor do INVESTIGADO superou R$ 3.000.000,00, valor absolutamente incompatível com a renda declarada. O assessor do INVESTIGADO, por sua vez, é sócio de empresa que recebeu R$ 390.000,00 em duas transferências sem motivação lícita aparente e enviou mais de R$ 1.000.000,00 para outra empresa sem justificativa comercial identificável. Esse mesmo assessor figura como sócio-diretor de uma pessoa jurídica cujo sócio presidente é filho do traficante Elias Maluco, falecido líder do Comando Vermelho e responsável pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O conjunto de elementos colhidos até o momento apontam que o INVESTIGADO, além dos elementos que recaem sobre si, possui vinculação direta com personagens relevantes desta estrutura sofisticada possivelmente voltada para a lavagem de dinheiro, mantendo como seu assessor uma figura de destaque na estrutura criminosa investigada.Diante desse robusto conjunto de elementos, o pedido de prisão temporária teve como objetivo a necessidade imediata de preservar as provas já colhidas e de permitir a continuidade da coleta de novos elementos probatórios, tendo em vista o fundado receio de que o INVESTIGADO, em liberdade, possa interferir nas apurações e destruir evidências relevantes. O segundo motivo diz respeito à decisão técnica adotada pelos responsáveis pela investigação de não incluir na representação todos os dados financeiros levantados até o momento. Essa opção se deveu à necessidade de preservar informações relativas a pessoas comunicadas que não têm relação direta com o objeto central da investigação, bem como à importância de garantir que tais dados sejam submetidos a uma apuração técnica criteriosa pela delegacia responsável.Importa registrar, por fim, que os dados telemáticos foram considerados pelos investigadores como suficientes, por si sós, para fundamentar o pedido de prisão temporária. Contudo, eles não representam a totalidade dos elementos que compõem o quadro de indícios contra o INVESTIGADO. O conjunto da inteligência financeira produzida — especialmente os Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo COAF, que reuniram e sistematizaram as provas técnicas descritas acima — forma um cenário coerente e consistente de envolvimento do INVESTIGADO em atividades ilícitas de grande complexidade, o que torna a medida cautelar requerida não apenas justificada, mas necessária. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reforça o seu caráter como instituição de Estado, o seu compromisso com a manutenção do sigilo das investigações e com a preservação dos dados de investigados e relacionados em inquéritos em andamento.

Mulher de Marcinho VP foi alvo de ação da polícia ano passado por conta de suposto crime cometido pelo filho, o rapper Oruam. Agentes apreenderam material em sua casa

Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Marcinho VP, foi alvo de ação da polícia fluminense no ano passado quando agentes foram até a sua casa na Zona Sudoeste do Rio e apreenderam bens em razão de um processo da Justiça de São Paulo contra seu filho, o rapper Oruam que é atualmente foragido da Justiça. Segundo os autos, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) do Rio de Janeiro registrou uma ocorrência de disparo de arma de fogo , sendo investigado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como “Oruam”. No registro da ocorrência consta um “link” de acesso de um vídeo publicado na rede social “Instagram”, no qual “Oruam” aparece disparando uma arma de fogo. Em 07 de fevereiro de 2025, “Oruam” foi indiciado pela prática do crime de disparo de arma de fogo. No relatório de inquérito policial endereçado para o Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Igaratá/SP (que pertence à comarca de Santa Isabel/SP), consta que o mesmo vídeo foi publicado pelo próprio “Oruam” em sua rede social (Instagram), sendo possível constatar que se trata de uma área residencial e que havia várias pessoas no local. O relatório revela que na mesma noite do crime, “Oruam” e outras pessoas estiveram na casa do “influencer” conhecido como “Buzeira”, também em um condomínio localizado em Igaratá/SP, onde ostentaram diversos veículos de luxo e embarcações, e divulgaram jogos de azar, conhecidos como “Jogo do Tigrinho”. Diante dos indícios de materialidade e autoria delitivas, o delegado de polícia Moysés Santana Gomes requereu a expedição de mandado de busca e apreensão com o objetivo de “coletar (i) armas de fogo, documentos e materiais referentes ao crime acima elencado, HDs, laptops, smartphones, pendrives, arquivos eletrônicos de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos investigados ou de suas empresas, quando houver suspeita que contenham material probatório relevante a serem realizadas nos imóveis situados no Joá e no Pechincha. Na residência de Márcia foram apreendidos Ipad’s; Cofre; Cartão de memória; e 8 aparelhos celulares. A mãe de Oruam recorreu da decisão que indeferiu pedido de restituição de bens apreendidos em sua residência, após cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado a investigação de disparo de arma de fogo por seu filho. Ela não obteve sucesso.

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