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Doca comanda esquemão de lavagem de dinheiro do CV. Veja detalhes

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com o apoio de agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), realizam mais uma etapa da “Operação Contenção”, nesta terça-feira (16/12). A investida ataca o coração financeiro do Comando Vermelho, desarticulando um esquema de lavagem de dinheiro em larga escala comandado por Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”. A ação inclui cumprimento de mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas pessoais e empresariais, sequestro de bens móveis e imóveis e o pedido de bloqueio de R$ 600 milhões.As diligências ocorrem na capital, na Baixada Fluminense e no município de Silva Jardim, no interior no Rio, além de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Pontes e Lacerda, no Mato Grosso. Também participam da operação policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), além de agentes da Polícia Civil A investigação, que contou com o apoio do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), reforçou que o funcionamento da facção não se sustenta apenas pela venda de drogas, mas principalmente por um complexo sistema de lavagem de dinheiro, responsável por receber, ocultar, movimentar e reinserir valores ilícitos no sistema financeiro. Esse dinheiro financia a compra de drogas, armas, veículos, imóveis e a manutenção do domínio territorial. Ao atingir diretamente esse fluxo financeiro, a operação busca provocar o colapso do caixa da facção, retirando sua capacidade de custear a própria estrutura criminosa. As apurações apontaram que Doca, liderança do Comando Vermelho, e Gardenal, seu principal operador, estruturaram e coordenaram o esquema de lavagem de dinheiro, utilizando terceiros e empresas para dissimular a origem criminosa dos recursos. No centro desse esquema foi identificado o responsável por receber, concentrar e movimentar grandes volumes de dinheiro, tanto em contas bancárias pessoais quanto em contas de empresas sob seu controle, conforme demonstrado por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). As movimentações financeiras identificadas são completamente incompatíveis com a renda declarada, evidenciando que essas contas funcionavam como verdadeiras caixas centrais da facção, agora neutralizadas pelas medidas judiciais de bloqueio. O esquema se valia de mulas financeiras, ou seja, pessoas ligadas ao tráfico de drogas, à extorsão de moradores e à exploração de serviços ilegais, utilizadas para realizar depósitos em dinheiro vivo. Esses depósitos eram feitos em valores elevados, frequentemente fracionados, realizados em diferentes agências bancárias e muitas vezes no mesmo dia, por pessoas distintas. Esse padrão é clássico de lavagem de dinheiro e tinha como objetivo dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores, prática agora desarticulada pela investigação financeira. A Polícia Civil concentrou a investigação no caminho do dinheiro, demonstrando que, enquanto o crime se manifesta nas comunidades exploradas pela facção, os valores arrecadados seguem para contas específicas, onde são concentrados e redistribuídos para manter toda a estrutura criminosa. Os documentos demonstram que o município de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, foi utilizado como um dos principais pontos de concentração financeira, funcionando como base para recebimento e movimentação dos valores ilícitos, distante dos locais de maior visibilidade do tráfico, justamente para reduzir a exposição dos líderes criminosos.

Aceita hoje pela Justiça, relembre detalhes da denúncia contra a deputada Lucinha por seu envolvimento com a milícia do Zinho

Leia agora trechos da denúncia contra a deputada estadual Lucinha por seu envolvimento com a maior milícia do Rio de Janeiro comandada por Zinho, que está preso desde 2023. A acusação foi aceita pela Justiça hoje Segundo o Ministério Público. Lucinha desempenhava a função de patrocínio político a quadrilha em distintas oportunidades. Lucinha valendo-se de sua condição de agente público do alto escalão político, do prestígio e das prerrogativas inerentes à função de deputada estadual, atuou em aguerrida defesa de variados interesses da milícia que integra, sempre auxiliada por sua assessora parlamentar, sob o manto da defesa de interesses da sociedade local, diga-se de passagem, a maior prejudicada pela atuação da horda. Em múltiplos episódios, constata-se a clara interferência das denunciadas na esfera política em favor do “Bonde do Zinho” , junto a autoridades policiais e políticas, ora para favorecer os interesses da quadrlha, ora para blindá-los das iniciativas estatais de combate ao grupo e ora para livrá-los de ações policiais, garantindo a impunidade dos integrantes da milícia. Em outras situações, Lucinha e sua assessora se valiam do temor reverencial decorrente do império da violência e do poderio bélico da milícia para solidificar sua hegemonia política na localidade e para fins de silenciar eventuais críticas, sejam estas provenientes dos próprios moradores, sejam oriundas de adversários políticos, demonstrando assim a perfeita integração ao grupo criminoso. Em outras situações, as denunciadas se valem do temor reverencial decorrente do império da violência e do poderio bélico da ORCRIM para solidificar sua hegemonia política na localidade e para fins de silenciar eventuais críticas, sejam estas provenientes dos próprios moradores, sejam oriundas de adversários políticos, demonstrando assim a perfeita integração ao grupo criminoso. Lucinha e sua assessora forneciam informações privilegiadas à quadrilha No dia 06 de julho de 2021 , no Centro da cidade e nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências, Lucinha e assessora forneceram “à milícia informações privilegiadas atinentes à agenda de visitas do Prefeito Eduardo Paes à Zona Oeste, a que tinham acesso em razão da condição de agentes públicos integrantes do alto escalão político, conduta que permitiu que os milicianos”escondessem” suas tropas na presença das autoridades. Desde data não precisada, sendo certo que a partir de 15 de Abril de 2021, e em especial no período compreendido entre 09 de setembro de 2021 e 14 de setembro de 2021, mas se estendendo até 18 de dezembro de 2023, no Centro da cidade e nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências, Lucinha e assessora tentaram interferências junto ao prefeito do Rio para que fosse mantida a chamada “Brecha da P5” no transporte público alternativo municipal, maior fonte de obtenção direta de recursos da súcia, inclusive e principalmente se valendo do prestígio político inerente aos cargos que exerciam, chegando ao ponto de agendar reunião na Sede da Prefeitura, com a presença do Prefeito e dos Secretários Municipais de Transporte e Ordem Pública. Nos dias 30 de setembro e 10 de Novembro de 2021 , no Centro da cidade e nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências, Lucinha e assessora receberam informações privilegiadas atinentes à prática de crimes cujas investigações se encontravam em curso, por parte do integrante da milícia , com missão de, valendo-se do prestígio dos cargos e influência política decorrentes destes, repassá-las às Autoridades Policiais responsáveis pela condução das inquisas, e, em última instância, interferir no curso destas, visando a impor narrativa e linhas de investigação em favor da horda. Nesse contexto, as denunciadas foram munidas de diversas informações estratégicas relacionadas a crimes bárbaros praticados pela súcia e pela quadrilha rival, com a missão de levá-las às autoridades incumbidas das investigações. No dia 06 de novembro de 2021 , nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências da Cidade do Rio de Janeiro, em especial no bairro de Cosmos, Lucinha utilizando-se do prestígio e facilidades do cargo de Deputada Estadual que ocupava, e invocando a condição de agente público, prestou auxílio a membros da miilícia “presos em flagrante, interferindo na confecção do RO nº 036- 05319/2021, no Resumo de Ocorrência nº 484/2021 e no Boletim de Ocorrência (BOMP) nº (00)00000-0000, liberando-os da captura 1 . A interferência da denunciada demonstrou-se eficaz, conforme manifestado pela própria Parlamentar ao miliciano Domício , tanto que a diligência resultou apenas na apreensão de materiais e armas, mas sem a prisão e condução dos meliantes à sede policial. Lucinha realizou coordenada tentativa de interferência junto ao Comando da Policia Militar e ao alto escalão político da Assembleia Legislativa, com o fim de que fossem removidos dos cargos dois PMs designados no comandando da 8a DPMJ e do 27º BPM, respectivamente, em razão do reconhecido combate aguerrido dos citados agentes da lei contra a quadrilha ora sob análise. Detectou-se a ocorrência de pelo menos dezessete encontros presenciais entre os integrantes da horda, ocorridos em 28/06/2021, 07/07/2021, 23/07/2021, 02/09/2021, 09/09/2021, 10/09/2021, 12/09/2021, 28/09/2021, 01/10/2021, 27/10/2021, 11/11/2021, 18/11/2021, 20/11/2021, 29/11/2021, 30/11/2021, 07/12/2021 e 29/12/2021 , mantendo-se a média de ao menos dois encontros mensais no período mencionado, alguns dos quais realizados na sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, outros na zona oeste, com a presença ilustre do líder da malta, Nome, vulgo “Zinho em datas em que este há muito já se encontrava foragido e era considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil. Lucinha nomeou em seu gabinete integrantes e parentes de integrantes da milícia, um deles um PM conhecido como Fiel e a nora do miliciano ChumbinhoEm outubro de 2023, buscaram junto ao servidor da Prefeitura do Rio de Janeiro, que tinha acesso direto em razão do cargo que ocupa, informações privilegiadas atinentes à localização de pessoas armadas nas imediações de seu sítio, com a finalidade de fornecê-las a milicia, a fim de que pudessem liberar os integrantes que estariam homiziados no imóvel. Na oportunidade, o servidor da Prefeitura não só informou à Lucinha sobre a existência de elementos fortemente armados em frente ao sítio de sua propriedade, localizado em Rio da Prata, como apontou quais câmeras de vigilância

Traficante baseado no RJ disse que enviaria fuzis para aliados em Rondônia para extrair ouro. ASSISTA

Em áudio enviado a comparsas, o traficante Zeus chefe do crime em Rondônia, que está de frente na comunidade da Muzema, no Itanhanga, disse que vai mandar fuzis para extrair ouro: ‘É tudo nosso’ A gravacão foi divulgada pela Rede Amazônica, Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido como Zeus ou “Da Roça”, é apontado como um dos principais líderes do Comando Vermelho em Rondônia e influente no tráfico de drogas na Muzema, no Rio de Janeiro. Nascido em Fortaleza, expandiu sua atuação criminosa após a pandemia, operando em vários estados. Está entre os criminosos mais procurados do país, com mandados por tráfico e associação criminosa. ⚠️ Atividades: Comanda estruturas hierarquizadas do CV, incluindo envio de armas, núcleos de finanças, “tribunal do crime” e estratégias de expansão.

Divulgada foto de foragido suspeito de envolvimento em sequestro de jornaleiro em Niterói

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, neste sábado (13), um cartaz para auxiliar nas investigações e no inquérito policial da 81ª DP (Itaipu), a fim de obter informações que levem à localização e prisão de Thiago Bricio Nogueira, de 39 anos. Ele seria um dos envolvidos no sequestro do jornaleiro Eduardo Aguiar Ferreira, de 24 anos. O crime aconteceu em 24 de novembro, na Região Oceânica de Niterói, e, desde então, a vítima continua desaparecida. Nesta sexta-feira (12), policiais da 81ª DP prenderam em Del Castilho, Zona Norte do Rio, Rafael Gonçalves Pacheco, um dos envolvidos no sequestro e desaparecimento do jornaleiro. Segundo as investigações, o jovem foi levado por três homens encapuzados enquanto aguardava pessoas com quem negociaria uma carga de cigarros de origem ilícita, na Rua Jaerthe Pimentel de Medeiros, na Serra Grande. Segundo testemunhas, os criminosos colocaram a vítima à força no interior de um Toyota Corolla prata, modelo antigo, que fugiu em direção à Avenida Central. Agentes da distrital constataram que a última localização enviada pelo iPhone da vítima foi registrada às 20h30 do mesmo dia, em Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.  No início de dezembro, a polícia encontrou em Imbariê, Duque de Caxias, o Toyota Corolla prata usado no sequestro — o carro foi totalmente incendiado. As investigações indicam que o crime pode estar relacionado ao comércio ilegal de cigarros. Eduardo, segundo a polícia, já atuava no mercado de cigarros contrabandeados. O suposto envolvimento teria motivado o ataque.  Thiago Bricio Nogueira, já é considerado um foragido da Justiça, e contra ele foi expedido um mandado de prisão, pelos crimes de Sequestro, Ocultação de Cadáveres e Homicídio.  .O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre sobre a localização do foragido da Justiça Thiago Bricio,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:     Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)Aplicativo: Disque Denúncia RJAnonimato Garantido

Policia tenta prender 36 traficantes do CV que agem em Anchieta que têm sofrido ataques do TCP

Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da 14ª DP (Leblon) realizam, nesta sexta-feira (12/12), ação para desarticular o principal núcleo armado, logístico e financeiro da facção narcoterrorista Comando Vermelho na comunidade Az de Ouro, em Anchieta. A “Operação Trunfo Final” é fruto de meses de investigação e resultou na identificação de 36 criminosos, entre eles estão os integrantes da “Tropa do Cesar”. O bando é responsável por portar armas, intimidar moradores, organizar ataques e garantir o domínio territorial da região. Até o momento, nove pessoas foram presas. Essa quadrilha vem sofrendo nas últimas semanas diversos ataques de traficantes do Terceiro Comando Puro liderados pelo bandido vulgo Neném. Os agentes buscam cumprir 108 mandados judiciais, sendo 36 de prisão preventiva e 72 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Anchieta, na Zona Norte, e em Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense.O trabalho investigativo das unidades mapeou toda a estrutura criminosa que controlava a área e identificou os integrantes da quadrilha e suas funções específicas dentro da máquina do crime. Entre os 36 criminosos identificados estão líderes operacionais, gerentes do tráfico, distribuidores de armas e responsáveis pela arrecadação e movimentação financeira. Os agentes descobriram que a facção mantinha na região um de seus principais braços armados.Ao longo das apurações, as equipes comprovaram que o núcleo financeiro da quadrilha realizava diversas transferências e movimentações financeiras destinadas a sustentar o tráfico local, abastecer o arsenal de guerra e financiar as atividades ilícitas.A “Operação Trunfo Final” recebeu esse nome em referência direta ao ás de ouros, carta que simboliza poder, supremacia e domínio, mesma forma que a facção se via dentro da comunidade. A ação reforça a metáfora de que, no tabuleiro do crime, nenhum “ás” é maior que o trunfo, representado pela ação coordenada e estratégica das forças de segurança.

Rabicó do Salgueiro (CV) movimentava milhões com a venda de drogas e participava pessoalmente das negociações de armas e entorpecentes

Alvo principal da operação policial hoje no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo o traficante Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, movimentava milhões com a venda de drogas em seu principal reduto, e participava pessoalmente das negociações para a aquisição de munições, armas e entorpecentes para a quadrilha.. Uma investigação feita anos atrás mostrou que o bandido chegou a ter pouco mais de R$ 5 milhões em caixa.  A apuração relatou gastos da quadrilha com recargas, prestação de um carro preto, viagens, almoço, cadastramento de telefones celulares, internet, kit gás e até com uma casa que estava sendo construída para Rabicó em Santa Catarina. O trabalho mostrou conversas entre Rabicó e o antigo aliado Thomaz Jahyson Vieira Gomes, o então 2N, em que o chefe afirmou estar comprando 23 caixas de munição calibre 556 de fuzil. 2N rebateu dizendo que tinha um amigo com 50 caixas de munição para fuzil AK-47, 50 de 9 milímetros e 10 de 45, ambos de pistolasRabicó então afirmou a 2N que iria  pagar R$ 500 nas munições de AK, mas não queria as ´de 9mm´, e precisava que as munições fossem entregues imediatamente.2N´ explicou a ele que as munições vinham vindo do Paraguai, mas já se encontravam do lado brasileiro da fronteira e chegavam em uma semana´   2N virou 3N e se tornou inimigo mortal de Rabicó. Já falecido, 3N chegou a querer  tomar o Complexo do Salgueiro. Em outro trecho, Rabicó questionou se um comparsa entregou R$ 300 mil para um matuto (fornecedor de drogas e armas) no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio. Há um caso em que Rabicó falou para um aliado que alguém teria que levar 50kg de ´cavalo´ (cocaína pura) e, por isso, tinham separar R$ 250 mil, R$ 70 de frete por quilograma, totalizando R$ 3.500. Rabicó comentou com mais um aliado que já havia comprado 500kg de maconha e separado seis fuzis Parafal 7,62mm, 24 pentes e caixas de munição. Em seguida, afirmou que a intenção era comprar um caminhão para levar apenas as armas e munições para o Rio de Janeiro. Ele chegou a dizer que havia depositado para um fornecedor a quantia de R$133.000,00, divididos em parcelas de R$9.500, por 14 bancos diferentes e pediu a confirmação se o dinheiro do depósito já havia caído na conta do ´mano dos bicos´ (fornecedor de armas). Chamou a atenção também a negociação de Rabicó com outro chefão do Comando Vermelho, Luís Cláudio Machado, o Marreta. Rabicó encomendou 50 kg de drogas e perguntou a Marreta tem pedra (referência a 1kg) para adiantar, dizendo que 30 ou 20 pedras bastam. Rabicó ainda perguntou ao comparsa se ele tinha como arrumar cinco caixas de munições para AK-47.Rabicó também negociou com o traficante Monstrão da Mangueira. Em uma escuta, ele perguntou ao aliado  se conhecia alguém que possa levar 50kg para ele. ´Monstrão´ disse na época que tem um amigo que faz frete para ´nós´ (sic) (referência ao núcleo de traficantes liderado por ´Marreta´) e que cobra ´100 por kg´ (sic).Em outro inquérito, Rabicó já preso foi apontado, além das transações relativas ao comércio de drogas e armas, comandar o tráfico na comunidade do Salgueiro, dando ordens, detalhando e fiscalizando cada integrante da quadrilha, tudo do interior do ComplexPenitenciário de Gericinó, em Bangu, por meio de contatos telefônicos. Um dos trechos captados, ele fala com a mulher que menciona que mandou preparar bucho de boi para refeição, conforme ele havia pedido e que lhe entregaria na próxima visita.Em outra escuta, Rabicó deu uma bronca em um subordinado: ” irmão, se liga. Eu tô te pedindo, tô falando e você tem que cumprir essa porra aí ou então sai …então, veja bem o que eu tô falando para você. Se você não está satisfeito de trabalhar comigo, parceiro, e de ouvir o que eu tô falando, você deixa meu bagulho aí, certo parceiro. Mais recentemente, Rabicó foi reconhecido por motoristas como.participante de roubos de cargas na Rodovia BR-101 no ano passado. Chamado de chefe pelos comparsas, ele empunhava fuzil nas ações. Ele autorizou os roubos de veículos na estrada como forma de complementar os lucros de sua quadrilha.

Muito tempo antes de ser preso pela última vez no caso TH Joias, Índio do Lixão (CV) participava de esquema de envio de armas e munições de cidades fronteiriças para favelas da facção. Chegou a pedir para trazer 15 fuzis de Roraima

O traficante Índio do Lixão ficou conhecido da mídia após sua prisão em setembro durante a investigação que levou a prisão o então deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho. Mas na década passada ele já tinha atuação destacada no tráfico fazendo parte de um esquema de envio de trazia armamentos e drogas das cidades fronteiriças do país para o Rio de Janeiro, mais especificamente para as Comunidades comandadas pelo Comando Vermelho, como a Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio.. Por conta das investigações, um carregamento de quatro pistolas vindo do Paraná para o Rio de Janeiro foi apreendido. “Indio” seria um dos “batedores” desse carregamento; que esse fato teria permitido, inclusive, sua fuga; Um outro integrante do grupo, conhecido como Junior Paulista dirigiu-se para a cidade de Guaíra para trazer, a pedido do indivíduo conhecido como “mentor” (não qualificado à época), uma carga de fuzis. Junior Paulista ficou aguardando a chegada dos “batedores” que seriam enviados pelo acusado “Indio. Que ambos se comunicavam durante todo o percurso; que ficou bem claro que”Indio” havia contratado o transporte; que o acusado Junior Paulista ficou incumbido de trazer o carregamento de fuzis e munições; que existem vários diálogos nesse sentido, dando conta, inclusive, dos valores que seriam repassados através dos “batedores” para a compra do armamento e das munições Foi operado um novo transporte pelo grupo criminoso vindo de Boa Vista, Roraima; que Junior Paulista também a pedido de “Indio” se dirigiu para a cidade do Norte do país para adquirir 15(quinze) fuzis. Indio chegou a mandar uma mensagem para Junior pergutando se ele conseguiria chegar ao Rio de Janeiro em tal data e ele respondeu que não porque estava no meio da Transamazõnica e só conseguia andar a 20km/h. Junior trocou muitas mensagens com “Indio”, inclusive enviando fotos; que mandaram uma foto de uma balsa de Rondônia para Manaus, indicando o veículo em que se encontravam; que eles mantinham com duas pessoas lá, uma de vulgo “Nike” (não qualificado); que eles também mantinham contato com um detento da localidade; que “Nike” seria o responsável para repassar o armamento; que por algum motivo o armamento não foi entregue; que o dinheiro foi repassado para “Nike”, mas ele não entregou o armamento; que depois de algum tempo, o acusado Erasmo, muito ansioso, decidiu retornar; que naquele momento acreditaram que o armamento havia sido repassado. Na negociação no Paraná, o traficante Mentor chegou a dizer que mandaria R$ 25 mil a Júnior Paulista comprar munições de calibres 9mm e 556. ( Em outra conversa, Mentor disse para Junior Paulista que mandou R$76.500,00 para a compra de três fuzis e dez caixas de munição, além de um carregador de Pistola Glock. Hoje, foi noticiado que a Justiça determinou o retorno de Indio do Lixão para o Rio de Janeiro por conta das suas delicadas condições de saúde e da falta de estrutura da penitenciária federal de Catanduvas (PR) para atendê-lo. Foi revelado que ele possuía diversos problemas de saúde em razão de ter sofrido disparos de armas de fogo ao longo dos anos. Em 2015, por exemplo, foi relatado que Índio estaca correndo sério risco de morte estando internado sob custódia policial no Hospital Municipal Doutor Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias..

PM que atuou com Ecko e Tandera e foi sócio de Juninho Varão pode ser expulso da corporação

Recentemente preso, o sargento PM André Barbosa Cabral poderá ser expulso da corporação por seu envolvimento com a milícia da Baixada Fluminense. Ele está sendo submetido a conselho de disciplina.  Cabral era ligado aos milicianos Ecko, Tandera e seu irmão Delsinho e agiu com eles entre os anos de 2011 e 2020 praticando crimes como homicídio, extorsão, agiotagem, corrupção ativa, distribuição clandestina de sinal de TV a cabo e  de internet, porte e posse ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de dinheiro, além de outros delitos. A investigação dizia que Cabral supostamente exerceria função de liderança do grupo na localidade de Valverde, Cabuçu e na Estrada de Madureira, sendo o PM apontado como uma das mais antigas lideranças da milícia naquela região. Além da liderança, Cabral seria o braço armado da milícia, cabendo-lhe, inclusive, a responsabilidade pela prática de homicídios em nome da organização. Cabral teria sido sócio do atual líder da milícia da Baixada, Juninho Varão em uma empresa que oferecia plano assistencial, acordo que teria sido rompido quando passaram a disputar lucro na atividade.   Foram encontrados diálogos e gravações de áudio entre Cabral e Warley, que era o número 2 da milícia do Varão,  as quais indicariam o envolvimento de ambos com a milícia. 

Apesar de conceder liberdade a Rodrigo Bacellar, Moraes diz que permanecem requisitos para continuidade de investigação criminal contra o parlamentar

Apesar de conceder liberdade provisória ao deputado estadual Rodrigo Bacellar ratificando a decisão da Alerj e lhe impôr medidas cautelares, o ministro do STF Alexandre de Moraes afirmou em sua decisão que que continuam presentes os requisitos necessários para a garantia da ordem pública e para a continuidade da investigação criminal no sentido de assegurar a aplicação da lei penal ,conforme ressaltado na decisão anterior, onde foi decretada a prisão: “Portanto, há relevantes indícios de ações possivelmente coordenadas e estruturadas cuja finalidade é a obstrução de investigações, relacionadas à atuação dos principais grupos criminosos violentos e suas conexões com agentes públicos e que exigem repressão uniforme. Bacellar foi preso suspeito de vazamento de informações de uma operação para prender o então deputado estadual TH Joias, que era investigado por envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho. Segundo Moraes, uma das principais características das organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, além do domínio territorial mediante uso da força, e da capacidade de corromper agentes públicos e políticos em escala, é a infiltração política que tais grupos alcançaram nos últimos Para Moraes, os fatos narrados pela Polícia Federal são gravíssimos, indicando que Bacellar estaria atuando ativamente pela obstrução de investigaçõesenvolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo estadual, capazes de potencializar o risco de continuidade delitiva e de interferência indevida nas investigações da organização criminosa seja na esfera municipal, estadual e federal. Desta forma, o STF impôs medidas cautelares ao parlamentar que garantam a investigação criminal, a ordem pública e assegurem a aplicação da lei penal As medidas cautelares são 1- afatamento do cargo de presidente da Alerj enquanto durar a investigação 2- recolhimento domiciliar no período noturno a partir das 19h às 6h de segunda a sexta-feira 3- O equipamento de monitoração eletrônica deverá ser instalado imediatamente assim que for cumprido o alvará de soltura, mediante sua condução pela Polícia Federal, para instalação do equipamento pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro (SEAP/RJ), com o envio diário de relatório de monitoramento eletrônico a este Gabinete. 4- Proibição de contato com os investigados.

MP denunciou 13 membros de milícia que atua em Caxias e Belford Roxo. PM e policial civil estão envolvidos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça 13 integrantes de uma milícia, com atuação em Belford Roxo e Duque de Caxias. Entre os alvos estão o policial civil Jaime Rubem Provençano e o policial militar Gilmar Carneiro dos Santos, conhecido como “Professor Gilmar”. À época dos fatos, em 2024, o policial civil estava lotado na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), e o policial militar no 39º Batalhão da Polícia Militar, em Belford Roxo. Segundo as investigações, eles teriam participado do vazamento de informações sobre operações e dado suporte às atividades da organização criminosa. A pedido do GAECO/MPRJ, o Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa decretou a prisão preventiva de todos os denunciados. Eles vão responder pelo crime de constituição de milícia privada. Os mandados da Operação Golden Head são cumpridos nesta terça-feira (09/12) pelo MPRJ, com apoio das corregedorias da Polícias Civil e Militar. As diligências ocorrem em endereços na Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Belford Roxo e Duque de Caxias, além de unidades prisionais.  Investigação do GAECO/MPRJ O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) conduzido pelo GAECO/MPRJ revelou que a milícia é liderada por Diego dos Santos Souza, o “Cabeça de Ouro”, e por Carlos Adriano Pereira Evaristo, o “Carlinhos da Padaria”, que comandavam as ações de dentro do sistema prisional. A cobrança dos valores era gerenciada por Angelo Adriano de Jesus Guarany, o “Magrinho”, responsável por articular a comunicação entre os líderes presos e os cobradores nas ruas. Os promotores descrevem que a organização praticava extorsões contra comerciantes e mototaxistas. Também há registros de torturas, execuções e disputas armadas por território. O grupo atuava nos bairros Wona, Lote XV e Vale das Mangueiras, em Belford Roxo, e no bairro Pantanal, em Duque de Caxias. As investigações reuniram provas sobre a existência de controle financeiro, prestação de contas e ordens transmitidas por mensagens. A apuração também identificou disputas armadas com um grupo rival, registros de traições, coações de integrantes e planejamento de ataques.

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