Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

investigação

Carro de luxo comprado em Fortaleza foi entregue pessoalmente na Rocinha (CV) por funcionários públicos a traficante cearense escondido aqui. No veículo, havia mais de um milhão de reais

Investigação revela que foi comprado um carro de luxo em uma agência em Fortaleza e entregue a um traficante na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, A entrega teria sido feita por dois funcionários da Prefeitura de Santa Quitéria (CE) no dia 19 de julho de 2024. A viagem teria sido realizada a mando de Anastácio Pereira Paiva, vulgo “Doze”, chefe da organização criminosa Comando Vermelho na região de Santa Quitéria,, O veículo era um modelo Mitsubishi Eclipse, cor branca, placa SBJ-4I74, 2023/2024, comprado no Ceará para o traficante Doze, Após a entrega do veículo os dois funcionários teriam retornado de avião para o Estado do Ceará, tendo sido informado ainda que há uma forte influência do Grupo Narco Terrorista, Comando Vermelho, na cidade de Santa Quitéria, Ceará, especialmente na gestão municipal, por meio de influência na prefeitura, bem como pelos seus servidores que estariam corroborando com essa organização criminosa; O automóvel realizou entre os dias 19 e 20/07/2024 realizou o deslocamento do Estado do Ceará até a Unidade Federal do Rio de Janeiro, começando a movimentação no dia 19/07/2024 aproximadamente às 11:30hs, na cidade de Fortaleza, e última passagem em território Cearense às 17:45hs do mesmo dia, na cidade de Brejo Santo, Ceará; c.2) às 18:48hs o veículo apresenta registro de passagem em Salgueiro, Pernambuco, e no dia 20 /07/2024 o veículo foi registrado às 01:16hs, em Feira de Santana, Bahia; c.3) após o que teve sua imagem registrada às 04:58, em Jequié, Bahia, e às 05:55hs, em Planalto, Bahia; c.4) em continuidade, a equipe policial constatou a movimentação do veículo transpassando o Estado de Minas Gerais e chegando ao destino no Rio de Janeiro, na Duque de Caxias – BR040 em 20/07/2024 às 23:42:49; c.5) o veículo monitorado realizou o percurso de Fortaleza ao Rio de Janeiro do dia 19/07/2024, às 11:30hs, até o dia 20/07/2024, às 23: 42hs, e pelas fotos extraídas dos próprios sistemas governamentais é possível analisar o deslocamento do veículo, pela BR-116 e que pelo menos no automóvel havia duas pessoas no seu interior, conforme fotografias reproduzidas no relatório técnico; Um dos homens que levou o carro exercia a função de “Coordenador Administrativo de Gestão do Gabinete do Prefeito”, enquanto que o outro ocupava o cargo de Assessor Técnico Funcional junto ao Departamento Municipal de Trânsito (DEMUTRAN) do município de Santa Quitéria/CE; Um deles responde a inquérito da Delegacia Regional de Canindé 203/2020, por tráfico de drogas, por sua atuação como motorista responsável pelo tráfico de drogas em Santa Quitéria, em favor da facção criminosa Comando Vermelho, como se verifica no depoimento dos responsáveis pelo flagrante; O outro foi indiciado por tentativa de homicídio registrada no IP 546-94/2019, onde já se sondava pelas autoridades policiais o envolvimento dele com Doze. Um traficante preso fez uma delação premiada informando que lideranças do CV no Ceará moravam na Rocinha. Ele contou que um prefeito, candidato a reeleição, teria mandado um veículo para o Rio de Janeiro com cerca de um milhão e meio de reais Era um carro importado, branco. O dinheiro seria como pagamento para que o tráfico ajudasse na sua vitória. O traficante falou que marcou encontro com os dois homens que trouxeram o carro na Praça Nelson Mandela, em Botafogo. Ele depois saiu em uma moto subindo a Rocinha, sendo seguido por esses dois elementos no carro; quando chegaram na casa do 12, ele mesmo ajudou a desmontar a carenagem, as lanternas traseiras, ajudou a tirar o dinheiro, a contar o dinheiro; esse dinheiro foi entregue na mão do 12 e o carro também ficou lá, sendo utilizado pela esposa do 12; O tal veículo foi encontrado pela polícia na casa do 12. Depois, quando foi expedido mandado de busca e apreensão, esse traficante colocou esse veículo à venda em uma concessionária no Rio de Janeiro e esse automóvel foi apreendido e se encontra nos autos lá do processo. O GAECO do Rio de Janeiro que aprendeu esse veículo em uma concessionária lá do Rio de Janeiro. Anastácio Ferreira Paiva, também conhecido como “Doze”, líder do Comando Vermelho naregião do Sertão Central do Estado do Ceará, sendo uma indivíduo de alta periculosidade, que possui uma vasta ficha de antecedentes criminais por tráfico de drogas e homicídios, e contra quem pesam mandados de prisão em aberto, porém encontra-se foragido, escondido na Rocinha, no Rio de Janeiro/RJ, de onde controla o tráfico de drogas em vários municípios do Estado do Ceará e decreta execuções de seus rivais; FONTE: TRE-CE

Preso soldado do Exército suspeito de furtar munições que poderiam ir para o tráfico

A Policia Civil prendeu um soldado do Exército Brasileiro e sua irmã por armazenar munição furtada. A dupla foi abordada na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. Estava sendo apurado o fornecimento de munições desviadas do Exército para criminosos da Comunidade da Serrinha, na Zona Norte da cidade. Durante a ação, os agentes interceptaram a mulher enquanto ela carregava uma bolsa contendo 107 munições de calibres variados. De acordo com as investigações, o militar havia subtraído as munições do Exército junto com um comparsa, preso em uma ação anterior da Polícia Civil. Depois desta primeira prisão, o soldado ficou reticente em manter as munições furtadas consigo e repassou para a irmã guardar. Os dois foram autuados em flagrante por posse de munição de uso restrito. FONTE: Polícia Civil do RJ

Polícia apura se garoto matou os pais e o irmão porque queria receber a grana do FGTS

A Polícia Civil apura se o adolescente de 14 anos que matou os pais e o irmão de 3 anos em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, porque queria receber uma grana alta. O pai do menor tinha R$ 33 mil a receber do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o rapaz pesquisou pelo celular como poderia fazer para receber esse dinheiro de pessoas mortas. O garoto disse aos policiais da 143ª DP (Itaperuna) que se relacionava com uma adolescente que mora no município de Água Boa, no Mato Grosso (MT), desde os 8 anos. Os dois se conheceram durante um jogo on-line e, seis anos depois, a menina teria lhe dado um ultimato para que a visitasse, mas os pais dele o proibiram de viajar. Além da questão financeira, os agentes investigam esse desentendimento como outra possível motivação para o triplo homicídio Ao depor, o menino relatou que bebeu um “pré-treino” para se manter ativo e esperou a família dormir. Em seguida, pegou a arma do pai e atirou nas cabeças do casal e no pescoço do irmão. Por fim, arrastou os corpos para a cisterna. FONTE: RO em Foco (Facebook)

Em conversa captada, integrante do bando de Adilsinho disse que ele teria pago milhões para ver mandados de prisão cair

Um relatório da Justiça sobre o caso do homicídio do miliciano Marquinho Catiri em novembro de 2022 que decretou a prisão temporária do contraventor Adilsinho apontado como mandante, traz um trecho de um diálogo em que um integrante da quadrilha teria dito que os mandados de prisão em face do ‘Patrão )Adilsinho)’ caíram em razão de pagamento de “milhões”, além de dizer que “até sua filha ao ver os noticiários sabe quem que foi” e que ele (o patrão) estaria com crédito para “matar mais uns 30”. Segundo os autos, há clara demonstração que os integrantes do grupo criminoso entendem que a ausência de efetiva resposta estatal funcionaria como aval para continuidade dos homicídios. O documento cita que no homicídio de Catiri do qual Adilsinho era apontado como mandante foram usadas as mesmas armas do atentado contra Luiz Henrique de Souza Waddington, filho de Luiz Cabral Waddington Neto, ocorrido no Centro da cidade. O relatório informa ainda os nomes de outras supostas vítimas do bando como os desaparecimentos de Anderson Reis dos Santos e Alexandro dos Santos Marques, bem como sobre os homicídios de Fabrício Alves Martins, Fábio Alamar Leite e Bruno Kilier da Conceição Fernandes. Há informação ainda sobre José Ricardo Gomes Simões, um dos envovlidos na morte de Catiri, em que ele possuiria magens que indicam o comércio ilícito de cigarros, uma imagem de um controle de drone, datada de 18/11/2022, a qual exibia na tela imagem aérea do local do crime, e imagem da entrada da comunidade onde ocorreram os fatos As investigações citam outros integrantes da venda de cigarros, com diversos diálogos que indicam o que acontece quando se comercializa cigarros de fontes diferentes, com menção ao homicídio de duas pessoas e sequestro e desaparecimento de outras duas. Em uma das conversas, um investigado Daniel Maia frisa a importância de se manter firme com o comércio de apenas um provedor, bem como a tentativa de monopólio em diversas regiões. O documento informa que Adilsinho exerce grande influência e posição de liderança em grupo criminoso responsável por diversos homicídios na comarca do Rio de Janeiro e região metropolitana, o que naturalmente dificulta a localização de testemunhas. Há, ainda, dificuldade em arrecadar provas documentais, pois, com o desenvolvimento tecnológico, há várias plataformas que possibilitam que os comandos sejam repassados aos subordinados sem “deixar rastro”, que menciona a utilização de aplicativos de troca de mensagens criptografadas, com autodestruição programada. Encontra delineada a relação entre os até então denunciados pela morte de Catiri, George Garcia de Souza Alcovias, José Ricardo Gomes Simões e Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, com o indiciado Adilsinho por vários documentos juntados aos autos, dos quais merecem destaque: – Registro de Sem Alma na lista de visitantes e funcionários do imóvel do investigado, cadastrado como ‘segurança’, conforme relação fornecida pelo condomínio e juntada aos autos; FONTE: TJ-RJ

Justiça manda de novo prender três envolvidos em sequestro milionário e morte de advogada em Petrópolis

A Justiça decretou as prisões preventivas de três dos réus acusados pelo assassinato da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy: Henrique Vieira Fadiga, Maria Luíza Vieira Fadiga e Rebecca Azevedo dos Santos de Carvalho. O pedido do MPRJ, apresentado em aditamento à denúncia, foi motivado pelo surgimento de novas provas, incluindo a localização do corpo da vítima, o laudo de necropsia, perícias em veículos utilizados no crime e o conteúdo extraído de aparelhos celulares apreendidos. Esses elementos reforçam os indícios da participação dos réus no feminicídio, na ocultação do cadáver e no crime de extorsão. Embora os três acusados tenham sido soltos anteriormente — por serem primários e possuírem bons antecedentes —, a Promotoria reforçou o pedido de prisão com base nas novas provas, que evidenciam os riscos à ordem pública e à instrução criminal, além da possibilidade de fuga, considerando a gravidade dos crimes e as penas elevadas que poderão ser impostas. O juízo acolheu integralmente os fundamentos do MPRJ e decretou novamente a prisão preventiva. O crime ocorreu em 29 de fevereiro de 2024. A vítima, de 54 anos, foi atraída para um motel, assassinada e teve o corpo ocultado na residência do acusado Lourival Correa Netto Fadiga, pai de Henrique e Maria Luíza, e amante de Rebecca. Segundo as investigações, os réus arquitetaram um plano que resultou na morte de Anic e na extorsão do viúvo da vítima, de quem obtiveram R$ 4,6 milhões. O caso segue em tramitação, com fase de instrução processual, na 1ª Vara Criminal de Petrópolis. Os réus já contavam com o recebimento da quantia milionária que pretendiam extorquir. Meses antes do homicídio, todos tiraram ou planejaram tirar a carteira de habilitação para poderem conduzir veículos que seriam adquiridos com os recursos ilícitos obtidos com a extorsão que fariam. Parte do dinheiro foi usada na aquisição de cerca de 950 aparelhos celulares, numa negociação feita por Maria Luiza e Rebecca, junto a um fornecedor paraguaio, com dinheiro ilícito obtido na extorsão. Lourival confessou que matou Anic, tendo voluntariamente participado da macabra reconstituição do laudo, mostrando em detalhes a forma como atraiu a vítima para um motel, executou-a no quarto, colocou o corpo no bagageiro do automóvel e o levou para ser enterrado na garagem de sua residência em Teresópolis, cujo buraco já estava aberto. Uma reconstituição que serve de inspiração para um filme de terror! Tudo muito bem planejado e organizado, numa empreitada que não foi apenas de quem matou. Todas essas circunstâncias, principalmente a prévia aquisição de carteiras de habilitação para os veículos que seriam adquiridos com o produto da extorsão e as inúmeras ligações telefônicas entre os réus no dia do crime, mostram os fortes indícios de autorias dos réus Henrique, Maria Luiza e Rebecca. FONTE: MPRJ e TJ-RJ

Justiça mandou soltar genro do chefão da milícia que estava em moto da onde saiu tiro que atingiu menino de sete anos na Taquara. Suspeito confirmou que disparo que alvejou criança foi feito por soldado de grupo paramilitar por conta de aproximação de carro

A Justiça maA Justiça mandou soltar PQD, genro do miliciano Nem da Malvina, chefão do grupo paramilitar que age na Taquara, que estava em uma moto da onde saiu o tiro que atingiu um menino de sete anos que voltava da igreja no domingo de Páscoa. PQD em depoimento disse que na ocasião estava saindo da Invasão indo em direção à Malvinas. Ele pilotava a moto e na garupa estava seu colega da Malvinas, também soldado da milícia, de nome Erick Segundo ele, quando sairam da Invasão um veículo, um SUV Tucson de cor preta, passou a perseguir a motocicleta, e então, em determinado momento ele e Erik se assustaram, acreditaram que poderia ser um ataque de inimigos contra eles; Então, Erik fez um disparo com a arma de fogo em direção a essa SUV. Somente mais tarde, PQD tomou conhecimento de que o tiro disparado acertou uma criança que caminhava pela rua. PQD disse que Erik é morador de Nova Iguaçu e sua família é de lá, mas esta formando da milícia da Malvinas. Salientou que o disparo de arma de fogo que foi feito por Erik, em direção à SUV, e não era destinado para a criança, que foi atingida por acidente;. FONTE: TJ-RJ

PCC tem mais de 2.000 membros, entre presos e soltos, em 28 países. Confira o quantitativo por nação

Relatório do Ministério Público de São Paulo aponta que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital tem 2.078 membros em 28 países sendo 986 soltos e 1092 presos. Países europeus como Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Holanda, Turquia, Espanha, Sérvia, Bélgica, Portugal, já registraram a presença do PCC assim como o Japão e o Líbano. O Paraguai é o país de fora que contaria com mais participantes da facção: 699, seguido da Venezuela, com 656. Veja o quantitativo por país. FONTE: MPSP

Relatório da Justiça explica como funciona os 12 setores da quadrilha do contraventor Adilsinho, especialista em produção de cigarros

Segundo investigações da Polícia Federal, a quadrilha do contraventor Adilsinho é dividida em vários setores 1-Patrões – estão no topo da hierarquia, auferem os maiores lucros e dão as principais ordens 2) assessores, responsáveis por coordenar as atividades administrativas e burocráticas, como realizar pagamentos e transferências em favor do patrão e sua própria família, normalmente por pessoas interpostas (3) gerentes de fábricas, responsáveis por coordenar os locais em que os cigarros são fabricados e falsificar os documentos que instruem a fabricação e o comércio do falso cigarro (como embalagens), bem como custeiam as despesas das fábricas e dos alojamentos dos trabalhadores escravizados, mantêm em depósito os produtos dos crimes, fornecem maquinário, insumo e matéria-prima; (4) comerciantes, são os responsáveis pela venda de cigarros aos consumidores finais, por meio de empresas interpostas; (5) fornecedores de bens e insumos, a quem incumbe fornecer insumos, maquinários, matéria-prima e imóveis que permitem a instalação e operação das fábricas clandestinas e a consequente produção de contrafeitos; (6) pistoleiros, que ficam a cargo da segurança patrimonial e pessoal do patrão, bem como seguem as ordens do líder ou dos assessores para assassinar alvos previamente definidos; (7) agentes públicos, que se valem de seus cargos públicos para executar e garantir o proveito dos crimes praticados pela malta criminosa;(8) os lavadores, responsáveis pelo branqueamento do capital adquirido ilicitamente (9) operadores, a quem incumbe operar a comercialização dos cigarros clandestinos, promovendo o depósito e comércio da mercadoria ilícita e recebendo os valores provenientes de sua comercialização, bem como distribuindo-os aos demais integrantes da organização; 10) traficantes de pessoas, que aliciam e recrutam estrangeiros, mediante fraude, grave ameaça e abuso, para que sejam submetidos a trabalho em condições análogas à escravidão; (11) transportadores, a quem compete transportar os insumos e mercados falsificados; (12) algozes, responsáveis por submeter os trabalhadores a regime de escravidão, valendo-se do uso de arma de fogo e restrição de liberdade.Diante da elevada sofisticação da organização criminosa, que, mesmo com outraS investigações pretéritas, continuou plenamente suas atividades ilícitas, promovendo fábricas clandestinas de cigarros e arregimentando paraguaios para trabalhar em condições análogas à de escravo. Com efeito, não bastasse a busca e apreensão feita em 20/03/2023, em que foram resgatados 19 paraguaios em uma fábrica em Duque de Caxias outra fábrica que operava sob idêntico modus operandi já havia sido desmantelada em 08/07/2022, ocasionando a libertação de 15 paraguaios, o que indica que possivelmente era o mesmo grupo criminoso que estava por trás dessas atividades clandestinas. Além disso, a organização criminosa conta com policiais e outros agentes públicos corruptos (inclusive, há suspeitas de que a subtração das máquinas de fabricação de cigarros do galpão da Cidade da Polícia esteja relacionada ao mesmo grupo), o que demonstra o enraizamento da organização criminosa dentro do próprio aparato repressivo do Estado, e, assim, demanda atitudes mais enérgicas para fazer cessar a atividade criminosa, a fim de garantir a ordem pública. No caso específico dos autos, foram desmontadas, inicialmente, duas fábricas clandestinas de cigarro com uso de mão de obra de cidadãos paraguaios em regime análogo ao da escravidão e, mesmo após essas operações, a suposta Organização Criminosa não desistiu da empreitada, pelo contrário, montou novas fábricas, como a que foi desmontada recentemente em Paty de Alferes. Rememore-se que, quando do início da investigação, maquinários foram apreendidos e alienados judicialmente, porém, antes de serem entregues, foram furtados da Cidade da Polícia onde estavam acautelados e levados para outras fábricas clandestinas. Some-se a isso que, em julho de 2024, sobreveio abordagem policial em uma terceira fábrica clandestina de cigarros, situada na Fazenda Pilão, em Paty do Alferes/RJ, ocasião em que a Polícia Militar flagrou trabalhadores paraguaios produzindo cigarros falsificados, seguido de confronto armado iniciado por atirador integrante da Organização Criminosa, que conseguiu fugir do local. Importante salientar, ainda, que, após o resgate dos trabalhadores, foi narrado o processo de cooptação e integralização idêntico aos narrados pelos trabalhadores encontrados nas fábricas desmontadas nos anos anteriores, bem como foram apreendidos material, maquinário, veículos e cigarros, sendo estes com o mesmo código de barras daqueles encontrados nas duas fábricas clandestinas em Duque de Caxias/RJ, em 2022 e 2023. Veja-se que, conforme ressaltado anteriormente, a quadrilha segue na produção clandestina de cigarros, mesmo após diversas abordagens e desmonte de fábricas, inclusive furtando maquinário custodiado na sede da Polícia, o que ressalta a gravidade da alteração do procedimento e, obviamente, a intenção de seguir na prática dos delitos. FONTE: Justiça Federal RJ

Investigação revela como funciona esquema de monopólio de internet montado pelo CV em comunidades do Rio. Polícia faz operação

A Policia Civil do RJ faz operacão hoje para desarticular um esquema criminoso de monopólio forçado de serviços de internet em comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho. As investigações revelaram que provedores clandestinos, com suporte logístico e operacional da facção, vinham impondo seus serviços de forma coercitiva e violenta à população, mediante sabotagem de redes concorrentes, ameaças a moradores e comerciantes e utilização de equipamentos furtados e veículos descaracterizados para atuação ilícita. Equipes documentaram em vídeo e fotografias a ação de “operários” destruindo cabos de fibra óptica de provedores legítimos em Jardim Primavera, Duque de Caxias. Os envolvidos estavam vinculados a empresas apontadas como instrumentos do esquema.Na Praça Seca, Zona Oeste do Rio, novos flagrantes indicaram que uma empresa estava retirando concorrentes à força. Um veículo da organização foi observado em patrulhamento irregular pela região, sempre associado a zonas onde provedores rivais tinham sido silenciados. Em outro ponto investigado, foi localizado um depósito contendo equipamentos de rede oriundos de furtos, além de peças automotivas de procedência duvidosa. A análise patrimonial identificou a aquisição de veículos provenientes de leilões de seguradoras, tática comum para dificultar o rastreio e camuflar bens utilizados em crimes.A estrutura criminosa era composta por divisão clara de tarefas, desde a execução operacional, passando pela logística de sabotagem, até o controle territorial da oferta de internet. Essa configuração se enquadra como organização criminosa, além dos crimes de interrupção ou perturbação de serviço de telecomunicações, receptação e lavagem de dinheiro.O controle criminoso sobre a infraestrutura de internet em comunidades fere o direito fundamental à comunicação, ao acesso à informação e à cidadania digital. Ao impedir a atuação de empresas legítimas, o crime exclui populações inteiras de serviços básicos de conectividade, essenciais para estudo, trabalho, acesso a serviços públicos e liberdade de expressão. Além disso, ao eliminar concorrentes à força, esse modelo distorce o mercado, aumenta os preços e submete moradores a serviços precários e sem qualquer regulação ou proteção legal, favorecendo o lucro de facções criminosas e a perpetuação de sua influência territorial. A operação desta terça busca apreender documentos, mídias digitais, equipamentos de rede e registros financeiros capazes de comprovar os crimes praticados e ampliar o mapeamento da rede criminosa. O material arrecadado será analisado e poderá embasar novas diligências e responsabilizações penais e civis. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São Gonçalo e Cabo Frio. As diligências contam com o apoio da da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). FONTE: Polícia Civil do RJ

Pessoas mortas na Avenida Brasil eram inocentes e podem ter sido confundidas com milicianos

As duas pessoas que foram mortas na Avenida Brasil na Zona Oeste do Rio não teriam envolvimento com crimes. Uma das vítimas se chamava Davi Castelo, de 38 anos. Ele era gerente de uma loja no Ceasa e teria dado carona para as duas outras pessoas que também foram atingidas. A polícia invetiga se os traficantes do Comando Vermelho que estão em disputa com os milicianos no Catiri, em Bangu, confundiram os trabalhdores com paramilitares na região. O crime foi cometido próximo ao salão Palazzo, na altura de Bangu. Eles estavam a caminho do Ceasa quando foram alvo dos disparos. FONTE: Baú do Rio OFC (Telegram)

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima