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Policial civil negociava armas e munições com traficantes do TCP

A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18/12), uma ação para cumprimento de uma mandado de busca e apreensão contra um policial civil investigado por ter relação próxima com uma liderança do Terceiro Comando Puro. Segundo apurado, ele forneceria informações para Wallace de Brito Trindade, o “Lacoste”, e negociaria armas e munições para a facção. A ação foi realizada após investigação da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Polícia Civil, com o apoio da CGPOL. O agente estava de licença médica, não estando envolvido em investigações e operações atualmente. Foi instaurada uma sindicância e ele foi afastado de suas funções. Com ele, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que serão periciados e analisados. As investigações estão em andamento para esclarecer o envolvimento dele com o criminoso e outros integrantes da facção.

Hackers invadiam sistema do TJ-RJ para apagar mandados de prisão de traficantes do CV

o O sistema era manipulado, mas o crime não passou despercebido. Policiais civis da 126ª DP (Cabo Frio) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (18/12), a “Operação Firewall”, uma ofensiva contra a manipulação criminosa de dados públicos. A ação acontece contra um grupo criminoso responsável por invadir plataformas informatizadas de administração pública, com o objetivo de beneficiar integrantes do Comando Vermelho. Agentes cumprem mandados de prisão e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Militar fluminense, e em Minas Gerais, em conjunto com a Polícia Civil do estado. Até o momento, duas pessoas foram presas. A investigação teve início em julho deste ano, após equipes da unidade, em ação conjunta com policiais militares, identificarem que criminosos estavam oferecendo a remoção de mandados de prisão do sistema do Tribunal de Justiça mediante o pagamento de R$ 3 mil. Em todas as divulgações do esquema criminoso, havia alusões diretas ao Comando Vermelho, oferecendo o serviço aos integrantes da facção criminosa. Diante da gravidade dos fatos, as equipes iniciaram um amplo trabalho de inteligência para apurar o esquema e desmantelar a rede criminosa. Segundo as investigações, os hackers usavam VPN com senha dos servidores da justiça para acessar o sistema do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). No momento do acesso, como não era possível apagar os mandados, eles alteravam os dados que permitiam a localização da ordem judicial. Dessa forma, quando policiais consultavam o sistema pelo nome correto, o mandado não era identificado, dando a falsa impressão de inexistência do mesmo.Ainda segundo o apurado, os criminosos ainda ameaçavam os contratantes dizendo que, se não pagassem o valor, emitiriam outra série de mandados contra eles. Para desmantelar o esquema, as equipes identificaram, inicialmente, os bandidos responsáveis pela divulgação dos anúncios nas redes sociais e, na sequência, passaram a seguir o fluxo financeiro para chegar aos demais envolvidos. Com isso, agentes constataram que a namorada de um desses homens cedia sua conta bancária para a movimentação do valor arrecadado de forma criminosa. Por meio da mulher, foi detectado um intercâmbio financeiro com outros criminosos de Minas Gerais.Por fim, os policiais localizaram o líder do esquema. O criminoso já trabalhou em empresas de certificados digitais e conseguiu “apagar” um mandado de prisão da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Ao perceber o êxito, passou a oferecer os serviços a terceiros. O homem havia sido preso por agentes da 36ª DP (Santa Cruz) em setembro deste ano, por violação do segredo profissional, associação criminosa e estelionato.Enquanto o criminoso trabalhava nessa empresa de certificados digitais, ele realizava a quebra de autenticação em duas etapas, decodificação de certificados digitais, manipulação de dados cadastrais de magistrados e emissão fraudulenta de alvarás judiciais.Até o momento, as investigações apontam que não houve envolvimento de servidores no crime. Segundo os agentes, esses profissionais seriam vítimas de roubo de dados de login e senha.

Chefão do CV montou dossiê sobre PMs que moram em seu reduto em Caxias

O traficante Jonatha Hyrval Cassiano da Silva, o “Bochecha Rosa”, é apontado como chefe do tráfico de drogas da favela do Corte Oito, em Duque de Caxias, chefiada pelo Comando Vermelho. Segundo as investigações, a quadrilha montou uma espécie de dossiê com informações sobre policiais que moram na localidade. Ele seria o mandante tentativa de assassinato a um policial militar na no bairro Parque Fluminense, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prendeu ésse amo em flagrante um dos envolvidos em um ataque contra um ex-policial militar, que terminou com a morte de uma criança de 3 anos e a mãe baleada na cabeça. Caiky de Assunção Barbosa dos Passos foi baleado e internado sob custódia no hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e foi reconhecido pelo ex-PM como um dos autores do ataque. Depois disso, a delegacia determinou a prisão de Caiky em flagrante. Segundo o setor de inteligência da PM, as ordens para que o ataque ocorresse foram do traficante Bochecha Rosa. Ele teria ordenado matar policiais que circulem nas áreas controladas por ele. Bochecha é um dos acusados de envolvimento na morte do Policial Militar, Douglas Fontes Caluete, 35 anos, assassinado no dia 7 de junho de 2018, após ter sido reconhecido em uma tentativa de assalto em Gramacho, Duque de Caxias. A mãe do PM, Maria José Fontes, de 56 anos, teve um infarto no local do crime ao reconhecer o corpo do filho e também morreu. De acordo com as investigações, sua quadrilha que fornece armas para bandidos cometerem roubos — de veículos e de cargas — em bairros da capital, como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, além de outros nas zonas Sul e Norte, e em outros municípios da Região Metropolitana e da Baixada.

Bacellar falou com TH Joias sobre operação poucos minutos após PF informar ao gabinete do desembargador preso a cerca da data designada para ação policial

Outro ponto importante que reforça a suspeita sobre o desembargador federal Macário fluminense) sobre a ação policial. Um dia antes da operação, realizada em 3 de setembro, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, conversou com TH Joias por volta do meio-dia no interior do Palácio Tiradentes (sede do Legislativo fluminense) minutos após a Polícia Federal comunicar ao gabinete do desembargador a cerca da data designada para a operação. O delegado da Polícia Federal Samuel José de Escobar Massena Fayad disse em depoimento que o desembargador já tinha ciência da operação bem antes do dia 3 de setembro. Segundo relatos, na véspera da ação, foi feito contato com o assessor de Macário que disse ao delegado que os mandados seriam expedidos ainda no dia 2 de setembro. O assessor mandou mensagem para Macário dizendo que pretendiam cumprir mandados contra o Índio do Lixão ainda no dia 2 e os demais no dia 3. A PF concluiu que a atuação de Macário aponta a prática – em andamento – de crimes de obstrução de investigação da organização criminosa, inclusive no exercício do cargode desembargador federal, assim como na prática de crimes de violaçãode sigilo funcional, favorecimento pessoal e promoção de organização criminosa.

COINCIDÊNCIAS SUSPEITAS: Conversa entre TH Joias e Bacellar na véspera da operação ocorreu no exato momento que presidente da Alerj jantava com desembargador federal preso ontem

Na véspera da operação para prendê-lo, o então deputado estadual TH Joias chegou em sua residência por volta das 19h acompanhado de outros indivíduos, onde acompanha o processo de desmanche de sua residência até aproximadamente 21:40h. Durante esse período, o parlamentar realizau, de maneira concomitante, a troca de seu aparelho celular para passar a se comunicar por meio de outro terminal. Foi por meio deste novo número que TH mandou mensagem para o presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar e, posteriormente colheu orientações do que fazer com seu estoque de carnes para churrasco, insinuando, em tom jocoso, que os policiais que realizariam a busca no dia seguinte o subtrairia. Ouvido em sede da PF, Bacellar reconheceu que sabia que ocorreria uma operação policial que teria como alvo um parlamentar, em razão de um zum-zum- zum que percorria os corredores do parlamento fluminense. Além disso, ele confirmou que foi procurado por TH Joias na véspera da ação policial que lhe indagou acerca do tema. Sabedor de todo esse cenário, bem como do histórico notório de vinculação de TH Joias com o Comando Vermelho, Bacellar se manteve inerte quando se deparou com o vídeo encaminhado pelo ex-parlamentar, visto que estava diante de flagrante ato de obstrução de justiça, e não comunicou as autoridades para tomada de providências. Não seria difícil para ele tomar tal atitude, visto que, no exato momento em que recebeu o vídeo, Bacellar supostamente estava jantando com o Desembargador Relator do caso no Tribunal Regional Federal da 2a Região, Macário Ramos Judice Neto, preso ontem, na Churrascaria Assador, situada no Aterro do Flamengo. Como visto, tal zum-zum-zum e a conversa entre Bacellar e TH Joias coincidiu com o momento no qual Macário foi avisado por sua assessoria acerca da data precisa da deflagração das medidas pela autoridade policial responsável pelo inquérito. Foi possível inferir a total ciência de Macário sobre o que acontecia, naquele momento, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, visto que ele foi o provável emissor da informação sigilosa repassada ao alvo.

Menor contou com todos os detalhes como matou mãe em São Gonçalo com ajuda do namorado. SAIBA TUDO

Leia agora o depoimento da menor de 15 anos suspeita junto com o namorado de matar a mãe em São Gonçalo e atirar o corpo em um poço. Ela está detida desde a semana passada. O namorado também está preso. A adolescente contou que estava residindo com Marcelo Pachceco Coelho de Souza na casa dele em Parada Feliz – SG (Complexo do Anaia) no tempo em que achavam que estava desaparecida. Sobre sua mãe Rosa, esclarece que tinham um relacionamento conturbado, brigavam demais, se agrediam mutuamente, se ofendiam verbalmente.Ela disse que Rosa chegou a deixar a declarante presa sozinha dentro da residência que viviam em Santa Izabel. Segundo a menor, Rosa não aceitava o relacionamento com Marcelo. A adolescente falou que não aguentava mais a situação em que vivia com brigas com a mãe e passou pela sua cabeça matála. Ela comentou isso com o namorado que tentou reomver a tentar remover a idéia da sua cabeça. No entanto, a jovem já estava decidida. O casal combinou de Marcelo ir a noite na casa da menor, por volta da 02h da madrugada do dia 02 de outubro de 2025; A menor pensou primeiramente usar uma faca para cometer o crime. Quando Marcelo chegou no local, Rosa estava dormindo no sofá da residência mas acordou com o barulho da porta do quarto fechando quando Marcelo entrou nele; Rosa não viu Marcelo e a menor pediu que a mãe saísse do sofá inventando que tinha alguma coisa estranha no quarto; Quando Rosa chegou no quarto e viu Marcelo, se virou em direção a porta da residência pedindo que ele fosse embora e que não era para ele estar ali; A menor segurou a mãe e Marcelo a golpeou com uma pá de pedreiro que tinha na residência. Rosa não sangrou, mas já caiu no chão. Então enforcaram ela com a corda de capoeira; Logo após o fato, o casal se arrependeu e viu que fizeram uma besteira. Porém decidiram se livrar do corpo de Rosa. Na residência, havia um galão grande que Rosa usava para guardar água. Eles colocaram o corpo dentro do galão e tampararam. A menor pediu a Marcelo para que solicitasse ajudava de alguém para retirar o corpo do local;. Marcelo então ligou para dois conhecidos; Que perguntada o nome dessas pessoas, diz não saber; (…) ; A menor deixou a casa como estava, com a televisão ligada e as comidas no fogão. Levou algumas peças de roupa e documento; Foi se encontrar com Marcelo na residência dele; Assim que chegou ficou sabendo que o corpo de Rosa A estaria no local. Questionada como Marcelo se livrou do galão, a adolescente disse que durante a madrugada ele enterrou o galão e concretou depois. Perguntada se saberia apontar o local onde foi enterrado o corpo, disse que sim; A menor ainda usou o telefone da mãe se passando por ela tendo enviado mensagens para parentes e amigos se passando por ela, mas depois se livrou do aparelho quebrando e jogando fora; ( Quando Marcelo recebeu uma ligação sendo intimado a comparecer na delegacia, percebeu que algo daria errado. O casal combinou de dizer que não sabiam onde Rosa estava; Que, porém, na Delegacia ao tomar ciência dos elementos que os policiais dispunham, resolveu contar a verdade; A madrinha da menor e sobrinha de Rosa dise que causou estranheza o fato de a tia ter mandado mensagem de texto com emoji de coração. Segundo ela, a forma como a mensagem foi escrita levantou suspeita de que alguém pudesse estar se passando por ela; No dia 7 de novembro, após 15 dias sem ver Rosa, registrou o desaparecimento da tia e soube cinco dias depois que a adolescente e a menor estavam envolvidos no crime. Que perguntada pelo Delegado de Polícia se suspeitaram deles, respondeu: “Desde o início. a minha tia não aceitava o relacionamento deles”;

Quadrilha de Minas Gerais comprava armas no Paraguai e vendia a traficantes do Rio de Janeiro

Um inquérito da polícia mineira identificou uma quadrillha formada por pelo menos oito pesosas, entre elas mulheres, que compravam armas de fogo ilegamente no Paraguai e vendiam inclusive para traficantes do Rio de Janeiro. Parte do bando foi interceptado no ano passado quando foram apreendidos dois fuzis calibre 556m, munições de diversos calibres, acessórios de armas de fogo, além de drogas, balança de precisão e anabolizantes. As armas, munições e carregadores foram submetidos a exame pericial de eficiência, restando constatado pelos peritos que se encontravam em perfeito estado de funcionamento Foram identificadas mensagens no telefone de um dos envolvidos no bando que comprovaram a compra de armas de fogo de pelo menos dois fornecedores paraguaios em Ciudad del Este. Um outro integrante do grupo participava com o transporte e a introdução dos armamentos ilícitos no território brasileiro “Os envolvidos empreenderam intensa negociação e comercialização de armas, inclusive com traficantes do Rio de Janeiro/RJ”, dizem os autos.Uma mulher envolvida foi até a cidade de Uberlândia buscar mercadoria. Uma outra mulher companheira de um integrante da quadrilha participava das transações bancárias, de alto valor, destinadas ao pagamento do armamento negociado. Os investigados forneciam armamento não só para traficantes do Rio de Janeiro como também da Bahia e outras regiões do pais.

PF prendeu desembargador federal suspeito de vazamento da operação que resultou na prisão de TH Joias envolvido com o CV

Na manhã desta terça-feira, 16/12, a Polícia Federal deflagrou a Operação Unha e Carne 2 para investigar a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun, deflagrada em setembro que culminou com a prisáo do entdo deputado estadusl TH Joias envilvido com o Comando Vermelho .. Na ação de hoje, a PF cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o desembargador do Tribunsl Regional Federsl da 2a Região. Macário Judice Nrmeto e dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

Doca comanda esquemão de lavagem de dinheiro do CV. Veja detalhes

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), com o apoio de agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), realizam mais uma etapa da “Operação Contenção”, nesta terça-feira (16/12). A investida ataca o coração financeiro do Comando Vermelho, desarticulando um esquema de lavagem de dinheiro em larga escala comandado por Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal”. A ação inclui cumprimento de mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas pessoais e empresariais, sequestro de bens móveis e imóveis e o pedido de bloqueio de R$ 600 milhões.As diligências ocorrem na capital, na Baixada Fluminense e no município de Silva Jardim, no interior no Rio, além de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e Pontes e Lacerda, no Mato Grosso. Também participam da operação policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), além de agentes da Polícia Civil A investigação, que contou com o apoio do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifra), reforçou que o funcionamento da facção não se sustenta apenas pela venda de drogas, mas principalmente por um complexo sistema de lavagem de dinheiro, responsável por receber, ocultar, movimentar e reinserir valores ilícitos no sistema financeiro. Esse dinheiro financia a compra de drogas, armas, veículos, imóveis e a manutenção do domínio territorial. Ao atingir diretamente esse fluxo financeiro, a operação busca provocar o colapso do caixa da facção, retirando sua capacidade de custear a própria estrutura criminosa. As apurações apontaram que Doca, liderança do Comando Vermelho, e Gardenal, seu principal operador, estruturaram e coordenaram o esquema de lavagem de dinheiro, utilizando terceiros e empresas para dissimular a origem criminosa dos recursos. No centro desse esquema foi identificado o responsável por receber, concentrar e movimentar grandes volumes de dinheiro, tanto em contas bancárias pessoais quanto em contas de empresas sob seu controle, conforme demonstrado por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). As movimentações financeiras identificadas são completamente incompatíveis com a renda declarada, evidenciando que essas contas funcionavam como verdadeiras caixas centrais da facção, agora neutralizadas pelas medidas judiciais de bloqueio. O esquema se valia de mulas financeiras, ou seja, pessoas ligadas ao tráfico de drogas, à extorsão de moradores e à exploração de serviços ilegais, utilizadas para realizar depósitos em dinheiro vivo. Esses depósitos eram feitos em valores elevados, frequentemente fracionados, realizados em diferentes agências bancárias e muitas vezes no mesmo dia, por pessoas distintas. Esse padrão é clássico de lavagem de dinheiro e tinha como objetivo dificultar o rastreamento da origem ilícita dos valores, prática agora desarticulada pela investigação financeira. A Polícia Civil concentrou a investigação no caminho do dinheiro, demonstrando que, enquanto o crime se manifesta nas comunidades exploradas pela facção, os valores arrecadados seguem para contas específicas, onde são concentrados e redistribuídos para manter toda a estrutura criminosa. Os documentos demonstram que o município de Pontes e Lacerda, no Mato Grosso, foi utilizado como um dos principais pontos de concentração financeira, funcionando como base para recebimento e movimentação dos valores ilícitos, distante dos locais de maior visibilidade do tráfico, justamente para reduzir a exposição dos líderes criminosos.

Aceita hoje pela Justiça, relembre detalhes da denúncia contra a deputada Lucinha por seu envolvimento com a milícia do Zinho

Leia agora trechos da denúncia contra a deputada estadual Lucinha por seu envolvimento com a maior milícia do Rio de Janeiro comandada por Zinho, que está preso desde 2023. A acusação foi aceita pela Justiça hoje Segundo o Ministério Público. Lucinha desempenhava a função de patrocínio político a quadrilha em distintas oportunidades. Lucinha valendo-se de sua condição de agente público do alto escalão político, do prestígio e das prerrogativas inerentes à função de deputada estadual, atuou em aguerrida defesa de variados interesses da milícia que integra, sempre auxiliada por sua assessora parlamentar, sob o manto da defesa de interesses da sociedade local, diga-se de passagem, a maior prejudicada pela atuação da horda. Em múltiplos episódios, constata-se a clara interferência das denunciadas na esfera política em favor do “Bonde do Zinho” , junto a autoridades policiais e políticas, ora para favorecer os interesses da quadrlha, ora para blindá-los das iniciativas estatais de combate ao grupo e ora para livrá-los de ações policiais, garantindo a impunidade dos integrantes da milícia. Em outras situações, Lucinha e sua assessora se valiam do temor reverencial decorrente do império da violência e do poderio bélico da milícia para solidificar sua hegemonia política na localidade e para fins de silenciar eventuais críticas, sejam estas provenientes dos próprios moradores, sejam oriundas de adversários políticos, demonstrando assim a perfeita integração ao grupo criminoso. Em outras situações, as denunciadas se valem do temor reverencial decorrente do império da violência e do poderio bélico da ORCRIM para solidificar sua hegemonia política na localidade e para fins de silenciar eventuais críticas, sejam estas provenientes dos próprios moradores, sejam oriundas de adversários políticos, demonstrando assim a perfeita integração ao grupo criminoso. Lucinha e sua assessora forneciam informações privilegiadas à quadrilha No dia 06 de julho de 2021 , no Centro da cidade e nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências, Lucinha e assessora forneceram “à milícia informações privilegiadas atinentes à agenda de visitas do Prefeito Eduardo Paes à Zona Oeste, a que tinham acesso em razão da condição de agentes públicos integrantes do alto escalão político, conduta que permitiu que os milicianos”escondessem” suas tropas na presença das autoridades. Desde data não precisada, sendo certo que a partir de 15 de Abril de 2021, e em especial no período compreendido entre 09 de setembro de 2021 e 14 de setembro de 2021, mas se estendendo até 18 de dezembro de 2023, no Centro da cidade e nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências, Lucinha e assessora tentaram interferências junto ao prefeito do Rio para que fosse mantida a chamada “Brecha da P5” no transporte público alternativo municipal, maior fonte de obtenção direta de recursos da súcia, inclusive e principalmente se valendo do prestígio político inerente aos cargos que exerciam, chegando ao ponto de agendar reunião na Sede da Prefeitura, com a presença do Prefeito e dos Secretários Municipais de Transporte e Ordem Pública. Nos dias 30 de setembro e 10 de Novembro de 2021 , no Centro da cidade e nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências, Lucinha e assessora receberam informações privilegiadas atinentes à prática de crimes cujas investigações se encontravam em curso, por parte do integrante da milícia , com missão de, valendo-se do prestígio dos cargos e influência política decorrentes destes, repassá-las às Autoridades Policiais responsáveis pela condução das inquisas, e, em última instância, interferir no curso destas, visando a impor narrativa e linhas de investigação em favor da horda. Nesse contexto, as denunciadas foram munidas de diversas informações estratégicas relacionadas a crimes bárbaros praticados pela súcia e pela quadrilha rival, com a missão de levá-las às autoridades incumbidas das investigações. No dia 06 de novembro de 2021 , nos bairros localizados na Zona Oeste e adjacências da Cidade do Rio de Janeiro, em especial no bairro de Cosmos, Lucinha utilizando-se do prestígio e facilidades do cargo de Deputada Estadual que ocupava, e invocando a condição de agente público, prestou auxílio a membros da miilícia “presos em flagrante, interferindo na confecção do RO nº 036- 05319/2021, no Resumo de Ocorrência nº 484/2021 e no Boletim de Ocorrência (BOMP) nº (00)00000-0000, liberando-os da captura 1 . A interferência da denunciada demonstrou-se eficaz, conforme manifestado pela própria Parlamentar ao miliciano Domício , tanto que a diligência resultou apenas na apreensão de materiais e armas, mas sem a prisão e condução dos meliantes à sede policial. Lucinha realizou coordenada tentativa de interferência junto ao Comando da Policia Militar e ao alto escalão político da Assembleia Legislativa, com o fim de que fossem removidos dos cargos dois PMs designados no comandando da 8a DPMJ e do 27º BPM, respectivamente, em razão do reconhecido combate aguerrido dos citados agentes da lei contra a quadrilha ora sob análise. Detectou-se a ocorrência de pelo menos dezessete encontros presenciais entre os integrantes da horda, ocorridos em 28/06/2021, 07/07/2021, 23/07/2021, 02/09/2021, 09/09/2021, 10/09/2021, 12/09/2021, 28/09/2021, 01/10/2021, 27/10/2021, 11/11/2021, 18/11/2021, 20/11/2021, 29/11/2021, 30/11/2021, 07/12/2021 e 29/12/2021 , mantendo-se a média de ao menos dois encontros mensais no período mencionado, alguns dos quais realizados na sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, outros na zona oeste, com a presença ilustre do líder da malta, Nome, vulgo “Zinho em datas em que este há muito já se encontrava foragido e era considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil. Lucinha nomeou em seu gabinete integrantes e parentes de integrantes da milícia, um deles um PM conhecido como Fiel e a nora do miliciano ChumbinhoEm outubro de 2023, buscaram junto ao servidor da Prefeitura do Rio de Janeiro, que tinha acesso direto em razão do cargo que ocupa, informações privilegiadas atinentes à localização de pessoas armadas nas imediações de seu sítio, com a finalidade de fornecê-las a milicia, a fim de que pudessem liberar os integrantes que estariam homiziados no imóvel. Na oportunidade, o servidor da Prefeitura não só informou à Lucinha sobre a existência de elementos fortemente armados em frente ao sítio de sua propriedade, localizado em Rio da Prata, como apontou quais câmeras de vigilância

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