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Traficante que teria implantado o CV na Bahia controla os negócios diretamente do Complexo da Penha

Investigações demonstraram que a organização criminosa Raio A , sob a liderança de Manoaldo Falcão Costa Júnior, vulgo “Gordo Paloso”, opera a partir das favelas Mandela ePenha, no Rio de Janeiro, coordenando a distribuição de drogas para diversos estados do Brasil, com especial atuação na Bahia. Ele estaria homiziado desde 2016 em favelas do Rio de Janeiro, notadamente no Complexo da Penha – principal reduto do CV – convivendo lado a lado com lideranças do Comando Vermelho, como Anderson Souza (“Buel”). Há indicativos de que Manoaldo foi o responsável pela implantação do Comando Vermelho na Bahia, estabelecendo ponte entre a facção carioca e grupos criminosos locais (como o Raio A). Mensagens de áudio, texto e fotos demonstram claramente essa tentativa de Manoaldo de fazer do Bairro São Pedro em Itabuna a mesma estrutura criminosa das favelas cariocas, ou seja,controle total da criminalidade e de serviços essenciais, além de impedir acesso das forças policiaisao local. Autointitulado “Panda”, utiliza a foto do animal, simbolo da liderança do Comando Vermelho, Anderson Souza (“Buel”), também chamado “Tropa do Cris”. Operação das forças policiais do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão descobriu a casa onde possívelmente Buel residia “No Rio de Janeiro, Gordo Paloso controlava tudo auxiliado pela sua ex-mulher que busca contas bancárias em nomes de terceiros para “alugar” e assim receber os recursos ilícitos em troca de uma determinada quantia a titulo de “aluguel” Outro integrante desse núcleo no Rio de Janeiro teve sua conta utilizada com o seu consentimento para transações financeiras relativas ao tráfico de drogas e como “laranja” do Gordo Paloso na Casa De Festa Estrela Da Vinte.” “Outra operadora financeira estabelecida no Rio de Janeiro, se encontra presa e apesar das informações da quebra de sigilo bancários de transações relevantes com outros integrantes da Organização Criminosa, inclusive, transferências bancárias de milhares de reais para empresas de fachada em Foz do Iguaçu, em sede de interrogatório não consegue explicar o motivo destas transações.” Além de São Paulo e Rio de Janeiro a Orcrim possuía células distribuídas em Itabuna, Ilhéus, Camacan, Aracaju, Brusque, Rondônia e Foz do Iguaçu, sendo identificados múltiplos núcleos operacionais responsáveis por distribuição de entorpecentes, armazenamento de armas de fogo e ocultaçãode valores ilícitos através de “laranjas” e empresas de fachada.” FONTE: TJ-BA

Traficante do CV morto hoje na Praça Seca foi ‘promovido’ na facção após conquistar território. Bairro onde ocorreu a morte tinha dono (que caiu no ‘tribunal’) que arrendava áreas para chefões

Anos atrás, o traficante Matuê, morto em confronto com a polícia hoje na Praça Seca, atuava no Morro do 18, em Água Santa, e já era naquela época considerado homem de guerra da facção Comando Vermelho atuando muito na conquista de novos territórios. Em uma destas conquistas, Matuê  acabou ganhando uma “promoção”, ficando como frente do Morro da Barão, na Praça Seca. A região da Praça Seca tinha um dono: era o traficante Paulo Muleta, que teria caído no ‘tribunal do tráfico’ do Comando Vermelho há alguns anos.Muleta, no entanto, não geria os negócios: ele  arrendava a região para outros traficantes, ou seja, cobrava um valor para que a comunidade fosse explorada com o tráfico de drogas, sendo assim expandindo seus domínios;  Entre as lideranças que arrendavam a área estavam Doca, Abelha e Pedro Bala, que deixaram pessoas de sua confiança como “frentes” gerenciando atividades criminosas ali desenvolvidas;  Na comunidade da Barão o “frente atual” é o bandido de vulgo “Tiriça” e na comunidade do Bateau Mouche os “frentes” são os traficantes de vulgo “Sussê” ou “Sussé” e “DVD”. FONTE: TJ-RJ e Polícia Civil do RJ

Após suposto baque do CV, que terminou em morte, traficantes do Amarelinho (TCP) teriam proibido a entrada de motoristas de aplicativo

Segundo informações que circulam na internet, traficantes do Conjunto Amarelinho, em Irajá, área dominada pelo Terceiro Comando Puro, teriam proibido a circulação de motoristas de aplicativo na comunidade. A suposta regra passou a figurar depois que a localidade foi atacada por rivais do Comando Vermelho De acordo com relatos, um veículo não identificado entrou no Conjunto Amarelinho (TCP) e atirou em direção aos envolvidos com TCP na boca de fumo. Os invasores teriam conseguido matar um rival conhecido como Zamorano. Informações dão conta de que os invasores eram da Vila Norma (CV) em São João de Meriti na Baixada Fluminense. FONTE: Blog Crimes News RJ

Operação mira cúpula do CV no Rio

Em uma grande resposta ao crime organizado, a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) representou pela prisão dos chefões e de outros membros da facção narcoterrorista Comando Vermelho por integrarem um grande esquema de roubo de veículos no estado fluminense. Nesta terça-feira (07/10), agentes da 53ª DP (Mesquita) e da 18ª DP (Praça da Bandeira) estão nas ruas para cumprir 20 mandados de prisão preventiva contra integrantes do grupo. A ação emblemática é um importante passo da Polícia Civil para responsabilizar essas lideranças, com a aplicação da chamada Teoria do Domínio Final do Fato. O intenso trabalho investigativo, que durou dois anos, identificou uma complexa teia de atividades ilícitas que financiam a facção. Cada criminoso tinha uma função específica para a execução dos roubos, sendo os veículos levados para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com autorização dos chefes locais e ciência de toda a estrutura da facção. O roubo de veículos representa uma das principais fontes de financiamento da organização criminosa, justamente pela alta rentabilidade e liquidez desse tipo de crime. Os indiciados são: Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira-Mar”;Ricardo Chaves de Castro Lima, o “Fú”;Márcio Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”;Ocimar Nunes Robert, o “Barbozinha”;Paulo César Batista de Castro, o “Paulinhozinho”;Cláudio Augusto dos Santos, o “Jiló”;Marcus Vinícius da Silva, o “Lambari”;Márcio Gomes de Medeiros Roque, o “Marcinho da Paula Ramos”;Juan Roberto Figueira da Silva, o “Cocão”;Durval de Araújo Alexandre, vulgo “Ratinho” ou “Rato Velho”;Jefferson Luiz Rangel Marconi;Adriano Barbosa de Souza, o “Graxinha”;  Leandro Daniel de Souza Araújo;Lucas Emanuel da Silva Claudino, o “Natureza”;Anderson da Conceição Rocha, o “Adidas” ou “Gazela”;William Sousa Guedes, o “Corolla” ou “Chacota”;Marcelo Bastos Fernandes, o “Ratinho”;  Adriano Souza Freitas, o “Chico Bento”;Raphael Felisberto da Silva’, o “Pivete”;e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o “Abelha”. Com provas contundentes, após investigação meticulosa, a autoridade policial utilizou-se da medida que permite responsabilizar não apenas os autores imediatos dos roubos, mas também as lideranças que, mesmo sem participar da execução direta, são os verdadeiros articuladores desses crimes e se beneficiam do resultado criminoso, tendo o domínio da ação delituosa. Parte deles já está presa, e os mandados serão cumpridos no sistema penitenciário. Os demais estão foragidos da Justiça. A ação representa um divisor de águas na garantia da responsabilização dos atos transgressores, abrindo precedente para adoção dessa teoria por todas as delegacias de polícia do estado contra as chefias das organizações criminosas, que, até então, saíam ilesas. Com essas prisões, os integrantes que já se encontram presos, passam a ter prejudicada qualquer possibilidade de soltura com base em progressão de regime ou outro benefício legal. A polícia prossegue na investigação buscando a localização dos demais membros que estão soltos. FONTE: Polícia Civil do RJ

Máfia dos cigarros ou contravenção: hipóteses investigadas para execução de policial em Niterói

O inspetor da Polícia Civil Carlos José, de 59 anos, foi executado ontem em Niterói com pelo menos 12 tiros de dois calibres diferentes. Segundo a Delegacia de Homicídios (DHNSG), o crime foi premeditado, e a vítima vinha sendo seguida há alguns dias. Os criminosos usaram um Ônix branco clonado na ação. Agora, a polícia investiga se o crime está ligado à contravenção, à máfia de cigarros ou ao trabalho do policial que atuava na delegacia de Madureira (29ª DP), região que tem muitos conflitos entre traficantes do Terceiro Comando Puro e do Comando Vermelho. Três suspeitos foram presos pelo crime, dentre eles dois PMs. O Sistema de Cercamento Eletrônico e as câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói foram fundamentais para auxiliar as forças de segurança a prender três suspeitos envolvidos na morte de um policial civil em Piratininga na manhã desta segunda-feira (06). Desde as primeiras horas após o crime, os guardas municipais do Cisp — que conta com mais de 600 dispositivos eletrônicos de monitoramento, incluindo as câmeras inteligentes do cercamento espalhadas por toda a cidade — identificaram um veículo Ônix branco que teria sido usado no assassinato. Com base nas imagens do sistema de Cercamento Eletrônico, foi possível monitorar todo o trajeto feito pelo carro. Uma das suspeitas levantadas é de que o veículo seria clonado; o carro verdadeiro, de São José do Rio Preto (SP), estava sendo colocado à venda. O Ônix branco utilizado pelos criminosos foi abandonado em uma estrada vicinal e incendiado na tentativa de apagar os rastros. Através do convênio do Cisp com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o serviço de inteligência dos órgãos cruzou informações e descobriu que o veículo havia saído de Niterói em direção ao Rio de Janeiro, orientando as forças de segurança para localizá-lo em Xerém. Agentes de diversas forças de segurança acionaram simultaneamente a Polícia Militar e a Delegacia de Homicídios (DH). “Tão logo os agentes da Guarda Municipal que atuam no Cisp souberam do crime iniciaram a coleta de informações. Assim, em contato com os policiais que atendiam a ocorrência, souberam que o veículo utilizado pelos criminosos foi um Ônix branco. Não existia nenhuma outra informação do veículo. Nosso sistema de inteligência artificial fez o rastreamento com os dados disponíveis e identificou o veículo e a rota de fuga utilizada. Foi um trabalho de tecnologia e integração que permitiu um resultado rápido”, detalhou o secretário de Ordem Pública, coronel Gilson Chagas. As investigações do Cisp apontaram ainda que um Jeep Compass preto, também envolvido no crime, passou pelas câmeras de monitoramento neste domingo (05), com a placa regular e sem histórico ou registro de roubo naquele momento. A informação foi confirmada pela equipe de inteligência do Cisp, por meio do cruzamento de dados do sistema. “A integração entre as forças de segurança é fundamental para esses bons resultados”, afirmou Felipe Ordacy, secretário do Gabinete de Gestão Integrada de Niterói. “É muito importante que a Prefeitura mantenha esse acompanhamento e união com as polícias. O criminoso não é municipal, nem federal, nem estadual. Temos que nos unir para defender a população, e é isso que Niterói faz”, disse. FONTE: Polícia Civil do RJ e Prefeitura de Niterói

PM que comandou roubos em casa no Complexo do Alemão (CV) foi preso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou e obteve a prisão preventiva do cabo da Polícia Militar Leandro Silva Pereira dos Santos, acusado pelos crimes de violação de domicílio, roubo qualificado, constrangimento ilegal e dano simples. Segundo a investigação, os ilícitos foram cometidos durante uma operação policial realizada em janeiro deste ano, na comunidade do Complexo do Alemão, em Ramos, na Zona Norte da capital.  A denúncia relata que Leandro e policiais militares ainda não identificados entraram de maneira clandestina em uma residência do Complexo do Alemão, em 15 de janeiro de 2025, por volta das 05h20, durante uma operação policial que estava sendo realizada no local, constrangendo os moradores e impedindo que deixassem o local.  Ainda segundo o documento protocolado junto à Auditoria da Justiça Militar, o policial destruiu uma câmera de monitoramento instalada na residência, roubou camisas, perfumes, uma luva tática e ainda impediu um dos moradores de filmar a ação. As imagens gravadas pela câmera operacional portátil acoplada à farda de Leandro confirmam os ilícitos.  Leandro foi denunciado por roubo qualificado, que prevê pena de prisão de quatro a 15 anos, podendo ser aumentada em até um terço se a violência ou ameaça é exercida por mais de duas pessoas, com emprego de arma de fogo, e restringindo a liberdade da vítima; violação de domicílio de forma qualificada, que tem pena prevista de detenção de seis meses a dois anos, podendo ser aumentada em um terço por ter sido cometida por militar em serviço; constrangimento ilegal, que prevê pena de detenção de até um ano, podendo ser aumentada em duas vezes pelo fato de o crime ter sido praticado por mais de três pessoas, com emprego de arma de fogo e com abuso de autoridade; e dano simples, que prevê pena de detenção de até seis meses. FONTE: MPRJ

Traficantes do CV do Rio são suspeitos de extorsão na Bahia

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em conjunto com a Polícia Civil da Bahia fazem uma operação, nesta segunda-feira (06/10) contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho. Os narcotraficantes são responsáveis por extorsões no estado nordestino. Os mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos em endereços da Zona Norte do Rio e, até o momento, uma pessoa foi presa. De acordo com as investigações, o grupo era responsável por extorsões, mediante a cárcere privado. Os crimes eram cometidos na Bahia. O criminoso preso nesta segunda, foi capturado com tornozeleira eletrônica e possui extensa ficha criminal, com diversas passagens por crimes graves praticados ao longo de duas décadas. Ele acumula anotações por roubos, a transeuntes e a residências, além de roubo de carga, tráfico e associação para o tráfico de drogas, receptação, desobediência e lesão corporal causada por atropelamento. As diligências estão em andamento nos bairros do Jacaré, Triagem e Maria da Graça. FONTE: Polícia Ciivl do RJ

Ônibus foram incendiados por ordem de bandidos em Vargem Grande

A Polícia Militar informa que, de acordo com o comando do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), neste sábado (04/10), policiais da unidade foram acionados para verificar uma ocorrência na Estrada dos Bandeirantes, na altura de Vargem Grande, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. No local, as equipes encontraram dois coletivos incendiados, em pontos distintos da via. Segundo informações, indivíduos armados bloquearam a pista com os veículos, atearam fogo e fugiram. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. As equipes realizaram buscas pelos responsáveis, mas os criminosos não foram localizados. O policiamento foi reforçado em toda a área. A ocorrência foi registrada na 42ª DP. Segundo relatos, a ordem para atacar os coletivos teria partido do traficante vulgo GB, que é o líder do Terceiro Comando Puro na região. Cricula boatos de que uma guerra pode estourar a qualquer momento na área, recentemente bandidos do Complexo da Maré e Complexo de Israel e Complexo da Serrinha (TCP) foram reforçar as comunidades de Vargem Grande, enquanto bandidos da Cidade de Deus, Complexo da Penha, Gardênia Azul e Praça Seca (CV) foram reforçar Vargem Pequena, onde se concentram as comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. FONTE: PMERJ e Grupo Submundo Criminal (Telegram)

A frieza de um homem ao contar em detalhes como matou uma mulher em Rio Bonito, a motivação do crime e que ainda transportou o corpo em um carrinho de mão

A polícia esclareceu o homicídio de Neuza Maria Portilho, cujo cadáver foi encontrado no dia 08/09/2025, às margens do Rio Bonito. Com frieza, o asssassino contou em detalhes como praticou o crime e ainda falou sobre a motivação. Conhecido como Eca, ele admitiu ter agredido a vítima com uma barra de ferro e depois batido com sua cabeça no chão, acrescentando que, após, pegou um carrinho de mão emprestado com um amigo e carregou o corpo até as margens do rio, onde o jogou. O autor ainda contou que amarrou as pernas da vítima com a corda de seu varal e que depois lavou o carrinho de mão para devolvê-lo. No que se refere à motivação do crime, disse que foi ameaçado pela vítima, que o ameaçava com uma faca, caso ele não quisesse ficar com ela.Eca está com prisão temporária decretada. O corpo de Neuza foi localizado por popúlares que acionaram a polícia informando que havia um corpo dentro do Rio Bonito., no bairro Parque das Acácias. PMs foram ao local e constataram que de fato havia um cadáver dentro do rio, aparentemente de uma mulher. A 119ª DP foi acionada e realizou perícia no local. FONTE: TJ-RJ

Como era a atuação de uma das maiores quadrilhas que forneciam armas para facções criminosas do RJ. Grupo agia desde 2022 mas só este ano foi aberto processo criminal contra os envolvidos

Depois de dois anos de descoberta a atuação de uma quadrilha que trazia armas de outros estados para serem vendidas à facções criminosas no Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça abriu processo contra os envolvidos. A investigação revelou a atuação do bando entre novembro de 2022 e março de 2023, em diversas unidades da Federação. O foco principal do grupo era, em suma, o comércio ilegal de arma de fogo, relativo ao transporte, à exposição à venda e ao fornecimento de armas de fogo, acessórios ou munições, inclusive de uso proibido ou restrito, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Em março de 2023, o grupo sofreu um grande desfalque com a apreensão na Rodovia Presidente Dutra de 13 pistolas com kit rajada de calibre 9mm, todas com numeração de série suprimida por intensa ação mecânica, 31 (trinta e um) carregadores, sendo 11 estendidos e 20 normais, todos de calibre 9mm com 30 munições, além de 1 (um) fuzil calibre 762mm, 4 (quatro) carregadores cilíndricos calibre 556, com capacidade para 100 munições cada, 01 (um) carregador calibre 7,62mm, estes de uso proibido. A atuação da associação, ademais, tinha abrangência interestadual, pois os serviços (as rotas) tinham origem, normalmente, no estado do Paraná, mais precisamente em Foz do Iguaçu, e destinos intermediário e final, frequentemente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, o que inclusive justificava toda a dinâmica relacionada aos aluguéis dos imóveis e automóveis, para viabilizar o transporte do armamento. O líder do bando era um homem chamado Mateus. Ele selecionava e repassava os serviços e encomendas, definia as rotas das viagens, controlava a movimentação e a atividade dos demais integrantes, escolhia os executores dos “serviços”, autorizava pagamentos e estabelecia conexões com os adquirentes e recebedores das armas de fogo comercializadas, além de também orientar os demais integrantes, para que demonstrassem cautela em suas atividades. Mais especificamente, ele definia as datas e os motoristas dos transportes das cargas de armamento, autorizava o uso dos automóveis alugados pela associação e definia e repartia os valores pagos pelas entregas feitas. Sua esposa, Thaís, era por sua vez, a responsável pela locação dos veículos utilizados no transporte das armas de fogo, munições e acessórios, assim como pela locação dos imóveis que eram usados pelos demais integrantes. Para além disso, ela também realizava pagamentos em nome ou em virtude de orientação de Mateus. O denunciado Pedro atuava pessoal e diretamente no transporte das armas de fogo, acessórios e munições, na locação dos veículos, na realização de entregas e no recrutamento de outros indivíduos para a associação (como demonstram os diálogos mantidos por ele com outros indivíduos, como o identificado pelo vulgo Sheik). No desempenho de suas tarefas, o demandado mantinha contato frequente com Mateus, de quem recebia orientações e para quem prestava contas sobre os serviços realizados. A denunciada Brenda, por fim, também desempenhava tarefas relacionadas ao transporte e fornecimento do armamento e estava direta, estável e conscientemente envolvida nas atividades do grupo criminoso. As estratégias do grupo eram (1) a locação de veículos e imóveis por pessoas que não conduziam os automóveis alugados nem se hospedavam diretamente naqueles bens; (2) o uso de grupos de aplicativos de mensagem, para compartilhamento, em tempo real, de informações sobre fiscalizações feitas pela PRF, e o uso de “batedores” – pessoas que se deslocava à frente dos comboios que transportavam as armas -, para que monitorassem o trajeto e alertassem sobre possíveis intervenções policiais; (3) uso de comunicação e linguagem velada – uso do termo “chuteira” para referencias a armas, e a supostas empresas, para disfarçar as demais atividades; (4) uso de diversas linhas telefônicas e de pessoas interpostas, para dificultar o rastreamento das atividades do grupo. ilegalmente comercializado. A apuração realizada pela autoridade policial revelou que, no período mencionado da atividade da associação criminosa, diversas viagens interestaduais foram realizadas, para transportar armas de fogo de uso restrito. Entretanto, além das viagens, os denunciados, nesse interregno, planejaram outros serviços e trocaram informações sobre os objetivos da associação e formas de auferir renda e expandir suas atividades, por meio de novas coletas e fornecimento de armamentos e a cooptação de outros integrantes para o grupo (como demonstram os inúmeros registros de contatos constantes dos autos, especialmente da Informação Sobre a Investigação, As provas obtidas durante a investigação ainda revelaram que os armamentos eram fornecidos a outros grupos criminosos, inclusive a facções criminosas com atuação na cidade do Rio de Janeiro. Em diversos momentos, os denunciados, especialmente os denunciados Pedro e Mateus, se comunicaram com os destinatários das cargas, e os registros desses contatos revelam a vinculação entre os interlocutores. FONTE: TJ-RJ

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