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Império do tráfico na Lapa: chefes comandam território com festas, dinheiro, intimidação referências explícitas. “Vou explodir a viatura”, “Eu amo o Abelha”

A reportagem teve acesso a detalhes aprofundados da investigação que embasou uma recente operação policial contra o tráfico de drogas na Lapa, região central do Rio de Janeiro, que resultou na prisão de 17 suspeitos. De acordo com o material apurado, o traficante conhecido como Abelha foi destituído da chamada “presidência do Conselho do Comando Vermelho”, além de ter perdido a administração financeira da “caixinha” da facção, bem como parte de sua influência territorial. Ainda assim, ele permanece como chefe do tráfico na Lapa, área que durante anos foi administrada por seu filho, Pablo Rodrigues Rabello, morto em 2019 em confronto com a polícia no Complexo da Penha. Apesar de a Prefeitura do Rio ter removido um grafite em homenagem a Pablo, localizado em frente à Escadaria Selarón, a investigação aponta que a região ainda concentra diversas ilustrações e referências ao criminoso, além de inscrições relacionadas à chamada “Tropa do Mel” espalhadas por muros de imóveis da localidade. Segundo os autos, Abelha é apontado como responsável por patrocinar eventos realizados na região, incluindo festas amplamente divulgadas nas redes sociais. Em datas comemorativas, como o Dia das Crianças, são promovidas ações com distribuição de brinquedos, aluguel de brinquedos infláveis e realização de eventos com a presença de DJs e MCs de funk, com conteúdo que faz alusão direta a lideranças do tráfico. Em uma dessas ocasiões, um cantor chegou a declarar: “Eu não gosto do Abelha, eu amo o Abelha”, enquanto o ambiente contava com decoração em homenagem ao próprio criminoso e ao seu filho, incluindo um painel com a imagem de um zangão musculoso e a inscrição “Tropa do Mel”. Em frente ao painel, havia um bolo com a fotografia do traficante. Há cerca de dois anos, a Polícia Militar impediu a montagem de um palco e a realização de apresentações musicais em um desses eventos. Ainda assim, a festa ocorreu sem a presença de artistas, mantendo homenagens por meio de alegorias, painéis e bolo temático com referências aos criminosos. Interceptações telefônicas revelaram reações de integrantes do grupo diante da atuação policial. Em uma das conversas, um traficante conhecido como “Magrinho” ameaçou atacar uma viatura caso o evento fosse interrompido, afirmando: “Já bati pro amigo aqui, irmãozão, se esse bagulho aí, a boca não tiver vendendo aí, vai dar caô. Não vai ter festa não! Vou explodir o vidro da viatura! Nem pra nós, nem pra eles, acabou! Quer fazer bagulho botar viatura aqui na rua, meu irmão! Quer fazer presepada?! Aí faz flyer, faz não sei o quê, anuncia pra todo mundo, tá achando que os cana não sabe que essa porra é festa da boca de fumo!”. A fala reforça que os eventos seriam promovidos e financiados pelo tráfico com o objetivo de impulsionar a venda de drogas. As investigações indicam que, mesmo foragido e escondido na Rocinha — onde possui mandado de prisão em aberto —, Abelha mantém o controle da atividade criminosa de forma discreta, sem contato direto com a base operacional. Essa função caberia a subordinados como “Piu”, também conhecido como “Português”. Ainda segundo os investigadores, a liderança de Abelha se manifesta também pela presença frequente de familiares na região, incluindo sua filha, que aparece em postagens nas redes sociais ao lado de diversos integrantes do grupo, além de outros parentes próximos. Testemunhas relataram que pontos de venda de drogas, especialmente na Travessa Mosqueira, pertencem a Abelha e Piu. Segundo depoimentos, familiares do traficante, incluindo sua filha e companheira, são vistos com frequência no local, onde comparecem para recolher valores provenientes da atividade ilícita. Ainda conforme relatos, Abelha já não é visto com frequência na região, ao contrário de Piu, que estaria presente semanalmente, chegando ao local em um veículo Hyundai Creta azul e permanecendo no interior do carro enquanto subordinados se dirigem até ele, tratando-o como “paizão”. A investigação também aponta que Abelha exerce influência em outras regiões, como Cabo Frio, na Região dos Lagos. Em uma conversa interceptada com um traficante conhecido como “DJ Mulher”, este solicita autorização para atuar na localidade, referindo-se a Abelha como “pai” ou “senhor”. Relatos indicam ainda que, com frequência semanal, a filha de Abelha recolhe dinheiro na Lapa junto a uma gerente local, prática que também seria adotada por sua companheira. A polícia identificou ainda um terminal telefônico supostamente utilizado pelo criminoso, cujo perfil em aplicativo de mensagens exibia a foto de uma criança apontada como sua neta. Abelha possui 128 anotações criminais desde 1995, incluindo registros por homicídio, roubo, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Apesar disso, a maioria dos procedimentos não resultou em condenação. Outro nome de destaque na investigação é Piu, apontado como uma das principais lideranças do tráfico na Lapa. Com histórico criminal iniciado em 1998, ele possui diversas anotações e já foi preso em 2021, quando chegou a figurar na lista de criminosos que poderiam ser transferidos para presídios federais, transferência que não se concretizou por decisão do Tribunal de Justiça do Rio. À época, ele já era considerado foragido há seis anos e possuía três mandados de prisão em aberto. Segundo a polícia, Piu atua diretamente na operação do tráfico, sendo responsável por negociações e distribuição de armas e drogas para diversas comunidades dominadas pela facção. Subordinados se referem a ele como “chefe” ou “amigo”, prestando contas regularmente. Há indícios de que ele se esconda nas comunidades do Fallet e Fogueteiro, consideradas bases operacionais do grupo. Em conversas interceptadas, há referências a eventos organizados para celebrar o aniversário de Piu, divulgados em redes sociais como “aniversário do Paizão” ou “Festa do Português”, com atrações de funk e distribuição gratuita de bebidas. Publicações faziam uso de emojis e símbolos que remetem diretamente ao apelido do criminoso. Diálogos também indicam repasses financeiros à família de Piu, como em um trecho em que um subordinado afirma: “Aquele dinheiro lá ele adiantou a família do chefe, pegou a visão?!”. Em outra conversa, o traficante “Magrinho” menciona que, em caso de conflitos, sua conduta seria compreendida pelo “patrão”, reforçando a posição de liderança

Mesmo sem antecedentes, candidata é barrada na PM por companheiro ser investigado por milícia

A Justiça do Rio de Janeiro deu provimento a recurso do Governo do Estado e reformou decisão que havia permitido a continuidade de uma candidata no concurso para soldado da Polícia Militar (PMERJ), mesmo após sua reprovação na fase de investigação social e documental. A candidata havia sido considerada inapta nessa etapa em razão de informações relacionadas ao seu companheiro, um policial penal apontado como suspeito de envolvimento com milícia. Ele foi preso em 1º de dezembro de 2022 por agentes da 66ª DP (Piabetá), durante a Operação Residente, em cumprimento a mandado expedido pela Vara Criminal de Inhomirim, em Magé, sob acusação de falsificação de documento público. Segundo registros da investigação, o policial penal também foi citado em ocorrência que apura crimes de roubo a residências e extorsão (RO nº 066-02101/2022), além de suspeita de participação em organização criminosa de natureza paramilitar que atuaria em Piabetá, na Baixada Fluminense, com práticas de intimidação e violência contra moradores. A denúncia aponta ainda que o caso teve ampla repercussão na imprensa e que a candidata possuía cadastro como visitante no sistema penitenciário, onde constava como companheira do investigado. De acordo com a Diretoria de Recrutamento e Seleção de Pessoal da PMERJ, a candidata informou em seu Formulário de Informações Confidenciais (FIC) a prisão do companheiro ocorrida em 2018, mas teria omitido dados relevantes sobre a prisão mais recente, em 2022. A omissão foi considerada determinante para a reprovação na etapa de exame social, que avalia a conduta moral e a idoneidade dos candidatos. Apesar de ter sido aprovada nas demais fases do concurso — incluindo provas objetiva e discursiva, teste físico, exames de saúde, avaliação psicológica e toxicológica —, a candidata não avançou em razão do resultado negativo na investigação social. A defesa sustentou que o companheiro foi absolvido, por falta de provas, em processo anterior (autos nº 0266880-55.2018.8.19.0001), com trânsito em julgado em julho de 2020. Argumentou também que o inquérito relacionado aos fatos de 2022 foi posteriormente arquivado a pedido do Ministério Público. Os advogados destacaram ainda que não há qualquer registro de infração penal ou conduta desabonadora atribuída à candidata, defendendo que não seria razoável sua exclusão do certame por fatos imputados a terceiros. Mesmo assim, ao analisar o recurso, a Justiça entendeu pela validade da eliminação na fase de investigação social, acolhendo os argumentos do Estado e restabelecendo a reprovação da candidata no concurso da PMERJ. A decisão da Justiça contra a candidata só ioforma a cassação da liminar que a beneficiou, não tem outras explicações.

Não é só ouro. Traficantes da Serrinha (TCP) estariam pedindo comida e anunciando carro roubado, geladeira, fogão para atrair interessados e roubá-los, apontam denúncias

Circulam nas redes sociais relatos com novos detalhes sobre supostos golpes que estariam sendo praticados por traficantes que atuam no Complexo da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. De acordo com as publicações, os criminosos estariam utilizando plataformas de comércio eletrônico, como o Mercado Livre, para anunciar a venda de ouro sem possuir o produto. As vítimas demonstram interesse, combinam a compra e, ao chegar ao local, acabam tendo o dinheiro roubado. As denúncias indicam ainda outro tipo de ação: pedidos de refeições por aplicativos de entrega — incluindo café da manhã, almoço e jantar. Quando os entregadores chegam ao destino, teriam a comida e, em alguns casos, as motocicletas roubadas. Ainda segundo os relatos, vítimas que tentam reclamar diretamente em pontos de venda de drogas da região seriam informadas de que esse tipo de prática seria “proibido” dentro da comunidade, sem que haja devolução dos bens. Outro golpe mencionado envolve a venda de veículos roubados ou clonados. Interessados são atraídos pelos anúncios, mas, ao comparecerem para verificar o automóvel, também são assaltados. Há ainda registros de anúncios falsos de eletrodomésticos, como geladeiras e fogões, divulgados nas redes sociais. O padrão, segundo as denúncias, se repete: a vítima vai até o local para concluir a compra e acaba sendo roubada. As publicações apontam que os criminosos estariam recorrendo a esses golpes como forma de levantar recursos, possivelmente com o objetivo de se capitalizar diante de uma eventual disputa com grupos rivais ligados ao Comando Vermelho. Ainda de acordo com os relatos, lideranças do tráfico na Serrinha teriam orientado anteriormente que os crimes fossem cometidos fora da comunidade. No entanto, diante de perdas recentes de integrantes, principalmente por prisões, os golpes teriam passado a ser uma alternativa por permitir que o dinheiro chegue diretamente aos chefes do grupo criminoso.

Traficantes da Serrinha (TCP) são suspeitos de aplicar o golpe do ouro onde sequestram, torturam, extorquem, roubam e até matam

Um ourives foi sequestrado e torturado por traficantes no Morro da Serrinha, em Madureira, na zona norte do Rio. Além disso ficou sem o carro. O homem foi liberado após a empresa onde trabalha realizar um Pix de quase R$ 20 mil. Ele relatou que outros colegas também foram vítimas dos criminosos. Além dos quatro ourives sequestrados no final de semana, a polícia investiga uma possível ligação do grupo criminoso com a morte de um jovem encontrado baleado dentro do próprio carro em Vicente de Carvalho Mateus Eduardo Oliveira, foi morto em Vicente de Carvalho após cair em um golpe conhecido como “golpe do ouro”. A vítima foi atraída por criminosos com a promessa de uma negociação envolvendo ouro, mas acabou sendo surpreendida e assassinada durante o encontro. De acordo com as informações, esse tipo de crime costuma envolver armadilhas bem planejadas, nas quais os suspeitos simulam oportunidades lucrativas para atrair vítimas. A polícia investiga o caso e busca identificar os envolvidos, enquanto reforça o alerta sobre esse tipo de golpe, que tem se repetido e, em alguns casos, termina de forma violenta.

Zeus e RD convocam rivais para pularem para o CV

Segundo postagens que circulam nas redes sociaisc, integrantes ligados à Tropa do Zeus (CV), da comunidadec da Muzema, no Itanhangá, e membros ligados à Equipe RD (CV), e até mesmo o próprio perfil do RD, estão postando cartazes onde dizem que o “muro está baixo” e que estão aceitando qualquer um que quiser pular para suas equipes.

Extorsão em Curicica: defesa de miliciano questiona inquérito e levanta suspeitas sobre condução da investigação

A defesa do miliciano André Boto solicitou à Justiça a rejeição da denúncia e, caso o processo tenha prosseguimento, a absolvição sumária. Ele é acusado de ser o mandante de uma extorsão contra um comerciante em Curicica, ocorrida no ano passado. Os advogados apontam como suspeito o fato de a investigação ter permanecido paralisada, sem a realização de diligências para esclarecer os fatos, e, poucos dias após a revogação da prisão preventiva de Boto em outro processo, um novo inquérito ter sido instaurado. O caso teve início em 28 de março de 2025, quando um comerciante foi abordado por dois homens em uma motocicleta sem placa, ambos usando capacetes. Segundo o relato, os suspeitos exigiram o pagamento semanal de R$ 2 mil, sob ameaça de incendiar imóveis da vítima localizados na Estrada dos Bandeirantes. De acordo com a denúncia, os executores teriam afirmado que agiam por ordem de “chefes”, citando o vulgo Boto, que está preso. Ainda conforme o documento, ele teria atuado de forma dolosa na coordenação das atividades criminosas, induzindo os autores da extorsão a constranger a vítima. A defesa também questiona o fato de o registro da ocorrência ter sido feito na 16ª DP (Barra da Tijuca), embora os fatos tenham ocorrido na área da 32ª DP (Taquara). Segundo os advogados, essa inconsistência já teria gerado dúvidas, especialmente pela ausência de explicação sobre o motivo de a vítima não procurar a delegacia da área correspondente. No mesmo dia do registro, a 16ª DP determinou a remessa do caso à 32ª DP, responsável pelas diligências, o que, segundo a defesa, não foi efetivamente cumprido. Posteriormente, em 9 de abril, a 32ª DP encaminhou o caso à DRACO, sob o argumento de que havia uma investigação mais avançada, embora, ainda segundo os advogados, nenhuma diligência tenha sido realizada até então. A defesa afirma que o delegado responsável pela remessa e o policial encarregado da investigação são os mesmos que conduziram uma apuração anterior contra Boto e outros investigados em 2025. Esse processo tramita na 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá e aguarda sentença, apesar de o Ministério Público ter se manifestado pela absolvição dos acusados por insuficiência de provas. O caso envolve a alegação de que Boto teria negociado a comunidade da Vila Sapê com o traficante Celsinho, da Vila Vintém. Após o envio à DRACO, a investigação teria permanecido sem avanços até 27 de outubro, quando um novo inquérito foi instaurado. A defesa ressalta que, coincidentemente, a prisão preventiva de Boto havia sido revogada dias antes pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá, após a oitiva dos policiais apontados como responsáveis por uma suposta investigação irregular. Para os advogados, não se trata de mera coincidência o fato de a investigação ter ficado paralisada por meses e, logo após a revogação da prisão, um novo inquérito ter sido aberto. Eles classificam a situação como, no mínimo, suspeita. A defesa destaca ainda que, no mesmo dia da revogação da prisão, foi juntado aos autos o termo de declaração do comerciante, prestado em 28 de março de 2025, documento que até então não constava no inquérito. A vítima também foi ouvida posteriormente na sede da DRACO. Por fim, os advogados apontam que, na data de instauração do novo inquérito, o delegado da DRACO anexou um relatório técnico que fazia referência às mesmas imputações questionadas no processo em curso na 2ª Vara Criminal de Jacarepaguá. Também foi registrado um aditamento para incluir Boto como investigado, com fundamentações consideradas pela defesa como desproporcionais e sem base consistente.

Depois de quatro anos, Justiça decretou prisão preventiva do traficante Belão do Quitungo (CV) acusado de matar um homem que estava cometendo furtos e que havia perdido uma arma do crime

Preso desde o ano passado, o traficante Thiago do Nascimento Mendes, o Belão, que era frente do Conjunto Habitacional do Quitungo, em Brás de Pina, teve mais uma prisão preventiva decretada por um homicídio cometido em 2022. A vítima foi Jorge Luiz Marquez Xavier Júnior, então com 25 anos. O corpo até hoje não apareceu e suspeita-se que tenha sido queimado. Jorge foi acusado de extraviar uma arma do tráfico sendo obrigado a trabalhar para os crimnosos para pagar dívida e depois começou a cometer furtos na região, contrariando os bandidos. O sumiço de Jorge ocorreu em março daquele ano. Uma testemunha contou que um amigo de Jorge era envolvido com o Comando Vermelho; e durante essa guerra de facções criminosas, o tal amigo estava fugindo, pulou o muro da casa da testemunha, e pediu que Jorge escondesse uma arma de fogo e foi embora; Jorge escondeu a arma de fogo em uma moita próxima à residência; Dois dias depois, ele foi buscar a arma e não a encontrou;. Ele acreditava que garis da Comlurb encontraram e levaram a arma O amigo depos voltou para buscar a arma e Jorge contou que perdeu a arma. O tal amigo contou para o comando do tráfico; Quem estava chefiando tráfico na comunidade do Quitungo e na Caixa d`Água, era o Belão. Jorge procurou o traficante que exigiu que lhe pagasse com a vida, ou seja, que trabalhasse para o tráfico de drogas, em troca da arma de fogo que perdeu; Jorge trabalhou para o tráfico, mas não portava arma de fogo; Ele xercia a função de olheiro, ou seja, informava quando a milícia invadia a comunidade;Jorge era usuário de crack, e portanto usava entorpecentes para ficar acordado. Ele exerceu essa função por um mês, quando fugiu por medo. Ficou pelas ruas próximas às estações do BRT, Pastor José Santos, Guaporé e Praça do Carmo; Certo dia, ocorreu um incêndio em uma loja na região. Após o incêndio, Jorge entrou nessa loja, furtou material para vender no ferro velho, e usar droga; O tráfico ficou sabendo que Jorge estava furtando na região. Jorge soube, e no dia 07 de março de 2022, foi até ” Belão” para novamente negociar para sua sobrevivência, pois temia que algo pudesse lhe acontecer. Antes de ir, Jorge contou a testemunha o que pretendia fazer, e que se não voltasse era para procurar pelo mesmo, na Comunidade do Cruzeiro. A partir daí, ele não foi mais visto. Um poppular desejou a mãe de Jorge os pêsames. Ela não entendeu nada e a pessoa disse :” Ué, seu irmão, não morreu?”;Todas ficaram nervosas; Q No dia 12 de março de 2022, a família foi procurar por Jorge nas ruas e ficou sabendo por um usuário de drogas que Jorge foi pego por Belão, colocado em um veículo e conduzido até o alto da comunidade da Caixa D´Água para ser executado e queimado. Também foi ouvido que Jorge foi “pego”, colocado em um veículo, executado e queimado, por outros usuários de drogas que conviviam com ele. O usuário pediu para a testemunha procurar um indivíduo conhecido como Magrinho para para confirmar mas não consegiu encontrá-lo. A testemunha foi falar diretamente com Belão ” Belão; No dia, ele estava mexendo no ceullar e nem olhou. A declarante disse acreditar que foi “Belão” quem executou diretamente Jorge porque ele não manda fazer, ele mesmo quem executa sua vítimas; Uma outra testemunha disse que tem receio de que a investigação prossiga, por residir em Comunidade, bem como sua família.

CV tomou quase tudo da milícia em Curicica

O. Comando Vermelho está em expansão na Curicica Segundo informações, os traficantes Doca ou Urso, Marreta, Sam, Gardenal, BMW, Tiriça, Rubinho e Tricolor de Minas Gerais se uniram para expandir territórios contra a milícia. Primeiro, a Tropa do Rubinho (CV) e a Tropa do Tricolor (CV) tomaram o Ipadu. Depois, a Tropa do Urso e a Tropa do Gardenal tomaram a Vila Sapê, Vila Aurora, Invasão (ou Pedrão), Vilas Alfabéticas e a Comunidade da Preguiça. Em três meses, a facção consolidou alguns territórios, sendo eles: Morro do Ipadu (ou Idapu); Comunidade do Lote 1000, na Taquara; Comunidade do Renascer, no Tanque; Vila Sapê, Curicica;Vila Alfabética, Curicica;Vila Aurora, Curicica;Pedrão/Invasão, Curicica;Asa Branca, Curicica. E agora já começaram a dar baques na Comunidade da Jambalaya. Os mesmos também sâo suspeitos de executar o miliciano Léo Problema, na Taquara.

Os personagens da nova aliança entre a milícia e o TCP contra o CV em Jacarepaguá

Segundo informações que circulam nas redes sociais, a milícia de Rio das Pedras teria se unido com traficantes do.Terceiro Comando Puro novamente para tentar segurar as invasões do Comando Vermelho a alguns territórios em Jacarepaguá. Lacoste/Salomão, do Complexo da Serrinha, em Madureira, estaria dando apoio às tentativas de retomada. Junto a ele, Macaquinho, ex-chefe dos Morros da Praça Seca e Cascadura. Outros nomes citados nessa aliança seriam os irmãos Tico e Teco que também comandava a milícia do Fuba e do Campinho e da Praça Seca. Outro que também teria fechado nessa aliança foi Gabriel da Silva Alves, mais conhecido como GB, chefe do tráfico em Vargem Grande e Vargem Pequena, o mesmo seria ligado ao TCP. Onde está tendo guerra Entenda a Nova Aliança entre tráfico e milícia no Estado do Rio de Janeiro (Parte 2): Novo Palmares e Fontela de Vargem Grande: Após se organizarem, começaram a realizar alguns baques. A Tropa do GB (TCP) realizou dois ataques na semana passada: um em Novo Palmares (CV), em Vargem Pequena, e outro na comunidade da Fontela (CV), em Vargem Grande. Vila Sapê, Curicica: Já a Tropa do Lacoste (TCP) não teve sucesso nas suas ações em Curicica. Macaquinho perdeu um dos seus irmãos, mais conhecido como Cherel, e seu puxador de guerra Biel/Maluquin, um dos responsáveis pelas ações no Morro do Campinho (CV), em Cascadura. Gardênia Azul, Jacarepaguá: A Tropa do Tailon (de Rio das Pedras também aproveitou e tentou entrar na comunidade da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, porém sem sucesso

Polícia não deixou preso homem que estava com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas em protesto contra mortes de traficantes no Morro dos Prazeres (CV). Outros três que foram flagrados colocando fogo em objetos e foram presos também foram colocados em liberdade

A Justiça mandou soltar três presos suspeitos de participarem de protestos pelas mortes de sete traficantes durante a semana passada no Morro dos Prazeres, no Rio Comprido. Um quarto envolvido, que foi encontrado com as chaves dos ônibus que foram usados como barricadas foi liberado pela delegacia. Segundo os autos, no dia 18 de março de 2026, por volta das 9h40min, policiais militares foram acionados para verificar denúncia de que indivíduos estariam colocando fogo em ônibus, pneus e barricadas em via pública. Ao chegarem ao local indicado, os agentes se depararam com três motocicletas e três indivíduos que estariam colocando fogo em objetos para interditar a rua. No momento da chegada da equipe, os três indivíduos teriam empreendido fuga com as motos, que estavam com as placas encobertas. Os policiais realizaram acompanhamento e tiveram êxito em realizar a abordagem, identificando os suspeitos cada um pilotando uma motocicleta com a placa adulterada ou encoberta por fita isolante ou saco plástico. Durante a abordagem, os policiais informaram ter feito uso de spray de pimenta e, posteriormente, de algemas para preservar a segurança e integridade física dos envolvidos no local. A Justiça argumentou que, no tocante ao delito de incêndio – que, em tese, poderia incrementar o juízo de periculosidade, especialmente por supostamente ter sido praticado com a finalidade de dificultar a atuação policial na localidade -, observa-se que tal imputação não veio acompanhada de mínimos elementos externos de corroboração. Não houve apreensão de quaisquer instrumentos típicos para a prática de tal conduta, tampouco foram juntados registros fotográficos, laudos ou qualquer outro meio que indique a ocorrência do crime. A fragilidade da imputação, ao menos por ora, é reforçada pelo fato de que a própria autoridade policial promoveu a liberação do indivíduo que, emtese, estaria diretamente vinculado à prática do incêndio, por se encontrar na posse das chaves dos veículos supostamente utilizados como barricadas, justamente pela ausência de elementos objetivos que o vinculassem à conduta

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