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Interior sob terror: jovem foi brutalmente espancado em “tribunal do tráfico” do TCP em plena luz do dia no RJ e teve que se mudar de cidade

Até mesmo em pacatas cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro, cenas de extrema violência semelhantes às ocorridas na capital e Região Metropolitana costumam acontecer.. Foi o caso do município de Italva, no Noroeste Fluminense. No dia 22 de outubro de 2025 , entre 09h e 11h, no bairro São Caetano, traficantes do Terceiro Comando Puro submeteram um rapaz  a intenso sofrimento físico, mediante agressões com pedaços de madeira, em típico procedimento de “tribunal do tráfico”, com o objetivo de aplicar castigo pessoal, por suposta dívida de drogas com a facção. Os criminosos, agindo em conjunto, restringiram a liberdade da vítima, agredindo-a fisicamente e moralmente, inclusive com a participação de um adolescente, corrompido pelos adultos, conforme apurado nos autos. Os crimes foram praticados em contexto de domínio territorial do tráfico de drogas, com emprego de violência e grave ameaça, em plena luz do dia, em local público, visando impor temor à comunidade e reafirmar o poder da facção TCP.  A vítima, por medo de represálias, não formalizou registro de ocorrência imediatamente e mudou-se de Italva após os fatos, estando em local incerto e não sabido. O Ministério Público Estadual denunciou quatro suspeitos do crime, entre eles o traficante G3, gerente da facção e responsável por ordenar a execução do “tribunal do tráfico” contra a vítima. Um dos bandidos que participou diretamente das agrssões se descuidou e deixou documento e telefone celular na residência da vítima, evidenciando envolvimento ativo. Um terceiro ficou encarregado de dar pauladas na vítima e o quarto confessou ter desferido soco nas costas do rapaz.

De mansão no Vidigal a lista de extermínio: o passado brutal de Dada que poucos estão mostrando

O traficante baiano Ednaldo Pereira Souza, o Dada, voltou a ser destaque na imprensa carioca no último fim de semana ao ser noticiado detalhes da mansão que ele teria alugado no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio. Ele foi alvo de operação policial na semana passada que resultou em tiroteio e deixou centenas de turistas ilhados no Morro do Dois Irmãos. Relatos indicam que ele teria escapado por uma passagem secreta do casarão. A reportagem voltou a fazer pesquias sobre o histórico do criminoso e descobriu algo aterrorizante que mostrou sua extrema periculosidade.Dada é um dos cabeças da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) desde a década passada e naquela época ele estabeleceu uma lista com quatro pessoas que tinham que morrer e todas elas acabaram assassinadas. Eles deram ordens aos seus subordinados e elas foram cumpridas à risca. Até a mãe de um dos alvos acabou morta. Todas as vítimas pertenciam à facção Movimento do Povo Atitude (MPA), que na época era rival do PCE. Após essas execuções, uma outra lista foi preparada com próximas vítimas. Uma outra vítima, que tambem integrava o MPA, foi assassinada com requintes de cruledade. Ela levou mais de dez tiros quando estava de costas e quando caiu agonizando, os executores se debruçaram sobre o corpo da vítima, e, cruelmente, desferiram vários outros tiros contra aquela, por pura perversidade. Já naquela época, Dada havia dado a determinação de subverter a ordem no sistema prisional, implantando um regime de terror que lhes permitam o controle de todas as ações criminosas que são deliberadas pelo PCE, mesmo no âmbito do Conjunto Penal de Eunápolis. O contraste chama atenção: enquanto parte da cobertura se limita a episódios pontuais, como a fuga do passado, o histórico completo revela um criminoso que consolidou sua trajetória com violência sistemática, execuções ordenadas e domínio estratégico — fatores que ajudam a explicar o impacto de cada operação que tenta capturá-lo.

Liderado por uma mulher, CV da Paraíba buscou apoio logístico e bélico na Rocinha para enfrentar facção rival no Nordeste

Uma investigação da Polícia Civil da Paraíba revela que traficantes daquele estado liderados por uma mulher conhecida como Coroa buscaram apoio na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, para enfrentar a facção rival Okaida na cidade de Itabaiana. Segundo a apuração, Coroa solicitou suporte bélico e logístico no Rio de Janeiro para consolidar a hegemonia do CV na região. A polícia levantou que, por intermédio do traficante Fatoka, que também é da Paraíba e está escondido na Rocinha, foram enviados armamento, munições e fardamentos camuflados para assegurar que a “Família Coroa” tivesse capacidade de resistência contra a Okaida. Segundo o relatório, enquanto traficantes do CV da Paraíba buscam abrigo na Favela da Rocinha (RJ) para angariar apoio do Comando Vermelho nacional, bem como retirou seus integrantes, provisoriamente de Itabaiana, permanecendo apenas guerrilheiros oriundos de Juripiranga e outras cidades paraibanas onde o CV controla o tráfico, a Nova Okaida, continua deslocando “soldados” da região metropolitana (principalmente Cabedelo) para Itabaiana. Entenda a guerra A análise de inteligência apontou que o equilíbrio de forças em Itabaiana foi rompido pela decisão unilateral de Coroa de romper com a Nova Okaida (OKD) Ao associar-se ao narcoterrorista “Fatoka no Rio de Janeiro, a “Família Coroa” importou a doutrina do Comando Vermelho , que prioriza o confronto direto com as forças de segurança e o uso de táticas de terror para consolidar o domínio territorial. A migração foi motivada pela busca de maior aporte bélico e financeiro, visando sobrepujar a hegemonia que a Okaida exercia na região. O “racha” gerou uma fragmentação imediata dos bairros de Itabaiana. Locais que antes eram zonas de comércio pacificado pela Okaida tornaram-se “zonas de guerra”. A perda da hegemonia da Okaida é visível na necessidade de remanejamento de “soldados” de outras cidades para evitar o avanço do CV.investigação identificou que a disputa não se limita aos pontos de venda de entorpecentes, mas ao controle social das comunidades, onde o morador é coagido a escolher um lado, sob pena de ser expulso ou executado, conforme verificado no homicídio do dia 18/02. Como forma de demarcação tática e demonstração de lealdade, membros da nova célula do CV em Itabaiana e Juripiranga adotaram o uso de cabelos tingidos de vermelho . Esse sinal distintivo facilita a identificação visual entre comparsas durante incursões armadas e serve como propaganda visual para aterrorizar faccionados da Okaida. Paralelamente, a pichação sistemática de muros na Suburbana com siglas alusivas ao CV e ameaças à Okaida funciona como um “marco de posse”, desafiando abertamente o poder estatal e a facção rival. A transição foi acompanhada de uma ofensiva nas redes sociais. A inteligência monitorou a expedição de “decretos” (sentenças de morte) em perfis vinculados à Okaida contra os dissidentes. A extração de dados do dispositivo de um dos bandidos” confirmou que as ordens de execução circulam em grupos de mensagens antes de serem postadas em plataformas públicas como o Instagram. Essa guerra digital serve para desestabilizar o emocional dos dissidentes e reafirmar a autoridade das lideranças que permaneceram na OKD, transformando o ambiente virtual em uma extensão do campo de batalha físico.

Alvo de atiradores que mataram três pessoas em Nova Iguaçu, miliciano morto era um dos responsáveis por pagar propinas a PMs

A chacina de três mortos ocorrida durante a semana em Austin, em Nova Iguaçu, continua trazendo desdobramentos sobre o histórico da criminalidade no local. Segundo investigações do início desta década, o principal alvo dos atiradores, Vitor da Paixão Aragão, o Vitinho da Biqueira, tinha como uma da suas principais atribuições dentro da milícia que agia na região pagar propinas a PMs. A quadrilha realizava o pagamento de arrego aos agentes lotados no DPO de Austin’, regularmente, para que esses deixassem de repreender as ações delituosas do grupo, de acordo com a investigação. Em uma escuta telefônica feita à época, Vitinho informou a um policial que precisava “desenrolar uma meta” com ele e um colega de farda. Segundo as investigações, o pagamento da propina era subsidiado por quantias em dinheiro arrecadadas pela organização criminosa, proveniente de taxa recolhida junto aos mototaxistas da região, para que estes pudessem circular livremente pela localidade. A investigação revelou que naquela época chegou a haver um racha na quadrilha com o chefe do grupo, Marquinho Alemão, ordenando a morte de Vitinho ao saber que ele estaria ameaçando matá-lo. Vitinho chegou a se tornar um dos líderes da milícia com a prisão de Alemão. Vitinho dava ordens aos seus comandados, notadamente aqueles que realizavam o recolhimento de”taxa”de comerciantes e mototaxistas da localidade, bem como organizava e participava de empreitadas criminosas juntamente com outros milicianos. Ele também era considerado um dos matadores da milícia sendo acusado de dois homicídios cujos corpos das vitimas foram deixados no Arco Metropolitano, conforme nossa reportagem divulgou durante a semana. A investigação revelou que fazia parte também desta milícia um indivíduo conhecido como Nem Corolla, que foi assassinado em novembro do ano passado junto de outras duas pessoas em um bar em Nova Iguaçu, A chacina ocorrida essa semana em Austin deixou duas pessoas sem qualquer envolvimento com o crime mortas, entre elas o comerciante Rafael Babalu, dono do bar onde ocorreram os homicídios.

Bastidores de uma das guerras mais sangrentas do Rio que uniu duas facções e um ex-policial civil contra milicianos

Uma das guerras mais violentas e duradouras do Rio de Janeiro segue em curso na Zona Oeste, envolvendo traficantes, milicianos, contraventores e até um ex-policial civil que teria migrado para o crime organizado. O conflito, que permanece ativo até os dias atuais, é marcado por homicídios, ataques armados e intimidação sistemática de moradores, usados como instrumentos de domínio territorial. As investigações apontam que a disputa pelo controle de áreas como Catiri, Vila Kennedy e Jardim Bangu vai muito além do tráfico de drogas. O que está em jogo é o domínio de regiões estratégicas, inclusive pela proximidade com o Complexo Penitenciário de Gericinó, facilitando a comunicação com lideranças criminosas presas e fortalecendo a atuação das facções. Além disso, essas áreas garantem acesso a uma rede altamente lucrativa de atividades ilegais, como transporte alternativo (vans), fornecimento de gás e internet clandestina — negócios que intensificam ainda mais a disputa entre grupos criminosos. VIOLÊNCIA, HOMICÍDIOS E INTIMIDAÇÃO DE MORADORES Segundo os autos, o controle territorial é imposto por meio de violência extrema. Criminosos utilizam armamento pesado, promovem ataques coordenados e recorrem a práticas de intimidação coletiva, submetendo moradores ao medo constante. Homicídios e tentativas de assassinato são utilizados como forma de demonstrar poder, eliminar rivais e consolidar o domínio das comunidades, transformando a região em um cenário permanente de guerra. PULGÃO: EX-POLICIAL NO CENTRO DO CONFLITO No centro desse cenário está o ex-inspetor da Polícia Civil conhecido como “Pulgão”, apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e ligado à chamada “tropa do RD”. De acordo com as investigações, após deixar a prisão em 2024, ele passou a atuar diretamente nas ações da facção. Em junho de 2025, voltou a ser preso acusado de associação criminosa e envolvimento em diversos ataques armados contra milicianos, incluindo tentativas de homicídio. Além da atuação violenta, Pulgão também é apontado como responsável por fortalecer o controle econômico da facção, explorando serviços ilegais como transporte alternativo, internet clandestina e fornecimento de gás. GUERRA CONTRA MILÍCIA, JOGO DO BICHO E O ALVO “MONTANHA” O conflito não se limita ao tráfico de drogas. As investigações revelam disputas diretas com milicianos e também com grupos ligados ao jogo do bicho. Nesse contexto, o miliciano conhecido como “Montanha” aparece como um dos principais alvos. Segundo os autos, ele foi alvo de uma tentativa de execução, evidenciando o nível de confronto entre as organizações criminosas. PENHA, CV E ADA: ALIANÇA QUE POTENCIALIZOU A GUERRA Outro fator determinante para a escalada da violência foi a participação de criminosos do Complexo da Penha, reduto histórico do Comando Vermelho, nas ações na Zona Oeste. Além disso, investigações apontam uma aliança estratégica entre o CV e a facção Amigos dos Amigos (ADA) — grupos historicamente rivais, mas que passaram a atuar juntos para retomar territórios dominados por milicianos. Essa união foi fundamental para ataques como o ocorrido em 17 de outubro de 2024, durante a invasão à comunidade do Catiri. ATAQUE EM ANTARES E EXPANSÃO TERRITORIAL A escalada da violência ficou evidente em episódios como o de 3 de janeiro de 2025, quando criminosos fortemente armados invadiram a região de Antares e abriram fogo contra seguranças ligados à milícia. As investigações também apontam movimentações para expansão em áreas como Santa Cruz e Campo Grande, ampliando ainda mais o alcance da guerra. A “TROPA DO RD” E O CONTROLE DOS NEGÓCIOS O traficante RD é apontado como um dos principais articuladores da ofensiva. Sua tropa atua tanto nos confrontos armados quanto na estruturação do domínio territorial. O objetivo vai além do tráfico: controlar atividades altamente lucrativas, como transporte alternativo, fornecimento de gás e internet clandestina, ampliando o poder financeiro da facção e intensificando o conflito. GUERRA SEM FIM Apesar de prisões e operações policiais, os documentos indicam que a organização criminosa segue ativa, com atuação contínua para expandir e consolidar seu domínio. A guerra pelo controle do Catiri, Vila Kennedy e regiões vizinhas permanece em curso até os dias atuais — marcada por homicídios, ataques, alianças improváveis, disputa com milícias e contraventores, e o uso constante da intimidação como ferramenta de poder.

DESCULPA REVOLTANTE: Pais presos por tortura de bebê de 50 dias dizem que carrinho que fechou sozinho com criança dentro causou lesões; médicos apontam sinais de violência extrema

A investigação sobre o caso do bebê de apenas 50 dias internado em estado gravíssimo na Baixada Fluminense ganhou um novo e revoltante capítulo: os pais presos suspeitos de tortura e estupro afirmaram segundo testemunhas que as graves lesões teriam sido causadas porque o carrinho onde a criança estava “fechou com ela dentro”. Segundo a assistente social responsável por ouvir o casal, os dois também disseram ter ficado surpresos com o estado da criança, o que levantou ainda mais suspeitas diante da gravidade dos ferimentos. A justificativa foi apresentada em depoimento, mesmo com os próprios investigados reconhecendo que se trata de um carrinho leve — versão considerada incompatível com a extensão das lesões. A reportagem teve acesso ao inquérito, que aponta um quadro extremo de violência. A bebê foi transferida do Hospital Geral de Nova Iguaçu para a UTI neonatal após apresentar politrauma e convulsões. De acordo com a médica pediatra e neonatologista responsável pelo atendimento, a criança apresentava hemorragia intracraniana, identificada em tomografia, além de lesões cerebrais antigas e recentes, em diferentes estágios evolutivos — quadro altamente sugestivo da chamada Síndrome do Bebê Sacudido. A médica também relatou que exames de corpo inteiro identificaram fraturas antigas em três arcos das costelas, já em processo de cicatrização, indicando episódios anteriores de agressão. Em avaliação oftalmológica especializada, foram constatadas múltiplas hemorragias retinianas, outro indicativo típico de violência. O caso se torna ainda mais grave com a suspeita de abuso sexual. Segundo a equipe médica, durante procedimento de troca de sonda, foi verificado que a criança apresentava ânus extremamente dilatado, com sangramento e vermelhidão intensa, condição absolutamente incompatível com a fisiologia de um bebê e sugestiva de violência. Ainda de acordo com a médica, a bebê segue em estado extremamente grave, sob ventilação mecânica, sedação contínua e uso de medicações, com risco concreto de morte. Outro ponto destacado pela profissional foi o comportamento dos pais, que não procuraram a equipe médica para obter informações sobre o estado da filha nem demonstraram reação emocional compatível com a gravidade do quadro durante todo o período de internação. A assistente social também relatou que o casal negou qualquer agressão física e apresentou apenas a versão do carrinho como explicação para todas as lesões. O inquérito aponta ainda que a bebê permanecia praticamente todo o tempo sob os cuidados diretos da mãe, sem contato frequente com terceiros, convivendo basicamente apenas com os próprios pais — fator que, segundo os investigadores, torna o caso ainda mais grave e reforça que as agressões ocorreriam dentro do ambiente familiar. O pai da criança possui condenação anterior por tortura-castigo contra outra filha, o que agrava ainda mais a suspeita sobre o histórico de violência. Para a polícia, não há qualquer explicação plausível para o conjunto de lesões. Os exames indicam agressões repetidas ao longo do tempo, evidenciadas pelos diferentes estágios de cicatrização. Diante da gravidade do caso, a Justiça decretou a prisão temporária do casal. As investigações seguem para apurar todos os detalhes, incluindo a possível prática de estupro de vulnerável.

Justiça decreta prisão de 8 do TCP da Serrinha por execuções na “Operação Caça Urso” com moradores obrigados a transportar corpos

A Justiça do Rio mandou prender oito integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) após uma ação da facção que terminou com duas execuções e moradores obrigados a remover os corpos das vítimas, em um dos pontos mais chocantes do caso. Segundo a decisão, após os assassinatos de Pedro Lucas Magevsky Carvalho e Jonathan Ribeiro de Sant’Anna, ocorridos em 22 de maio de 2025, criminosos coagiram um caminhoneiro e um mototaxista a transportar os cadáveres até a Rua Guaraúna, em Vicente de Carvalho, numa tentativa de ocultar o local original do crime. Para o juiz, o episódio evidencia o poder de intimidação da organização criminosa e o risco concreto às testemunhas, sendo um dos principais fundamentos para a decretação das prisões preventivas. De acordo com as investigações, os crimes ocorreram durante a chamada “Operação Especial Caça Urso”, uma ofensiva organizada pelo TCP para atacar rivais e expandir território, marcada pelo uso de armamento pesado e diversos disparos em via pública no Morro do Juramento, na Zona Norte. O nome da operação faz alusão a Doca, também apelidado de Urso, chefe da facção criminosa Comando Vermleho. A decisão judicial também detalha de forma clara a hierarquia da facção no Complexo da Serrinha, evidenciando uma estrutura organizada e com divisão de funções: No topo da organização está o traficante“Salomão” ou “Lacoste”, apontado como o líder máximo do TCP na região, responsável por definir estratégias e ordenar ataques contra grupos rivais. Na sequência aparece “Coelhão”, descrito como braço direito da liderança e responsável por coordenar diretamente as ações armadas, comandando a chamada “Tropa do Coelhão”. Em um nível intermediário da estrutura estão Boneco da Serrinha e Bonitão s apontados como gerentes do tráfico e integrantes da cúpula da organização, com participação no planejamento das ofensivas. Já na base operacional estão os executores: vulgos Atentado, Cocão, HG e BL , que, segundo as investigações, integrariam equipes responsáveis pela execução direta dos homicídios. O ataque, segundo a investigação, foi realizado com uso de fuzis e múltiplos disparos em via pública, evidenciando a alta periculosidade do grupo e o risco de novos crimes. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade concreta dos fatos, a necessidade de garantir a ordem pública, evitar a repetição de crimes e assegurar a instrução do processo, diante do poder de intimidação da facção. Além de decretar as prisões, a Justiça também recebeu a denúncia do Ministério Público, que acusa os oito investigados por duplo homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Com isso, eles passam a responder formalmente ao processo e podem ser levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os mandados de prisão têm validade de 20 anos, e o caso segue agora para a fase de instrução, com coleta de depoimentos e análise das provas.

Áudio atribuído ao CV aponta suspeita que facção teria sido a autora de três homicídios em Nova Iguaçu: “É o CV. Está aberta a temporada para caçar milícia”. Mais três corpos foram achados na cidade

Áudio divulgado pelo programa Balanço Geral da TV Record mostra um suposto traficante do Comando Vermelho comentando sobre as três mortes ocorridas na madrugada de hoje, em Austin, Nova Iguaçu. Na gravação, o suspeito diz “Para ficar de exemplo e outra… é só o começo. Miliciano nunca mais… Cacuia, Rodilândia, Biquinha, Autolino, Linha Velha, Eurico Miranda… Cabô mano. Nunca mais. É o Comando Vermelho.. Tá aberta a temporada de caça a milícia. O repórter autor da matéria disse que chegou informações para ele de que bandidos da Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, teriam sido os autores e quel eles tinham como alvo um integrante da milícia. Nossa reportagem informou mais cedo que um dos mortos, Vitor da Paixão Aragão, o Vitinho da Biqueira, respondia a processo por homicídios de dois homens em 2019 que foram cometidos por milicianos no mesmo bairro e local da chacina de hoje, A violência não para por ai. Após as três mortes da madrugada, outros três corpos foram achados carbonizados dentro de um carro no bairro Adrianópolis. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada e investiga a morte de três pessoas, ainda não identificadas. A perícia foi feita no local e os agentes realizam diligências para identificar as vítimas e apurar os fatos. As investigações estão em andamento. De acordo com as primeiras informações, moradores acionaram as autoridades após perceberem o carro em chamas. Após o controle do incêndio, foram encontrados os cadáveres.

POLICIAL PENAL PRESO HOJE NOS EUA AVISAVA LÍDERES DO TRÁFICO SOBRE AÇÕES DA POLÍCIA. LEIA TRECHOS

O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como “Bonitão”, preso nesta semana nos Estados Unidos, já havia sido condenado no Brasil por um esquema gravíssimo de vazamento de informações sigilosas diretamente para chefões do tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Ele respondeu a processo iniciado em 2013 e acabou condenado em 2017 a 14 anos de reclusão em regime fechado, acusado de se aproveitar da própria função pública — e também de pessoas de seu círculo de relacionamento — para obter e repassar dados estratégicos sobre ações policiais e do sistema penitenciário a criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação no Complexo da Maré, Serrinha, Vila Aliança, Dendê e Rocinha — à época ainda dominada pela facção Amigos dos Amigos (ADA). As transcrições reunidas no processo são contundentes e mostram que esse verdadeiro “setor da quadrilha” recebia pagamentos semanais para coletar informações privilegiadas junto a órgãos de segurança e ao sistema prisional, repassando tudo aos traficantes. O esquema era ainda mais sofisticado: em acordo com criminosos, os envolvidos também ofereciam informações a outros policiais, como a localização de armas e drogas, numa estratégia para ganhar confiança e ampliar o acesso a dados sigilosos. A partir daí, alimentavam continuamente a facção com informações que fortaleciam suas operações ilegais. Para a Justiça, ficou evidenciado que os integrantes atuavam de forma associada, com o objetivo claro de violar sigilo profissional e vender informações estratégicas ao crime organizado, auxiliando diretamente os interesses das facções. Interceptações telefônicas escancararam o nível de envolvimento de Bonitão com os principais nomes do tráfico: No dia 27 de dezembro de 2013, Luciano informou ao traficante Menor P, então um dos chefões da Maré, sobre a existência de um informante policial atuando na comunidade, que estaria utilizando um dispositivo de filmagem. Em 24 de fevereiro de 2014, após ser alertado por um comparsa sobre uma operação policial no Morro do Dendê, Bonitão avisou Fernandinho Guarabu, líder do tráfico na região, sobre a presença de dois informantes da polícia que acompanhariam o efetivo na ação. Já no dia 7 de março de 2014, ele voltou a agir ao informar Menor P sobre uma operação do BOPE em comunidades da Nova Holanda, áreas sob controle do Comando Vermelho. Segundo a Polícia Federal, a prisão de Bonitão nos Estados Unidos ocorreu porque ele voltou a se envolver em um núcleo criminoso voltado à negociação de vantagens indevidas e venda de influência, desta vez para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas. A captura foi realizada por agentes da Drug Enforcement Administration (DEA), a agência federal antidrogas do Departamento de Justiça dos EUA, após uma troca de informações com policiais federais do Rio de Janeiro. O caso expõe uma engrenagem profunda de corrupção e infiltração dentro do sistema de segurança, mostrando como um agente público condenado por ajudar facções no passado voltou a aparecer no centro de um esquema com ramificações internacionais.

Um dos três homens mortos em chacina em Nova Iguaçu respondia processo por duplo homicídio cometido por milicianos no mesmo bairro e local

Um dos homens mortos em uma chacina ocorrida durante a madrugada em um bar no bairro de Austin, em Nova Iguaçu, Vítor da Paixão Aragão, o Vitinho da Biqueira, era rée em um processo de homicídio contra dois rapazes ocorridos em 2019 no mesmo bairro e mesmo local onde aconteceram os fatos agora. Iria inclusive a júri popular. Segundo os autos, na ocasião, teria ocorrido uma desavença entre as vítimas e integrantes da milícia do qual Vítor fazia parte.Na época, foram levantadas informações que as vítimas teriam sido mortas no local e levadas de carro pelos seus algozes, os quais teriam coagido os moradores a apagarem eventuais imagens captadas por câmeras de segurança da localidade As vítimas deste duplo homicídio, que eram amigos de inflância, foram encontradas mortas no Arco Metropolitano. Durante as investigações do fato, foi ouvido um PM morador de Austin, o qual afirmou existência de uma organização criminosa (milicia), no bairro de Austin, cujos integrantes, sempre fortemente armados, faziam cobranças de taxas de serviços referentes ao comércio de gás, dentre outras atividades, chegando a convidá-lo para que integrasse o grupo. Ele disse ainda que chegou a presenciar Vítor realizando cobranças. A esposa de uma das vítimas, Maicon, contou que o outro rapaz morto, Bruno, chamou o amigo para tentarem “desenrolar com milicianos nos sobre uma confusão anterior ocorrida em uma boate. Depois, soube por várias pessoas que Vítor e comparsas pegaram Bruno e Maiocn no interior de um bar, e sob ameaça de armas de fogo, colocarem as vítimas no interior de um automóvel, sendo elas encontradas mortas no Arco Metropolitano. A chacina Na madrugada desta sexta-feira (24), três homens foram mortos a tiros no Parque da Biquinha, em Austin, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. De acordo com informações iniciais repassadas por testemunhas, homens fortemente armados, com fuzis e pistolas, chegaram ao local e abriram fogo contra dois homens. Durante a ação, Rafael, conhecido como “Babalu”, que estava nas proximidades, acabou sendo atingido pelos disparos. Ainda segundo relatos, a região ficou em pânico com a intensidade dos tiros durante a ocorrência. Até o momento, não há informações oficiais sobre a identidade das outras duas vítimas nem sobre a motivação do ataque. A Polícia Militar foi acionada e isolou a área para a realização da perícia. O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que vai apurar autoria e circunstâncias do crime.

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