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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Doca (CV) tem mais uma prisão preventiva decretada por homicídio de rival do TCP que caiu no ‘Tribunal do Tráfico’ em Belford Roxo

O chefão do Complexo da Penha, Edgar Alves de Andrade, o Doca ou o Urso, teve mais uma prisão preventiva decretada essa semana por conta de um homicídio cometido na comunidade do Castelar, em Belford Roxo. Outros cinco bandidos também são suspeitos do crime, entre eles, Soró, apontado como o frente da localidade. O crime em questão foi praticado em 30 de dezembro de 2023. A vítima foi José Cleiton Nunes Pereira. Consta da denúncia que o crime foi praticado por motivo torpe, na medida em que serviu para demonstrar a força e o poder da facção criminosa Comando Vermelho, sendo que a vítima foi identificada como ligada à facção rival denominada Terceiro Comando Puro, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi surpreendida quando estava próximo a uma “boca de fumo”, pela superioridade numérica e armada dos denunciados, os quais o levaram para ser submetido ao Tribunal do Tráfico e executado, sem quaisquer chances de defesa. Consta, ainda, que no mesmo dia os denunciados e um adolescente já falecido ocultaram e destruíram o cadáver da vítima, o qual não foi encontrado até a presente data. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Relatório policial dá mais detalhes sobre atuação de quadrilha capixaba baseada no Rio alvo de operação hoje no Complexo da Maré (TCP). COMO FUNCIONAVA A LAVAGEM DE DINHEIRO

Segundo mais um relatório da Justiça obtido pela reportagem sobre a quadrilha capixaba alvo de operação hoje no Complexo da Maré, , os líderes do bando, os Irmãos Vera” auxiliaram no desenvolvimento do Terceiro Comando Puro (TCP) no Espírito Santo.tendo como pressuposto a atuação baseada no tráfico ilícito de entorpecentes. Em razão da forte influência existente a partir do Estado do Rio de Janeiro, local em que o TCP surgiu, os Irmãos Vera passaram a extorquir de empresas locais prestadoras de serviços de internet e de fornecimento de água e gás o pagamento de valores como condição de atuação e, em alguns casos, até mesmo avocar, sob coação, violência e ameaça, a administração desses provedores e empresas, fundamentados e justificados pela condição de liderança do tráfico ilícito de entorpecentes. Tal fato, de extrema gravidade, demonstrou novo viés da influência do tráfico carioca no Espírito Santo, indicando que a criminalidade tem avançado cada vez mais na ocupação dos espaços socais, se inserindo na prestação de serviços gerais, como ocorre no estado do Rio de Janeiro, tendo o tráfico e as milícias se colocado como fornecedores de internet, gás, dentre outros, à comunidade sobre sua influência e em situação de vulnerabilidade social Foi possível extrair do aparelho de celular de investigados informações sobre a existência de contas bancárias utilizadas por um dos irmãos Vera para receber os valores ilícitos provenientes do tráfico de drogas e das extorsões praticadas, sendo então solicitado ao COAF (Conselho de Controle de Atividade Financeiras) o encaminhamento de Relatório de Inteligência Financeira vinculado ao investigado. foi possível constatar indícios concretos da participação dos investigados e de pessoas jurídicas a eles vinculadas em sofisticada rede de lavagem de capitais, existindo inclusive aparente “banco paralelo” com a finalidade de dar aparência lícita aos valores advindos da prática delitiva. Um dos envolvidos era parte fundamental no esquema de lavagem de dinheiro, sendo o responsável por receber valores decorrentes de extorsão a empresários, que implicam em uma rede de financiamento associada ao tráfico de drogas, além de possuir endereço no Rio de Janeiro, no local onde Nomeficou escondido antes de sua prisão. A análise de suas movimentações financeiras não deixou dúvida acerca da procedência ilícita dos valores movimentados em suas contas bancárias, tendo em vista a incompatibilidade com sua renda declarada. Essa pessoa era companheira do traficante Kamu e parte fundamental do esquema, auxiliando seu companheiro no recebimento de valores decorrentes de extorsão do tráfico de drogas, sendo sua conta uma das mais utilizadas pela ORCRIM para inserção do dinheiro no sistema financeiro.Uma outra mulher d dona da uma casa lotérica situada na região da Maré, no Rio de Janeiro/RJ (local onde um dos irmãos Vera estava homiziado), sendo esse estabelecimento uma das pessoas jurídicas que, em razão de seu fluxo de dinheiro em espécie, recebia depósitos de valores da ORCRIM. Consta nos autos que, apesar de ter recebido auxílio emergencial durante o período de pandemia, apresentou intensa movimentação financeira com valores absolutamente incompatíveis com sua renda, se utilizando de um esquema de lavagem de dinheiro por meio de pagamento de boletos.Outros dois participantes do bando verifica-se que ambos, utilizando de suas contas pessoais e de suas pessoas jurídicas, criaram uma instituição financeira que operava de forma paralela ao sistema bancário e ligado à facção TCP, lavando dinheiro ilícito do tráfico do ES e RJ, com um complexo esquema para diversificar as formas de introdução dos valores ilícitos no sistema financeiro. Para dissimular valores ilícitos, também utilizam a conta da filha menor tendo os relatórios de inteligência financeira apontado movimentação de milhões de reais. O dono de um provedor de internet se alinhou aos interesses da ORCRIM e se tornado parte dela, sendo o responsável por interferir deliberadamente no serviço de Internet das regiões sobre a influência do TCP e extorquir empresários, usando ainda métodos de sabotagem, como cortes de fiação, para forçar clientes a migrar para sua empresa. Além disso, o investigado estava auxiliando um dos irmãos Vera na aquisição de equipamentos para monitoramento, como câmeras, como forma de evitar as ações policiais e exercer controle nas comunidades em que estão inseridos Mais quatro citados na investigação integram a organização criminosa emprestando suas contas bancárias para recebimento de valores ilícitos, decorrentes de extorsão e tráfico de drogas, tanto aquelas cometidos sendo que os investigados residem no ES, em áreas dominadas pelo TCP. Sócios de uma loteria uanto receberam, por meio da pessoa jurídica, valores expressivos dos representados Nomee Nome, utilizando do fato de que casas lotéricas são negócios frequentemente utilizados na lavagem de dinheiro ilícito por lidarem com grande fluxo de dinheiro em espécie. Retira-se dos relatórios de inteligência financeira que a movimentação da lotérica é totalmente incompatível com sua renda declarada, bem como de seus sócios, chegando a movimentar, em um curto período (01/02/23 a 31/07/23), mais de 27 milhões de reais. FONTE: Relatório da Justiça do Espírito Santo disponível no site Jusbrasil

Justiça Federal condenou a até 20 anos 15 milicianos do bando de Zinho que trocaram tiros com PRFs na Avenida Brasil ano passado. Veja o papel de cada um no grupo e detalhes da investigação

A Justiça Federal do Rio condenou 15 milicianos do “Bonde do Zinho” que trocaram tiros com agentes da PRF na Avenida Brasil, em março do ano passado. Na ocasião, nove milicianos foram presos e outros seis baleados. As penas variam de 15 a 20 anos de prisão. Segundo a denúncia, na madrugada do dia 7 de março de 2024, por volta das 4h, os denunciados foram flagrados, por policiais rodoviários federais, com as armas e munições pelo menos, 12 fuzis, 7 pistolas, 2 granadas e milhares de munições, além de coldres, camisas, calças e cintos táticos com a inscrição “Polícia”, balaclavas e rádios comunicadores, quando trafegavam pela Avenida Brasil (BR-101), sentido Centro, na altura do Viaduto Eng. Oscar Brito, em Campo Grande, nesta cidade. Os acusados e resistiram, com violência, à ordem de parada policial, bem como dirigiam,na oportunidade, 3 veículos clonado sendo tal forma de deslocamento conhecida vulgarmentecomo “bonde”, além de que constituíam milícia privada voltada à prática de delitos como extorsão, receptação, ameaça e homicídio Um dos bandidos presos afirmou que um dos comparsas foi lhe buscar para r para ir para a Carobinha a pedido do Pipito, para ajudarem na “contenção” na comunidade porque o Comando Vermelho iria tentar invadir o local. Um outro também confirmou que foram para a Carobinha fazer a segurança para evitar uma suposta invasão do Comando Vermelho. Um terceiro contou que eles estavam voltando da Carobinha; que tinham ido para apoio, pois a localidade estava em guerra contra o Comando Vermelho; que foi acionado para evitar a invasão dos bandidos do Comando Vermelho, como não houve invasão foram liberados Um delegado afirmou que quando o falecido Pipito assumiu o comando da milícia de Zinho, houve um período de instabilidade e o Comando Vermelho aproveitou para retomar algumas áreas de domínio. Ao receber ainformação de que haveria uma investida na Carobinha, em Campo Grande, na passou-se a investigar tanto os traficantes que iriam retomar o poder sobre a comunidade quanto os milicianos da região; que conseguiu com essa investigação informações sobre dois veículos utilizados em deslocamentos da milícia; que esses veículos eram usados também pela milícia para deslocamento de homens e reforços para determinada região;que houve algumas tentativas de interceptação desses veículos sem sucesso até o dia que, com auxílio da PRF e do 27° Batalhão de Santa Cruz, logrou interceptar o comboio e apreender os materiais que estão nos autos; que a Polícia Civil agiu em viaturas descaracterizadas, posicionados em locais indicados pela PRF para que não fossem descobertos por olheiros; que a PRF, estando em viaturas ostensivas, foi quem ficou responsável pela abordagem. Segundo ele, a milícia do Zinho cobra taxa, exerce o monopólio na venda de serviços e produtos; que, diferente de outras milícias, o grupo criminoso de Zinho tem, como atividade não tolerada, o tráfico de drogas, apesar de alguns de seus integrantes responderem por tráfico de entorpecentes. O delegado afirmou que havia a monitoração tanto dos milicianos quanto dos traficantes com intenção de impum grande confronto na localidade; que as informações são obtidas por compartilhamento de agências de inteligência; que informações sobre a movimentação miliciana em questão estava, inclusive, em redes sociais de pessoas da região. O policial falou que um dos emvlvidos, Driel, exercia a função de liderança, detinha a confiança do Zinho e era o responsável pela administração miliciana de uma comunidade na região de Paciência; que os outros integram o Grupo de Ações Táticas da milícia (GAT), imitando a estrutura da Polícia Militar, são os combatentes que possuem os melhoresarmamentos, responsáveis por fazer a segurança em territórios já integrados pelo grupo criminoso e tomada de territórios de grupos criminosos rivais Ela disse que a milícia que a milícia em questão, do Zinho e do Pipito, não firma nenhum pacto com o tráfico; que o lucro da milícia em questão vem da exploração de serviços, venda da gás, taxa para circulação de transporte alternativo; que as informações analisadas. Uma policial afirmou que possuía informações de dois veículos utilizados pelos criminosos e que estariam em deslocamento para uma disputa territorial entre a milícia e o Comando Vermelho na localidade da Vila Kennedy; que contou com o auxílio da PRF por questões logísticas de deslocamento e possível perda da oportunidade de confirmação das informações; Falou que Driel era uma das sub-lideranças da milícia e responsável por uma regiãohabitacional de Paciência; que os criminosos presos integravam os grupos de ação tática da milícia e são responsáveis pela segurança dos territórios já tomados e pela tomada de novas localidades em disputas territoriais; que a milicia atua tanto na cobrança de “gato net”, quanto na cobrança de taxa de segurança da região e domina determinada região; que as milícias começaram com policiais desviados de suas funções combatendo o crime. Um outro policial falou que todos os denunciados confessaram, em sede de interrogatório em Juízo, que pertenciam ao grupo criminoso armado liderado por Luis Antônio da Silva Braga, vulgo “Zinho”, liderança que teria sido sucedida por Rui Paulo Gonçalves Estevão, vulgo “Pipito”. Admitiram, ainda, que atuavam na “segurança” dos locais determinados pela organização criminosa,sendo integrantes do grupo de ações táticas conhecido como “GAT da milícia, que recebiam remuneração semanal ou mensal por isso, além de terem esclarecido há quanto tempo se dedicavam às atividades no grupo. Veja o papel de cada um na milícia ALEXANDRO DOS ANJOS GARCIA: “… que ia ganhar R$ 200,00 (duzentos) reais e uma cesta básica; que já participou 6 (seis) ou 7 (sete) vezes de serviços como esse; … que não costumava a realizar outras funções, como cobrança; que só costumava fazer o “serviço de patrulhamento” nas áreas de Paciência, Santa Cruz; que o intuito desses patrulhamentos era fazer a segurança da área; que não levava o armamento nem o colete para casa; que, após o serviço, entregava os equipamentos para o Buiu, recebia o dinheiro e ia para casa …”; DRIEL AZEVEDO DE ARAÚJO: “…que já serviu ao quartel, onde aprendeu a atirar; que trabalhava em uma ótica e sofreu um atentado contra sua vida,

Traficantes Flamengo e Corinthians do TCP dividem bocas de fumo em favela de Caxias. O segundo comanda um esquema de roubo de veículos em que é exigido resgate das vítimas

Investigação revela como os traficantes Corinthians e Flamengo dividem o comando do tráfico na comunidade do Pantanal, em Duque de Caxias, reduto da facção criminosa Terceiro Comando Puro. No local, Corinthians controla três bocas de fumo: Zero, Geruza e Marquesa. Flamengo manda nas bocas do Barro Novo, B13, Favelinha, Jacapaz ou Terra Prometida. Na parte onde Corinthians comanda,, os roubos de (veículo, telefones e cargas) são liberados e quem comanda os roubos é o vulgo “Léo Morango. Corinthians ordena roubos de veículos nesta região, usufruindo de percentuais utilizados para abastecer a logística do tráfico de drogas na compra e distribuição de drogas e de armamento, bem como para proveito pessoal, Um dos destinos dos veículos subtraídos, conforme se vê no depoimento de uma vítima, quando não é o desmanche, é a própria devolução às vítimas e/ou seguradoras, mediante pagamento de valor extorsionário, denominado pelos criminosos como “resgate” Em um dos roubos, a vítima foi até a boca de fumo tentar reaver seu veículo e, por incrível que pareça, o bandido orientou o lesado a na delegacia fazer o registro de ocorrência e acionar o seguro, sendo certo que, após esse trâmite, o traficante faria contato com a vítima para negociar o pagamento do resgate Diamante é o segundo na hierarquia na parte da comunidade onde manda o vulgo Corintihans, Ele tem uma irmã “que vem a ser tesoureira, gerente do pó de R$ 5, R$40 e do crack. FONTE: Relatório da Polícia Civil do RJ disponível no site Jusbrasil

Carne podre que ficou submersa nas enchentes do RS adquirida por empresa do RJ era para ser usada para fabricar graxa e ração animal mas foi revendida para ser comercializada para consumo humano. VEJA DETALHES

A empresa Tem Di Tudo de Três Rios adquiriu de uma firma de Canoas (RS) carne NA condição ‘imprópria para consumo humano’ que ficou submersa durante as enchentes no Rio Grande do Sul que, pelo contrato, deveria ser destinada a produção de ração animal e graxas. No entanto, segundo investigação da Decon/RS, a firma deu destinação diversa para a mercadoria, revendendo para outras empresas, incluindo para uma de Cachoeirinha, cidade gaúcha, “A Tem di Tudo adquiru cerca de 800 toneladas de carnes de uma empresa sediada na cidade de Porto Alegre e a empresa da qual adquiriram as carnes ainda tinha na sua área de operação alagamentos de 30 a 40 cm e diversos cortes de carne estavam acondicionadas em pallets submersos. Parte dessa carne foi transportada para a cidade de Três Rios/RJ e outra parte foi revendida para outras empresas. Além disso, a carne levada para a cidade de Três Rios foi reaproveitada pela empresa, sendo revendida para comerciantes”, revelam os autos. Em 03/06/2024, foi recebida a notícia de que o alimento estava sendo comercializado para consumo humano, sendo que circulou uma fotografia de um alimento que estava sendo ofertado no Paraná e que foi identificado pelo código de barras como sendo parte dos produtos impróprios. Quando a carne chegou na empresa de Cachoeirinha, o sócio notou que ela possuía aspecto de estragada. Após, verificou que nas caixas tinha a inscrição da distribuidora PMI, de Canoas, fato este que despertou a sua desconfiança de que poderia ser produto da enchente. Em contato com a empresa PMI, eles confirmaram que a mercadoria havia sido vendida para fazer ração animal; Na operação realizada pela Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro na empresa Tem diTudo, os agentes apreenderam produtos femininos, detergentes, outros produtos de limpeza, óleos lubrificantes, frascos de álcool 70% e carne bovina com aproximadamente duas toneladas. As condições eram muito precárias aduzindo sujidades, embalagens amassadas e fracionadas e a carne estava podre embora acondicionada em câmara refrigerada. . Em uma câmara fria, foi encontrada grande quantidade de peças de carne bovina ainda com ossos, que exalavam forte odor pútrido. No local, também foi encontrada peça de carne oriunda do frigorifico de Canoas (RS), a empresa que comprova que a Tem di Tudo adquiriu mercadorias impróprias naquela da empresa gaúcha e mesmo depois de seis meses ainda mantinha em seu poder exemplar da carne adquirida como imprópria, mas acondicionada junto a outras carnes que no local foi dito estarem em boas condições. Segundo investigadores, a Tem di Tudo teria adquirido em junho de 2024 800 toneladas de carnes de sediada na cidade de Canoas e conseguiu tal mercadoria na condição de “imprópria ao consumo humano” pelo valor de aproximadamente R$ 0,97 por quilo. Após comprar a carga, a Tem di Tudo se comprometeu a fazer rapidamente a coleta, nesse sentido, a partir do dia 23/05/2024 começaram a retirada de aproximadamente 800 toneladas de produto, a retirada demorou 9 dias para ser concluída e foram necessárias 32 carretas. Uma testemunha confirmou que a Tem di Tudo adquiriu muitas toneladas de carnes de uma empresa do Rio Grande do Sul e constatou que diversos cortes de carne estavam condicionadas em pallet e estes estavam submersos; que parte dessa carne, considerada boa pelos sócios da empresa foi transportada para a cidade de Três Rios e outro tanto foi revendido para outras empresas, Segundo a declarante, a carne trazida para Três Rios foi reaproveitada pela empresa que a revendeu para comerciantes. FONTE: TJ-RJ

Investigação da década passada revelou um pouco da atuação de Piruinha na contravenção

Uma investigação da década passada revelou que José Caruzzo Escafura, vulgo Piruinha, era exlorador original de jogo ilegal nas áreas dominadas pela quadrilha, havendo menção ao seu domínio em diversos dos diálogos interceptados, comprovando sua ascendência sobre os demais. O bicheiro morreu ontem aos 95 anos. Além disso, havia provas de que uma parte do lucro obtido com a exploração de jogo seria destinada a Piruinha, o que evidencia sua participação no resultado da empreitada criminosa. A quadrilha era acusada de crimes de contrabando, crime contra a economia popular, relacionado à exploração de máquinas caça-níqueis e lavagem de dinheiro. Seu filho, Haylton, um dos integrantes do bando, foi assassinado por integrantes do Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel que estava a serviço de contraventores. O bando de Piruinha explorou ilegalmente jogo de azar por meio de máquinas caça-níquel, adulterando-as e até viciando de maneira a lesar em massa os apostadores, reduzindo e até eliminando a chance de ganho para que o lucro da organização seja maior. Assim agindo, praticaram estelionato coletivo capitulado como crime contra a economia popular. Piruinha agia desde 1975. Seu grupo introduziu peças (noteiros) importadas ilegalmente para montagem de máquinas caça-níquel em áreas de exploração da quadrilha. Ficou comprovado um ingresso de contrabando de placas por via aérea. Piruinha quando esteve preso no Presídio Vieira Ferreira Neto junto de outros integrantes da cúpula do jogo do bicho na década de 1990 teve regalias e facilidades em troca de propinas para o então diretor da unidade e de agentes penitenciários. Os contraventores tinham saídas extras e irregulares bem como outros privilégios como uso de aparelhos telefônicos, ingresso de visitas fora do horário regulamentar inclusive para pernoite, realização de churrascos, entrada a qualquer dia ou hora de bebidas alcoólicas, mulheres, comidas entregues diariamente a eles. Além da corrupção do aparato policial, a cúpula da contravenção era acusada de homicídios no contexto de grupo extermínio de forma a criar um verdadeiro império paralelo. FONTE: Informações tiradas do site do Tribunal.de Justiça do Rio de Janeiro

PM envolvido em sequestro poderá ser excluído da corporação

Um PM da Recom está sendo submetido a conselho disciplinar, que pode levá-lo a ser expulso da corporação, suspeito de participar de um sequestro. O fato ocorreu em julho de 2023, em Parada de Lucas. Na ocasião, o policial, na companhia de dois comparsas, constrangeou a vítima M.S.S a permanecer no interior do veículo Ford Ka, cor branca, ano 2018 a realizar uma transferência bancária, via PIX,, no valor de R$ 2.733,52 para uma conta corrente da empresa de um de seus cúmplices. O PM foi o responsável por atrair a vítima para o ingresso no veículo. Na ocasião, portava uma arma de fogo, fato de conhecimento da vítima, e com a sua presença armada, concorreu para a manutenção da vítima em poder dos três denunciados, mantida privada de sua liberdade no banco traseiro do veículo, Após a vítima embarcar no carro, os suspeitos indagaram. “Cadê o dinheiro? Você não sabe, mas quem colocou o dinheiro no carro fui eu!. Você está me devendo! eu quero meu dinheiro hoje!”. O comparsa do PM chegou a dizer. “Iria colocar uma bala na sua cabeça”. Os envolvidos pararam o veículo em uma praça, em local não precisado, ocasião em que o comparsa do PM e a vítima saíram do carro.Em seguida, já do lado de fora, o criminoso agrediu a vítima com um chute e um tapa no rosto. Ainda fora do automóvel, ele determinou que a vítima abrisse o aplicativo do Banco Itaú e, após, obrigou-a novamente a embarcar no carro.Em seguida, mediante ameaças proferidas verbalmente pelo bandido, a vítima foi obrigada a realizar uma transferência via PIX, no valor de R$ 2.733,52, para uma conta corrente de sua empresa. Realizada a transferência, os envolvidso ainda em poder da vítima, pararam em um posto de combustível para abastecer o veículo. Na ocasião, a vítima solicitou autorização para desembarcar para comprar água, mas foi impedida pelo bandido, o qual novamente a constrangeu a permanecer no carro, dizendo: “Não tem água aqui não. Você não vai descer”. A trama só foi descoberta depois que os envovlidos passaram com a vítima dentro do automóvel pela Rua Álvaro de Macedo, local onde estava ocorrendo uma operação AREP 3. Foi então que a vítima conseguiu abrir a porta do veículo e pedir ajuda aos policiais militares do 16o BPM, que prenderam os autores. FONTE: Boletim interno da Polícia Militar do Rio de Janeiro disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

Veja como funciona o esquema da ‘caixinha’ do Comando Vermelho

As investigações do MPRJ e da Polícia Civil revelam como funciona o esquema da ‘caixinha’ do Comando Vermelho. O sistema opera por meio de taxas cobradas de forma mensal de líderes de pontos de venda de drogas nas comunidades controladas pela facção. Em troca, os responsáveis pelas “bocas de fumo” têm acesso à marca da organização, fornecedores de entorpecentes, suporte logístico e apoio bélico. Os valores arrecadados são centralizados e utilizados para financiar ações como compra de drogas e armamentos, expansão territorial, pagamento de propinas, assistência a membros presos e crimes conexos, como extorsões, roubos de cargas e veículos, além da exploração monopolizada de serviços de internet. Nesta fase da operação, os principais alvos são familiares e operadores do fundo financeiro da facção criminosa. Os alvos foram denunciados pelo GAECO/MPRJ à Justiça pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, relacionados ao tráfico de drogas e à ocultação de valores ilícitos em mais de 4.888 operações financeiras, totalizando aproximadamente R$ 21.521.290,38. Os agentes estão cumprindo mandados contra suspeitos em Bangu, Jacarepaguá, Engenho da Rainha, Nova Iguaçu, Ramos, Copacabana, Cordovil, Santo Cristo e no Instituto Penal Vicente Piragibe. Também há mandados sendo cumpridos nos estados da Bahia e Paraíba. A polícia e o MP começaram a investigar a caixinha em 21 de maio de 2019, com a prisão em flagrante de Elton da Conceição, conhecido como “PQD da CDD”, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá. Na ocasião, foram apreendidas armas, munições e documentos que revelaram um esquema estruturado de lavagem de dinheiro operado pelo Comando Vermelho. Entre os materiais recolhidos, destacaram-se comprovantes de depósitos bancários, que permitiram rastrear movimentações financeiras ilícitas utilizadas para financiar as atividades da facção criminosa. A primeira fase da operação, deflagrada em 2020, concentrou-se na identificação do fluxo financeiro vinculado ao Comando Vermelho. Essa etapa resultou no indiciamento de 84 pessoas e na apreensão de documentos que detalhavam o funcionamento da “Caixinha”, o fundo financeiro que sustenta a organização criminosa. ]FONTE: Ministério Público e Polícia Civil

Traficantes Doca e Gardenal do CV tiveram as prisões temporárias decretadas por morte de turista que entrou por engano em comunidade do Rio

Tiveram as prisões temporárias decretadas pela morte de Diely Silva, a turista de Jundiaí (SP) que foi baleada após o motorista de aplicativo ter entrado por engano na comunidade do Fontela, em Vargem Pequena, Edgar Alves de Andrade, o Doca, Carlos da Costa Neves, o Gardenal, Antonio Styff Robert Santana Teixeira, vulgo Paraíba e José da Paixão Agostinho Filho, o Meio Quilo. Segundo a polícia,, Paraíba e Meio Quilo, estavam juntos do autor, um adolescente de 16 anos, em um ponto de venda de drogas, quando o carro das vítimas se aproximou. De acordo com a apuração policial, a dupla contribuiu “igualmente para impedir a passagem e alvejar o veículo” onde estava a turista. O menor que atirou na mulher já foi detido. As investigações apontaram que o crime foi motivado pelo suposto descumprimento de normas impostas pela facção Comando Vermelho. Doca e Gardenal foram os responsáveis por estabelecer a norma para tráfego na comunidade. A ordem teria sido fundamentada para impedir invasões de facções rivais na comunidade. Um deles reúne 262 anotações criminais, além de 26 mandados de prisão As diligências seguem para localizar e prender os identificados. FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Investigação sigilosa apura se PMs vazavam operações para traficantes do TCP

A Polícia Militar informou em seu boletim que há uma investigação sigilosa desde 2020 denúncia que apura se PMs repassavam as informações acerca das operações aos traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) em troca de propina. Foi instaurada a Verificação Preliminar n.o 072/063/2020, No decurso desta investigação, foram adotadas diligências com a finalidade de identificar os policiais militares responsáveis pela prática.Desse modo, com base no Organograma de Desvio de Conduta e Vazamento de Operações Policiais da AIB/BPCHQ alguns policiais, praças e oficiais, foram apontados como possíveis contatos de vazamento de informações. Nessa toada foi requisitado ao Douto Juízo da Auditoria da Justiça Militar a quebra de sigilo de dados, interceptação telefônica/telemática e de ação controlada, a qual foi deferi- da nos autos do processo no. 0139875-79.2020.8.19.0001. Em decorrência do Ofício no. 1059/2020OF expedido pela AJMERJ, a interceptação em referência foi desenvolvida e operacionalizada pelo GAESP/MPRJ. A PM diz de aguardar o deslinde da investigação criminal e caso sobrevenha o oferecimento de denúncia e/ou à inauguração de um processo criminal com consequente sentença condenatória, esta possibilitará a apreciação da Administração Pública. FONTE: Boletim interno da PMERJ disponível no site Tenho Quase Tudo da PMERJ

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