Leia detalhes de uma sessão de tortura dentro de uma unidade de menores infratores no Rio que culminou com a marcação feita por objetos da sigla de uma facção na pele da vítima
Um processo sigiloso do ano passado que tramita na Vara da Infância e Juventude revela uma sessão de tortura cometida dentro de uma unidade para menores infratores no Rio de Janeiro. A vítima afirmou que diante de uma movimentação incomum dentro da unidade, dirigiu-se até o outro alojamento, onde foi amarrada pels internos. Em seguida, foi submetida a atos de asfixia, que culmiaram com a perda momentânea de consciência. Ao recobrar os sentidos, foi alvo de novos ataques, incluindo a privação do ar mediante o lançamento de tecidos sobre seu rosto. Logo depois, houve derramamento de água e por último marcação em sua pele da sigla alusiva a uma facção criminosa efetuada por meio de objetos improvisados extraídos dos recipientes alimentares. Os agressores verbalizaram. “O bagulho agora é tudo fechar o comando”. Segundo a Justiça, os atos extrapolaram em muito a mera ofensa à integridade física da vítima assumindo contornos nítidos de tortura, destacando que as ações obstruíram as vias respiratórias da vítima a partir da cobetura intencional do seu rosto por tecidos seguida de derramamento de líquido. Como o processo é sigiloso, não foi revelado nos autos disponíveis o local onde ocorreu o fato, nem a data, nem quantos autores participaram da tortura. FONTE: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro







