Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Confira detalhes atualizados da atuação da milícia alvo de operação hoje na Baixada, desde a função de cada um na quadrilha e conversas sobre homicídios. “Vamos deixar sem cabeça”.

Confira agora detalhes atualizados da investigação sobre a milícia que foi alvo de operação hoje do Ministério Público Estadual do Rio em Nova Iguaçu e Belford Roxo. Foram cumpridos 11 mandados de prisão A investigação começou a partir do ano de 2023 até os dias atuais especialmente nos bairros Miguel Couto, Parque Ambai, Itaipu e Shangri-lá. O band praticava diversos delitos como extorsão, homicídios, dentre outros”. Os criminosos exigiam indevida vantagem econômica, constrangeram, mediante grave ameaça, diversos comerciantes dos citados bairros a realizar o pagamento de taxas de segurança, sendo certo que a ameaça consistia em dizer comparecer nos endereços das vítimas armados e dizer a elas que se não pagassem as aludidas taxas eles iriam retornar e fazer um mal maior.” O grupo seria liderado por Deco ou DC ou “01”, que comanda a malta de dentro do presídio. Os bandidos extorquiam comerciantes e de taxistas, mototaxistas e motoristas de transporte alternativo, além de corromperem policiais civis e militares e planejarem homicídios e sessões de agressões a desafetos. Havia uma guerra com a milícia de Juninho Varão e a milícia do Jota, do bairro do Grama, em Nova Iguaçu.a ponto de vítimas comentarem com os ora denunciados que há um reinado dividido na milícia da região. Deco atuava no topo da hierarquia criminosa da milícia atuante nos bairros de Miguel Couto, Parque Ambai, Itaipu e Shangri-lá, possuindo o domínio final do fato sobre todas as condutas praticadas pelos integrantes do grupo, os quais se encontram a ele subordinados. Bruno e Deco praticamente diariamente, conversava sobre as extorsões realizadas pelos denunciados, bem como sobre a aquisição de veículos e armas de fogo para a milícia, além de outros assuntos envolvendo a atuação criminosa. Em diversas mensagens, os dois” falavam sobre o pagamento de cobrança de mototaxistas e de empresas de internet e TV a cabo (“gatonet”), sendo dito por Deco que “qualquer um que tiver internet e gatonet aí tem que dar uma moral para nós”, além de, também, conversarem sobre a aquisição de armas de fogo e munições para serem utilizadas pelos denunciados em suas empreitadas criminosas. Foram obtidos, ainda, diálogos em que se verifica a disputa territorial entre a milícia dominada por “Deco” com outros grupos criminosos que atuam na localidade, nos quais eles planejam a realização de um ataque à milícia rival e fazem menção à aquisição de armas de grosso calibre (espingarda calibre .12 e metralhadora) para a execução dos desafetos. Sabiá também seria um integrante da liderança do grupo, atuando de dentro do presídio, ao lado de “Deco”, na tomada de decisões, a quem o denunciado Bruno também se subordinava, conforme demonstram as conversas capturadas. Foram obtidas conversas travadas entre Bruno e Sabiá as quais revelam que estes eram, juntamente com Deco, responsáveis por autorizar a compra de armamento para a milícia, bem como planejar o ataque a grupos rivais. Há diálogos em que Sabiá informa que, em três semanas, estará na rua e que o seu primeiro objetivo é “deixar uns 4 deles fudidos aí na rua”.Bruno anui com o plano e diz que “dá para ir no miolo deles”, pois “eles são frouxos”, apesar de “no telefone serem uns leões”. Sabiá concordou e diz que “eles vão sofrer (pelo) que fizeram com eles”. Bruno citou o miliciano Carlinhos da Van como seu alvo prioritário, ao passo que Sabiá diz que “os primeiros que vão morrer são os cobradores deles que estão cobrando na Beira-Linha”. Bruno ressaltou que deixarão sem cabeça. Há de se ressaltar, também, que em determinado diálogo travado entre Bruno e Sabiá que relata que integrantes da milícia quase foram presos pela Polícia Militar e que só pegaram o Renatinho mas ele estava sem nada. Bruno ainda afirmou que “o gordão do lava-jato é X9”, ocasião em que Sabiá, sem pestanejar, determina sua execução, dizendo: “resolve ele, assim que tiver oportunidade pode resolver”. Bufalo ou Gordinho atuaria como braço direito da liderança, sendo, inclusive, o destinatário dos pagamentos de cobrança das vítimas. Ele foi preso, no dia 01 de fevereiro de 2024, escondido em uma casa de praia na Região dos Lagos em virtude de acusação de tentativa de homicídio contra dois policiais militares. As conversas obtidas revelam que tinha a função de cobrar e receber o valor das extorsões realizadas pelo grupo, especialmente através de transferências via PIX. Com a sua prisão, o denunciado Bruno passou a exercer tal função. Bruno e índio se dividiam na gerência do grupo criminoso. Eles tinham como função exercer a gerência da milícia local, exigindo dos seus subordinados a realização de suas funções, além de prestar contas, posteriormente, ao líder do grupo, vulgo Deco. Eles mantinham contatos com as vítimas do grupo, indicando a chave PIX para qual aquelas deveriam realizar as transferências bancárias em virtude das cobranças realizadas, além de, também, ser o responsável por indicar os milicianos que deveriam realizar as extorsões a comerciantes e motoristas de táxi, van e mototáxi. Foram captadas, ainda, conversas de Bruno em que este ameaça matar o motorista de mototáxi que resolve se insurgir contra o grupo. Há, ainda, diálogos em que os denunciados Bruno e índio fazem a contabilidade dos lucros e gastos da milícia, destacando, inclusive, o valor do pagamento de cada um dos integrantes, bem como conversam e decidem sobre a aquisição de outro carro ou de outra arma de fogo para o grupo miliciano. Big Mac ou Big atuava na cobrança de comerciantes extorquidos pela milícia., além de ceder sua conta para o recebimento de valores oriundos das extorsões. Ressalte-se que Big e Bruno foram presos no dia 13 de março de 2024, por estarem extorquindo comerciantes, ocasião em que foram apreendidos os seus aparelhos celulares, permitindo que, a partir da análise do aparelho celular deste último, fosse descoberta a conduta de todos os ora denunciados. Há registros de diálogos que deixam claro a personalidade violenta e impiedosa de Big e Bruno como por exemplo, um diálogo ocorrido entre eles, no qual Bruno diz que Deco e Sabiá já deram a

Assassinos do ator Jeff Machado vão a júri popular. RELEMBRE DETALHES DO CRIME

Bruno de Souza Rodrigues e Jeander Vinicius da Silva Braga vão a júri popular pelo homicídio do ator Jeff Machado em 2023.Veja detalhes do crime A partir de 11 de outubro de 2019, nesta cidade, Bruno obteve, para si, vantagem ilícita de R$ 12.000,00 em prejuízo da mãe de Jeff ocasião em que prometeu falsamente a vítima, a compra de vaga de ator numa novela da emissora de televisão Rede Globo, recebendo o valor, sob o pretexto de repassá-lo a um suposto produtor. Convicto que Bruno conseguiria fazê-lo ser contratado para atuar na novela da emissora, Jeff pediu à sua mãe que realizasse o depósito na conta bancária informada por Bruno, o que foi concretizado, em 11 de outubro de 2019, através de depósito em dinheiro. O dinheiro nunca foi restituído, tampouco houve a contratação de Jeff pelaemissora Rede Globo, por se tratar mera isca criada por Bruno para obter vantagens financeiras ilícitas da vítima. A partir do êxito no primeiro golpe, Bruno, então, passou a manter Jeff em erro, passando-se por , suposto produtor/diretor criado por ele, com o fim de alimentar a expectativa da vítima de ser contratada para atuar em novela da emissora, oportunidade em que Jeff realizou outros depósitos, entre 11 de outubro de 2019 e 12 de janeiro de 2023, totalizando R$ 23.322,00. Com as cobranças por parte de Jeff, Bruno decidiu matá-lo, para ocultar a fraude e, assim, preservar a sua imagem no meio profissional, artístico e social em que vivia. Em 23 de janeiro de 2023, entre 15h30min e 20h, na residência de Jeff localizada na Estrada Roberto Burle Marx, e, Barra de Guaratiba, Bruno e Jeander estrangulou o pescoço de Jeffcom um cabo de aparelho de telefonia celular, matando-o: O crime foi premeditado por Bruno, desde 1o de dezembro de 2022,quando contatou a proprietária da kitnet para onde levaria o corpo da vítima, passando-se por Jeff, alugando o imóvel no dia 12 e, em seguida, contratando Jeander pararealização de obras no local, elevando o muro da kitnet em cerca de 1 metro e instalando um portão fechado. No dia do crime, acreditando na história contada por Bruno, Jeff o buscou depois Jeander dirigindo-se todos à sua residência, para fornecer documentos a Bruno para a pretensa assinatura do contrato com a emissora de TV e para gravar um filme erótico com Jeander. Na residência da vítima, Bruno ministrou certa substância entorpecente na bebida de Jeff deixando-o letárgico, quando todos, inclusive Jeander subiram ao quarto da casa, onde deram início à relação sexual, enquanto conversavam sobre os documentos pessoais de Jeff para sua suposta contratação. Em meio ao ato sexual, quando a vítima se encontrava de costas, Bruno pegou um cabo telefônico e estrangulou o pescoço de Jeff provocando a sua morte. Jeander concorreu para a prática do crime, atuando no ato sexual e trocando carícias com a vítima, com o fim de distrai-la para que Bruno pudesse atacá-la. Prosseguindo no plano criminoso, por volta das 21h do dia 23 de janeiro de 2023, o denunciados ocultaram o cadáver de Jeff, colocando-o em um baú pertencente à vítima e oenterrando na parte da frente da kitnet, alugada por Bruno, ocalizada na RuaItueira, no 10, Campo Grande, nesta cidade, onde permaneceu até ser descoberto, em 22 de maio de2023, por policiais civis: Depois de matarem Jeff, os denunciados amarraram suas mãos e pés, acondicionando o seu corpo num baú, colocando-o no porta-malas do automóvel da vítima e dirigindo-se para o imóvel onde o cadáver foi enterrado numa “cova improvisada”, cavada por Jeander, de cerca de 2m de profundidade, cobrindo com terra. No dia seguinte, Bruno comprou materiais para concretagem e contratou um pedreiro especialista em contrapiso que concretou a superfície de terra, onde a vítima fora enterrada. Após matar a vítima e ocultar seu corpo, Bruno deu seguimento ao seu plano criminoso, passando, agora, à prática dos crimes patrimoniais contra o espólio de Jeff roubando seus pertences e fazendo saques em suas contas bancárias.

Milícia de Rio das Pedras tinha fuzis abastecidos com peças importadas dos EUA

Na manhã de hoje, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar a prática de importação ilegal de peças de fuzil, voltada para o abastecimento da milícia atuante no bairro de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na ação de hoje, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços localizados no bairro supracitado. Também seria cumprido um mandado de prisão preventiva contra o principal investigado, mas ele não foi encontrado no local e segue foragido da Justiça. Durante as buscas, os policiais encontraram equipamentos, maquinários, acessórios e insumos utilizados na fabricação e montagem de armas e munições. De acordo com as apurações, o investigado importava ilegalmente o material oriundo de Miami, nos Estados Unidos, para ser utilizado na montagem e manutenção de armamentos de alta potência, que seriam utilizados pelo crime organizado instalado em Rio das Pedras para reforçar o domínio da região, além de defender o território contra forças policiais e facções rivais. A deflagração de hoje foi fruto da investigação referente a diversas encomendas contendo material bélico em situação irregular, interceptadas pela Receita Federal no Aeroporto Internacional do Galeão. O recebedor das mesmas foi preso em flagrante pela Polícia Federal em julho deste ano, no Rio de Janeiro.

Influenciadoras que ofereceram bananas e macaco de pelúcia a crianças negras no Rio foram condenadas a 12 anos de prisão

As influenciadoras digitais Nancy Gonçalves Cunha Ferreira e Kerollen Cunha, que ofereceram, em vídeo publicado nas plataformas digitais, uma banana e um macaco de pelúcia a duas crianças negras. foram condenadas a 12 anos de prisão por injúria racial e pagamento de indenização de R$ 20 mil a cada uma das vítimas, além da manutenção do bloqueio de perfis e conteúdos no Youtube, Instagram e TikTok. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), as influenciadoras eram titulares de canais nas três plataformas. Nancy, microempresária individual, era proprietária da empresa Kerollen e Nancy, cujo objeto social incluía atividades de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão — o que levanta a suspeita de que os vídeos de conteúdo discriminatório e vexatório tenham sido monetizados, gerando lucros às rés por meio do número expressivo de seguidores inscritos, que superam 14 milhões de pessoas nas redes sociais das influenciadoras.  “Destaco que, longe ao apego da nominação posta pela Academia, aceita pela jurisprudência e revelada ao longo dos anos, estamos diante do malsinado racismo recreativo. Em apertadíssima síntese, conforme bem ressaltado pelo Ministério Público, em sua obra Racismo Recreativo o ilustre autor Adilson José Moreira, define que o racismo recreativo ‘deve ser visto como um projeto de dominação que procura promover a reprodução de relações assimétricas de poder entre grupos raciais por meio de uma política cultural baseada na utilização do humor como expressão e encobrimento de hostilidade racial.’ Bom de ver que bem andou o legislador pátrio ao ampliar o alcance da resposta penal com o incremento da causa de aumento da pena”, diz um trecho da sentença.

Milícia alvo de operação hoje na Baixada já era investigada há quase dez anos. VEJA DETALHES DE SUA ATUAÇÃO

Uma investigação antiga revelou que a milícia alvo de operação hoje pelo Ministério Público Estadual atuava na região do Bairro da Grama, em Nova Iguaçu (Grupo A) e nos bairros Bela Vista, Nova Aurora e Shangri-La, em Belford Roxo, aos quais é atribuída a prática de variados delitos, incluindo homicídios, extorsão de comerciantes por meio da imposição de taxas de segurança, agiotagem, além da exploração de atividades típicas de milícia. O bando atuava como um grupo de extermínio e só depois eles vieram “com esse negócio de milícia, de cobrar taxa”. Todos os homicídios atribuídos aos dois grupos criminosos objeto destes autos têm como característica marcante o emprego de múltiplos disparos de arma de fogo O bando começou a ser invetigado em 2016 a partir principalmente depois que um indivíduo da milícia de Nova Aurora fez contato com um dos alvos de Nova Iguaçu e então passaram a investigar também o grupo de Belford Roxo. Um dos bandidos ligou para algum dos membros do grupo da Grama (Baiano, salvo engano), para tratar de alguma situação relativa a informações que o batalhão estaria reunindo sobre os dois. A atividade essencial era empréstimo a juros, com ameaça e extorsão. Havia depósitos de gás, tomada de casas para aluguel, cobrança de taxas de segurança e taxa de água. Um dos alvos da operação de hoje, vulgo Deco, era o braço armado do grupo da Grama na éopca e, mais depois, assumiu a liderança. O grupo torturou três adolescentes. Nas interceptações, os investigados diziam que deram uma coça nos meninos porque os pegaram roubando na localidade.Uma mulher chamada Janice foi capturada e depois foi executada. Os indivíduos faziam cobranças dos comércios e do moto-taxi. Havia divisão de valores entre os membros. Cada um ficava com um percentual. Havia vários homicídios atribuídos ao grupo. As testemunhas arroladas na denúncia foram vítimas de extorsão que foram ouvidas na delegacia, Elas tinham muito receio pela fama de violência do grupo. Os milicianos usavam armas de fogo e havia informação de que possuíam dois fuzis na época, mas não foram encontrados. Os grupos investigados respeitavam cada um o seu território. Uma das condições do acordo de colaboração era fazer a cirurgia do colaborador. O colaborador transitava entre os dois grupos. Integrava efetivamente o grupo de Belford Roxo, mas também frequentava festas do grupo de Nova Iguaçu. O inquérito se iniciou com a denúncia de que um miliciano liderava a organização de dentro do presídio. Houve uma situação em que ele pedia que a esposa pegasse dinheiro e levasse para o presídio e a conversa dá a entender que seria dinheiro de cobranças. . Havia comentários sobre o “bonde do trem”, que se dedicava a execuções e repressão de crimes na região. Foi identificado um episódio em que três jovens foram capturados e torturados pelo bonde do trem. Um diálogo mencionava que os três jovens foram pegos com uma arma de fogo e receberam uma “massagem”. Também diziam que uma viatura passou pelo local, na região do beira-linha, e isso impediu que os jovens fossem executados. Em Nova Iguaçu havia muita informação sobre agiotagem. Havia cobrança de taxas pelas vagas nos pontos de moto-taxi. Havia prática de atividades de segurança. Há uma conversa que fornece fortes indícios de que uma furtadora foi capturada e morta pelo grupo. Há informações que sugeriam a exploração de atividades de vans. A milícia investigada ainda não possuía a estrutura que têm as milícias de hoje, mas ficou evidenciada a prática das atividades de forma bem costumeira. Havia preocupação em coibir atividades criminosas e manter o controle da área. A convivência entre os dois polos era de paz. Um dos líderes do grupo de Belford Roxo era um PM que foi flagrado em uma conversa em que demonstrou certo descontentamento por uma operação da P2 que estaria sendo realizada sem o seu conhecimento. Com base no que foi interceptado, uma equipe da P2 estaria atuando na área de domínio da organização e, quando essa notícia vem, o PM miliciano deu a entender que assumiria o controle dessa equipe e que, por ordem dele, essa equipe pararia a atividade e passaria a se reportar a ele A milícia cobrava dos comércios e decretou a ordem de que só podia comprar gás com as revendas deles. Também explorava gatonet e kombis. Era normal os milicianos andarem armados na localidade. Quando surgiam boatos sobre tráfico de drogas, “a Milícia ia lá e matava”, Um miliciano tinha uma foto de perfil com os dizeres: “Deus julgará os meus inimigos, eu apenas providencio o encontro. Nova Iguaçu, bonde do trem”

MP prendeu 11 milicianos na Baixada

O Ministério Público do RJ cumpriu mandados de prisão contra 11 integrantes de uma milícia que atuava em Nova Iguaçu e Belford Roxo, nesta quarta-feira (20/08). As investigações do GAECO/MPRJ revelaram que o grupo praticava extorsões semanais contra comerciantes, motoristas de vans, mototaxistas e empresas de internet e TV a cabo. Os pagamentos eram exigidos em espécie ou por transferência bancária, sempre sob ameaças de agressões, incêndio de bens e até execução.A operação, batizada “Reinado Dividido”, demonstrou que, mesmo preso, Jefferson Constant Jasmim, conhecido como Deco ou 01, liderava a organização criminosa. Ele autorizava extorsões, controlava recursos, organizava a compra de armas e planejava atos violentos. As investigações também identificaram a participação de Bruno Feliphe de Sousa Queiroz, apontado como gerente operacional; Michael Fernando Griebeler Borges, o Big Mac, responsável por cobranças e repasses financeiros; e Renato dos Santos Marques, o Renatinho, encarregado de extorsões e intimidações armadas .O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pelo GAECO/MPRJ também constatou que o grupo disputava território com outras milícias, como as lideradas por João Teixeira dos Passos, o Jota da Grama, e Gilson Ingrácio de Souza Júnior, o Juninho Varão. Essa rivalidade impôs um clima de terror à região, levando vítimas a relatar que viviam sob um “reinado dividido”. A atuação da organização se estende, pelo menos, desde 2023 até o presente, com forte presença nos bairros Miguel Couto, Parque Ambaí, Itaipu e Shangri-lá.

Depois de sete anos do crime, PM envolvido em sequestro foi expulso da corporação

Depois de sete anos, o sargento PM Drago foi expulso da corporação depois de ser acusado de um sequestro de duas pessoas em Nova Iguaçu.Segundo as investigações da época, Drago e um comparsa também PM sequestraram as vítimas A e C, com o fim de obter vantagem econômica como condição ou preço do resgate. O crime foi cometido mediante a restrição da liberdade das vítimas, que em primeiro mo-mento, foram conduzidas a Nova Iguaçu e posteriormente, a vítima C foi conduzida para Mangaratiba -RJ, permanecendo nesses cativeiros como condição necessária para a obtenção da vantagem econômica. Consta dos autos que, na data citada, as vítimas estavam no interior da garagem do Apart Hotel Mont Blanc, momento em que foram arrebatadas e levadas ao local do primeiro cativeiro, localizado na Rua José Antônio de Arruda Câmara, Nova Iguaçu, onde permaneceram por cerca de 8h/9h. A foi libertado para que pudesse conseguir o valor exigido a título de resgate, à medida que C ainda permaneceu em poder dos extorsionários por mais de vinte e quatro horas, sendo levada para outro cativeiro na localidade de Mangaratiba, na Rua Projetada “A” n.o 51 – Nova Mangaratiba. Após o pagamento do valor de R$ 60.000,00 em espécie, a vítima foi libertada, sendo deixada em Itaguaí no final do dia 31 de julho de 2018.Drago na qualidade de extorsionário sequestrou as vítimas, participando da escolha do primeiro cativeiro e estando presente no local do segundo cativeiro, privando a vítima de sua liberdade, praticando atos essenciais para consumação do delito. Após investigações realizadas pela autoridade policial da Delegacia Antissequestro (DAS),por intermédio do Inquérito Policial n.o 907-00058/2018, constatou-se o envolvimento dos po-liciais na empreitada criminosa. Outro PM suspeito de participar do caso foi absolvido pela Justiça e considerado apto a permanecer na corporação

Morreu menino de cinco anos baleado na cabeça em Nova Iguaçu

Morreu hoje o menino Enzo Gabriel, de cinco anos,. Ele foi baleado na cabeça na última sexta-feira no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. Na ocasião, um homem tentou matar um outro, que acabou ferido no braço mas está fora de perigo. Enzo ficou internado em estado gravíssimo no Hospital da Posse mas não rseistiu. O corpo dele foi enterrado hoje. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.

PMs envolvidos com o ‘Novo Escritório do Crime’ estão na bola para sererm expulsos da corporação

Dois PMs estão sendo submetidos a conselho de disciplina que pode levá-los a expusão da corporação após serem denunciados pelo MPRJ pelo crime de organização criminosa, sequestro e cárcere privado e comércio de armas de fogo. Eles estão envolvidos em um grupo de extermínio cuja clientela seria composta por personagens ligados à atividade de contravenção e milícia no Estado do Rio de Janei-ro, em especial a organização criminosa denominada “O novo escritório do crime”. O grupo realizava a vigilãncia, levantamento de dados e o monitoramento das vítimas, resultando na execução sumária destas “em plena luz do dia”, mediante múltiplosdisparos de arma de fogo. Por conseguinte, os executores recebem valores em dinheiro ajustados com os mandantes das execuções. O bando agiu a mando da quadrilha do contraventor Rogério de Andrade. Eles recebiam valores em dinheiro ajustados com os mandantes das execuções. A investigação revelou que a execução das vítimas da organização criminosa ocorre no modus operandi. Exemplo impactante de um dos delitos brutais de homicídio. Um deles foi de Fábio Romulado Mendes, ocorrido em 29SET2021, por volta das 09h, na Estrada dos Bandeirantes, bairro Vargem Pequena, A execução de Fábio foi encomendada pelo miliciano Batata que pagou ao PM Bruno Esquilo, um dos que poderão ser expulso, além de Papa e Rodriguinho. para que estes efetuassem o trabalho de planejamento, levantamento de dados, monitoramento e execução da vítima a fim de que não houvesse falha na empreitada criminosa, o que consequentemente, culminou com a consumação do crime. Uma testemunha afirmou que Bruno Esquilo é responsável pela segurança na localidade conhecida como Caixa D‟Água em Padre Miguel e disse que o grupo era comandado por Rogério Andrade e tem como chefe um dirigente da Mocidade Independente de Padre Miguel, seguido por Batata, seu braço-direito e depois Bruno Esquilo, depois Papa, Muniz e Vitinho. A testemunha disse que uma semana após o crime ouviu uma conversa de Esquilo sobre a tentativa de matar Fábio a mando de Batata, ambos falavam sobre a dificuldade de executar o crime, tendo em vista que Fábio andava de veículo blindado, e, por isso, seria preciso usar um fuzil de calibre 7,62 e que na Estrada dos Bandeirantes. Depois do crime, Bruno ficou sumido por um tempo e quando voltou, disse que ele e os comparsas tinham pego o cara. Além disso, antes do crime Bruno estava sem dinheiro e depois do crime, o policial apareceu com muito dinheiro; Bruno geralmente dirigia os veículos utilizados, pois, como policial militar, em caso de algum contratempo, Constam, ainda, os indícios da participação de Esquilo na morte no nacional Neri Peres Júnior no dia no dia 04OUT2021, por volta das 12h50min, na Avenida do Canal, bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Restou apontado que a execução de Neri foi encomendada por Batata ”, que remunerou o militar com vistas ao levantamento de dados, monitoramento e execução da vítima, Convém esclarecer, que a atuação do grupo criminoso em comento, não se limitava à prática de homicídios, sendo constatada também a prática da atividade de comércio ilegal de arma de fogo. O outro PM vulgo Briggs ers o responsável pelo fornecimento de arma de fogo e de munições de calibre restrito ao grupo criminoso, O Novo Escritório do Crime. Esquilo negociou a compra de armas de fogo, munições e carregadores. Os PMs também fizeram fraude para recebimento de valor de seguro e recebimento de pagamento mensal da milícia de Curicica, liderada por André Boto. Urge salientar que os materiais bélicos adquiridos pela organização criminosa são oriundosde apreensões realizadas pela Polícia Militar, do PM, utilizando-se da corporação e de suas funções institucionais em benefício próprio e de seus comparsas, desviavam os materiais apreendidos com o fito de alimentar belicamente a organização criminosa. Foi captada uma conversa de Esquilo e Boto, que entre os dias 28 e 29 de agosto de 2021 sequestraram um homem As conversas apontam que a vítima foi libertada por ser conhecida na região e, possivelmente por ter contato com outros criminosos, razão pelaqual a manutenção do seu cárcere poderia causar problemas à malta em razão de eventuais atritos com outras organizações criminosas. A execução do sequestro da vítima foi perpetrada por Esquilo com auxílio de Boto e de Vitinho Fubá. As investigações apontam que as tratativas para compra de armas de fogo se deram inicialmente entre Esquilo e o falecido milciiano Playboy da Curicica. Foi o miliciano que encaminhou ao PM o contato de Briggs à época lotado no 14o BPM, com quem ele passou a negociar, em benefício da organização criminosa, armas, carregadores e munições, armamentos desviados de operações policiais.

PM suspeito de extorquir em R$ 30 mil, agredir e ameaçar matar homem e que já foi condenado a 23 anos de cadeia poderá ser expulso da corporação. “Quero o dinheiro, senão vai acabar aqui”.

Em 17 de fevereiro de 2022, um homem foi atraído até um bar localizado no município de Ni-lópolis/RJ, por meio de um contato telefônico de uma mulher chamadal Edla, que se apresentou falsamente como vítima de violência doméstica para obter sua localização. No local, o rapaz foi violentamente agredido pelo sargento PM Peres e por outro indivíduo não identificado, sendo, em seguida, forçado a entrar em um veículo utilizado pelo grupo criminoso. Na sequência, duas mulheres e o PM dirigiram-se à rEsidência da vítima, onde arrombaram a porta e subtraíram diversos bens, como uma televisão de 43 polegadas,dois ventiladores, um aparelho celular, pares de tênis e outros objetos pessoais. Enquanto isso, a vítima permanecia no interior do veículo, sob agressões físicas. Após o roubo, a vítima foi levada à força até o bairro do Recreio dos Bandeirantes, no Riode Janeiro, onde, entre as 20h do dia 17 e as 08h do dia 18 de fevereiro de 2022, foi mantida sob vigilância, sendo agredida e ameaçada de morte com arma de fogo pelo sargento, com o objetivo de extorquir-lhe a quantia de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), sob a ameaça direta de execução: “Quero o dinheiro, senão vai acabar aqui”. Ainda durante o trajeto, o PM manteve contato telefônico com o mandante dos crimes, “Caio Padrinho”. Em determinado momento, pararam em uma choperia para conversarem pessoalmente, mantendo a vítima confinada no veículo. Em seguida, ela foi levada a um local ermo, nas proximidades da Estrada do Pontal, onde sofreu novas agressões e ameaças. Ao final, foi deixada em uma quitinete no chamado “Beco do Índio”, sob a guarda de um homem., com ordens expressas para não deixá-la sair até o pagamento ser realizado. O sargento Peres está sendo submetido a conselho de disciplina que poderá decidir pela sua exclusão dos quadros da corporação. Ele foi condenado a 23 (vinte e três) anos, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicialmente fechado,

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima