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Terceiro Comando Puro

PM apagou grafite em homenagem a chefão do TCP morto em Belford Roxo

Policiais do 39° BPM apagaram um grafite na Favela da Guacha (TCP), em Belford Roxo, em homenagem ao traficante Genaro, chefe da região morto em setembro do ano passado. ‘A distância pode causar saudade mas nunca o esquecimento”, dizia a mensagem ao.lado do desenho, Genaro era integrante do Terceiro Comando Puro (TCP). Ele foi neutralizado durante confronto com PMs. Além de comandar comunidades em Belford Roxo, ele controlava também o Conjunto Trio de Ouro, em São João de Meriti. FONTE: Baú do Rio OFC ,(Telegram)

Apreendido adolescente sobrinho do chefe do tráfico nos Macacos (TCP) que ostentava luxo nas redes sociais

Um adolescente que seria sobrinho do chefe do tráfico no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, foi apreendido ontem. Segundo a polícia, o rapaz teria posição de destaque na estrutura da organização criminosa. De acordo com o apurado, o adolescente ostentava uma vida de luxo pelas redes sociais, onde publicava fotos com cordões de ouro, carros e celulares de alto valor. Ele ainda fazia registros com diversas armas. O menor é envolvido com roubos de veículos na Grande Tijuca. Na ação, outras duas pessoas foram detidas. A ação faz parte da segunda fase da “Operação Torniquete”, que tem como objetivo reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas, suas disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade. Desde setembro, já são mais de 400 presos, além de veículos e cargas recuperados. FONTE: Polícia Civil do Rio de Janeiro

Bandido ferido e fuzil apreendido na Ilha

Policiais militares do 17BPM apreenderam um fuzil 5,56 e uma pistola, durante incursão na comunidade do Boogie Woghie, na Ilha do Governador. Na ação, que segue em andamento, um homem foi detido e outro ferido. A área é controlada pelo Terceiro Comando Puro. Foi o.primeiro fuzil apreendido pelo Batalhão da Ilha no ano. FONTE: PMERJ

Traballhador oriundo da Bahia foi morto por traficantes do TCP em Resende porque eles viram uma foto em seu celular fazendo gestos do CV com as mãos

Oriundo da Bahia, Edelson Santos Portela, de 32 anos, foi morto no último dia 26 de janeiro no bairro Paraíso, em Resende, por envolvidos com a facção criminosa Terceiro Comando Puro. No corpo da vítima foram encontradas múltiplas perfurações nas costas, glúteos e parte de trás da cabeça. ,  Segundo as investigações, o crime teria sido praticado porque autores teriam visto no celular da vítima, Edelson fazendo gestos com as mãos em alusão à facção criminosa Comando Vermelho. Edelson teria ido até o local se encontrar com uma mulher pela qual mantinha relacionamento afetivo. Informações indicam que ele era trabalhador. Atuava em uma empresa há aproximadamente dois anos e tinha a função de lider de produção. Diziam que era um excelente funcionário e nunca ninguém soube que ele tinha qualquer envolvimento com o tráfico de drogas. A mulher com quem Edelson estava envolvido viu ele discutindo com quatro homens armados que tinham miras vermelhas. Edelson levantou a camisa para mostrar que não estava armado. Estava muito nervoso e tentando explicar que era trabalhador. A moça tentou intervir mas os suspeitos mandaram ela ir embora senão também iria morrer. Disseram que se chamasse a polícia iria morrer. Insistiu para liberarem o rapaz mas os bandidos mandaram ela meter o pé senão seria morta. Os criminosos roubaram o celular de Edelson e viram a tal foto. Ouro fato que chamou a atenção da polícia foi que Edelson rabalhava e residia no Bairro Fazenda da Barra 3, local também dominado pela facção criminosa Comando Vermelho. Dois suspeitos estão com a prisão temporária decretada, um deles tem o vulgo de Zangão. FONTE: Página oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Braço do TCP no interior mineiro teria se aliado ao bando de Peixão. Líder estaria escondIdo no RJ

A facção criminosa mineira chamada Família Cruzeiro, que é um braço do Terceiro Comando Puro (TCP), está associada a traficantes do Complexo de Israel, que lhe dão suporte para o abastecimento de drogas, armas e manutenção do controle de drogas A base do grupo é a cidade de Carlos Chagas. O líder do grupo é conhecido como João Victor” Palito, que estaria escondido no Rio de Janeiro, de onde abastece a sua própria facção com drogas e armamento bélico pesado – incluindo granadas. Para garantir sua gestão, Palito se valeu de métodos violentos que ferem à ordem pública e a paz social, posto que diversos dos homicídios ocorridos nos últimos anos têm sido ligados a esta organização, que se vale até mesmo de adolescentes para as práticas delitivas. Diversos comprovantes de transferência bancária para João Victor” Palito “demonstram a subserviência dos comparsas a ele, prestando-lhe conta de toda movimentação financeira da facção, e até mesmo obtendo permissão ou não para a realização de determinadas atividades ou eliminação de desafetos, A Família Cruzeiro possui reduto no bairro antes conhecido como Cruzeiro III). É comum nas fotografias visualizar os membros da organização fazendo o número 3 com as mãos, O bando estaria estaria envolvido com tráfico interestadual de drogas e corrompendo menores para transporte/comercialização de drogas. A quadrilha realiza constante monitoramento das autoridades, integrantes das forças de segurança pública e demais funcionários públicos da localidade de Carlos Chagas, possuindo fotografias nos celulares apreendidos de membros do setor de Perícia da Polícia Civil, de Policiais Militares, de viaturas da Polícia Penal, bem como imagens do Fórum – em que laboram integrantes do Poder Judiciário” . A Família Cruzeiro eliminou todos seus rivais, de modo que ninguém que não pertença a esta facção consegue vender drogas na cidade, tendo, inclusive, ocorrido homicídios recentes de indivíduos que tentaram vender drogas. FONTE: Processo do TJ-MG disponível no site jurídico Jusbrasil

Traficante Peixão (TCP) é suspeito de mandar construir quebra-molas em comunidades de Itaguaí. Pessoas de Parada de Lucas fizeram a obra mas se recusaram a dizer quem ordenou

O traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, é suspeito de estar envolvido na construção de quebra molas em comunidades dominadas pelo Terceiro Comando Puro ana na cidade de Itaguaí como Sase, Carvão e Jardim Ueda. Há cerca de três anos, PMs foram até o local e viram vários quebra molas instalados em uma das comunidades e que as pessoas que faziam a obra eram moradores de Parada de Lucas, um dos redutos de Peixão. Questionados pelos policiais de quem estava bancando a obra, os envolvidos disseram que não podiam dizer. A Prefeitura da cidade foi citada na investigação informando que não havia recebido solicitação para autorizar a construção de quebra-molas Uma empresa foi contratada para a entrega de cinco metros cúbicos de concreto supostamente pela associação de moradores. nenhuma solicitação para autorizar a instalação de quebra mols nos locais. O presidente da associações de moradores disse, no entanto, que jamais fez qualquer pedido para instalação de quebra-molas e que não conhecia as pessoas que estavam envolvidas na obra. Os quebra molas estavam dificultando o ir e vir de veículos que passavam pela região. FONTE: Relatório da Polícia Civil disponível no site jurídico Jusbrasil

Leia detalhes da sentença que condenou dois traficantes do CV a 160 anos de prisão pela morte de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e deixou seis pessoas feridas em Três Rios em 2020. Alvo era uma das vítimas sobreviventes que pertencia ao TCP. Crime foi planejado. Cidade foi tomada por bandidos

Os condenados a 160 anos pelas mortes de duas pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, e que deixaram seis pessoas feridas em Três Rios em 2020, são Leonardo Félix de Freitas, o Léo Jack e Ualifer Medeiros de Araújo, vulgo Cagado, integrantes do Comando Vermelho. O motivo torpe, reconhecido pelos Jurados, tem por fundamento a disputa pelo tráfico de drogas na região, pertencendo os criminosos à Organização Criminosa Comando Vermelho. Um dos baleados pertencia ao Terceiro Comando Puro e era o alvo da ação. Os denunciados e o alvo já vinham tendo problemas anteriores em razão de pertencerem a organizações criminosas diversas e por disputarem a mercancia de drogas na mesma região. Na data dos fatos, as vítimas, seus familiares e amigos se encontravam comemorando o aniversário do alvo quando Leonardo e Ualifer chegaram de moto e passaram a disparar em direção a todos os presentes. Na Cidade de Três Rios, o tráfico de drogas já não mais permite ações isoladas. As comunidades locais estão corrompidas e as facções, arregimentadas por pessoas que nada têm a perder, avançam abruptamente, criando rotinas violentas com regimentos e regras que lhes são próprias. Caso contrariadas, a morte é certa, pelo que se convencionou chamar de ¿Tribunal do Tráfico¿. Léo Jack era um dos chefe do tráfico da cidade, contando com o auxílio de ¿Cagado. Contra Léo Jack consta anotação na Ficha de Antecedentes Criminais condenação transitada em julgado por tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na data de 20/04/2015, por acórdão condenatório. A pena foi cumprida apenas em 16/12/2020. A menina morta, Maria Alice de Freitas Neves, foi atingida por 18 disparos. O delito foi cometido durante o repouso noturno, por volta das 22h30, na Travessa Senhor dos Passos, nº 389, Casa 02, Ladeira das Palmeiras, Cidade de Três Rios, neste Estado. No caso, trata-se de área destinada à residência. Houve planejamento de todo o delito, representado pelo armamento empregado no crime, pelas roupas que visavam não permitir a identificação de cada qual, pela cobertura de outros membros faccionados e ainda não identificados e, principalmente, pela fuga com uma motocicleta. Inclusive, os autos apontam que um dos indivíduos passou anteriormente no local dos fatos, entre às 19h e 20h de 30 de junho de 2020, para averiguar as condições do local. A paz pública foi colocada em xeque com a conduta dos homicidas. Os moradores locais foram extremamente abalados com a ocorrência dos assassinatos. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

De dentro de presídio, dono das bocas de fumo do Complexo de São Carlos (TCP) articulava união com facção criminosa mineira. VEJA TRECHO DE ESCUTA

Denúncia contra 36 traficantes, entre eles Anderson Rosa Mendonça, o Coelho, dono das bocas de fumo do Complexo de São Carlos, no Estácio, Região Central do Rio, revela a atuação de uma quadrilha nas capitais mineira e fluminense, bem como em outras localidades das regiões Sul e Sudeste do país. A investigação inciiada em 2022 apontou que o bando praticava interestadual de drogas, lavagem de capitais, posse irregular de armas de fogo de uso permitido e restrito. O bando se intitulava Sala Vip” e tinha estreitos vínculos com outra organização criminosai ndependente sediada no Estado do Rio de Janeiro, o Terceiro Comando Puro (TCP), bem como utilizava serviços de branqueamento de capitais advindos sobretudo do tráfico de drogas interestadual promovidos por associações criminosas especializadas na dissimulação e ocultação de valores e bens produtos de crime. Ao longo das investigações, apurou-se que a organização criminosa conhecida como “Sala Vip” tinha como líder o denunciado Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba, que comandava o tráfico de drogas no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte, em estreita cooperação no comércio de entorpecentes com o TCP que domina o território do Complexo do São Carlos, na capital fluminense. O vínculo de Paraíba, com a facção carioca era mantido com Coelho, que mesmo preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Estado Fluminense, tinha acesso a telefones celulares. Consta no inquérito policial que Coelho tinha como um de seus interlocutores extramuros com Paraíba, a denunciada Bruna Neiva Clem Galdino, que recebia informações via aplicativo de mensageria de Anderson orientando como Rafael Carlos deveria agir com pessoas que desafiavam a liderança deste no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte/MG e no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro/RJ, dando a este liberdade para atuação no tráfico de drogas na localidade carioca, bem como prestando apoio financeiro e logístico da facção. Bruna foi presa no Rio em janeiro. Veja áudios, primeiro de Bruna e depois de Coelho. Em apoio às atividades criminosas capitaneadas pelo vulgo Paraíba no aglomerado Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte/MG tomava parte seu irmão e codenunciado Maurício da Silva Ferreira, vulgo Maumau. Ele era visto como o “número 02” da organização criminosa “Sala Vip” Mamau passou a ser sinônimo do poder do tráfico de drogas no aglomerado Cabana do Pai Tomás após Paraíba, que era foragido, ter deixado a comunidade visando evitar ser preso pelas forças de segurança e homiziar-se no Morro da Mineira, Rio de Janeiro/RJ,uma das favelas que compõem o Complexo do São Carlos, área dominada pelo Terceiro Comando Puro – TCP, cujo líder é o já mencionado Anderson Rosa Mendonça, vulgo CoelhoDouglas Henrique Mattos de Jesus, vulgo Predestinado, atuava de forma incessante na venda de maconha, cocaína, ecstasy e lança-perfume na capital mineira e, em duas ocasiões, foi preso em ocorrências com natureza de “tráfico de drogas. Ele criou uma rede de “mulas” para realizar o transporte de entorpecentes entre Belo Horizonte/MG e o Rio de Janeiro/RJ, abastecendo a organização criminosa “Sala Vip” com drogas adquiridas em parceria com a facção Terceiro Comando Puro. Competia a André Vinícius de Souza Cezário, vulgo Mantega, a negociação e venda de cocaína, crack (referido nas conversas como “gordura” ou “óleo”) e drogas sintéticas (“K4” e “K9”). Detectou-se, ainda, nas referidas conversas, a venda de armas de fogo curtas, tratadas como “oitão” Ele tinha também por hábito auxiliar os membros da organização criminosa em ações assistenciais promovidas no aglomerado Cabana do Pai Tomás, como aquela que ocorreu no Natal de 2023, quando centenas de aves “Chester foram distribuídos à população local. Ele também custeava as despesas de outros integrantes da organização criminosa com honorários advocatícios e com aluguel de telefones celulares dentro de unidades prisionais. Manteiga também monitorava a atividade de empresas que disponibilizam serviços de internet no aglomerado Cabana do Pai Tomás e impedia que estas concorressem com a pessoa jurídica Top Net Telecom Vista Alegre Ltda, em cujo quadro societário figurava o pai de Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba. A quadrilha tinha também Gabriel Pereira de Oliveira, vulgo Chavosinho, realizar o comércio de drogas, a quem eram confiados a atos violentos destinados a aterrorizar a população ordeira, como incêndio de ônibus do transporte público de passageiros que acessavam o aglomerado Cabana do Pai Tomás, em retaliação a ações policiais. Gabriel passou a ser presença constante no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro/RJ, área dominada pelo Terceiro Comando Puro – TCP, onde Rafael Carlos da Silva Ferreira, vulgo Paraíba, foragido da capital mineira, encabeçava o tráfico de drogas, sob autorização de Anderson Rosa Mendonça, vulgo Coelho.O criminoso foi preso em flagrante no dia 03/09/2024 durante uma operação da Polícia Militar no Complexo da Maré, Rio de Janeiro/RJ, região de domínio do Terceiro Comando Puro. Na ocasião Gabriel encontrava-se na companhia de comparsas e as forças de segurança lograram apreender com os presos 07 (sete) fuzis, 05 (cinco) pistolas, drogas, carregadores, celulares e granadas. Presa no Rio, Bruna Neiva Clem Galdino era tesoureira da quadrilha. Sob ordens de Paraíba, ela agoa efetuando depósitos bancários relativos a produto da venda de entorpecentes, utilizando a própria conta bancária para movimentar valores da organização criminosa e realizando pagamentos em espécie para fornecedores de drogas ilícitas. Ela atuava diretamente na comercialização de entorpecentes e outras substâncias proscritas como lança-perfume, não se limitando a exercer a contabilidade do tráfico de drogas. O maior operador financeiro do bando era Judeudson Cleves Andrade. Suas ovimentações financeiras ao longo dos últimos anos alcançaram mais de R$12.000.000,00 (doze milhões de reais), sem que houvesse qualquer justificativa legal ou fática para tanto. FONTE: Relatório da Polícia Civil de Minas Gerais disponível no site Jusbrasil

Doca (CV) tem mais uma prisão preventiva decretada por homicídio de rival do TCP que caiu no ‘Tribunal do Tráfico’ em Belford Roxo

O chefão do Complexo da Penha, Edgar Alves de Andrade, o Doca ou o Urso, teve mais uma prisão preventiva decretada essa semana por conta de um homicídio cometido na comunidade do Castelar, em Belford Roxo. Outros cinco bandidos também são suspeitos do crime, entre eles, Soró, apontado como o frente da localidade. O crime em questão foi praticado em 30 de dezembro de 2023. A vítima foi José Cleiton Nunes Pereira. Consta da denúncia que o crime foi praticado por motivo torpe, na medida em que serviu para demonstrar a força e o poder da facção criminosa Comando Vermelho, sendo que a vítima foi identificada como ligada à facção rival denominada Terceiro Comando Puro, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi surpreendida quando estava próximo a uma “boca de fumo”, pela superioridade numérica e armada dos denunciados, os quais o levaram para ser submetido ao Tribunal do Tráfico e executado, sem quaisquer chances de defesa. Consta, ainda, que no mesmo dia os denunciados e um adolescente já falecido ocultaram e destruíram o cadáver da vítima, o qual não foi encontrado até a presente data. FONTE: Site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Relatório policial dá mais detalhes sobre atuação de quadrilha capixaba baseada no Rio alvo de operação hoje no Complexo da Maré (TCP). COMO FUNCIONAVA A LAVAGEM DE DINHEIRO

Segundo mais um relatório da Justiça obtido pela reportagem sobre a quadrilha capixaba alvo de operação hoje no Complexo da Maré, , os líderes do bando, os Irmãos Vera” auxiliaram no desenvolvimento do Terceiro Comando Puro (TCP) no Espírito Santo.tendo como pressuposto a atuação baseada no tráfico ilícito de entorpecentes. Em razão da forte influência existente a partir do Estado do Rio de Janeiro, local em que o TCP surgiu, os Irmãos Vera passaram a extorquir de empresas locais prestadoras de serviços de internet e de fornecimento de água e gás o pagamento de valores como condição de atuação e, em alguns casos, até mesmo avocar, sob coação, violência e ameaça, a administração desses provedores e empresas, fundamentados e justificados pela condição de liderança do tráfico ilícito de entorpecentes. Tal fato, de extrema gravidade, demonstrou novo viés da influência do tráfico carioca no Espírito Santo, indicando que a criminalidade tem avançado cada vez mais na ocupação dos espaços socais, se inserindo na prestação de serviços gerais, como ocorre no estado do Rio de Janeiro, tendo o tráfico e as milícias se colocado como fornecedores de internet, gás, dentre outros, à comunidade sobre sua influência e em situação de vulnerabilidade social Foi possível extrair do aparelho de celular de investigados informações sobre a existência de contas bancárias utilizadas por um dos irmãos Vera para receber os valores ilícitos provenientes do tráfico de drogas e das extorsões praticadas, sendo então solicitado ao COAF (Conselho de Controle de Atividade Financeiras) o encaminhamento de Relatório de Inteligência Financeira vinculado ao investigado. foi possível constatar indícios concretos da participação dos investigados e de pessoas jurídicas a eles vinculadas em sofisticada rede de lavagem de capitais, existindo inclusive aparente “banco paralelo” com a finalidade de dar aparência lícita aos valores advindos da prática delitiva. Um dos envolvidos era parte fundamental no esquema de lavagem de dinheiro, sendo o responsável por receber valores decorrentes de extorsão a empresários, que implicam em uma rede de financiamento associada ao tráfico de drogas, além de possuir endereço no Rio de Janeiro, no local onde Nomeficou escondido antes de sua prisão. A análise de suas movimentações financeiras não deixou dúvida acerca da procedência ilícita dos valores movimentados em suas contas bancárias, tendo em vista a incompatibilidade com sua renda declarada. Essa pessoa era companheira do traficante Kamu e parte fundamental do esquema, auxiliando seu companheiro no recebimento de valores decorrentes de extorsão do tráfico de drogas, sendo sua conta uma das mais utilizadas pela ORCRIM para inserção do dinheiro no sistema financeiro.Uma outra mulher d dona da uma casa lotérica situada na região da Maré, no Rio de Janeiro/RJ (local onde um dos irmãos Vera estava homiziado), sendo esse estabelecimento uma das pessoas jurídicas que, em razão de seu fluxo de dinheiro em espécie, recebia depósitos de valores da ORCRIM. Consta nos autos que, apesar de ter recebido auxílio emergencial durante o período de pandemia, apresentou intensa movimentação financeira com valores absolutamente incompatíveis com sua renda, se utilizando de um esquema de lavagem de dinheiro por meio de pagamento de boletos.Outros dois participantes do bando verifica-se que ambos, utilizando de suas contas pessoais e de suas pessoas jurídicas, criaram uma instituição financeira que operava de forma paralela ao sistema bancário e ligado à facção TCP, lavando dinheiro ilícito do tráfico do ES e RJ, com um complexo esquema para diversificar as formas de introdução dos valores ilícitos no sistema financeiro. Para dissimular valores ilícitos, também utilizam a conta da filha menor tendo os relatórios de inteligência financeira apontado movimentação de milhões de reais. O dono de um provedor de internet se alinhou aos interesses da ORCRIM e se tornado parte dela, sendo o responsável por interferir deliberadamente no serviço de Internet das regiões sobre a influência do TCP e extorquir empresários, usando ainda métodos de sabotagem, como cortes de fiação, para forçar clientes a migrar para sua empresa. Além disso, o investigado estava auxiliando um dos irmãos Vera na aquisição de equipamentos para monitoramento, como câmeras, como forma de evitar as ações policiais e exercer controle nas comunidades em que estão inseridos Mais quatro citados na investigação integram a organização criminosa emprestando suas contas bancárias para recebimento de valores ilícitos, decorrentes de extorsão e tráfico de drogas, tanto aquelas cometidos sendo que os investigados residem no ES, em áreas dominadas pelo TCP. Sócios de uma loteria uanto receberam, por meio da pessoa jurídica, valores expressivos dos representados Nomee Nome, utilizando do fato de que casas lotéricas são negócios frequentemente utilizados na lavagem de dinheiro ilícito por lidarem com grande fluxo de dinheiro em espécie. Retira-se dos relatórios de inteligência financeira que a movimentação da lotérica é totalmente incompatível com sua renda declarada, bem como de seus sócios, chegando a movimentar, em um curto período (01/02/23 a 31/07/23), mais de 27 milhões de reais. FONTE: Relatório da Justiça do Espírito Santo disponível no site Jusbrasil

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