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investigação

Influenciadora e filha foram achadas mortas no Rio

A influenciadora Lidiane Lorenço, de 33 anos, e a filha, Miana Sophya, de 15, foram encontradas mortas em um apartamento no Rio de Janeiro na sexta-feira (9). Naturais de Santa Cecília (SC), Lidiane vivia no Rio há alguns anos, onde trabalhava como modelo, estudava medicina e tinha mais de 50 mil seguidores nas redes sociais. A filha havia se mudado recentemente para morar com ela. O caso é investigado pela 16ª DP (Barra da Tijuca). Diligências estão em andamento para apurar os fatos. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, de acordo com o comando do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), na quinta-feira (09/10), policiais da unidade foram acionados para verificar uma ocorrência na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O Corpo de Bombeiros já estava no local, onde foram encontradas duas pessoas em óbito. A equipe do 31º BPM permaneceu no local para preservar a área até a chegada da perícia. A ocorrência foi encaminhada à 16ª DP. FONTE: PCERJ e PMERJ

Traficante Corinthians, chefão do TCP na Baixada, comanda um esquema de roubo a motoristas de aplicativo e recebe metade do dinheiro do que é arrecadado. SAIBA COMO FUNCIONA

O traficante Corinthians que comanda o Barro Três, em Duque de Caxias, dominado pelo Terceiro Comando Puro, recebe metade do que uma quadrilha fatura com o roubo de veículos de aplicativo na região. Ele tem um gerente que providencia os roubos, vulgo Mano ou Kikito. Os bandidos chamam os motoristas de aplciativo para o beco do Esquilo ou Travessa Nilton Campos, onde o motorista é abordado, tem suas contas bancárias esvaziadas e em seguida o carro é levado para o corte na comunidade do Barro 3. Os criminosos Robert, Marcos, Jefferson, Neguinho, Wallace, Guilherme, MT, Vitinho, Babu são responsáveis por abordar as vítimas. Elas são abordadas e obrigadas a colocar a senha no celular até a conta bancária ser esvaziada. Que a vítima que se nega a dar a senha ou não se lembra, é agredida até o telefone celular ser desbloqueado. como sendo um dos que aborda as vítimas. Os criminosos prestam contas a Nikito, que posteriormente o dinheiro ser repassado a Corinthians. Em média são feitos uns vinte roubos desse modo por semana. Os horários que os suspeitos chamam os motoristas pelo aplicativo são aleatórios O vulgo MT é quem vai levar as armas de fogo para quadrilha e quem faz o recolhe do dinheiro. Algumas mulheres chamam os motoristas através dos aplicativos uber e 99 táxi para Travessa Ceará nº 10, Travessa Milton Campos nº 10 e Estrada Francisco Netto 115 todos localizadas na Comunidade Parque São José. FONTE: Polícia Civil do RJ

Polícia investiga homicídios de dois caçadores achados mortos a tiros e com marcas de tortura em uma região de mata em Angra

A polícia investiga as mortes de dois caçadores que foram achados cujos corpos foram achados no último domingo (5) com sinais de tortura e perfurações à bala no sertão do Frade, em Angra dos Reis. Eles foram identificados como Adonias Gomes de Oliveira, de 45 anos e Robson Alves Cipriano, de 29 anos. PMs do 33º Batalhão foram acionados e os agentes entraram na mata, um local é de difícil acesso — a cerca de duas horas de caminhada mata adentro. A perícia foi acionada e, após autorização, os corpos foram retirados O duplo homicídio foi registrado na 166ª DP, que investiga o caso. Adonias foi encontrado morto no dia do aniversário, quando completou seus 45 anos de idade. FONTE: PMERJ e PCERJ

Traficante que teria implantado o CV na Bahia controla os negócios diretamente do Complexo da Penha

Investigações demonstraram que a organização criminosa Raio A , sob a liderança de Manoaldo Falcão Costa Júnior, vulgo “Gordo Paloso”, opera a partir das favelas Mandela ePenha, no Rio de Janeiro, coordenando a distribuição de drogas para diversos estados do Brasil, com especial atuação na Bahia. Ele estaria homiziado desde 2016 em favelas do Rio de Janeiro, notadamente no Complexo da Penha – principal reduto do CV – convivendo lado a lado com lideranças do Comando Vermelho, como Anderson Souza (“Buel”). Há indicativos de que Manoaldo foi o responsável pela implantação do Comando Vermelho na Bahia, estabelecendo ponte entre a facção carioca e grupos criminosos locais (como o Raio A). Mensagens de áudio, texto e fotos demonstram claramente essa tentativa de Manoaldo de fazer do Bairro São Pedro em Itabuna a mesma estrutura criminosa das favelas cariocas, ou seja,controle total da criminalidade e de serviços essenciais, além de impedir acesso das forças policiaisao local. Autointitulado “Panda”, utiliza a foto do animal, simbolo da liderança do Comando Vermelho, Anderson Souza (“Buel”), também chamado “Tropa do Cris”. Operação das forças policiais do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão descobriu a casa onde possívelmente Buel residia “No Rio de Janeiro, Gordo Paloso controlava tudo auxiliado pela sua ex-mulher que busca contas bancárias em nomes de terceiros para “alugar” e assim receber os recursos ilícitos em troca de uma determinada quantia a titulo de “aluguel” Outro integrante desse núcleo no Rio de Janeiro teve sua conta utilizada com o seu consentimento para transações financeiras relativas ao tráfico de drogas e como “laranja” do Gordo Paloso na Casa De Festa Estrela Da Vinte.” “Outra operadora financeira estabelecida no Rio de Janeiro, se encontra presa e apesar das informações da quebra de sigilo bancários de transações relevantes com outros integrantes da Organização Criminosa, inclusive, transferências bancárias de milhares de reais para empresas de fachada em Foz do Iguaçu, em sede de interrogatório não consegue explicar o motivo destas transações.” Além de São Paulo e Rio de Janeiro a Orcrim possuía células distribuídas em Itabuna, Ilhéus, Camacan, Aracaju, Brusque, Rondônia e Foz do Iguaçu, sendo identificados múltiplos núcleos operacionais responsáveis por distribuição de entorpecentes, armazenamento de armas de fogo e ocultaçãode valores ilícitos através de “laranjas” e empresas de fachada.” FONTE: TJ-BA

Traficante do CV morto hoje na Praça Seca foi ‘promovido’ na facção após conquistar território. Bairro onde ocorreu a morte tinha dono (que caiu no ‘tribunal’) que arrendava áreas para chefões

Anos atrás, o traficante Matuê, morto em confronto com a polícia hoje na Praça Seca, atuava no Morro do 18, em Água Santa, e já era naquela época considerado homem de guerra da facção Comando Vermelho atuando muito na conquista de novos territórios. Em uma destas conquistas, Matuê  acabou ganhando uma “promoção”, ficando como frente do Morro da Barão, na Praça Seca. A região da Praça Seca tinha um dono: era o traficante Paulo Muleta, que teria caído no ‘tribunal do tráfico’ do Comando Vermelho há alguns anos.Muleta, no entanto, não geria os negócios: ele  arrendava a região para outros traficantes, ou seja, cobrava um valor para que a comunidade fosse explorada com o tráfico de drogas, sendo assim expandindo seus domínios;  Entre as lideranças que arrendavam a área estavam Doca, Abelha e Pedro Bala, que deixaram pessoas de sua confiança como “frentes” gerenciando atividades criminosas ali desenvolvidas;  Na comunidade da Barão o “frente atual” é o bandido de vulgo “Tiriça” e na comunidade do Bateau Mouche os “frentes” são os traficantes de vulgo “Sussê” ou “Sussé” e “DVD”. FONTE: TJ-RJ e Polícia Civil do RJ

Saiba como agia uma das maiores quadrilhas de roubos a farmácias no Grande Rio. Três foram presos

A Polícia Civil capturou hoje três integrantes de uma das maiores quadrilhas especializadas em roubos a farmácias na capital e na Região Metropolitana. Um adolescente também foi apreendido na ação. Os bandidos foram interceptados, na Avenida Brasil, altura de Manguinhos, no momento em que estavam em deslocamento para cometer mais um delito em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, após ação de inteligência e monitoramento da unidade. O trabalho investigativo da equipe da 15ª DP identificou que os criminosos atuavam com extrema violência. Eles entravam nas farmácias, rendiam os funcionários e, em muitos casos, mantinham as vítimas amarradas e trancadas em depósitos internos, enquanto roubavam produtos de alto valor. Os principais alvos eram medicamentos de uso controlado e de grande procura no mercado paralelo, como: canetas emagrecedoras, medicamentos voltados ao tratamento de diabete, anticoagulantes e cosméticos de alto valor de mercado. As investigações apontaram que, em apenas uma semana, a quadrilha foi responsável pelo roubo de, pelo menos, cinco farmácias no Rio e em Niterói. O prejuízo estimado aos estabelecimentos já ultrapassa R$ 1 milhão, apenas com base nesses cinco roubos identificados em curto espaço de tempo. Na madrugada da segunda-feira, os criminosos haviam roubado uma unidade de uma drogaria, na Gávea. As diligências tiveram início imediatamente após a equipe policial tomar ciência de um roubo em uma farmácia, na Zona Sul do Rio, em junho deste ano. Desde então, parte dos envolvidos já havia sido presa também por policiais da 15ª DP, mas outros integrantes permaneceram foragidos — até a operação desta madrugada, que resultou na captura dos demais. Os agentes identificaram vídeos nas redes sociais de integrantes da quadrilha ostentando malotes de dinheiro proveniente dos roubos. O menor apreendido também usava a internet para mostrar as caixas de canetas emagrecedores roubadas. Os autores foram presos no momento em que saíam da comunidade do Jacaré, em Manguinhos, onde foram abordados por agentes que já monitoravam o grupo. Durante a abordagem, na posse de uma das mulheres, os policiais encontraram um simulacro de arma de fogo e facas utilizadas para intimidar as vítimas. Todo o material foi apreendido e encaminhado para a 15ª DP, e passará por perícia. As apurações também demonstram que cada integrante possuía um papel definido dentro da associação criminosa. As duas mulheres eram responsáveis por portar e ocultar o simulacro e as facas, utilizados para coagir os funcionários e dar suporte à ação criminosa. O adolescente, de 16 anos, atuava de forma agressiva, intimidando diretamente as vítimas e liderando as abordagens dentro das farmácias. O menor já possuía um mandado de busca e apreensão pela prática anterior de fato análogo ao crime de roubo. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos na ação criminosa e capturar o sexto integrante da quadrilha. FONTE: Polícia Civil do RJ

Operação mira cúpula do CV no Rio

Em uma grande resposta ao crime organizado, a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) representou pela prisão dos chefões e de outros membros da facção narcoterrorista Comando Vermelho por integrarem um grande esquema de roubo de veículos no estado fluminense. Nesta terça-feira (07/10), agentes da 53ª DP (Mesquita) e da 18ª DP (Praça da Bandeira) estão nas ruas para cumprir 20 mandados de prisão preventiva contra integrantes do grupo. A ação emblemática é um importante passo da Polícia Civil para responsabilizar essas lideranças, com a aplicação da chamada Teoria do Domínio Final do Fato. O intenso trabalho investigativo, que durou dois anos, identificou uma complexa teia de atividades ilícitas que financiam a facção. Cada criminoso tinha uma função específica para a execução dos roubos, sendo os veículos levados para comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, com autorização dos chefes locais e ciência de toda a estrutura da facção. O roubo de veículos representa uma das principais fontes de financiamento da organização criminosa, justamente pela alta rentabilidade e liquidez desse tipo de crime. Os indiciados são: Luiz Fernando da Costa, o “Fernandinho Beira-Mar”;Ricardo Chaves de Castro Lima, o “Fú”;Márcio Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”;Ocimar Nunes Robert, o “Barbozinha”;Paulo César Batista de Castro, o “Paulinhozinho”;Cláudio Augusto dos Santos, o “Jiló”;Marcus Vinícius da Silva, o “Lambari”;Márcio Gomes de Medeiros Roque, o “Marcinho da Paula Ramos”;Juan Roberto Figueira da Silva, o “Cocão”;Durval de Araújo Alexandre, vulgo “Ratinho” ou “Rato Velho”;Jefferson Luiz Rangel Marconi;Adriano Barbosa de Souza, o “Graxinha”;  Leandro Daniel de Souza Araújo;Lucas Emanuel da Silva Claudino, o “Natureza”;Anderson da Conceição Rocha, o “Adidas” ou “Gazela”;William Sousa Guedes, o “Corolla” ou “Chacota”;Marcelo Bastos Fernandes, o “Ratinho”;  Adriano Souza Freitas, o “Chico Bento”;Raphael Felisberto da Silva’, o “Pivete”;e Wilton Carlos Rabelo Quintanilha, o “Abelha”. Com provas contundentes, após investigação meticulosa, a autoridade policial utilizou-se da medida que permite responsabilizar não apenas os autores imediatos dos roubos, mas também as lideranças que, mesmo sem participar da execução direta, são os verdadeiros articuladores desses crimes e se beneficiam do resultado criminoso, tendo o domínio da ação delituosa. Parte deles já está presa, e os mandados serão cumpridos no sistema penitenciário. Os demais estão foragidos da Justiça. A ação representa um divisor de águas na garantia da responsabilização dos atos transgressores, abrindo precedente para adoção dessa teoria por todas as delegacias de polícia do estado contra as chefias das organizações criminosas, que, até então, saíam ilesas. Com essas prisões, os integrantes que já se encontram presos, passam a ter prejudicada qualquer possibilidade de soltura com base em progressão de regime ou outro benefício legal. A polícia prossegue na investigação buscando a localização dos demais membros que estão soltos. FONTE: Polícia Civil do RJ

Máfia dos cigarros ou contravenção: hipóteses investigadas para execução de policial em Niterói

O inspetor da Polícia Civil Carlos José, de 59 anos, foi executado ontem em Niterói com pelo menos 12 tiros de dois calibres diferentes. Segundo a Delegacia de Homicídios (DHNSG), o crime foi premeditado, e a vítima vinha sendo seguida há alguns dias. Os criminosos usaram um Ônix branco clonado na ação. Agora, a polícia investiga se o crime está ligado à contravenção, à máfia de cigarros ou ao trabalho do policial que atuava na delegacia de Madureira (29ª DP), região que tem muitos conflitos entre traficantes do Terceiro Comando Puro e do Comando Vermelho. Três suspeitos foram presos pelo crime, dentre eles dois PMs. O Sistema de Cercamento Eletrônico e as câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói foram fundamentais para auxiliar as forças de segurança a prender três suspeitos envolvidos na morte de um policial civil em Piratininga na manhã desta segunda-feira (06). Desde as primeiras horas após o crime, os guardas municipais do Cisp — que conta com mais de 600 dispositivos eletrônicos de monitoramento, incluindo as câmeras inteligentes do cercamento espalhadas por toda a cidade — identificaram um veículo Ônix branco que teria sido usado no assassinato. Com base nas imagens do sistema de Cercamento Eletrônico, foi possível monitorar todo o trajeto feito pelo carro. Uma das suspeitas levantadas é de que o veículo seria clonado; o carro verdadeiro, de São José do Rio Preto (SP), estava sendo colocado à venda. O Ônix branco utilizado pelos criminosos foi abandonado em uma estrada vicinal e incendiado na tentativa de apagar os rastros. Através do convênio do Cisp com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o serviço de inteligência dos órgãos cruzou informações e descobriu que o veículo havia saído de Niterói em direção ao Rio de Janeiro, orientando as forças de segurança para localizá-lo em Xerém. Agentes de diversas forças de segurança acionaram simultaneamente a Polícia Militar e a Delegacia de Homicídios (DH). “Tão logo os agentes da Guarda Municipal que atuam no Cisp souberam do crime iniciaram a coleta de informações. Assim, em contato com os policiais que atendiam a ocorrência, souberam que o veículo utilizado pelos criminosos foi um Ônix branco. Não existia nenhuma outra informação do veículo. Nosso sistema de inteligência artificial fez o rastreamento com os dados disponíveis e identificou o veículo e a rota de fuga utilizada. Foi um trabalho de tecnologia e integração que permitiu um resultado rápido”, detalhou o secretário de Ordem Pública, coronel Gilson Chagas. As investigações do Cisp apontaram ainda que um Jeep Compass preto, também envolvido no crime, passou pelas câmeras de monitoramento neste domingo (05), com a placa regular e sem histórico ou registro de roubo naquele momento. A informação foi confirmada pela equipe de inteligência do Cisp, por meio do cruzamento de dados do sistema. “A integração entre as forças de segurança é fundamental para esses bons resultados”, afirmou Felipe Ordacy, secretário do Gabinete de Gestão Integrada de Niterói. “É muito importante que a Prefeitura mantenha esse acompanhamento e união com as polícias. O criminoso não é municipal, nem federal, nem estadual. Temos que nos unir para defender a população, e é isso que Niterói faz”, disse. FONTE: Polícia Civil do RJ e Prefeitura de Niterói

Como era a atuação de uma das maiores quadrilhas que forneciam armas para facções criminosas do RJ. Grupo agia desde 2022 mas só este ano foi aberto processo criminal contra os envolvidos

Depois de dois anos de descoberta a atuação de uma quadrilha que trazia armas de outros estados para serem vendidas à facções criminosas no Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça abriu processo contra os envolvidos. A investigação revelou a atuação do bando entre novembro de 2022 e março de 2023, em diversas unidades da Federação. O foco principal do grupo era, em suma, o comércio ilegal de arma de fogo, relativo ao transporte, à exposição à venda e ao fornecimento de armas de fogo, acessórios ou munições, inclusive de uso proibido ou restrito, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Em março de 2023, o grupo sofreu um grande desfalque com a apreensão na Rodovia Presidente Dutra de 13 pistolas com kit rajada de calibre 9mm, todas com numeração de série suprimida por intensa ação mecânica, 31 (trinta e um) carregadores, sendo 11 estendidos e 20 normais, todos de calibre 9mm com 30 munições, além de 1 (um) fuzil calibre 762mm, 4 (quatro) carregadores cilíndricos calibre 556, com capacidade para 100 munições cada, 01 (um) carregador calibre 7,62mm, estes de uso proibido. A atuação da associação, ademais, tinha abrangência interestadual, pois os serviços (as rotas) tinham origem, normalmente, no estado do Paraná, mais precisamente em Foz do Iguaçu, e destinos intermediário e final, frequentemente, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, o que inclusive justificava toda a dinâmica relacionada aos aluguéis dos imóveis e automóveis, para viabilizar o transporte do armamento. O líder do bando era um homem chamado Mateus. Ele selecionava e repassava os serviços e encomendas, definia as rotas das viagens, controlava a movimentação e a atividade dos demais integrantes, escolhia os executores dos “serviços”, autorizava pagamentos e estabelecia conexões com os adquirentes e recebedores das armas de fogo comercializadas, além de também orientar os demais integrantes, para que demonstrassem cautela em suas atividades. Mais especificamente, ele definia as datas e os motoristas dos transportes das cargas de armamento, autorizava o uso dos automóveis alugados pela associação e definia e repartia os valores pagos pelas entregas feitas. Sua esposa, Thaís, era por sua vez, a responsável pela locação dos veículos utilizados no transporte das armas de fogo, munições e acessórios, assim como pela locação dos imóveis que eram usados pelos demais integrantes. Para além disso, ela também realizava pagamentos em nome ou em virtude de orientação de Mateus. O denunciado Pedro atuava pessoal e diretamente no transporte das armas de fogo, acessórios e munições, na locação dos veículos, na realização de entregas e no recrutamento de outros indivíduos para a associação (como demonstram os diálogos mantidos por ele com outros indivíduos, como o identificado pelo vulgo Sheik). No desempenho de suas tarefas, o demandado mantinha contato frequente com Mateus, de quem recebia orientações e para quem prestava contas sobre os serviços realizados. A denunciada Brenda, por fim, também desempenhava tarefas relacionadas ao transporte e fornecimento do armamento e estava direta, estável e conscientemente envolvida nas atividades do grupo criminoso. As estratégias do grupo eram (1) a locação de veículos e imóveis por pessoas que não conduziam os automóveis alugados nem se hospedavam diretamente naqueles bens; (2) o uso de grupos de aplicativos de mensagem, para compartilhamento, em tempo real, de informações sobre fiscalizações feitas pela PRF, e o uso de “batedores” – pessoas que se deslocava à frente dos comboios que transportavam as armas -, para que monitorassem o trajeto e alertassem sobre possíveis intervenções policiais; (3) uso de comunicação e linguagem velada – uso do termo “chuteira” para referencias a armas, e a supostas empresas, para disfarçar as demais atividades; (4) uso de diversas linhas telefônicas e de pessoas interpostas, para dificultar o rastreamento das atividades do grupo. ilegalmente comercializado. A apuração realizada pela autoridade policial revelou que, no período mencionado da atividade da associação criminosa, diversas viagens interestaduais foram realizadas, para transportar armas de fogo de uso restrito. Entretanto, além das viagens, os denunciados, nesse interregno, planejaram outros serviços e trocaram informações sobre os objetivos da associação e formas de auferir renda e expandir suas atividades, por meio de novas coletas e fornecimento de armamentos e a cooptação de outros integrantes para o grupo (como demonstram os inúmeros registros de contatos constantes dos autos, especialmente da Informação Sobre a Investigação, As provas obtidas durante a investigação ainda revelaram que os armamentos eram fornecidos a outros grupos criminosos, inclusive a facções criminosas com atuação na cidade do Rio de Janeiro. Em diversos momentos, os denunciados, especialmente os denunciados Pedro e Mateus, se comunicaram com os destinatários das cargas, e os registros desses contatos revelam a vinculação entre os interlocutores. FONTE: TJ-RJ

A TABELA DA PROPINA: Veja valores que eram supostamente pagos pela quadrilha de Rogério Andrade para batalhões e delegacias no Rio

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro confirmou à reportagem que a denúncia contra o contraventor Rogério Andrade consta uma contabilidade apreendida que mostra valores que eram supostamente pagos pela quadrilha a batalhões da PM e delegacias. Confira a tabela. Polícia Militar (PM): 2º BPM (Botafogo): R$ 25 mil4º BPM (São Cristóvão): R$ 11 mil5º BPM (Centro): R$ 22 mil19º BPM (Copacabana): R$ 48 milP2 do 19º BPM: R$ 6 mil23º BPM (Leblon): R$ 30 milBPtur (Turismo): R$ 45 milCPP (Comando de Polícia Pacificadora): R$ 5 milUPPs de comunidades como Vidigal, Macacos e Pavão-Pavãozinho (valores não especificados) Polícia Civil: Delegacias distritais: R$ 146 milDelegacias especializadas: R$ 135 milTambém foram citadas DELFAZ, DELECON e ICCE. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, segundo a Corregedoria interna da Corporação, um policial militar foi identificado no momento da operação do Ministério Público. Ele foi conduzido para a sede da 2ª DPJM na manhã desta sexta-feira (03/10) para prestar esclarecimentos e um procedimento apuratório será instaurado. O comando da corporação reitera que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos.” Em nota, a Polícia Civil informou que não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta e atividade ilícita, reiterando seu compromisso de combate ao crime em defesa da sociedade.” FONTE: MPRJ

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