Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

extorsão

Tráfico mandou incendiar van em Búzios

Traficantes mandaram incendiar uma van de uma cooperativa de transporte na madrugada de hoje em Búzios. Segundo a imprensa da região, a ordem partiu do bandido vulgo Jorbi, apontado como o novo líder do Comando Vermelho da região e que se encontra em regime semiaberto. O bandido estaria exigindo uma taxa mensal dos motoristas para permitir a circulação das vans. Como os trabalhadores se recusaram a pagar, ele mandou queimar o veículo.

Preso bandido que extorquia comerciantes e moradores no Quitungo (CV)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu hoje (14) Rafael da Silva Alves, o “Burgão”, suspeito de extorquir moradores e comerciantes nas comunidades do Quitungo e Guaporé, em Brás de Pina. Ele ainda cobrava aluguéis de imóveis tomados à força, além de taxas por serviços básicos e reformas . Burgão vivia em um dos imóveis e se apresentava como “administrador do condomínio”. A prisão é parte de uma operação para desarticular o grupo, e as investigações seguem em curso. FONTE: PCERJ

Narcomilícia tomou o controle de condomínio novinho em Nova Iguaçu e construtora não comunicou antes a futuros moradores

Após longos anos de sacrifício, planejamento financeiro minucioso e incontáveis pesquisas, os autores – um jovem casal com um bebê de apenas 1 ano de idade – tomaram a corajosa decisão de perseguir o maior dos sonhos da família brasileira: a conquista da casa própria. Em 11 de agosto de 2024, firmaram o contrato de promessa de compra e venda referente à unidade Apartamento BL03-0501, no empreendimento Conquista do Parque, em Noav Iguaçu, que representava mais que um imóvel, tratava-se do alicerce do lar que pretendiam construir com dignidade, segurança e amor para criarem seu filho. Na primeira vistoria que visava a entrega das chaves, realizada no dia 20/02/2025, foram constatadas diversas irregularidades e avarias, dentre elas a torneira quebrada, vidros estilhaçados e outros defeitos gerais, informados no ato. Outra sorte não teve na segunda vistoria, em 16/04, o autor pegou as chaves. Inobstante os defeitos constatados nas vistorias, o que mais importava erao bem-estar que o condomínio proporcionaria e, por esta razão, antes da assinatura do contrato, questionaram ao corretor sobre a segurança da região, já que não conhecia bem o local, sendo assegurado pelo profissional que, por se tratar de uma via principal, não havia registros de problemas relacionados à criminalidade. Todavia, o que deveria ser o marco de uma nova etapa de felicidade familiar transformou- se em um verdadeiro pesadelo emocional, pois, no dia 16/04/2025, os demandantes tiveram conhecimento de que a empresa administradora foi expulsa do condomínio por indivíduos relacionados ao tráfico de drogas da região , situação totalmente desconhecida pelos autores quando da assinatura do contrato. Importante enfatizar que, não só o autor foi surpreendido ao descobrir que o imóvel adquirido com grande esforço e expectativa de segurança e tranquilidade estava localizado em uma área marcada por elevados índices de violência e forte presença do tráfico de drogas, como grande parte dos condôminos.Foi possível descobrir que construtora não apenas sabia da obrigatoriedade local de pagamento aos narcomilicianos, bem como manteve “comissões” semanais aos “donos da rua” durante a construção do empreendimento. Destino diferente não poderiam ter os condôminos antes mesmo de todos eles ingressarem em seus apartamentos,e pegarem as chaves, já haviam ordens no grupo sobtre manter o custeio de comissões aos narcomilicianos do entorno que, tomaram para si o condomínio, informaram ao síndico que não terá possibilidade de contratar uma administradora, dando ordens como: O grupo narcomiliciano coordena a administração do condomínio, emite os boletos, recebe os valores e arca com os gastos que entender pertinentes; O síndico ter que convocar às assembleias uma pessoa que faz parte do grupo que domina o local, para acompanhamento; O portão manter-se aberto 24 horas por dia; Os serviços de gás, água e internet só podem ser adquiridos com os narcomilicianos. Os narcomilicianos armados invadiram o condomínio para combater grupos de facções rivais, momento em que proibem a utilização da piscina. A área é conhecida como a “faixa de gaza” na região, pois os tiroteios são historicamente constantes A construtora vendeu o o empreendimento como um local seguro, que realizaria o sonho da casa própria pois as pessoas estão correndo risco de morte iminente. Leia o que falou o síndico “Então, durante a construção do nosso condomínio, a gente tivemos algumas AQUIvisitas indesejáveis de pessoas famosas donas da área. É isso. E tiveram alguns peitamentos com a direcional. E hoje, pela tarde, eu presenciei um rapaz lá no condomínio. E esse rapaz era a pessoa. E a pessoa declarou que todo mundo tinha que vazar dali. É o enredo resumido. Eles não querem que ninguém da direcional assume e administre ali nosso condomínio. Eles querem propor as pessoas deles ali na administração, equipes de segurança, equipes de limpeza, etc. Têm uma empresa e eles querem que a empresa deles permaneçam no condomínio. Menezes conversou com ele, inclusive ele se apresentou no dia da vistoria nas áreas comuns para o Menezes e entrou em contato com o Menezes pessoalmente no privado, chegou até ligar para o Menezes hoje querendo conversar com ele pessoalmente e o Menezes estava ocupado e não poderia e eles marcaram uma reunião para semana que vem. Resumidamente a ideal não vai ser nossa administradora mas eles não vão ficar, eles falaram que não estão aguentando mais, é ser retalhados e os meninos da segurança lá tiveram que providou instalando fibra ótica do nosso condomínio e não a claro. Não sei se vocês repararam, mas eu fui mandando mensagem durante a tarde, então algumas mudanças vão surgir. Menezes conversou com eles, eles não querem o nosso mal, só querem ganhar o dinheiro deles. É o resumo da ópera.” O que disse o assistente do síndico “O Menezes vai entrar em contato com eles, vai fazer uma reunião presencial para permanecer os valores da ideal. Não quer nenhum real a mais. Ele quer o valor da ideal ou um valor menor do que a ideal. Ele quer algo que não prejudique a gente.” As mensagens acima revelam fortes indícios da atuação da narcomilícia no condomínio, incluindo: 1) Tomada do condomínio pela facção local; 2) Toque de recolher imposto por traficantes e recomendação para não sair de casa após determinado horário; 3) Pedido de socorro de moradores; 4) Alerta de tiroteios e confrontos frequentes; 5) Imposição de serviços (ex: internet); 6) Ameaças diretas aos moradores; 7) Extorsão (“paga ou sai”); 8) Abandono pela administradora inicial (Direcional). 9) Medo de sair de casa; 10) Sensação de estarem vivendo sob domínio criminoso; 11) Frustração e desespero; 12) Tentativas de revenda imediata do imóvel por não conseguir habitar; 13) Notícias de portais locais: Links e imagens de matérias jornalísticas sobre a violência no bairro, com menção direta ao conjunto habitacional ou às imediações, confirmando o contexto alarmante. 14) Avisos extraoficiais de segurança: Captura de mensagens com orientações entre vizinhos sobre rotas seguras e dias em que o tráfico “libera” a circulação, evidenciando a perda total de liberdade e tranquilidade. Posteriormente, os compradores souberam que, à época, havia uma recomendação de um conselheiro para manter os portões e a portaria

Comerciante foi morto por bandidos que exigiam taxa para seu negócio funcionar em Caxias

Um comerciante foi morto na noite de ontem ao ter seu estabelecimento metralhado por criminosos que exigiam uma taxa para a loja funcionar no Parque Fluminense, em Duque de Caxias. Douglas Santana Oliveira era conhecido na região por ser proprietário de um pequeno comércio chamado ”Point do Churrasco”, onde o crime ocorreu. Bombeiros do quartel de Duque de Caxias se deslocaram até a região e confirmaram o óbito ainda no local. Agentes do 15º BPM (Duque de Caxias) também atenderam a ocorrência de homicídio.Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Douglas já sem vida, vítima de diversos disparos de arma de fogo. A área foi isolada para o trabalho da perícia. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense realizou a perícia no local e faz diligências estão em andamento para identificar a autoria e a motivação do crime. Douglas tinha 31 anos e deixou dois filhos. FONTE: Portal D3 A Fênix (Facebook)

CV montou uma narcomilícia na Chatuba de Mesquita

Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) fazem hoje uma operação para combater a expansão territorial do Comando Vermelho em Mesquita, na Baixada Fluminense. As apurações demonstraram que uma das  lideranças do Comando Vermelho na Baixada Fluminense montou uma verdadeira estrutura criminosa na região da Chatuba, com distribuição de tarefas e exploração da população local, além da venda ilegal de drogas. As investigações tiveram início após mapeamento do narcotráfico e extorsões que ocorriam na região, com instalação de barricadas em vias públicas, exploração de serviços essenciais, comércio de drogas e presença armada de narcomilicianos. O objetivo da ação, que conta com o apoio de outras delegacias especializadas, é cumprir mandados de busca e apreensão, a fim de reunir informações que auxiliem em investigação em curso. Até o momento, um homem foi preso em flagrante e um adolescente infrator foi apreendido. Também houve apreensão de drogas .As diligências são resultado de um minucioso trabalho investigativo desenvolvido pela DRE ao longo de sete meses, no bojo de um inquérito que apura a atuação de integrantes do CV na localidade da Chatuba de Mesquita. As medidas cautelares foram deferidas pela Justiça após robusta demonstração da estrutura e atuação da facção criminosa na região. FONTE: PCERJ

Preso policial civil que comandava esquema de extorsão a casas de prostituição, bingos e ferros velhos no Rio

O Ministério Público Estadual do Rio prende hoje o policial civil aposentado Alcino Luiz Costa Pereira. Ele é apontado como líder de um grupo de policiais civis que exigia propina de donos de casas de prostituição, bingos clandestinos, ferros-velhos e outros estabelecimentos ilegais para evitar investigações. Pelo envolvimento no esquema, o GAECO/MPRJ denunciou Alcino e mais cinco policiais civis por diversos atos de corrupção passiva. A ação conta com o apoio da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol). De acordo com as investigações, os crimes ocorreram de forma contínua entre 2018 e 2022, envolvendo principalmente agentes lotados na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM-Centro). Alcino, apontado como o articulador do grupo, organizava a distribuição das cobranças entre os policiais e se comunicava diretamente com os donos dos estabelecimentos. A denúncia é um desdobramento da operação Fim da Linha, deflagrada em 2022. Na ocasião, o GAECO/MPRJ já investigava um esquema de corrupção sistêmica em delegacias especializadas do Rio de Janeiro. Alcino já havia sido denunciado em outro processo ligado à mesma operação, por condutas semelhantes. 

Jovem catador foi morto em Magé e corpo sumiu. Vigia que extorquia trabalhadores é suspeito

Um morador de Piabetá foi morto por um segurança no lixão de Bongaba em Magé Segundo informações de pessoas da região, o jovem de 25 anos foi assassinado catando reciclagem. E o corpo desapareceu. Rafael Silva de Souza foi interpelado por um vigia que exigia uma “diária” de R$ 50 a R$ 60 para permitir o trabalho na área — prática considerada ilegal. Mesmo após já ter pago a quantia a outro segurança no início do dia, Rafael foi cobrado novamente após a troca de turno. Sem dinheiro, ele se recusou a pagar. Testemunhas afirmam que houve uma discussão, e o vigilante atirou contra Rafael e o derrubou. Outros tiros teriam sido ouvidos em seguida. Estima-se que Rafael tenha sido atingido por pelo menos 3 disparos. Quando a família chegou ao local, o catador já havia desaparecido. O vigia suspeito não foi mais visto. FONTE: O Mensageiro e Na Cara da Sociedade (Facebook)

Milícia de Belford Roxo se associou a vereador e obrigava moradores a votar nele. Bandidos aterrorizaram a população e tinham a estratégia de fazer com que as pessoas pedissem socorro ao político parceiro

A milícia do Xavantes, em Belford Roxo, que foi alvo recente de uma operação do MPRJ, obrigaram moradores a votarem em candidatos a prefeito e vereador..Usando fuzis e pistolas, eles organizavam o voto dos moradores. Eles abordavam as pessoas e ameçavam quem morava na região os obrigando a votar nos candidatos indicados por eles. Os bandidos ameaçavam até mesmo funcionários da Prefeitura. A Agência de Inteligência e Buscas do 39º BPM, enviou o relatório de index 123887902, bem circunstanciado e que, em tese, confirmaria os fatos narrados no disque-denúncia, destacando-se que um vereador que foi candidato a releição possuiria, em tese, ligações estreitas e diretas com os milicianos atuantes no bairro Xavantes, nesta comarca. O documento indicou que o grupo de milicianos que age no bairro Xavantes atuava em parceria com o vereador, por meio das práticas inerentes aos grupos de milicianos, tais como causar uma falsa sensação de segurança mediante extorsão a comerciantes, mediante a cobrança de “taxas” que variam de R$ 20,00 a R$ 150,00 por semana, sob pena de represálias em caso de recusa no pagamento. Consta, ainda, do citado informe que o grupo criminoso praticava violência contra comerciantes, induzindo-os a pedir socorro ao político, que, por seu turno, prometia aos comerciantes a solução do problema, passando, assim, a falsa imagem de atuação na segurança do bairro que implicaria em mais votos para o candidato. O bandido vulgo Kibe liderava o grupo o qual seria parceiro do político ajudando-o diretamente na manipulação das votações em várias regiões do bairro e, em troca, o bando receberia vantagens e blindagem para que continuem a explorar as atividades ilícitas na região. Diversos foram os outros integrantes do grupo miliciano identificados pela AIB do 39º BPM, vejamos: Pim, Puga, Julico, Felipe Macaco, Dudu, Orelha, Jefinho e Titi, sendo Pim seria o 2° homem na hierarquia da malta, atuando, hodiernamente, na qualidade de “chefe interino” do bairro Xavantes, cabendo-lhe as funções de recrutamento de cobradores para a milícia e de organização dos membros do grupo, inclusive indicando os locais alvos de cobrança. Aduza-se que “Pim” seria homem de confiança do candidato a vereador “, atuando como cabo eleitoral na sua campanha. Continuando na análise do trabalho de inteligência da PMERJ, apurou-se que outro integrante dessa milícia, vulgo Dudu,” e que além de e assumir a função de cobrador nas áreas dominadas pelo grupo, também praticada os demais atos inerentes a este tipo de associação criminosa. Cumpre ressaltar que Dudu foi preso em março deste ano enquanto realizava extorsões no bairro Xavantes, o que fez com que as cobranças do bairro ficassem a cargo dos milicianos Pulga e Julico. Pulga seria o responsável por fazer a ronda no bairro, realizar extorsões, intimidar, coagir ou eliminar pessoas que não estejam agindo de acordo com as regras impostas pelo grupo. Julico apontado como um dos principais atores criminosos em razão de sua facilidade de acesso ao grupo de milicianos do bairro Babi, que seriam liderados pelo também miliciano Kim ou Kim ALeijado. Ressalte-se que o trabalho investigativo indica que “Julico” atuaria juntamente com “Pulga” nas rondas do bairro Xavantes e em homicídios realizados pelo grupo contra seus desafetos. O Relatório da AIB do 39º BPM indica com grande probabilidade, a veracidade do narrado disque-denúncia já mencionado e reproduzido nesta decisão, tudo indicando a existência de ligação entre os milicianos acima citados com o candidato a vereador Além de todo o exposto, ainda foram colhidas imagens de alguns desses milicianos durante a campanha eleitoral do candidato a vereador Além disso, um candidato a prefeito foi espancado por homens encapuzados, supostamente aliados do candidato a vereador Conclui o MPE, dizendo que “O que se vê, portanto, são indícios claros de que o candidato a vereador “se aliou à milícia que atua no bairro do Xavantes para coagir eleitores e obter votos, agredindo, inclusive, políticos com viés ideológico distinto, algo que claramente interfere na paz pública e no devido processo eleitoral, A milícia do Xavantes praticaria extorsão de comerciantes, corrupção policial, torturas e homicídios de desafetos. Eles praticam crimes contra moradores e comerciantes, impondo verdadeiro cenário de terror. Ademais, é visível que tal grupo criminoso também possui conflitosarmados frequentes com grupos rivais, inclusive mediante o uso de armas de grosso calibre, como fuzis – armas estas comumente empregadas em zonas de guerra e locais conflagrados. Isto se comprova mediante as diversas fotografias acostadas aos autos,, já que os acusados também ostentam em redes sociais e aplicativos demensagens o uso de tais armas, como forma de expressar poder e prestígio na comunidade. FONTE: TRE-RJ e TJ-RJ

PMs que extorquiram em R$ 1.000 de participante de rolezinho e ameaçaram levá-lo para favela rival a onde ele morava poderão ser expulsos da corporação

Dois PMs estão sendo submetidos a conselho disciplinar que poderá expulsá-los da corporação após exigirem R$ 2.000 de dois homens para não apreenderem uma motocicleta. O fato ocorreu em 24 de outubro de 2024 na Praça da Bandeira. Os envolvidos também ameaçaram levar as vítimas para a comunidade do Jacarezinho, rival da localidade onde elas moravam. A investigação foi iniciada após denúncia recebida noticiando que, por volta das 3h da madrugada do dia 24 de outubro de 2024, no posto BR da Avenida Oswaldo Aranha, Praça da Bandeira, as vítimas foram abordadas por policiais militares, momento em que lhes foiexigido o pagamento de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para que a motocicleta Honda PCX, placa LMN 8**8, não fosse apreendida, bem como para que não fossem conduzidos à comunidade do Jacaré, local dominado por facção rival àquela que tem influência sobre a localidade das residências das vítimas. Do montante exigido, uma das vítimas efetuou transferência no valor de R$ 1.000,00 (mil reais) via PIX para o frentista do posto de combustível e orestante sacado no caixa eletrônico localizado no interior do próprio estabelecimento. Além da exigência financeira, foi subtraído das vítimas um aparelho celular e um casaco de sua propriedade. Em depoimento, o frentista afirmou que ter recebido os valores e os repassados a um dos PMs, o que, aliado aos demais elementos colhi-dos, aponta indícios do envolvimento de ambos os militares na prática da exigência indevida. Os PMs também fizeram o uso inadequado ou a não utilização da Câmera Operacional Portátil (COP), resultando na impossibilidade de atendimento à requisição de imagens e gerando transtornos para a Corporação e órgãos de justiça criminal, seja por falta de substituição da bateria, obstrução proposital da lente, afixação em local inadequado, não acionamento do modo ocorrência ou outras condutas semelhantes; O frentista afirmou que enquanto usufruía seu horário de refeição no posto de gasolina onde trabalha como frentista e segurança, foi abordado por um policial militar que solicitou sua chave PIX para o recebimento de um valor inicialmente referido como R$ 2.000,00 (dois mil reais). Após tratativas entre o policial militar e um terceiro supostamente envolvido em infrações de trânsito, foi creditado o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) via PIX. Em seguida, o frentista entregou R$ 900,00 (novecentos reais) em espécie ao policial , sendo por este recompensado com R$ 100,00 (cem reais) pela utilização de sua contabancária. Uma mulher informou que esava dormindo em sua residência quando foi surpreendida com uma chamada telefônica oriunda do contato do seu amigo, uma das vítimas, que relatava estar na companhia de seu irmão e, qu e ambos haviam sido abordados por policiais militares. A ligação foi então abruptamente encerrada. Mo- mentos depois, passou a receber mensagens via WhatsApp, também do contato do amigo, solicitando o valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), quantia essa imediatamente transferida para a conta do lesado As vítimas afirmaram que regressavam de um evento conhecido como “Rolezinho”. e estavam acompanhados de cerca de 09 (nove) participantes, os quais conseguiram fugir ao perceberem a aproximação da viatura da PMERJ, com exceção da vítima, que foi abordada. Segundo os declarantes, um PM, ao iniciar a abordagem, teria dito: “Você vai pagar por todos que fugiram”. A vítima não possuía habilitação e o policial teria adotado conduta destinada a constrangê-lo a aceitar um acordo espúrio, mediante exigência de R$ 2.000,00 (dois mil reais) em troca de não efetuar autuação administrativa e criminal pelas infrações de trânsito alegadas, as quais, segundo o policial, poderiam gerar multa na ordem de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Por determinação do PM, a vítima ingressou na viatura da PMERJ, enquanto o irmão assumiu a condução da motocicleta até o posto de gasolina mencionado. Foi identificado, por meio do extrato bancário da conta-corrente da vítima houve 10 (dez) saques de R$ 100,00 (cem reais) cada, e a realização de um PIX de R$ 1.000,00 (mil reais) para a conta do frentista. O lesado seguiu ao lado do PM até a loja de conveniência. Depois, a vítima saiu da loja e foi ao encontro do irmão e do outro policial Embora não seja possível identificar nas imagens as efetivas transações financeiras, a análise do acervo videográfico demonstrou a presença da vítima em frente ao caixa eletrônico localizado no interior da loja de conveniência, às 03h27min53s. Foram captados áudios das câmeras em que um dos PMs disse “Para filho da ****! Para, seu des- graçado!… [inaudível]… Desliga essa *****… [inaudível]…”. Logo após é captado parcialmente o seguinte trecho de áudio: 02:57:17s – “Inaudível… essa moto aí, federal?…” 02:57:30s – “…Vou ter que sentar aqui, nesse canto aqui, botar as câmeras aqui pra cima…” 02:57:37s – “…Inaudível… Não o quê? Perdeu a moto, “guerreiro”!… inaudível…”. Cabe destacar que, conforme consulta ao sistema de controle de acautelamento de equipamentos, um dos PMs não acautelou Câmera Operacional Portátil (COP) no dia dos fatos, impossibilitando a análise de qualquer conteúdo eventualmente produzido por este integrante da guarnição. FONTE: Boletim interno da PMERJ

Investigação que culminou em operação hoje contra PMs começou depois que homem denunciou que policiais lhe exigiram R$ 6.000 para que seus bens fossem liberados

A investigação sobre os PMs alvos de operação de hoje do Ministério Público Estadual começou depois de que um homem que prestou declarações, em sede de delegacia de polícia judiciária militar, em 09/06/2021, ocasião em que informou ter sido abordado de forma truculenta por duas equipes da Polícia Militar, tendo inclusive sido algemado, àquela mesma data. Narrou que os policiais teriam lhe exigido a quantia de R$6.000,00, empregando contra a vítima diversas ameaças. O valor deveria ser transferido, via Pix, A vítima, na ocasião, informou aos policiais que não teria o aplicativo para poder fazer a transferência, o que ocasionou xingamentos e intimidações por parte dos agentes, segundo relato da vítima. Em seguida, afirmou que os policiais subtraíram alguns bens que estavam com ele (relógio, celular, chave de carro e dinheiro) e deram o prazo de meia hora para que fosse em casa e trouxesse o valor de R$ 6.000,00, a fim de que seus bens fossem liberados. O homem ao chegar em sua residência, fez contato via 190 e, após, foi ao 39º BPM. Os policiais militares, supostamente envolvidos e ouvidos em sede policial, negaram a prática do delito narrado pela vítima. Desta forma, foi tomada a medida de afastamento do sigilo bancário afim de elucidar a movimentação bancária referente ao CPF do Pix. A operação de hoje veio a tona em razão de fatos recentes em que uma outra em juízo, declarou ter sido procurada por pessoas que sabe serem envolvidas em práticas criminosas, a fim de que não falasse a verdade em seu depoimento em Juízo. Por conta disso, a Justiça determinou a suspensão cautelar da função pública dos acusados e, subsidiariamente, a suspensão da atividade-fim dos réus, proibindo-lhe de exercerem suas atividades no 39º BPM, . Compulsando-se os autos, constata-se que assiste razão parcial ao Ministério Público. A vítima, em Juízo, relatou fatos novos que demonstram a necessidade de adoção de medidas cautelares, a fim de preservar a instrução criminal e a futura aplicação da lei penal, notadamente em razão das supostas tentativas de impedi-la de falar a verdade em juízo, bem como impedir eventual reiteração de condutas criminosas. Tratam-se de fatos novos, até então desconhecidos, e que justificam a adoção de medidas cautelares para garantia da ordem pública, sem violar direitos fundamentais dos acusados ao impor-lhes medida cautelar mais gravosa que a adequada ao caso, qual seja, a prisão preventiva. Por outro giro, a suspensão parcial da função pública é mais proporcional e adequada. Antes de os policiais serem presoss, a Justiça havia determinado, até a sentença definitiva ou ordem de contra-cautela, que eles não poderiam ser escalados na atividade policial (atividade-fim), mas somente em serviços prestados exclusivamente nos ambientes internos da PMERJ, bem como não poderão exercer tais atividades no âmbito do 39º BPM. Eles tinham também que cumprir a seguinte medidas: a) Proibição de se aproximar ou procurar pela vítima e testemunhas desse processo, bem como seus familiares, por qualquer meio, ainda que indiretamente. FONTE: TJ-RJ

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima