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desaparecidos

Mãe disse acreditar que filho desaparecido há quase três anos e que morava na Gardênia Azul (CV) teria sido morto por traficantes por supostamente se envolver com milicianos de Rio das Pedras

Depois de quase três anos, a Justiça abriu processo que vai julgar suspeitos do desaparecimento de um rapaz chamado Bruno, então com 24 anos, que sumiu na comunidade Rio das Pedras, em Jacarepaguá, no dia 1 de abril de 2023. Segundo os autos disponíveis, a mãe do rapaz relatou à polícia que acreditava que aconteceu algo com seu filho, porque Bruno nunca ficou sem se comunicar mais de dois dias com sua mãe. Ela conversou com a namorada do filho e ouviu que Bruno nteria sido vítima de homicídio e enterrado na localidade conhecida como “Areinha”., de acordo com o TJ-RJ. Segundo o processo, a namorada do rapaz enviou um “print” com um perfil de instagram (@cristian_cardoso97) informando que Bruno era “cria daqui” ,”fechou com os meleca da RP” “já sabe o fim”, ou seja, era morador da comunidade da Gardênia Azul, e estava envolvido com a milicia da Comunidade de Rio das Pedras. Os autos revelam que a mãe soube por boatos que Bruno foi vítima de uma covardia, que forjaram uma situação em que não teve envolvimento para que fosse executado; A Justiça diz que ela recebeu uma informação de que um homem cujo vulgo é “Jota”, não gostava de Bruno e que teria sido ele quem matou seu fillo. A mãe do rapaz disse acreditar que Jota faça parte da quadrilha de traficantes da Gardênia e executou Bruno por estar envovldio com os milicianos de Rio das Pedras, local onde estava residindo há pouco tempo, cerca de três meses. Consta dos autos também que Bruno teria sido vítima de uma covardia, que forjaram uma situação em que não teve envolvimento para que fosse executado. Uma testemunha que trabalhava em uma imobiliária informou que ficou sabendo do desaparecimento de Bruno através da mãe do mesmo, que mandou mensagem no domingo 02/04/2023. Ele disse que viu Bruno algumas vezes reunido com milicianos de Rio das Pedras. Na página do TJ-RJ, pelo número do processo, porém, não há dados ainda sobre os suspeitos do crime. No item autor do fato, consta como ignorado. A Polícia Civil representou pelo afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos. O fato é apurado no IP 957-00401/2023 da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).

Justiça decretou a prisão preventiva de cinco supostos integrantes do CV suspeitos de levar rapaz ao ‘tribunal do tráfico’ no Ipase. Vítima foi torturada e morta acusada de praticar roubos, segundo a denúncia

A Justiça decretou hoje a prisão preventiva dos traficantes do Comando Vermelho vulgos Chapadinho, Darlanzinho, Pânico, Tubarão ou Bradock, Rogerinho e FN, suspeito de terem levado um rapaz ao ‘tribunal do tráfico’ na comunidade do Ipase, em Vila Kosmos. Lá, a vítima foi torturada até a morte ao ser acusada de praticar roubos nos arredores da localidade, segundo o TJ-RJ. O corpo até hoje não foi encontrado,. Segundo os autos, o crime foi cometido em dia 23 de Julho de 2025. Naquela data, por volta das 12h50min, na Avenida Vicente de Carvalho, nas proximidades do nº 1235, esquina com a Rua Flamínia, altura do nº 400, no bairro de Vicente de Carvalho, Chapadinho portando arma de fogo, auxiliado por Darlanzinho e Bolinho (já falecido) abordaram a vítima Kawã Santos De Oliveira, que se encontrava na via pública, imediações da Comunidade do Ipase, em uma motocicleta Honda Titan CG 150, cor vermelha, aguardando falar com uma menina (não identificada) com quem estaria mantendo uma relação amorosa, e A denúncia diz que mediante violência e grave ameaça de morte pelo emprego de arma de fogo, os suspeitos privaram-na de sua liberdade mediante sequestro e a conduziram coercitivamente para a boca de fumo da localidade conhecida como Telhadão, situada na Rua II, esquina com a Rua Soldado Bernardino da Silva, onde funciona o denominado “Tribunal do Crime”. O sequestro foi captado pelo circuito externo de câmeras de segurança (“câmera Gabriel”), No local, a vítima foi “julgada” e “condenada” à morte. Os autos dizem que os envolvidos com vontade de matar, desferiram golpes com pedaços de madeira, pedradas e coronhadas por longo período de tempo contra Kawã O processo diz que o crime foi praticado porque os bandidos teriam recebido a informação de que a vítima supostamente estaria praticando roubos próximo da região da Comunidade do Ipase, prática esta vedada pelas normas internas estabelecidas pelo grupo criminoso. A vítima foi mantida sob a mira de arma de fogo, com mínimas chances de defesa. Ainda, imputa aos acusados a conduta de “Após eliminarem a vida da vítima, ainda no interior da Comunidade da Ipase, porém em localidade não precisada nos autos, os DENUNCIADOS, de forma livre e consciente, agindo em comunhão de ações e desígnios criminosos entre si, ocultaram o cadáver da vítima em local até os dias de hoje desconhecido.” Um dos envolvidos foi preso e prestou depoimento . Disse que no dia, 28 de janeiro de 2026, quarta-feira, por volta da 06:00 horas, estava em sua residência localizada na rua A, bloco B, aptº 202- Vila Kosmos, quando foi surpreendido por quatro policiais civis que bateram em sua porta, Disse os policiais pediram sua identificação e ao fornecê-la, foi algemado. Contou que é integrante da facção criminosa Comando Vermelho a qual domina a região de Vila Kosmos e ocupava o cargo de “vapor, vendedor de drogas da boca localizada na rua 9 Falou que o “vapor” da boca não porta arma de fogo, somente os seguranças as têm. No entanto, durante os bailes ocorridos na Vila Kosmos o declarante tinha o hábito de frequentà-las portando fuzil, pistola e rádio comunicador; Sobre a morte de Kawa, disse que o rapaz era cria de Vila Kosmos e estava roubando com frequência na área da comunidade. Segundo o depoiente, Kawã, conhecedor da “Lei do Tráfico” de não permitir roubos na região, ainda assim praticava roubos a poucos metros da “boca e utilizava-se de seu conhecimento da área para, logo em seguida ao crime, evadir-se pelas ruas mais internas, local onde havia o domínio do tráfico; No dia do crime, o suspeito ainda não estava de plantão na boca assumir o horário apenas as 20:00 horas;. Ao assumir o plantão as 20:00 horas tomou conhecimento de que os “amigos da boca” Bidu, Bolinho”, ambos já falecidos em operação policial, tomaram conhecimento de que Kawâ está numa motocicleta, a qual tinha o tanque de combustível coberto, estacionado próximo a um posto de bebida, de nome ora não lembrado ( de propriedade de um policial civil de nome Ricardo) localizado na rua Flamínia próximo ao ponto de mototáxi, por volta das 13:30min; Diante desta informação, os comparsas foram armados e de motocicleta ao encontro de da vítima. O depoiente disse que Bidu e Bolinho ordenaram Kawã sentar na moto dos traficantes e logo em seguida o conduziram para o interior da comunidade Vila Kosmos; Contou que não participou da execução de Kawã, que foi morto no turno da tarde por Bolinho e Bidu As imagens de redes sociais demonstram 3 homens portando arma de fogo, rendendo e dominando a vítima, que foi obrigada a subir em uma motocicleta. Nestas imagens, através de confronto com imagens de arquivos de Identificação Civil, foi possível identificar Chapadinho, Darlanzinho e Bolinho.Segundo outros depoimentos, os executores seriam subordinados a Pânico, Rogerinho e FN nas bocas de fumo do “Telhadão” e da “Rua 9” e teriam levado a vítima diretamente à primeira localidade, onde foi morta.

Quatro jovens desapareceram em Vargem Pequena

Quatro jovens desapareceram em Vargem Pequena . Eles moram no Magarça e estariam trabalhando na comunidade do Fontela há um mês. O.Magarça, em Guaratiba, é area da milicia enquanto que a Fontela, em Vargem, é dominada pelo Comando Vermelho. Familiares relatam sofrimento diante da falta de informações e pedem às autoridades respostas sobre o paradeiro dos filhos. Mães afirmaram que, mesmo diante da dor, desejam ao menos a oportunidade de se despedir e realizar o sepultamento para poderem viver o luto.

Segurança de parque de Niterói fez vídeo para namorada dizendo que foi baleado, ela o viu ensanguentado nas imagens e depois ele não fez mais contato e está desaparecido

O desaparecimento do segurança Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos, tem mobilizado amigos e familiares na Região Metropolitana do Rio. Segundo relato de um amigo, que preferiu não se identificar, Maximiliano saiu de casa, em Inoã, Maricá, na manhã de sábado (21), para trabalhar no Horto do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, onde fazia plantões de 12h, e nunca mais foi visto..De acordo com o amigo, por volta das 7h05, Maximiliano teria feito uma chamada de vídeo para a namorada dizendo que estava no trabalho e que havia sido baleado. Na ligação, ele aparecia ensanguentado, ainda conforme a denúncia. Desesperada, a mulher teria acionado a polícia e seguido para o Horto, mas ele não foi encontrado no local..“Ele ligou pra namorada pedindo socorro, fazendo chamada de vídeo e dizendo que estava no trabalho e que tinha sido baleado. A namorada dele viu ele ensanguentado na chamada. E ele dizia que estava no trabalho”, afirma o amigo..A Polícia Civil investiga o caso, ainda cercado por mistérios.

Um dos corpos achados em cemitério clandestino no Catiri já foi identificado e tem mais dois desaparecidos no local

A reportagem teve acesso aos nomes de pessoas que constam como desaparecidas na comunidade do Catiri, em Bangu. Uma delas já foi encontrada. Na última quarta-feira (11/02), um cemitério clandestino foi localizado na região do Catiri, em Bangu, Zona Oeste do Rio, após um minucioso trabalho de investigação e inteligência conduzido pela Delegacia de Descoberta de Paradeiros. A apuração teve início a partir de denúncias e de inquéritos relacionados a pessoas desaparecidas na região. Com base no cruzamento de dados, análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram o local  usado para ocultação de cadáveres .Durante as buscas, nesta quarta, dois corpos foram encontrados . Eles foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação e realização dos exames periciais. O nome de um.deles ja foi. confirmado A ação contou com o apoio do Corpo de Bombeiros. Lembrando que a foto que divulgamos é de uma pessoa que ainda consta como desaparecida e não do que já foi identificado. Os desaparecidos no Catiri são FABRYCIO BARBOSA RAMOS – 01/04/2024 NATAN DE OLIVEIRA DA SILVA – 19/09/2025 LEONARDO DE SOUZA MENDONÇA – 05/02/2026 -desaparecido que teve o corpo encontrado na quarta-feira segundo laudo necropapiloscopico do IIFP As circunstâncias dos desaparecimentos ainda não foram divulgadas porque.as investigações estão em andamento e a policia quer avançar e conseguir prisões pela justiça.

Mulher que teria sido sequestrada em São Gonçalo e está desaparecida desde outubro teve mandado de prisão expedido na última sexta-feira

A Justiça expediu mandado de prisão na última sextá-feira (6) para Érika Abrantes Ribeiro, de 36 anos pelo crime de roubo e resistência que foi condenada a 16 anos. Detalhe: a mulher encontra-se desaparecida desde o dia 19 de outubro do ano passado. Mãe de três filhos, operadora de caixa e moradora da comunidade do Galão, em São Gonçalo, ela teria sido sequestrada na frente de amigas na comunidade da Brahma, de acordo com que foi publicado na imprensa local. Segundo a publicação, Erika teria sido abordada, puxada pelos cabelos e braços e levada à força por homens desconhecidos enquanto conversava com amigas em um campo de futebol na comunidade da Brahma, no bairro Porto Velho. O registro do desaparecimento foi feito na 73ª Delegacia de Polícia (Neves). A imprensa local divulgou que a Polícia Civil investiga se o caso possa estar ligado às disputas territoriais entre milicianos e traficantes do Comando Vermelho (CV) em áreas conflagradas de São Gonçalo. Segundo apuração, a comunidade da Brahma estaria sob controle de milicianos, enquanto a área conhecida como Galão seria dominada por traficantes ligados ao CV, gerando um ambiente de tensão e conflito entre facções. O celular dela não atende e permanece desligado. A imprensa divulgou que Erika não costumava desaparecer. Um morador relatou que Erika teria sido vista no fim do mesmo dia saindo de um imóvel acompanhada de um homem que aparentava ser policial militar, com a jovem possivelmente algemada. Esta versão não é oficial,. Erika respondia a outros processos por roubo. A família afirma desconhecer qualquer conflito recente que pudesse motivar o desaparecimento. Um parente relembrou, no entanto, que ela chegou a ser capturada por criminosos e baleada nas mãos, de acordo com publicação O crime que levou o mandado de prisão para Erika foi cometido em 2019, Na ocasiáo, houve diversos crimes de roubo (foram 7 vítimas identificadas) .Narraram as vítimas que os custodiados, juntamente com outros indivíduos, mediante emprego de arma de fogo, exigiram seus pertences como veículo, telefones celulares, carteiras e máquina de cartão. Após abordagem policial, o veículo em que estavam os custodiados empreendeu fuga. Na fuga, de dentro do veículo, foram efetuados disparos de arma de fogo na direção da guarnição que os perseguia.

Polícia prendeu suspeito de envolvimento no desaparecimento de cinco moradores em comunidade de São Gonçalo. Corpos de dois já foram localizados carbonizados

A Polícia Ciivl continua investigando o desaparecimento de cinco moradores da comunidade da Nova Grêcia, em São Gonçalo, ocorrido em outubro do ano passado. Dois deles já foram encontrados carbonizados na Palmeira, no Fonseca, em Niterói Na última quinta´feira, foi preso Jimmy Lenon Machado Xavier, suspeito de envolvimento no caso. Jimmy é apontado como gerente do tráfico na região e teria participação direta no chamado “tribunal do tráfico”. Ele foi localizado em Maria Paula, São Gonçalo, e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Circula nas redes que motoboy teria sido morto por traficantes em Nova Iguaçu que o obrigaram a se despedir da mulher (leia suposta mensagem dele)

Circula nas redes sociais que carece de confirmaçâo oficial a informação que traficantes da comunidade Buraco do Boi (TCP), em Nova Iguaçu teriam supostamente executado um motoboy que teria ido fazer uma entrega no.local. Segundo um print de uma conversa que foi divulgada, antes de o rapaz ser supostamente morto, os traficantes teriam lhe obrigardo a se despedir de sua mulher. Leia a postagem divulgada no Instagram O Maximino, saiu pra trabalhar ontem e não voltou mais. Ele trabalha de entregador por uma farmácia de manipulação. Essa foi a última comunicação dele com a esposa, mãe da filha dele. Fomos na delegacia, fomos atrás do patrão pra saber aonde foi a última entrega. Não sabemos o que houve. Estamos todos compartilhando fazendo o que podemos, mas não sabemos por quem foi pego. Como ele diz: Adeus vão me mat4r tchau. Rua Luiz de Camões, na Posse, Nova Iguaçú, Buraco do boi. Esse endereço foi a última entrega que ele fez. Depois disso mandou uma mensagem falando que deixaram ele se comunicar e que iam mat4r ele. Por favor nos ajudem😭😭😭😭😭. Pedimos a Deus. Não conseguimos dormir. A filha dele não para de chamar ele. Maitê tem 2 aninhos.” A comunidade do Buraco do Boi é controlada pela Tropa do Peixão do Complexo de Israel (TCP).

Juninho Varão tem prisão preventiva decretada suspeito do desaparecimento e morte de dois integrantes da milícia do Zinho ocorridos há um ano em Santa Cruz. Corpos ainda não foram encontrados

Segundo processo do TJ-RJ, a Justiça do Rio decretou na semana passada as prisões preventivas do miliciano Juninho Varão e do seu comparsa ShangLee pelo homicídio de dois integrantes do grupo paramilitar de Zinho cometidos em janeiro do ano passado, na comunidade do Jesuítas, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. Os corpos não foram encontrados até hoje. Uma testemunha afirmou que no dia 19 daquele mês foi na delegacia comunicar o desaparecimento de Leonardi de Castro dos Santos, vulgo Panda. Ela soube por testemunhas que Leonardi estava em um bar na praça do Jesuítas, e apareceram três veículos e que um dos ocupantes de apelido Shanglee, portando arma de fogo, atirou na perna do seu esposo. Segundo ela, os ocupantes dos veículos levaram seu esposo e um amigo chamado David, que sabe morar no Morro do chá. Ao saber do fato tentou ligar para Leonardi mas um desconhecido atendeu a ligação e disse que seu esposo estava morto. Leonardi fazia uso de tornozeleira eletrônica o que poderia ajudar na sua localização. Em um segundo depoimento, a testemunha declarou que Leonardi integrava a milícia do Zinho referente a localidade dos Jesuítas e do Manguariba. Disse que desde que iniciou o relacionamento o mesmo já integrava a milícia da localidade, sendo certo que antigamente a milícia era do “Tandera” eo companheiro já fazia parte; Segundo ela, Leonardi fazia o recolhe de dinheiro dos comerciantes da localidade no período diurno e participava do “GAT” no período noturno da milícia do Zinho da localidade dos Jesuítas e do Manguariba; No dia do desaparecimento, segundo seu relato, Leonardi se encontrou com David Barboza do Nascimento, vulgo Luluga, para ficar conversando. Os dois se conheceram na cadeia. Eles pararam em um bar na Estrada dos Palmares quando por volta das 01h do dia 19JAN2025, 03 veículos adentraram no estacionamento com cerca de 12 homens encapuzados portando armas de grosso calibre; Os suspeitos, ora não identificados, entraram no bar e apontaram as armas para todas as pessoas presentes, mandando que levantassem a blusa para ver se estavam armados; Leonardi saiu do veículo e disse a um dos nacionais que era amigo, haja vista que pensou ser da milícia dos Jesuítas / Manguariba a qual faz parte; Quando ele disse isso, um miliciano ora identificado como Shanglee, que acabara de retirar o capuz, atirou em Leonardi. Alvejado, ele foi colocado no interior do veículo L200 Triton de cor Cinza e placa não identificada. David também foi arrebatado do estacionamento, haja vista que havia saido do carro de Leonardi instantes antes para comprar algo no bar do Jerrinho; Desde então, os dois não foram mais vistos. Segundo os autos, os milicianos que arrebataram a dupla pertencem ao Bonde do “Varão e Waguinho e são da localidade do Guandu e do João Vinte Três, locais onde constantemente acontecem “guerras” por territórios; Dias antes do desaparecimento de Leonardi, o GAT do Jesuítas/Manguariba deram um “baque” na milícia do Guandu, quando pegaram o frente da milícia na porta de casa de vulgo “PQD”; Diante de tal circusntâncias, a milícia do Guandu prometeu uma represália à milícia dos Jesuítas / Manguariba e cumpriu a promessa. A esposa de Leonardi ligou para o seu telefone sendo certo que um homem não identificado atendeu o telefone dizendo: – “seu marido está morto!!”; Ela pensou inicialmente que o marido havia perdido o aparelho telefônico. Posteriromente tentou ligar diversas vezes, e o telefone estava desligado;Leonardi já havia sido preso em 27/07/2021 e permaneceu até 09/09/2024 quando ganhou liberdade. Ele usava tornozeleira eletrônica quando fora arrebatado pelos milicianos rivais.] O dono do bar disse que sabia que no local onde mora era dominado pela milícia do Zinho e que ela estava em guerra com o grupo paramilitar do Guandu e do Km 32, em Nova Iguaçu. ]Disse que a milícia do Guandu é comandada por Waguinho/Velhinho ou Coroa e a do Km 32 por Juninho Varão. Que ambos os grupos estavam unidos contra a quadrilha que agia no Jesuítas e Manguariba, que são dominadas por Zinho. Ele disse que no dia do fato estava se preparando para fechar o bar quando os milicianos chegaram. Falou que eram mais de 30 homens, vestindo balaclavas, coletes balísticos e a esmagadora maioria portava fuzis; Falou que os clientes do declarante se assustaram e alguns correram em direção aos condomínios e outros adentram o bar. Segundo ele, estes milicianos renderam todos que estavam no bar, colocaram os homens deitados do lado de fora e as mulheres em pé no interior do bar; Todos foram revistados; Os homens desta milícia estavam procurando pessoas envolvidas com a milícia de Jesuítas/Manguariba. Soube que o bonde do Varão invadiu o Jesuítas pela Estrada da Comporta, vindo do Km 32,. e o bonde do Waguinho veio pela Avenida Brasil, através da Avenida Padra Guilherme Decaminada; Os invassores perguntaram ao declarante sobre a câmera que ficava no bar, que a câmera não possui hd e sim cartão de memória. Eles fizeram o dono do bar desinstalar o aplicativo da câmera em seu telefone celular e levaram a câmera junto do cartão de memória; O dono do bar ainda contou que observou quando o telefone de um dos milicianos tocou; e percebeu que quem ligou para este miliciano parecia falar que haviam pego alguém; Os milicianos então deixaram o bar e falaram para os clientes que quem fosse embora na direção do condomínio já poderia sair e quem fosse embora na direção da clínica de saúde era para esperar mais alguns minutos; Ele soube depois soube que os dois homens desaparecidos deste procedimento foram interceptados por um desses dois bondes de milícia que haviam invadido o Jesuítas; David e Leonardi foram interceptados na Estrada do Cortume, no segundo quebra mola, saindo da Estrada dos Palmare. Ele não conhecia muito bem os dois desaparecidos, mas sabia que eram envolvidos na milícia da região; Disse ainda que soube que quando foram abordados, David e Leonardi saíram do carro em que estavam e falaram que eram da “firma”; Soube

Justiça diz que há achados periciais que indicam que jornaleiro que desapareceu em Niterói pode sido morto no ‘microondas’. Local para ele foi levado é ponto de execução e desova de cadáveres

Processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra os dois presos suspeitos de envolvimento no desaparecimento do jornaleiro Eduardo Aguiar Ferreira revela que o local onde a vítima sumiu em Duque de Caxias é um lugar ermo conhecido como ponto de execução e desova de cadáveres e houve achados periciais compatíveis com o método conhecido como “micro-ondas”, típico de execução e destruição completa de cadáver, ainda que não tenham sido localizados restos mortais. Eduardo sumiu em 24/11/2025, no bairro de Itaipu, em Niterói/RJ. Consta que a vítima foi abordada por ao menos três indivíduos armados e encapuzados, sendo constrangida a ingressar no referido automóvel, que passou a se deslocar inicialmente em direção ao município de Magé, seguindo posteriormente para a Rua Um, acesso Narcisa Amália, em Duque de Caxias, conforme dados de geolocalização extraídos do aparelho celular. No curso das diligências, foi localizado um veículo Toyota Corolla, ano 2003/2004, incinerado, com placas removidas e número de chassi suprimido, circunstâncias que, aliadas às imagens captadas e aos depoimentos colhidos, revelam compatibilidade com o automóvel empregado na empreitada criminosa. Os elementos também indicam a vinculação direta dos acusados presos Thiago Brício Nogueira e Rafael Gonçalves Pacheco ao veículo, notadamente em razão de sua aquisição e suposta alienação em data imediatamente anterior aos fatos, bem como por movimentações financeiras entre eles e pelas versões contraditórias apresentadas acerca da efetiva utilização do automóvel. Thiago detinha a posse e o domínio do automóvel imediatamente antes dos fatos, tendo inclusive submetido o bem a avaliação mecânica na véspera do crime, circunstância que sugere prévia preparação do meio empregado na empreitada. Há, ainda, indícios de que referido veículo foi disponibilizado conscientemente ao grupo executor, sendo reconhecido por testemunhas como o automóvel utilizado no sequestro e compatibilizado com o trajeto apurado por meio de dados de geolocalização do aparelho celular da vítima, o que permite inferir, em juízo de probabilidade, que a cessão do bem integrou a dinâmica do fato. Outro elemento relevante reside nas movimentações bancárias ocorridas no próprio dia dos fatos, quando foram realizados depósitos fracionados e transferências via PIX que totalizaram aproximadamente R$ 9.000,00, parte dos quais retornou à conta de titularidade de Thiago, sem causa lícita documentalmente comprovada. Tais operações, realizadas de forma fracionada, em data coincidente com o crime, constituem indício de coordenação financeira contemporânea à execução. Essas movimentações ganham especial relevo diante da informação prestada por testemunha no sentido de que, no momento das transferências, Thiago não mencionou qualquer intenção de vender o veículo Toyota Corolla utilizado no crime, limitando-se a informar que os valores se destinariam à aquisição de um veículo táxi, o que se mostra incompatível com a versão defensiva posteriormente apresentada e configura contradição objetiva relevante quanto ao meio empregado na empreitada. Sobre Rafael, há vínculos com a cessão do veículo e participação nas versões contraditórias apresentadas acerca da destinação do automóvel e da finalidade das transferências bancárias. A investigação tem se baseado em vários aspectos a) prova testemunhal idônea acerca do arrebatamento violento da vítima por indivíduos armados e encapuzados, em plena via pública e durante o dia;b) dados técnicos de geolocalização do aparelho celular da vítima, que demonstram seu deslocamento forçado até local ermo conhecido como ponto de execução e desova de cadáveres, com cessação definitiva de qualquer sinal ou comunicação; c) localização posterior do veículo utilizado na empreitada completamente incinerado, com chassi recortado, motor removido e sinais identificadores suprimidos, revelando conduta deliberada de eliminação de vestígios; d) achados periciais compatíveis com o método conhecido como “micro-ondas”, típico de execução e destruição completa de cadáver, ainda que não tenham sido localizados restos mortais. Segundo a Justiça, a ausência de localização do corpo não fragiliza comprovação do crime. A dinâmica apurada “arrebatamento, condução forçada, deslocamento até local ermo, destruição do veículo e desaparecimento definitivo da vítima” é típica de execução preordenada, incompatível com hipóteses alternativas como fuga voluntária ou cárcere prolongado, o que evidencia, com grau elevado de probabilidade, a ocorrência do resultado morte. A Justiça descreve a extrema gravidade dos fatos narrados, que envolvem sequestro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver, além de do modus operandi sofisticado e profissional, com planejamento prévio, utilização de veículo fornecido pelos acusados, destruição de provas e provável atuação em contexto de criminalidade organizada; A motivação do crime apurada seria a conexão com atividades ilícitas relacionadas ao comércio ilegal de cigarros. Thiago e Rafael tiveram as prisões preventivas decretadas na última quinta-feira (22).

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