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Comando Vermelho

Dívida, tortura e execução: Justiça manda prender traficantes do CV por morte brutal em Angra

A Justiça decretou a prisão temporária de traficantes ligados ao Comando Vermelho, conhecidos pelos apelidos “DN” ou “Frango”, “GL” e “Indinho” ou “Lacoste”, suspeitos de envolvimento em um homicídio ocorrido em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. De acordo com as investigações, Henrique dos Santos Souza foi vítima de homicídio qualificado por motivo torpe, com emprego de tortura e de recurso que dificultou qualquer possibilidade de defesa, além de ter tido o corpo ocultado após o crime. Os fatos teriam ocorrido em uma comunidade dominada pela facção criminosa. O caso foi registrado inicialmente como desaparecimento no dia 28 de fevereiro de 2026, após a mãe da vítima procurar a polícia. Segundo o relato, Henrique teria uma dívida relacionada ao tráfico de drogas e foi chamado até sua residência por um dos suspeitos, sendo posteriormente levado para a comunidade por “GL”, supostamente a mando de “Frango”. Durante as investigações, outros integrantes do Comando Vermelho ouvidos pela polícia apontaram os mesmos suspeitos como autores do crime. Informações colhidas com moradores da região também indicaram a participação de um terceiro envolvido, conhecido como “Indinho” ou “Lacoste”. Ainda segundo os autos, uma possível motivação para o crime seria de natureza pessoal: a vítima teria se relacionado com a ex-namorada de “Indinho”, o que pode ter contribuído para o desfecho violento. Após diligências e coleta de depoimentos, o corpo de Henrique foi localizado no dia 7 de março de 2026. A identificação oficial ocorreu dois dias depois, em 9 de março, após a conclusão do laudo de perícia necropapiloscópica. O caso foi registrado sob o número 166-01183/2026, e tramita na Justiça sob o processo nº 0801517-85.2026.8.19.0003.

Mulher foi morta na Rocinha (CV) após bandidos verem foto de fuzil no seu celular

Uma mulher de Senador Camará (TCP) foi para Favela da Rocinha (CV) e tria sido morta durante a madrugada .O corpo ainda não apareceu. Segundo relatos, a moça seria envolvida com o crime Os traficantes teriam pego o celular dela e viram uma foto com.fuzil. Ela se chamava Jeane e era conhecida como Bebê-ou Bebelzinha. Há fotos dela sabendo o símbolo do Terceiro Comando com as mãos e fazendo referência ao traficante Sabão de Camará

Operação policial em Niterói tem dois mortos e quatro fuzis apreendidos

Uma operação policial no Complexo do Fonseca, em Niterói, resultou na apreensão de quatro fuzis calibre 5,56, uma pistola calibre .45 e na morte de dois indivíduos após um confronto com a polícia. A ação foi motivada por denúncias sobre traficantes armados exibindo armamento pesado e efetuando disparos, colocando a população em risco. Cinco suspeitos foram detidos e encaminhados à delegacia, onde a ocorrência segue em andamento para investigação Um dos presos é o traficante Nem Rato do CV.

Traficante preso em resort de luxo responde por execução brutal após vítima ser arrancada de casa por grupo armado. SAIBA MAIS

Preso nesta semana em um resort de luxo à beira-mar na Costa Verde fluminense, o traficante Matheus Eduardo Tentempo, conhecido como “Dourado”, ainda responde por um homicídio ocorrido em 2018 que nunca chegou a julgamento. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima, Patrick, foi retirada à força de dentro de casa por um grupo armado e executada a tiros. O crime ocorreu por volta das 2h da madrugada, quando seis homens, usando toucas ninjas, roupas camufladas e portando fuzil, pistolas e granadas, foram até a residência da vítima. Os criminosos se passaram por policiais e bateram à porta exigindo que Patrick abrisse. Assim que ele abriu uma pequena fresta, o grupo invadiu o local, tomou seu telefone celular e o arrastou para fora da casa. Em seguida, efetuaram diversos disparos contra a vítima, que morreu pouco depois. Segundo a investigação, os suspeitos utilizaram uma estrutura logística que incluía carros, motos, rádios transmissores e o apoio de outros homens oriundos de comunidades do Rio de Janeiro, ainda não identificados. Após o homicídio, parte do grupo ainda teria realizado um “arrastão” na região, roubando passageiros de ônibus e motoristas que passavam pela localidade. Uma testemunha relatou que o crime teria sido motivado pela morte de um homem chamado Nicolas. Segundo ela, seis pessoas participaram da ação e três delas foram responsáveis por arrastar Patrick para fora da residência. A testemunha contou ainda que Patrick utilizou seu celular para acender a lanterna e verificar quem o chamava na madrugada. Nesse momento, os criminosos entraram na casa, arrancaram o telefone de suas mãos e o levaram para fora. O depoente disse ter visto homens armados com fuzis e pistolas. O pai da vítima afirmou ter ouvido o filho implorar por sua vida. Segundo ele, Patrick foi atingido por um disparo de fuzil na testa. O homem relatou que os criminosos perguntavam quem havia matado um homem chamado Ruan e que seu filho chegou a chamar alguns dos agressores pelos apelidos “Dourado” e “Loiro”, afirmando que os conhecia. Ainda de acordo com o relato, Patrick foi torturado antes de ser morto. O pai contou que ouviu o filho negar envolvimento na morte de Ruan enquanto era agredido. Ele também afirmou ter visto seis agressores no local, alguns armados com fuzis e outros com pistolas, além de granadas presas à cintura. O homem disse ainda que foi alvo de disparos efetuados por dois dos criminosos, identificados pelos apelidos “Zoio” e “Dourado”, mas não foi atingido. Outro depoimento importante foi o de um motorista de táxi. Ele relatou que havia sido chamado para uma corrida no bairro Atílio Marotti quando foi rendido por três homens armados, alguns com o rosto coberto. Um deles portava um fuzil e os demais pistolas. Segundo o taxista, os suspeitos disseram que “o problema não era com ele” e ordenaram que deixasse o local. Na delegacia, ele reconheceu um dos envolvidos, identificado como Luan. O motorista também ouviu integrantes do grupo afirmarem que estavam na região para vingar a morte de um companheiro. Policiais que atenderam a ocorrência relataram ter encontrado o corpo da vítima e recolhido projéteis de arma de fogo no local. Um carregador de fuzil ainda municiado também foi encontrado próximo ao corpo. Outra testemunha contou que naquela madrugada ouviu barulho e, ao sair para verificar, viu Lorran e Matheus, o “Dourado”, deixando a casa de seu pai armados com fuzil, pistola e granadas. Segundo ele, havia cerca de sete pessoas na ação, sendo três dentro da residência e outras do lado de fora, fechando o acesso à rua. O grupo utilizava dois carros, um Prisma branco e um Corolla. O depoente afirmou que seu pai chegou a ser abordado por “Dourado”, que estava com uma pistola em punho. Segundo o relato, os criminosos procuravam por um homem conhecido como “Lerdinho”, suspeito de ter matado Ruan. A testemunha acredita que Patrick acabou sendo executado por ser amigo de Lerdinho e estar frequentemente em sua companhia. Ela também afirmou ter visto o suspeito conhecido como “Zoio” e ouvido integrantes do grupo chamarem outro envolvido, identificado como Daniel, apelidado de “Nori”. Informações repassadas por moradores indicavam ainda que um homem chamado Jean seria o líder do grupo e teria ordenado a morte de Patrick. Durante interrogatório, alguns dos acusados negaram participação no crime. Lorran negou as acusações. Daniel, conhecido como Nori, admitiu envolvimento com o tráfico, mas disse não ter relação com o homicídio. Luan, que afirmou integrar o Comando Vermelho, também negou participação. Já Carlos Eduardo afirmou não ter participado da execução e disse apenas ter levado um homem do Rio de Janeiro até Petrópolis. Parte dos envolvidos no crime foi pronunciada pela Justiça e deverá responder a júri popular, mas a data do julgamento ainda não foi marcada. Na década passada, Dourado já havia sido apontado pela polícia como suspeito de comandar um esquema de tráfico de drogas em Petrópolis a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A base da organização na Região Serrana seria o Morro do Neilor, enquanto o traficante permanecia na comunidade do Parque União. Segundo investigações da época, o esquema era considerado altamente lucrativo e operava de forma constante na região.

Quatro fuzis apreendidos pela PM em Caxias

Policiais do GAT do 15° BPM prenderam três criminosos e apreenderam quatro fuzis neste domingo (15/03), no acesso à Comunidade do Dique. A equipe realizava patrulhamento na Av. Presidente Kennedy com a Rua Lauro Sodré, em Duque de Caxias, quando interceptou o grupo. Os suspeitos foram detidos e o material apreendido encaminhado para a delegacia da região.

Decisão judicial que determinou soltura de vereador preso por suspeita de ligação com o CV explicou como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção se ele existisse mesmo

O documento da Justiça do Rio que determinou a soltura do vereador carioca Salvino Oliveira que foi preso durante essa semana suspeito de ligação com o Comando Vermelho traz ilações sobre como funcionaria o suposto acordo entre o político e a facção para poder atuar na Gardênia Azul, em Jacarepaguá. A decisão menciona um diálogo mantido entre o Corretor Gardênia Melhoria (Elder de Lima Landim, o Dom) e Edgar Alves de Andrade (o Doca) que confirma se teria havido autorização prévia, atribuída a “Doca e Pezão para que o vereador trabalhasse na comunidade ” e a , bem como para que fosse prestado “suporte” e auxílio aos “projetos deles”. Segundo o documento, tal conteúdo revela, de forma indiciária, que a atuação do parlamentar na localidade pode não se dar de maneira autônoma ou estritamente institucional, mas condicionada ao aval e à tutela da organização criminosa dominante. A expressão “dar suporte”, empregada no diálogo, assume contornos relevantes no contexto investigativo, por não se compatibilizar com a lógica do exercício regular do mandato, indicando, ao contrário, mobilização de estrutura local controlada pelo crime organizado, seja para facilitar acesso, viabilizar circulação, garantir segurança informal, intermediar contatos comunitários ou remover resistências internas, funções típicas de quem detém o controle territorial de fato. De igual modo, a referência genérica aos “projetos” do parlamentar”, quando analisada à luz do histórico já apurado, especialmente a atuação do CV na gestão informal de serviços, imóveis, taxas e circulação econômica na Gardênia Azul, sugere iniciativas cuja implementação dependeria, necessariamente, da anuência da facção, afastando a hipótese de políticas públicas universais e reforçando a de ações seletivas, territorializadas e politicamente orientadas. Nesse cenário, impõe-se a inferência da possibilidade de contrapartida: de um lado, o Comando Vermelho preservaria o domínio territorial, oferecendo apoio logístico, controle social e influência local; de outro, o agente político obteria capital eleitoral, por meio da constituição e manutenção de curral eleitoral, com direcionamento de apoio político, votos e influência comunitária, em benefício do parlamentar e de seu grupo político. Conclusão: A cronologia dos achados demonstra, portanto, que Salvino pode não ter atuado como ator periférico, mas como beneficiário potencial de um arranjo político-criminoso, no qual o exercício do mandato parlamentar revela-se condicionado à chancela da facção criminosa, com aderência a plano que conjuga interesses eleitorais e a manutenção do poder paralelo do Comando Vermelho na região da Gardênia Azul.- Para soltar o político, a Justiça alegou que não se estava neste momento se fazendo qualquer juízo de valor conclusivo sobre a investigação realizada pela polícia civil sobre a nefasta organização criminosa. Especificamente, porém, com relação ao paciente, atento exclusivamente ao que consta nos autos, o fundamento da prisão quanto ao indício do seu envolvimento naquela organização é bastante precário, havendo apenas referência a uma conversa de terceiros há mais de um ano, ficando apenas indicado o domínio das facções nas comunidades (com envolvimento direto dos demais representados), não sendo apontada concretamente a imprescindibilidade da prisão para a investigação. A prisão temporária (ou a preventiva) deve estar escorada no já apurado pela autoridade policial. Não se permite o inverso, ou seja, a prisão para permitir posterior apuração de um possível crime, salvo quando presentes indícios fortes do envolvimento do ‘indiciado”em um daqueles previstos na Lei específica. E mais. Tem que constar na decisão proferida a razão da imprescindibilidade da prisão para a investigação, não bastando simples referência ao texto legal.

Polícia prendeu chefe do CV em Petrópolis em resort de luxo à beira mar na Costa Verde

Policiais civis da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) prenderam, neste sábado (14/03), um criminoso de alta periculosidade apontado como chefe do tráfico de drogas de Petrópolis, na Região Serrana. De acordo com as investigações, o bandido é ligado a facção criminosa Comando Vermelho e está envolvido diretamente com o planejamento de um ataque contra policiais civis. Ele foi capturado em um resort de Luxo localizado à beira mar, na Região da Costa Verde, no Rio de Janeiro. A corporação não divulgou o nome do criminoso. Ainda conforme apurado, o narcoterrorista comandava o tráfico de drogas em algumas comunidades de Petrópolis e era responsável por enviar a carga de entorpecentes aos locais. Ele residia na comunidade do Parque União, no Complexo da Maré, junto a outras lideranças do Comando Vermelho, onde teria acesso a esses materiais ilícitos. Além disso, o homem é identificado como um dos criminosos que planejou um atentado contra policiais civis da 105ª DP (Petrópolis). Segundo os agentes, ele estava foragido há mais de nove e possui oito anotações criminais pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio qualificado Em trabalhos de inteligência e monitoramento de possíveis rotas e endereços vinculados ao criminoso, o bandido foi localizado e, contra ele, foram cumpridos quatro mandados de prisão em aberto.

Print de conversa reforça suspeita que traficantes do CV obrigam comerciantes a comprar água com eles na Gardênia Azul

Print de conversa de whatsapp exibido pelo programa Balanço Geral da TV Record mostra conversa de um traficante falando para Doca, chefão do Comando Vermelho, que um comerciante não estava comprando água com os bandidos na Gardênia Azul, em Jacarepaguá e que estava atravessando adquirindo de um caminhão direto. O suspeito pergunta a Doca o que fazer e o chefão disse para mandar Gardenal, seu braço-direito ao local para resolver a situação. Segundo relatos nas redes sociais, depois que o CV tomou a comunidade, lixos se espalhando por toda a favela, teria havido aumento de cracudos perambulando nas ruas, uso de drogas na frente das crianças, e os serviços básicos como correios, Uber, coleta de lixo, caminhões de entregas não podem entrar na localidade.

CV pode ter tomado mais uma área da milícia em Jacarepaguá

Ao que tudo indica, traficantes do Comando Vermelho da Praça Seca e do bairro do Tanque teriam entrado e dominado na última quarta-feira na comunidade do Renascer, onde supostamente não teria resistência dos milicianos que anteriormente cobravam taxas na região. Uma postagem que circulou nas redes sociais diz que é para os moradores não pagarem mais taxas. Lembrando que os milicianos da Renascer estavam ajudando na guerra contra o CV na Vils Sapê, em Curicics.

Justiça aceitou denúncia contra chefões do tráfico na Pedreira (TCP) por homicídio de rival do CV

Depois de dois anos, a Justiça determinou que seja recebida denúncia do Ministério Público Estadual contra os líderes do tráfico do Complexo da Pedreira (TCP), em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, vulgos Coelho, Arafat, Raro e Cego ou Morcego pelo homicídio de um traficante rival em 2023. Uma amiga da vítima teria avisado aos familiares de sua morte e dado informações acerca da dinâmica dos fatos. Ela contou em mensagem, via facebook, que a vítima Sérgio teria entrado para o tráfico da comunidade do Mata Quatro – localizada no interior do Complexo do Chapadão e dominada pela facção criminosa Comando Vermelho – e que no retorno de seu primeiro dia de “trabalho”, o veículo, onde ele, teria sido interceptado pela facção rival Terceiro Comando Puro, quando trafegava de uma favela para outra. A vítima então teria sido capturada, juntamente com outros traficantes do Chapadão, e dias depois, seu corpo foi encontrado com marcas de tiros na entrada do Complexo da Pedreira, enquanto os demais ocupantes do veículo teriam sido baleados ou estariam desaparecidos .Tais informes vieram aos autos por meio das duas únicas testemunhas ouvidas na investigação, mãe e irmã da vítima, que, frise-se, não presenciaram o fato, tampouco souberam identificar quem seriam os traficantes envolvidos na morte da vítima. Diante do impasse no rumo da apuração, os investigadores passaram a colher informes sobre os indivíduos ligados ao tráfico naquela localidade, chegando a autoridade policial, em seu relatório final, a representar pela prisão preventiva de quatro elementos como mandantes/partícipes do homicídio tratado neste processo. Segundo a Justiça, na época, havia notória falta de elementos indiciários aptos a dar suporte à ação penal, já que, conquanto oportuno o levantamento realizado pelos agentes, tal só serviria como um reforço de eventual prova, mas não para sustentar justa causa para o oferecimento de denúncia por homicídio contra pessoas. Por conta disso, naquela ocasião, a denúncia foi rejeitada. Entretanto, em agosto do ano passado, por conta dos depoimentos da mãe e irmã da vítima dos prints de conversa do whatsapp e o Laudo de Exame de Local de Encontro de Cadáver), a Justiça aceitou o recurso do MPRJ e concordou com a denúncia. Dos suspeitos denunciados, Arafat e Raro estão presos.

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