Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Comando Vermelho

Três anos depois, Justiça manda prender acusados de executar PM na Avenida Brasil, mas deixa supostos mandantes de fora do processo

Depois de mais de três anos de um dos ataques mais violentos registrados na Avenida Brasil, na altura da Penha, a Justiça finalmente decidiu agir contra parte dos envolvidos na ação criminosa que terminou com a morte do policial militar Victor Hugo Lustoza Barros e deixou outro agente sob ataque de tiros de fuzil. Apesar do avanço no caso, a decisão judicial acabou deixando de fora justamente os apontados chefões do tráfico da Nova Holanda, citados pelo Ministério Público como líderes da organização criminosa. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio descreve uma madrugada de terror ocorrida em 16 de abril de 2023, quando criminosos envolvidos numa tentativa de roubo à empresa JADLOG abriram fogo contra policiais militares na Avenida Brasil. Segundo as investigações, os criminosos estavam fortemente armados e utilizaram até fuzis calibre 5,56 durante o confronto. Victor Hugo acabou atingido pelos disparos e morreu no local. O policial Marcelo Juvenal Araújo, que estava junto da vítima fatal, também teria sido alvo dos tiros, mas sobreviveu. De acordo com a denúncia, os criminosos fugiam após a tentativa de assalto quando encontraram uma viatura da PM estacionada. Foi nesse momento que os ataques começaram. O laudo pericial apontou marcas de tiros na viatura policial, reforçando a violência da emboscada. A investigação identificou o veículo utilizado pelos criminosos, um Honda WR-V prata, além de reunir depoimentos e laudos que apontaram a participação de integrantes ligados ao tráfico da Nova Holanda, no Complexo da Maré. Entre os denunciados estavam Luiz Carlos Gonçalves, conhecido como “LC”, e Rodrigo da Silva Caetano, o “Motoboy”, apontados como líderes do tráfico de drogas na comunidade e acusados pelo Ministério Público de autorizar ações criminosas da quadrilha. Segundo a denúncia, ambos exerciam papel de comando dentro da organização criminosa e teriam ligação direta com a estrutura usada nos roubos e ataques armados. No entanto, apesar das acusações, a Justiça rejeitou a denúncia contra os dois traficantes. Na decisão, o magistrado afirmou que o Ministério Público não conseguiu apresentar elementos suficientes que demonstrassem, de forma concreta, que os dois chefões determinaram especificamente o ataque que terminou na morte do policial militar. O juiz destacou que ocupar posição de liderança no tráfico não seria suficiente, por si só, para responsabilizá-los diretamente pelo crime. Com isso, LC e Motoboy ficaram fora da ação penal neste momento e também escaparam dos pedidos de prisão preventiva. Por outro lado, a Justiça aceitou a denúncia contra Lucas Wandel Meireles do Nascimento, Alexandre Araujo da Costa e João Pereira de Araújo Júnior, o “Russo”. Segundo as investigações, Lucas estaria dentro do carro usado pelos criminosos e teria efetuado disparos de fuzil contra os policiais. Alexandre foi apontado como integrante da quadrilha responsável pela tentativa de assalto à transportadora. Já Russo teria papel estratégico dentro da organização criminosa, sendo responsável pelo fornecimento de armas, logística e escolha dos alvos das ações criminosas. A decisão judicial também decretou a prisão preventiva dos três acusados, citando a gravidade extrema do caso, o uso de armamento de guerra, o risco de fuga e a atuação da organização criminosa na comunidade da Nova Holanda. O magistrado ressaltou ainda que o ataque contra policiais fardados em serviço representou um grave abalo à segurança pública. Enquanto isso, outros nomes citados no procedimento tiveram o caso arquivado devido às mortes dos investigados. Mesmo após anos de investigação, o caso segue cercado de questionamentos, principalmente pelo fato de os apontados líderes da facção terem ficado de fora da denúncia aceita pela Justiça, apesar de serem citados pelo próprio Ministério Público como responsáveis pela estrutura criminosa que comandava os ataques armados e roubos na região. Vitor stava na corporação desde 2011 e deixou uma filha.

Traição e morte: homem acusado de ser X9 teria sido atraído para emboscada montada por traficantes e suposto policial na Gardênia Azul (CV)

Um relatório da Justiça do Rio aponta que um suposto policial, que não foi indicado se seria civil e militar, estaria envolvido em um homicídio cometido pela quadrilha do traficante BMW, que comanda a Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. De acordo com o documento, no dia 28 de agosto do ano passado, por volta das 20h30min, o traficante Alex estaria em companhia do suposto policial, realizando o planejamento da captura e execução da vítima Wagner”, Sobre BMW, ele foi expressamente apontado por uma das testemunhas como o autor do fato. Ele e Cabecinha são citados nas conversas de Whatsapp entre a vítima e o policial, o que, em tese, teria dado ensejo à ação de capturar e executar a vítima, em retaliação, por ser classificado como “X-9”. BMW e Cabecinhateriam, segundo consta dos autos, ofendido a integridade física da vítima Wagner, provocando as lesões corporais que o levaram à morte. Após isso, os acusados teriam ocultado o cadáver da vítima, em local incerto e não conhecido. Segundo consta, os acusados teriam desconfiado de que a vítima estaria fornecendo informações à polícia, daí teriam simulado interesse na compra de um relógio seu, com o objetivo de atraí-la até as proximidades da região conhecida como “Guaravita”, onde teria sido abordada, colocada em um veículo e levada até o local onde teria sido executada. BMW e Cabecinha estão com a prisão preventiva decretada.

Ex-traficante do CV que tentava recomeçar a vida foi chamado de volta à favela agora sob o domínio do TCP e acabou morto; Justiça só agiu quase dois anos depois

Chamado por um suposto amigo para voltar à comunidade onde havia deixado o tráfico para trás, Lucas Soares da Silva saiu de casa dizendo que “seria rápido”. Horas depois, desapareceu. Na manhã seguinte, o jovem foi encontrado morto em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quase dois anos após o crime, a Justiça finalmente deu andamento ao caso e aceitou parcialmente a denúncia contra um dos acusados de participação no assassinato. A motivação da execução, no entanto, continua um mistério cercado de dúvidas, silêncio e versões conflitantes. Segundo familiares, Lucas tentava reconstruir a vida após abandonar o tráfico. Depois de sair da prisão em 2022, passou a trabalhar como ajudante de pedreiro ao lado do tio e também vendia roupas para sobreviver. Pessoas próximas afirmam que ele queria se afastar definitivamente do ambiente criminoso da comunidade do Danon, em Nova Iguaçu, que na sua epoca de crime era dominada pelo Comando Vermeho. Mas o passado voltou a bater à porta. De acordo com a investigação, Lucas vinha sendo procurado por antigos conhecidos da época em que atuava no tráfico. Entre eles estava “Macauly”, apontado agora pelo Ministério Público como o homem que teria atraído o rapaz para uma armadilha mortal. A namorada da vítima, M.S.S, contou em depoimento que Lucas estava em sua casa no dia 14 de setembro de 2023 quando começou a receber mensagens insistentes no WhatsApp. Pouco depois, avisou que amigos estavam chamando para um encontro na comunidade do Danon. Ela tentou impedir que ele fosse. Lucas, porém, respondeu que voltaria rápido. Foi a última vez que saiu de casa com vida. Horas depois, ele desapareceu sem deixar pistas. Na manhã seguinte, Monique recebeu uma mensagem devastadora: uma foto da identidade de Lucas acompanhada da frase “ACHARAM ESSE MENINO MORTO AQUI EM NOVA ERA”. Desesperada, ela correu até o local indicado e encontrou o corpo do namorado já sem vida. Na época, M afirmou ainda estar grávida de Lucas. A mãe da vítima revelou em depoimento que Vinicius teria até providenciado um carro de aplicativo para levar Lucas até a comunidade onde ele acabou morto. Para investigadores, esse é um dos principais elementos que sustentam a acusação de que o acusado teria participado da emboscada. Em depoimento à polícia, Macauly confirmou que era amigo de Lucas e admitiu que ambos já haviam atuado no tráfico da comunidade do Danon. Ele também declarou que esteve com a vítima horas antes do desaparecimento, afirmando que os dois saíram juntos para comprar uma peça para um tablet e depois seguiram para sua casa, onde fizeram um lanche preparado por sua mãe. Segundo Macualy Lucas deixou o local por volta das 17h para ir até a casa da namorada e, desde então, ele não teria mais mantido contato com o amigo. O acusado afirmou ainda que só soube da morte na manhã seguinte pelas redes sociais. No depoimento, Vinicius também confirmou que Lucas já havia trabalhado no tráfico do Danon e disse que, após deixar a prisão, ele teria retornado à comunidade já sob domínio do TCP. Apesar disso, alegou não saber quem matou o rapaz nem qual teria sido a motivação do crime. A Justiça decidiu não decretar a prisão preventiva de Vinicius Reis, impondo apenas medidas cautelares. Já o traficante conhecido como Boris ou Tiririca, apontado como líder do TCP no Danon e denunciado pelo Ministério Público como suposto mandante da execução, acabou beneficiado pela rejeição da denúncia. O juiz entendeu que não existem provas suficientes de que ele tenha ordenado diretamente o homicídio. Na decisão, o magistrado também afirmou que a investigação ainda não conseguiu esclarecer exatamente o que motivou a morte de Lucas. O Ministério Público sustentava a hipótese de que o rapaz teria sido executado por integrantes da facção por supostas desavenças relacionadas ao fato de ter deixado o tráfico, mas a tese não foi considerada suficientemente comprovada. O caso continua cercado de perguntas sem respostas. Por que Lucas foi chamado de volta ao Danon? O que aconteceu depois que ele entrou na comunidade? E quem decidiu sua morte? Enquanto a investigação tenta esclarecer os bastidores do crime, familiares convivem com a dor de ver o jovem que dizia querer abandonar o passado acabar executado de forma brutal após retornar ao lugar de onde tentava se afastar

NOVA IGUAÇU: Rapaz foi morto por traficantes do CV porque postou em rede social foto com time de futebol da milícia. Desesperada, mãe foi at´pe a boca de fumo pedir notícias do filho

A Justiça do Rio decretou em abril a prisão de mais dois envolvidos no assassinato de um rapaz em setembro de 2025 no bairro de Austin, em Nova Iguaçu. O rapaz foi morto porque publicou em rede social foto usando o uniforme de um time de futebol considerado rival (da milícia) pelos autores do crime, que são ligados ao Comando Vermelho. O asassinato teve contornos ainda mais dramáticos porque a mãe da vítima foi até a boca de fumo para saber da notícia do filho;Um outro suspeito, vulgo Buzico, já teve a prisão decretada em fevereiro. Narra a denúncia que “entre os dias 21 de setembro de 2025 – quando a vítima foi retirada de sua residência situada na Rua Bilu, nº 03, Bairro Vila Guimarães, Austin, Nova Iguaçu/RJ – e o dia 24 de setembro de 2025, data em que seu corpo foi localizado na Estrada do Tinguazinho, s/n, Tinguazinho, Nova Iguaçu, os criminosos efetuaram disparos de arma de fogo contra a vítima Matheus Ribeiro dos Santos, que veio a óbito; O crime foi cometido por motivo torpe, consistente na imposição violenta de domínio territorial pela facção criminosa Comando Vermelho tendo a vítima sido executada em razão da publicação, em rede social, de fotografia na qual vestia uniforme de time de futebol cujos integrantes teriam suposto vínculo com uma organização criminosa rival daquela integrada pelos autores O homicídio foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, a qual foi retirada de sua residência pelos denunciados e por seus comparsas, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, e conduzida, sob coação, para o interior de área dominada pelo grupo armado, onde foi executada com múltiplos disparos de arma de fogo após permanecer sob o domínio dos acusados, sem qualquer possibilidade de reação ou fuga, em ambiente integralmente controlado pelos criminosos.” A mãe de Matheus foi chamada no dia 21 de setembro por dois amigos do seu filho para avisar que Buzico teria levado Matheus.Ela disse que Buzico é morador da região, e que o conhece desde que ele” nasceu; Que o filho e o bandido já tiveram problemas em um jogo de futebol no campo do zenit, em Austin. Desde então “Buzico” vinha ameaçando Matheus. A mae ao correr até a esquina de sua rua ainda conseguiu ver três motos em uma moto estava um indivíduo não identificado pilotando e Buzico na garupa e Matheus no meio. Viu ainda mais outros dois indivíduos um em cada moto, sendo uma delas a do filho. Ela não conseguiu alcançar as motos por estar a pé e foi até a comunidade São Simão, sabendo que “Buzico” é integrante do tráfico desta comunidade, dominada pela facção criminosa “comando vermelho”; Ao chegar na favela, um traficante falou para a declarante ir na “boca do flamengo onde ela viu Buzico. Ele veio em sua direção com uma moto, modelo honda PCX e arma em punho; Buzico” ficou rodeando a declarante com a moto e ela perguntando onde estava seu filho; O bandido respondeu que não tinha pego Matheus.A mãe retrucou. “Você pegou o meu filho, que eu vi”; “Buzico” respondeu “Foi eu que matei ele?”, “Pode me empurrar mais um homicídio, o do “Nando” foi eu que matei mesmo, (Fazendo referência ao homicídio do procedimento 861-00979/2024) mas pode ir lá e depois aguenta as consequências” e subiu a rampa; A mãe perguntou quem era o responsável e um dos indivíduos se identificou; Que a declarante pediu para que entregassem o seu filho e o traficante disse que ia ver o que poderia fazer, e pegou uma moto e subiu a ladeira; Quando o traficante saiu já era 02hrs da manhã e voltou depois de uma hora e meia falando para a declarante ir embora que o filho dela estava morto:A mulher pediu para que pelo menos entregassem o corpo de Matheus e o traficante Que o informou que não poderia fazer mais nada e que já tinha falado de mais;. A mãe do rapaz morto foi para casa por volta das 05hrs30min. No entanto, mpaciente com a situação foi novamente à comunidade São Simão.Ao chegar na boca, haviam dez pessoas e a cunhada dela que a acompahava perguntou a um traficante sobre Matheus e o bandido respondeu que não queria saber e que não para envolver o nome dele; A mãe recebeu uma ligação anônima que informou a declarante que não era só “Buzico” que estaria envolvido na morte de seu filho e que um traficante chamado Matheus também estaria e que a motivação seria que a vítima teria postado uma foto em que estaria usando uniforme de um time de várzea da região em que alguns integrantes do time seriam milicianos. A moto que Matheus usava era de trabalho e pertencia ao patrão dele, que disse que, no dia do fato, pelo aplicativo da seguradora da moto, constava que a localização do veículo estaria na comunidade São Simão; A tia de Matheus falou que implorou a um traficante para que entregasse o sobrinho. “Por favor Matheusn é meu sobrinho, me ajuda”. O bandido respopndeu. “Sai de perto de mim, não fala meu nome aqui não”.Perguntada o que sabia do homicídio, respondeu que pelo fato da declarante ter um comércio na região, todos comentam que Buzico e um traficante chamado Matheus e seriam os autores do homicídio em tela. Falou inclusive que Buzico já teria ameaçado o sobrinho de morte anteriormente; Sobre a motivação, a declarante respondeu que seria pelo fato de Matheys ter tirado fotografia com um time de futebol que possuem milicianos que jogam nesse time. O patrão de Matneus afirmou que Buzico e comparsa estavam “tacando” terror na comunidade e que a vítima era trabalhador e não possuía envolvimento com a milícia; Contou inclusive que quatro dias antes do homicídio, Matheus lhe relatou que Buzico teria ido até ele e perguntou se o mesmo estava na “mancada” e mandou o mesmo abrir o olho;

Testemunha detona: CV da Penha manda em Belford Roxo e banca ataques na cidade

No ano passado estourou uma guerra na comunidade Gogó da Ema, em Belfors Roxo,. O traficante vulgo Ésquilo deu um golpe no criminoso vulgo Lacoste e trouxe o Comndo Vermelho para a Favela. Foram semanas de tiroteios com o Terceiro Comando Puro tentando retomar o controle.  Uma testemunha ouvida pela Justiça fez uma declaração reveladora. Segundo ela, o Bonde do Ésquilo que hoje está. no Gogó é submisso ao tráfico de drogas do Complexo da  Penha, De acordo com o declarante, os traficantes prestam satisfações para o chefe da organização criminosa do Comando Vermelho, Edgar Alves de Andrade, vulgo “Doca ou Urso. A testemunha ainda disse que os ataques em Belford Roxo partem do traficante BlBochecha Rosa”, frente da comunidade do Corte 8, em Duque de Caxias; E falou ainda quem apoiava financeiramente os ataques em  em Belford Roxo, disse que eram os frentes do Complexo da Penha. Doca, Bochecha e Ésquilo foram denunciados por um homicídio resultante desta guerra. A Justica acatou a denúncia em abril mas não decretou a prisão dos suspeitos. A Corte deteminou diligências requeridas pelo Ministério Público Estadual e requisitou laudos periciais pendentes,

Em embates na Zona Norte carioca, CV teria matado quatro do TCP e pego dois fuzis

Informações que circulam nas redes sociais nesta segunda-feira apontam que traficantes do Comando Vermelho teriam matado quatro rivais do Terceiro Comando Puro durante amanhã. Segundo relatos, o CV atacou a comunidade do Amarelinho em Irajá, matou dois inimigos e pegou um fuzil. Em outra ação, o TCP deu um baque msl sucedido na comunidade Faz Quem Quer, em Turiaçu, tendo foi-se integrantes mortos e um fuzil perdido.

Prisão decretada: Justiça manda caçar traficantes do CV por execução na guerra do Morro do Chaves — invasão e terror vêm à tona

A Justiça apertou o cerco e mandou prender dois traficantes do Comando Vermelho acusados de envolvimento em um homicídio ligado à guerra sangrenta que tomou conta do Morro do Chaves, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio. Entre os alvos está o criminoso conhecido como GB. Mesmo sem revelar o nome da vítima ou a data do crime, os autos expõem um cenário de terror. A investigação aponta que a comunidade foi invadida por criminosos do CV, que passaram a ameaçar moradores e caçar possíveis integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). A vítima teria desobedecido a ordem de deixar a área e acabou marcada para morrer. Foi rotulada como colaboradora da facção rival e executada em meio à escalada de violência. Um dos envolvidos já está preso. Ele foi flagrado com um verdadeiro arsenal de guerra: fuzis, munições e até uma granada. O avanço do CV faz parte de uma ofensiva para dominar territórios estratégicos e pressionar áreas do Complexo da Pedreira, controladas pelo TCP. Enquanto isso, moradores vivem sob medo constante. Há relatos de restrições ao direito de ir e vir e até suspensão de atividades escolares. Em fevereiro, a disputa ganhou novos contornos. Criminosos do TCP exibiram nas redes sociais vídeos e fotos da tentativa de retomada do morro, em tom de provocação. “Falaram que a gente não iria vir de novo… Olha onde a gente tá! Pesado, naquele pique”, diz um deles, mostrando um fuzil. Em seguida, o desafio: “Bota a cara pra morrer, pô. Cadê? Saíram correndo”. Em outra postagem, a ameaça é ainda mais direta: “Bota a cara pra morrer que eu tô doido pra arrastar cadáver”. As imagens mostram criminosos armados, em meio a pichações do CV, reforçando o clima de guerra aberta e o domínio do medo na região.

Guerra na Tijuca: CV diz que proibiu cobrança de taxas após invasão, mas domínio das comunidades segue indefinido

A guerra entre facções na Tijuca, que explodiu neste fim de semana e espalhou pânico entre moradores, continua repercutindo com força nas redes sociais, alimentando ainda mais a tensão na região. Uma página no Instagram, supostamente ligada ao Comando Vermelho, publicou um recado direto após a invasão das comunidades da Casa Branca, Chácara do Céu e Morro do Cruz. No texto, a facção afirma que estaria proibida a cobrança de taxas de comerciantes e tenta se apresentar como uma espécie de “reguladora” local: “Nossa facção CV não admite esse tipo de ato. A partir desta semana estaremos normalizando a internet e a TV a cabo para todos, a instalação será gratuita”. Enquanto isso, versões conflitantes aumentam o clima de incerteza. Há relatos de que o CV teria assumido o controle das comunidades, mas também circula a informação de que, após a chegada da Polícia Militar, os invasores recuaram e traficantes do Terceiro Comando Puro retomaram as áreas — cenário que mantém o território instável e moradores sob constante medo de novos confrontos.

Tijuca em guerra: facções se enfrentam nas redes e vídeos mostram balas traçantes no céu

A disputa entre facções criminosas que transformou a Tijuca, na Zona Norte do Rio, em cenário de guerra neste fim de semana ganhou mais um capítulo — agora escancarado nas redes sociais e acompanhado em tempo real por moradores aterrorizados. Relatos indicam que traficantes do Comando Vermelho (CV), que atuam no Morro do Borel, lançaram uma ofensiva para tentar invadir os morros do Cruz, Casa Branca e Chácara do Céu, áreas sob domínio do Terceiro Comando Puro (TCP). A região, considerada estratégica, virou alvo de uma disputa violenta por território. Nas redes, o TCP negou qualquer avanço rival e reforçando a permanência na área. “Nada mudou na Casa Branca. Só TCP na pista, doido para matar comando”, escreveu o grupo. Os integrantes do CV, no entanto, chegaram a anunciar a suposta tomada da Chácara do Céu. “TCP aqui nunca mais. Nós que tá permanecendo”, diz a postagem, em tom de provocação e afirmação de controle. A resposta do TCP veio logo depois, também pela internet, negando qualquer avanço rival e reforçando a permanência na área. “Nada mudou na Casa Branca. Só TCP na pista, doido para matar comando”, escreveu o grupo. Enquanto isso, vídeos compartilhados por moradores mostram o céu da Tijuca riscado por balas traçantes durante a madrugada, evidenciando a intensidade dos confrontos e o risco para quem vive na região. Diante da escalada da violência, equipes do BOPE foram acionadas e reforçaram o policiamento com o uso de veículo blindado, o caveirão. A presença policial tenta conter o avanço dos criminosos, mas o clima segue de tensão e medo entre os moradores.

Moradores ficaram em pânico com mais uma madrugada de tiroteio na Tijuca. “Foi um horror, fiquei desesperada”. VIDEO

. Tiro que nao acabava mais. Estamos entregues. Cidade maravilhosa pra quem?? . Muito tiro!! Guerra! Assustador!! muitos tiros ainda !!! pesado é no cruz atrás do meu prédio acordei com o barulho só pela misericórdia divina, é muito tiro,né preocupo com as pessoas que estão saindo para trabalhar e aquelas que estão chegando. E os que podem ter suas casas atingidas…foi um terror a noite e início da manhã.. Foi um horror eu fiquei desesperada porque não sabia da onde estava vindo os tiros .Parecia Guerra. Foi uma noite infernal. Tijuca voltando aos velhos tempos. Escutamos muito e infelizmente acabaram com a paz que reinava !!!!! Essas foram algumas reações nas redes sociais dos moradores da Tijuca que passaram por momentos de pânico durante a madrugada em um intenso tiroteio no bairro. Segundo relatos, teria ocorrido um ataque de traficantes do Morro do Borel, dominado pelo Comando Vermelho, ao Morro do Cruz, área do Terceiro Comando Puro;Há vários meses vem ocorrendo confrontos na região mas nas últimas semanas, houve uma parada. O CV vem há tempos tentando tomar o Cruz e por vezes também ataca os morros da Casa Branca e Chácara do Céu, que também são dominados pelo TCP.

CATEGORIA:

copyright © 2025 Fatos Policiais. todos os direitos reservados

Rolar para cima