Estudo do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI/UFF) revela que as milícias são o grupo armado com maior extensão territorial sob seu controle ou influência na Região Metropolitana do Rioç]. Em 2024, os paramilitares controlavam ou influenciavam 49,4% da extensão territorial da região sob o domínio de grupos armados, o que corresponde a 201 km². No entanto, quando considerado apenas o controle territorial, o Comando Vermelho é quem assume a primeira posição com 47,5% dos territórios controlados (150 km²) sob seu domínio. O Terceiro Comando Puro ainda está muito distante das maiores forças do Grande Rio: as milícias e o CV. É a terceira força, sendo responsável por 8,05% da extensão do controle territorial dos grupos armados no período e 7,8% quando soma dos controle e influência. Em 2024, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), 18,1% da superfície territo rial urbanizada da RMRJ e 34,9% da população se encontravam sob controle ou influência exercida por algum grupo armado. Isso significa que há mais de 4 milhões de habitantes do Grande Rio J sob controle ou influência de grupos armados, Na dimensão populacional, em 2024, o Comando Vermelho lidera o domínio sobre pessoas: 47,2% da população sob controle armado — aproximadamente 1,607 milhão de habitantes. O CV tem no Leste Fluminense sua área de maior hegemonia territorial, além de ser o local responsável pela maior área em Km² sob seu controle e influência. O grupo é também incontestavelmente hegemônico na Zona Sul e no Centro da Capital. As milícias são o grupo hegemônico na Capital, onde controlam 67,9% dos territórios e 47,3% da população sob controle armado e, somados o controle e a influência armada, controlam 74,1% do território e 52,7% da população. Isso se deve principalmente à sua forte hegemonia na Zona Oeste da Capital. Também a Zona Norte e a Baixada Fluminense são regiões que concentram parte importante do controle/influência territorial e populacional das milícias, embora o CV seja o principal grupo nessas áreas TCP, a terceira força e com tendência ao crescimento, também tem participação signifi cativa nessas duas áreas, além da Zona Oeste. Os ADA perderam territórios e população onde eram mais fortes, casos da Zona Sul da Capital, Baixada, Leste Fluminense, man tendo algum controle na Zona Norte e Oeste.