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Author name: Mario Hugo Monken

Sou redator com 25 anos de experiência em investigação policial, formado em Jornalismo. Ao longo da carreira, desenvolvi um olhar apurado para apurar e contar histórias complexas, com foco em detalhes e precisão. Minha paixão pela investigação e pela escrita me permite desvendar narrativas profundas, oferecendo ao leitor informações relevantes e impactantes sobre o universo da segurança pública.

Mario Hugo Monken

Para o STF, ao vazar informações para TH Joias, Bacellar queria mantar vínculo da política com o CV de olho em milhões de votos no próximo pleito eleitoral

Para o STF, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, era sabedor das notórias interações de TH Joias com o Comando Vermelho, visto que o parlamentar foi preso e permaneceu encarcerado por 10 meses entre 2017 e2018, tendo sido posteriormente condenado a quase quinzeanos de reclusão pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por tráfico de drogas. Por isso, Bacellar tomou ciência prévia da ação policial, conversou com o principal alvo de tal ação e ainda o orientou sobre a retirada de objetos de interesse da persecução da residência. Para o órgão, são fortes indícios da participação do presidente da ALERJ em organização criminosa.  O possível objetivo subjacente da ação obstrutiva é a manutenção do vínculo desses agentes políticos com o Comando Vermelho, facção responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro, o que se traduz em milhões de votos no pleito eleitoral que seavizinha, do qual Bacellar foi especulado como futuro candidato ao governo. Todos esses elementos descortinam a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos dapolítica fluminense que nos bastidores vazam informações que inviabilizam o sucesso de operações policiais relevantes contrafacções criminosas violentas, a exemplo do Comando Vermelho. Bacellar tinha influência não só na ALERJ  mas também no Poder Executivo estadual onde   gere a nomeação de cargos diversos na Administração Pública, inclusive em setores sensíveis à atuação de organizações criminosas, como a Polícia Militar e a Polícia Civil, de modo a potencializar o risco de continuidade delitiva e de interferência indevida na atividade investigativa.

Bacellar orientou TH Joias a retirar objetos da sua casa antes de operação para prendê-lo

Sobre a prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Rodrigo Bacellar, a decisão do STF informa que ela se deveu diante dos fundados indícios do vazamento de informações sigilosas que frustraram o cumprimento de operação em face do também deputado TH Joias, que acabou preso por envolvimento com o Comando Vermelho no mês de setembro. “Já no dia da operação, mais precisamente às 06:03h, a gravidade das interações vai além: TH envia para Bacellar a foto de um celular contendo as imagens do sistema de segurança. do imóvel objeto da busca, com a equipe policial desta Polícia Federal em seu interior, além de compartilhar com ele o telefone de sua advogada.”: A Polícia Federal ressaltou que Bacellar tinha o conhecimento prévio sobre a alteração do número de “TH Joias”, assim como orientou o investigado na remoção de objetos da sua residência, a indicar um envolvimento direto “no encobrimento do investigado à atuação dos órgãos de persecução penal” A Polícia Federal ressaltou que “TH inicia contato com Bacellar chamando-o de “01” e informando que está utilizando um novo número.Bacellar respondeu com uma figurinha, sugerindo que já tinha conhecimento de que haveria a troca. A atuação de Bacellar teve o objetivo de frustrar o sucesso da operação policial. na apreensão de bens de interessa da investigação A autoridade policial afirma, ainda, que (a) “logo após a efetivação das medidas cautelares, o Governador do Estado e a cúpula da ALERJ promoveram uma célere manobra regimental.  Esta ação política, que remete à notória Carta Picciani, resultou no retorno imediato de um deputado titular ao cargo, exonerando TH Joias (seu suplente) do mandato parlamentar, conforme consta na edição extraordinária do DOERJ de 3/9/2025 , dia da deflagração dasoperações policiais”, e (b) “a movimentação se justifica como uma estratégia imediata de controle de danos, visando desvincular a imagem da ALERJ do investigado TH Joias, que, como é de conhecimento público, era aliado político e presença constante em eventos institucionais dos Poderes Executivo e Legislativo”. Nesse aspecto, consigna que “tal articulação serve como forte indício de que o vazamento de informações pode ter tido como objetivo primário a proteção de agentes políticos aliados à organização criminosa”, e que “um possível objetivo subjacente da ação obstrutiva é a manutenção do vínculo desses agentes políticos com o Comando Vermelho, facção responsável pelo maior controle territorial do Estado do Rio de Janeiro”. Por fim, aponta que “tais elementos denotam o grau acentuado de vulneração à ordem pública decorrentes das condutas do investigado, Chefe do Legislativo estadual e, portanto, figura central no combate à criminalidadeviolenta no Estado do Rio de Janeiro”, diz a decisão.,  Veja prints de conversas

Presidente da Alerj foi preso suspeito de vazamento de informações na operação que prendeu TH Joias

Na manhã desta quarta-feira, 3/12, a Polícia Federal deflagrou a operação Unha e Carne para combater a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas que culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun, que teve o deputado estadual TH Joias preso por envolvimento com o Comando Vermelho. Na ação de hoje, a PF cumpriu um mandado de prisão preventiva contra o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e oito mandados de busca e apreensão, além de um mandado de intimação para cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).  A ação se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

Ex-agente penal envolvido em crimes no sistema prisional foi morto pelo tráfico em Campos

Policiais civis da 146ª DP (Guarus) em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público deflagram, nesta quarta-feira (03/12), a “Operação Clausura”. Com o objetivo de desarticular a guerra entre facções na região de Guarus, a ação mira também os responsáveis pela morte de um ex-agente penitenciário. Os agentes estão nas ruas para cumprir mandados de prisão e de buscas e apreensão.A investigação iniciou em abril deste ano após a morte do ex-agente penitenciário Marcelo Aparecido de Lima, expulso da corporação após uma investigação do GAECO apontar o envolvimento dele em crimes dentro do sistema prisional. Com a sua morte, os policiais civis da 146ª DP, após intenso trabalho de inteligência e de campo, verificaram que o homicídio teria sido executado por integrantes de uma facção e identificaram cinco envolvidos na empreitada criminosa. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) denunciou e obteve a prisão preventiva de cinco homens pelo homicídio do ex-policial penal Marcelo Aparecido de Lima e tentativa de homicídio de Felipe de Carvalho Silva, crime ocorrido em abril deste ano, em Campos dos Goytacazes. Os mandados de prisão estão sendo cumpridos pela Polícia Civil nesta quarta-feira (03/12). De acordo com a denúncia do GAECO/MPRJ, Marcelo dirigia pela Rua Capitão Menezes, acompanhado do sobrinho, quando o carro dos executores fechou a rua, impedindo o acesso. Três dos denunciados desceram do veículo e efetuaram vários disparos de arma de fogo, atingindo Marcelo na cabeça. Ele foi levado para o hospital em estado grave e morreu dois meses depois.

Carro adaptado para guerra do tráfico com seteiras para encaixar fuzil foi apreendido no Chapadão (CV)

A Polícia Civil realiza, nesta quarta-feira (03/12), mais uma ação da “Operação Torniquete”, na comunidade do Gogó de Guadalupe, no Complexo do Chapadão, Zona Norte do Rio. As diligências, coordenadas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), visam ao combate ao braço do Comando Vermelho que ordena e fomenta a prática do roubos de veículos. Até o momento, quatro criminosos foram capturados e um carro blindado, com seteiras, foi apreendido. O objetivo da ação é cumprir mandados de prisão, mas também apurar informações de inteligências para robustecer investigações em curso. Segundo apurado pela DRFA-CAP, a comunidade é um dos bunkers da facção criminosa para onde são levados automóveis subtraídos no Rio de Janeiro.Durante as diligências desta quarta, dois criminosos foram presos em flagrante, com drogas e arma. Outros dois procurados pela especializada também foram capturados. Um carro adaptado para “guerra do tráfico” foi localizado e apreendido. De acordo com as investigações, o veículo blindado foi rusticamente adaptado para ser usado nos “bondes” dos narcotraficantes. Outros automóveis produtos de crime também foram localizados .A “Operação Torniquete” foi implementada para reprimir roubo, furto e receptação de cargas e de veículos, delitos que financiam as atividades das facções criminosas, suas disputas territoriais e ainda garantem pagamentos a familiares de faccionados, estejam eles detidos ou em liberdade. Desde setembro de 2024, já são mais de 700 presos, além de cargas e veículos recuperados, avaliados em quase R$ 43 milhões. As ações são contínuas e já ultrapassam R$ 70 milhões em bloqueio de bens e valores.

CV atacou o Amarelinho (TCP) e deixou dois mortos

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, nesta terça-feira (02/12), policiais do 41º BPM (Irajá) foram acionados e se deslocaram até o Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari e ao PAM de Irajá, onde dois homens feridos por disparos de arma de fogo deram entradas. Ambos faleceram. ßegundo o comando da unidade, as informações preliminares indicam que os feridos seriam oriundos de um confronto entre grupos criminosos rivais na região de Acari. Ocorrência em andamento.  A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga as mortes de Emerson Costa dos Santos e Carlos Octavio de Araújo Cardoso. Diligências estão em andamento para apurara a autoria do crime. Emerson morreu em frente a uma clínica da família em Coelho Neto que chegou a ser atingida por tiro e foi fechada. De acordo com o jornalista Bruno Assuncâo, soldados do CV realizaram um ataque na favela do Amarelinho, em Irajá, na Zona Norte do Rio. Segundo minhas fontes, eles teriam utilizado uniformes escolares para entrar na comunidade. Durante a ação, um integrante do TCP e um morador foram atingidos. Um fuz!l que estaria com o cr!m!noso foi levado pelos rivais.

Justiça decreta prisão de Juninho Varão e quatro comparsas por homicídio em Guaratiba

A Justiça decretou a prisão do miliciano Juninho Varão e de outros quatro comparsas por um homicídio cometido no Jardim Maravilha, em Guaratiba. Segundo relatos de uma testemunha, no dia do crime (não revelado nos autos), um homem vestindo uniforme da Polícia Civil com uma balaclava, portando um fuzil, entrou em uma festa agachado, sendo certo que já havia ouvido da vítima que aquela pessoa não seria policial, mas que estaria no local para matá-la. Após ouvir um disparo que atingiu a vítima Layane e que após ouvir outros disparos, foi arrastada por amigos para fora do salão. Uma outra testemunha aduziu que sabia que a vítima tinha envolvimento com a milícia do Jardim Maravilha e que em determinado momento da festa em que estavam, ao sair do banheiro, avistou um homem alto, vestido todo de preto, rosto coberto e portando um fuzil e que ao deparar-e com ele, procurou abrigo junto à laje do banheiro, quando ouviu ao menos 4 disparos de arma de fogo e que souber que haviam mais 3 autores do crime. Os denunciados, membros notórios de organizações criminosas, arquitetaram um homicídio a ser praticado com arma de fogo, em local público. O local onde os disparos ocorreram possuía outras pessoas presentes, tendo sido uma outra pessoa uma segunda vítima da empreitada delitiva.

Preso padrasto suspeito de matar menino de dois anos

Policiais civis da 55ª DP (Queimados), com apoio de policiais militares, prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (01/12), um homem que assassinou o próprio enteado, de dois anos. Ele foi capturado momentos após o crime, a partir de trabalhos de investigação da unidade. A vítima deu entrada em uma unidade de saúde, na noite desta segunda, e funcionários constataram hematomas por todo corpo da criança. Diante dos fatos, a delegacia foi acionada e, em ação rápida, iniciaram diligências investigativas. Agentes foram à residência da vítima, ouviram testemunhas e identificaram e localizaram o homem responsável pelo crime. O homem, que era padrasto da criança, confessou que agrediu o menino. Segundo relatos, ele é agressivo e já havia batido na criança outras vezes. O criminoso foi autuado em flagrante por homicídio qualificado.

CORE foi no Tabajaras (CV) e matou traficante suspeito da morte de policial marido de juíza

Policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) realizaram, nesta terça-feira (02/12), uma ação na Ladeira dos Tabajaras, Zona Sul do Rio, para apurar informações de inteligência a respeito dos criminosos que mataram o policial civil João Pedro Marquini, em março. O responsável pelos disparos contra o agente foi neutralizado. Ao chegarem à comunidade, os policiais foram atacados pelos bandidos e houve confronto. Um dos criminosos ficou ferido e os comparsas obrigaram um morador a levá-lo para um hospital da região em uma kombi. Os agentes diligenciaram imediatamente até o hospital e conseguiram confirmar a morte de Jefferson Rosa dos Reis, conhecido como “Jef”. Contra ele, havia um mandado de prisão pelo homicídio. As investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apontaram que ele e um outro traficante foram os autores dos disparos. Jef tem anotações criminais por tráfico, associação para o tráfico, organização criminosa, roubo de arma de fogo, homicídio e latrocínio.

MPRJ apura supostas propinas pagas por facções a diretores de presídios para reduzir operações de apreensões de celulares e drogas

A 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital do MPRJ informa que existe procedimento sigiloso de investigação sobre suposta corrupção no sistema penitenciário fluminense , cujas informações não podem ser disponibilizadas. Segundo o que circula, esta sendo apurado o suposto pagamento de subornos a diretores penitenciários no estado, especialmente no complexo de Gericinó, para reduzir as operações internas em troca da chamada taxa de tranquilidade. Os promotores investigam alegações de que diretores e agentes penitenciários receberam quantias ilegais de prisioneiros ligados a facções como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro para reduzir inspeções, apreensões de celulares, drogas e outros itens proibidos dentro das unidades. A prática, que teria começado em 2025, ficou conhecida como a “taxa silenciosa”, supostamente paga para garantir menos operações e um ambiente mais favorável para as atividades das facções.

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